terça-feira, 29 de julho de 2014

TeVê

TV Paga
Estado de Minas: 29/07/2014


 (MTV/Divulgação)
Abrindo o jogo

Ainda na estreia do sucesso de Thrift shop, que bombou nas paradas em 2012, a dupla de hip-hop Macklemore & Ryan Lewis (foto) abre a série The ride, que estreia hoje, às 22h, na MTV. A produção acompanha os artistas do momento em que eles recordam os instantes que transformaram as suas vidas e contam sua história em frente às câmeras, sem filtros ou tabus, dando aos fãs uma visão privilegiada do seu universo atual e anterior à fama. Pelo menos é o que a emissora promete.
Dani Monteiro cobre
as férias de Thiaguinho

Ainda falando de música, o SescTV apresenta hoje, às 20h, mais um programa da série Movimento violão, com um recital da instrumentista venezuelana Elodie Bouny e do músico gaúcho Thiago Colombo, tocando peças latino-americanas e composições próprias. No Multishow, Dani Monteiro vai substituir Thiaguinho por três semanas no comando do Música boa ao vivo, que recebe esta noite, às 20h30, Titãs, Sepultura e Ana Cañas.

Abujamra relembra
o amigo Rubem Alves

Na edição de hoje do Provocações, às 23h30, na Cultura, Antonio Abujamra vai prestar uma homenagem ao educador Rubem Alves, que morreu no último dia 19. Em entrevista concedida em maio de 2011, o teólogo, psicanalista e escritor mineiro critica o sistema de ensino aplicado nas escolas, defende uma educação que favoreça o desenvolvimento da criança e comenta o período em que foi pastor da Igreja Presbiteriana.

Documentários dão
uma aula de história

No concorrido segmento dos documentários, um dos estaques é Reidy, a construção da utopia, sobre o urbanista Affonso Eduardo Reidy, um dos principais nomes da arquitetura moderna brasileira, às 22h30, no canal Curta!. No Futura, às 23h, a série + Brasileiros continua hoje com a biografia de dom Pedro II. No Arte 1, a dica é A obra de arte, às 20h30. No canal History, a minissérie Guerras mundiais tem sequência às 2 2h, com os episódios três e quatro, focalizando o período que antecedeu imediatamente a 2ª Guerra Mundial e a eclosão do conflito, em 1939. No
canal Bio, a 2ª Guerra Mundial está na pauta também às 22h, com o documentário O Titanic nazista.

Hoje só tem reprises
no pacote de cinema

Sem grandes estreias agendadas para hoje, o assinante tem apenas reprises na programação de cinema. Na faixa das 22h, são oito opções: O som ao redor, no Cinemax, Solidões, no Canal Brasil; A dama na água, na HBO 2; Jogos vorazes, no Max HD; Guerra mundial Z, no Telecine Premium; Os estagiários, no Telecine Pipoca; O chamado 2, no Studio Universal; e Laranja mecânica, no TCM. E mais: O suspeito, às 22h10, no Glitz; A menina do lado, às 22h30, no Cine Brasil; e Guerra é guerra!, também às 22h30, no FX

Caras & Bocas

Simone Castro
simone.castro@uai.com.br




Elenco de Chiquititas recebe os atores Ariel Goldenberg e Rita de Cássia (centro), que participam da novela (Gabriel Cardoso/SBT)
Elenco de Chiquititas recebe os atores Ariel Goldenberg e Rita de Cássia (centro), que participam da novela
Casamento especial

O capítulo de Chiquititas desta terça-feira, às 20h30, no SBT/Alterosa, contará com a participação especial dos atores Rita de Cássia e Ariel Goldenberg. Os dois, que são portadores de síndrome de Down, protagonizaram o premiado filme Colegas, de 2012, com roteiro e direção de Marcelo Galvão. Em Chiquititas, remake assinado por Íris Abravanel, Rita interpreta Virgínia e Ariel será Danilo. Na história, ela aparecerá no orfanato Raio de Luz depois de fugir do próprio casamento. Danilo, o noivo, vai atrás de Virgínia e quase será roubado na rua por Paçoca (Rafael Miguel), mas consegue se defender sozinho. Ao notar a presença do rapaz no orfanato, as chiquititas esconderão Virgínia, mas também a incentivarão a conversar com Danilo. Ela afirma que quer se divertir antes de casar e as meninas providenciam momentos especiais, como brincar num roda-roda no pátio do Raio de Luz. As chiquititas mais velhas explicam que os novos amigos têm síndrome de Down, mas lembram às crianças que isso não os faz diferentes. Pelo contrário, apenas indica que eles precisam de uma atenção especial e muito amor. Rita acaba se acertando com o noivo e os dois saem felizes, num carro de recém-casados, direto para o casamento.

SEGUNDA EDIÇÃO TRAZ
RESUMÃO DAS NOTÍCIAS


O Jornal da Alterosa 2ª edição apresenta o resumo das principais notícias do dia,
 além de matérias especiais.
A apresentação é de Ana Cristina Pimenta.

MILIONÁRIO NÃO QUER
SABER DO SEU PASSADO


Em Império (Globo), Cristina (Leandra Leal) e José Alfredo (Alexandre Nero) terão um começo de conversa bastante tenso, depois que ela revela que é sua filha, fruto do relacionamento dele e Eliane (Malu Galli) no passado. No meio da discussão, Maria Marta (Lília Cabral) se intromete e diz que tudo não passa de um golpe. Furiosa, Cristina vai embora da empresa do milionário. José Alfredo manda um dos seus seguranças trazer a moça de volta. Enquanto isso, Cristina conversa com a tia Cora (Drica Moraes) pelo telefone e conta o que ocorreu. Cora decide ir para a empresa de José Alfredo. Lá, o empresário a trata mal e também não poupa Cristina. “Vou dizer só uma vez, e que fique bem claro: vocês não são nada para mim, nada! E não vão arrancar nem um tostão de mim. Entenderam?”. Cheia de si, Cora dispara: “Vamos embora! Pau que nasce torto morre torto. Mas o mundo dá voltas, José Alfredo, e você é a prova disso. Então, aguarde. Um dia, ainda vai se curvar diante de mim”.

JURADOS DE REALITY SHOW
SERÃO CANTORES DE ROCK


Breakout Brasil, reality show musical que vai revelar uma nova banda, com estreia em agosto no canal Sony (TV paga), terá três jurados. Em comum, o fato de serem cantores de rock. São eles: Lucas Silveira, vocalista e líder da banda Fresno; Bianca Jhordão, vocalista e guitarrista da banda Leela; e Supla, que participou da primeira edição do Casa dos artistas, realizado pelo SBT. A primeira etapa do Breakout Brasil foi realizado via internet, quando foram votadas as várias bandas inscritas. As 10 mais bem posicionadas disputarão a atração para ver qual delas levará o prêmio de R$ 50 mil e gravará um CD.

REFORÇO DE PESO
 (Alberto E. Rodriguez/Getty Images/AFP-20/3/13)

Uma das séries que estão dando o que falar, Resurrection, atração do AXN (TV paga), contará com um nome e tanto no elenco. Trata-se da atriz Michelle Fairley (foto), atualmente no ar na minissérie 24 horas: viva um novo dia (Globo), em que interpreta uma terrorista. O personagem mais conhecido de Michelle, porém, é Catelyn Stark da série Game of thrones, exibida no Brasil pelo canal HBO (TV paga). Na próxima temporada de Resurrection, a atriz será Margaret Langston, mãe de Henry (Kurtwood Smith) e do xerife Fred (Matt Craven). A personagem, que já morreu, retorna a Arcadia. O seu reaparecimento trará à tona um grande e obscuro segredo do passado da família, que ela fará de tudo para manter escondido. A série conta a história dos moradores de Arcadia, uma pacata cidade americana onde a vida dos moradores é alterada com a volta dos “regressados”, como são chamadas as pessoas que retornam dos mortos, sem ter envelhecido nada, exatamente como estavam no dia do seu falecimento.

PLATEIA
VIVA  - Jesuíta Barbosa, o Alain de O rebu (Globo). O  ator reprisa a ótima atuação da minissérie Amores roubados.

VAIA - Téo (Paulo Betti) e Xana Summer (Aílton Graça): gays exageradamente caricatos de Império. Menos é mais. 

Estreia madura em ficção - Carlos Herculano Lopes

Estreia madura em ficção
Carlos Herculano Lopes
Estado de Minas: 29/07/2014


Rodrigo Garcia Lopes lança o romance O trovador depois de longa experiência literária (Jacqueline Sasano/Divulgação)
Rodrigo Garcia Lopes lança o romance O trovador depois de longa experiência literária

Paranaense nascido em Londrina, no Norte do estado, Rodrigo Garcia Lopes percorreu longo caminho na literatura até publicar seu primeiro romance, O trovador, com o qual foi um dos contemplados com a Bolsa Funarte de Criação Literária, e que acaba de sair pela Editora Record.

Formado em jornalismo, antes de lançar-se na ficção Rodrigio escreveu alguns livros de poemas, entre eles Solarium (Iluminuras, 1994); Visibila (Sete Letras, 1997); Polivox. Poemas (Azougue Editoria, 2001) e Nômada (Lamparina, 2004). Em meados da década de 1980, fez uma viagem de dois anos pela Europa e na volta criou a revista literária Hã. Algum tempo depois, nos anos de 1990, foi para os Estados Unidos, onde fez mestrado na Arizona State University, com tese sobre os romances de William Burroughs, escritor da geração beat que surgiu nos EUA na década de 1950, e balançou os alicerces culturais do país.

Foi também durante esse período passado na América do Norte que Rodrigo Garcia Lopes teve a chance de realizar 19 entrevistas com famosos como John Asbery, Marjorie Perloff, Allen Ginsberg, Nam June Paik, Carlhes Bernstein, além do próprio William Burroughs, entre outros. Trabalho de fôlego, hoje referência para os que estudam a obra dessa turma. As conversas vieram a público com o livro Vozes & visões: panorama da arte e cultura norte-americana de hoje, lançado pela Iluminuras em 1996.

Com todo esse currículo, e ainda tradutor de diversos livros de poemas de autores como Walt Whitman, Sylvia Plath e Arthur Rimbaut, Rodrigo Garcia Lopes se sentiu à vontade para fazer ficção, sem o impulso impensado dos apressados, que depois costumam se arrepender amargamente.

Não foi o que ocorreu com O trovador, que chega maduro às livrarias, e no qual o escritor conta uma história enigmática, com todos os ingredientes das boas aventuras policiais, cujo cenário passa pela Londrina dos anos de 1930, quando começou a exploração de café e madeira no Norte do Paraná.

A trama começa quando uma palavra de origem provençal e um poema enviado a Eduardo VIII, rei da Inglaterra, são encontrados em um pedaço de papel deixado na boca de um morto, uma vítima a mais de vários assassinatos ocorridos no Sul do país. Desvendar esse mistério caberá a um detetive, tradutor e intérprete, que é mandado ao local do crime. A partir daí, num ritmo alucinante, a narrativa de Rodrigo Garcia Lopes, segundo Joca Reiners Terron, que fez o prefácio, entrega tudo ao leitor, “menos a traição.”

O trovador
>> De Rodrigo Garcia Lopes
>> Editora Record
>> Romance, 406 páginas
>> R$ 45

Mestre do ngoni - Eduardo Tristão Girão

Mestre do ngoni
 
O músico malinês Bassekou Kouyate é uma das atrações do Festival Mimo, em Ouro Preto.Instrumentista e compositor, é comparado a Jimi Hendrix e defende a raiz africana no blues

Eduardo Tristão Girão
Estado de Minas: 29/07/2014



"No Mali, devido à nossa cultura griot, sempre fazemos música com a família, especialmente com os filhos, porque eles vão ficar e levar a música para frente" - Bassekou Kouyate, músico


O Jimi Hendrix do Mali. Isso é o que o Google costuma retornar aos que querem saber quem é Bassekou Kouyate, que tocará no fim do mês que vem em Ouro Preto, durante a 11ª edição do Festival Mimo. Comparações são sempre úteis, apesar de sempre causarem discussão.

Ambos são negros, estão intimamente ligados ao blues, são bons de riffs e usam pedais wah wah e de distorção. Só que em vez de guitarra, o virtuose malinês (que passa longe do rock) toca ngoni, um secular instrumento de corda feito com cabaça.

O ngoni é utilizado por músicos de vários países da África ocidental e Kouyate é, hoje, seu maior nome. Não é exagero. Além de veloz nas notas, o talentoso compositor sabe usá-las como poucos. Ao ouvir sua música, fica a impressão de que ele está intimamente ligado à rica tradição musical do seu país. Realmente está, mas os LPs dos artistas de gerações anteriores do Mali não deixam dúvida de que suas canções são contemporâneas. Ou seja, velho e novo em perfeita harmonia. São músicas bem arranjadas e vibrantes.

Os vocais são um capítulo à parte, a cargo de Amy Sacko, mulher do artista: de grande expressão, variam do doce ao penetrante, com letras escritas num dos idiomas nativos, o bambara. Vale destacar que ambos descendem de famílias de griots, os respeitados contadores de histórias africanos responsáveis por perpetuar a cultura dos locais onde vivem. O casal conta com a presença dos dois filhos na banda, Moustafa e Mamadou, que tocam ngonis de tamanhos e alcances harmônicos diferentes (uns mais graves, outros mais agudos).

“No Mali, devido à nossa cultura griot, sempre fazemos música com a família, especialmente com os filhos, porque sabemos que são eles que vão ficar e levar a música para frente, sempre manteremos esta tradição. Toquei com meu avô e com meu pai. Cada um de nós toca a mesma música com seu estilo, com seu jeito, mas sempre tocamos juntos. Às vezes, há um ou outro convidado, mas a base é o grupo familiar”, conta Kouyate. Acostumado a rodar o mundo para tocar, ele visitará o Brasil pela primeira vez.

Batizado de Ngoni Ba, o grupo que o acompanha só tem ngonis e percussão, com outros instrumentos marcando presença pontualmente. Kouyate foi pioneiro ao propor que fosse tocado de pé e na frente do palco, como qualquer guitarrista. Consequentemente, inovou também ao criar um grupo só com eles, explorando as múltiplas possibilidades de arranjo e solo. Aliás, esse é outro ponto alto dos seus discos. Os improvisos são marcados não só pelo timbre e articulação típicos, mas pela musicalidade e (recentemente) incremento de efeitos.

Ele conta que a ideia de plugar o ngoni com pedais de efeito usados em guitarra surgiu das participações em festivais mundo afora. “Depois que fiz meu primeiro CD, comecei a tocar em muitos festivais e fui constatando que podia aproveitar algumas coisas para fazer meu som mais audível, mais próprio para os lugares onde me apresentava. Aí coloquei o wah wah no segundo álbum e fui experimentando vários pedais. Se funciona, vou usando”, diz.

RAÍZES Bassekou Kouyate afirma que a tradição musical que lhe serve de base é muito antiga e peculiar. “Todos nós tocamos basicamente a mesma música. Às vezes, em meus concertos, toco temas com mais de 700 anos, que vêm da tradição. Todo mundo pensa que é blues, mas é a mesma música tocada para os reis africanos há séculos. É por isso que temos de preservar esta tradição, nos manter com uma certa pureza. É certo que tocamos cada um a seu jeito, porém mantemos essa pureza”, afirma.

O artista tem três discos lançados – Segu blue (2007), I speak fula (2009) e Jama ko (2013) – e em todos faz questão de manifestar sua relação com o blues em ao menos uma faixa. Melhor dizendo, ele defende a música do Mali como a origem do blues que se desenvolveu nos Estados Unidos. De fato, Kouyate não precisou de guitarra ou gaita para criar composições como Segu blue (Poyi), Bambugu blues e a hipnótica Mali koori, que realmente ajudam a endossar seu discurso.

“Todo o som negro que se desenvolveu nos Estados Unidos veio da África, não há dúvida. A raiz é a música pentatônica, ou seja, de cinco notas. O banjo é uma evolução do ngoni, que foi para a América com os escravos do Mali, da Costa do Marfim e da Guiné-Bissau. E o blues tem exatamente o mesmo jeito, a mesma forma da música que se ouve e se toca no estado malinês de Segu”, explica.

Não por acaso, anuncia para o ano que vem disco que evidenciará a ligação entre o Mali e os Estados Unidos por meio do blues. O trabalho ainda está em fase de produção, mas um importante convidado especial já garantiu que estará presente no estúdio: o cantor e guitarrista Taj Mahal. Não será a primeira vez que os dois tocarão juntos, pois o norte-americano já havia gravado em Poye 2, faixa do disco mais recente de Kouyaté.

Parceria em meio a conflitos


Jama ko, mais recente disco de Bassekou Kouyate, foi gravado durante o golpe de Estado que sacudiu o Mali em março de 2012. O ataque dos militares rebelados a vários pontos da capital do país, Bamako, ocorreu justamente no dia em que o produtor canadense Howard Bilerman (ex-baterista da banda Arcade Fire) havia chegado. A proximidade do estúdio em relação aos locais de conflito (menos de um quilômetro) dificultou muito o trabalho dos músicos.

“Senti-me culpado por ter levado tantas pessoas a uma situação de risco, de perigo real. Fiquei realmente na pior, porque faltava luz, água e, muitas vezes, os veículos eram atacados. Do alto da colina podíamos ver o palácio presidencial sendo bombardeado. Um carro com 30 pessoas, a caminho da gravação, quase foi incendiado. Toda hora tínhamos que interromper, foi muito complicado. Mas agora tudo está normal, a gente sabe que esta disputa é política e pelo dinheiro do petróleo”, conta Kouyate.

Com discos bem-acabados e calcados na tradição, a exemplo de Jama ko e dos outros dois que lançou, o artista ajuda a realimentar a curiosidade pela cultura do Mali, um dos países musicalmente mais interessantes do continente e que já deu ao mundo nomes do quilate de Salif Keita e Ali Farka Toure (talvez os mais conhecidos do país), além do grupo Tinariwen, dos instrumentistas Toumani Diabate e Rokia Traore e da dupla Amadou et Mariam, entre outros.

Músicas

Para conhecer Bassekou Kouyate


» Jonkoloni
» Bassekou
» Sinsani
» Segu blue (Poyi)
» Falani
» Musow (For our women)
» Torin torin
» I speak fula
» Bambugu blues
» Sinaly
» Jama ko
» Madou
» Moustafa
» Mali koori
» Ne me fatigue pas

FESTIVAL MIMO

O Mimo chega à 11ª edição como o maior festival gratuito de música instrumental do Brasil. O evento é realizado em cidades reconhecidas pela preservação do patrimônio cultural, com apresentações em praças, museus e igrejas. Todos os concertos são gratuitos. A programação deste ano chega a Ouro Preto (29 a 31 de agosto), Olinda (4 a 7 de setembro), Paraty (10 a 12 de outubro) e, pela primeira vez, a Tiradentes (17 a 19 de outubro). Um dos maiores músicos do jazz contemporâneo, o pianista e compositor americano Chick Corea se apresenta em Ouro Preto e Olinda. Outros nomes que integram a programação são o catalão Jordi Savall, o percussionista e compositor indiano Trilok Gurtu e o cantor jamaicano Winston McAnuff, entre outros artistas de 10 países. O instrumentista e compositor mineiro Toninho Horta fará concerto acústico de abertura do Mimo, em Ouro Preto, ao lado da Orquestra Fantasma.

PAULÍNIA » Pernambucano é o destaque‏

PAULÍNIA » Pernambucano é o destaque
Estado de Minas: 29/07/2014


Irandhir Santos  faturou pela  terceira vez o filme de melhor ator em Paulínia (Paulínia Film Festival/Divulgação)
Irandhir Santos faturou pela terceira vez o filme de melhor ator em Paulínia

O longa pernambucano A história da eternidade, de Camilo Cavalcante, faturou o prêmio principal da sexta edição do Paulínia Film Festival, encerrada na noite de domingo. O filme, que conta três histórias de amor ambientadas no sertão, venceu também os prêmios de melhor diretor, ator (Irandhir Santos), atriz (compartilhado pelas protagonistas Marcélia Cartaxo, Zezita Matos e Debora Ingrid) e o prêmio da crítica. Esta foi a terceira vez que Irandhir foi consagrado como melhor ator no festival. Em 2009, ele venceu pelo filme Olhos azuis, de José Joffily, e, em 2011 por Febre do rato, de Cláudio Assis.

 Casa grande, primeiro longa de ficção de Fellipe Barbosa, levou o Prêmio Especial do Júri, além dos troféus de ator coadjuvante (Marcello Novaes), atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro) e roteiro (Fellipe e Karen Sztajnberg). O filme conta a história de Jean, adolescente de 17 anos de classe alta no Rio de Janeiro que faz suas primeiras descobertas afetivas e sexuais enquanto toma consciência das divisões de classe e de raça ao seu redor. Também se destacou na premiação Boa sorte, filme de Carolina Jabor sobre a relação entre um adolescente de 17 anos e uma moça com problemas psiquiátricos (Deborah Secco), que faturou os prêmios do público e de direção de arte.