Zero Hora - 30/07/2014
Não sei se é de família ou hábito apenas da minha mãe, só sei que, entre
nós, qualquer preciosidade é chamada de joia. Pergunto para minha mãe
sobre um filme ou sobre um lugar que ela conheceu, e se ela responde que
é bonito é porque é bonito, se responde que é interessante é porque é
interessante, mas quando ela diz “é uma joia”, logo me sento e me
disponho a ouvir os detalhes. E ela não diz joia referindo-se àquela
gíria que não se usa mais. Se ela diz que é uma joia, é algo especial,
em que se deve prestar atenção. E se ela diz: “É uma pequena joia”, aí é
porque a coisa é grandiosa mesmo. Em casa sempre rezamos pela cartilha
do “menos é mais”, preferindo as pequenas joias em detrimento das
ostentosas. Um discreto ponto de luz, um brilhante comedido, algo que
reina sem pompa, o clássico que não se pavoneia, a elegância que não é
extravagante: isso.
Quem já leu o italiano Alessandro Baricco sabe que ele se adapta bem
à descrição de valor que fiz acima. Já havia lido dois ótimos livros
dele e recentemente estive com o terceiro em mãos, que se chama Mr.
Gwin. Um livro com um nome próprio como título é sempre um enigma. Quem
seria Mr. Gwin? O que faz? Qual o seu conflito? Para que time torce? Por
que devo parar minha vida rotineira e apressada para dedicar algumas
horas a esse fulano?
Mr. Gwin é realmente um fulano até que se abra a primeira página,
mas Alessandro Baricco é autor respeitado. Então, mais em consideração
ao prestígio do autor do que àquele ilustre Mr. Gwin desconhecido, abri o
livro.
Quando terminei, pensei nela. Já sabia como recomendá-lo: mãe, é uma pequena joia.
Autêntico, poético, magistralmente bem escrito. Curto, sintético,
nenhuma palavra falta, nenhuma palavra sobra. Original sem ser
exibicionista, contido sem ser humilde.
Uma história meio estranha, mas daquelas estranhezas que se
infiltram na alma, que fazem a gente perder a insistência de buscar
realidades comprovadas: a troco de quê devemos acreditar apenas naquilo
que já vimos antes? Qualquer história é uma história, e é a ela que o
livro presta reverência, mais do que aos personagens, ainda que eles
brilhem também.
É uma pequena joia porque é pequena no tamanho, mas comove por sua
literatura tão bem lapidada. Porque não é um livro como tantos, tem uma
singularidade que o destaca. Ou talvez seja uma pequena joia apenas
porque gostei dele, mesmo que ninguém mais goste – aquilo de que
gostamos é sempre significativo a despeito do que pensem os outros.
Pode ser que você não encontre nada de relevante em Mr. Gwin, caso
aventure-se a lê-lo. O que para mim foi percebido como uma pequena joia
talvez lhe pareça uma grande porcaria. Assim é a vida, povoada por
opiniões diversas. Mas que ao menos essa conversa toda tenha feito você
questionar o que significa uma pequena joia em seu próprio conceito.
Porque, entre tantas bugigangas que nos cercam, temos o dever de eleger
algumas raridades.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
TeVê
tv paga
Estado de Minas: 30/07/2014
Comédia em pé
Em uma quarta-feira repleta de boas novidades, um dos destaques de hoje é a estreia da segunda temporada de República do stand-up, às 23h, no Comedy Central. Comandado por Murilo Gun (foto), o programa reúne humoristas de todos as regiões do Brasil em breves apresentações em um palco. Entre os convidados, Fábio Rabin, Leo Lins, Patrick Maia, Diogo Portugal, Marco Zenni e Fabiano Cambota.
Canal Brasil homenageia
mestre Ariano Suassuna
O Canal Brasil presta homenagem hoje ao escritor e poeta Ariano Suassuna, morto na última quarta-feira, aos 87 anos, exibindo, às 21h, a palestra “A mulher do piolho”, na qual ele fala sobre a valorização da cultura brasileira. Às 21h35, vai ao ar a entrevista que Suassuna concedeu ao programa Sangue latino, e às 22h é a vez de O auto da compadecida, filme baseado em sua obra homônima. No Arte 1, às 20h30, outro grande nome da cultura popular, o compositor Paulo Vanzolini (1924–2013), é o personagem do documentário Um homem de moral, dirigido por Ricardo Dias. Na Cultura, às 23h30, o Entrelinhas lembra o escritor e dramaturgo Manoel Carlos Karam, morto em 2007.
Documentário investiga
a possível fuga de Hitler
O marco do centenário do início da 1ª Guerra Mundial justifica a produção de documentários dos canais History e Bio. Na primeira emissora serão exibidos os dois últimos episódios da série Guerras mundiais, às 22h. No mesmo horário, o Bio apresenta A fuga de Hitler, que aponta a Argentina como refúgio de Adolf Hitler depois de simular seu suicídio ao fim da 2ª Guerra.
NGC seleciona episódios
das séries mais populares
Ainda no segmento dos documentários, às 20h45, no National Geographic Channel, o tema varia um pouco no bloco Top NatGeo, que emenda episódios das séries documentais Helicópteros de guerra (“Operação Talibã”), Serviço Secreto (“Dólares falsos” e “A segurança da ONU”), Trabalho sujo e Férias na prisão (“Refém no Iraque”). Por f alar em série, o Film&Arts exibe hoje, às 20h, o episódio final da minissérie Collision.
O amor é tema recorrente
em três atrações do Curta!
A faixa A vida é Curta! reúne mais três curtas que falam de um mesmo tema, no caso os relacionamentos amorosos e suas possibilidades. O primeiro é Julie, agosto, setembro, de Jarleo Barbosa, seguido de O pulso, de José Pedro Goulart, e Na sua companhia, de Marcelo Caetano. No canal Curta!, às 20h.
Arte 1 exibe filme palestino
vencedor do Globo de Ouro
Em mais um dia sem grandes estreias, a programação de filmes continua se salvando com algumas oportunas reprises, como a do ganhador do Globo de Ouro Paradise now, do palestino Hany Abu-Assad às 22h, no Arte 1. No mesmo horário, o assinante tem mais seis opções: O grande Gatsby, na HBO; Percy Jackson e o Mar de Monstros, no Telecine Pipoca; Intocáveis, no Telecine Touch; Meu pior pesadelo, no Max HD; O amor custa caro, no MGM; e A coisa, no Space. Outras atrações do pacote de cinema: Cabra-cega, às 21h, no Curta!; Sin City – A cidade do pecado, às 21h05, no Universal Channel; e Cemitério maldito 2, às 22h30, no FX.
CARAS E BOCAS » A QUERIDINHA
Depois de roubar a cena como a vilã Cora na primeira fase de Império (Globo), a atriz Marjorie Estiano já conquistou o autor Aguinaldo Silva. Pérfida e ardilosa, a personagem detonou a vida da irmã, Eliane, interpretada na juventude por Vanessa Giácomo, e a impediu de ser feliz ao lado do homem que amava, José Alfredo, personagem de Chay Suede. A interpretação de Marjorie foi aplaudida pelos telespectadores e, mais ainda, pelo criador da malévola Cora. Tanto é que Silva já reservou a atriz para estrelar sua série Doctor Pri. Nas redes sociais, ele declarou: “Se algum dia Doctor Pri for produzida, já sei que atriz eu quero para viver a protagonista: é Marjorie Estiano e tenho dito.” Há alguns meses, a série, que foi engavetada na emissora, teria a atriz Glória Pires no papel da doutora Priscila. Em março, os atores já estavam fazendo a leitura dos roteiros quando a atração foi cancelada. Glória teria desistido do papel para aceitar viver uma das protagonistas de Babilônia, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. Existe uma expectativa de que Doctor Pri possa estrear em 2016.
MÃE E FILHO SE REÚNEM
DEPOIS DE MUITOS ANOS
No Jornal da Alterosa – 1ª edição desta quarta-feira veja reportagem que mostra emocionante reencontro de mãe e filho separados há anos. O jovem personagem, ainda pequeno, foi levado de casa pelo pai. Depois que ficou maior de idade, saiu do Nordeste para vir atrás da mãe, em Minas Gerais, e acabou perdido. Passou a morar na rua, como mendigo, até ser ajudado por uma alma caridosa. Não perca! A primeira edição do Jornal da Alterosa é logo depois do
Alterosa esporte.
WAGNER MOURA E OS
GÊMEOS NO TRIP TV
O ator Wagner Moura e os irmãos grafiteiros Os Gêmeos são convidados do Trip TV desta quinta-feira, logo depois do Jornal da noite, na Band. Ele relembra a infância pobre na Bahia, fala sobre sua experiência em Hollywood e em cima do palco, no lugar de Renato Russo, à frente da banda Legião Urbana. Os Gêmeos, um dos nomes mais importantes e reconhecidos da arte contemporânea brasileira, relembra momentos que marcaram a história da cultura hip-hop na cidade e explica como o grafite pode funcionar como válvula de escape. Confira, ainda, um bate-papo com a cantora norte-americana Cláudia Lennear. Entre outros assuntos, ela fala de sua relação com o ícone do rock and roll mundial Mick Jagger: “Éramos ótimos amigos,
digamos assim”.
O REBU ESTREIA COM
SUCESSO EM PORTUGAL
Estreou anteontem, em Portugal, pelo canal SIC, parceiro da Globo, a novela O rebu. A trama, remake de George Moura e Sérgio Goldemberg, foi lançada às 23h30 e dividiu espaço com Salve Jorge, de Glória Perez, que está na reta final. O rebu registrou média de 9,3 pontos e foi o terceiro mais alto da grade da emissora, atrás de Amor à vida, de Walcyr Carrasco, e da produção local, Sol de inverno. Em família, de Manoel Carlos, também é exibida por lá, às 19h, e também, como foi aqui, vem repetindo baixo desempenho, marcando em torno de 5,6 pontos. Os índices são de análise do instituto GfK.
ATOR CRITICA COLEGA
PROTAGONISTA DE SÉRIE
Em entrevista ao site The Hollywood reporter, Freddie Prinze Jr. falou mal de Kiefer Sutherland, intérprete de Jack Bouer, protagonista da série 24 horas. Para o ator, trabalharem juntos foi “terrível”. “Odiei cada momento. Kiefer foi o cara mais antiprofissional do mundo. Não estou falando besteira, eu diria isso na cara dele. Acho que todos que trabalharam com ele já disseram isso”, afirmou Freddie, que afirmou, ainda, que sua participação na série o fez pensar em deixar o mundo do entretenimento. Segundo Freddie, que interpretou o personagem Cole Ortiz na oitava temporada, Kiefer exigia que ele tirasse os sapatos durante as cenas dos dois juntos para disfarçar sua altura.
DROGAS PROIBIDAS
O Conexão repórter desta quarta-feira, às 23h15, no SBT/Alterosa, traz o documentário especial Músculos proibidos. Em uma investigação realizada durante vários meses, Roberto Cabrini mostra os bastidores de parte das academias, onde a compulsão pelo corpo perfeito leva jovens ao uso de drogas proibidas. O programa traz também a história de um viciado em esteroides anabolizantes, revelando a autodestruição, a vaidade sem limites e os esquemas clandestinos para se conseguir substâncias de uso restrito. Mais: câmeras escondidas revelam os riscos diários dessa prática.
VIVA
Em breve participação, a atriz Malu Galli deixou sua marca como a sofrida Eliane em Império.
VAIA
Mas, poucas tramas se sustentam com um personagem só. Mesmo sendo Cora, de Drica Moraes.
Estado de Minas: 30/07/2014
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Comédia em pé
Em uma quarta-feira repleta de boas novidades, um dos destaques de hoje é a estreia da segunda temporada de República do stand-up, às 23h, no Comedy Central. Comandado por Murilo Gun (foto), o programa reúne humoristas de todos as regiões do Brasil em breves apresentações em um palco. Entre os convidados, Fábio Rabin, Leo Lins, Patrick Maia, Diogo Portugal, Marco Zenni e Fabiano Cambota.
Canal Brasil homenageia
mestre Ariano Suassuna
O Canal Brasil presta homenagem hoje ao escritor e poeta Ariano Suassuna, morto na última quarta-feira, aos 87 anos, exibindo, às 21h, a palestra “A mulher do piolho”, na qual ele fala sobre a valorização da cultura brasileira. Às 21h35, vai ao ar a entrevista que Suassuna concedeu ao programa Sangue latino, e às 22h é a vez de O auto da compadecida, filme baseado em sua obra homônima. No Arte 1, às 20h30, outro grande nome da cultura popular, o compositor Paulo Vanzolini (1924–2013), é o personagem do documentário Um homem de moral, dirigido por Ricardo Dias. Na Cultura, às 23h30, o Entrelinhas lembra o escritor e dramaturgo Manoel Carlos Karam, morto em 2007.
Documentário investiga
a possível fuga de Hitler
O marco do centenário do início da 1ª Guerra Mundial justifica a produção de documentários dos canais History e Bio. Na primeira emissora serão exibidos os dois últimos episódios da série Guerras mundiais, às 22h. No mesmo horário, o Bio apresenta A fuga de Hitler, que aponta a Argentina como refúgio de Adolf Hitler depois de simular seu suicídio ao fim da 2ª Guerra.
NGC seleciona episódios
das séries mais populares
Ainda no segmento dos documentários, às 20h45, no National Geographic Channel, o tema varia um pouco no bloco Top NatGeo, que emenda episódios das séries documentais Helicópteros de guerra (“Operação Talibã”), Serviço Secreto (“Dólares falsos” e “A segurança da ONU”), Trabalho sujo e Férias na prisão (“Refém no Iraque”). Por f alar em série, o Film&Arts exibe hoje, às 20h, o episódio final da minissérie Collision.
O amor é tema recorrente
em três atrações do Curta!
A faixa A vida é Curta! reúne mais três curtas que falam de um mesmo tema, no caso os relacionamentos amorosos e suas possibilidades. O primeiro é Julie, agosto, setembro, de Jarleo Barbosa, seguido de O pulso, de José Pedro Goulart, e Na sua companhia, de Marcelo Caetano. No canal Curta!, às 20h.
Arte 1 exibe filme palestino
vencedor do Globo de Ouro
Em mais um dia sem grandes estreias, a programação de filmes continua se salvando com algumas oportunas reprises, como a do ganhador do Globo de Ouro Paradise now, do palestino Hany Abu-Assad às 22h, no Arte 1. No mesmo horário, o assinante tem mais seis opções: O grande Gatsby, na HBO; Percy Jackson e o Mar de Monstros, no Telecine Pipoca; Intocáveis, no Telecine Touch; Meu pior pesadelo, no Max HD; O amor custa caro, no MGM; e A coisa, no Space. Outras atrações do pacote de cinema: Cabra-cega, às 21h, no Curta!; Sin City – A cidade do pecado, às 21h05, no Universal Channel; e Cemitério maldito 2, às 22h30, no FX.
CARAS E BOCAS » A QUERIDINHA
Depois de roubar a cena como a vilã Cora na primeira fase de Império (Globo), a atriz Marjorie Estiano já conquistou o autor Aguinaldo Silva. Pérfida e ardilosa, a personagem detonou a vida da irmã, Eliane, interpretada na juventude por Vanessa Giácomo, e a impediu de ser feliz ao lado do homem que amava, José Alfredo, personagem de Chay Suede. A interpretação de Marjorie foi aplaudida pelos telespectadores e, mais ainda, pelo criador da malévola Cora. Tanto é que Silva já reservou a atriz para estrelar sua série Doctor Pri. Nas redes sociais, ele declarou: “Se algum dia Doctor Pri for produzida, já sei que atriz eu quero para viver a protagonista: é Marjorie Estiano e tenho dito.” Há alguns meses, a série, que foi engavetada na emissora, teria a atriz Glória Pires no papel da doutora Priscila. Em março, os atores já estavam fazendo a leitura dos roteiros quando a atração foi cancelada. Glória teria desistido do papel para aceitar viver uma das protagonistas de Babilônia, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. Existe uma expectativa de que Doctor Pri possa estrear em 2016.
MÃE E FILHO SE REÚNEM
DEPOIS DE MUITOS ANOS
No Jornal da Alterosa – 1ª edição desta quarta-feira veja reportagem que mostra emocionante reencontro de mãe e filho separados há anos. O jovem personagem, ainda pequeno, foi levado de casa pelo pai. Depois que ficou maior de idade, saiu do Nordeste para vir atrás da mãe, em Minas Gerais, e acabou perdido. Passou a morar na rua, como mendigo, até ser ajudado por uma alma caridosa. Não perca! A primeira edição do Jornal da Alterosa é logo depois do
Alterosa esporte.
WAGNER MOURA E OS
GÊMEOS NO TRIP TV
O ator Wagner Moura e os irmãos grafiteiros Os Gêmeos são convidados do Trip TV desta quinta-feira, logo depois do Jornal da noite, na Band. Ele relembra a infância pobre na Bahia, fala sobre sua experiência em Hollywood e em cima do palco, no lugar de Renato Russo, à frente da banda Legião Urbana. Os Gêmeos, um dos nomes mais importantes e reconhecidos da arte contemporânea brasileira, relembra momentos que marcaram a história da cultura hip-hop na cidade e explica como o grafite pode funcionar como válvula de escape. Confira, ainda, um bate-papo com a cantora norte-americana Cláudia Lennear. Entre outros assuntos, ela fala de sua relação com o ícone do rock and roll mundial Mick Jagger: “Éramos ótimos amigos,
digamos assim”.
O REBU ESTREIA COM
SUCESSO EM PORTUGAL
Estreou anteontem, em Portugal, pelo canal SIC, parceiro da Globo, a novela O rebu. A trama, remake de George Moura e Sérgio Goldemberg, foi lançada às 23h30 e dividiu espaço com Salve Jorge, de Glória Perez, que está na reta final. O rebu registrou média de 9,3 pontos e foi o terceiro mais alto da grade da emissora, atrás de Amor à vida, de Walcyr Carrasco, e da produção local, Sol de inverno. Em família, de Manoel Carlos, também é exibida por lá, às 19h, e também, como foi aqui, vem repetindo baixo desempenho, marcando em torno de 5,6 pontos. Os índices são de análise do instituto GfK.
ATOR CRITICA COLEGA
PROTAGONISTA DE SÉRIE
Em entrevista ao site The Hollywood reporter, Freddie Prinze Jr. falou mal de Kiefer Sutherland, intérprete de Jack Bouer, protagonista da série 24 horas. Para o ator, trabalharem juntos foi “terrível”. “Odiei cada momento. Kiefer foi o cara mais antiprofissional do mundo. Não estou falando besteira, eu diria isso na cara dele. Acho que todos que trabalharam com ele já disseram isso”, afirmou Freddie, que afirmou, ainda, que sua participação na série o fez pensar em deixar o mundo do entretenimento. Segundo Freddie, que interpretou o personagem Cole Ortiz na oitava temporada, Kiefer exigia que ele tirasse os sapatos durante as cenas dos dois juntos para disfarçar sua altura.
DROGAS PROIBIDAS
O Conexão repórter desta quarta-feira, às 23h15, no SBT/Alterosa, traz o documentário especial Músculos proibidos. Em uma investigação realizada durante vários meses, Roberto Cabrini mostra os bastidores de parte das academias, onde a compulsão pelo corpo perfeito leva jovens ao uso de drogas proibidas. O programa traz também a história de um viciado em esteroides anabolizantes, revelando a autodestruição, a vaidade sem limites e os esquemas clandestinos para se conseguir substâncias de uso restrito. Mais: câmeras escondidas revelam os riscos diários dessa prática.
VIVA
Em breve participação, a atriz Malu Galli deixou sua marca como a sofrida Eliane em Império.
VAIA
Mas, poucas tramas se sustentam com um personagem só. Mesmo sendo Cora, de Drica Moraes.
Outro sertão Céu de Luiz, livro de fotografias de Tiago Santana
Outro sertão
Céu de Luiz, livro de fotografias de Tiago Santana inspirado em Gonzagão, revela a riqueza humana, a cultura forte e a sabedoria do povo que vive no semiárido brasileiro
Walter Sebastião
Estado de Minas: 30/07/2014
| Fotografias de Tiago Santana, no livro Céu de Luiz, fogem do estereótipo da seca e da pobreza da região nordestina |
O fotógrafo cearense Tiago Santana, de 38 anos, nasceu em Crato, divisa com Pernambuco. Lugar que, explica, pela riqueza cultural e humana, é quase uma síntese do Nordeste brasileiro. Ouviu desde a infância as músicas do cantor e compositor Luiz Gonzaga, também nascido na região e que tem na área fonte de inspiração. “Imaginei, então, uma interpretação visual livre do universo de Gonzaga, o sertão”, conta Santana. Ele se refere ao livro Céu de Luiz, com fotografias feitas por ele e texto do jornalista Adaúlio Dantas, que será lançado hoje no projeto Foto em pauta, às 19h30, no Oi Futuro, com projeção das fotos e bate-papo.
“Priorizei na seleção imagens que tivessem força, com algum mistério, mais simbólicas, que contassem uma história”, explica Tiago Santana. “Vou além do documental clássico”, avisa, observando que são fotos que se abrem para o imaginário, o subjetivo e o emocional. Criou fotos que rompem com olhar que só vê seca, pobreza e inferno no sertão. “É uma visão rasteira. Temos riqueza humana, cultura forte, muita sabedoria, fruto da vivência no semiárido”, afirma. São imagens em preto e branco, feitas com negativo, “que estouram um pouco o fotômetro”, para mostrar “o drama que a luz traz” e reforçar os traços humanos, acrescenta.
Céu de Luiz é o quarto título dedicado ao Nordeste. Ele lançou: Benditos (2001), Chão de Graciliano (2003) e O sertão dentro de mim (2011), que abarcam desde consideração sobre os romeiros de Juazeiro do Norte até reverência ao poeta Patativa do Assaré, passando por tradução visual do universo do autor de Vidas secas.
“O livro é uma história em quatro capítulos sobre esse lugar onde nasci, que me talhou como ser humano e fotógrafo”, conta. O motivo é recorrente, mas houve transformações na forma de abordá-lo: “As primeiras fotos foram feitas bem de perto, coladas no rosto, sentindo o cheiro da pessoa. Hoje, tenho usado linguagem panorâmica para ampliar espaços intensos, silenciosos, que existem junto das pessoas”, observa. O uso do negativo vem de encanto pelo processo e paixão por laboratório. “É como fazer papel artesanal. Não uso porque teria qualidade melhor, mas por implicar outro tempo de trabalho, alargado, como é o do sertão”, observa.
Perfil Tiago Santana é cearense, tem 47 anos, fotografa desde 1989. Ele credita a dedicação à fotografia, primeiro, “à riqueza visual” do lugar onde nasceu. Foi com o pai, fotógrafo e cineasta amador, que tomou contato com a prática. E com a engenharia, curso que começou, mas não concluiu, depois de se envolver com a Semana Nacional de Fotografia, realizada na universidade. “Descobri que fotografia era mais do que câmera, hobby, como pensava. Ela é campo de conhecimento, reflexão, mundo maior inclusive do que a minha vida. E se tornou minha forma de superar a timidez, de falar da minha história sem usar palavras”, explica.
O fotografo criou e mantém, há 15 anos, a Editora Tempo de Imagem, com cerca de 40 títulos lançados, todos sobre fotografia, sejam edição de imagens ou de texto. “Livro, para mim, é o lugar onde a fotografia se pereniza, ganha outros mundos, vai para a casa das pessoas, para as bibliotecas, oferecendo ao observador possibilidade de mergulhar no realizado”, defende Tiago Santana. “Considero exposições espaços virtuais necessários, mas o livro é incomparável no que se refere ao alcance perceptivo”, acrescenta.
A atenção, no momento, está voltada para recuperação e pesquisa do acervo de Leocádio Ferreira, fotógrafo cearense dos anos 1950, já falecido. Material que se tornará livro e exposição. A primeira mostra de Tiago Santana foi O chão de Graciliano, de 2003, no Sesc Pompeia (SP). Trabalho que, transformado em livro, recebeu, em 2006, o Prêmio ConradoWessel de Fotografia. É do cearense o volume Sertão, da coleção francesa Photo Poche. As imagens do fotógrafo estão ainda nos livros Mar de luz; Brasil, bom de bola; Acts of Faith: Contemporary brazilian photography, editado por Elizabeth Edwar e publicado pelo Pitt Rivers Museum University of Oxford, em conjunto com Brasil Connects.
FOTO EM PAUTA
Lançamento do livro Céu de Luiz com projeção de fotos e bate-papo com o autor, Tiago Santana. Hoje, às 19h30. Oi Futuro, Avenida Afonso Pena, 4.001, térreo, Mangabeiras, (31) 3229-3131. Entrada franca.
"Hilda é eterna!" - Ana Clara Brant
"Hilda é eterna!"
A novelista Gloria Perez se comove com a história, revelada pelo EM, da mulher que inspirou a personagem de Hilda Furacão. Para ela, o mito se mantém devido ao fascinante poder feminino
Ana Clara Brant
Estado de Minas: 30/07/2014
| Responsável pelo sucesso de Hilda Furacão na TV, Gloria Perez torce para mais histórias surgirem |
A história de Hilda Maia Valentim, de 83 anos, descoberta pelo Estado de Minas em um asilo na capital argentina, emocionou a novelista Gloria Perez, que assinou a adaptação televisiva do romance Hilda Furacão, escrito pelo mineiro Roberto Drummond. Viúva do jogador de futebol Paulo Valentim, Hilda Maia foi uma das fontes de inspiração da personagem interpretada por Ana Paula Arósio na minissérie exibida pela TV Globo em 1998.
Gloria Perez se diz “curiosíssima” a respeito da história de Hilda Maia. A autora fala com carinho da época em que a minissérie foi produzida, com várias cenas gravadas em BH, e de suas conversas com Roberto Drummond, que morreu há 12 anos. “Eu me comovi muito ao me lembrar dele, em quanto ele ia se emocionar com esse reencontro”, afirma a novelista. “Bateu aquela saudade do amigo, dos tempos de produção da série e dos longos papos. Ele contava as histórias da zona boêmia e de suas personagens de modo a me transportar para aquele mundo que não conheci, mas que tinha a missão de transcrever para as câmeras”, comenta ela.
Gloria sempre teve a curiosidade em saber o que ocorrera a Hilda depois de deixar o Maravilhoso Hotel. Moça bem-nascida, elegante e frequentadora do Minas Tênis Clube, a personagem de Roberto Drummond trocou sua vida de conforto por um quarto na zona boêmia da BH dos anos 1950. “Que bom que vocês a encontraram! Comovente a trajetória dela. Pelo que li na matéria, Hilda vai render ainda muitos e muitos capítulos”, destacou a autora, que no momento se dedica à série policial Dupla identidade, cuja estreia está prevista para a segunda quinzena de setembro na TV Globo.
Encanto Para Gloria Perez, o grande encanto que Hilda Furacão ainda exerce no público vem do fato de ser uma personagem mítica, que simboliza o fascínio e a idealização do poder feminino. “Hilda não tem data: é eterna”, resume.
A autora admite que pensou em adaptar outros livros de Roberto Drummond para a televisão. De acordo com ela, o mineiro era um grande contador de histórias, atento observador do comportamento humano. “Seus romances são habitados por tipos que a gente não esquece. Gosto do olhar curioso dele sobre a vida, da maneira perspicaz e bem-humorada como conta as mazelas da sociedade”, elogia Gloria.
Domingo, o EM publicou a reportagem “Outono de um mito” revelando o drama de Hilda Maia, que deixou a zona boêmia de BH para se casar com Paulo Valentim, craque do Atlético e ídolo do Boca Juniors, em Buenos Aires. Depois da vida de luxos na Argentina, onde nasceu Ulisses, filho do casal, Paulo fracassou nos estádios – bebedeiras e o jogo aniquilaram sua carreira. O jogador morreu em 1984 e Hilda passou a depender de Ulisses, que faleceu em 2013. Desamparada, ela foi acolhida pelo governo portenho e mora no asilo Hogar Dr. Guillermo Rawson, na capital argentina.
Gloria Perez, ainda no domingo, compartilhou a reportagem no Twitter, ressaltando que Roberto Drummond adoraria a novidade revelada pelo EM. “Vocês nem imaginam quantas Hilda Furacão apareceram quando a série passou! Até a Lady Francisco cismou que era ela”, escreveu a novelista em seu post.
z OBRAS completas de
Roberto Drummond
A morte de DJ em Paris
O dia em que Ernest Hemingway morreu crucificado
Sangue de Coca-Cola
Quando fui morto em Cuba
Hitler manda lembranças
Ontem à noite era sexta-feira
Hilda Furacão
Inês é morta
O homem que subornou a morte e outras histórias
O cheiro de Deus
Dia de São Nunca à tarde
Os mortos não dançam valsa
O Estripador da Rua G
Uma paixão em preto e branco
(publicação póstuma com crônicas sobre o Clube Atlético Mineiro)
Reedições à vista
Ivan Drummond
| Ana Paula Arósio grava cenas da minissérie em Belo Horizonte |
O romance Hilda Furacão, de Roberto Drummond, é campeão de vendas: cerca de 200 mil exemplares foram comercializados desde o lançamento, em 1991. Atualmente, os direitos pertencem à Geração Editorial, que imprimiu 5 mil livros em junho, devido à adoção do romance para concurso.
Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, informa que 1,9 mil exemplares foram comercializados apenas em Belo Horizonte. O número de volumes reimpressos pode aumentar. “A tiragem depende dos pedidos feitos pelas livrarias. Como a história floresceu, muito provavelmente vamos fazer nova edição, pois têm nos chegado informações de que Hilda Furacão está esgotando”, revela.
A Geração Editorial detém os direitos sobre a maioria dos livros de Roberto Drummond. “Estou tentando a aquisição de três títulos em poder da Objetiva: O cheiro de Deus, A morte de DJ em Paris e Os mortos não dançam valsa. Os outros já estão conosco”, informa Emediato.
Em janeiro, ele pretende relançar Hitler manda lembranças e Ontem à noite era sexta-feira. “Cada edição terá 5 mil exemplares”, antecipa.
O editor e jornalista fala com carinho do amigo. “Certa vez, nós fomos a Vinhedo, no Rio Grande do Sul, para uma palestra sobre Hilda Furacão. Roberto ficou fascinado com o fato de todos os estudantes terem lido o livro. Faziam uma série de perguntas, sempre sobre a existência de Hilda. Ele alegava que a história era real, mas rodeava, não respondia. Contava várias passagens da personagem, mas não dizia se eram verdade ou não”, relembra.
A palestra para os gaúchos ocorreu um mês antes da morte do autor, em junho de 2002. “Recebi a notícia como uma bomba. Grande escritor, Roberto nos faz muita falta. Sua obra é fantástica.” Emediato pretende adquirir os direitos sobre todos os livros de Drummond para lançar a obra completa do mineiro. “Um dos maiores nomes da literatura brasileira, ele merece ser tratado como tal”, conclui.
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