sábado, 26 de outubro de 2013

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Estado de Minas: 26/10/2013 



Especialista em recursos humanos, o funcionário de uma grande empresa leva os netos para passear na Praça Carlos Chagas, a praça da Assembleia, no Bairro Santo Agostinho, no primeiro domingo verdadeiramente de sol desta primavera. As crianças gostam de correr, de andar no carrinho de pedal, presentes do avô. Esgotadas pelos brinquedos, procuram descanso no pequeno coreto. Mas naquele domingo não puderam usá-lo.

No dia seguinte, o avô revelou o motivo: “Mendigos cercaram o coreto com um pano branco. Fizeram dele moradia. Os meninos voltaram para casa tristes, pois não puderam usar o local eleito por eles como ideal para repor as energias. Tristes e sem lamento. Sabem da necessidade daquelas pessoas. Elas podem ocupar daquele jeito o espaço público? Fazer de moradia um lugar destinado ao lazer?”. Não falta à pergunta certo tom de indignação.

Ele fica espantado com a resposta: podem, sim. Podem ocupar o coreto como se estivessem em casa. É decisão da Justiça. Só não podem obstruir passagem. Em 8 de julho, emocionados, desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais acolheram recurso de origem popular e mantiveram liminar proibindo agentes públicos de recolher os pertences dos moradores de rua. Como não podiam removê-los, fiscais da prefeitura pegavam cobertores e objetos usados, como colchões e cobertores, para obrigá-los a procurar os abrigos municipais.

De acordo com reportagens publicadas, a desembargadora Teresa Cristina se emocionou ao votar a favor dos sem teto. Disse que foi a demanda mais difícil de sua carreira de magistrada. O desembargador Bitencourt Marcondes classificou como fascista a conduta dos réus (município e estado) contra a população em situação de rua. A procuradora de Justiça Gisela Potério Saldanha não conteve as lágrimas ao pronunciar a posição do Ministério Público Estadual favorável ao acolhimento do recurso com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

O risco que o morador de rua corre nas regiões mais afastadas do Centro de BH é ser atacado de madrugada por intolerantes. São agredidos enquanto dormem e até incendiados, como ocorreu com Warley e William Alves Ribeiro em uma praça do Bairro Santa Amélia, na Pampulha. Warley morreu. William ainda tem as marcas da crueldade e, recentemente, quase foi envenenado com chumbinho. Bebeu cachaça misturada ao produto presenteada por um desconhecido.

Para se protegerem, os mendigos se agrupam e preferem o Hipercentro ou a Região Centro-Sul, mais bem iluminadas e seguras. A maioria não está ao relento porque quer. O pedreiro Divino da Silva se refugia no Parque Municipal. “A prefeitura derrubou o meu barraco na Vila São José. Como não estava lá, não fui cadastrado e fiquei sem moradia”, diz. Já o Grande, tipo malandro, tem família. Saiu de casa porque gosta da rua e de coisas não permitidas pelos pais e irmãos.

Aliás, o não permitido é que os afasta dos abrigos municipais. Há horário para comer e dormir. Álcool, cigarro e sexo não são permitidos. E a convivência não é boa. Na rua, a comida é quase certa e variada. Há sempre alguém acenando com um marmitex e não há restrições aos prazeres do fumo e da bebida, ao acesso a outras drogas e aos afagos da carne.

“Mas não tem mesmo jeito?”, insistiu o especialista em RH. Não, não tem. Leis e convenções de um país livre asseguram ao cidadão de qualquer classe social, cor, raça ou credo a presença em espaço público. Não importa de onde vem, para onde vai ou se não vai a lugar algum. O melhor é compartilhar a praça, para usar a palavra do momento. Se não, busque lugar que lhe couber apenas e aos seus no parque, nas ruas ou na calçada. E sem se indignar. A indignação não vai convencer os poderes da República a estudar uma solução para os sem teto. Pode ainda esgotar sua paciência e causar danos ao coração. 

Prevenção se dá na curva - Juliana Ferreira

Estudo desenvolvido no Hospital São Geraldo da UFMG indica que esse exame específico da pressão intraocular se mostrou o mais eficaz para monitorar o glaucoma, doença silenciosa



Juliana Ferreira


Estado de Minas: 26/10/2013



A visão é comprometida quando há danos no nervo óptico, que leva todas as imagens capturadas pelo olho até o cérebro.Embora possa aparecer no nascimento, o glaucoma geralmente surge depois dos 40 anos (Marcos Vieira/EM/D.A Press)
A visão é comprometida quando há danos no nervo óptico, que leva todas as imagens capturadas pelo olho até o cérebro.Embora possa aparecer no nascimento, o glaucoma geralmente surge depois dos 40 anos



Passar o dia em uma clínica medindo a pressão do olho pode parecer cansativo, mas é o melhor caminho para um diagnóstico precoce do glaucoma, segundo pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo revelou que o exame da curva diária de pressão intraocular é o método mais eficaz de prevenção da doença, conhecida por ser silenciosa e que pode levar à cegueira irreversível. "Esse mapeamento vê como a pressão se comporta. A da manhã é a mais importante, porque um percentual muito alto dos doentes tem o pico nesse horário", conta o professor titular de oftalmologia da UFMG, Sebastião Cronemberger, que conduziu o estudo.


Foram três anos de pesquisas no Hospital São Geraldo, em Belo Horizonte, unidade pertencente ao Hospital das Clínicas da universidade, onde cinco métodos de diagnóstico foram feitos em 45 pacientes com suspeita de glaucoma e em um grupo de controle de 30 pessoas. Foram realizados os exames de perimetria, campo visual de dupla frequência e campo visual azul/amarelo, além de outros dois testes chamados de provocativos: a sobrecarga hídrica, que mede a pressão ocular de 15 em 15 minutos depois da ingestão de um litro de água; e a ibopamina, que consiste na medição depois da aplicação de um colírio. A análise dos resultados mostrou que enquanto a curva foi positiva em 70% dos casos suspeitos, o segundo mais eficiente não chegou nem à metade disso. "Não existia um trabalho assim, e hoje cada médico faz o exame que quer", conta Cronemberger.


O médico defende ainda uma curva mais detalhada, como a que é realizada há 50 anos no Hospital São Geraldo, em que o paciente é internado e, no dia seguinte, às 6h, faz uma última aferição, deitado e no escuro. O pesquisador percebeu que como isso é muito trabalhoso, muitos oftalmologistas fazem o controle por meio de outros métodos. "Não sei se esse comportamento vai mudar. Já aboli os outros exames da minha clínica. Acho que os colegas deviam fazer o mesmo", sugere.

Diferentes indicadores Apesar dos resultados da nova pesquisa, especialistas alertam para a importância de um diagnóstico a partir da realização de diversos exames. O médico Frederico Bicalho, com curso de doutorado em oftalmologia pela Faculdade de Medicina da UFMG, diz que não há um consenso sobre o teste mais adequado. Segundo ele, a curva realizada no Hospital São Geraldo, onde também trabalha, é importante, mas inviável na maioria das clínicas, que não dispõem de leitos para internação. Dessa forma, vários exames, juntos, podem ajudar a chegar a um diagnóstico mais consistente. "Todos são importantes. Existem centenas de trabalhos comparando os exames, considerando um ou outro o melhor", explica.


A curva é apenas uma das análises, segundo Bicalho. Em geral, se a pressão do olho está acima de 22mmHg, o risco de glaucoma é alto. O médico deve também analisar o fundo de olho, no qual consegue ver se há uma escavação no nervo ótico, o que é um forte sinal da doença. Já o campo visual dá indícios se a pessoa começou a perder a visão periférica. "Se o médico quiser, também pode fazer outros exames mais específicos, como o teste da sobrecarga hídrica e a medida pormenorizada do nervo ótico", diz. Há também a tonometria do contorno dinâmico, que ajuda a identificar com maior precisão a pressão ocular em casos difíceis, e a paquimetria corneana, que avalia a confiabilidade da medida da pressão. A gonioscopia, por sua vez, classifica o tipo de glaucoma em que a pessoa se enquadra. 


O glaucoma crônico aparece devagar e demora décadas para levar à cegueira. Como é intimamente ligado ao histórico familiar, exames periódicos podem salvar as pessoas desse risco. O recomendável é uma consulta anual com o oftalmologista. O tratamento é feito com colírio ou cirurgias a laser que baixam a pressão. A visão é comprometida quando há danos no nervo óptico, que leva todas as imagens capturadas pelo olho até o cérebro. Embora possa aparecer no nascimento, o glaucoma geralmente surge depois dos 40 anos. Depois dos 70, sua predominância triplica. Sem cura, no início, ele é assintomático. Somente em estágios mais avançados a visão periférica é afetada. "As pessoas somente perceberão que algo está errado anos mais tarde, quando começarem a esbarrar nos objetos. Nessa fase avançada não há muito o que fazer", conta Bicalho. Segundo o médico, pessoas que têm alta miopia, diabetes e são da raça negra devem ficar mais atentas, pois estão dentro do grupo de maior risco de desenvolver o problema.

Um milhão tem a visão reduzida

Levantamento inédito feito pela Sociedade Brasileira de Glaucoma revelou que 80% dos doentes só buscam ajuda de um profissional após perceber algum tipo de problema, como vista borrada, perda da visão, olhos vermelhos ou desconforto. Há pelo menos um milhão de brasileiros com a visão reduzida, o que motivou a entidade a lançar campanha de conscientização. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevalência da doença no mundo é de 1% a 2%. Somente em Minas Gerais, onde a população é de aproximadamente 20 milhões, mais de 400 mil são portadores. 


A pesquisa foi realizada com 100 doentes de três hospitais-escolas referências no país – Santa Casa de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas –, a fim de avaliar a jornada dos pacientes depois do diagnóstico. A maioria dos entrevistados disse ter apresentado limitações nas atividades do cotidiano, e 69% deles confirmaram dificuldades na leitura. Eles também relataram problemas em caminhar e na adaptação a ambientes claro-escuro.


O estudo mostrou também que a maioria dos doentes é mulher, com média de 63 anos, portadoras de outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Apesar de a metade dos entrevistados confirmar que o tratamento pesa no orçamento familiar, 87% não interrompem o uso da medicação. 


A campanha Cuidado com o glaucoma pretende dar à população informações sobre a doença com apoio do Ministério da Saúde. O alerta faz esclarecimentos sobre a saúde ocular, exames, testes e dúvidas. O presidente da sociedade, Francisco Eduardo Lopes Lima, ressalta que com o aumento da expectativa de vida, a perda da visão pode ter um impacto significativo, o que pode ser evitado com a prevenção.

MINEIROS DE OURO » Gentileza pura

Menina de 9 anos assume a tarefa de encher 80 garrafas PET com lacres de latinhas e trocá-lOs por cadeira de rodas para ser doada a uma creche que atende crianças com paralisia cerebral



Arnaldo Viana


Estado de Minas: 26/10/2013 



Carta enviada à família pela creche comoveu Júlia e a levou a buscar uma forma de participar e ajudar (Fotos: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Carta enviada à família pela creche comoveu Júlia e a levou a buscar uma forma de participar e ajudar
  Um, dois, três, 40, 50, 999… Embora seja apaixonada por matemática, a mineira de Belo Horizonte Júlia Fernandes Rodrigues Macedo, de 9 anos, ainda não conseguiu fechar a conta do lacres de latinhas de refrigerante e cerveja que já enchem mais de 70 garrafas PET com capacidade para dois litros. Ela precisa de 80 garrafas cheias para trocar por uma cadeiras de rodas, que será doada à Creche Tia Dolores, instituição com sede no Bairro Saudade, Região Leste da capital, que acolhe crianças carentes com paralisia cerebral. “É apenas uma gentileza”, diz a menina, de poucas palavras e de sorriso iluminado.

O que despertou o ato solidário em Júlia? Simples: gentileza atrai gentileza. Os pais, Nelson Flaviano de Macedo e Ivete Rodrigues de Macedo, pequenos empresários, fizeram uma doação em dinheiro à creche. O agradecimento chegou à família em carta. Não uma correspondência comum, mas impressa em bonequinhos de papel. Aqueles, que, recortados, ficam de mãos dadas. Com certeza, arte feita pelas próprias crianças da instituição. Uma maneira de estimular a atividade cerebral.

A menina ficou encantada e quis retribuir, mas como? Pesquisa na internet a levou ao site do Rotary Club de Blumenau (SC), parceiro da promoção de uma empresa para a doação de cadeiras de rodas. Os lacres são derretidos para fabricação das rodas das cadeiras doadas. Duas ações em uma só: reciclagem e benevolência.

Júlia não perdeu tempo. Nem sequer parou para pensar o trabalho que daria encher as 80 garrafas de plástico com os pequenos lacres. “Depois de 25 dias, não havíamos chegado nem à metade da PET. Eu dizia que a garrafa estava quase vazia”, conta Nelson. Mas a Julia, com os olhos cheios de brilho, respondeu: “Não, pai. É diferente, a garrafa está quase cheia”. O empresário, então, se encheu de coragem para ajudar a menina a levar o projeto adiante.

Júlia é aluna do 3º ano do ensino fundamental da unidade Coração Eucarístico do Colégio Santa Maria. Sua decisão contagiou colegas, professores, diretora e até os funcionários da cantina. E a coleta de lacres aumentou consideravelmente. “Nas festas da escola, como a junina, é grande a arrecadação”, diz a mãe, Ivete. Até o último fim de semana, menos de quatro meses depois, faltavam apenas seis garrafas cheias para completar o lote. São pelo menos 550 lacres em cada recipiente. A menina guarda o material na sede da empresa do pai, no Bairro Glória, na Região Oeste.


Júlia precisa de 80 garrafas cheias para trocar por uma cadeira de rodas, que será doada à Creche Tia Dolores (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Júlia precisa de 80 garrafas cheias para trocar por uma cadeira de rodas, que será doada à Creche Tia Dolores
  Também com ajuda dos pais, ela produziu um folder, ilustrado, com este texto: “Venha fazer o bem. Vamos juntos recolher o maior número possível de lacres de latinhas para trocar por cadeiras de rodas. A cada 80 garrafas PET de dois litros cheias, conseguimos uma cadeira de rodas. Entre nessa corrente. Faça sua parte. Não custa nada e ainda faz bem”. Não precisava tanto, porque a simples ação foi o suficiente para conseguir apoio de colegas e mestres.

MULTIPLICAÇÃO Júlia é uma criança como a maioria. Tímida, gosta de brincar – tem preferência por pular corda – e promete ser professora de matemática. Pratica esportes na escola e se dedica também ao aprendizado de inglês. A diferença é que nela despertou cedo o espírito solidário e surpreende por tê-lo multiplicado no colégio. “Incrível como a ação dela mexeu com os colegas, a escola. Agora, todos estão envolvidos”, diz Nelson, com os olhos carregados de orgulho da garota. Júlia não vê a hora de pegar a cadeira de rodas e levá-la à Creche Tia Dolores. “Meu coração vai ficar muito feliz”, acredita a menina.

É bom contar que a gentileza não brotou no coração de Júlia por acaso. Todos os anos, perto do Natal, os pais presenteiam crianças de outra creche. E a menina os ajuda com os embrulhos. E faz mais: “Pego os brinquedos que já não uso e roupas para dar às crianças mais pobres.” E tem mais o que aprender em família. A mãe é defensora da reciclagem e lamenta a ausência de coleta seletiva em todas as regiões da cidade. Júlia não sabe ainda, mas descobriu na força de uma palavra que pode mudar, e muito, os rumos do homem: gentileza.

Cibercrimes no Brasil‏

No Brasil, 22 milhões de pessoas sofreram um ataque em 2012


José Lúcio Balbi de Mello
Diretor de tecnologia da Ledcorp


Estado de Minas: 26/10/2013 



O recente escândalo de invasão de privacidade envolvendo o governo americano ganhou as páginas de notícias no mundo. A revelação iniciou uma discussão sobre a vulnerabilidade de arquivamento de dados sigilosos em equipamentos tecnológicos. Um estudo publicado pela Symantec revela que 22 milhões de brasileiros, cerca de 10% da população, sofreram algum tipo de ataque virtual no último ano. Embora utilizem a internet para arquivar ou realizar transações de caráter pessoal e profissional, os consumidores não têm cuidados básicos com a segurança, como a utilização de senhas, software de segurança e backup de arquivos. É certo que nenhuma plataforma é capaz de evitar totalmente a ação de criminosos, entretanto a utilização pode evitar transtornos. A vulnerabilidade dos sistemas brasileiros de criptografia de informações estratégicas gerou uma série de discussões sobre a segurança dos dados na sociedade. Será que as informações que compartilhamos via internet estão seguras? Esse, certamente, é o questionamento que muitos brasileiros estão fazendo.

Atualmente, 49% dos consumidores usam seus dispositivos móveis pessoais para trabalho e lazer, conforme pesquisa do Symantec. O fato de usar o aparelho para transações referente ao trabalho pode ser ainda mais preocupante. A computação nas nuvens, também conhecido como cloud computing, favorece a tendência de reunir informações críveis na internet. Com isso, os colaboradores podem ter acesso a dados em qualquer dispositivo. A flexibilidade apresenta diversos benefícios para as empresas, mas também transtornos, caso não seja implantada uma plataforma de segurança. As possibilidades de caução, podem ser classificadas em dois grupos. O primeiro refere-se ao uso de produtos tecnológicos que proporcionem segurança para as informações acessadas por meio dos dispositivos, conhecidos como antivírus. O outro meio de segurança é a utilização de ferramentas para evitar a exposição de dados. Nesse grupo estão senhas de bloqueio, formatação do computador ou mudança de senha de sites com frequência. Outra ação que deve ser esclarecida é a atuação dos hackers. Poucas pessoas sabem, mas constantemente temos as nossas informações invadidas pelos piratas digitais, pois hackear significa captar dados pessoais sem autorização. A procura de um produto em determinado site de busca já é suficiente para as empresas conseguirem captar informações relativas à preferências pessoais para ações de marketing, por exemplo.

Por outro lado, também existe o hacker que age de forma criminosa, conseguindo ter acesso a senhas ou informações sigilosas. Os piratas digitais conseguem encontrar alternativas para burlar a segurança com as evoluções tecnológicas. Contudo, existem meios para evitar que os dispositivos fiquem tão expostos. Alguns cuidados são cruciais, como a utilização de senhas, softwares de segurança e o backup de arquivos. O que realmente prevalece é o uso da tecnologia com bom senso. Utilizar dados pessoais somente em sites protegidos. Não se deve clicar em mensagens com ícones de site sem antes conferir a sua procedência. Trata-se de algumas dicas básicas, mas que, realmente, fazem a diferença.