terça-feira, 30 de julho de 2013

José Simão

folha de são paulo

Ana Maria Braga assusta o papa!

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Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! "Palmirinha se atrapalha e troca penne por pênis ao vivo no programa 'Hoje em Dia'". Safadinha, ela ainda se lembra!
E ainda bem que ela trocou as palavras e não os ingredientes. E a Palmirinha tá certa: o plural de penne é pênis! Rarará!
E el papa se fué! O argentino que virou brasileiro! O papa disse que ia voltar em 2017, mas desistiu.
Quando viu a Ana Maria Braga de lençol branco e cabelo arrepiado, desistiu. Pensou que era o fantasma do Vaticano.
"É você, satanás?". Rarará! Outros acharam que ela tava fantasiada de papisa.
E a Dilma? A Dilma parece o Bob Esponja! Quadrada e com dois dentinhos! Rarará.
E a Cristina Kirchner? Tava parecendo a Gretchen com aquela boca bico de tênis conga. Aquela boca de "VOU TE BEIJAR!". Rarará! A Maga Patalógica!
Ela queria que o papa mudasse o Vaticano pras Ilhas Malvinas. Pedido negado. Ela queria que a Capela Sistina se chamasse Capela Cristina. Pedido negado. Ela queria que os brasileiros gostassem do Maradona. Pedido negado.
Os brasileiros adoraram o papa Francisco, admiram o Messi, mas gostar do Maradona está fora de qualquer limite possível.
E o Evo Morales? A cara do Zacarias! Rarará.
E ainda bem que Guaratiba alagou! Copacabana é muito mais bonita! A vista aérea da missa do papa em Copacabana era deslumbrante!
E eu ainda pedi um último milagre pro papa Francisco: o meu São Paulo ganhar! Mas ele é papa, não Deus!
E o site Futirinhas mostra o Rogério Ceni numa cena de "O Sexto Sentido" com o Bruce Willis. Ceni embaixo das cobertas, com cara da apavorado: "Eu vejo um time morto". E o Bruce Willis: "Com que frequência?". "O TEMPO TODO!". Rarará.
É mole? É mole, mas sobe!
E o Brasil volta ao normal: o papa foi embora e o Galo perdeu pro Cruzeiro. Raposa comendo galo, voltamos ao normal! Todo galo tem seu dia de canja! Rarará.
E até o frio tá indo embora. Já posso tirar o meu look vândalo: moletom com capuz! E a cara tapada pelo cachecol! Rarará.
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
José Simão
José Simão começou a cursar direito na USP em 1969, mas logo desistiu. Foi para Londres, onde fez alguns bicos para a BBC. Entrou na Folha em 1987 e mantém uma coluna que considera um telejornal humorístico.

Mônica Bergamo

folha de são paulo

Dilma sai em defesa de Joaquim Barbosa e diz que não há constrangimento entre eles


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A presidente Dilma Rousseff sai em defesa de Joaquim Barbosa, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). "Ele não fez nada", afirma a petista sobre a imagem de TV que mostraria o magistrado cumprimentando o papa Francisco e passando reto por ela numa cerimônia no Rio de Janeiro, na semana passada.
BRIGOU COM ELE
Barbosa foi atacado em sites e mídias sociais pela suposta "arrogância" e falta de educação. "O ministro Joaquim chegou [ao local da audiência com o santo padre] e logo mandei chamá-lo para a sala em que eu estava. Ficamos duas horas conversando e vendo TV."
BRIGOU COMIGO
Na hora dos cumprimentos, Dilma diz que apresentou Barbosa ao papa explicando que "esse senhor é o primeiro negro presidente do tribunal, pelos seus méritos, uma pessoa que se superou". E emenda: "O papa se aproximou dele de forma afetiva e o ministro sorriu para mim".
É INÚTIL
Dilma critica o fato de pessoas quererem "criar constrangimento" entre ela e o presidente do STF. "Já nos encontramos duas vezes nas últimas semanas, uma delas a meu pedido e outra a pedido dele. Como presidente de poder, o Joaquim Barbosa sempre foi extremamente correto comigo. E eu tenho absoluta clareza de que ele jamais faria uma coisa dessas [referindo-se à cena do papa]."
JUBA
A modelo americana Lindsey Wixson brincou no estúdio com os cachorros que posaram com ela em SP para a nova edição da revista "Vogue"; "Não sou muito vaidosa. Demoro oito minutos para me arrumar de manhã", diz

Modelo americana faz ensaio com cachorros em SP

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Jacques Dequeker/Divulgação
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A modelo americana Lindsey Wixson brincou no estúdio com os cachorros que posaram com ela em São Paulo para a nova edição da revista "Vogue"
A XERIFE DOS JARDINS
Os protestos de junho deixaram a delegada Victoria Lobo Guimarães, 51, apavorada. Os vasos de planta dos quatro andares do 78º Distrito Policial (Jardins), administrado por ela, não passaram intactos pela confusão dos manifestantes detidos. Nem as paredes claras, que faz questão de preservar limpas.

Delegacia dos Jardins é eleita a melhor da cidade

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Leonardo Soares/Folhapress
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A delegada Victoria Lobo Guimarães no 78º DP (Jardins)
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"Foi um período difícil", diz. A delegacia, recém-eleita a melhor de São Paulo em 2012, recebeu até 250 pessoas em uma noite. "Fiz plantão todo dia. Queria minha casa, meu cachorro!", afirma ela, que inicia o expediente às 9h.
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O prêmio foi dado pela Altus Aliança Global, que avaliou mil delegacias em 17 países de três continentes. "Ouvi muito que é fácil os Jardins ganharem! Mas o morador daqui, em tese, é o que precisaria menos da assistência da delegacia", diz Victoria.
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O 78º abre cem inquéritos e conclui 110 por mês, em média. Metade se refere a estelionatos. A concentração do crime é alta porque a delegacia é responsável pela área da avenida Paulista, onde ficam as sedes dos maiores bancos.
Com orgulho, Victoria diz que sua área "é segura" e que as taxas de crimes violentos estão estabilizadas. O foco é investigar roubos. "Aqui não tem tráfico. Homicídio é raro. E, quando tem, é de autoria conhecida." O caso mais recente foi em abril.
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No cargo desde 2009, a delegada, de 1,57 m, lidera 72 pessoas, às quais atribui o prêmio. Em sua sala, orquídeas e quadros alegram o ambiente. "Ela é pequenininha, mas me dá um trabalho danado [risos]. É boa administradora", diz o delegado Kleber Altale, chefe de Victoria.
REPOUSO
O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), dará início à quimioterapia, próxima etapa do tratamento contra câncer no intestino, em algumas semanas. Na sexta passada, o petista teve alta do hospital Sírio-Libanês, em SP. "Ele fica em casa até se recuperar da cirurgia, que foi extensa, mas satisfatória", diz o oncologista Paulo Hoff.
LÁPIS E PAPEL
O interesse de pequenos empresários por qualificação surpreendeu o Sebrae na 5ª Semana do Microempreendedor Individual. A expectativa era capacitar 9.700 pessoas em todos os Estados, na primeira semana do mês, mas o número final chegou a 19.800. "Não adianta fazer o melhor salgadinho ou ser a melhor manicure, se não souber lidar com fluxo de caixa ou estoque", diz Luiz Barreto, presidente do Sebrae.
SINFONIA EM CAMPO
O vídeo dos gols de Messi embalados por uma cantata de Bach chegou a 160 mil acessos no YouTube, no fim de semana. A montagem é do maestro João Carlos Martins. e marca a largada na parceria das fundações Lionel Messi e Bachiana.
RUMO A BRASÍLIA
Robert Rey, o Doutor Hollywood, está negociando com a RedeTV! um novo programa. A emissora confirma as conversas, mas não revela detalhes. O apresentador quer mudar o nome da atração, que comanda ao lado de Daniela Albuquerque, para "Doutor Beverly Hills".
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Além de novos planos na TV, Rey sonha com uma vaga de deputado federal pelo PSC em 2014, por São Paulo. E pretende se lançar a voos mais altos. Outra ideia é disputar em 2018 uma cadeira ao Senado pelo Acre. Sua meta é a Presidência da República.
BORBOLETAS NO ESTÔMAGO
A dinamarquesa Eva Christensen, que viveu uma história de amor com Mario Cravo Neto, foi à abertura da exposição "Butterflies and Zebras", do artista, na Pinacoteca. Estiveram por lá o fotógrafo Christian Cravo, filho dos dois, a apresentadora Astrid Fontenelle com o filho, Gabriel, o diretor da Pinacoteca, Paulo Vicelli, e a diretora do Centro de Cultura Judaica, Yael Steiner.

Astrid Fontenelle vai a exposição de Mario Cravo Neto

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Greg Salibian/Folhapress
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A apresentadora Astrid Fontenelle e o filho, Gabriel, foram à abertura da exposição "Butterflies and Zebras", na Pinacoteca
CURTO-CIRCUITO
Liliane Prata autografa "Três Viúvas", às 19h, na Livraria Martins Fontes, na avenida Paulista.
O guitarrista Donald Kinsey se apresenta com Emerson Caruso Trio, nesta terça-feira (30), às 22h, no Bourbon Street, em Moema. 18 anos.
A Pulse e a Confederação Brasileira de Futsal lançam nesta terça-feira (30) os novos uniformes da seleção brasileira, no Museu do Futebol.
A banda Combo X lança seu primeiro CD, "A Ponte", nesta terça-feira (30), no projeto Prata da Casa. Às 21h, no Sesc Pompeia. Livre.
Com ELIANE TRINDADE (interina), JOELMIR TAVARES e ANA KREPP
Mônica Bergamo
Mônica Bergamo, jornalista, assina coluna diária publicada na página 2 da versão impressa de "Ilustrada". Traz informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999.

Os falsários - João Pereira Coutinho

folha de são paulo

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Memórias falsas. Eis a nova descoberta científica publicada em revista da especialidade. Segundo a "Science", pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology conseguiram implantar memórias falsas no cérebro de ratinhos. Já tinham cometido uma outra proeza no passado: apagar certas memórias. Agora, o desafio foi implantá-las. Conseguiram.
Ainda estamos longe do Santo Graal: apagar más memórias e, se possível, conferir a cada ser humano um passado glorioso. Mas o futuro, tal como o passado, promete. Ou não promete?
Robert Nozick (1938-2002), um dos grandes filósofos do nosso tempo, achava que não. No seu magistral "Anarchy, State, and Utopia", Nozick pedia-nos para imaginar a seguinte situação: existe uma máquina do prazer a que os seres humanos se podem ligar. E, por esse simples processo, ter prazer a vida inteira. Quem daria o primeiro passo?
Poucos. Existe algo de incômodo na ideia de uma felicidade eterna, porém falsa. E esse incômodo tem nome: verdade. Ou, para usar uma palavra cara aos românticos, "autenticidade".
Nós não queremos apenas que as nossas vidas sejam felizes. Queremos que essas vidas sejam autênticas e que a nossa felicidade seja o resultado de experiências, méritos ou virtudes reais.
Se tudo fosse resumido a critérios de prazer e desprazer, ninguém hesitaria em ligar-se à máquina de Nozick. E, no entanto, a maioria hesita.
Não conheço crítica mais devastadora ao utilitarismo nos tempos modernos. Seguindo o cálculo hedônico, o que interessa é proporcionar a maior felicidade ao maior número?
Não necessariamente, afirmava Nozick. Se a felicidade humana não é humana, ela perde qualquer valor para nós.
E o que é válido para a felicidade é válido para a infelicidade. Até porque a segunda é condição para haver a primeira.
Ironicamente, uma máquina de prazer permanente deixaria até de proporcionar prazer. Porque deixaria de haver contraste com as restantes iniquidades da existência: habitaríamos apenas um estado de normalidade entediante em que nada seria importante porque nada seria valorizado em si mesmo.
Sabemos o que é a felicidade porque sabemos o que é a infelicidade. E também porque aprendemos algo com as nossas infelicidades.
"Aprender" é o verbo: implantar memórias falsas já seria uma aberração ética. Mas apagar as más é mais que isso: é uma aberração epistemológica.
Sofremos como cães pelos erros que cometemos. Escolhas profissionais lamentáveis; amores cultivados e frustrados; atitudes egoístas, covardes, impensadas --quem atira a primeira pedra?
Mas sofremos e, com sorte, aprendemos. E existe algo de libertador (e de redentor) quando seguimos em frente e somos capazes de reconhecer os mesmos dilemas, as mesmas tentações, os mesmos traços de caráter --em nós e nos outros. E, claro, as mesmas consequências prováveis de certos atos e omissões.
É então que o passado, e sobretudo o insuportável passado, se torna nosso tutor privado: ao segredar-nos o que devemos evitar e abraçar com conhecimento de causa.
Todos precisamos de más memórias para evitar cometer os mesmos erros. Apagar essas memórias seria uma forma de nos condenarmos a sofrimentos perpétuos. E a apagamentos perpétuos. E a sofrimentos perpétuos. E a apagamentos perpétuos.
Talvez eu esteja sendo injusto. Talvez o objetivo das recentes descobertas seja outro: aliviar o sofrimento de soldados em situações de combate, por exemplo, apagando experiências traumáticas e colocando tardes de verão onde antes havia destruição e morte.
Sem falar de vítimas de crimes ou acidentes para quem um "reset" mental seria uma benesse. Sobre esses casos extremos, manda a prudência que nada diga.
Mas será preciso lembrar como as sociedades contemporâneas foram medicalizando os mais básicos sentimentos humanos --o medo, a ansiedade, a angústia-- procurando uma resposta química e imediata para eles?
Se hoje declaramos guerra às tristezas presentes, por que não declarar outra contra as tristezas passadas?
Quase todos recusamos a máquina de prazer de Nozick. Mas às vezes pergunto se o fazemos mesmo por questões de princípio --ou pela razão mais prosaica de que essa máquina não existe ainda.
João Pereira Coutinho
João Pereira Coutinho, escritor português, é doutor em Ciência Política. É colunista do "Correio da Manhã", o maior diário português. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro "Avenida Paulista" (Record). Escreve às terças na versão impressa de "Ilustrada" e a cada duas semanas, às segundas, no site.

Frei Betto: "Cura gay", modesta contribuição

folha de são paulo
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"Se uma pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la? O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade. O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos. O problema é fazer lobby."
São palavras do papa Francisco ao deixar o Brasil, no voo entre Rio e Roma. A mensagem é esperançosa, mas, ao contrário do que o papa diz, o problema no Brasil é o lobby antigay, liderado pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
Deputados que consideram a homossexualidade uma doença propõem a "cura gay". Querem alterar a resolução do Conselho Federal de Psicologia que impede seus profissionais de tratar homossexuais como doentes. O que é um gay? Como diz a palavra inglesa, é uma pessoa alegre. Se os homossexuais são felizes, por que submetê-los à terapia?
Terapia é própria para obsessivos, como é o caso de quem odeia constatar que homossexual é uma pessoa feliz. Isto sim é doença: a homofobia, aliás, como toda fobia. E há inúmeras: desde a eleuterofobia, o medo da liberdade que, com certeza, caracteriza os fundamentalistas, até a malaxofobia, o medo de amar sobretudo quem de nós difere.
Sugiro aos deputados cortar o mal pela raiz: proibir a promíscua narrativa de "Branca de Neve e os Sete Anões", a relação pedófila entre o lobo mau e a Chapeuzinho Vermelho e, na Bíblia, o relato da íntima ligação entre Jônatas e Davi, aquele que "ele amava como a sua própria alma". (1 Livro de Samuel, 18).
Segundo censo do IBGE, há no Brasil 60 mil casais assumidamente gays. São pelo menos 120 mil pessoas que, em princípio, deveriam ser "submetidas a tratamento". Considerando que a Parada de Orgulho LGBT reúne, em São Paulo, cerca de 4 milhões de pessoas, haveria que construir uma clínica do tamanho de 50 Maracanãs para abrigar toda essa gente.
O processo terapêutico certamente teria início com uma sessão de exorcismo, já que, no fundo, a obsessão fundamentalista considera a homossexualidade muito mais coisa do demônio do que doença.
Outra sugestão é comprar um armário para cada gay e obrigá-lo a ficar lá dentro. Dizem os moralistas que qualquer um tem direito de ser gay, não deve é sair do armário.
Imagino que, terminado o processo de "cura gay", haverá uma grande Parada de Ex-Gays subindo a rampa da Câmara em Brasília para agradecer aos deputados que, iluminados, aprovaram a medida.
Ainda que todos os gays sejam confinados na clínica dos deputados, de uma coisa não poderão se queixar: será divertido contar ali com shows de Daniela Mercury e sir Elton Hercules John.
Saiba Feliciano que Alan Chambers, ex-presidente da associação Exodus International, destinada a curar gays, declarou em junho deste ano que também é gay, pediu perdão pelos sofrimentos causados a homossexuais e fechou a entidade.
À luz do Evangelho, o melhor é seguir o conselho de santo Agostinho: "Ama e faz o que quiseres." Ou, como diz Francisco, sejamos todos irmãos.
CARLOS ALBERTO LIBANIO CHRISTO, 68, o Frei Betto, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de "O que a Vida me Ensinou" (Saraiva)