quarta-feira, 2 de abril de 2014

MEMÓRIAS DA DITADURA - Artur Xexéo

O Globo 02/04/2014

Talvez tenha sido um dia
depois do golpe. É difícil
precisar. Afinal, até hoje
ninguém sabe direito
em que dia aconteceu o
golpe. S empre soube
que foi no dia primeiro
de abr il, mas que, ao
contar a história, os militares o anteciparam
para o dia 31 de março, para que não
coincidisse com o Dia da Mentira. Leio
agora, entre as muitas reportagens que
marcam o 50º aniversário do fato, que foi
na madrugada de 2 de abril. Então deve ter
sido no dia 3 de abril de 1964, uma sextafeira,
primeiro dia de aula depois do golpe.
Quando entrei na sala do colégio em
que estudava em São Paulo, estava lá, com
letra bonita, toda redondinha, escrito no
quadro-negro: “Para uma fortaleza vermelha,
só mesmo um Castelo Branco”.

A frase nunca fez sentido. O medo de
uma “fortaleza vermelha” foi justamente o
que justificou o golpe que levou Castelo
Branco ao poder. Por isso, nunca achei
que ela tinha sido escrita por um dos irmãos
maristas que nos davam aula. Aquela
bobagem só poderia ter sido de autoria
de algum colega de classe. Alguém que tivesse
12, no máximo 14 anos e estava ali
cursando o segundo ano ginasial. Alguém
que confiava em trocadilho mesmo que
ele não fizesse sentido político. O irmão
que entrou conosco na sala para a primeira
aula da manhã mandou alguém apagar
rapidamente o quadro-negro. Foi apagado.
Mas não da minha memória. Ainda
hoje, quando me lembro do golpe, dos primeiros
dias do golpe, o que me vem à cabeça
é aquela sentença desconexa: “Para
uma fortaleza vermelha, só mesmo um Castelo
Branco”.


Na semana seguinte, começou a crise lá em
casa. Deixa eu explicar: meu pai era oficial
do Exército. Era um tenente-coronel. Não
era o que se chamava naqueles tempos de
um revolucionário. Ou golpista. Mas era um
militar. Respeitava hierarquia. Então, respeitava
o que chamávamos naqueles tempos de
Revolução. Minha mãe, de alguma maneira,
sentia-se ligada a Jango. Uma de suas irmãs,
a Dinda, trabalhava com Maria Teresa Goulart.
Minha mãe foi antirrevolucionária de
primeira hora. De algum lugar, fez saltar
uma veia jornalística e passou a escrever,
madrugadas adentro, em folhas de papel almaço,
artigos contra os militares. Ela os mostrava
para meu pai, que ficava irritado. Não
ficava bem uma mulher de militar expor assim
seu pensamento contra a Revolução. Ela
resolveu a parada assinando os artigos com
um pseudônimo, Madame X, e continuou varando
as madrugadas escrevendo, escrevendo,
escrevendo e aguardando a volta triunfal
de Jango e Brizola. O plano era enviar os textos
a algum jornal que já estivesse na oposição.
Aqueles artigos nunca foram enviados
para jornal algum.

De manhã, ela os rasgava, insatisfeita com o
resultado, e começa a escrever de novo. Eu tentava
fugir das brigas indo ao cinema. Naquela
semana, vi “Sherlock de saias”, no cine Jamor, logo
ali no Jabaquara, com Margareth Rutheford
interpretando a Miss Marple de Agatha Christie.


A crise passou rápido. Minha mãe abandonou
o talento de articulista político, meu pai
voltou à hierarquia e íamos vivendo em paz
até que o Golpe me mandou para a Avenida
Atlântica. Já disse que minha tia trabalhava
com a primeira-dama? Pois então, como
acreditava que seu exílio seria rápido, Jango
pediu para a Dinda cuidar do apartamento
que ele mantinha na Avenida Atlântica.
E lá fui eu, durante minhas férias escolares,
exilar-me no Edifício Chopin. Tecnicamente,
não era o Chopin. Era um dos
outros dois prédios anexos ao famoso edifício
das festas de réveillon. Um se chama
Prelúdio; o outro, Balada. Acho que o apartamento
do Jango ficava no Prelúdio, com
vista para a piscina do Copacabana Palace.
Não me lembro de muitos resquícios de
Jango e Maria Teresa no lugar. Dela, havia
um massageador, eletrodoméstico das
dondocas da época que caiu em desuso, no
quarto principal. Dele, uma biblioteca vistosa.
Nunca vi ninguém lendo livro algum
daquela biblioteca. Acho que era só decorativa.
Daquelas bibliotecas que só têm
lombadas, sabe? Isso durou dois ou três
anos. Depois, quando Jango percebeu que
sua temporada no Uruguai seria bem mais
longa do que previa, um cunhado dele —
não, não era o Brizola, era o irmão de Maria
Teresa — pediu o apartamento de volta.
E assim acabou nosso exílio na classe alta.


Pouco tempo depois, testemunhei minha
tia recebendo um telefonema do irmão de
Maria Teresa. Ele tinha dado por falta de algumas
toalhas de banho no apartamento
do ex-presidente. A Dinda mandou o cunhado
presidencial à merda, e nunca mais
tive contato com os Goulart. Para mim, a ditadura
risonha e franca acabou ali. Em seguida,
a barra pesou. Uma prima querida
que vivia na clandestinidade foi presa, entrei
em conflito com alguns militares da família
e... Bem, mas isso é uma outra história
que fica para uma outra vez.

MARTHA MEDEIROS - “Pedindo”

Zero Hora - 02/04/2014

Estava caminhando pelo corredor do supermercado quando reparei na roupa da mulher à minha frente: ela estava de calça legging e um top de lycra. Naturalmente, dali iria para a academia de ginástica, ou havia acabado de voltar de uma. Como vou muito cedo ao súper, é comum eu encontrar várias mulheres em trajes esportivos, todos ajustados ao corpo por causa do material com que são confeccionados. Foi então que me dei conta de que eu estava vestida do mesmo modo, já que em seguida teria aula de pilates. Contei: éramos algo em torno de sete mulheres no súper de manhã, de idades diversas, todas correndo risco de serem atacadas sexualmente assim que saíssemos de lá. Afinal, estávamos “pedindo”.

Corta para a saída do colégio da minha filha. O sinal bateu. Pelo portão, saem duas, três, nove adolescentes. Quase todas de short e blusa de alcinhas, aproveitando os últimos dias de calor pós-verão. Algumas iriam a pé para casa, outras de ônibus, circulando pelas ruas com pernas e barrigas de fora. Naturalmente, “pedindo”.

Acreditamos que as pessoas “pedem” para sofrer consequências. O menino que detesta futebol está pedindo para ser alvo de piadas homofóbicas, o ciclista que pedala numa rua movimentada está pedindo para ser atropelado, o turista que deixa seus pertences na areia enquanto mergulha no mar está pedindo para ser roubado. É um vício de linguagem que divide a culpa da violência entre todos – ninguém é vítima absoluta. Algo na linha “perdoa-me por me traíres”. Se você foi sacana comigo, é porque mereci.

Há uma grande diferença entre a contribuição que dou ao que acontece comigo – claro que isso existe – e o que é maldosamente confundido com contribuição a fim de atenuar a penitência do agressor. O resultado da pesquisa do Ipea que revelou que boa parte da população acredita que o modo de vestir de uma mulher justifica o estupro, é chocante e indefensável. Um homem que se prevalece desse argumento (“ela estava pedindo”), além de criminoso, é um covarde.

Da mesma forma, o fato de estarmos alarmados com os índices crescentes de corrupção e de a sociedade estar se organizando em manifestações contra o governo não significa que estejamos “pedindo” a volta da ditadura. Violentar a democracia também seria um estupro.

Má-fé. É ela que faz com que pessoas que não toleram a liberdade tentem reprimi-la usando a desculpa de estarem atendendo a “pedidos”. Liberdade ainda é uma palavra que assusta. Pessoas livres são consideradas irresponsáveis, por isso o impulso de enquadrá-las. Mas de responsabilidade os repressores entendem nada. Se entendessem, assumiriam os seus atos e pagariam integralmente por eles, em vez de tentarem repartir a conta da brutalidade com inocentes que estão apenas exercendo seu direito à cidadania.

Frei Betto - Brasil pós-ditadura‏

Brasil pós-ditadura

Nada estranho que haja arruaças em manifestações. Ainda somos o país do futuro. O presente requer um novo projeto Brasil

Frei Betto

Estado de Minas: 02/04/2014



Faz 50 anos que o golpe militar, respaldado pela Casa Branca, implantou uma ditadura no Brasil. E 29 que os generais voltaram às casernas. E agora, José, vivemos uma verdadeira democracia?

Devagar com o andor, pois o santo é de barro. Cracia, sim; mas demo... Os generais deixaram o poder. Não de ter poder. Falam grosso nos quartéis e ainda têm a petulância de batizar turmas de formandos de Agulhas Negras com o nome de “Emílio Garrastazu Médici”, o mais sanguinário de todos os ditadores.

Comissões da Verdade trabalham arduamente para apurar os crimes da ditadura. Como não são também da Justiça, atuam manietadas. Não têm poder nem projeto de punir ninguém. “Homem mau dorme bem”, intitula-se um filme de Akira Kurosawa. O que dá às Forças Armadas a prerrogativa de não prestar satisfações à nação e manter sob sigilo os arquivos do regime militar, como fazem com os documentos da Guerra do Paraguai. Mas ninguém escapa de prestar contas à história.

Passadas quase três décadas do fim da ditadura, o Brasil nem sacudiu a poeira nem deu a volta por cima. Quem é hoje a figura majestática do PMDB, o maior partido do Brasil e principal aliado do governo petista? José Sarney. Quem era o presidente da Arena, partido de respaldo à ditadura e aos crimes por ela cometidos? José Sarney.

Nossas estruturas ainda conservam fortes resquícios dos 21 anos (1964-1985) de atrocidades. Em especial na política, que mantém o mesmo número de senadores por estado, malgrado a desproporção populacional, e aprova o financiamento de campanhas eleitorais por empreiteiras, bancos e empresas. Sei que nem tudo é como dantes – temos pluripartidarismo e a Constituição de 1988 – mas ainda trafegamos à sombra do quartel de Abrantes.

Houve mudanças! O impossível aconteceu: Lula eleito presidente e o PT há 11 anos no poder. Lá chegou graças aos movimentos sociais que minaram os alicerces da ditadura. Como já disse, o poder, a cracia, ganhou novos protagonistas. Porém, a demo... o povo, ficou de fora!

Nossa democracia ainda é predominantemente delegativa (delega-se, pelo voto, poder ao eleito); tendenciosamente representativa (vide os lobbies do agronegócio e dos grandes meios de comunicação); e nada participativa.

A social-democracia chegou ao Brasil, paradoxalmente, pelas mãos do PT, e não do PSDB. A pobreza extrema sofreu significativa redução; a escolaridade ampliou-se; a saúde socorreu-se na importação de médicos estrangeiros. No Nordeste, trocou-se o jegue pela moto. A inflação ficou sob controle; o salário mínimo teve crescimento expressivo; a linha branca, desonerada e facilitada pelo crédito, encheu os domicílios populares de geladeiras, fogões e máquinas de lavar.

 Quem nunca comeu melado... Cadê os benefícios sociais? Transporte coletivo precário e congestionado; saúde pública infeccionada por falta de recursos; educação sem qualidade; segurança despreparada e insuficiente.

Em 11 anos de governo petista, nenhuma reforma de estruturas. Nem a agrária, nem a política, nem a tributária. Como fazia a ditadura, os megaprojetos atropelam as exigências ambientais (transposição do São Francisco; hidrelétricas como Belo Monte; Copa), enquanto a Amazônia perde o fôlego asfixiada por lavouras movidas a agrotóxicos e ampliação dos pastos abertos a serra elétrica.

Eis que, de repente, o Brasil se dá conta de que não está deitado em berço esplêndido. E o gigante adormecido acorda nas manifestações de rua!

Se os 11 anos de governo petista promoveram considerável inclusão econômica, falta propiciar a participação política. Ao contrário, temos um governo despolitizante, que acredita que só de pão vive o homem. Nada estranho que haja arruaças em manifestações. Ainda somos o país do futuro. O presente requer um novo projeto Brasil.

TeVê

tv paga
Estado de Minas: 02/04/2014
 (Imagem Filmes/divulgação)


Mãe Joana

O Telecine Premium exibe às 22h a comédia Casa da Mãe Joana 2 (foto), com José Wilker, Paulo Betti, Betty Faria e Antônio Pedro. Depois de despejados do apartamento em Copacabana, Juca, PR e Montanha seguiram rumos diferentes. PR voltou a investir em coroas ricas, Juca resolveu tirar um período sabático em busca da Cannabis perfeita e Montanha, finalmente, escreveu um livro de sucesso e ficou rico. Hoje, ele mora numa antiga mansão no Alto da Boa Vista e vai receber os amigos Juca e PR, que se envolveram em confusões pelo mundo.
 FILHOS DE GANDHY
GANHAM DESTAQUE

Filhos de Gandhy, documentário de Lula Buarque, será exibido às 20h30 no canal Arte 1. Criado por um grupo de estivadores comunistas de Salvador, o bloco carnavalesco completou 50 anos em 1999. O filme remonta à história do grupo a partir do depoimento de seus fundadores. Gilberto Gil, vice-presidente do bloco, é coprodutor do projeto.

CAÇADORES DE INFRAÇÕES
EM SÉRIE DO CANAL A&E

Em Proibido estacionar, série do A&E que estreia às 22h, homens e mulheres que trabalham no Departamento de Trânsito da Filadélfia (EUA), encarregados de fazer com que as leis sejam cumpridas, mostram que a rotina deles não é tão simples assim. O canal exibe especial de uma hora com os melhores casos de confronto entre os caçadores de infrações de trânsito e os infratores habituais, que depois de cometer todo tipo de barbaridade no trânsito tentam justificar suas falhas aos berros.

CONHEÇA O INDIANA
JONES DA VIDA REAL

Em pequenos povoados e em regiões isoladas da América há relíquias a serem descobertas. E por trás delas, incríveis personagens e histórias a serem desvendadas. E esse é um trabalho para a dupla Mike Wolfe, historiador, e Frank Fritz, arqueólogo, que retornam ao History na quarta temporada de Caçadores de relíquias, às 21h. No episódio de hoje, no Arkansas, eles topam com um posto de troca antigo incrível. Mais tarde, no hospital do Dr. Smith, fechado há décadas, encontram uma porção de artigos médicos superinteressantes. E, finalmente, no caminho de volta, a estrada mais parece uma loja radical de tranqueiras, e Mike não quer perder nada.

CAÇA-FANTASMAS
EM NOVO EPISÓDIO

A equipe de investigação Sindicato Paranormal visita alguns locais mal-assombrados e utiliza sua abordagem única para coletar e registrar uma evidência tangível de atividade paranormal. No canal Bio, às 21h30, será exibido o episódio Cara a cara com fantasmas. O grupo investiga o local onde aconteceu um dos assassinatos mais terríveis e brutais da história, em uma tentativa de se comunicar com os membros falecidos da família Borden. Será que Lizzie Borden ainda reside nesta antiga casa de campo?

SEGUNDA TEMPORADA DE
CHEGOU HONEY BOO BOO!

Estreia às 20h40 no TLC a segunda temporada de Chegou Honey Boo Boo!. O programa alcançou uma das maiores audiências do canal TLC nos EUA, com médias entre dois e três milhões de telespectadores por semana. A primeira temporada da série elevou Honey Boo Boo ao status de ícone da cultura pop. Todos querem saber de onde vem o carisma que conquistou a atenção do mundo todo e a resposta pode estar na infância simples que Alana (mais conhecida como Honey
Boo Boo) vive.

CARAS E BOCAS » Primeiro beijo



Laerte (Gabriel Braga Nunes) e Luiza (Bruna Marquezine) se rendem à irresistível atração  (Estevam Avellar/TV Globo)
Laerte (Gabriel Braga Nunes) e Luiza (Bruna Marquezine) se rendem à irresistível atração

Em cena prevista para ir ao ar no dia10, o que Helena (Júlia Lemmertz) mais temia vai ocorrer: sua filha Luiza (Bruna Marquezine) e seu ex-noivo Laerte (Gabriel Braga Nunes) vão trocar o primeiro beijo na trama de Em família. Eles não conseguirão mais resistir à atração que sentem um pelo outro desde que se conheceram. De acordo com o site oficial da novela, tudo começará na aula de flauta no Galpão Cultural. Laerte se aproximará de Luiza para ensiná-la a respirar corretamente. No final, ele se oferecerá para levá-la em casa. A estudante relutará a princípio, mas acabará aceitando. Na porta do prédio em que a jovem mora, o músico estaciona o carro e os dois se olham com admiração. Na hora de se despedirem, eles se confundirão e quase se beijarão. Chica (Natália do Vale) passará de carro e avistará a neta, que ficará incomodada com o olhar de reprovação que receberá. Para evitar comentários, Luiza decidirá esperar um pouco mais no carro. E, então, os dois acabarão se beijando para valer. Ao site, Júlia comentou sobre a expectativa da reação de Helena ao saber do beijo: “Não sei como será, mas acho que vai ser difícil, porque a construção (da personagem) é para isso. Ela vai dar uma pirada”, diz. Em capítulos anteriores, Helena ficará furiosa em duas situações: primeiro, descobrirá que a filha ganhou uma flauta de Laerte e que a toca, à noite, às escondidas, depois que todos dormem. Dias depois, Luiza avisará à família que decidiu sair de casa e que vai alugar um apartamento com Alice (Erika Januzza). “Sinto-me perseguida, sem privacidade”, dirá a filha de Virgílio (Humberto Martins), referindo-se à mãe, que não a deixa em paz por causa do relacionamento com Laerte.


ATRIZ DE JOIA RARA EM
TEMPORADA NO TEATRO

Prestes a se despedir da cantora Serena, de Joia rara (Globo), que termina na sexta-feira, a atriz Simone Gutierrez e o ator Edu Berton darão início à turnê da peça Aípod, comédia interativa e multimídia. Nos dias 5 e 6, por exemplo, a dupla estará em Uberaba, Minas. Com 90 minutos de duração, o espetáculo gira em torno de uma emissora de rádio chamada Rádio, que conta com um casal de locutores insanos, interpretado por Paulinho Correia (Edu Berton) e Rita Londres (Simone Gutierrez). Além de uma crítica engraçada ao que se ouve hoje nas programações das emissoras de rádio, os locutores não só atendem os ouvintes que
ligam como também fazem as vozes deles.

SÉRIE SOBRE ENFERMEIRA
JACKIE TEM MAIS UM ANO

A duas semanas da estreia da sexta temporada, o canal Showtime anunciou, anteontem, a renovação de mais um ano da série Nurse Jackie, com estreia prevista para abril de 2015. O que motivou a sétima temporada foram os ótimos resultados obtidos com a quinta, em que a série teve aumento de 14% em sua audiência, comparada com o ano anterior, quando já era um dos seriados mais vistos da emissora. A trama gira em torno da enfermeira Jackie, vivida por Edie Falco, que questiona o comportamento de alguns médicos, o que gera problemas de relacionamento entre eles. Ainda por cima, ela vive com problemas financeiros, sofre com dores e é viciada em analgésicos. No Brasil, Nurse Jackie é exibida no Studio Universal (TV paga).

JULIANA SE CASA PARA
FICAR COM CRIANÇA

Um casamento vai abalar os capítulos de Em família. Juliana (Vanessa Gerbelli) se casará com Jairo (Marcello Melo Jr.) no cartório e, assim, terá a menina Bia (Bruna Faria), filha do rapaz, de volta à sua casa, realizando seu grande sonho. Com o enlace, a avó de Bia, Iolanda (Magdale Alves), não terá mais como impedir que a neta viva com o pai e a madrasta. Assim que trocam as alianças, Juliana pressiona Jairo para que busquem a menina na casa da avó. Lá, Iolanda alfineta a mulher: “Pode levar a Bia. Eu ia mesmo mandar ela para sua casa, nem precisava se casar com esse malandro. Se tivesse vindo falar comigo, a gente teria se entendido, mas quem vinha era esse daí, querendo me enrolar”. Na saída, ela avisa a Juliana que irá visitar a criança quando tiver vontade. Já em casa, Juliana, com a ajuda de Guiomar (Jessica Alves), prepara uma festinha para comemorar a volta de Bia.

DOIS PERSONAGENS GAYS
CONFIRMADOS EM TRAMA

O autor Aguinaldo Silva já confirmou dois personagens gays em sua próxima trama, Falso brilhante,  que vai substituir Em família. Um deles, um homossexual enrustido, será interpretado por José Mayer. Já Xana Summers, assumidíssima e engraçada, será dona de um salão de beleza. A intenção é que o papel ficasse com o humorista Paulo Gustavo, que pode não ter como assumi-lo por conta de compromissos já acertados no teatro.