quarta-feira, 27 de agosto de 2014

TeVê

TV PAGA » Novas famílias
Estado de Minas: 27/08/2014


 (GNT/Divulgação )

Estreia hoje, às 20h30, no canal GNT, a série documental Família é família. Dirigida por João Jardim, do longa Getúlio e dos documentários Janela da alma e Lixo extraordinário, a produção conta a história de configurações familiares que rompem com a estrutura convencional. O primeiro episódio apresenta o casal Renato e Susana, pais dos gêmeos Theo e Gabriel (foto).

NatGeo leva assinante em uma viagem pelo mundo

Ainda no segmento dos documentários, o NatGeo lista belos destinos de viagem em um especial que vai ao ar às 20h, reunindo os episódios “Ilhas Galápagos”, “Islândia”, “Fiji” e “Ilhas artificiais de Dubai” e o programa A costa selvagem da Califórnia. No Film&Arts, às 20h, vai ao ar o terceiro e último episódio da série Sexo e sensibilidade: O encanto da art nouveau, focalizando artistas como Gustav Klimt e
Josef Hoffman.

Canal dedicado aos curtas  exibe também um longa

No canal Curta!, são dois os destaques. Às 20h, em A vida é curta!, a emissora emenda cinco filmes: À margem da imagem, de Evaldo Mocarzel; Os Mutantes, de Antonio Carlos Fontoura; O vermelho de Selarón, de Rafael Bacelar e Rodolfo Gomes; Copa Mixta, de José Joffily; e Rota de colisão, de Roberval Duarte. Às 21h, estreia o longa Leila Diniz, cinebiografia da atriz, morta em 1972, em um desastre aéreo, dirigida por Luiz Carlos Lacerda.

Drama, ação e humor na
programação de cinema

Se o assunto é filme, o Telecine Cult é destaque também com o último especial Ao mestre com carinho, exibindo os clássicos O que a carne herda, de Elia Kazan, às 20h05; e Touro indomável, de Martin Scorsese, às 22h. No Megapix, a opção é a velocidade, com os longas Corrida mortal (17h30), Carros (19h40), Velozes e furiosos 4 (21h50) e Incontroláveis (23h55). Ainda na faixa das 22h, no Arte 1, a atração é A flor do meu segredo, de Pedro Almodóvar. No mesmo horário, o assinante tem mais oito alternativas: O sal da terra, no Canal Brasil; Mundos opostos, no Telecine Premium; As bem-armadas, no Telecine Pipoca; Por amor e honra, no Telecine Touch; Chamada de emergência, na HBO; Quero matar meu chefe, na HBO 2; Guia do fim para iniciantes, no Max Prime; e Negócio arriscado, no TCM. E mais: Lula, o filho do Brasil, às 19h35, no MGM; O exterminador do futuro: a salvação, às 21h45, no Universal; X Men 3: o confronto final, às 22h30, na Fox; e O justiceiro – Em zona de guerra, também às 22h30, no FX.

Artistas fazem show em  homenagem a Tim Maia

Para fechar, música com o show Tributo a Tim Maia, gravado no Sesc Pinheiros, em São Paulo, em fevereiro de 2013, com Izzy Gordon, Sandra de Sá, Simoninha e a Banda do Síndico. às 22h, no SescTV.

CARAS E BOCAS » Faltou troféu para tantas novidades





Bryan Cranston deu um beijaço em Julia Louis-Dreyfus na festa do Emmy (Kevin Winter/Getty Images/AFP )
Bryan Cranston deu um beijaço em Julia Louis-Dreyfus na festa do Emmy

Ainda não é o Oscar, mas está chegando perto. Principal premiação da TV americana, o Emmy, a cada novo ano, reflete o bom momento da televisão e o alto nível das produções, em contraponto à crise de originalidade em Hollywood. No entanto, o resultado da edição 2014, em cerimônia ocorrida na noite de anteontem, foi um tanto previsível, para não dizer conservadora diante de tantas novidades.

Ok, Breaking bad é apresentada como o marco do entretenimento da produção televisiva, com sua narrativa ousada, que aposta na metalinguagem, história fragmentada e no politicamente incorreto. Mas ao levar cinco troféus – incluindo o quinto Emmy a Bryan Cranston pelo impagável Walter White – , Breaking bad tirou da jogada produções tão boas quanto. A grande perda foi True detective, de longe o grande momento da TV em 2014, que só levou um troféu para direção (Cary Fukunaga). Matthew McConaughey, como o obsessivo detetive Rust Cohle, está ainda melhor do que como Ron Woodroof, o protagonista de Clube de compras Dallas, que lhe garantiu, no início do ano, seu primeiro Oscar.

O prêmio de melhor atriz dado a Julianna Margulies por The good wife é da mesma tendência – em 2011, ela levou o mesmo troféu pela advogada Alicia Florrick. Com seus silêncios, discrição e altivez dissimulada, Robin Wright, nome de peso em House of cards, talvez seja um espelho ainda mais preciso da briga pelo poder que cerca os bastidores de Washignton do que o egocêntrico e afetado Frank Underwood de Kevin Spacey.

Na seara das comédias, a situação foi igualmente repetitiva. Jim Parsons, o Sheldon do sitcom The big band theory, ganhou o troféu pela quarta vez, conseguindo até virar piada do ótimo Ricky Gervais, mais uma vez deixado de lado por seu Derek. Modern family, outra produção recorrente nos palcos do Emmy, sagrou-se com três troféus, incluindo a melhor série de comédia. Mostra que os EUA estão deixando de olhar para o próprio umbigo foram os três prêmios à britânica Sherlock, algo que realmente só seria possível ser feito na terra da rainha.

Mas nem só do consagrado foi a premiação. Fargo, outro grande momento da TV neste ano, levou a melhor como minissérie. Prova de que beber na fonte do cinema (Fargo é um dos melhores filmes dos irmãos Cohen), mas sem copiá-lo, pode trazer bons resultados. E com TV cada vez mais cinema (no sentido da inventividade), não faltaram carinhas da telona dando pinta na telinha. A mais célebre delas, Julia Roberts, fortalecia a equipe de The normal heart (que tinha ainda Mark Ruffalo), melhor telefilme, que emocionou a plateia ao levar para o palco o ativista gay em cuja trajetória se baseia a história.

Para quem estava mais preocupado com o espetáculo de TV do que propriamente com quem levaria cada troféu, o Emmy teve seus momentos. Figura que se consagrou na década de 1990 por versões cheias de deboches de hits da música pop, “Weird Al” Yankovic voltou renascido com um número musical que fez o mesmo com séries campeãs de audiência como Mad men, Scandal e Game of thrones. Cranston e Julia Louis-Dreyfus (melhor atriz por Veep) ainda protagonizaram a melhor cena da noite: deram um beijaço em frente às câmeras, cenas que os dois haviam feito décadas atrás em Seinfeld. Na época, ela já era uma estrela da TV, e ele, simplesmente uma escada. (Mariana Peixoto)

VIVA

A reprise dos melhores momentos do Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, aos  domingos, na TV Cultura e Rede Minas.

VAIA

Fantástico (Globo). O programa é cada vez mais dispensável. Matérias batidas e quadros de  humor idem.  

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