sábado, 2 de agosto de 2014

TeVê

TV paga

Estado de Minas: 02/08/2014



 (Disney/Pixar )

Sábado animado


Coincidiu de os dois principais lançamentos do pacote de filmes deste sábado serem longas de animação. Na HBO, às 22h, estreia Tá chovendo hambúrguer 2. No mesmo horário, o Telecine Premium exibe Universidade Monstros (foto). Outra atração de peso é o drama O desespero de Veronika Voss, também às 22h, no Especial Rainer Werner Fassbinder do canal Futura.

Muitas alternativas na  programação de filmes

Shia LaBeouf faz hora extra hoje no Telecine Touch, que exibe em sequência os filmes O melhor jogo da história, às 15h, e Wall Street – O dinheiro nunca dorme, às 17h10. Na faixa das 22h, o assinante tem mais oito opções: A hora marcada, no Canal Brasil; Possessão, na HBO 2; O quarteto, no Max HD; Fúria de titãs 2, no Max Prime; Redenção, no Megapix; Perigosa atração, no Studio Universal; De olhos bem fechados, no TCM; e Sangue negro, no Telecine Cult. Outros destaques da programação: Paradise now, às 20h30, no Arte 1; O beijo da Mulher Aranha, às 21h, no AXN; 10.000 a.C., às 22h30, no FX; O sorriso de Monalisa, também às 22h30, no A&E; e O homem que virou suco, às 23h, na Cultura.

Canal FX estreia hoje a  série de comédia Dads

Estreia hoje, às 10h30, no canal FX, a série de humor Dads. Na história, Giovanni Ribisi vive Warner, um homem casado e pai de família que mantém uma amizade desde a infância com Eli, solteirão convicto interpretado por Seth Green. Ambos são bem-sucedidos e trabalham juntos no desenvolvimento de jogos Mas suas vidas sofrem mudanças drásticas quando seus pais decidem se mudar e morar com os filhos. Mais tarde, às 19h, no Universal Channel, estreia a quarta temporada da série policial Rookie blue.

Não está fácil vencer  os desafios do NatGeo


No segmento dos documentários, o NatGeo vem com duas novidades. Às 20h, estreia Desafiando os limites, em que uma equipe de especialistas em tubarões, liderados pelo cientista Taylor Chapple e pelo cinegrafista Andy Casagrande, aventura-se pela costa de Gansbaai, na África do Sul, em busca do temido tubarão-branco. Às 20h45, é a vez de Desafios mentais, com dois episódios em sequência, com o engenheiro Tim Shaw propondo novos experimentos surpreendentes. Já o canal Bio continua a seleção de documentários sobre a 2ª Guerra Mundial, exibindo o especial Terceiro Reich, às 20h.

Você já ouviu o som  do ator Hugh Laurie?

Mais conhecido como ator de filmes como O pequeno Stuart Little e da série Dr. House, Hugh Laurie é também músico, fã de blues, e é isso que o assinante vai conferir em um show que ele fez em Nova Orleans com o repertório de seu disco Let them talk e que vai ao ar hoje, às 21h, no Film&Arts. Outra atração musical de hoje é o Cultura livre, às 18h, na Cultura, com a presença do cantor e compositor Tatá Aeroplano.


Revelações em família

Zezé di Camargo & Luciano são os convidados de Marília Gabriela no De frente com Gabi, do SBT/Alterosa (Carol Soares/SBT)
Zezé di Camargo & Luciano são os convidados de Marília Gabriela no De frente com Gabi, do SBT/Alterosa

O lançamento do CD Teorias de Raul é um dos pretextos. Mas, rola papo longo mesmo é sobre família e relacionamentos. Os irmãos Zezé di Camargo e Luciano são os convidados de Marília Gabriela no De frente com Gabi deste domingo, à meia-noite, no SBT/Alterosa. Zezé aproveitou para esclarecer sobre algumas polêmicas nas quais se viu envolvido nos últimos meses e negou a notícia divulgada pela imprensa carioca de que estaria pagando uma pensão de R$ 100 mil para a ex-mulher, Zilu. “Aquela notícia é totalmente mentirosa”, garantiu. Namorado da jornalista Graciele Lacerda, o cantor afirmou ainda que não quer se casar novamente tão cedo. “Não pretendo me casar agora. Quero namorar, porque não fiz isso antes de me casar da outra vez. Cheguei em uma fase da vida em que pretendo viver para mim daqui pra frente.” Ele ainda comentou sobre envelhecimento. “Não tenho problema nenhum com a idade.” Luciano se diz bastante preocupado com a forma física. “Sempre digo que não sou magro, pois estou magro.” Casado com Flávia Fonseca, com quem tem as gêmeas Helena e Isabella, se rasga em elogios à companheira. “É a primeira vez que estou tendo mesmo uma mulher, que eu quero voltar para casa todos os dias para encontrar aquela mulher.” E falou sobre a vida em família com a chegada da neta. “Minha neta Maria Luiza me trouxe de volta para uma relação pai e filho com o Wesley. Estou sendo pai, realmente, agora com as minhas filhas”, admitiu.

FIQUE LIGADO NO QUE VAI  ROLAR HOJE NA ALTEROSA


Sábado é recheado de novidades na Alterosa, começando pelo Viação Cipó, às 9h. Mais tarde, às 12h15, tem Isabel Guimarães e o que rola no MMA, o esporte que mais cresce no mundo. Na sequência vem o Bola na área e logo depois Reabilitador de cães, às 13h10, completando com o Casca grossa, às 13h30. Já à noite, às 19h20, vai ao ar o Jornal da Alterosa.

LOCUTOR SÍLVIO LUIZ DIZ O QUE ACHOU DA COPA

O quadro “Elas querem saber”, do Programa Raul Gil, hoje, no SBT/Alterosa, traz o locutor esportivo Sílvio Luiz. Thammy Miranda, Val Marchiori, Dani Bolina e Penélope Nova querem saber o que ele achou de não ter sido liberado para narrar a Copa do Mundo em outra emissora. “Fiquei chateado por não participar da Copa, mas entendo a posição da empresa onde trabalho.” A RedeTV! não permitiu que o narrador participasse do Mundial pelo Fox Sports (TV paga). Sílvio Luiz comentou sobre o desempenho da Seleção Brasileira e contou histórias do início de sua carreira.

BIANCA RINALDI RELEMBRA SEUS TEMPOS DE PAQUITA

A atriz Bianca Rinaldi participa do Altas horas (Globo) deste sábado. Na gravação, realizada, anteontem, em São Paulo, Bianca relembrou os tempos em que foi paquita. Além disso, experimentou um figurino no camarim, mostrou peças que usava no palco e contou que um short ainda lhe serve. “Essa roupa é o sonho de consumo de toda garota da época. Era muito curtinho”, falou a ex-paquita Bibi. Bianca minimizou a polêmica sobre o traje usado pelo séquito de Xuxa, que chegou a ser considerado sexy demais para um programa infantil. “Tinha a sensualidade do short, da bota e a sainha, mas não era sexual. Existia essa sensualidade pura e até inocente, que hoje em dia não vejo mais nas meninas de 15 anos”, comparou.

 (Canal Brasil/Divulgação)


GRANDE MAZZAROPI

Um dos maiores ícones da sétima arte brasileira, o ator Amácio Mazzaropi (foto) terá sua trajetória reverenciada na série Mazzaropi – uma série de causos, que estreia amanhã, às 20h30, no Canal Brasil (TV paga). Em seis episódios de 25 minutos, Mazzaropi será lembrado em depoimentos de amigos, pesquisadores e fãs, que fazem homenagem ao homem que criou o personagem imortal Jeca Tatu. A direção e o roteiro são assinados por Paulo Duarte e Celso Sabadin, este também responsável pelo documentário Mazzaropi, lançado em 2013. O ponto de partida para a entrada no universo de Mazzaropi é a figura do caipira, em que fica marcada a simplicidade tanto do ator quanto de seu personagem. O telespectador vai acompanhar a trajetória do ator desde as origens em família, passando pelo início da carreira, a consagração e a diferente forma de fazer cinema no Brasil à época. Outros artistas que fizeram parte da história do ator, como Hebe Camargo, Ary Toledo e Ronnie Von, também contam seus “causos”.

VIVA
Atriz Lília Cabral, a vilã Maria Marta, também reina em Império (Globo). É “coisa ruim” de primeira.

VAIA
Humorístico Tudo pela audiência, do Multishow (TV paga): previsível, repetitivo. Enfim, chato que dói.

"O outro é um espelho" - Gracie Santos

"O outro é um espelho"
Paulo André se destaca por sua atuação no longa O homem das multidões. Ator do Galpão, ele se entrega totalmente a todos seus personagens 
 
Gracie Santos
Estado de Minas: 02/08/2014


Paulo André levou para as ruas do Centro da capital a personalidade contida, silenciosa e solitária de Juvenal  (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Paulo André levou para as ruas do Centro da capital a personalidade contida, silenciosa e solitária de Juvenal

Ainda bem que o palco sempre tem papéis para avozinhos, pois Paulo André, de 51 anos, ator do Galpão, em cartaz também no cinema em O homem das multidões, não pretende se aposentar nunca. Feliz com as duas décadas completadas este ano na companhia de teatro mineira e com a repercussão positiva da crítica que o filme vem tendo, pede “que as pessoas deixem um pouco a TV de lado e deem uma chance ao cinema brasileiro, prestigiem o longa, para que ele seja sucesso também de público.” E como está longe de representar os tais velhinhos, Paulo percorre o país com o Galpão em O gigante da montanha.

Depois das filmagens de O homem das multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes, no Centro de BH, em dezembro de 2012, o ator contabiliza mais de 100 apresentações na turnê do grupo. A companhia é, aliás, pródiga em permitir que os integrantes conciliem carreiras paralelas. “O sentido de coletividade é forte quando se tem individualidades potentes, com pensamentos distintos”, argumenta. Paulo considera bonito no teatro o fato de o ator se ver quando está aberto para o outro. “O outro é nosso espelho. Vem no olhar dele quem eu sou.”

Ensaiar é uma coisa que ele adora. E foi o que fez durante um mês antes de gravar O homem das multidões. “Como linguagem para o ator, o cinema é um trabalho completamente diferente. O alvo é outro. Mas foi tudo muito ensaiado”, conta. Preferiu não ficar assistindo às cenas para conferir o resultado enquanto filmava. Pautou-se pelo olhar dos diretores, aos quais não poupa elogios. “Marcelo gosta e entende do ofício. Ele e Cao querem contato com os atores, muitos não são assim”, afirma.

Lacônico A televisão é um veículo que Paulo André gostaria de experimentar, pelo fato de ser extremamente curioso. “É um trabalho muito ágil, gostaria de ver como funciona”, confessa. Para assistir, prefere o que sai do convencional e está satisfeito com o que vem ocorrendo hoje, principalmente na TV aberta, com várias produções interessantes. Incansável, ele está pronto também para fazer mais filmes. “Adorei me ver no cinema. O personagem foi um grande presente de Cao e Marcelo. Ele é lacônico quando todo mundo tem uma opinião para dar. O filme não julga personagens, nem a solidão. Juvenal e Margô são solitários sem culpa, não são depressivos. Ele talvez mais inerte que ela, mas acaba aceitando a interferência da moça em sua vida.”

Crítico do “mundo distópico no qual todos vivem o big brother de George Orwell (do livro 1984)”, o ator acaba de ler Nós, romance de 1926 do russo Yevgeny Zamyatin sobre uma sociedade em que as pessoas vivem em casas de cristal para ser vigiadas. “Não quero isso para mim, um mundo de superfície, em que as relações deixam de ser relações”, afirma. No mundo entregue às câmeras, Paulo André garante não ter nada contra as novas tecnologias. Ele não vê problemas nos aparelhos e ferramentas, mas em certos tipos de usuários. O ator acredita que as pessoas estejam buscando “migalhas de afeto”. E na sociedade que prega corpo sarado e a juventude eterna, Paulo André prefere trabalhar o desapego com o visual (“só não abro mão dos meus dentes”, brinca). Pode ser visto de cabelão ou com a cabeça raspada, não importa. Ele acha horrível homens grisalhos pintarem os cabelos, mas pode ter que ceder no caso de algum personagem exigir. Também é avesso a plásticas, “que tiram do rosto as rugas e escrevem na testa do infeliz: ‘Sou velho’”.


Sonho e resistência





 (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Representar faz parte da vida de Paulo André desde a infância. Ele e os quatro irmãos (é o do meio) cresceram em Itabirito (a 55 quilômetros de BH) fazendo encenações da semana santa. Filho de dona Rosa Maria (hoje com 76 anos) e do senhor Laércio (com 80), ele conta que teve uma infância “bem fantasiosa” na cidade natal. A arte rondava a família Souza, que morava ao lado da igreja e era extremamente católica. Tia Rosita cantava ópera; o avô Jaime dirigiu o filme Caraça: a porta do céu, mas a grande influência para a carreira veio de Dute, apelido do irmão Antônio Augusto. Um ano e um mês mais velho que Paulo, Dute gosta de ler e ouvir óperas. “Sempre admirei o talento dele (hoje professor de português)”, confessa o ator.

Se na infância o gosto pela representação era visto como natural pela família, o mesmo não ocorreu quando ele decidiu deixar a faculdade de nutrição, em Viçosa, depois de ter feito o curso técnico de patologia clínica da Utramig, em BH. Paulo André se mudou para BH em 1977, para cursar o ensino médio. Morou em república e conheceu um mundo novo. “Vivíamos em plena ditadura, meu pai tinha horror de Caetano Veloso e de minhas tias hippies, que poderiam nos influenciar. Foi na cidade que tive contato com a juventude desvairada.”

A convite de Telmo Lins, cursou a oficina de teatro de Pedro Paulo Cava, em 1983. “Foi sopa no mel, o teatro fervilhando como ato político de resistência”, conta, lembrando-se que era da turma de Marcelo Castilho Avellar e Andréa Garavello. Foi aluno de Luciano Luppi e Fernando Limoeiro. Com Carmem Paternostro viu a outra face do teatro, menos romanceada. “Conheci Brecht, Beckett, o teatro físico. Ela deu um nó do bem na minha cabeça”, diz. Estreou com o grupo Experimentando Palco com a peça Duas histórias para rir e uma para pensar. Em 1991, fez Dois idiotas assentados cada qual no seu barril, texto de Ruth Rocha e direção de Kalluh Araújo. Fracasso de público, sucesso de crítica, a peça deu a Paulo o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).


Tranquilo “Quem trabalha em teatro é meio sem raça, mais permissivo, mais tranquilo. Acho que a gente lida tanto com o fracasso que não tem o nariz empinado. Teatro não é como artes plásticas, você não sobrevive sozinho. É arte essencialmente de equipe. Até num monólogo você precisa do outro”, analisa o ator, que hoje vê as artes cênicas em momento diferente. “Mudou o miserê da década de 1980. Bem ou mal, temos uma lei que nos permite fazer teatro. Antes éramos apenas loucos”, confessa. O miserê dele terminou há 20 anos, quando entrou para o Grupo Galpão, em 24 de fevereiro de 1994, exatamente no dia de seu aniversário.

Tinha 11 anos de carreira quando foi convidado para ser assistente de direção de Gabriel Vilella na montagem de A rua da amargura. Acabou sendo convidado para atuar. “Chico Pelúcio me avisou que o contrato era apenas para aquela peça. Foi o único que assinei na minha vida. A montagem foi sucesso e acabei entrando para o grupo. O Galpão foi minha verdadeira escola”, diz, elogiando os companheiros e diretores como Paulo José e Cacá Carvalho, que trabalharam com a companhia mineira.

No grupo, Paulo André vem participando de várias montagens não apenas como ator, mas na assistência de direção e figurino. No cinema, fez os longas Fronteira (2006), de Rafael Conde, e Moscou (2009), de Eduardo Coutinho, além de alguns curtas. Certamente, seu desejo de fazer muito mais vai se realizar. E, depois de tudo, dona Rosa Maria e seu Laércio estão orgulhosos da carreira do filho. Só não assistiram a O homem das multidões porque estreou quinta. Mas estão convidados.

Fique ligado
O Homem das multidões
» De Marcelo Gomes e Cao Guimarães, com Paulo André, Sílvia Lourenço e Jean-Claude Bernardet.
. Belas 3, 18h, 19h50, 21h40

Palavra de especialista

Marcelo Gomes - diretor
Olhar profundo


Fizemos testes com várias pessoas, queríamos um mineiro para dar tom local ao Juvenal de O homem das multidões. Tinha que ser alguém silencioso, que falasse com os olhos. Quando o Paulo André chegou, eu e Cao (Guimarães) deixamos a câmera em cima da mesa gravando. Depois, assistimos e ficamos impressionados com a profundidade do olhar dele, muito cinematográfico. Antes de gravar, andamos muito pelo Centro de BH para sentir como o personagem via a cidade. E foi muito interessante porque Paulo é morador da região e nos disse que a sua compreensão dali mudou depois do filme. Ele é muito sensível, inteligente, aberto. Mesmo que tenhamos ensaiado muito houve momentos em que mudamos tudo e Paulo teve muita agilidade. Foi muito dedicado. Desejo longa carreira para ele no cinema.

Arnaldo Viana - Velotrolando‏

Velotrolando 
 
Arnaldo Viana - arnaldoviana.mg@diariosassociados.com.br
Estado de Minas: 02/08/2014


Cidadã, dona de casa, tem o controle do orçamento doméstico. Mês a mês, separava 10% dos recursos destinados à manutenção da família e os depositava em uma conta especial. O dinheiro era para satisfazer o sonho do neto de 3 anos: um velotrol. Branco com faixas azuis. Chegou o dia da compra. Levou o menino à loja de brinquedos. Fizeram a escolha. Foram na conversa mole do vendedor e saíram com um modelo turbinado. Potência: duas pedaladas por segundo. “Irado”, disse o atendente. Vó e neto marcaram data da estreia. Seria em julho, nas férias proporcionadas pela Copa do Mundo, no complexo esportivo do bairro, na Região Oeste de BH.

Chega o dia. Manhã de inverno, sol morno. A cidadã, com o brinquedo a reboque, de mãos dadas com o neto. “Vó, vou pedalar muito.” Chegam à portaria da área de lazer e, quando estão a meio pé da entrada, esbarram no zelador. “Minha senhora, me desculpe, mas não permitimos criança com velotrol. Não pode usar o brinquedo neste parque.” A vovó quis saber, entender. “Por quê?” O homem não soube explicar. Melhor, então, seria escrever uma carta ao jornal, reclamando, lamentando o disparate. A resposta da prefeitura: “A entrada de brinquedos, como velotrol, é vedada por não haver uma pista específica para crianças”.

Questão de segurança. Imaginem moleques de 2, 3 anos pedalando a 50, 60 metros por hora, em pista livre? Risco enorme de acidentes. E mais: os pais que não cuidam de paramentar os filhos com capacete, roupa antifogo, joelheiras, cotoveleiras e óculos especiais. E habilitação para a meninada conduzir veículo em espaço público? E a manutenção do velotrol? Verificação de freios, direção, condição das rodas, refletores luminosos de alerta.

Imaginem a discussão entre técnicos e autoridades de trânsito em um burocrático gabinete das medidas necessárias à liberação da área para a molecada pedalar. Pista especial com sinalização vertical e horizontal, indicativo de direção, controle eletrônico do limite de velocidade, aviso de curvas e cruzamentos perigosos. Alertas da obrigatoriedade do uso de equipamentos de segurança e da habilitação, da exibição do selo de vistoria do velotrol, da apólice de seguro. E, principalmente, do certificado de curso de educação de trânsito.

E, para alertar os pais, publicação de estatísticas de acidentes com velotrol em parques, com número de mortos e feridos. E sem deixar de lado as causas mais frequentes, que, como no caso dos adultos em veículos motorizados, deve ser a imprudência. Imprudência no pedal. Divulgar registros de pegas em velocidade igual ou superior a 30 metros por hora. Portanto, vovó, não é simples assim. Pegar o menino, o velotrol e ir ao parque brincar.

Indignação do Negão: Os rios secam e os lagos minguam. Técnicos e políticos jogam a culpa na chuva, que se recusa a chegar. Nem procuram saber por que a chuva não vem. Não se preocupam ou não se interessam? Uma boa pista é seguir a rota do desmatamento para abrir espaço às lavouras e à criação de pastagens. E não deixar de reparar nas imensas florestas de eucalipto. A chuva quer, mas não pode chegar a lugares devastados.

Eduardo Almeida Reis-Opiniões‏

Opiniões
 
Parece que os muçulmanos somam 1,2 bilhão de crentes, mas há quem diga que são 1,8 bilhão. Fiquemos com 1,2 bilhão

Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 02/08/2014







Belo-horizontino inteligentíssimo e cultíssimo, duas vezes pós-doutorado pelas melhores universidades do Hemisfério Norte, bom amigo e poliglota obviamente ateu, escreve dizendo que concorda com a maioria das minhas opiniões, mas discrepa das críticas que faço ao islamismo. Diz que leu duas vezes o Corão, uma delas em árabe, e se trata de livro que não prega o ódio nem recomenda que se faça o mal.

Tudo bem, nada contra o Moçafo, do árabe muxhaf “livro, exemplar do Livro Santo, o Alcorão”, que contém o código religioso, moral e político dos muçulmanos ou maometanos, mas me reservo o direito de continuar criticando o que é feito em nome daquela religião.

Parece que os muçulmanos somam 1,2 bilhão de crentes, mas há quem diga que são 1,8 bilhão. Fiquemos com 1,2 bilhão, dos quais 15% (há quem fale em 25%) são terroristas. Sempre atento aos números, constato que 15% são 180 milhões de muçulmanos querendo acabar com a civilização a que pertence o caro, preclaro e assustadíssimo leitor.

É um Brasil inteiro querendo acabar conosco e o PT fica furioso quando informado de que os Estados Unidos espionam o planeta. Já expliquei e insisto: no que se refere ao Brasil, tudo que os americanos desejam é entender o pensamento do ministro Mantega, mas têm que espionar o mundo inteiro, caçar, isolar, eliminar 180 milhões de loucos furiosos, o que não é fácil.

Gênio

Nascido em 1950, o belo-horizontino Gustavo Penna forma entre os mais brilhantes arquitetos de todos os tempos, não somente no Brasil como também no mundo inteiro. Seu escritório de arquitetura, localizado no centrão de BH, tem trabalhos executados em diversos países e vem sendo convidado para as mais importantes exposições.

Todo gênio tem singularidades mais que singulares. A de Gustavo é ser casado há muitos anos com uma só mulher e continuar apaixonadíssimo por Sandra Penna. Não que Sandra não seja apaixonante, mas a paixão, como sabe o leitor, é sentimento que dura de seis meses a dois anos, com erro percentual de dois meses a menos ou a mais – e a paixão do arquiteto tem mais de 30 anos.

Casadinhos

Doces muito comuns, às vezes gostosos, os casadinhos combinam sabores diferentes em metades distintas geralmente de duas cores, uma clara, uma escura. Casadinhos de uma cor, reunindo o mal com a malvadeza, a advogada Ieda e seu marido Eduardo Martins, que ora se diz engenheiro, ora publicitário, autores de pelo menos dois homicídios, dentro de seis ou sete anos estarão soltos, risonhos e fagueiros pelas ruas deste país grande e bobo.

Ela e ele, ou ela, ele e mais alguém, mataram o ex-marido dela em 2005. Ele e ela mataram o zelador do edifício paulistano em que moravam, apartamento comprado à vista com o dinheiro subtraído do ex-marido, que tinha com ela um filho. A advogada e o “publicitário” também tiveram um filho, donde se conclui que os ovários da causídica produziram dois brasileirinhos. Espero que sejam felizes e que a carga genética não os prejudique, o que é improvável.

O leitor do Estado de Minas deve ter notado que, desde a primeira hora, quando o infame xará confessou a morte, o espostejamento e a queima do corpo do zelador, passou a ser o assassino nesta bela coluna do grande jornal de mineiros, em que não tem curso o vocábulo suspeito.

Se convencido da autoria de um crime, não fico nesta frescura de “suspeito disso”, “suspeito daquilo”, mesmo porque a sentença transitada em julgado nunca foi garantia da autoria de um crime. Aqui mesmo em Minas houve casos clássicos, o dos irmãos Naves e, ainda outro dia, o daquele pobre porteiro confundido com o estuprador Pedro Meyer Ferreira Guimarães. Por falar no Ferreira Guimarães, que fim levou o autor dos muitos estupros? Continua preso ou já está solto por aí?

Perigo

Quase mandei meu barbeiro ao Rio para aprender com o hairstylist Neandro Ferreira, do Clube Capelli, como ajeitar as madeixas do vovô: “Enquanto as mulheres estão cada dia mais despojadas, os homens voltam às décadas de 40 e 50 buscando cabelos alinhados, cortes clássicos que remetem a James Dean e Oscar Wilde” explica Neandro. Na hora de sair de casa, gel, pomadas e musses para recriar o visual dos avós.

Desisti da incumbência porque não uso gel, pomadas e musses. Não creio que o talento literário de Wilde tivesse relação com as musses e ele acabou preso depois de se envolver amorosamente com um rapazinho. James Byron Dean (1931-1955), “considerado um ícone cultural como a melhor personificação da rebeldia e angústias próprias da juventude da década de 1950”, também se teria envolvido amorosamente com Marlon Brando (1924-2004), como conta um dos mais recentes biógrafos de Brando. Madeixas à Dean ou à Wilde podem ser muito perigosas.

O mundo é uma bola

2 de agosto de 338 a.C. – Felipe da Macedônia dizima as forças de Atenas e Tebas na Batalha de Queroneia. Em 216 a.C., na Batalha de Canas, considerada obra-prima de tática, Aníbal destrói os exércitos romanos comandados por Lúcio Emílio Paulo e Caio Terêncio Varrão. É muita batalha. Paro por aqui.

Ruminanças

“O Haiti é uma esponja / Empapada de sangue.” (Nicolas Guillén, 1902-1989)