sábado, 15 de dezembro de 2012

Mônica Bergamo



Paula Klien
folha de são paulo
TRABALHO QUE ALIMENTA
Oscar Niemeyer, que faria 105 anos hoje, posou em julho para Paula Klien em seu escritório na avenida Atlântica. Uma das imagens foi para a exposição "Edible", que a fotógrafa fez no Rio -o retrato ao lado é inédito. Na ocasião, Paula perguntou ao arquiteto de que ele se alimentava, um dos temas da mostra. Niemeyer respondeu: "Me alimento de trabalho todos os dias".
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DEUS UNE
A TV Globo recebeu a visita da Confederação dos Conselhos de Pastores Evangélicos em seus estúdios recentemente. Sugeriu que os pastores organizassem um calendário nacional com os grandes eventos evangélicos para fornecer à emissora carioca.
ALELUIA
Entre os eventos que teriam cobertura maior está a Marcha para Jesus, manifestação religiosa que chega a reunir mais de 300 mil pessoas em passeata em SP. Em contrapartida, os evangélicos apoiariam iniciativas da Globo como o festival de música gospel Promessas, que será exibido hoje.
DO CORAÇÃO
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, tirou do armário a camiseta do São Paulo. Um dia depois da conquista do título da Copa Sul-Americana de futebol, vestiu o uniforme tricolor para ir às sessões de fisioterapia.
STF VERSUS CONGRESSO
E outros integrantes do Supremo estavam preocupados ontem com a possibilidade de o ministro Luiz Fux dar liminar suspendendo a votação, pelo Congresso, do veto da presidente Dilma Rousseff que garante ao Rio e ao Espírito Santo a atual distribuição dos royalties do petróleo. Acham que o momento é o pior possível: o da discussão da perda de mandato de parlamentares condenados no mensalão.
TÃO DELICADO
Os dois temas são delicados, já que neles se discute até que ponto o STF invade ou não atribuições exclusivas do parlamento. Até magistrados que defendem que o STF determine a cassação acham que, em casos de suspensão de deliberação do Congresso, todos os ministros deveriam participar da discussão -e não apenas um, decidindo por liminar.
PADILHA NA ESTRADA
Quem passar pela rodovia Presidente Dutra hoje, na altura do pedágio Arujá, vai topar com o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
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Ele vai panfletar e conversar com motoristas sobre o risco de beber e dirigir.
EU GOSTO DE TEATRO
Luiz Villaça, que estreou na direção teatral no ano passado, ensaia agora seu segundo espetáculo: "A Descida do Monte Morgan", de Arthur Miller.
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No elenco, Ary França, Lavinia Pannunzio, Ju Colombo e Paula Ravache, entre outros. A estreia será em março, no teatro do Masp.
LAERTE MONROE
O cartunista Laerte, que se veste como mulher, será capa da próxima edição da revista gay "Junior".
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Ele mesmo fez uma ilustração em que é retratado em "versão tropical" de Marilyn Monroe no filme "Diamonds are a Girl's Best Friend".
NARRATIVA
Deficientes visuais de sete instituições, como o Instituto Benjamin Constant e a Fundação Dorina Nowill, ganharão audiobooks dos 12 livros finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura deste ano. O material será doado pelo instituto Oi Futuro.
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É PIQUE
A empresária Maythe Birman reuniu as amigas no restaurante Fasano para comemorar seu aniversário. A estilista Lilly Sarti e a ex-modelo Marina Sanvicente foram cumprimentá-la.
TRAÇOS
O livro "Roberto Loeb", sobre a obra do arquiteto, foi lançado anteontem na galeria Marilia Razuk, em São Paulo. Silvana Rosso com a filha Annita e Sergio e Kati Loeb passaram por lá.
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CURTO-CIRCUITO
A galeria Zipper inaugura hoje, a partir das 14h, a exposição coletiva "Imagem Mi(g)rante".
Cássio Reis apresenta hoje a campanha Dê uma Mãozinha para o Boldrini, do hospital de câncer infantil Boldrini, em Campinas. O telefone para doar R$ 10 é  0500-3787-010.
A Baby.com fechou parceria com o hospital Albert Einstein para oferecer uma lembrança às mães que tiverem seus bebês lá.
O modelo brasileiro Marlon Teixeira estampa a capa da "Vogue Itália".
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    Osesp toca Chico Buarque e ópera negra de Gershwin


    CRÍTICA / MÚSICA
    Brasileiro, presente ao concerto, aprova adaptação, reapresentada hoje
    CARLOS CALADOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO
    As dezenas de poltronas vazias, na Sala São Paulo, só poderiam ser justificadas pelas chuvas que inundaram parte da capital paulista anteontem.
    Bastava ver o compositor Chico Buarque e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sentados lado a lado, na plateia, para saber que o programa de encerramento do ano executado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) era mesmo especial.
    Uma opereta de Leonard Bernstein (1918-1990), uma suíte de canções de Chico Buarque e a polêmica ópera negra de George Gershwin (1898-1937) não compõem um programa indicado para ouvidos tradicionalistas, especialmente aqueles que ainda resistem a aceitar a convivência da música popular com a chamada música erudita.
    Adicionada ao programa, a extrovertida abertura da opereta "Candide" foi regida quase com fúria pelo jovem maestro Yuri Azevedo -vencedor do prêmio Eleazar de Carvalho, no Festival de Inverno de Campos de Jordão deste ano.
    O peso orquestral dessa peça criou contraste sonoro bem adequado para que a plateia sentisse as sutilezas da inédita "Suíte Chico". Atendendo a convite da orquestra, o maestro e arranjador Luiz Cláudio Ramos, também presente, escreveu-a a partir de quatro canções do parceiro, valorizando a beleza das melodias.
    Regida por Marin Alsop, a Osesp torna-se uma pequena orquestra de câmara na parte inicial da suíte, que une as toadas "Querido Diário" e "Paratodos". Sopros e cordas formam delicadas texturas sonoras na valsa "Nina", que precede a conclusão com o samba "Dura na Queda".
    TENSÃO DE ESTREIA
    Talvez a curta duração da peça, ou mesmo a tensão típica das estreias, expliquem o fato de a plateia ter-se mostrado menos efusiva do que o próprio Chico, ao se levantar para aplaudir a orquestra.
    É bem provável que a plateia do último concerto desse programa (hoje, às 16h30) possa presenciar uma performance mais brilhante.
    Reforçada, como manda o figurino operístico, por um grande coro e pelos cantores Indira Mahajan, Alison Buchanan, Larry D. Hylton e Derrick Parker, a Osesp fechou a noite com excertos de "Porgy and Bess", ópera de Gershwin de 1935 que aproximou o gênero ao universo do jazz por meio de formas musicais afroamericanas, como os "spirituals" e as "work songs".
    É natural que aqueles que conheceram as canções dessa ópera por meio de interpretações mais modernas de jazzistas como Miles Davis, Ella Fitzgerald ou Louis Armstrong, já nas décadas de 1950 e 1960, estranhem um pouco a estética original da obra de Gershwin.
    Hoje, ela pode ser vista como uma antiga foto em sépia, que, décadas depois, como qualquer obra clássica, mantém sua aura artística e força emotiva.

    Drauzio Varella


    Refrigerantes açucarados
    Bebidas açucaradas são pobres em nutrientes, não induzem saciedade e estão ligadas a maus hábitos
    A OBESIDADE é a maior das ameaças à saúde do século 21. O processo inflamatório crônico, os hormônios e os mediadores químicos produzidos e liberados pelo tecido adiposo, acumulado em excesso, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, metabólicas, pulmonares e de diversos tipos de câncer.
    No Brasil, metade da população adulta está acima da faixa de peso saudável. Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa 70%: cerca de 30% estão com excesso de peso, 30% são obesos e 10% sofrem de obesidade grave. A continuarmos no mesmo ritmo, é provável que nos próximos dez ou 20 anos estejamos na situação deles.
    A característica mais assustadora dessa epidemia é o número crescente de crianças e adolescentes obesos, consequência do acesso ilimitado a alimentos de alta densidade energética e da vida em frente da TV e dos computadores.
    O impacto dessa nova realidade será tão abrangente, que a próxima geração provavelmente terá vida mais curta do que a atual, previsão demográfica que os avanços da medicina não conseguirão reverter. Os custos da assistência médica aos portadores das doenças crônicas associadas à obesidade arruinarão as finanças dos sistemas de saúde de países como o nosso.
    O consumo de refrigerantes e sucos açucarados é uma das maiores fontes de calorias ingeridas por crianças e adolescentes. Um levantamento mostrou que os adolescentes americanos consomem em média 357 calorias diárias dessa fonte. É possível que os nossos não fiquem para trás.
    Se para cada 9 mil calorias ingeridas em excesso o corpo acumula um quilo de gordura, um exagero de apenas 357 calorias por dia significa um quilo a mais por mês ou 12 kg a cada ano que passa.
    Ao contrário dos carboidratos complexos contidos nos alimentos ricos em fibras, como as frutas e as verduras, as bebidas açucaradas são pobres em nutrientes, não induzem saciedade e estão ligadas a maus hábitos alimentares, como o consumo de "fast food", doces, biscoitos e salgadinhos empacotados.
    Acabam de ser publicados três estudos sobre a relação entre refrigerantes e obesidade em crianças e adultos.
    No primeiro, um grupo de Harvard acompanhou cerca de 33 mil mulheres e homens, que tiveram a predisposição genética avaliada por meio da detecção laboratorial de 32 genes ligados à obesidade.
    Os resultados mostraram que quanto maior o número desses genes e maior o consumo de refrigerantes com açúcar, maior o risco de ganhar peso. Por exemplo, entre os portadores de 30 genes, o número de obesos foi cinco vezes mais alto do que naqueles sem nenhum dos 32 genes, mas que consumiam o mesmo volume de refrigerantes.
    Essa é uma demonstração inequívoca da interação existente entre o patrimônio genético e os fatores ambientais: pessoas predispostas geneticamente são mais suscetíveis aos efeitos adversos das bebidas açucaradas. As intervenções destinadas a reduzir o consumo delas devem ser dirigidas principalmente para essa subpopulação.
    No segundo estudo, um grupo da Universidade de Amsterdã distribuiu refrigerantes com e sem açúcar para 641 crianças de cinco a 12 anos. As bebidas vinham sem nenhuma indicação no rótulo que permitisse à criança identificar se continham açúcar ou adoçante artificial.
    Depois de 18 meses, os que recebiam os refrigerantes com açúcar pesavam em média 1,02 kg a mais, apresentavam maior relação cintura/altura e maior quantidade de gordura no corpo.
    No terceiro, também conduzido em Harvard, 224 adolescentes obesos ou com excesso de peso foram divididos em dois grupos. No grupo-controle, os participantes continuaram a tomar a mesma quantidade de refrigerantes que estavam habituados a consumir todos os dias, enquanto os demais praticamente pararam de tomá-los. Depois de um ano, os adolescentes do grupo-controle pesavam em média 1,9 kg mais. Dois anos mais tarde, essa diferença havia desaparecido.
    Tomados em conjunto, esses três estudos sugerem que as calorias dos refrigerantes não são a única causa, mas contribuem para a disseminação da epidemia de obesidade.
    As recomendações do Ministério da Saúde para que crianças e adultos evitem refrigerantes e sucos açucarados e, principalmente, aumentem os níveis de atividade física, devem ser levadas à sério.]FOLHA DE SÃO PAULO]

    Painel das Letras


    folha de são paulo
    A primeirona
    É a Apple, e não a Amazon, a loja que mais está vendendo e-books no país. E muito mais. O dado surpreendeu o mercado, especialmente porque a Apple chegou na surdina e vendendo livros em dólares, com cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
    O Google Play também tem ido bem, embora mostre pouca intimidade com o mercado nacional -em email recente aos usuários, a empresa informou que em breve as compras poderão ser feitas em "pesos brasileiros".
    A Amazon, cujas vendas decepcionaram, vende até menos que a Saraiva em alguns casos. Ambas estão à frente da Kobo, parceira da Livraria Cultura. Entre as pequenas editoras, a KBR, entusiasta da Amazon, informa que tem vendido mais na loja que em qualquer outra. Nenhuma das lojas divulga números de vendas.
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    // VIVALEITURA SÓ EM 2013
    O Prêmio Vivaleitura, que em 2012 passou à alçada da Fundação Biblioteca Nacional, não será entregue neste ano. Os finalistas foram divulgados, mas a entrega ficou para data indefinida de 2013.
    Será o primeiro ano desde 2005 sem a entrega do dinheiro aos vencedores da honraria, voltada a instituições que fomentam a leitura.
    Até 2011, o Vivaleitura era parceria do MEC e do MinC com a Fundação Santillana e a OEI, ONG para educação, ciência e cultura. Ao assumi-lo, a FBN aumentou seu valor, de R$ 90 mil (R$ 30 mil a cada um dos três vencedores) a R$ 540 mil (R$ 30 mil a cada um dos 18 finalistas).
    Mas o edital condicionava o prêmio "à existência de disponibilidade orçamentária e financeira". Segundo portaria de 2009, editais devem especificar a fonte dos recursos. Pelo jeito, fez falta assegurar de onde sairia o dinheiro.
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    INFANTIL "O Céu, a Terra e a Vírgula", de Francisco Marques, o Chico dos Bonecos, traz personagens de Comênio (1592-1670) e Chesterton (1874-1936) ao sul de Minas Gerais hoje. Sai em fevereiro pela Peirópolis
    Guia 1 O "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", de Leandro Narloch, pode virar série de TV. A produtora Cinefor comprou os direitos de adaptação, teve autorizada a captação de R$ 389 mil via Rouanet e apresentará a ideia a canais.
    Guia 2 Narloch já comparou o MinC a um "Ministério do Vento" em artigo na Folha, citando que "a imprensa divulgava que empinadores famosos e com extensas rabiolas entravam com projetos milionários para aproveitar o ar canalizado". Ele diz: "Preferia ficar longe do MinC, mas aceitei por consideração à produtora, que gastou tempo e trabalho na adaptação".
    Prêmio "Ventania", de Alcione Araújo, "Quiçá", de Luisa Geisler, e "K", de Bernardo Kucinski, estão entre os 24 romances que concorrem ao Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional (veja lista e nomes do júri em folha.com/abibliote caderaquel). O vencedor será conhecido nesta segunda.
    Teste 1 Depende das vendas na Amazon de "Nelson Rodrigues por Ele Mesmo" e "Brasil em Campo", organizados por Sonia Rodrigues e distribuídos pela KBR, a vinda à tona de até 850 crônicas do autor inéditas em livro.
    Teste 2 A herdeira, que obteve no espólio o direito de explorar digitalmente por 18 meses a prosa de Nelson (o contrato com a Nova Fronteira exclui o digital), avaliará o desempenho antes de editar (ou não) outros dois e-books.
    Caseira 1 A Cultura e Barbárie, que terceirizava acabamento e impressão de seus livros, agora faz tudo internamente. Espera ampliar o catálogo e ter edições mais personalizadas, como "Delírio de Damasco", de Veronica Stigger, costurado à mão.
    Caseira 2 Para 2013, estão previstos os inéditos "A Psicanálise e o Inconsciente", de D.H. Lawrence, traduzido por Alexandre Nodari, e "Locus Solus", de Raymond Roussel, por Fernando Scheibe.
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