quarta-feira, 20 de agosto de 2014

TeVê

TV PAGA » Barulhinho bom
Publicação: 20/08/2014 04:00
 (Décio Matos Jr./Divulgação)


A música é um dos destaques da programação de hoje. No canal Arte 1, às 20h30, será apresentado o documentário Fabricando Tom Zé (foto), produzido durante a turnê do músico baiano pela Europa, em 2005. O filme lembra as origens de Tom Zé, contando com depoimentos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Já às 23h, na Cultura, o Metrópolis recebe no estúdio Renato Teixeira e Chico Teixeira, pai e filho, para uma conversa sobre os projetos em família, a turnê de Renato pelo Brasil e o DVD Amizade sincera, feito em parceria com o amigo Sérgio Reis.

Canal ID lança mais
uma série criminal

Estreia hoje, às 22h, no canal ID, a série Palavras de um assassino, que aplica técnicas forenses para decifrar  a mente de criminosos usando como base registros dos interrogatórios policiais e julgamentos. As dramatizações são narradas por pessoas com as mesmas características vocais dos criminosos e dão vida aos fatos com a ajuda de atores na reprodução das cenas dos crimes. Em tempo: se uma série estreia, outra se despede, com o final da segunda temporada de Jovens e mães, às 21h, na MTV.

NatGeo lembra cinco
tragédias humanas

O NatGeo separou cinco documentários para montar uma sessão especial que vai ao ar às 2h, batizada Grandes tragédias da humanidade. Começa com o episódio “A usina nuclear de Fukushima”, da série Segundos fatais, e continua com “Tragédia no Japão”, “Titanic”, “Hiroshima” e “11/9 – Os primeiros a chegar”. No Curta!, a dica de hoje é a sessão A vida é curta!, às 20h, com três atrações em sequência: O levante, do artista plástico Jonathas de Andrade; Superbarroco, de Renata Pinheiro; e Ser tão cinzento, de Henrique Dantas. Já às 21h, a emissora reprisa o documentário Ônibus 174, dirigido por José Padilha.


Muitas alternativas  no pacote de filmes

O Telecine Cult exibe hoje mais dois filmes da seletiva Ao mestre com carinho, com Gritos e sussurros, de Ingmar Bergman, às 20h20; e Interiores, de Woody Allen, às 22h. Outro mestre do cinema é biografado em Hitchcock, atração do Telecine Premium, às 12h55. No Universal Channel, tem dobradinha com Velozes e furiosos 4 (20h15) e Velozes & furiosos 5 – Operação Rio (22h05). A TNT pega a mesma estrada com Velozes e furiosos (20h40) e + velozes + furiosos (22h30). Na faixa das 22h, o assinante tem mais seis boas opções: Invasão à Casa Branca, na HBO; Carrie, a estranha, no Telecine Pipoca; A hora mais escura, no Telecine Action; Ruby Sparks – A namorada perfeita, no Telecine Touch; Cabo do Medo (1991), no MGM; e Paranoid Park, no Arte 1. Outros destaques da programação: Os fugitivos, às 21h, no Cinemax; e Sem saída, às 21h50, no Megapix.

CARAS E BOCAS » FILHO HOMOFÓBICO



Enrico (Joaquim Lopes) vai pegar no pé do pai quando se deparar com nota de blogueiro venenoso (Estevam Avellar/TV Globo)
Enrico (Joaquim Lopes) vai pegar no pé do pai quando se deparar com nota de blogueiro venenoso

Nos próximos capítulos de Império (Globo), o cerimonialista Cláudio (José Mayer) vai enfrentar situações difíceis dentro da própria casa. O filho, Enrico (Joquim Lopes), vai se revelar um homofóbico feroz, disparando preconceito para todos os lados. O primeiro embate será contra um casal de lésbicas, que o incomodará quando estiver trocando carinhos em seu restaurante. “É muita falta de vergonha” e “Coisa mais nojenta” serão expressões que o chef usará, deixando seus pais chocados. Beatriz (Susy Rêgo) intervirá quando o filho ameaçar tirá-las do recinto. “Discriminação sexual é crime. Você vai ficar muito malvisto se tomar uma atitude dessas”, alegará Beatriz. O chef problemático se controlará. Dias mais tarde, o assunto na família será a nota de desmentido que o blogueiro Téo (Paulo Betti) publicará sobre Cláudio. “Fica o dito pelo não dito. A nota que dei sobre Cláudio Bolgari, devidamente apagada... Foi apenas uma brincadeira de mau gosto”, postará o venenoso. Enrico ficará bastante intrigado com o ocorrido e, especialmente, com a recusa dos pais em tocar no assunto. O dono de restaurante pensará em ir tomar satisfações com Téo, mas seu pai o impedirá, alegando que as coisas podem piorar. Mas Enrico assustará o pai ao se mostrar decidido a afastar Téo de sua família. “E se ele partir com tudo para cima de você? E de mim? Pai, essas bichas são a desgraça do mundo, são vingativas, ainda mais com um blog de fofocas.” Cláudio, que manteve um relacionamento longo com Leonardo (Klebber Toledo), que terminou de forma pouco amigável, fica desesperado e teme que o filho descubra a verdade que tanto tenta esconder.

APOIO E CARINHO AJUDAM
NA LUTA CONTRA O CÂNCER

No Jornal da Alterosa – 1ª edição desta quarta-feira, acompanhe reportagem que mostra a importância do apoio e do carinho para pacientes em tratamento contra o câncer. O fardo na luta de João Vítor ficou mais leve com a iniciativa dos amigos que têm feito de tudo para animá-lo nesta fase difícil: rasparam a cabeça em solidariedade ao amigo, que ficou careca, e fazem surpresas, como aparecer para alegrar a sessão de quimioterapia de João.

CHAPOLIN VIRA OPÇÃO PARA
FUGIR DO HORÁRIO ELEITORAL

O SBT vai exibir em seu site o seriado Chapolin como alternativa para fugir do horário eleitoral, nas duas faixas de propaganda na TV: às 13h e às 20h30. Para os fãs do programa mexicano, é uma chance e tanto de revê-lo, já que até campanhas foram feitas pedindo seu retorno à telinha. Os episódios podem ser vistos pelo endereço www.sbt.com.br/clubinhosbt/chapolin.

AUTOR DE IMPÉRIO COMENTA
CAPÍTULO ANTES DE IR AO AR

Aguinaldo Silva, autor de Império, vai comentar as cenas mais importantes no site da novela, no Gshow, portal de entretenimento da Globo. E antes de cada episódio ir ao ar. Entre os assuntos, o desenrolar da história, as gravações, momentos inusitados e divertidos. Os fãs da trama conferem em gshow.com/imperio.

VILÃ VAI CONTAR COM APOIO
NO QUARTO ANO DE REVENGE

O ator Nestor Serrano vai engrossar o elenco da série Revenge na quarta temporada, de acordo com o site TV Line. Serrano será Edward Alvarez, chefe de polícia e novo aliado da vilã Victoria Grayson (Madeleine Stowe). “Ele é um amigo de Victoria dentro da polícia, que realmente a protege quando ela precisa de ajuda. Nós não sabemos ainda para onde estamos indo com o personagem, mas gostamos da ideia de Victoria ter algum aliado numa posição de autoridade”, revelou ao site o produtor executivo Sunil Nayar. Nestor Serrano é conhecido, entre outros trabalhos, pelo vilão Hector, da série Dexter. Revenge, que conta a trama de vingança de Emily Thorne, vivida por Emily VanCamp, na verdade Amanda Clarke, contra a família Grayson, especialmente Victoria, é exibida no Brasil pelo canal Sony (TV paga). A quarta temporada estreia em 28 de setembro nos Estados Unidos. 


HEBE DE SURPRESA

O último dia de trabalho de Patrícia Abravanel em Máquina da fama, anteontem, no SBT, já que vai ficar um tempo de licença-maternidade, foi marcado por despedidas e emoção. Especialmente quando foi exibido um depoimento inédito de Hebe Camargo, que morreu em setembro de 2012. Na gravação, realizada um mês antes de sua morte, a grande dama da TV revelava ser fã da filha de Sílvio Santos. “Ela abraçou a carreira de apresentadora que ela nem sabia que teria. Sou fã incondicional de Patrícia. O talento é dela”, falou. A aparição de Hebe bombou nas redes sociais. Entre os comentários, a comediante Marlei Cevada no Twitter: “Me arrepiei vendo a Hebe dando depoimento pra Patrícia”. A apresentadora vai dar à luz seu primeiro filho, Pedro, fruto do relacionamento com Fábio Faria. No lugar de Máquina da fama, entrará em cena o Esse artista sou eu, comandado por Marcio Ballas. 


VIVA

Othon Bastos, o mordomo Silviano, de Império. Ótima parceria com Maria Marta, de Lília Cabral, de quem o serviçal também é capanga.

VAIA

Para dona de um império de joias, Maria Marta repete muito os mesmos adornos entra e sai capítulo. São detalhes que derrubam a produção. 

Desafios da educação‏

Desafios da educação 
 
É preciso gestão competente em todos os níveis de ensino, valorização do compromisso, meritocracia e fiscalização das verbas públicas
Vivina do C. Rios Balbino

Psicóloga, mestre em educação, professora da Universidade Federal do Ceará e autora do livro Psicologia e psicologia escolar no Brasil
Estado de Minas: 20/08/2014


O Brasil festeja a premiação de Artur Ávila em Seul, com a Medalha Fields, tida como o "Nobel da Matemática". Primeiro matemático latino-americano a receber a distinção, que existe desde 1936. Ele é pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na França. Com certeza, uma conquista extraordinária e incentivo para os novos talentos das Olimpíadas de Matemática Brasil afora.

No último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil subiu uma posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), passando da 80ª para 79ª em 2013, entre 187 países. Alguns pontos positivos também na educação: o crescente aumento das inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Programa Universidade para Todos (Prouni) e outros programas, a expectativa de escolaridade brasileira é a mais elevada entre os países integrantes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e a expectativa média de vida hoje é de 74,8 anos em vez dos 73,9.

Além disso, o número de matrículas na educação integral do ensino fundamental cresceu 139% nos últimos anos, chegando a 3,1 milhões de estudantes. Entre 2012 e 2013, cresceu 46,5%. Matrículas em creche tiveram crescimento de 72,8% no período entre 2007 e 2013. Entre 2012 e 2013, o aumento das matrículas em creche foi de 7,5%. São dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Hoje, são aplicados 5,8% do PIB na educação, e, com as novas metas do Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil pretende elevar essa proporção gradativamente até 10% do PIB.

Apesar de incentivos e muitos avanços nesses últimos anos, os resultados não são imediatos e a educação brasileira ainda é de péssima qualidade. Dados atuais do Pisa, pesquisa internacional que testa o grau de escolaridade de jovens de 15 anos, mostram que o país está na retaguarda. Ainda ocupamos o 53º lugar entre 65 países e 731 mil crianças estão fora da escola (IBGE) . O analfabetismo funcional ainda é alto e 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, morando nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita. No ensino médio, há grande evasão, chegando a 70% entre os mais pobres. Os cursos técnicos têm habilitado jovens para o mercado, mas de modo geral a qualidade do ensino precisa melhorar.

A formação dos educadores é precária e desvalorizada nas universidades mesmo com incentivos recentes. Os cursos de licenciatura precisam merecer destaque. O salário do docente da educação básica é de R$ 1.874,50, quantia três vezes menor que o valor recebido por profissionais da área de exatas, analistas, advogados e outras categorias. Os escândalos na educação e em outras áreas Brasil afora precisam ter fim. Fraudes e corrupção ainda são constantes. Com certeza, falta ação mais rigorosa do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério Público na fiscalização de verbas e na punição dos criminosos. São verbas públicas de fato para uma educação de qualidade com resultados.

Nas universidades, houve grande expansão de campi até no interior e de programas de inclusão de alunos. Melhorias que precisam ser aprimoradas. Nossa maior universidade e com enorme dotação orçamentária, a USP, passa por grave crise e teve suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo por irregularidades. Apenas seis universidades do Brasil estão entre as 500 melhores do mundo e uma única entre as 150 melhores. Hoje, seis das 10 melhores universidades dos Brics são chinesas e duas são brasileiras. A transformação do país pela educação de qualidade é uma importante meta, mas é preciso gestão competente em todos os níveis de ensino, valorização do compromisso e meritocracia e ações fiscalizadoras rigorosas das verbas públicas. 

Eleições e incertezas na economia‏

Eleições e incertezas na economia
José Eloy dos Santos Cardoso
Professor e jornalista
Estado de Minas: 20/08/2014


Os reflexos das políticas estatizantes e bolivarianas que atingiram em cheio a Venezuela e a Argentina já começaram a atingir, por tabela, o Brasil. Entre os latino-americanos, deveremos estar em pior situação em termos de crescimento no corrente ano. Razões não faltam: inflação em alta e taxas de crescimento que, segundo alguns economistas brasileiros, não devem ser, na realidade, maiores do que 1% no corrente ano. É claro que ao lado de vários outros problemas, as trapalhadas contábeis e o controle das tarifas da energia elétrica e dos preços dos derivados do petróleo ajudaram – e muito – a puxar para baixo as esperanças dos brasileiros de ter no corrente ano um Brasil melhor.

Candidato nenhum vai declarar que pretende acabar com as bolsas assistencialistas que estão fazendo o ócio predominar entre aqueles “felizes” beneficiários do dinheiro, que, fazendo-os ficar sem fazer nada, os desestimula e os fazem desistir de procurar qualquer emprego. Enquanto as estatísticas oficiais produzem um índice de 5% de desempregados, os índices reais – se forem apurados com precisão e isenções corporativas ou partidárias – apontarão, com certeza, não os 5% anunciados, mas 9% ou até mais. Dos 62 milhões de brasileiros que são “assistidos” pelos programas assistencialistas do governo, 50% não trabalham e não querem jamais trabalhar.

Os fatos são discriminadores. O modelo de crescimento dos jovens do PT, que foi baseado em estímulos ao consumo e aumentos de salários muito acima da produtividade do trabalho, esgotou-se. Para poder crescer é preciso urgentemente convocar a classe empresarial para investir, mas, na atual conjuntura econômica, alguns industriais já dizem que investir no Brasil da atualidade é aventura para doidos. Retirar o Estado da economia e parar com os intervencionismos que estão levando o Brasil a descer ladeira abaixo e ao desânimo que está realmente acontecendo na classe produtiva não consta da cartilha dos petistas e da atual presidente brasileira.

Todos os investidores brasileiros e do exterior estão esperando o que vai acontecer depois das eleições. Na eleição de Lula, propagou-se que a esperança deveria vencer o medo. Nos tempos atuais, os investidores estão vendo se a esperança ainda existe. O finado ex-candidato a presidente da República e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, em sua última entrevista na televisão disse que “não devemos desistir do Brasil”. Com sua prematura morte é preciso que os brasileiros também adotem o que ele falou.

Terminadas as eleições, os brasileiros deverão começar também a combater as principais doenças que assolam o Brasil de hoje, como disse Eduardo Campos. Entre outras, podemos citar as seguintes: as distorções trabalhistas que estão colaborando para o desemprego, a alta tributação sobre o produto nacional, que alcança 40% do PIB, a má gestão ou a ganância que faz o governo federal gastar mal e em excesso, diminuir o número de ministérios, que só servem para proporcionar empregos a companheiros de campanha, fazer as privatizações de portos, estradas, ferrovias, hidrovias, aeroportos, etc. Se nada disso for feito, será muito difícil o Brasil voltar a crescer e se desenvolver. A grande maioria dos economistas brasileiros e estrangeiros fala justamente isso.

O governo atual do Brasil tomou decisões erradas: arruinou a Petrobras com controles de preços dos derivados e má gestão que fizeram essa estatal ser a petroleira mais endividada do mundo e também o sistema elétrico, cujas tarifas serão aumentadas depois das eleições ou em 2015 em torno de 22% a 25%. Quem pagará a conta será a população como um todo, porque os preços da gasolina e da energia fazem parte dos custos de quase todos os produtos consumidos pela população.

COLUNA DO JAECI » Dez fracassados e 12 incógnitas‏

COLUNA DO JAECI » Dez fracassados e 12 incógnitas
À exceção de Neymar, que tem DNA de craque, não chamaria nenhum remanescente da Copa. Formaria novo grupo, que não passou pelo dissabor de tomar de sete da Alemanha


Jaeci Carvalho
Estado de Minas: 20/08/2014



Dunga convocou ontem os 22 jogadores para os amistosos nos Estados Unidos: em 5 de setembro, contra a Colômbia, em Miami, e quatro dias depois, contra o Equador, em Nova Jersey. Dez fracassados da Copa do Mundo fazem parte da lista. As novidades, como já se esperava, são os cruzeirenses Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, o atleticano Diego Tardelli, os corintianos Gil e Elias e Philippe Coutinho, do Liverpool, que arrebentou com a bola na temporada passada. Claro que o técnico precisava partir de uma base do Mundial e optou por alguns jogadores, entre eles, o fraco goleiro Jefferson, preterindo Fábio e Victor, o péssimo Maicon, os sofríveis David Luiz e Fernandinho e o absurdo que atende pelo nome de Hulk.

Já vi esse filme antes, e o mocinho morre no fim. Eu seria radical. À exceção de Neymar, que tem DNA de craque, não chamaria nenhum remanescente da Copa. Formaria novo grupo, com ideias modernas, que não passou pelo dissabor de tomar de sete da Alemanha. Isso está no currículo de 10 convocados ontem, e ninguém vai apagar.

Pensando com a cabeça de Dunga, porém, ele quer dar mais uma chance a esses fracassados, como Parreira fez com o próprio ex-volante em 1994, depois de ter sido execrado em 1990. Fico feliz pela convocação dos dois melhores jogadores em atividade no país, Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, e por Diego Tardelli. Foi Dunga quem lhe deu a primeira chance e volta a chamá-lo, num momento em que realmente está merecendo. No mais, é torcer para que tudo caminhe bem. Philippe Coutinho terá sua primeira grande chance de ser o principal armador da Seleção. Acho-o infinitamente superior a Oscar. É apenas o começo, muitas convocações virão.

Gostei de ver Miranda e Elias na lista, mas discordo de Gil. Talvez para não levar mais de dois jogadores do Cruzeiro, Dedé não tenha sido convocado. Ficaremos de olho em cada movimento de Dunga e sua Seleção. Afinal, as Eliminatórias serão prioridade. Para quem já levou de sete da Alemanha, só falta mesmo chegar em quinto lugar na qualificação e disputar na repescagem a vaga para 2018. Em se tratando de futebol brasileiro, não duvido de mais nada.


Velhos e bons tempos
Hoje, no Maracanã, temos um dos maiores clássicos do futebol brasileiro: Flamengo x Atlético. Não posso falar dele sem ser nostálgico. Vivi a melhor época das duas equipes, quando eram base da Seleção. Se jogassem 10 vezes, cada um venceria quatro e haveria dois empates. Zico, Adílio, Júnior, Andrade e Raul de um lado; João Leite, Luisinho, Reinaldo, Cerezo e Éder do outro. Craques que nos encantaram. O Maraca recebia 160 mil torcedores. O Mineirão, 120 mil. Hoje, porém, a realidade é outra, faltam craques. Há bons jogadores no Galo, como Tardelli, e péssimos no Fla, um time combalido, brigando por uma bola, cuja perspectiva é fugir da zona da degola.

O Atlético tem mais grupo, time e estrutura. Se não der zebra, ganha. Não é candidato ao título brasileiro, não se reforçou para isso e ainda perdeu o maior ídolo, Ronaldinho Gaúcho. Ele não acertou com nenhum clube, prova de que só saiu mesmo por causa do técnico Levir Culpi, que insistiu em barrá-lo ou substituí-lo nos jogos. Os postulantes à taça são o Cruzeiro, favorito disparado, Internacional e Fluminense. Esqueçam o Corinthians, que também não vai chegar. Pena que o Galo tenha aberto mão da conquista do título que levantou há 43 anos. Ao montar time apenas razoável, vai apostar na Copa do Brasil, competição que já premiou equipes como Santo André, Criciúma e Paulista. Espero que o alvinegro repense sua história grandiosa e se reforce para a próxima temporada, ou então cuide melhor da base, que produziu os craques acima citados.