domingo, 27 de julho de 2014

Eduardo Almeida Reis - Tiro e queda‏

Tiro e queda
Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 27/07/2014

Empregos

Já fui bom na arte de arranjar empregos para terceiros sem ganhar qualquer coisa com a iniciativa, salvo a alegria de ouvir das mocinhas, anos depois: “Foi o senhor quem me indicou para a Globo”. Até hoje, não raras vezes me mandam um CV, abreviatura do latim curriculum vitae (trajetória de vida), documento que pretende relatar a experiência profissional e/ou acadêmica de uma pessoa que deseja um emprego, como também das que desejam trocar de empregador.
A internet está cheia de modelos de CVs, cuja entrega é a primeira etapa da admissão, que ainda passa pelas entrevistas e provas de conhecimento. Fosse entrevistador, um philosopho amigo nosso não empregaria homens e mulheres tatuados, homens de brincos e cuidaria de analisar a voz do entrevistado. Se entrevistados pelo philosopho, dois senadores da República não serviriam nem para assessorar auxiliares de limpeza.

Motiva este belo suelto um CV que me mandaram outro dia e deve bater o recorde mundial de falta de informações. Tem nome, endereço, identidade, telefone e foto da candidata, idade, estado civil, número de filhos, escolaridade primária incompleta, experiência de seis meses como auxiliar de cozinha e é só. A julgar pelo CV, em 46 anos de vida a candidata nunca fez nada além de quatro filhos. A foto mostra que está gordinha.

Climatologia

 Jogadores, técnicos, narradores e comentaristas de futebol não têm obrigação de estudar climatologia zootécnica. Se estudassem, saberiam que o período mais quente do dia vai das duas às quatro da tarde. No jogo da Holanda contra o México, que começou às 13h e 30oC, no início do segundo tempo, às 14h, já foi jogado com os termômetros marcando 32oC, para espanto dos narradores e comentaristas.

Na mesma partida foi possível constatar que os novos estádios, quase todos, têm um problema com as transmissões de tevê: boa parte do campo fica no escuro. As câmeras têm mecanismos de compensação; ainda assim, com o sol forte os jogadores na parte sombreada ficam praticamente invisíveis.

As arquibancadas nos mostraram muitas moças, de várias nacionalidades, na faixa dos 20 aos 30. As bonitas só fizeram confirmar uma coisa que os homens sérios sabem há séculos: nada melhor, nada mais desejável do que moça bonita. Em contrapartida, a onda de tatuagens entre os jogadores, que se espraia pelo resto da sociedade, é um pavor. Se o tatuado e a tatuada são feios, só pioram as feiúras; se bonitos e bonitas ficam feios. Que tristeza, hein?

Modernidades 

Em matéria de tecnologia, o avião já foi um exagero. Os inventores deveriam ter parado no telefone simples e no Ford modelo-T. De que vale comprar um carro que vai de zero a 100 km/h em poucos segundos, se as ruas e estradas estão cheias de radares, quebra-molas, buracos e barbeiros? Qual é a vantagem de ir de BH ao Maranhão em três horas num jato? 

Do Maranhão, da bela São Luiz com suas fachadas de azulejos, os maranhenses poderiam governar o Brasil pelo telefone fixo. E as tintas para pintar seus cabelos seriam levadas em navios. Um mês ou dois que o político viva sem pintar seus cabelos não mata ninguém.
Se entendi alguma coisa, a Amazon vem de lançar um smartphone que custa 200 dólares nos EUA, naquele sistema de vincular o aparelho a uma operadora durante dois anos. Sem vínculo, o telefoninho custa em torno de R$ 1.700. Até aí, tudo bem: é mais um modelo de celular.

Acontece que o cell phone da Amazon, entre outras maluquices, tem um dispositivo que, apontado para uma bolsa, uma bicicleta, um relógio, um automóvel que você veja na rua, informa o nome do fabricante, onde pode ser encontrado e quanto custa. E já se noticia (a sério) um chip que, implantado sob a pele, deixa o sujeito plugado ao celular 24 horas por dia.

O Google já fala inglês, japonês, português do Brasil e outras línguas. Tem cabimento? Conversar é divertido quando o interlocutor é um causeur, pronúncia Ko’zoeR, informa Houaiss: que ou aquele que desenvolve conversa brilhante, sedutora. Em BH, causeur incomparável é o jornalista Lauro Diniz. Não se trata de elogio pelos biscoitos que me manda, mas de uma constatação.
Aqui ou ali, eventualmente acolá, o leitor do EM pode encontrar um causeur, uma causeuse da melhor supimpitude, mas corre o risco enormíssimo de encarar chatos loquazes, donos da verdade, que abundam na capital de todos os mineiros como abunda a pita, grande erva rosulada da família das agaváceas.

O mundo é uma bola
Baruch de Espinoza (Amsterdã, 1632 – Haia, 1677) filósofo judeu de família portuguesa fugida da Inquisição, é expulso de Amsterdã pela sinagoga portuguesa daquela cidade. Foi um dos grandes racionalistas do século 17, junto com Leibniz e Descartes, e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Bento, Benedito, Benedictus de Espinoza, Baruch Spinoza, estudioso da Bíblia, do Talmude, dos filósofos gregos, ganhou fama por suas posições e foi punido com o chérem, equivalente hebraico da excomunhão católica, por seus postulados a respeito de Deus. Meu espaço, felizmente, zé fini.

Ruminanças
“Toda a vida dos filósofos é preparação para a morte” (Catão de Útica, 95-45 a.C.).

CRACK » Cura polêmica - Sandra Kiefer

CRACK » Cura polêmica
Mineiros dependentes da droga aderem ao chá de iboga e dizem ter se livrado do vício após tratamentos em clínicas de SP. Médicos alertam para falta de pesquisas sobre a raiz e dizem que há efeitos colaterais perigosos


Sandra Kiefer
Estado de Minas: 27/07/2014


Desesperados para se livrar do crack, dependentes químicos e familiares de Minas Gerais estão buscando o tratamento alternativo do chá de iboga em clínicas de recuperação no interior de São Paulo e em Curitiba. A dose, única, custa entre R$ 4 mil a R$ 10 mil e não requer a internação do paciente. Apesar da falta de comprovação científica e dos riscos existentes de ministrar substância sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os viciados em drogas pesadas, como cocaína e crack, recorrem ao uso desse fitoterápico, que seria capaz de eliminar a vontade de usar drogas e a síndrome de abstinência (fissura). 

Relatos obtidos pela equipe de reportagem do Estado de Minas chegam a atribuir à iboga o poder de ‘cura’, de ‘renascimento’, de ‘apagar o passado’. “É uma sensação deliciosa acordar sem a menor vontade de usar droga, sem medo da recaída. A vontade simplesmente apagou-se da minha mente”, comemora o dono de bancas de jornais Wagner do Patrocínio, de 43 anos. Em função do envolvimento com o crack, Wagner caiu na sarjeta – usava até 20 pedras por dia. Ele passou um ano internado, em duas clínicas mas continuou com recaídas. 

Há três meses, Wagner aceitou experimentar a iboga por influência da mulher, Angela Chaves, que descobriu a novidade em SP. “Bebi um pó parecido com canela, misturado na água. Na hora, é preciso deitar porque a gente perde o jogo das pernas. Depois, começa a ‘ver’ um monte de cenas ruins. Pessoas sendo esfaqueadas, coisas com chifres, bichos. A sensação dura umas cinco horas. Depois, você toma a segunda dose. Os pensamentos ruins somem e vêm coisas boas, como anjos”, revela ele, que recomendou o tratamento ao colega João Paulo Barbosa Neto, de 34 anos (leia Depoimento). “Voltei a ter vida social com minha mulher e minha filhinha”, diz Wagner. 

O psiquiatra Dartiu Xavier, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes de Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aplicou a dose de iboga a 75 voluntários. Do total, 51% dos pacientes conseguiram largar a dependência química. “A taxa de sucesso é alta. Chega a ser 10 vezes maior em relação à média de 5% de recuperação registrada nas internações em comunidades terapêuticas”, compara o psiquiatra. 

 Este semestre, o psiquiatra dará entrada no Comitê de Ética da Unifesp com protocolo de estudo científico, inédito no país, na tentativa de comprovar a eficácia do uso da iboga no controle da dependência química em álcool e drogas. Caso seja aprovado, o ensaio clínico deverá comparar a reação dos viciados em crack, divididos no grupo que vai ingerir placebo e no outro, que receberá a fórmula original. “Mas os resultados serão a médio prazo”, alerta o pesquisador. Não há previsão de que, quando finalizados os trabalhos, a iboga possa ter autorização para ser usada como medicação controlada no Brasil.

Uso perigoso
Com formação em homeopatia, o psiquiatra Aloízio Andrade alerta que já é velha conhecida da medicina a técnica de propor aos pacientes a substituição de uma droga por outra. “É mais fácil e rápido abrir mão de uma substância nova do que da outra que já está usando há muitos anos. O que se faz é quebrar o ciclo vicioso do paciente, com a mudança do paradigma”, explica o médico. Segundo Andrade, que desconhece o uso da iboga em Minas Gerais, este papel costuma ser atribuído a alucinógenos ligados a rituais, sendo os mais populares a ayuaska e a mescalina. 

Para Andrade, toda substância que age no sistema nervoso central pode desencadear quadros psiquiátricos e também neurológicos nos pacientes, como por exemplo convulsões. “Sem estudos científicos, não há clareza sobre a dose correta a ser oferecida por quilo de peso”, diz. 

Assim como Andrade, o psiquiatra gaúcho Félix Kessler admite nunca ter testado a iboga em seus pacientes. Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o psiquiatra Félix Kessler desconfia, por princípio, de promessas rápidas de cura para a dependência química. “Quem dera eu tivesse um remédio que pudesse dar aos meus pacientes na clínica. Descobriram que o tratamento alternativo dá bastante dinheiro e a onda de que a ibogaína cura o crack está pegando”, avalia o médico, para quem a melhor receita continua sendo o tratamento a longo prazo, com abordagem multidisciplinar e grupos de autoajuda. “O maior desafio é estimular o craqueiro a dar continuidade ao tratamento. É uma doença crônica como o diabetes – quem a tem enfrenta dificuldades para evitar doces”, completa. 

Segundo a Anvisa, não há nenhum medicamento registrado no Brasil com o princípio ativo ibogaína. Dessa forma, a atribuição de alegações terapêuticas a este produto é ilegal, já que não há essa comprovação no Brasil. Entretanto, é legítima a importação de medicamentos sem registro no País, desde que para uso apenas pessoal e amparada pela prescrição de um médico que se torna o responsável pelo uso do produto.

Spa explora brechas na legislação


 “Por uma brecha na lei brasileira, consigo trabalhar com a iboga na forma de chá”, afirma o psicanalista clínico Gadyro Nakaya, dono do Spa Reabilit, em Arujá, no interior paulista. O spa é uma das entidades que trabalham com a substância. Amparado por cinco advogados, Nakaya já está importando mudas do arbusto no continente africano. Ele acredita no potencial de cura da planta que, criada em condições especiais na estufa em SP, ainda deve levar em torno de 10 anos para começar a produzir. 

Ex-dependente químico de heroína, Nakaya diz ter se submetido a 40 internações no passado e que só conseguiu se livrar do vício após conhecer a substância. Ele garante que, em quatro anos, já “ibogou” centenas de pessoas em SP, inclusive artistas de tevê e músicos. “Acolhi um casal que passou a morar aqui comigo há um ano. Eles trabalham como caseiros do sítio. Os dois continuam limpos”, afirma ele. A clínica, registrada inicialmente como um spa, conta com clínico-geral e psiquiatra. 

Antes de tomar a iboga, os pacientes são submetidos a uma bateria de exames, que comprovem abstinência de substâncias tóxicas de, no mínimo, sete dias. Depois, assinam um termo de responsabilidade. Só então são internados para ingerir a dose, que varia de acordo com o caso. O transe varia de 24 a 36 horas. A compulsão por drogas cessa ao final da “viagem”. 
  
No Instituto Brasileiro de Terapias Alternativas (IBTA), em Paulínea (SP), a atendente informa que é oferecida a iboga junto a terapias e medicina ortomolecular, segundo ela como forma de potencializar o efeito da substância. O tratamento dura cinco dias, com índice de 70% a 80% de recuperação. “A iboga corta a vontade de usar a droga, mas a pessoa precisa querer deixar a vida de viciado”, alerta. Há mais de 10 anos no mercado, a Clínica Cleuza Canan, de Curitiba (PR) solicitou o envio de perguntas por e-mail. Até o fechamento desta edição, porém, as perguntas não haviam sido respondidas.

Propaganda ilegal na mira do eleitor‏

Propaganda ilegal na mira do eleitor 

Internautas já denunciaram à Justiça Eleitoral 49 casos de publicidade abusiva. Infratores serão notificados 

Juliana Cipriani
Estado de Minas: 27/07/2014


Em menos de um mês do início da campanha eleitoral, as denúncias de propaganda irregular começaram, ainda que em pequeno volume, a pipocar nos registros do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que disponibilizou um link para facilitar a participação dos eleitores. Do dia primeiro até quinta-feira (24), os internautas informaram 49 casos de publicidade que consideraram abusivas, a maioria deles referentes a candidatos a deputado estadual e federal. A expectativa da Justiça Eleitoral é que a fiscalização dos eleitores, que ocorre de forma auxiliar ao controle já feito pelo Ministério Público Eleitoral, aumente nas próximas semanas.

As principais queixas foram sobre propagandas supostamente irregulares feitas em páginas na internet, mas os denunciantes também alertaram para outdoors e cartazes, entre outros casos. Nos mesmos primeiros 24 dias em que o portal esteve no ar em 2012, quando a disputa foi para prefeituras e câmaras municipais, havia 422 queixas de eleitores. Nos três meses de campanha daquele ano foram 11.766 registros sobre irregularidade em cartazes, placas, cavaletes, outdoors, banners e outros tipos de material. Também no primeiro mês, em 2010, eram 93 denúncias, mas até o fim do pleito esse número chegou a 2.692.

Segundo o chefe do setor de propaganda eleitoral do TRE, Diogo Cruvinel, o grande número de denúncias recebidas em 2012, em comparação aos outros anos, se deve ao fato de o pleito ter sido municipal, ou seja, com mais candidaturas. Para esta eleição, o TRE espera receber mais acusações. “A tendência é que o número de denúncias aumente à medida que os próprios candidatos intensifiquem suas campanhas, o que normalmente ocorre em períodos mais próximos à data das eleições”, afirmou Cruvinel.

Tudo que os eleitores informam ao TRE é encaminhado pelo próprio sistema ao juiz eleitoral responsável pela área onde a propaganda possivelmente irregular se encontra e, caso se constate o problema, o magistrado determina a notificação do partido ou candidato denunciado para retirar o material em até 48 horas. Se o responsável pela peça não a recolher no prazo, a Justiça Eleitoral retira e, no fim do processo, encaminha todos os documentos ao procurador regional eleitoral para que analise se cabe oferecer representação pedindo multa. Quem fez a denúncia pode acompanhar pela internet os encaminhamentos que foram feitos.

De acordo com o TRE, não é permitida a denúncia anônima, mas o site resguarda todos os dados do denunciante. “Os dados pessoais não são divulgados de nenhuma maneira”, garante Cruvinel. Além da denúncia on -line, o eleitor pode procurar qualquer um dos 351 cartórios eleitorais do estado ou denunciar as propagandas irregulares ao Ministério Público eleitoral. Junto com a opção de denunciar candidatos, o TRE de Minas disponibilizou uma lista do que pode ou não pode ser feito pelos candidatos em campanha eleitoral.

Onde denunciar:

>> No cartório eleitoral mais próximo ou no site do TRE  www.tre-mg.jus.br , no ícone Sistema Denúncia On-line
>> Procurando o Ministério Público Eleitoral pessoalmente ou pelo site www.prmg.mpf.mp.br/eleitoral

LUTO » Brasil perde seu maior astrônomo

LUTO » Brasil perde seu maior astrônomo

Ronaldo Mourão morreu vítima de pneumonia. Doutor em física, a ele foi creditada a descoberta de vários asteroides
Estado de Minas: 27/07/2014


Mourão foi um dos criadores do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Rafael Ohana/CB/D.A Press - 20/9/11)
Mourão foi um dos criadores do Museu de Astronomia e Ciências Afins
Rio de Janeiro – Considerado o maior nome da astronomia brasileira, o astrônomo e físico Ronaldo Mourão, de 79 anos, morreu na madruugada de ontem no Rio de Janeiro, onde seu corpo foi enterrado. Ele havia sofrido um derrame recentemente, e estava internado no Hospital Quinta D’Or com pneumonia. Com dezenas de livros publicados em mais de cinco décadas de profissão, Mourão trabalhou pela democratização de seu campo de conhecimento. Produziu programas de rádio e escreveu para jornais e revistas. Dava entrevistas sobre assuntos de interesse do público leigo, como a existência de vida inteligente em outros planetas e a colonização de Marte, que considerava uma possível forma de contornar a superlotação da Terra no futuro.

 Ronaldo Rogério de Freitas Mourão nasceu no Rio, em 1935. Aos 17 anos, ainda na escola, já publicava artigos científicos. Na Universidade do Estado da Guanabara (hoje Uerj), estudou física. Antes mesmo de se formar tornou-se auxiliar de astrônomo do Observatório Nacional e publicou trabalhos oriundos da observação de Marte em revistas estrangeiras especializadas. Os convites para participar de simpósios internacionais, os quais percorreria a vida toda, começaram ali.

Tornou-se especialista em estrelas duplas visuais, que são aquelas que aparentam estar próximas uma da outra quando vistas da Terra por um telescópio. A ele é creditada a descoberta de uma estrela e de diversos asteroides. Com bolsas, estudou e trabalhou na Bélgica e na França – onde obteve o título de doutor pela Universidade de Paris com distinção em 1977. Mourão era integrante de todas as mais relevantes sociedades de astronomia do mundo. Movido pelo desejo de contribuir para o desenvolvimento da astronomia brasileira, voltou ao país depois do doutorado e reassumiu a função de astrônomo no Observatório Nacional.

Além das estrelas duplas, as maiores contribuições de Mourão para a ciência foram no campo dos asteróides, dos cometas e dos estudos sobre a posição das estrelas e outros corpos celestiais. Rogério Mourão foi o primeiro ganhador do Prêmio José Reis de Divulgação Científica, em 1977, e foi do grupo fundador, em 1984, do Museu de Astronomia e Ciências Afins, no Rio, uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que forma mestres e doutores.

A missão é “ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento científico e tecnológico por meio da pesquisa, preservação de acervos, divulgação e história da ciência e da tecnologia no Brasil.” Em 1988, publicou pela editora Nova Fronteira o Dicionário enciclopédico de astronomia e astronáutica, com cerca de 20 mil verbetes.

Asteroide Mourão


Descoberto em 22 de maio de 1980, o asteroide 2.590 foi batizado de Mourão, em homenagem ao astrônomo brasileiro. O registro do nome foi feito em 2 de julho de 1985, no Miror Planet Circular. Na publicação, Ronaldo Mourão é apontado como astrônomo integrante do programa de descoberta e obervação de pequenos plantes do European Southern Observatory (ESO).