segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Editoriais FolhaSP

folha de são paulo
Direito de todos
Democracia deve garantir livre manifestação, mas precisa levar autores de atos de violência a responder na Justiça
As manifestações de junho passado, quando centenas de milhares de brasileiros foram às ruas, exerceram efeitos notáveis. Sacudiram o sistema político do torpor em que se encontrava e revelaram saudável inconformismo, expresso no maciço apoio popular aos protestos.
Mas o momento passou; as manifestações arrefeceram. Não existe fórmula que resolva, num passe de mágica, os graves problemas apontados. Mesmo entre os indignados não tardaram a irromper altercações, e a maioria logo retomou sua dura rotina de afazeres.
Esperemos que as causas concernentes à cidadania, capazes de desatar movimento tão intenso, não sejam abandonadas.
Que o direito a uma boa gestão dos recursos públicos, a serviços de qualidade e à própria liberdade de manifestação pacífica mereçam uma pressão mais persistente sobre as autoridades.
Nesta fase de refluxo, porém, subsiste uma dispersão de grupúsculos empenhados em sustentar a antiga chama. Incapazes de mobilizar multidões, recorrem à violência no afã de multiplicar a repercussão de seus esquálidos protestos.
Desde junho, consolidou-se um equívoco. Como o estopim que deu escala às passeatas foi um episódio, numa das jornadas em São Paulo, de intolerável desmando policial, surgiu um ambiente em que a polícia somente intervém, aliás de modo desastrado, quando o vandalismo já campeia.
É preciso repetir o óbvio. Cabe às autoridades garantir o direito de manifestação pacífica. Mas compete às mesmas autoridades coibir todo ato de violência contra qualquer pessoa ou contra o patrimônio público e privado.
Talvez por despreparo diante do inesperado, elas têm falhado. Entre repressão indiscriminada e passividade cúmplice, há de haver toda uma estratégia de contenção que permita resguardar, com dano mínimo, a ordem pública e o direito de todos, inclusive de ir e vir.
Faz parte dessa estratégia que os autores de agressões físicas sejam responsabilizados perante a Justiça. Polícia e Ministério Público mostram-se lenientes no cumprimento deste dever que as circunstâncias tornam imperativo.
Pouco importa que os vândalos sejam ideólogos do ressentimento, indivíduos de temperamento exaltado ou meliantes e provocadores infiltrados na confusão. A lei é a mesma para todos.
A democracia representativa é o único regime que protege o direito dos que pregam sua destruição. Por questão de princípio, concede-lhes uma generosidade que jamais retribuiriam.
Impedi-los de impor sua pregação pela força não é um direito do regime democrático, mas sua obrigação mais irrecusável.
    Raízes frágeis
    Confrontada com a má organização de seu partido e com as pequenas chances eleitorais que possuía, uma líder populista de outros tempos costumava afirmar que não estava plantando couves, e sim carvalhos.
    A metáfora vegetal talvez pudesse ser de proveito a Marina Silva no momento. Muito bem situada nas pesquisas eleitorais (com 26% da preferência popular contra os 35% de Dilma Rousseff num primeiro turno, segundo o Datafolha), a principal representante ambientalista no Brasil enfrenta dificuldades, contudo, para viabilizar seu partido até o pleito de 2014.
    Afirma já ter obtido mais do que o necessário, em número de assinaturas de eleitores, para o registro de sua nova agremiação.
    Encarregados de conferir a documentação de centenas de milhares de supostos adeptos, muitos cartórios eleitorais atrasam, contudo, a burocracia exigida para que a Rede Sustentabilidade passe do mundo virtual para o real.
    Não parece provável que uma liderança política tão expressiva venha a ter sua candidatura inviabilizada por causa de um problema desse tipo. Se os cartórios tardam em sua tarefa, parece injusto que se presuma, da parte dos organizadores da Rede, a má-fé de forjar as assinaturas requeridas.
    Verdade que, quando da criação do PSD, de Gilberto Kassab, noticiou-se a ocorrência de assinaturas duplicadas, votantes defuntos e identidades fantasmáticas.
    Se a legislação interpõe, assim, obstáculos na trilha de Marina Silva, nada a impede de pegar carona em algum partido de aluguel. Subsiste, entretanto, o paradoxo.
    Sendo inegavelmente uma liderança autêntica, feita de outra fibra que a de tantos oportunistas que pululam na política brasileira, Marina Silva se vê colhida numa das muitas armadilhas do sistema.
    Seu nome, exaltado nas pesquisas, é maior do que as organizações de que dispõe. Foi assim que, saindo do PT para entrar no PV, disputou as eleições de 2010. Dissociou-se rapidamente desse partido, a seu ver inautêntico.
    Em torno de Marina reúnem-se ecologistas, economistas pós-liberais, evangélicos e iconoclastas. Sem desfazer do que representam da sociedade, é de perguntar se sua candidatura tem raízes reais, capazes de se organizarem num partido permanente --ou se prevalece apenas o carisma de uma pessoa buscando, como pode, uma legenda para candidatar-se.

    ENTREVISTA DA 2ª - CARLOS DORA

    folha de são paulo 
    Transporte público de qualidade reduz doenças e mortes
    DE ACORDO COM ESPECIALISTA DA OMS, USO DE CARRO AUMENTA INCIDÊNCIA DE DOENÇAS COMO OBESIDADE, CÂNCER E DIABETES
    CLÁUDIA COLLUCCIDE SÃO PAULO
    Mais do que reduzir a poluição e melhorar a qualidade do ar, uma rede de transporte público eficiente ajuda a combater problemas de saúde pública como acidentes de trânsito, estresse, sedentarismo e obesidade.
    É o que mostra uma compilação de mais de 300 estudos mundiais realizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a relação entre mobilidade urbana, saúde e qualidade de vida.
    Os dados foram apresentados pelo epidemiologista Carlos Dora, 58, coordenador do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, que esteve no Brasil para uma série de palestras.
    Para ele, um bom sistema de transporte pode prevenir doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares e as pulmonares, e os acidentes de tráfego, que hoje estão entre as principais causas de morte no Brasil.
    Exemplo: quem usa ônibus ou metrô anda em média entre 8 e 25 minutos a mais por dia, o que é quase o tempo mínimo recomendado pela OMS para gerar grandes melhorias de saúde.
    Estudos mostram que 30 minutos de atividade física intensa, como andar de bicicleta ou caminhar vigorosamente, pelo menos três vezes por semana, reduz o risco cardiovascular em 30%, além de prevenir muitos cânceres.
    A falta de atividade física chega a matar mais de 3 milhões de pessoas por ano por problemas como diabetes e hipertensão arterial.
    A OMS calcula que 1,2 milhão de pessoas morram em acidentes de trânsito. Nas áreas urbanas, os carros são responsáveis por até 90% da poluição do ar ambiente e por até 1,2 milhões de mortes.
    "Se o cidadão tiver à disposição ônibus e metrôs eficientes e com custo acessível, aos quais possa ter acesso em calçadas e pistas cicláveis seguras, para ele vai ser mais vantajoso deixar o carro em casa." Acompanhe a seguir trechos da entrevista à Folha.
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    Folha - Como o transporte pode prevenir doenças?
    Carlos Dora - O número de doença e de mortes pode ser reduzido substancialmente numa cidade que adota um sistema de transportes baseado em corredores de ônibus de alta eficiência (rápidos, limpos, com boa informação para usuários), associados a espaços protegidos [contra acidentes] para pedestres e ciclistas.
    Isso faz com que as pessoas optem por deixar o carro em casa. Quanto mais espaço dedicado ao transporte público eficiente e rápido, espaço para ciclistas e pedestres, menos carros, menos acidentes, menos poluição do ar, mais atividade física durante a vida diária e consequentemente mais saúde.
    Quais doenças estão relacionadas hoje a um sistema de transporte ruim?
    Doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, doenças respiratórias e cânceres, além de mortes e lesões causadas pelos acidentes.
    A poluição atmosférica, por exemplo, causa mais as doenças respiratórias e cardiovasculares. O ruído constante das ruas movimentadas causa estresse.
    O uso do carro individual gera falta de atividade física e, como consequência, doenças cardiovasculares e obesidade. Muito da qualidade de vida de uma grande metrópole depende de como o transporte público é organizado.
    Para a pessoa pegar um ônibus, precisa andar a pé ou de bicicleta até a estação.
    Se a evidência de que o transporte público de qualidade possibilita que as pessoas se desloquem a pé, esse modelo deve ser levado em conta. A prevenção não está mais só nas mãos do sistema de saúde, mas nas mãos de boas políticas governamentais.
    Há evidências claras relacionadas à mortalidade?
    Sim, o transporte tem um custo muito alto em mortes.
    Em Copenhague, foi feito um estudo que acompanhou, durante 14 anos, pessoas que andavam de ônibus, a pé, de carro e de bicicleta.
    Quem usava bicicleta regularmente para ir ao trabalho teve redução de 30% na mortalidade total, isso depois de ajustar por outros fatores como o tabaco, a hipertensão, a atividade física para o lazer etc. Há poucos remédios ou intervenções médicas que reduzem a mortalidade total da população em 30%. Xangai fez um estudo semelhante com resultados quase iguais.
    Para ajudar a melhorar esse cenário, criamos na OMS um software que ajuda as pessoas a comparar o quanto se ganha em saúde (redução de mortes e invalidez) e em termos econômicos ao investir mais em infraestrutura para bicicletas e pedestres e no transporte público.
    Ônibus superlotados, inseguros e atrasados, que são uma realidade de São Paulo, também estressam as pessoas...
    Certamente essas situações não fazem bem à saúde.
    O que sabemos é que, se o cidadão tiver à disposição ônibus e metrô eficientes e com custo acessível, é mais vantajoso deixar o carro em casa.
    E isso tem impacto direto na saúde pública. A prevenção de muitas doenças do século 21 [cardiovasculares, respiratórias, diabetes, obesidade etc.] pode ser lograda por medidas de transporte e também de planejamento do espaço urbano.
    Os governos precisam criar alternativas de transporte público de qualidade e eficiente, assim como espaço seguro para pedestre e para ciclistas.
    É preciso ter a noção de que ao privilegiar o carro se está desprivilegiando as demais alternativas e que isso tem um custo social.
    O que fazer numa cidade já caótica como São Paulo?
    O metrô é uma solução cara e de longo prazo, mas deve ser perseguida. Mas é preciso também reorganizar o espaço da superfície.
    O BRT [ônibus de trânsito rápido], adotado em Curitiba (PR), tem se mostrado como uma boa alternativa, capaz de contribuir, em conjunto com outras medidas, para uma melhoria na saúde pública. E o seu custo é menor quando comparado a outros meios de transporte.
    Parte de Bogotá, por exemplo, se transformou depois da adoção do sistema de BRT.
    Trabalhadores chegam andando até a parada do ônibus. Há conexão com ciclovias e espaços para pedestres.
    O Estado tem papel central nisso. Precisa esclarecer quais os custos e benefícios das alternativas e informar a sociedade sobre isso.
    O transporte público foi o estopim dos protestos que atingiram o país. Como o sr. avalia as manifestações?
    É fundamental não reduzir o debate apenas à questão das tarifas. O momento é também de discutir qualidade e a eficiência do sistema de transporte.
    Por que as políticas de transporte estão tão dissociadas das de saúde pública?
    Pode ser uma questão cultural. As pessoas não param para pensar nessas conexões.
    Às vezes precisa de alguém, um visionário com coragem para fazer isso.
    Na Europa, até anos atrás, ninguém levava a sério o uso da bicicleta como meio transporte. Agora é chique. Paris, Barcelona, Amsterdã. São várias as cidades bicicletáveis.

    RAIO-X - CARLOS DORA
    CARGO
    Coordenador do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS (Organização Mundial da Saúde)
    IDADE
    58
    FORMAÇÃO
    Médico epidemiologista com doutorado pela London School of Hygiene and Tropical Medicine, onde estudou riscos cardiovasculares

      Marcos Augusto Gonçalves

      folha de são paulo
      Arco do Passado
      Haddad cancela obra viária "do futuro" prometida durante campanha; cadê meu nariz de palhaço?
      Começa o filme com o mocinho anunciando que sofremos a ameaça de um "grande colapso em futuro próximo". É que nos últimos anos, a Prefeitura de São Paulo tem sido incapaz de resolver os problemas do presente e de pensar soluções para o futuro. Por isso temos "sérios atrasos na saúde, nos transportes, na educação e na habitação".
      O mocinho vai falando e os efeitos especiais eletrônicos vão tomando a tela. "É preciso um prefeito que rompa esse imobilismo", diz ele. E como no cinema de ação de roliúde tudo explode no segundo plano, enquanto o herói do futuro caminha incólume em direção à plateia.
      Como um personagem de "Matrix", ele faz um gesto com o braço e eis que uma maquete virtual de São Paulo se ilumina em três dimensões diante de nossos olhos. Toda a encenação é pensada para que se chegue ao ápice: a apresentação do sensacional --tchan, tchan, tachan tchan!-- Arco do Futuro!
      Mais um gesto de mágico e aparece um mapa eletrônico mostrando que a linha do futuro começa na avenida Cupecê, passa pelas marginais Pinheiros e Tietê, toca Osasco e Guarulhos e vai pela avenida Jacu-Pêssego, até a divisa com Mauá... Para essa linha, explica o mocinho, "vamos atrair empresas, estimular construções e melhorar o sistema viário através de novas vias e aproveitamento das avenidas já existentes".
      E o mapinha animado (com direito a prédios que brotam sem parar pela região) vai anunciando as "grandes obras", a começar pelas duas vias de apoio, ao norte e ao sul da Marginal Tietê.
      Pena que oito meses depois de tomar posse o prefeito do futuro tenha anunciado que não vai dar para cumprir a promessa. As duas vias de apoio não vão sair do filminho --uma das peças da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Era só uma versão mais transada do Kassabinho ou do Fura-Fila do Pitta, o poste do aliado Paulo Maluf. Tanto faz. O que importa é ganhar a eleição.
      Cadê meu nariz de palhaço?
      O prefeito nem mesmo se deu ao trabalho de anunciar pessoalmente a volta ao passado. Foi a secretária municipal de Planejamento quem descascou o abacaxi, em meio à divulgação do Plano de Metas. "As obras são muito caras", explicou Leda Paulani.
      Ah é? E ninguém sabia? O candidato não tinha reunido a equipe de técnicos da Legião dos Super-Heróis para estudar o projeto? Eles não sabem fazer contas?
      E na esteira deste primeiro estelionato eleitoral, vêm as justificativas tortuosas. A culpa seria do recuo no aumento das tarifas, que sacrificou outras áreas. Bem, então porque recuou? A cidade está na pendura faz tempo. Haddad não sabia?
      Mais chinfrim ainda é a versão de que o cancelamento das obras viárias do ex-Arco do Futuro é para privilegiar o investimento no transporte público, em detrimento do automóvel. Quer dizer que essas vias de apoio canceladas não teriam transporte coletivo? No projeto original eram avenidas só para automóveis? Desculpe, mas isso parece conversa mole para M' Boi Mirim dormir.
      Sempre se soube, aliás, que o Arco era um lance de marketing eleitoral, uma vez que o Plano Diretor já indicava aquela área como prioridade para aproximar trabalho e habitação. Haddad ainda tem tempo pela frente. Tomara que o use melhor, porque até aqui está se mostrando um prefeito do arco da velha.

      Restauração revela registros íntimos de Frida Kahlo - DENISE MOTA

      folha de são paulo

      Restauração revela registros íntimos de Frida Kahlo

      DENISE MOTA
      COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
      Ouvir o texto

      O início de 2014 deve ser marcado no México pela aparição, em versão restaurada, de 369 imagens do acervo pessoal de Frida Kahlo (1907-1954), com a artista de Coyoacán e seu marido, Diego Rivera (1886-1957) -figuras centrais da arte mexicana no século 20-, diante e por trás das câmeras.
      Trata-se de uma seleção entre as 6.500 fotografias guardadas na Casa Azul, residência da artista, na Cidade do México, transformada em museu quatro anos após sua morte.
      Os registros, que devem estar recuperados para exposição a partir de janeiro, abarcam 70 anos de momentos e pessoas relacionados à trajetória de Kahlo, como um retrato de seu pai, Guillermo.
      Além dos mexicanos, entre os autores das imagens em restauração estão nomes como Henri Cartier-Bresson, Man Ray, Sergei Eisenstein, Tina Modotti e Edward Weston, além de Lola e Manuel Álvarez Bravo.
      Frente à objetiva, aparecem, por exemplo, os artistas David Alfaro Siqueiros, André Breton e José Clemente Orozco, e o revolucionário comunista Leon Trótski.
      Há também vislumbres de momentos do cotidiano, registros de viagens, detalhes de objetos que foram alvo do interesse da pintora.
      E instantâneos de pura intimidade: em imagem do fotógrafo húngaro Nickolas Muray (amante da artista entre 1931 e 1941), Frida se mostra deitada na cama, de bruços, com a cintura descoberta e um olhar enigmático.
      A foto foi feita em Nova York, em 1946, onde ela estava para se submeter a uma entre as várias cirurgias que realizaria ao longo da vida.
      Reprodução
      Diego Rivera e Frida visitam local onde o botânico Luther Bubanks foi enterrado, nos EUA
      Diego Rivera e Frida visitam local onde o botânico Luther Bubanks foi enterrado, nos EUA
      ACERVO PESSOAL
      As imagens -registradas entre 1880 e 1950- são parte de um acervo de documentos pessoais (entre mapas, desenhos, recortes de jornais, cartões-postais, cartas) de propriedade do casal Kahlo-Rivera e que começaram a ser catalogados em 2005.
      Em 2010, a análise do conjunto de imagens guardadas revelou um contingente de 65% de registros com necessidades de restauração.
      As que começaram a ser recuperadas agora são as 369 que estão em pior estado. Após a conclusão do projeto, as fotos serão tema de exposição e livro.
      "Cada foto representa uma peça de um grande quebra-cabeças da complexa vida de Frida. Permitem entender muitos aspectos de sua personalidade, sua visão política, social e sexual, sua doença, sua frustração por não poder ter um filho, sua intensa vida social e, claro, sua relação com Diego [Rivera]", disse a diretora da Casa Azul, Hilda Trujillo à publicação "The Art Newspaper".
      O processo de recuperação das fotos, que deve durar aproximadamente seis meses, está sendo custeado pelo Bank of America Merrill Lynch, por meio do seu Projeto de Conservação de Arte. A iniciativa incluiu a América Latina a partir de 2012 e, neste ano, contempla 16 países e 24 propostas, incluindo o Museu de Arte Moderna de São Paulo (leia texto ao lado).
      No ano de lançamento do programa, em 2010, o Bank of America informou que "pelo menos US$ 1 milhão" seriam destinados anualmente à totalidade dos projetos escolhidos.
      Neste ano, tanto as instituições quanto o banco não informaram os valores que foram cedidos.