O Estado de S. Paulo - 23/10/2013
TV Brasil não passa "Roda Viva" com ex-ministra e fala em "falha humana" na hora da transmissão
A TV Brasil, canal estatal do governo federal, não retransmitiu ao
vivo a participação da ex-ministra Marina Silva no "Roda Viva", da TV
Cultura, na noite de anteontem. A justificativa: um problema técnico de
polarização de sinal causado por falha humana.
Essa falha, disseram os assessores da estatal federal, foi causada
por um funcionário novo que estava no posto de trabalho no Rio de
Janeiro, de onde o material da Cultura, TV estatal paulista, seria
retransmitido.
Os assessores da TV Brasil disseram que esse novato "não conseguiu
sincronizar o sinal que chegava de São Paulo". Quando o técnico mais
antigo, conhecedor do procedimento, chegou, já haviam se passado 15
minutos do início do programa com Marina. A direção da TV Brasil
decidiu, então, reprisar um programa antigo, com o artista e escritor
Nuno Ramos.
Quando as queixas começaram a surgir, no intervalo da entrevista de
Nuno Ramos, a TV Brasil exibiu um comunicado explicando que, "por
problemas técnicos", a emissora estava "impossibilitada de exibir o
programa Roda Viva" ao vivo. Informava também que a entrevista com a
entrevista da ex-ministra de Lula, hoje opositora do governo federal,
seria apresentada no dia seguinte, no mesmo horário, "na íntegra".
Autonomia. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da
República disse que foram informados de que "houve um problema técnico
na TV Brasil", mas sugeriram que a reportagem procurasse a própria
emissora para obter os esclarecimentos. "Lembramos que a TV Brasil é
uma empresa pública e goza de autonomia legal, estando vinculada mas
não subordinada à Secom. Esclarecemos ainda que o Conselho de
Administração da EBC não tem atribuições na gestão da programação da TV
Brasil". Em nota oficial a TV Brasil esclareceu que "uma falha na recepção do sinal enviado pela TV Cultura para a TV Brasil
no Rio de Janeiro impossibilitou a transmissão do programa" "Roda
Viva".
A nota diz ainda que "houve problema no acionamento do código que faz
o alinhamento do sinal" e "assim que tudo foi resolvido, 17 minutos
depois do início do programa, a diretoria de conteúdo e programação da
emissora tomou a decisão de exibi-lo na íntegra hoje (ontem)".
Primeira vez. A assessoria de imprensa da TV Cultura informou que o
sinal do programa foi transmitido normalmente. Foi a primeira vez,
disse a assessoria, que uma ocorrência como essa foi registrada na
transmissão do "Roda Viva". / Tânia Monteiro e Igor Giannasi
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Não aprenderam nada, nem esqueceram nada - Luiz Werneck Vianna
O Estado de S. Paulo - 23/10/2013
O estado de coisas da política no País desafia o entendimento, tudo está fo-, ra dos eixos e sob o império da imprevisibilidade. São três as candidaturas principais à sucessão presidencial, de certo, mesmo, apenas as legendas - PT, PSDB e PSB-Rede -, uma vez que cada qual tem seu duplo: Dilma, o Lula; Aécio Neves, José Serra; e Eduardo Campos, Marina Silva. As manifestações e os protestos de rua, que se sucedem numa interminável parada cívica, iniciaram-se sob o figurino de Chapeuzinho Vermelho para a horas tantas, imprevistamente, se travestirem com as roupagens do Lobo Mau.
A política, arredia até os idos das jornadas de junho, a partir daí tomou conta do cenário, com intensa movimentação dos partidos, inclusive com a criação de mais duas legendas, e dos movimentos sociais, particularmente daqueles vinculados às novas camadas médias -categoria social que, entre nós, é de compreensão fugidia -, embora esses dois grupos mal se toquem, salvo nos pontos mais doloridos. Mas, como se viu, essa movimentação girou no vazio, uma vez que, com a distância que partidos e movimentos sociais mantêm entre si, nem aqueles têm sua legitimidade reforçada, nem estes refinam suas agendas, a fim de conduzi-las à concretização, as quais são, no melhor dos casos, tangidas em estado bruto para uma ação legislativa de emergência. Nessa lógica, os movimentos exaurem-se em suas atividades episódicas, não deixando rastro institucional.
Num certo momento, a fúria legislativa, orientada para sanar o imenso vazio entre os órgãos de representação e os representados, foi de tal monta que poderia sugerir estarmos a viver um processo constituinte permanente. Apropria Constituição, justo no ano em que completa 25 anos de bons serviços prestados ao País, foi posta sob ameaça com a tentativa da Presidência da República de convocar uma dita Assembleia Constituinte para o fim exclusivo de realizar uma reforma política, que certamente ultrapassaria esses limites. Felizmente, tal risco foi exorcizado e ninguém fala mais dela. Na retórica, flertou-se com o tempo das revoluções, não faltando os devaneios barrocos sobre os poderes constituintes da multidão.
Mas o fosso a separar os partidos e os políticos das ruas, da juventude e dos movimentos sociais, longe de diminuir no curso desses longos meses que já nos separam dos idos de junho, agrava-se. Trata-se de uma combinação que alia a descrença generalizada nas instituições políticas e, em geral, nas republicanas à adesão a um fervor quase místico na ação espontânea do social. O colunista Arnaldo Bloch, no artigo Sobre nazismo e descrença na política (O Globo, 12/10), não importa que hiperbolicamente, fixou um registro que não pode mais passar despercebido: "No Brasil, um caldo de cultura ruim está se formando".
Por toda parte, larva a síndrome do ressentimento, especialmente nos jovens e em todos os que não se sentem reconhecidos em seus direitos e identidades, a sensação de uma exclusão injusta porque, embora se sintam formalmente convidados pelas nossas instituições e pelo discurso oficial a participar do festim dos êxitos da modernização econômica do País, esbarram na estreiteza das portas que dão acesso a ele. No SUS, nas escolas, por toda parte. Ressentimento, desconfiança, anonimato, nas ruas e na internet, orgulhosa recusa dos caminhos do diálogo com o outro e desdém, quando não desprezo, pela esfera pública instituída. Nada medra nesse terreno sáfaro e tudo definha ao seu redor.
Duas décadas de uma política que hipotecou a sorte do moderno à modernização, em suas opções pelas alianças com o que há de recessivo e anacronicamente tradicionalista, sob o império dessa forma de presidencialismo de coalizão sem princípios triunfante entre nós, obstou o acesso à participação política dos filhos dos seus próprios sucessos econômicos-, recomendando-lhes que usufruíssem as delícias do consumo. A recomendação valia para todos, mas o desfrute, é claro, teria de ser duramente diferencial.
Não à toa, quando esses setores emergentes despertaram! para a política, processo disparado pelo tema da mobilidade; urbana, tinham diante de si uma sociedade civil apática, envolvida nas malhas das agências estatais, com suas ONGs cooptadas e uma atividade partidária que mais lembrava um mercado em que se tomava cá para entregar algo acolá. A reação à sua presença foi quase caricata, legislando-se de afogadilho em obediência à pauta que as tabuletas portadas pelos manifestantes estampavam, fazendo morrer à míngua uma reforma democrática da política que lhe devolvesse vida.
A política, contudo, não conhece vácuo e, fechados os novos caminhos que pareceram abertos para ela, está aí, trilhando com pachorra os que lhe são velhos conhecidos. Aí, o retor-nocfa Ação Penal 470, já esquecida dos "crimes contra a República" - qualificação dada pelos votos da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal no seu julgamento -, para a satisfação do nosso cediço bacharelismo, com esses embargos infringentes que aí estão e as piruetas hermenêuticas que os justificam. E para atestar que tudo está como j dantes no quartel de Abrantes, também aí os lances rocambolescos deste início de sucessão presidencial, testemunhando que os nossos políticos "não aprenderam nada, nem esqueceram nada" com as jornadas de junho, tal como na frase conhecida de um estadista da França do período da Restauração sobre os aristocratas do Antigo Regime que, banidos pela Revolução Francesa, se recusavam a reconhecer que não havia volta para o seu mundo de antanho.
Não há dúvida, em 2014, dentro e fora dos estádios, devemo-nos preparar para emoções de tipo padrão Fifa.
Professor-pesquisador da PUC-RIO.
O estado de coisas da política no País desafia o entendimento, tudo está fo-, ra dos eixos e sob o império da imprevisibilidade. São três as candidaturas principais à sucessão presidencial, de certo, mesmo, apenas as legendas - PT, PSDB e PSB-Rede -, uma vez que cada qual tem seu duplo: Dilma, o Lula; Aécio Neves, José Serra; e Eduardo Campos, Marina Silva. As manifestações e os protestos de rua, que se sucedem numa interminável parada cívica, iniciaram-se sob o figurino de Chapeuzinho Vermelho para a horas tantas, imprevistamente, se travestirem com as roupagens do Lobo Mau.
A política, arredia até os idos das jornadas de junho, a partir daí tomou conta do cenário, com intensa movimentação dos partidos, inclusive com a criação de mais duas legendas, e dos movimentos sociais, particularmente daqueles vinculados às novas camadas médias -categoria social que, entre nós, é de compreensão fugidia -, embora esses dois grupos mal se toquem, salvo nos pontos mais doloridos. Mas, como se viu, essa movimentação girou no vazio, uma vez que, com a distância que partidos e movimentos sociais mantêm entre si, nem aqueles têm sua legitimidade reforçada, nem estes refinam suas agendas, a fim de conduzi-las à concretização, as quais são, no melhor dos casos, tangidas em estado bruto para uma ação legislativa de emergência. Nessa lógica, os movimentos exaurem-se em suas atividades episódicas, não deixando rastro institucional.
Num certo momento, a fúria legislativa, orientada para sanar o imenso vazio entre os órgãos de representação e os representados, foi de tal monta que poderia sugerir estarmos a viver um processo constituinte permanente. Apropria Constituição, justo no ano em que completa 25 anos de bons serviços prestados ao País, foi posta sob ameaça com a tentativa da Presidência da República de convocar uma dita Assembleia Constituinte para o fim exclusivo de realizar uma reforma política, que certamente ultrapassaria esses limites. Felizmente, tal risco foi exorcizado e ninguém fala mais dela. Na retórica, flertou-se com o tempo das revoluções, não faltando os devaneios barrocos sobre os poderes constituintes da multidão.
Mas o fosso a separar os partidos e os políticos das ruas, da juventude e dos movimentos sociais, longe de diminuir no curso desses longos meses que já nos separam dos idos de junho, agrava-se. Trata-se de uma combinação que alia a descrença generalizada nas instituições políticas e, em geral, nas republicanas à adesão a um fervor quase místico na ação espontânea do social. O colunista Arnaldo Bloch, no artigo Sobre nazismo e descrença na política (O Globo, 12/10), não importa que hiperbolicamente, fixou um registro que não pode mais passar despercebido: "No Brasil, um caldo de cultura ruim está se formando".
Por toda parte, larva a síndrome do ressentimento, especialmente nos jovens e em todos os que não se sentem reconhecidos em seus direitos e identidades, a sensação de uma exclusão injusta porque, embora se sintam formalmente convidados pelas nossas instituições e pelo discurso oficial a participar do festim dos êxitos da modernização econômica do País, esbarram na estreiteza das portas que dão acesso a ele. No SUS, nas escolas, por toda parte. Ressentimento, desconfiança, anonimato, nas ruas e na internet, orgulhosa recusa dos caminhos do diálogo com o outro e desdém, quando não desprezo, pela esfera pública instituída. Nada medra nesse terreno sáfaro e tudo definha ao seu redor.
Duas décadas de uma política que hipotecou a sorte do moderno à modernização, em suas opções pelas alianças com o que há de recessivo e anacronicamente tradicionalista, sob o império dessa forma de presidencialismo de coalizão sem princípios triunfante entre nós, obstou o acesso à participação política dos filhos dos seus próprios sucessos econômicos-, recomendando-lhes que usufruíssem as delícias do consumo. A recomendação valia para todos, mas o desfrute, é claro, teria de ser duramente diferencial.
Não à toa, quando esses setores emergentes despertaram! para a política, processo disparado pelo tema da mobilidade; urbana, tinham diante de si uma sociedade civil apática, envolvida nas malhas das agências estatais, com suas ONGs cooptadas e uma atividade partidária que mais lembrava um mercado em que se tomava cá para entregar algo acolá. A reação à sua presença foi quase caricata, legislando-se de afogadilho em obediência à pauta que as tabuletas portadas pelos manifestantes estampavam, fazendo morrer à míngua uma reforma democrática da política que lhe devolvesse vida.
A política, contudo, não conhece vácuo e, fechados os novos caminhos que pareceram abertos para ela, está aí, trilhando com pachorra os que lhe são velhos conhecidos. Aí, o retor-nocfa Ação Penal 470, já esquecida dos "crimes contra a República" - qualificação dada pelos votos da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal no seu julgamento -, para a satisfação do nosso cediço bacharelismo, com esses embargos infringentes que aí estão e as piruetas hermenêuticas que os justificam. E para atestar que tudo está como j dantes no quartel de Abrantes, também aí os lances rocambolescos deste início de sucessão presidencial, testemunhando que os nossos políticos "não aprenderam nada, nem esqueceram nada" com as jornadas de junho, tal como na frase conhecida de um estadista da França do período da Restauração sobre os aristocratas do Antigo Regime que, banidos pela Revolução Francesa, se recusavam a reconhecer que não havia volta para o seu mundo de antanho.
Não há dúvida, em 2014, dentro e fora dos estádios, devemo-nos preparar para emoções de tipo padrão Fifa.
Professor-pesquisador da PUC-RIO.
MARTHA MEDEIROS - Excluída
Zero Hora - 23/10/2013
A Ana me ligou no final da tarde de sexta: “E aí, você vem?”.
Eu não fazia ideia sobre o que ela estava falando. Foi então que a Ana se deu conta de que eu não estava no Facebook, portanto, não sabia da festa que a turma havia armado. Como eu não havia me pronunciado, ela resolveu ligar para saber se eu estava viva.
O cerco está apertando. Antes, eu trocava e-mails com os amigos com uma certa frequência, agora todos debandaram, só um ou outro lembra que eu não estou nas redes sociais e faz a caridade de me manter informada sobre o que acontece no universo.
Não tenho vontade de ter perfil em lugar algum (e mesmo assim tenho, criados e postados por pessoas que não sei quem são). Instagram, Twitter, WhatsApp, nada disso me seduz, não conseguiria tempo para esse contato eletrizante. Ainda me custa compreender pessoas que deixam o iPhone sobre a mesa do restaurante, que precisam fotografar cada minuto vivido, que desmaiam quando esquecem o celular em casa. Eu deveria ter me alistado na expedição de colonização de Marte, onde certamente eu me sentiria menos deslocada do que aqui na Terra.
Mas não me alistei, então terei que me ajustar à nova ordem social do meu planeta.
Óbvio que a tecnologia não é a vilã da história, e sim o uso obsessivo que se faz dela. Para quem tem autocontrole, esses gadgets são fascinantes por seu dinamismo, modernidade, capacidade de agregação, de agilização de tarefas, e ainda resolvem a questão do anonimato, com o qual ninguém mais quer lidar. As redes transformaram palco e plateia numa coisa só: todos são espectadores dos outros e ao mesmo tempo possuem um holofote sobre si. Já que existir virou sinônimo de “quantos me curtem”, a população mundial conseguiu um jeito de ficar quite com o próprio ego.
É muito provável que eu estivesse nas redes caso não escrevesse colunas em jornais. Como tenho esse canal de expressão semanalmente, não me fazem falta outros. Ou não faziam. Estou nesse impasse agora: devo mergulhar com mais profundidade no mundo virtual? Reconheço três vantagens: acompanhar o que meus amigos andam tramando às minhas costas, me atualizar com mais rapidez e oferecer aos meus leitores um perfil oficial. Além de me sentir menos mumificada.
Será isso que chamam de “se reinventar”?
Ando cada vez mais próxima da filosofia budista, exalto a desaceleração, prezo uma boa conversa, adoro ter tempo para meus livros, meu silêncio, minhas caminhadas. Não sinto falta de saber mais, de ter mais acesso à informação, de conhecer mais gente. Por outro lado, não quero me isolar dos amigos nem ficar sem assunto com eles – e com o mundo.
Que dúvida. Pela primeira vez, reflito sobre algo de que, numa era em que se debate tudo, pouco se fala: o nosso direito de ser indiferente.
A Ana me ligou no final da tarde de sexta: “E aí, você vem?”.
Eu não fazia ideia sobre o que ela estava falando. Foi então que a Ana se deu conta de que eu não estava no Facebook, portanto, não sabia da festa que a turma havia armado. Como eu não havia me pronunciado, ela resolveu ligar para saber se eu estava viva.
O cerco está apertando. Antes, eu trocava e-mails com os amigos com uma certa frequência, agora todos debandaram, só um ou outro lembra que eu não estou nas redes sociais e faz a caridade de me manter informada sobre o que acontece no universo.
Não tenho vontade de ter perfil em lugar algum (e mesmo assim tenho, criados e postados por pessoas que não sei quem são). Instagram, Twitter, WhatsApp, nada disso me seduz, não conseguiria tempo para esse contato eletrizante. Ainda me custa compreender pessoas que deixam o iPhone sobre a mesa do restaurante, que precisam fotografar cada minuto vivido, que desmaiam quando esquecem o celular em casa. Eu deveria ter me alistado na expedição de colonização de Marte, onde certamente eu me sentiria menos deslocada do que aqui na Terra.
Mas não me alistei, então terei que me ajustar à nova ordem social do meu planeta.
Óbvio que a tecnologia não é a vilã da história, e sim o uso obsessivo que se faz dela. Para quem tem autocontrole, esses gadgets são fascinantes por seu dinamismo, modernidade, capacidade de agregação, de agilização de tarefas, e ainda resolvem a questão do anonimato, com o qual ninguém mais quer lidar. As redes transformaram palco e plateia numa coisa só: todos são espectadores dos outros e ao mesmo tempo possuem um holofote sobre si. Já que existir virou sinônimo de “quantos me curtem”, a população mundial conseguiu um jeito de ficar quite com o próprio ego.
É muito provável que eu estivesse nas redes caso não escrevesse colunas em jornais. Como tenho esse canal de expressão semanalmente, não me fazem falta outros. Ou não faziam. Estou nesse impasse agora: devo mergulhar com mais profundidade no mundo virtual? Reconheço três vantagens: acompanhar o que meus amigos andam tramando às minhas costas, me atualizar com mais rapidez e oferecer aos meus leitores um perfil oficial. Além de me sentir menos mumificada.
Será isso que chamam de “se reinventar”?
Ando cada vez mais próxima da filosofia budista, exalto a desaceleração, prezo uma boa conversa, adoro ter tempo para meus livros, meu silêncio, minhas caminhadas. Não sinto falta de saber mais, de ter mais acesso à informação, de conhecer mais gente. Por outro lado, não quero me isolar dos amigos nem ficar sem assunto com eles – e com o mundo.
Que dúvida. Pela primeira vez, reflito sobre algo de que, numa era em que se debate tudo, pouco se fala: o nosso direito de ser indiferente.
Tv Paga
Estado de Minas: 23/10/2013
Mestre do samba
Um dos mestres do ritmo, autor de dezenas de clássicos do gênero, Wilson Moreira (foto) é o artista da vez na série Enciclopédia do samba, hoje, às 18h45, no Canal Brasil. Em entrevista ao cineasta Luiz Carlos Lacerda, que dirige o documentário ao lado do fotógrafo Alisson Prodlik, Wilson Moreira fala de seus parceiros e do processo de criação de pérolas como Meu apelo, Quintal do céu e Coisa da antiga.
Rosamaria Murtinho
diz o que viu da vida
Na véspera de completar 78 anos, Rosamaria Murtinho fala sobre vida e carreira no programa Damas da TV, hoje, às 21h, no canal Viva. Com mais de 50 anos dedicados à TV e ao teatro, a atriz afirma que não tem vocação artística: “Tenho talento, isso é outra coisa. Quando vejo uma pessoa dizendo: ‘Sempre, desde criança, quis ser atriz’, babo de inveja”, brinca ela. Rosamaria foi a primeira contratada da TV Excelsior logo que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, assumiu a emissora,
em São Paulo. Casada há 54 anos, a atriz conheceu seu marido, Mauro Mendonça, trabalhando no Teatro Brasileiro de Comédia.
Comédia e terror em
evidência na telinha
O Telecine Cult continua a série de homenagens a Woody Allen na sessão Drive-in, reservando para hoje os filmes Hannah e suas irmãs, às 20h, e Interiores, às 22h. No Universal Channel, quem está podendo é Adam Sandler, nas comédias Tratamento de choque (20h) e Zohan – O agente bom de corte (22h). Na sessão Retrô do Megapix pintou um clima terror com a proximidade do Dia das Bruxas, o que justifica a escolha de Sexta-feira 13 parte VI: Jason vive, à 0h05. Outros destaques da programação: Lemon tree, às 21h30, no Arte 1; Burlesque, às 22h, no Max HD; Intocáveis, às 22h, no Telecine Premium. Os inquilinos, às 23h, no AXN; e Meu amante é de outro mundo, também às 23h, no Comedy Central.
Canal Bio aposta em
histórias de fantasmas
Por falar em Dia das Bruxas, o canal Bio envereda pelo mundo do desconhecido com Famosos e fantasmas, às 22h, apresentando o relato do ator Elya Baskin (o Mr. Ditkovich de Homem-Aranha 2 e sua sequência), revelando que enfrentou a ira de um fantasma que queria vingança em sua terra natal, a Rússia comunista. Na sequência, às 23h. estreia a segunda temporada de Assombrações de famosos, e entre os depoentes está a atriz Elisabeth Rohm (das séries Law and order e Angel), que visita sua antiga casa acompanhada da médium Kim Russo, para identificar a energia negativa que a perturbava quando morou lá, gerada por espíritos pouco evoluídos e mal-humorados.
Nat Geo emenda logo
dois episódios de Tabu
Esquisitice também é com o Nat Geo, que vem com a série Tabu, às 22h30. E com dois episódios: “Lar, estranho lar”, que mostra gente que mora em locais muito bizarros; e “Modificação corporal”, que analisa a prática de mudanças do corpo orientadas pela religião, ciência e artes nas culturas em todo o mundo desde os tempos antigos.
Mestre do samba
![]() |
Um dos mestres do ritmo, autor de dezenas de clássicos do gênero, Wilson Moreira (foto) é o artista da vez na série Enciclopédia do samba, hoje, às 18h45, no Canal Brasil. Em entrevista ao cineasta Luiz Carlos Lacerda, que dirige o documentário ao lado do fotógrafo Alisson Prodlik, Wilson Moreira fala de seus parceiros e do processo de criação de pérolas como Meu apelo, Quintal do céu e Coisa da antiga.
Rosamaria Murtinho
diz o que viu da vida
Na véspera de completar 78 anos, Rosamaria Murtinho fala sobre vida e carreira no programa Damas da TV, hoje, às 21h, no canal Viva. Com mais de 50 anos dedicados à TV e ao teatro, a atriz afirma que não tem vocação artística: “Tenho talento, isso é outra coisa. Quando vejo uma pessoa dizendo: ‘Sempre, desde criança, quis ser atriz’, babo de inveja”, brinca ela. Rosamaria foi a primeira contratada da TV Excelsior logo que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, assumiu a emissora,
em São Paulo. Casada há 54 anos, a atriz conheceu seu marido, Mauro Mendonça, trabalhando no Teatro Brasileiro de Comédia.
Comédia e terror em
evidência na telinha
O Telecine Cult continua a série de homenagens a Woody Allen na sessão Drive-in, reservando para hoje os filmes Hannah e suas irmãs, às 20h, e Interiores, às 22h. No Universal Channel, quem está podendo é Adam Sandler, nas comédias Tratamento de choque (20h) e Zohan – O agente bom de corte (22h). Na sessão Retrô do Megapix pintou um clima terror com a proximidade do Dia das Bruxas, o que justifica a escolha de Sexta-feira 13 parte VI: Jason vive, à 0h05. Outros destaques da programação: Lemon tree, às 21h30, no Arte 1; Burlesque, às 22h, no Max HD; Intocáveis, às 22h, no Telecine Premium. Os inquilinos, às 23h, no AXN; e Meu amante é de outro mundo, também às 23h, no Comedy Central.
Canal Bio aposta em
histórias de fantasmas
Por falar em Dia das Bruxas, o canal Bio envereda pelo mundo do desconhecido com Famosos e fantasmas, às 22h, apresentando o relato do ator Elya Baskin (o Mr. Ditkovich de Homem-Aranha 2 e sua sequência), revelando que enfrentou a ira de um fantasma que queria vingança em sua terra natal, a Rússia comunista. Na sequência, às 23h. estreia a segunda temporada de Assombrações de famosos, e entre os depoentes está a atriz Elisabeth Rohm (das séries Law and order e Angel), que visita sua antiga casa acompanhada da médium Kim Russo, para identificar a energia negativa que a perturbava quando morou lá, gerada por espíritos pouco evoluídos e mal-humorados.
Nat Geo emenda logo
dois episódios de Tabu
Esquisitice também é com o Nat Geo, que vem com a série Tabu, às 22h30. E com dois episódios: “Lar, estranho lar”, que mostra gente que mora em locais muito bizarros; e “Modificação corporal”, que analisa a prática de mudanças do corpo orientadas pela religião, ciência e artes nas culturas em todo o mundo desde os tempos antigos.
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