segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ENTREVISTA / MÁRCIA TIBURI:


No barco, em alto-mar - Carlos Herculano Lopes


Autora mergulha na ficção com Era meu esse rosto, narrado na primeira pessoa 
Carlos Herculano Lopes
Estado de Minas: 07/01/2013 
 

Filósofa e escritora - professora de filosofia na Universidade Makenzie (SP)
Quinze anos depois de ter começado o processo de escrita (intervalo em que publicou vários livros de ficção e filosofia), Márcia Tiburi lança 
Era meu esse rosto, narrado em primeira pessoa. Mais que romance de formação, o livro representa mergulho profundo no universo ficcional e mítico da infância da autora, passada no interior do Rio Grande do Sul, onde ela nasceu e viveu boa parte da vida. Dois fios narrativos conduzem a trama: no primeiro, temos o passado do narrador, seu lugar de origem, sua infância e as pessoas conhecidas, especialmente o avô. No segundo, o personagem vive no estrangeiro, chamada V. Autora da Trilogia íntima (com os romances Magnólia, A mulher de costas e O manto), e professora de filosofia na Universidade Makenzie (SP), ela acredita no poder transformador da literatura. “Escrever torna a vida algo suportável e maravilhoso”, disse, em conversa com o Estado de Minas. 


Depois da Trilogia íntima, você chega com Era meu esse rosto, com o qual dá uma guinada na sua literatura, e escreve o que talvez seja o seu livro mais lírico. Como foi essa mudança?
Era meu esse rosto foi o primeiro livro que comecei a escrever. Isso data de 1998. A “trilogia” foi escrita no meio do caminho, entre 2001 e 2008. Considero-a a minha literatura selvagem e, ao mesmo tempo, mais científica, no sentido de que ali se reúnem dois impulsos antagônicos que se mostram o tempo todo: emoção e razão. Havia ali uma vontade de expor a ossatura dos textos (como se eu quisesse mostrar como foi feito um quadro), de ir até a carne das palavras e, ao mesmo tempo, fazer sua anatomia. A ‘trilogia’ é meu “Godel, Escher, Bach...” . Em Era meu esse rosto eu não penso que minha literatura tenha ‘evoluído’, em um sentido metafísico, mas que ela tenha construído certa reconciliação dos impulsos que antes apareciam em tensão. Não sei se consigo me expressar. O que há de racionalidade e de frieza na ‘trilogia’, neste Era meu esse rosto dá lugar ao afeto. Só que o afeto frio. Tem muita melancolia, dor, crítica, mas também muita beleza, poesia, alma. O livro faz elogio do frio de onde nasci, no interior do Rio Grande do Sul, e que carrego comigo e que me faz chorar. 

Foi dolorida essa volta aos locais físicos e aos abismos da infância? Foi uma espécie de catarse?
Sempre é uma catarse no melhor sentido das tragédias. O que é uma família senão o lugar em que se vive a tragédia do existir? Foi uma “elaboração” muito forte. Descobri muitas coisas sobre o mundo de onde vim. E descobri que não me importo de modo algum neste mundo, o que me trouxe um estranho alívio. Descobri meu narrador, descobri V., descobri o frio como afeto. Mas já sabia que a literatura é sempre um barco que vem nos salvar em qualquer naufrágio. Não posso viver sem esse barco no alto-mar que é a vida e onde sempre podemos nos perder.

Então, você acredita no poder transformador da literatura?
Não só acredito nisso; só escrevo por isso. Por outro lado, também acredito que escrever torna a vida algo suportável e maravilhoso. 

Como escrever uma história que há muito estava represada? Como costumam nascer suas tramas?
Essa foi a história que mais elaborei, a que mais escrevi e reescrevi. Sou muito obsessiva e até alguns de meus erros são propositais (gosto do erro na literatura). Demorei a publicar porque o texto pedia calma e demora. Temos que saber respeitar nossos textos, criações, processos. Realmente, acho que as histórias surgem de algum lugar inconsciente e que nos tornamos ligados a elas. No livro que estou escrevendo também é assim. Posso até não gostar do livro, mas ele se faz com vida própria. Sinto-me mais um “meio” pelo qual surge uma história do que “dona” delas.

Escrevendo livro novo?
Tem até título, mas ainda não quero dizê-lo, até porque vai demorar a ficar pronto. Mas percebo uma afinidade profunda com Era meu esse rosto. Tanto na forma quanto no conteúdo. Desta vez é o pai que em Era meu esse rosto era apenas uma sombra do avô. O narrador é novamente um homem que elabora a questão paterna. Um homem que viajou uma única vez para nunca mais voltar. A história se passa entre o Sul do Brasil, a Ilha do Desterro (atualmente Florianópolis) e Berlim. Comecei a ter sonhos que me levaram a escrever esse livro. O resto é segredo. Literatura não é roteiro e é preciso guardar espaço para a surpresa, até para quem escreve.

Era meu esse rosto foi o livro em que você voltou mais profundamente em suas raízes? Onde está a ficção nele?
Um romance é sempre ficção. A literatura nasce no nascimento do narrador. Há uma história e um modo como essa história pode ser contada. Mas a base é a vida, uma impressão, uma ideia, uma sensação, uma pessoa que vira personagem. Só que a “verdade” da vida não existe para a literatura. Mas esse livro tem muito a ver com a vida que vivi, é o que poderia virar literatura.

Você tem formação em filosofia, dá aula de filosofia. Até que ponto isso interfere na sua literatura e vice-versa?
Acho que qualquer formação entra no modo como fazemos literatura. Artistas visuais, médicos, funcionários públicos, jornalistas... quem escreve não deixa sua aprendizagem fundamental e sua história de lado, pois elas constroem também uma posição diante da vida. Acho que o fato de desenhar também afeta tudo isso (Kafka, Bruno Schulz, Ana Miranda, quantos escritores foram artistas visuais, plásticos, gráficos?). Não quero demonstrar teses filosóficas com meus romances, mas sei que, com o fato de ler e escrever filosofia, tendo a uma atenção radical ao texto. Filosofia é também literatura e literatura é, a meu ver, filosofia. E ao mesmo tempo, num paradoxo maravilhoso, elas são antagônicas no ponto em que filosofia é diálogo e não escrita nem narrativa. 

Você vive viajando Brasil afora. Costuma escrever quando está na estrada?
Nos últimos anos, tenho viajado muito nessa vida de militante da leitura. Tenho escrito contos e crônicas talvez por isso. O texto curto combina mais com a viagem curta, que é do tipo que venho fazendo. Mesmo assim, em meio a toda essa andança, escrevia um romance desde o fim de 2009, e que terminei agora, em 2012. E comecei outro logo em seguida. Claro que as condições concretas interferem na disciplina, em todo o processo de criação. Mas consigo abstrair facilmente, sobretudo se estou em lugares impessoais. Deixo os problemas para lá, as chateações, e me ponho a escrever. Tem gente que acha que escrevo porque sou muito disciplinada. Que nada... sou disciplinada porque abstraio das horas chatas com muita facilidade. Com todo o respeito, acho a vida cotidiana muito desinteressante, por isso prefiro entrar na minha torre de observação e reflexão fictícias e ficar por lá. Pode ser num aeroporto, no ônibus, no hotel. Escrevo como quem simplesmente está no mundo e não tem literalmente nada melhor para fazer.

Movidos a energia ( avião elétrico ) - Alfredo Durães‏

Teste com avião elétrico no Brasil é mais um passo para consolidação desse tipo de combustível em vários meios de transporte. Hidrelétrica de Itaipu Binacional está à frente das pesquisas 

Alfredo Durães
Publicação: 07/01/2013 04:00

”No campo energético, esse é o assunto do momento no mundo.” A avaliação é do engenheiro elétrico Celso Novais, de 53 anos, um paulista que há 22 anos trabalhou na Itaipu Binacional, uma das maiores hidrelétricas do mundo, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O assunto em questão é a mobilidade elétrica sustentável, ou, trocando em miúdos, a eletricidade como substituta dos combustíveis fósseis em veículos de qualquer serventia, até mesmo aviões. Para o engenheiro, já não restam dúvidas de que os veículos de um futuro bem próximo serão todos elétricos ou híbridos (com duas fontes de energia, a elétrica incluída). 

Em 2006, uma parceria da Fiat Automóveis e da Itaipu colocou em uso vários automóveis Siena elétricos na usina, veículos que ainda circulam. Desde então, a hidrelétrica, por meio do Projeto Veículo Elétrico (VE) – desenvolvido pela Itaipu Binacional e parceiros e coordenado pelo engenheiro Novais –, desenvolveu protótipos de Jeeps 4x4 e micro-ônibus. No fim de outubro, o VE começou estudos para desenvolver o primeiro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Brasil. O único VLT produzido no país é o da empresa cearense Bom Sinal, que tem motor movido a diesel e biodiesel. Os engenheiros e técnicos de Itaipu trouxeram a Foz do Iguaçu um modelo em escala real do VLT da Bom Sinal. A primeira etapa do trabalho, com duração prevista de um ano e meio, vai promover a acomodação do sistema de tração elétrica ao protótipo, para depois desenvolver uma versão elétrica do VLT.
Outra frente aberta pelo projeto é o desenvolvimento de um avião movido a eletricidade, em parceria com a fabricante brasileira de aeronaves ASC Aviation, de São José dos Campos (SP). A empresa paulista produz um pequeno e moderno modelo esportivo, o ACS 100 Sora, usado também para acrobacias aéreas, que hoje voa com motor a combustão. A ideia é colocar no ar o primeiro avião elétrico brasileiro já neste ano. Celso Novais explica que a nova linha de pesquisa vai agregar ao trabalho conhecimentos sobre o uso de materiais compostos – largamente usados na aviação, sendo extremamente leves e altamente resistentes – para a redução do peso dos protótipos. 

No campo dos automóveis elétricos, ele observa que o cidadão comum, pelo menos no Brasil, ainda não tem oferta deles. "E mesmo que tivesse, não seria uma compra interessante, pois seu custo é mais do que o dobro de um convencional. Os automóveis elétricos têm autonomia de até 130 quilômetros e precisam de uma carga de oito horas na bateria. Ela pode ser feita por meio de uma tomada de residência, por exemplo." O engenheiro diz que, com 7 bilhões de habitantes no planeta, não há outra saída que não seja repensar o uso de combustíveis fósseis para promover a sustentabilidade e a redução da emissão de gás carbônico (CO²). "Veja bem, um veículo movido a gasolina, diesel ou álcool tem 80% de sua energia desperdiçada em calor e poluição, ao passo que um elétrico aproveita de 80% a 85% de sua energia", explica, acrescentado que esse último não polui e é silencioso.

Celso Novais acredita que a própria indústria automobilística mundial não tem interesse imediato no uso de veículos elétricos, "pois ela não vai atirar em seu próprio pé, visto que tem toda uma estrutura preparada para fornecer os atuais carros". Mas afirma que "todos os grandes fabricantes têm projetos e protótipos de elétricos guardados na gaveta, pois sabem que esse vai ser o caminho". O engenheiro destaca que o peso do protótipo e a autonomia das baterias são os grandes problemas enfrentados pelos carros elétricos e faz um paralelo com a bateria dos telefones celulares. "Quando a telefonia móvel surgiu, as baterias eram imensas e com carga de pouca duração. A evolução foi a que se viu e hoje temos baterias bem pequenas e com longa duração. Esse vai ser o futuro dos carros elétricos", afirma, acrescentando que a China é que vai puxar a fila, pois é o país mais preparado para tanto.

 AVIÃO ELÉTRICO No caso da associação com a ASC Aviation para implantar o modelo elétrico no avião ACS 100 Sora, o engenheiro comenta que a empresa paulista foi apresentada ao Projeto VE por funcionários da Embraer, a gigante aeronáutica brasileira. O interesse era desenvolver um motor elétrico para o pequeno Sora e o nome da Itaipu Binacional logo surgiu como referência no setor. "A ACS é uma empresa com apenas seis anos de vida, mas com altíssima tecnologia, formada por profissionais competentes e com muito conhecimento na área de aeronáutica", afirma Novais.

Ele diz que o avião, em si, não é uma prioridade para o Projeto VE, mas é um meio de transporte em que o pouco peso dos componentes é fator determinante. A ACS desenvolveu, por exemplo, uma asa que é tão resistente que suporta 10 sacos de cimento em cada ponto. Ao mesmo tempo é superleve, pesando cerca de 60 quilos cada. "Essa combinação de materiais que resulta em pouco peso, esse know-how é o que estamos procurando, visto que a redução do peso dos protótipos é o caminho mais rápido e eficiente para melhorar a autonomia dos veículos elétricos. E também aprimorar a densidade energética das baterias, o que requer mais tempo e altos investimentos."
Desde setembro, integrantes do Projeto VE acompanham testes com o Sora em São José dos Campos e levantam informações como a potência necessária para decolar e taxiar na pista. Se tudo correr conforme o planejado, o primeiro avião elétrico brasileiro vai decolar da pista de Itaipu, na margem paraguaia de Itaipu Binacional, em agosto. 
 
ASAS DO FUTURO O engenheiro mecânico Alexandre Zaramella, de 38, é mineiro de Belo Horizonte e formou-se pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele é diretor-presidente da ACS Aviation e igualmente acredita que a energia elétrica é o combustível do futuro para o transporte. "Estamos testando a eletricidade em um modelo de avião já consolidado. Estamos na fase experimental, com vistas a chegar ao lado comercial. Trata-se de uma inovação no Brasil, mas podemos afirmar que a produção de aviões elétricos ainda é bem incipiente no mundo todo. Todos estão no mesmo patamar e há grandes fabricantes interessados no assunto, como a Boeing, que já testa modelos híbridos", afirma. A ACS Aviation é parceira do Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) da UFMG.

Ação de gene potencializa o consumo de álcool - Bruna Sensêve‏

Pesquisadores identificam o mecanismo que leva as pessoas a exagerarem no uso de bebidas para prolongar a sensação de prazer 

Bruna Sensêve

Estado de Minas: 07/01/2013 

A partir de três experimentos, uma equipe de psiquiatras e geneticistas da Universidade de King’s College de Londres, no Reino Unido, identificou o mecanismo que faz com que portadores de uma variação do gene RASGRF2 tenham mais tendência para o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. O gene ligado ao alto consumo de álcool já havia sido identificado por cientistas, mas o processo que faz com que a informação genética se expresse e leve a um determinado comportamento ainda era um mistério.

De acordo com os resultados, o RASGRF2 atua diretamente na liberação pelo cérebro da dopamina, um neurotransmissor estimulante que passa ao corpo as sensações de prazer, de gratificação e de recompensa, e que normalmente é produzido durante situações agradáveis ao indivíduo. Quando liberado, os efeitos são percebidos com o aumento da pressão e da oxigenação do sangue, além de batimentos cardíacos mais acelerados. Tudo isso para que pensamentos e ações ligados à alegria, à satisfação e ao entusiasmo possam ser percebidos e vivenciados.

O uso de drogas como o álcool influencia na liberação da dopamina no cérebro, levando a pessoa a ter essas mesmas impressões. O problema é quando ela, no intuito de evitar que essas sensações acabem, exagera na ingestão de bebidas alcoólicas. O gene RASGRF2 está envolvido nesse exato processo. Ele faz com que seus portadores liberem ainda mais dopamina ao ter contato com situações que identificam como gratificantes, entre elas o consumo de álcool. 
Segundo Gunter Schumann, autor do estudo e professor do Instituto de Psiquiatria da King’s College e do Centro Psiquiátrico de Desenvolvimento e Genética de Londres, as pessoas naturalmente buscam situações que preencham o sentimento de recompensa e as façam felizes. “Agora entendemos a cadeia de ação: como nossos genes moldam essa função no nosso cérebro e como isso, por sua vez, leva a um comportamento humano”, comemora.

O primeiro teste feito pelos cientistas observou o comportamento de dois grupos de camundongos. Um era formado por portadores da variação genética estudada e o outro teve esse mesmo gene excluído. Ao entrar em contato com o álcool, as cobaias que não tinham o gene RASGRF2 tiveram uma grande diminuição no “desejo” pelo álcool. Quando a substância era ingerida, a falta do gene reduziu a liberação de dopamina, deixando os animais sem a sensação característica de gratificação.

Entre adolescentes O consumo de álcool no Brasil inicia-se na faixa dos 13/14 anos, tornando-se mais frequente aos 16. De acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, 70% dos jovens entre 13 e 15 anos residentes nas grandes capitais já experimentaram pelo menos uma vez uma bebida alcoólica. Os indicadores são parecidos com os de outros países, incluindo o Reino Unido, onde foi feita a pesquisa.

Depois de analisar os camundongos, os cientistas estudaram os resultados de ressonância magnética do cérebro de quase 700 meninos com idade média de 14 anos, além de analisar a carga genética, comprovando a presença da variação em RASGRF2. Os participantes do estudo não haviam sido expostos a quantidades significativas de álcool. As informações sobre ação da expressão genética foram medidas expondo os jovens a situações em que pode ser reproduzida uma sensação similar de gratificação e recompensa. 

Os dados mostraram que os portadores da variação genética estudada tinham maior ativação de uma área do cérebro conhecida como estriado ventral, envolvida na produção de dopamina, sugerindo, então, que eles liberam mais dopamina ao antecipar uma recompensa futura e, consequentemente, obtêm maior prazer com a experiência.
Por último, e para confirmar os resultados iniciais, os mesmos participantes foram convidados a retornar ao laboratório do professor Schumann dois anos depois da primeira visita para responder a um questionário. As perguntas tratavam diretamente sobre frequência e a quantidade de ingestão de bebidas alcoólicas. Como esperado, aqueles com a variação no gene RASGRF2 bebiam com maior frequência que os outros.

Influência social O psiquiatra Paulo Mattos, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, no Rio de Janeiro, lembra que a dependência de álcool e de outras drogas não está vinculada apenas a fatores genéticos, mas a um conjunto deles e de outros dois aspectos. Um deles é o social — se é uma sociedade mais restritiva ou na qual o consumo é mais aceito — o outro, o perfil psicológico da pessoa. “O álcool tem um grande potencial de dependência nesses três fatores. O efeito é tranquilizante e recompensatório, muito gratificante para pessoas ansiosas e depressivas, por exemplo. As chances de elas se tornarem dependentes fica muito maior também”.

Não se pode ainda mensurar qual fator pode se sobrepor aos outros, mas Mattos ressalta a importância de investigar o genético como um dos determinantes. “Diferentemente de outras pesquisas, esse gene não está relacionado à dependência alcoólica, mas à sensação de recompensa relacionada com a liberação da dopamina. Na verdade, qualquer coisa que eu faça e que me dê prazer vai liberar dopamina. Pode ser alimentação, sexo, droga ou até um ato de caridade.” Segundo o autor do estudo, identificar esses fatores de risco genético para o abuso precoce de álcool pode ajudar no desenvolvimento de ações preventivas e de tratamento para a dependência de álcool  e, talvez, de outras drogas
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TV PAGA


Estado de Minas:07/01/2013

Da cor do mar
Sintonizado com a estação, o canal GNT preparou programas especiais de verão para o mês de janeiro. Hoje, às 21h30, estreia a temporada temática de Superbonita, gravada em Búzios, que falará sobre cores do verão. A primeira convidada é a atriz Giovanna Ewbank, que revela a Luana Piovani como realça seus olhos com maquiagem. A cor tratada no episódio será azul.

Canal Viva vai reprisar a 
minissérie Um só coração 

O canal Viva começa a reprisar hoje, às 23h15, a série Um só coração, ambientada na cidade de São Paulo, que este mês completa 459 anos. A produção retrata o crescimento da capital paulista no período de 1922 a 1954. No elenco, nomes como Ana Paula Arósio, Erik Marmo, Cássia Kis Magro, Eliane Giardini, Edson Celulari, Tarcísio Meira, Marcello Antony, Daniel de Oliveira, Letícia Sabatella, Maria Fernanda Cândida Helena Ranaldi, Débora Falabella e Paulo Goulart.

Globo News entrevista o 
alemão Werner Herzog

No primeiro programa de 2013, o Milênio traz uma entrevista exclusiva com o premiado cineasta alemão Werner Herzog. O papo, com o repórter Marcelo Lins, vai ao ar hoje, às 23h30, na Globo News. Entre outros assuntos, Herzog fala sobre cinema e as temáticas que mais o influenciaram em seus filmes, como a 2ª Guerra Mundial. 

Cronenberg inventa de se 
meter entre Freud e Jung

Por falar em cinema, o Telecine Premium estreia hoje, às 22h, o longa Um método perigoso, em que o diretor David Cronenberg mostra a relação entre Carl Jung e Sigmund Freud e o nascimento da psicanálise, tendo no elenco Michael Fassbender, Keira Knightley e Viggo Mortensen. Ainda na faixa das 22h, o assinante tem mais três boas opções: O turista, na HBO; Predadores, no FX; e Filhos da esperança, na MGM. Outras atrações da programação, todas às 21h: O segredo de Brokeback Mountain, no Cinemax; Rebobine, por favor, no Boomerang; Plano B, no Max HD; e Hudson Hawk – O Falcão esta à solta, no Comedy Central.

Saiba como Júlio César 
criou o Império Romano

O +Globosat estreia hoje, às 23h, a série de documentários Life on fire, que mostra a fauna, flora e formas de vida que habitam locais perto de vulcões, dos abismos oceânicos aos picos cobertos de neve. Outro documentário que merece a atenção do assinante é Batalhas a.C., às 19h, no canal History, hoje analisando as estratégias de guerra de Júlio César, o general que construiu as bases do Império Romano. No natGeo, às 23h, estreia a série documental Traficantes.

Vila em Botafogo era um
reduto contra a ditadura

Por fim a música. No Canal Brasil, às 18h45, o pianista Vítor Gonçalves e o guitarrista Bernardo Ramos são os convidados do programa Estúdio 66, apresentado por Zé Nogueira. Na mesma emissora, às 22h, vai ao ar o documentário Casa 9, sobre uma casa mantida por Jards Macalé e pelo cineasta Luiz Carlos Lacerda em uma vila em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na década de 1970, abrigando artistas que buscavam liberdade para criar em plena ditadura militar. E no SescTV, às 22h, o violonista, arranjador e compositor Gilson Brito faz show na série Instrumental Sesc Brasil.

FILMES

16h05 na Globo
QUEREM ACABAR COMIGO
(Are we there yet?) – EUA, 2005. Direção de Brian Levant, com Ice Cube e Nia Long. Playboy solteirão arruma namorada divorciada e com dois filhos. Como nunca aceitaram qualquer namorado da mãe, as crianças vão infernizar a vida do playboy.
22h20 na Globo
X-MEN ORIGENS: WOLVERINE
(X-Men origens: Wolverine) – EUA, 2009. Direção de Gavin Hood, com Hugh Jackman e Liev Schreiber. A história do passado violento e romântico de Wolverine, de seu complexo relacionamento com Dentes de Sabre e do ameaçador programa Arma-x.


0h55 na Globo
CHEGA DE SAUDADE
Brasil, 2008. Direção de Laís Bodanzky, com Paulo Vilhena, Maria Flor, Leonardo Villar 
e Tônia Carrero. A vida 
de vários personagens se 
cruza em um baile em 
um clube de dança desde quando o salão abre suas portas, pela manhã, até seu fechamento.