sábado, 2 de agosto de 2014

Alma do mundo 
 
O escritor irlandês William Trevor mostra os dilemas, as alegrias e os fracassos da condição humana no romance A história de Lucy Gault
Estado de Minas: 02/08/2014


William Trevor, mesmo mergulhando nos dilemas humanos, gosta de se definir como um contador de histórias (Phillip Sollis/Divulgação)
William Trevor, mesmo mergulhando nos dilemas humanos, gosta de se definir como um contador de histórias

A Editora Globo acaba de lançar A história de Lucy Gault, do irlandês William Trevor. Inédita no Brasil, a obra foi finalista do Man Booker Prize e do Whitbread Novel Award. William Trevor percorre uma estrada de assombros. A história não poderia ser mais simples, como são simples as melhores coisas. Uma pequena garota, acuada pelo pavor de deixar sua terra, comete um ato de desespero que transforma sua vida e a de sua família. E é justamente a partir daí que tudo vai sendo moldado, num compasso de espera: os dias se confundem, as imagens, a memória e os objetos da casa passam a fazer parte deste grande tecido, costurado com apuro, sem perder as delícias da delicadeza.

No verão de 1921, quando a tensão política na Irlanda chegava ao limite com a Guerra da Independência, a pequena Lucy vê o destino de sua família sofrer uma reviravolta inesperada. Um acidente que envolve seu pai, um militar protestante e proprietário de terras, com um rebelde, morador da pequena cidade litorânea em que vivem, obriga a família Gault a sair da Irlanda, quando vê sua propriedade e suas vidas ameaçadas.

Lucy, ainda menina, contudo, se recusa a deixar a paisagem que lhe é tão querida e arma uma situação para obrigar a família a ficar ou, pelo menos, expressar seu imenso desgosto com o fato. Entretanto, um golpe do acaso, grande tecelão de todo esse enredo, dá início ao longo bordado a ser tecido por Lucy. Tudo isso, essa teia chega envolvida num turbilhão de afetos e desafetos. Existe, para todos os viventes, a espera, a culpa, o medo, a ansiedade e, acima de tudo, também a esperança.

Trevor conduz o leitor com mãos de mestre ao criar este belo – e triste – livro, que leva Lucy Gault da infância à maturidade. A delicadeza da narrativa, as tocantes descrições (da praia, das relações humanas, dos objetos, como também os diálogos, rápidos, cortantes como lâmina de faca) e a beleza de suas pequenas invenções para fazer passar os dias fazem com que Lucy (e também o leitor) se iluda com a passagem do tempo, embarcando numa fábula de certezas sempre incertas.

Certos lugares carregam, trazem dentro de si, doses de luminosidades, cargas de força e presença. Uma lembrança, uma espera, um presente, um carinho, um lugar. A casa da família Gault: “Não havia nenhum outro lugar em que pudesse ser mais feliz do que sob aquele telhado de ardósia da construção acinzentada de três andares, a pedra contrastando com a suavidade da madeira branca das janelas, e a delicadeza da claraboia sobre a porta branca da entrada”.

Trevor escreve com carinho e isso transparece como um belo presente para o leitor. É possível enxergar a casa, adentrar para sentir os cheiros, para, acima de tudo, conhecer as pessoas, que não são, apenas, personagens. Ler é como abrir janelas. “Os cômodos que davam para os fundos no andar de cima tinham vista para o mar até o limite do horizonte.” Assim, uma casa, um lugar podem fazer parte de uma pessoa tanto quanto os traços de sua personalidade, de seu rosto. A alma, o espírito humano, também é casa e morada.

Por vezes, os longos relatos, cheios de pormenores, acabam chateando o pobre leitor, que se perde num enfado, em tantos detalhes, muitas vezes desnecessários. Não é o caso de William Trevor. Ele fala de situações, de lugares, de circunstâncias, de pessoas, e se as descrições tornam-se minuciosas isso não afeta o bom andamento da prosa. Trevor apenas molda, lapida situações para auxiliar e para acrescentar temperos à história, na medida e no tempo certos, emprestando a tudo uma aura de sonho e beleza. Ainda que a história seja, sim, triste.

Abrir portas Palavras foram feitas para levitar. Palavras foram feitas de carne. No cerne de cada uma existem asas. Para isso existem léxicos, línguas, uma infinidade de possibilidades. Ler é o mesmo que abrir portas. O bom escritor não corre, não desanda, mas caminha numa estrada inventada, num contexto que exige prioridades e preocupações. Meu nome é terra, meu nome é céu, meu nome é casa, disse, um dia, a palavra, lá nos primórdios do sonho, e continua a dizer, ainda hoje, agora, arquitetando essa nossa babel, essa nossa morada para bichos, crianças, pedras e homens. Mulheres são flores, israelenses ou palestinas. Casa é sinônimo de lugar. A mesma palavra, o mesmo verbo serve para irlandeses e brasileiros. É só uma questão de festa e tradução.

William Trevor nasceu e passou quase toda a sua vida em pequenas cidades da Irlanda. Autor de diversos romances, uma coleção admirável de contos e peças de teatro, ganhou vários e importantes prêmios literários. Atualmente, vive em Devon. Para ele, os dilemas são produto da história: “Minha ficção pode, vez ou outra, lançar luz sobre aspectos da condição humana, mas não o faço conscientemente: sou um contador de histórias”. A Editora Globo prepara o lançamento de mais dois títulos do autor, A jornada de Felícia (no prelo) e Contos completos (a ser lançado em 2015).

A HISTÓRIA DE LUCY GAULT
• De William Trevor
• Editora Globo
• 288 páginas, R$ 44,90

Entre dois tempos - Ângela Faria

Entre dois tempos 

Livro do jornalista Samy Adghirny traça amplo painel da história do Irã, desfazendo estereótipos e contribuindo para a compreensão real do significado da Revolução Islâmica e seus desdobramentos

Ângela Faria
Estado de Minas: 02/08/2014


Mulher iraniana ajusta o chador para as orações que celebram o mês sagrado do Ramadã: uma sociedade moderna que preserva laços ancestrais (Behrouz Mehri/AFP - 29/7/14)
Mulher iraniana ajusta o chador para as orações que celebram o mês sagrado do Ramadã: uma sociedade moderna que preserva laços ancestrais

Um país árabe e miserável, cujas mulheres são obrigadas a usar burca – aquela assustadora capa negra que esconde o rosto e todo o corpo. Terra de gente xenófoba e analfabeta, presa a costumes medievais, cegamente fiel ao líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Khomeini. Se é assim que você vê o Irã – a terceira ponta do “eixo do mal” alardeado pelo presidente George W. Bush, ao lado do Iraque e da Coreia do Norte –, prepare-se. Já é hora de rever radicalmente o seu preconceito.

Correspondente da Folha de S. Paulo em Teerã, Samy Adghirni acaba de lançar Os iranianos (Contexto), livro oportuno e esclarecedor, sobretudo para o leitor interessado em compreender o mundo contemporâneo sem ficar refém de certa visão maniqueísta e rasteira disseminada por sabichões da “grande” imprensa ou por “gênios” da internet. De forma clara e descomplicada, o jornalista nos instiga a questionar clichês que alimentamos a respeito da complexa relação Ocidente/Oriente.

Para começar, iranianos não são árabes. O Irã é a grande nação do povo persa, avisa Samy Adghirni. Persas e árabes mantêm rivalidade ancestral. Naquele país, a mulher estuda, trabalha e tem poder significativo para decidir o que lhe convém, apesar de imposições da Revolução Islâmica deflagrada em 1979. Elas usam véu, que deixa o rosto à mostra, votam e são eleitas. As repórteres costumam impor saias justas às autoridades, ao contrário de colegas homens. As moças formam a maioria dos universitários de seu país. Em festas particulares, usam microssaias, deixam a barriga de fora e se mostram exímias em despistar a polícia de costumes, treinada para vigiar infratores das regras impostas pelo regime teocrático.

Educação e saúde País urbano (70% da população vive na cidade), alfabetizado (93% dos cidadãos de 10 a 49 anos sabem ler e escrever) e de classe média, com universidades públicas e privadas em todas as regiões, o Irã também oferece sistema de saúde pública superior ao brasileiro, garante Adghirni. Competitivo e elitizado, o sistema de ensino é fruto de obsessiva prioridade conferida à educação: universidades de Teerã, sobretudo de ciências exatas, encantam cientistas ocidentais. O desenvolvimento científico é levado a sério, embora os baixos salários alimentem a fuga de cérebros para o Ocidente.

Consumidores de notícias, fissurados por internet e antenas parabólicas, iranianos se interessam pelo mundo: taxistas sabem onde fica o Brasil e que falamos português; barbeiros discutem em detalhes as peripécias do investidor George Soros; JK e Brasília encantam um professor de geografia com quem Samy Adghirni conviveu. Pode acreditar: boa parte desses “xenófobos” persas é fascinada pelos Estados Unidos. “A maior parte da população não compartilha do ódio antiamericano tão comum entre países do Oriente Médio e da Ásia Central. Ao contrário do que ocorre no Iêmen ou no Paquistão, Osama Bin Laden não tem apelo algum no Irã”, informa o autor.

Hospitaleiros, os iranianos paparicam estrangeiros, sobretudo ocidentais caucasianos. Praticamente não há registro de violência contra visitantes, ressalta Samy, lembrando, porém, que turistas árabes, turcos e asiáticos não geram a mesma fascinação. Orgulhoso de sua cultura e de sua história, o Irã cultua os poetas – veem-se imensas romarias ao mausoléu de Hafez (1325-1390), embora o mundo só conheça Omar Khayyam (1048-1131), autor de Rubayat. Expressões poéticas estão presentes nas conversas do dia a dia.

Irã é a terra da ambiguidade. De um lado, nos encantamos com versos inspirados, a delicadeza de obras-primas da tapeçaria, o singular cinema que conquistou o público cult ocidental. De outro, nos assustamos com o Estado teocrático islâmico, que alia princípios republicanos à imposição autoritária de hábitos e regras fruto da leitura ultraconservadora do Corão. Lá se registra sistemática violação dos direitos humanos, com assassinatos, estupros e requintes de crueldade de torturadores. O Irã perde apenas para a China no escabroso ranking da pena de morte: 100 execuções em 2005; 369 em 2013. Nos primeiros meses deste ano, nada menos de 200 iranianos assim perderam a vida.

Revolução Em 2014, a Revolução Islâmica de Ruhollah Khomeini completa 35 anos – trata-se do primeiro grande êxito do islamismo político na era moderna, enfatiza Adghirni. São evidentes os sinais de desgaste do regime. O imaginário ocidental, porém, pouco percebe o que hoje lá ocorre. Prefere-se reduzir o multifacetado e complexo Irã apenas a país fundamentalista e radical, palco da invasão da embaixada dos Estados Unidos em Teerã (que rendeu o blockbuster Argo), da condenação à morte do escritor Salmon Rushdie e da violenta perseguição e eliminação dos adversários de Khomeini.

Samy Adghirny traça elucidativo painel da história da antiga Pérsia e do atual Irã para que o leitor possa compreender o contexto da Revolução Islâmica e seus desdobramentos. Lembra a dominação árabe, há muitos séculos, e o impacto da ocupação britânica nos anos 1800, transformando iranianos em cidadãos de segunda categoria e se apropriando dos lucros do petróleo. Na década de 1950, a CIA e os britânicos – eixo do mal? – depuseram o nacionalista Mohammad Mossadegh, primeiro líder democraticamente eleito da história do país.

Mossadegh foi substituído por Reza Pahlavi, que desencadeou intensa repressão, ocidentalizou o país à força, revoltando a população, e perseguiu líderes religiosos. Sua polícia secreta, a Savak – doutrinada pelo Mossad israelense e pela CIA norte-americana –, aterrorizou o povo. Ao ver derrotado seu títere Pahlavi pela revolução popular liderada por Khomeini, o Ocidente apoiou a invasão do Irã pelas tropas iraquianas de Saddam Hussein, que ordenou o primeiro ataque de armas químicas contra civis desde a 2ª Guerra Mundial. Um navio americano disparou míssil para abater avião civil do Irã, assassinando os 290 passageiros. Cerca de 1 milhão de pessoas perderam a vida no conflito Irã-Iraque. Concluído o serviço sujo, Saddam virou o inimigo nº 1 de seus ex-aliados...

Neste século 21, os iranianos enfrentam dificuldades econômicas (parte delas imposta por duríssimas sanções internacionais), a corrupção e a ineficiência da mão de obra. Cerca de 150 mil cidadãos com qualificação universitária deixam o país a cada ano. Gravíssimos problemas na área de meio ambiente são acobertados pelo governo. O setor aéreo bate recordes de acidentes devido à dificuldade de reposição de peças americanas, cuja venda foi proibida ainda no governo Bill Clinton. Mesmo assim, ônibus e metrô são eficientes e baratos, informa o repórter.

Depois de ler Os iranianos, descobrimos um fascinante país, mergulhado em ambiguidades e contradições, também adepto de nosso proverbial “jeitinho”. Nas ruas, turistas costumam ser abordados para um dedo de prosa e até ganham flores. Visitantes estrangeiros costumam ouvir desculpas “pelas bobagens que o nosso governo faz”, além de receber convites para jantar na casa de simpáticos “locais” depois de conhecê-los na rua. Vale a pena ouvi-los. “Iranian people good, government no good”, resume o taxista, ansioso para explicar ao repórter que o Irã não é o “eixo do mal” tão alardeado pelo “democrata” George W. Bush.

Mestres da cena - Carolina Braga

Livro de Vera Hamburger destaca a importância de diretores de arte para o cinema nacional. A autora descreve trabalhos de Pierino Massenzi, Clóvis Bueno, Marcos Flaksman e Adrian Cooper


Carolina Braga
Estado de Minas: 02/08/2014



Vera Hamburger criou a cenografia e Clovis Bueno assinou a direção de arte de Carandiru, filme de Hector Babenco, com Lázaro Ramos   (Marlene Bergamo/divulgação  )
Vera Hamburger criou a cenografia e Clovis Bueno assinou a direção de arte de Carandiru, filme de Hector Babenco, com Lázaro Ramos
Quem um dia pensou que trabalhar com direção de arte no cinema brasileiro seria uma aventura não estava de todo errado. Por mais avanços que a área tenha alcançado, formação acadêmica e bibliografia eram escassas por aqui. O cenário não mudou da água para o vinho, mas o lançamento de A arte em cena: direção de arte no cinema brasileiro, de Vera Hamburger, é um aceno para novos tempos.

Publicado pela Editora Senac, o bem cuidado livro de 420 páginas consegue se equilibrar entre a necessidade de uma discussão teórica e exemplos práticos do ofício. Mérito de quem, ao longo de décadas, aprendeu a fazer colocando a mão na massa, além de ter se descoberto na docência. A obra é fruto de pesquisa desenvolvida por Vera há pelo menos 10 anos.

“A gente foi se virando no cinema, no teatro e na cenografia de exposições. É uma área robusta: tem consistência, história e tradição, mas não há um curso de direção de arte. Algumas cadeiras são oferecidas nas faculdades de cinema, teatro e arquitetura. Essa matéria é multidisciplinar”, observa a autora.
A obra é dividida em duas partes. Na primeira, Vera Hamburger aborda o papel da direção de arte no cinema, detalha o conceito da atividade, a alquimia com a telona e os diálogos com a direção, a fotografia e a produção. Uma contribuição prática importante são os exemplos práticos listados pela autora, alguns filmes com os quais ela contribuiu e dicas de modelos para desenvolver mapas de arte e pesquisas para projetos cinematográficos. Cenário, figurino, maquiagem e efeitos especiais são também abordados.

A segunda parte do livro é mais empírica. Vera Hamburger reúne entrevistas com quatro profissionais da área: Pierino Massenzi, Clóvis Bueno, Marcos Flaksman e Adrian Cooper. “Três deles são representantes da primeira geração da direção de arte, tiveram atuação forte no sentido de encontrar parâmetros para a profissão”, explica Vera.

O compartilhamento de experiências se dá em textos e imagens. De Pierino Massenzi, cenógrafo de pelo menos 47 filmes produzidos pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, há a reprodução de esboços do circo de Tico-tico no fubá, dirigido por Adolfo Celi, com Tônia Carrero. “As paredes das construções da cidade cenográfica eram de areia e cimento. O cimento era prensado em formas de madeira. Inventamos uma máquina para fabricar fiapos de madeira, colocávamos essas lascas na forma, espalhávamos bem e misturávamos bem com cimento e areia. Deixávamos secar e pronto: tínhamos um painel”, descreve.

O leitor observa o desenho e entende a proposta. “Há coisas na imagem que as palavras não dizem. Você consegue perceber lógicas de ação e dinâmicas”, explica Vera. Falar sobre o passado é sempre caminho para repensar o presente. Para a autora, os avanços na direção de arte brasileira são nítidos, mas a área ainda é carente de atenção. “Não lhe dão a importância devida. Não tem dinheiro, estrutura nem a avaliação de que o espaço visual é tão importante quanto qualquer outra área envolvida”, diz. Mesmo assim, o momento é fértil. “Mais gente está se profissionalizando. Esse processo vem desde os anos 1980”, afirma ela.

Além do trabalho de Pierino e dos tempos da Vera Cruz, o livro detalha várias criações, como as de Clóvis Bueno para o longa Pixote, a lei do mais fraco (1981), de Hector Babenco, assim como o projeto do moinho de Kenoma (1998), de Eliane Caffé.


Marcos Flaksman ajudou a criar o apartamento de um dos casais de Sexo, amor e traição, de Jorge Fernando (Fox/divulgação  )
Marcos Flaksman ajudou a criar o apartamento de um dos casais de Sexo, amor e traição, de Jorge Fernando

TRECHO
“A experiência de elaboração audiovisual é complexa. O que conduz naturalmente o espectador a diferentes sensações ou emoções é objeto de rigorosa construção, fruto de trabalho coletivo, em que o diretor de arte tem papel relevante ao conferir identidade visual à obra, contribuir com a formação de atmosferas visuais distintas em cada cena ou passagem, imprimir características plásticas marcantes a cada personagem e cenário.”

. Vera Hamburger, em Arte em cena...

SAIBA MAIS - Vera Hamburger
Em 1989, Vera Hamburger se formou em arquitetura e urbanismo. A estreia no cenário artístico ocorreu em 1985, como colaboradora nas áreas de cenografia e figurinos de leituras dramáticas de Roda viva e O homem e o cavalo, de José Celso Martinez Corrêa. A primeira direção de arte de cinema assinada por ela foi em O beijo 2348/72 (1987), dirigido por Walter Luís Rogério. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Menino maluquinho, o filme (1994), Castelo Rá-tim-bum, o filme (1989), Carandiru (2003) e Salve geral (2009). Vera trabalhou em diversas óperas e montagens teatrais, entre elas o monólogo Uma noite na lua (1998), com Marco Nanini, que lhe rendeu o Prêmio Mambembe.

ARTE EM CENA
>> A direção de arte no cinema brasileiro
>> De Vera Hamburger
>> Edições Sesc/Senac, 420 páginas, R$ 218

TeVê

TV paga

Estado de Minas: 02/08/2014



 (Disney/Pixar )

Sábado animado


Coincidiu de os dois principais lançamentos do pacote de filmes deste sábado serem longas de animação. Na HBO, às 22h, estreia Tá chovendo hambúrguer 2. No mesmo horário, o Telecine Premium exibe Universidade Monstros (foto). Outra atração de peso é o drama O desespero de Veronika Voss, também às 22h, no Especial Rainer Werner Fassbinder do canal Futura.

Muitas alternativas na  programação de filmes

Shia LaBeouf faz hora extra hoje no Telecine Touch, que exibe em sequência os filmes O melhor jogo da história, às 15h, e Wall Street – O dinheiro nunca dorme, às 17h10. Na faixa das 22h, o assinante tem mais oito opções: A hora marcada, no Canal Brasil; Possessão, na HBO 2; O quarteto, no Max HD; Fúria de titãs 2, no Max Prime; Redenção, no Megapix; Perigosa atração, no Studio Universal; De olhos bem fechados, no TCM; e Sangue negro, no Telecine Cult. Outros destaques da programação: Paradise now, às 20h30, no Arte 1; O beijo da Mulher Aranha, às 21h, no AXN; 10.000 a.C., às 22h30, no FX; O sorriso de Monalisa, também às 22h30, no A&E; e O homem que virou suco, às 23h, na Cultura.

Canal FX estreia hoje a  série de comédia Dads

Estreia hoje, às 10h30, no canal FX, a série de humor Dads. Na história, Giovanni Ribisi vive Warner, um homem casado e pai de família que mantém uma amizade desde a infância com Eli, solteirão convicto interpretado por Seth Green. Ambos são bem-sucedidos e trabalham juntos no desenvolvimento de jogos Mas suas vidas sofrem mudanças drásticas quando seus pais decidem se mudar e morar com os filhos. Mais tarde, às 19h, no Universal Channel, estreia a quarta temporada da série policial Rookie blue.

Não está fácil vencer  os desafios do NatGeo


No segmento dos documentários, o NatGeo vem com duas novidades. Às 20h, estreia Desafiando os limites, em que uma equipe de especialistas em tubarões, liderados pelo cientista Taylor Chapple e pelo cinegrafista Andy Casagrande, aventura-se pela costa de Gansbaai, na África do Sul, em busca do temido tubarão-branco. Às 20h45, é a vez de Desafios mentais, com dois episódios em sequência, com o engenheiro Tim Shaw propondo novos experimentos surpreendentes. Já o canal Bio continua a seleção de documentários sobre a 2ª Guerra Mundial, exibindo o especial Terceiro Reich, às 20h.

Você já ouviu o som  do ator Hugh Laurie?

Mais conhecido como ator de filmes como O pequeno Stuart Little e da série Dr. House, Hugh Laurie é também músico, fã de blues, e é isso que o assinante vai conferir em um show que ele fez em Nova Orleans com o repertório de seu disco Let them talk e que vai ao ar hoje, às 21h, no Film&Arts. Outra atração musical de hoje é o Cultura livre, às 18h, na Cultura, com a presença do cantor e compositor Tatá Aeroplano.


Revelações em família

Zezé di Camargo & Luciano são os convidados de Marília Gabriela no De frente com Gabi, do SBT/Alterosa (Carol Soares/SBT)
Zezé di Camargo & Luciano são os convidados de Marília Gabriela no De frente com Gabi, do SBT/Alterosa

O lançamento do CD Teorias de Raul é um dos pretextos. Mas, rola papo longo mesmo é sobre família e relacionamentos. Os irmãos Zezé di Camargo e Luciano são os convidados de Marília Gabriela no De frente com Gabi deste domingo, à meia-noite, no SBT/Alterosa. Zezé aproveitou para esclarecer sobre algumas polêmicas nas quais se viu envolvido nos últimos meses e negou a notícia divulgada pela imprensa carioca de que estaria pagando uma pensão de R$ 100 mil para a ex-mulher, Zilu. “Aquela notícia é totalmente mentirosa”, garantiu. Namorado da jornalista Graciele Lacerda, o cantor afirmou ainda que não quer se casar novamente tão cedo. “Não pretendo me casar agora. Quero namorar, porque não fiz isso antes de me casar da outra vez. Cheguei em uma fase da vida em que pretendo viver para mim daqui pra frente.” Ele ainda comentou sobre envelhecimento. “Não tenho problema nenhum com a idade.” Luciano se diz bastante preocupado com a forma física. “Sempre digo que não sou magro, pois estou magro.” Casado com Flávia Fonseca, com quem tem as gêmeas Helena e Isabella, se rasga em elogios à companheira. “É a primeira vez que estou tendo mesmo uma mulher, que eu quero voltar para casa todos os dias para encontrar aquela mulher.” E falou sobre a vida em família com a chegada da neta. “Minha neta Maria Luiza me trouxe de volta para uma relação pai e filho com o Wesley. Estou sendo pai, realmente, agora com as minhas filhas”, admitiu.

FIQUE LIGADO NO QUE VAI  ROLAR HOJE NA ALTEROSA


Sábado é recheado de novidades na Alterosa, começando pelo Viação Cipó, às 9h. Mais tarde, às 12h15, tem Isabel Guimarães e o que rola no MMA, o esporte que mais cresce no mundo. Na sequência vem o Bola na área e logo depois Reabilitador de cães, às 13h10, completando com o Casca grossa, às 13h30. Já à noite, às 19h20, vai ao ar o Jornal da Alterosa.

LOCUTOR SÍLVIO LUIZ DIZ O QUE ACHOU DA COPA

O quadro “Elas querem saber”, do Programa Raul Gil, hoje, no SBT/Alterosa, traz o locutor esportivo Sílvio Luiz. Thammy Miranda, Val Marchiori, Dani Bolina e Penélope Nova querem saber o que ele achou de não ter sido liberado para narrar a Copa do Mundo em outra emissora. “Fiquei chateado por não participar da Copa, mas entendo a posição da empresa onde trabalho.” A RedeTV! não permitiu que o narrador participasse do Mundial pelo Fox Sports (TV paga). Sílvio Luiz comentou sobre o desempenho da Seleção Brasileira e contou histórias do início de sua carreira.

BIANCA RINALDI RELEMBRA SEUS TEMPOS DE PAQUITA

A atriz Bianca Rinaldi participa do Altas horas (Globo) deste sábado. Na gravação, realizada, anteontem, em São Paulo, Bianca relembrou os tempos em que foi paquita. Além disso, experimentou um figurino no camarim, mostrou peças que usava no palco e contou que um short ainda lhe serve. “Essa roupa é o sonho de consumo de toda garota da época. Era muito curtinho”, falou a ex-paquita Bibi. Bianca minimizou a polêmica sobre o traje usado pelo séquito de Xuxa, que chegou a ser considerado sexy demais para um programa infantil. “Tinha a sensualidade do short, da bota e a sainha, mas não era sexual. Existia essa sensualidade pura e até inocente, que hoje em dia não vejo mais nas meninas de 15 anos”, comparou.

 (Canal Brasil/Divulgação)


GRANDE MAZZAROPI

Um dos maiores ícones da sétima arte brasileira, o ator Amácio Mazzaropi (foto) terá sua trajetória reverenciada na série Mazzaropi – uma série de causos, que estreia amanhã, às 20h30, no Canal Brasil (TV paga). Em seis episódios de 25 minutos, Mazzaropi será lembrado em depoimentos de amigos, pesquisadores e fãs, que fazem homenagem ao homem que criou o personagem imortal Jeca Tatu. A direção e o roteiro são assinados por Paulo Duarte e Celso Sabadin, este também responsável pelo documentário Mazzaropi, lançado em 2013. O ponto de partida para a entrada no universo de Mazzaropi é a figura do caipira, em que fica marcada a simplicidade tanto do ator quanto de seu personagem. O telespectador vai acompanhar a trajetória do ator desde as origens em família, passando pelo início da carreira, a consagração e a diferente forma de fazer cinema no Brasil à época. Outros artistas que fizeram parte da história do ator, como Hebe Camargo, Ary Toledo e Ronnie Von, também contam seus “causos”.

VIVA
Atriz Lília Cabral, a vilã Maria Marta, também reina em Império (Globo). É “coisa ruim” de primeira.

VAIA
Humorístico Tudo pela audiência, do Multishow (TV paga): previsível, repetitivo. Enfim, chato que dói.