segunda-feira, 31 de março de 2014

'Noé' navega o mar revolto das críticas

Valor Econômico - 31/03/2014
Erich Schwartzel e Tamara Audi

Antes mesmo de a chuva cair, havia dúvidas. Será que "Noé", a nova superprodução da Paramount Pictures, vai alienar os fiéis? Será que vai atrair não religiosos em número suficiente para recuperar um custo de US$ 125 milhões? E, mais importante, será que essa volta grandiosa de Hollywood aos épicos bíblicos vai ser bem recebida por importantes líderes religiosos?

Alguns desses líderes já estão dizendo que o filme, repleto de efeitos especiais, reapresenta o livro do Gênesis como uma parábola ambientalista moderna e contém detalhes que não estão nas escrituras. Três países árabes estão se recusando a distribuir o filme: muçulmanos consideram Noé um profeta e alguns condenam o uso de imagens de figuras sagradas como sacrilégio.

"Noé" foi lançado sexta-feira nos Estados Unidos e estreia nesta quinta-feira no Brasil.

Estrelado por Russell Crowe e outros dois atores já premiados com o Oscar, "Noé" é uma iniciativa notável - e arriscada - para um estúdio hollywoodiano. É a primeira superprodução bíblica em quase 50 anos e quebra a fórmula dominante da última grande era desse tipo de filme, nos anos 50 e 60. Na época, enredos e personagens permaneceram na maior parte fiéis à narrativa original, inclusive nos clássicos de Charlton Heston, como "Os Dez Mandamentos" e "A Maior História de Todos os Tempos".

A abordagem da Paramount está sendo observada de perto pela indústria cinematográfica como um teste para uma série de projetos bíblicos de grande orçamento em desenvolvimento. Mas líderes religiosos, embora animados com a ideia de ter o glamour de Hollywood a serviço de suas causas, dizem que a Bíblia não é tão fácil de ser adaptada para o grande público como, por exemplo, uma história em quadrinhos. O filme está esquentando o debate em comunidades religiosas sobre os limites da interpretação artística da Bíblia.

Nem todo mundo está preocupado. Alguns cristãos e judeus influentes acharam "Noé" uma interpretação consciente e divertida. Mas mesmo estes dizem ser difícil prever como o filme será recebido por conservadores e literalistas da Bíblia.

A Paramount, que pertence à Viacom Inc., afirma que grande parte da reação inicial se baseia em versões anteriores do roteiro que vazaram e não se parecem com o produto final. "Noé" já estreou com sucesso no México, onde arrecadou US$ 1,4 milhão no primeiro dia, e na Coreia.

"Tivemos que lidar com a questão: 'Será que podemos confiar em Hollywood para fazer um filme que é ao mesmo tempo divertido e consistente com temas bíblicos?'", diz Rob Moore, vice-presidente do conselho de administração da Paramount. Dados preliminares indicavam ontem uma bilheteria de US$ 44 milhões no fim de semana de estreia nos EUA, acima dos US$ 40 milhões previstos pela Paramount. O estúdio espera uma boa audiência nas próximas semanas graças aos espectadores mais velhos, que costumam ver filmes depois da estreia. No total, "Noé" já havia arrecadado US$ 95 milhões até ontem, segundo o site Boxofficemojo.com.

É claro que, nas últimas décadas, a indústria do cinema não abandonou o gênero dos filmes "baseados na fé". Só que, ultimamente, o tema ficou relegado a produções de baixo orçamento, atores pouco conhecidos e filmes muitas vezes direcionados diretamente ao mercado de DVDs. Hollywood tem ficado longe de filmes bíblicos de alto custo que podem gerar uma reação negativa entre religiosos e indiferença entre o público secular. Mesmo "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, que custou US$ 30 milhões e chocou Hollywood ao arrecadar US$ 370 milhões nos EUA e US$ 600 milhões globalmente, em 2004, foi inicialmente dirigido a grupos religiosos, antes de se tornar um fenômeno de mercado.

Uma reação positiva de Jerry A. Johnson, líder do The National Religious Broadcasters, por exemplo, poderia dar ao estúdio um endosso valioso da maior rede de comunicação cristã dos EUA, que atinge dezenas de milhões de ouvintes e telespectadores. Após assistir a "Noé", no mês passado, Johnson disse que se opõe à mensagem ambiental do filme, mas aplaude a "seriedade" com que tratou o tema do pecado e do juízo de Deus, além do alto valor da produção. Atendendo a um pedido dele, a Paramount acrescentou um aviso aos espectadores de que o filme é "inspirado na história de Noé" e que usou "licença poética".

O sucesso ou o fracasso comercial de "Noé", que retrata um profeta do Velho Testamento como um herói de ação, poderia profetizar o destino de outros personagens bíblicos que devem receber uma roupagem hollywoodiana nos próximos anos, incluindo Moisés, Maria, Caim e Abel.

"Maria", a ser lançado pela Lions Gate Entertainment Corp. no ano que vem, narra os primeiros anos da mãe de Jesus - um ângulo que, segundo um produtor, ajuda a retratá-la como uma heroína para um mercado que tem gostado de jovens personagens femininas como Katniss Everdeen, de "Jogos Vorazes".

Quanto a "Noé", a Paramount afirma que abordou líderes critãos e de outras religiões logo no início do processo para gerar uma compreensão maior das intenções do diretor, Darren Aronofsky, e que acredita que algumas das críticas vão terminar quando o público assistir à versão definitiva. Ainda assim, as respostas negativas contrastam com o apoio da comunidade cristã, no início deste ano, a "O Filho de Deus", uma biografia ostensivamente religiosa de Jesus Cristo que recuperou seu orçamento nominal no fim de semana de estreia nos EUA.

A inspiração para "Noé" veio de Aronofsky, conhecido por dramas mórbidos e surreais. Seu sucesso de bilheteria "Cisne Negro", sobre uma bailarina obsessiva que perde o contato com a realidade, foi indicado ao Oscar de melhor filme e seu sucesso deu ao diretor de 45 anos cacife necessário para fazer "Noé", uma história que o cativa desde que ele escreveu um poema sobre ela na escola.

"Desde criança, achei [Noé] uma história assustadora. [Receava] não ser bom o suficiente para entrar no barco e o que isso significaria", diz Aronofsky, que atribui a maior parte da reação negativa antecipada à demora de Hollywood para voltar a produzir épicos bíblicos.

A história de Noé no Gênesis tem só quatro capítulos e o descreve como um "homem justo" de 600 anos, sem mais detalhes. Para completar a descrição, Aronofsky e Ari Handel, que o ajudou a escrever o roteiro, se debruçaram em textos judaicos antigos, tratados teológicos e manuscritos sobre o Mar Morto. A bibliografia do roteiro tem cinco páginas.

O Noé de Aronofsky é um naturalista transtornado que, machado em punho, luta contra exércitos malignos com a ajuda de gigantes de pedra gerados por computador. As cenas são semelhantes a outra série da Paramount, "Transformers". O filme também retrata um drama familiar, com a atriz Jennifer Connelly fazendo o papel da sofrida esposa de Noé e o ator Logan Lerman, de Ham, o filho do meio, que foi proibido de levar sua esposa para a arca.

Contribuindo para a crítica de que o filme tem uma agenda, Deus manifesta sua ira com um dilúvio, não só para punir o mal da humanidade em geral, mas também porque uma "civilização industrial" tem sobrecarregado os recursos naturais da Terra. Noé é convocado para salvar os animais e sua família, enquanto o resto da humanidade se afoga.

"Não sei como não há uma conexão ecológica [na história]", diz Aronofsky. "A palavra 'ambientalismo' foi politizada por algumas pessoas que fizeram dela uma questão fora do que está na Bíblia." Por sua vez, alguns cristãos dizem que as escrituras apoiam o tema ambiental e outros que Deus deu ao homem domínio sobre a criação.

Religião será a principal bandeira do PSC

Valor Econômico - 31/03/2014
César Felício

A candidatura presidencial do pastor Everaldo Pereira (PSC) tem potencial para atingir até 10% dos votos, na avaliação de cientistas políticos dedicados ao mercado eleitoral. Pastor da Assembleia de Deus, a maior denominação pentecostal do país, Everaldo está com 3% de intenção de voto na última pesquisa Ibope, divulgada nesta quinta-feira, e poderá se tornar o primeiro candidato a presidente na história do Brasil a usar a religião como sua principal bandeira.

"Ele tem um teto de 8% a 10%, caso faça uma campanha muito eficaz e não seja alvo de denúncias", disse o cientista político Antonio Lavareda, da MCI. Lavareda estimou o potencial com base no histórico das eleições de 2002 e 2010. Na primeira, o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, disputou a presidência pelo PSB e teve 18% dos votos. Na segunda, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva concorreu pelo PV e conseguiu 19%. Ambos são evangélicos, mas não fizeram dessa condição o elemento central de suas campanhas.

"Tanto em um caso como em outro, pode-se afirmar que pelo menos metade do que conseguiram foi um voto de afinidade, dado pela população evangélica. O resto foi por terem outros atributos que o pastor Everaldo não possui", comentou Lavareda. O cientista político pondera que Everaldo poderá ter peso em um segundo turno, mas não será o elemento determinante para que a eleição presidencial não se resolva já em outubro. "Um conjunto de outros fatores, como o potencial de crescimento dos candidatos mais fortes de oposição e a avaliação de governo da presidente Dilma Rousseff devem ser mais importantes para definir o segundo turno".

O Brasil conta com 22% da população evangélica, de acordo com o censo de 2010. Destes, cerca de 13% são pentecostais e 5% não têm uma identidade definida, frequentando diversas denominações. Apenas 4% pertencem às igrejas tradicionais, como luteranos, batistas, metodistas e presbiterianos.

É um segmento com peso cada vez maior: em 1991, dois anos depois da primeira eleição presidencial da redemocratização, apenas 9% dos brasileiros eram protestantes. Em 19 anos, a população católica caiu de 83% para 65% e a dos não-religiosos passou de 5% para 8%. Entre os pentecostais, a Assembleia de Deus representava 48%, contando há quatro anos com 12,3 milhões de fiéis.

Igrejas evangélicas começaram a se organizar para disputar o poder em 1986, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Em 1989, houve um ensaio mal sucedido para a presidência: a candidatura de Armando Correa, do extinto PMB, que se retirou da eleição para apoiar o empresário Silvio Santos, manobra anulada pelo TSE dias antes da eleição. Em 2002, na eleição estadual em São Paulo, o então vereador paulistano Carlos Apolinário, do PGT, lançou-se para o governo estadual por uma coligação chamada "São Paulo nas mãos de Deus". Teve 3,6% e ficou em quarto lugar.

"O segmento evangélico era muito menor. Estamos diante da primeira microcandidatura confessional para presidente que não é traço nas pesquisas", disse o cientista político Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, que é conservador sobre a autonomia de voto de Pereira. " Ele só consegue este percentual porque se apresenta como 'pastor' na corrida eleitoral. O PSC não acrescenta nada e a pessoa física dele também não. A bancada evangélica apresenta uma agenda centrada em questões de valores individuais, como as relacionadas com aborto, drogas e casamento homossexual, que nunca foi motivadora de voto majoritário", diz.

No Legislativo, a bancada evangélica conta hoje com 73 deputados federais e dois senadores. Sua candidatura mais competitiva a um governo estadual é no Rio de Janeiro, onde o senador Marcelo Crivella (PRB), da Igreja Universal, deve disputar o cargo pela segunda vez. No ano passado, a bancada foi marcada pelo estilo estridente do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que foi presidente da Comissão de Direitos Humanos.

A tendência dos candidatos evangélicos a cargo majoritário é só adotar este modelo quando disputam em situação pouco competitiva. Se a intenção é entrar para ganhar, suavizam o discurso. Feliciano chegou a se lançar candidato ao Senado em dezembro, mas no mês passado anunciou em redes sociais que irá disputar novamente a Câmara. Alegou que não tinha condições de obter nove milhões de votos, o que estimou como necessário para ganhar. Disse que vai esperar 2018, quando são duas vagas para o Senado por estado.

"A debilidade central é que parte do eleitorado sensibilizado pela plataforma conservadora é católica e tende a rejeitar um candidato evangélico. Desta maneira, os evangélicos não têm como se aproveitar do espaço que existe no Brasil para o conservadorismo, a não ser que fiquem confinados às eleições proporcionais", comentou o pesquisador César Romero Jacob, da PUC do Rio de Janeiro.

A marcha da insensatez - Renato Janine Ribeiro

Valor Econômico - 31/03/2014

Em vez de entrar no jogo dos extremismos, devemos repudiar a degradação da política que hoje ocorre no mundo


Barbara Tuchman foi uma historiadora norte-americana, autora de livros de sucesso, nos quais tentava extrair lições de conduta para nossos tempos a partir de erros passados - procurando, literalmente, alcançar a "moral da história". Não foi exatamente de primeiro time, até porque os melhores historiadores atuais não gostam de misturar história e moral, mas seus livros se leem com proveito. Este ano, quando se recorda o centenário da Primeira Guerra Mundial, vale a pena recorrer a seu "Canhões de agosto" (1962). Mas seu livro que mais me chama a atenção é "A marcha da insensatez", de 1984, com o interessante subtítulo "de Troia ao Vietnã".

São vários episódios históricos e um mitológico, procurando entender por que tantas vezes os povos ou governantes escolhem o caminho da destruição, a via insensata, o jogo perde-perde. A mitologia comparece com o cavalo de Troia, que os gregos deixam às portas da cidade que estavam atacando, sem sucesso, havia dez anos. Os troianos se alegram de ver o inimigo ir embora e ainda por cima dar-lhes um presente tão belo. Apenas o sacerdote Laocoonte alerta que pode ser um perigo, uma armadilha: "Temo os gregos, mesmo quando trazem presentes". Mas ninguém o leva a sério - e, tarde da noite, guerreiros gregos saem de dentro do cavalo e tomam a cidade. Os troianos foram alertados, mas escolheram a própria destruição. Escolhas assim insensatas marcam a história humana, como se a espécie ou seus líderes flertassem descaradamente com a derrota, a autodestruição, o suicídio.

A economia e a filosofia política modernas se constroem com base na convicção contrária: todo ente vivo deseja preservar o seu ser, diz a filosofia - deseja viver, crescer, reproduzir-se. Todo agente tem interesse em aumentar seus ganhos, pensa a economia. Talvez por isso, a tendência à autodestruição seja difícil de se entender. Crescer ou ganhar é racional. Destruir-se é irracional. O problema é que vezes sem conta se escolhe essa segunda opção. Não tentarei, aqui, responder por quê - mas o mínimo que devemos é ligar um alarme, que dispare quando escolhemos nos destruir.

Não temos que escolher entre dois males

Pensei neste tema ao ver, na leitura dos jornais, a escalada da insensatez na política. Até gente que deveria ser equilibrada se exalta e perde o controle. Três exemplos:

1) Deputada venezuelana pede para denunciar seu governo na OEA e ocupa o lugar do Panamá, o que é errado - e o presidente da Câmara de seu país cassa o seu mandato; os dois lados apostam numa escalada que force a maioria mais calma de sua sociedade a se radicalizar;

2) A Justiça egípcia condena 529 islamistas à forca, num único dia, pela morte de apenas um soldado, numa das relações mais exageradas que já se viu entre crime e castigo;

3) Os oposicionistas ucranianos derrubam o governo ruim, mas eleito, de seu país, a Crimeia se separa, a Rússia a acolhe - e começa outra escalada maluca, tornando o mundo refém da insensatez de um palácio e uma praça.

Em todos estes casos, e cada dia surgem novos, o efeito extrapola enormemente a causa. A reação é desproporcional à ação. Perde-se o senso, perde-se a medida.

Outro ponto comum é que esses episódios são o paraíso dos extremistas. Engana-se quem pensa que a verdadeira oposição é entre Maduro e a deputada, islamistas e carrascos, ou golpistas ucranianos e Putin. Na verdade, todos esses jogam o mesmo jogo - cuja meta é descartar, excluir, impedir qualquer posição intermediária, qualquer negociação. Nos três casos, deveria ser óbvio que não se governa um país hostilizando metade de sua população. Mas é o que cada lado faz. E com isso uma provável maioria, que está dividida no voto mas não quer a violência, é obrigada a aceitar o jogo da força.

Daí que chegue uma hora, quando toda a sensatez foi liquidada, em que a saída possível é - quando há religiões, línguas ou etnias em jogo - a divisão territorial. Esta talvez seja viável na Ucrânia. Mas vejam o que implica. Grupos diferentes, que conviviam mais ou menos bem, são apartados. Cada um em seu canto inventará uma identidade extremada e se afastará do outro. Foi assim que a língua servo-croata - um só idioma, com dois alfabetos, cirílico e romano - rachou em duas, uma para cada exército (ou país, se preferirem). Foi assim que a ocupação norte-americana do Iraque transformou Bagdá, cidade em que conviviam, mal ou bem, sunitas e xiitas, numa pele de leopardo, dividia em bairros homogêneos onde o inimigo - que deveria ser respeitado como compatriota - não pode entrar sem risco de vida.

Por isso, quem tem bom senso deve recusar-se a escolher entre dois males. Quem assume um deles legitima, não só um extremismo, como também todo o processo que criou esse extremismo e o oposto. Há horas em que a atitude mais racional não é apoiar um dos loucos em disputa, mas perguntar como aconteceu que se chegasse à loucura. Conter-se, quando os outros enlouquecem, é o último poder da razão. Assim, denunciar a anexação da Crimeia à Rússia, sem atentar para a radicalização, promovida pelos dois lados, da política ucraniana nos últimos dez anos, é ficar na superfície e piorar o statu quo. A Ucrânia, como o Egito e mesmo a Venezuela, parece condenada a ser governada por uma maioria obtida quase pela sorte, que oprimirá a oposição. Dizer qual dos grupos seria melhor é aceitar a miséria dessa situação. Não precisamos, nós a quem resta razão, escolher o demônio menos péssimo. Devemos deixar claro aos atores que repudiamos o que todos eles fazem, quando optam pela violência. Podemos e devemos repudiar um modo de fazer política que a suprime e a substitui pela guerra civil.

Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. 
E-mail: rjanine@usp.br


TeVê

TV paga

Estado de Minas: 31/03/2014



Cinquentinha de volta

 (Isac Luz/TV Globo)

A partir de hoje, às 23h10, o canal Viva traz Susana Vieira (foto), Marília Gabriela e Betty Lago nos papéis das viúvas de Daniel, interpretado pelo veterano José Wilker, no reprise de Cinquentinha. Em oito capítulos, a minissérie de Aguinaldo Silva e Maria Elisa Berredo, exibida em 2009 pela Globo, mostra a disputa de mulheres maduras e modernas para garantir a herança do ex-marido. O personagem de Wilker é um milionário à beira da morte, que deixa em testamento uma missão para suas três ex-mulheres: apesar de inimigas, elas têm que se unir para administrar seus negócios em crise e fazê-los prosperar.

GNT FASHION DESTACA ESTILISTA ZUZU ANGEL

O GNT Fashion, às 22h, apresenta hoje edição especial sobre a São Paulo Fashion Week. Lilian Pacce mostra a temporada primavera-verão 2014/15 do evento, que homenageia Zuzu Angel. A estilista brasileira foi uma das principais figuras da luta pela busca dos desaparecidos da ditadura militar, tema de grande retrospectiva em São Paulo, 50 anos após o golpe. Lilian entrevista Hildegard Angel, filha de Zuzu e co-curadora da exposição e do desfile com as peças da estilista.

DOCES BÁRBAROS EM DOCUMENTÁRIO

O canal Curta! apresenta, às 22h, o documentário Doces bárbaros (1976). O filme registra a excursão comemorativa dos 10 anos de carreira dos Doces Bárbaros, grupo formado pelos cantores baianos Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. Inicialmente, o filme tinha o objetivo de mostrar os shows de um disco ao vivo que seria lançado, mas acabou mudando o tom ao registrar a prisão e o julgamento de Gil e de um companheiro por porte de drogas. O cantor foi obrigado a se internar em uma clínica para desintoxicação, de onde só saía para participar dos espetáculos programados.

UM NOVO EPISÓDIO DE BEAUTY AND THE BEAST

O canal Universal exibe às 22h o 15º episódio inédito da segunda temporada de Beauty and the beast. Em Catch me if you can, Vincent (Jay Ryan) passa a madrugada procurando por Sam (Tom Everett Scott). J. T. (Austin Basis) descobre que seu amigo invadiu o sistema de segurança da polícia já que não quer rastreá-lo com seus sentidos de "fera". O ex-médico conta a J. T. que precisa provar a Cat (Kristin Kreuk) que é mais humano do que "fera" e, por isso, continua buscando pelo criminoso de uma maneira que as pessoas "comuns" poderiam fazer.

EVOLUÇÃO DA MODA NO PROGRAMA DO E!

Apresentado pela ex-modelo Giselle Hermeto, o Conexão da moda é uma produção nacional que aborda a evolução da moda brasileira. Neste episódio que vai ao ar às 22h30, no canal E!, o tema será “Tendências da moda.” Em destaque, as mudanças na indústria brasileira desde os anos 1960, o que foi sucesso, o que não deu certo e o que está voltando à cena, com diversos convidados de peso como os estilistas Paola Arroba (Poko Pano), Tufi Duek, Benny Rosset (CIA Marítima) e Samuel Cirnansck; a artista plástica Marisu Buquet; e a modelo Carol Ribeiro.

MAIS NOVIDADES NA SÉRIE INFANTIL DOKI

Novos episódios da série Doki entram no ar hoje no Discovery Kids. Qualquer acontecimento corriqueiro pode significar o início de uma nova aventura. Os integrantes do Clube Mundial de Expedição estão reunidos em seu clubinho e, de repente, surge uma dúvida que marca o início de uma jornada para desvendar os mistérios da ciência, arte, natureza e música: o que é a seda? De onde vêm os elásticos? Por que um balão às vezes deixa de flutuar? De onde vem a baunilha? Os episódios são exibidos sempre de segunda a sexta, às 11h.


Caras & Bocas

 (TV Globo/Divulgação )


Candidato a galã
Filho de peixe, peixinho é? Vamos ver. Em Meu pedacinho de chão, novela que vai substituir Joia rara (Globo) em 7 de abril, Gabriel Sater, filho de um dos mais importantes violeiros do país, Almir Sater, faz sua estreia na telinha e em novelas. O pai também fez bonito em novelas como Pantanal e A história de Ana Raio e Zé Trovão, ambas na extinta Manchete, além de O rei do gado (Globo). Aos 32 anos, Gabriel, que herdou a beleza do pai, viverá no remake de Benedito Ruy Barbosa o violeiro andante Viramundo. “Meu pai disse para eu me entregar assim como me dedico à música. Nunca mais serei o mesmo”, disse. Na história, Viramundo se apaixonará por Milita, personagem da modelo Cinthia Dicker, filha de Giácomo, vivido por Antônio Fagundes.

AINDA POR CIMA LC É UM  FRIO E CRUEL ASSASSINO
Como se não bastassem as monstruosidades das quais é capaz na comunidade, LC (Antônio Calloni) também é um frio e cruel assassino. No capítulo de amanhã de Além do horizonte (Globo), Lili (Juliana Paiva) vai descobrir que seu pai matou a mãe de Fátima (Yanna Lavigne), de quem era amante. Ela foi a primeira vítima da tal "besta de Tapiré" que inventaram na região. A mulher comandava um bordel e enviava algumas de suas garotas para servirem de cobaias para a máquina de LC. Com um desentendimento entre eles, o pai de Lili acabou matando a amante, que era mulher de Kléber (Marcello Novaes), o pai de Fátima.

SÉRIE ESPECIAL SOBRE  GOLPE MILITAR NO BRASIL
O golpe militar completa, hoje, 50 anos, e o SBT Brasil, a partir das 19h45, exibe uma série de reportagens especiais, Silêncio da ditatura. O repórter Fábio Diamante vai mostrar documentos inéditos sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog, o massacre dos índios pelos militares e as ruínas de um presídio construído pela ditadura dentro de uma aldeia. E ainda: a história do doente mental que ficou internado durante 37 anos em um manicômio judicial, acusado por crimes cometidos no período.

PERÍODO DE DITADURA  RELEMBRADO PELA TV
Os programas Opinião Minas e Agenda, da Rede Minas, também vão relembrar o golpe militar no Brasil. O primeiro, às 8h15, recorda os anos de chumbo em conversa com Cláudio Antônio de Almeida, membro da Comissão da Verdade, da Universidade de Brasília. Ele fala sobre o trabalho de resgatar a história das pessoas que tiveram seus direitos humanos agredidos durante o período. Já o Agenda, às 19h30, estreia série de reportagens que mostra como o cinema, a música e o teatro abordaram o tema nas artes. A TV Brasil destaca o assunto com a série Militares pela democracia, de Sílvio Tendler, que apresenta os homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica que sofreram ao reagir ao golpe dentro dos quartéis. São cinco episódios, de hoje a sexta-feira, às 23h30. Já no Canal Brasil, às 22h, será exibido o documentário Dossiê Jango, de Paulo Henrique Fontenelle.

OUTRO LADO

Acusado de causar clima tenso nos bastidores da novela Em família (Globo), o ator Gabriel Braga Nunes falou sobre o assunto. “Não tenho nem o que dizer sobre essas notícias, porque simplesmente não aconteceu nada. Não existe mau relacionamento. Nossa novela é ótima e o ambiente de trabalho também”, disse. Ele explicou que tem grandes amigos na equipe e definiu os profissionais como “absolutamente talentosos”. Há alguns dias, rumores davam conta de que Gabriel criava problemas de relacionamento com os atores Ana Beatriz Nogueira, Helena Ranaldi e Humberto Martins. Este último foi o único a desmentir um suposto conflito entre eles.

VIVA - A “lama gulosa" que tragou o vilão Hermes (Alexandre Nero) em Além do horizonte. Recurso cenográfico e tanto!

VAIA - Paulinha, personagem de Christiana Ubach, em Além do horizonte  desapareceu da trama. E rendia bem como vilã.