quarta-feira, 27 de março de 2013

'Melhor do dia' e Keila Jimenez

folha de são paulo

Programa acompanha a vida da atriz Jennie Garth em fazenda
VH1, 22h30, livre. O reality show "Jennie Garth: De Casa Nova" estreia hoje no canal. O programa acompanha a vida da atriz que protagonizou o seriado adolescente "Barrados no Baile" (1990-2000) -viveu a personagem Kelly Taylor- e atuou na série "What I Like About You" ao lado de Amanda Bynes entre 2002 e 2006.
Garth, que nasceu no estado de Illionois, se mudou no começo da juventude para Los Angeles, a fim de seguir carreira no mundo do entretenimento. Agora vai viver em uma fazenda de sete hectares.
O programa do VH1 retrata a adaptação da atriz, que passou mais de 20 anos morando em grandes cidades, e de sua família à trabalhosa vida no campo.
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Nova temporada de série chega ao Brasil
Boomerang, 19h, classificação não informada. Começa hoje a terceira temporada do seriado "Pretty Little Liars", que conta a história das quatro amigas Hanna, Aria, Spencer e Emily.
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Programa se dedica à culinária saudável
Fox Life, 20h15, classificação não informada. Os chefs de "Private Chefs of Beverly Hills" utilizam produtos sustentáveis em uma refeição organizada para impressionar compradores de alimentos orgânicos.

    tELEVISÃO/OUTRO CANAL
    "Big Brother Brasil" perde metade de seu público
    O "Big Brother Brasil 13" encerrou ontem a sua passagem pela Globo seguindo a tendência de queda de audiência da atração, que acontece ano a ano.
    Segundo dados do Ibope, a média geral do "BBB 13" da estreia até o dia 24 de março (domingo) foi de 23,6 pontos de audiência. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo.
    Esse índice é a metade da média de audiência da quinta edição do programa, o "BBB5", exibido em 2005, que bateu recorde de público, alcançando média de 47,5 pontos de audiência.
    O "BBB 5", vencido pelo hoje deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), também surpreendeu a Globo em share (participações no total de televisores ligados), com 69,7%. Sete em cada dez televisores ligados no horário estavam sintonizados na atração.
    Mesmo com o faturamento sempre em alta, o programa veio sofrendo perdas anuais de audiência.
    Mas as maiores quedas vieram mesmo após 2008. O confinamento na TV passou de 37,2 pontos de ibope ("BBB 8") de audiência para 25,3 pontos de média ("BBB 12"). A atração perdeu mais de dez pontos de ibope em apenas quatro anos.
    Mesmo assim, a 14ª edição do reality show já está garantida na programação da Globo em 2014.
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    Rápido Anfitrião do anúncio da nova programação da Record, realizado ontem, Rafael Cortez trocou as bolas e chamou o autor Carlos Lombardi, novo contratado do canal, de "Cássio Reis".
    Rápido 2 Terminada a apresentação, Cortez foi pedir desculpas a Lombardi, que não perdeu a piada: "Não tem problema ser chamado de Cássio Reis, até porque já sustentei a ex-mulher dele, está tudo em família", respondeu o autor, que já empregou a atriz Danielle Winits em vários folhetins seus na Globo.
    Despedida O presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, tornou pública sua decisão de não disputar a reeleição, em maio. Ele disse ter cumprido sua missão e que sai "satisfeito". Marcos Mendonça é o favorito ao cargo.
    Série Depois de escrever sobre as mortes de dois presidentes americanos, John Kennedy e Abraham Lincoln, o apresentador de TV americano Bill O'Reill lançará no segundo semestre outra obra sobre uma morte famosa, a de Jesus.
    Série 2 "Killing Jesus" (matando Jesus), nome do livro, já nasce com acordo fechado para virar filme no National Geographic, a exemplo de "Killing Lincoln", recorde de audiência no EUA em fevereiro, e "Killing Kennedy", já em produção na emissora.
    O NÚMERO É... "Salve Jorge" (Globo) engrenou em audiência. O folhetim de Gloria Perez registrou anteontem ibope recorde: 41 pontos de média. Com um público desses, a Globo nem liga se a vilã mata com seringas ou grampos de cabelo.

      CRÍTICA
      Filme de Mostow trata de silêncios vividos dentro de um submarino
      INÁCIO ARAUJOCRÍTICO DA FOLHAEstranha carreira, a de Jonathan Mostow: surpreendeu todo mundo com o pequeno "Breakdown - Perseguição Implacável", sucesso que o credenciou a outro megassucesso, este previsível: "O Exterminador do Futuro 3".
      Depois, um quase esquecimento. Como diz Ingmar Bergman: "Sempre apreciei a honesta brutalidade do cinema internacional"...
      Entre aqueles dois filmes, no entanto, há "U571 - A Batalha do Atlântico"(Universal, 18h). Trata-se da reconstituição de todas as angústias e silêncios vividos no interior de um submarino americano (avariado, além do mais), que precisa usar de toda paciência e habilidade para, simplesmente, sobreviver. Meio como um filme de Bergman, embora os corpos aqui se agitem mais.

        Festival reforça vínculos entre países árabes e América do Sul

        folha de são paulo

        Até o dia 31, exposições, debates, oficinas e recitais acontecem em São Paulo e outras 12 cidades
        Evento marca dez anos da Bibliaspa, rede de pesquisadores que promove o intercâmbio cultural entre as regiões
        TRAJANO PONTESCOLABORAÇÃO PARA A FOLHAA ocupação de uma praça pública pela literatura, em defesa de um plano municipal do livro e da leitura; exposições sobre a viagem do primeiro árabe muçulmano ao Brasil e a presença árabe nos países latinos.
        Até o dia 31, essas serão algumas das atividades do Quarto Festival Sul-Americano de Cultura Árabe (Saca).
        O evento é promovido pela Bibliaspa (Biblioteca/Centro de Pesquisa América do Sul - Países Árabes), rede de pesquisadores e artistas de 25 países da América do Sul e do mundo árabe, formada há dez anos, e que promove "o encontro direto entre essas culturas, sem triangulação por meio de outros países", explica o diretor Paulo Farah.
        Para ele, o festival promove uma reflexão crítica, de desconstrução de estereótipos, mas sem perder a preocupação acadêmica.
        "Queremos mostrar vínculos muitas vezes desconhecidos ou esquecidos. E desconstruir a imagem de que essa seria uma região do mundo que não valoriza a cultura, a música, a literatura", defende.
        Uma das bandeiras da Bibliaspa, diz ele, é a defesa da bibliodiversidade, isto é, a necessidade de que escolas e bibliotecas tenham livros que reflitam mistura de raças e culturas no Brasil.
        A bandeira será empunhada no "Quarteirão Literário", récita de autores árabes e sul-americanos que acontece hoje e tem a participação de instituições que defendem a instituição de um plano municipal de incentivo à literatura.
        "A nova gestão [do prefeito Haddad] mostrou-se aberta a essa questão. Houve sinalização muito positiva", diz Farah, também professor de literatura e história árabes na USP.
        Na sede da Bibliaspa, uma exposição ilustra o primeiro relato de um árabe muçulmano sobre o Brasil, entre 1865 e 1868. "O material é diferente pelo olhar de profundo respeito às populações indígenas e de inclusão das comunidades muçulmanas escravizadas", explica Farah, autor de livro que reúne sua pesquisa sobre o manuscrito.

          PEC dos domésticos

          folha de são paulo
          Você é a favor da emenda constitucional que garante aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores?

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          33%
          87 votos
          Sim. Os mais de 6,5 milhões de empregados domésticos e diaristas no país merecem ter os mesmos direitos trabalhistas e garantias que outros profissionais.
            
          33%
          87 votos
          Não. Nova lei vai aumentar despesa com os serviços domésticos e, diante disso, não terei como pagar o salário de um empregado para trabalhar na minha casa.
            
          34%
          91 votos
          Em parte. A ampliação dos direitos sociais dessa categoria pode prejudicar quem depende deles e não tem condições para pagar pelo serviço. As garantias propostas deveriam ser implantadas lentamente.
          Total: 265 votos

          Marcelo Coelho

          folha de são paulo

          Keep calm and carry on
          Antigo slogan britânico, criado pelo governo em 1939, volta à moda num mundo de mortos-vivos
          A MODA pegou, com mais de 70 anos de atraso. Camisetas, mensagens no Facebook, capas de caderno, não há lugar onde não esteja reproduzido o velho cartaz britânico: "Keep calm and carry on".
          Ou seja, "fique calmo e vá em frente". O slogan, pelo que vejo na Wikipédia, foi criado pelo governo inglês em 1939, para ser divulgado na eventualidade de uma invasão nazista. A versão clássica traz a coroa do império encimando as palavras, que se destacam sobre o fundo da bandeira do Reino Unido.
          O cartaz não foi muito usado na época, e ficou nos arquivos governamentais. Uma rara cópia foi encontrada num sebo em 2000, e só nos últimos anos a frase virou febre. O mais comum é encontrá-la com letras brancas, sobre um fundo monocromático.
          A graça da coisa está em modificar o slogan para todo tipo de situações. "Keep calm e faça um boletim de ocorrência." "Keep calm and call Batman." "Keep calm e aguarde o feriadão." "Keep calm e coma chocolate." A lista é infinita.
          Existem também as modalidades inversas, que começam com "Get excited", e com "Freak out": "Dê a louca e quebre tudo", por exemplo.
          Manter a calma eu acho melhor. Qualquer pessoa pode apreciar a sugestão, mas não é casual que a moda tenha começado na Inglaterra.
          Teoricamente, o slogan deveria servir como incentivo à resistência. Poderia ter sido utilizado durante o bombardeio alemão sobre a Inglaterra, num momento em que o país estava sozinho contra Hitler.
          Talvez não tenha sido sequer necessário difundir os tais cartazes. Enquanto choviam sobre Londres as bombas da blitz, a pianista Myra Hess apresentava, imperturbável, seus recitais de Beethoven; há um filme em que ela aparece, com um bombeiro ao seu lado para qualquer emergência.
          Teríamos aí um bom motivo para a frase entrar na moda. Manter as mesmas atividades, num clima de ameaça, equivale a dar um sentido novo, e mais alto, à própria rotina.
          O slogan traz também o sabor nostálgico de uma época em que governo e população poderiam, por vezes, parecer uma coisa só. As bombas caem sobre todos.
          A liderança de Churchill naqueles anos de guerra -que também volta a ser reverenciada atualmente- colocava em cena algumas funções do Estado democrático que, talvez, estejam em desuso.
          Coordenação, organização, motivação, por exemplo. Uma coisa são as reações individuais que possamos ter diante de um problema; outra, a atitude que sabemos ser melhor adotar coletivamente. Uma terceira coisa é um governo que, ouvida a vontade da maioria, torna-se legítimo ao apontar o rumo a ser seguido.
          Depois de décadas de individualismo e desregulamentação, entretanto, o "keep calm and carry on", parece adquirir o sentido oposto. Em primeiro lugar, imagino que a força da crise econômica europeia tenha tido seu peso na ressurreição do cartaz.
          Mantenha-se calmo, aguente, que um dia passa. A frase naturalmente se aplica a tudo o que não tem solução, ou cuja solução está entregue a um governo fraco, incompetente e corrupto: o trânsito nas cidades brasileiras, a criminalidade, o desemprego, os aeroportos, tudo o que quisermos.
          Ao mesmo tempo, o slogan foi "privatizado", por assim dizer. Torna-se um convite ao conforto (fique calmo e coma chocolate), ao aperfeiçoamento pessoal (keep calm and play volleyball), ao consumo (fique calmo e use jeans da nossa marca).
          As adaptações deixam de lado a segunda parte da frase -"carry on", "siga em frente". Seguir em frente não é tão fácil. Embora não tenha tanto destaque, essa recomendação me parece a mais significativa para o momento atual.
          Trata-se do slogan de todo zumbi. Como se sabe, esses monstros também voltaram à moda. Depois dos filmes de vampiro, no estilo de Anne Rice, dos filmes de catástrofe e dos filmes de história em quadrinho, recorre-se ao velho depósito do terror "trash" para manter em movimento a indústria cinematográfica.
          Vem aí uma superprodução de zumbis com Brad Pitt. Na época em que o capitalismo financeiro era mais charmoso, Brad Pitt era um dos belos atores de "Entrevista com o Vampiro". Os zumbis são um pouco como essas instituições financeiras que quebraram em 2008 mas seguem vivas até agora, arrastando seus pedaços e "seguindo em frente". Pedem calma, naturalmente, ao distinto público.