terça-feira, 31 de dezembro de 2013

TeVê

TV paga 
 
Estado de Minas: 31/12/2013


 (Atitude Produções/Divulgação)
 Cine brasuca
Vale a pena conferir a atuação de Selton Mello como João Guilherme Estrella no filme Meu nome não é Johnny (foto), cartaz das 22h30 de hoje no FX Cine. João nasceu em uma família de classe média do Rio. Filho de um diretor do extinto Banco Nacional, ele cresceu no Jardim Botânico e frequentou os melhores colégios. Carismático e popular, viveu intensamente os anos 1980 e 90. Neste período, conheceu o universo das drogas e logo se tornou o maior vendedor de drogas do Rio, sendo preso em 1995. A partir de então, passou a frequentar o cotidiano do sistema carcerário brasileiro.



TONY BELLOTTO TEM CONVIDADOS ESPECIAIS
O Futura preparou programação bem brasileira para o réveillon. A emissora combina música e literatura nacionais, começando com o especial Afinando a língua – 2013, às 21h, com Tony Bellotto apresentando os melhores momentos da temporada. O programa traz compilação que reúne diversos estilos por meio dos convidados Lenine, Bráulio Tavares, Cidade Negra, Viviane Mosé, Zeca Baleiro e Ferreira Gullar, entre outros.

RECORDAÇÕES DE TOM JOBIM EM UMAS PALAVRAS
Também no Futura, a MPB se mostra por meio das lembranças afetivas de Ana Lontra Jobim. A ex-mulher do maestro Tom Jobim conversa com a apresentadora e escritora Bia Corrêa do Lago no episódio especial de Umas palavras, às 22h30. A conversa é acompanhada pela exibição do documentário A casa do Tom – mundo, monde, mondo, dirigido por Ana. No filme, ela conta sua história amorosa e familiar e revela como aprendeu a observar e a fotografar a natureza a partir dos olhos de Tom. Em 2014, a morte do maestro completa 20 anos. No ar às 23h.

PARA FÃS DO SERIADO GLEE, UM SHOW ÚNICO
A virada do ano na Fox será com Glee, The 3D concert movie, a partir das 23h15. Glee, o fenômeno que inspirou milhões de pessoas a se tornarem “Gleeks”, une a experiência dos personagens, música e magia de uma forma totalmente nova, em filme 3D. Os fãs que não conseguiram ingressos para as apresentações e vivem em locais não incluídos na turnê poderão assistir ao show único. Além disso, performances no palco do longa se entrelaçam com a intimidade do backstage de todos os personagens.  

BEM SIMPLES EXIBE UMA MARATONA PRÉ-RÉVEILLON
O canal Bem Simples preparou maratona pré-réveillon para quem deixa tudo para última hora. Será hoje, às 20h15. O especial começa com Helô e Ticiane Pinheiro ensinando a fazer maquiagens e dando dicas de looks para esta noite tão especial, no Ser mulher. Na sequência, os chefs do Cozinha caseira ensinam receitas de réveillon. Já a chef Carla Pernambuco mostra como fazer fios de pupunha, gravlax de salmão, lentilha, costeletas de cordeiro. Os meninos dos Homens gourmet entram em cena logo depois e ensinam a fazer pratos e drinques: salame crispy, salada de couscous marroquino, salada de jamón, insalatta frutti e fiori, entre outros. Na virada, entra no ar a famosa Palmirinha, que ensina uma receita de costelinha com couve.


CARAS & BOCAS » Contagem regressiva

INTERINO




Zeca Pagodinho é um dos convidados do especial da virada na Globo (Guto Costa/Divulgação)
Zeca Pagodinho é um dos convidados do especial da virada na Globo
 Na manhã do último dia do ano, depois do Bom Dia Brasil, a Globo transmite a tradicional Corrida de São Silvestre, diretamente de São Paulo. À noite, o público se despede de 2013 com muita música. Depois de Amor à vida, o Show da virada traz apresentações de mais de 60 artistas de variados ritmos nacionais, entre eles, Zeca Pagodinho, Jota Quest, Anitta, Zezé Di Camargo & Luciano, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Victor & Léo, Jorge & Mateus, Frejat, Capital Inicial e Naldo. A atração, gravada em uma casa de espetáculos em São Paulo, tem direção de Luiz Gleiser. Excepcionalmente neste dia, não serão exibidos o Mais você e o Jornal da Globo.


RATINHO ABRE O SEU BOTECO PARA A FESTA DE FIM DE ANO
No SBT/Alterosa, boa atração, já em contagem regressiva para a virada, é o especial de ano-novo do Programa do Ratinho. A partir das 22h, o apresentador comanda edição caprichada do “Boteco do Ratinho”. No palco, convidados como a cantora Sandra de Sá, o grupo Fundo de Quintal e o Grupo Bamboa.

MÚSICA DE CHIQUITITAS FAZ SUCESSO NA INTERNET
A música Cara de pau, tema do personagem Beto da novela Chiquititas, do SBT, já ultrapassou a marca dos 3 milhões de views no YouTube. Natália Subtil, intérprete da canção, está muito feliz com a repercussão positiva entre as crianças e adolescentes de todo o Brasil. A música está no segundo volume do CD de Chiquititas, à venda em todo o país. Além de cantora, Natália é atriz, modelo e produtora e já participou de diversas campanhas e séries no Brasil e México, onde vive atualmente.

RAINHA DA MÚSICA BAIANA NA MADRUGADA DA TV BRASIL
Que tal comemorar a chegada de 2014 misturando axé-music, afropop e samba-reggae ao som de uma das rainhas da música popular baiana, no especial Margareth Menezes, às 2h30 da madrugada? Produzido pela TVE da Bahia, o especial mostra o swing de Margareth Menezes tomando conta da telinha e fazendo todo mundo dançar seus principais sucessos. O programa retrata a primeira edição do Festival AfroPop, realizado no palco da Concha Acústica do TCA, em janeiro, com público que emocionou a cantora. O show foi marcado pela união de ritmos de raízes afro-brasileiras e misturou o repertório de chulas e sambas do Recôncavo de Roberto Mendes com a voz e energia da baiana Ludmillah Anjo, que dividiu o palco com Margareth. As apresentações dos blocos afros Filhos de Gandhy, Cortejo Afro e Muzenza e da banda Filhos de Jorge deram o tom da festa, que comemora e fortalece a cultura afro-brasileira.

BATE-PAPO ESPECIAL COM  CANTOR GERALDO AZEVEDO
Às 20h30, o jeitão gente mansa e despretensioso não esconde: Geraldo Azevedo tem muito que contar. Com mais de quatro décadas de carreira, o cantor, compositor, instrumentista e arranjador pernambucano é o tema do Diverso. Além de entrevista exclusiva com o músico, autor de Dia Branco, Caravana e outros clássicos da MPB, o programa preparou série de videoclipes para homenagear o artista, três deles com bandas do circuito independente de Belo Horizonte revisitando o repertório de Geraldo. Ele comenta os paradoxos de sua biografia, desde a “infância pé no chão”, em Juazeiro (PE), aos ambientes tecnológicos dos estúdios e palcos. O programa explora ainda, entre outros assuntos, a forte ligação do cantor com o Rio São Francisco (“como se fosse uma veia do meu coração”) e o eclético cardápio de referências musicais (Ravel, Beatles, baião e bossa nova).


RÉVEILLON NA TELINHA
Vale a pena acompanhar os flashes de transmissão que a TV Alterosa faz, a partir da meia-noite, do show de fogos na orla da Pampulha. A 24ª edição do réveillon da emissora mineira mostra que a festa, que leva milhares de pessoa ao cartão-postal da cidade, já se tornou tradição. E a Rede Minas, pouco antes da virada, dá início à contagem regressiva para o fim de 2013, em alto astral, com os melhores momentos de grandes nomes da música. A partir das 22h30, a emissora exibe shows do Pato Fu, Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Renato Teixeira e artistas do Clube da Esquina. No repertório, muito pop, rock, samba e MPB, nos melhores momentos de espetáculos já gravados pela Rede Minas.


VIVA
O exercício de futurologia de Marcelo Adnet em quadro do Fantástico, da Globo. O humorista falou das enchentes “ocorridas” e listou times que “surpreenderam” na Copa de 2014.


VAIA
Para as piadas repetidas à exaustão pelo Zorra Total, programa humorístico da noite de sábado, na Globo.

Pequeno tesouro [Coleção de pinturas em miniatura] - Walter Sebastião

Pequeno tesouro 
 
Coleção de pinturas em miniatura pertencentes à viscondessa de Cavalcanti reúne obras de artistas de destaque no século 19. Pesquisa e catálogo destacam a importância deste acervo 
 
Walter Sebastião
Estado de Minas: 31/12/2013


Clair de lune, pintura de 10,5cm assinada por Rene Ligeron (Cássio André Rodrigues Ferreira/reprodução)
Clair de lune, pintura de 10,5cm assinada por Rene Ligeron
 Importante e singular coleção mineira ganha o primeiro estudo e catálogo. O conjunto reúne pinturas em miniatura pertencentes a Amélia Machado Cavalcanti de Albuquerque, a viscondessa de Cavalcanti, e se encontra no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. As 104 obras – todas com menos de 10cm – são assinadas por nomes muito considerados em sua época.

Realizada por Angelita Ferrari para mestrado na área de história para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a pesquisa ganhou livro editado pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), ligada à Prefeitura de Juiz de Fora. O trabalho joga luz sobre uma personalidade fascinante: famosa por sua beleza e elegância, a viscondessa de Cavalcanti era poliglota e escritora. Sua casa se tornou ponto de encontro de artistas famosos e personalidades influentes.

Colecionadora numa época em que tal prática era monopólio masculino, Amélia doou – ainda em vida – suas peças para museus brasileiros e franceses. Angelita Ferrari informa que a coleção de pinturas em miniatura da viscondessa é a maior do Brasil pertencente a apenas uma pessoa.

“A importância desse acervo está na diversidade de técnicas e temas, o que demonstra o cuidado da colecionadora em reunir não apenas um conjunto de miniaturas. Excluindo a pintura histórica, todos os outros temas são encontrados ali: retratos, animais, pinturas de gênero, paisagens e naturezas-mortas”, explica Angelita. Tamanha pluralização é singular diante de coleções da época, que privilegiavam retratos.

Criteriosa, a viscondessa montou seu acervo de maneira organizada. Os pintores identificados, em sua maioria franceses, eram nomes valorizados e premiados em salões. Alguns deles foram agraciados como cavaleiros da Legião de Honra da França. Angelita Ferrari lembra que autores amadores também foram contemplados. É o caso da amiga de Amélia, a arquiduquesa da Áustria Marie Alice, que a presenteou com uma espécie de ilustração científica, um galho de flores desabrochando. No verso, a artista escreveu um bilhete agradecendo os conselhos da brasileira.

A coleção viscondessa de Cavalcanti foi doada ao Museu Mariano Procópio por volta da década de 1930. A maioria das obras não está assinada ou tem assinaturas ilegíveis. “No entanto, os pintores identificados representam a importância desse conjunto. Tinham renome internacional. Valorizados, alguns eram contratados por autoridades como Napoleão Bonaparte e sua corte”, informa Angelita.

A pesquisadora ressalta que não há registro de grandes coleções de pinturas em miniatura no Brasil, onde se encontram conjuntos menores. Alguns museus exibem três ou quatro peças. No exterior, são comuns acervos dessa natureza. Angelita destaca, por exemplo, as 160 peças da condessa Zubov abrigadas no Museu Nacional de Arte Decorativa de Buenos Aires, na Argentina.


DUAS PERGUNTAS PARA...
. Angelita Ferrari
. Pesquisadora

Qual é a importância de coleções como a da viscondessa de Cavalcanti?
Elas retratam o gosto da época e as práticas colecionistas de pessoas de posses. Era comum elas reunirem convidados nos salões de suas residências para admirar as novas aquisições. Na época da viscondessa de Cavalcanti, outros colecionadores importantes eram os barões de São Joaquim e Salvador de Mendonça. A partir de acervos assim muitos museus foram formados, inclusive por meio de doações. Os colecionadores buscavam a perpetuação de seus nomes por meio dessas instituições.

Qual a importância do acervo do Museu Mariano Procópio?
Ele é riquíssimo, pois seu fundador, Alfredo Ferreira Lage, era um conhecido colecionador e admirador da monarquia. Com o fim do Segundo Império, Alfredo arrematou diversas peças que pertenceram à família real, como obras de arte, ornamentos, utensílios domésticos, armas, mobiliário e roupas. Também agregou coleções de seu círculo de amizades, como foi o caso de sua prima-irmã, a viscondessa de Cavalcanti.


SAIBA MAIS


A pioneira


A carioca Amélia Machado Cavalcanti de Albuquerque (1852-1946) foi a sexta mulher a ingressar no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Dama de destaque na corte de dom Pedro II, era casada com o deputado, senador e ministro Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque (1829-1899). Intelectual e incentivadora das artes, Amélia apoiava eventos de caridade. “Ela não era a fútil mulher de um político importante que de vez em quanto abria o salão”, explica a pesquisadora Angelita Ferrari. A viscondessa destinou suas coleções de moedas, leques e miniaturas ao Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, instituição que ajudou a criar.


ANÁLISE DA NOTÍCIA

Portas fechadas


É muito bem-vinda a notícia de que o prodigioso acervo de cerca de 50 mil objetos do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, está ganhando pesquisas e estudos – um gesto de consideração com a história e a arte brasileiras. Mas isso não esconde algo constrangedor: a instituição está fechada desde 2008. Se o problema, como foi dito até agora, é a falta de verbas para conclusão de obras, instala-se a dúvida quanto à eficácia das propaladas políticas de incentivo à cultura, à arte e ao patrimônio nos planos municipal, estadual e federal. Surpreende o fato de lideranças políticas e culturais não equacionarem o problema de forma a resolvê-lo. Nada justifica o público não ter acesso ao acervo de uma das instituições museológicas mais importantes do Brasil. (WS)

Mineirinho de ouro (Isaac Andrade) - Carolina Braga

Mineirinho de ouro 
 
Concurso promovido pelo programa Prelúdio projeta Isaac Andrade, que tem convites para estudar na Europa. Músico de Uberlândia quer ganhar o mundo
Carolina Braga

Estado de Minas: 31/12/2013


Isaac Andrade se dedica ao violoncelo há 13 anos (Jair Magri/Divulgação)
Isaac Andrade se dedica ao violoncelo há 13 anos
 Antes de pisar no palco da Sala São Paulo na final do Prelúdio, o programa de calouros comandado pelo maestro Júlio Medaglia e dedicado à música erudita, o violoncelista mineiro Isaac Andrade parecia não ter muita noção das transformações de sua vida a partir daquela experiência. Sentia, é fato, algo esquisito: um misto de medo e ansiedade. Mas também havia prazer. Pela segunda vez, ele tentava uma chance na competição organizada pela TV Cultura.

Para o cidadão de Uberlândia, só de estar ali, numa final, já era algo improvável. Imagine se sagrar campeão, como de fato ocorreu... Aluno há cinco anos do professor Kayami Satomi Farias, Isaac constrói com paciência a carreira que agora começa a dar frutos. A vitória no programa garantiu uma bolsa de estudos na Alemanha. “Também tenho convite para São Petersburgo, na Rússia. Vou analisar para ver o que é melhor”, assegura.

Aos 22 anos, Isaac é o único da família Andrade que conseguiu seguir a carreira artística. O pai trocou o trombone pelo comércio. A mãe abandonou o órgão para se tornar enfermeira. A irmã segue o mesmo caminho: o piano já está quase de lado, substituído pela carreira de advogada. A música entrou na vida de Isaac aos 9 anos.

O cronograma das gravações obrigou o mineiro a guardar segredo por quase um mês sobre o resultado da competição. A final só foi ao ar no dia 8. “Pouco antes de entrar no palco, fiz um trabalho de respiração muito grande. Comecei a tocar e a música fluiu”, lembra. A peça escolhida foi a Rapsódia húngara, de David Popper (1843-1913). À medida que a apresentação avançava, ficava nítido o quanto Isaac estava à vontade. Ele encarava a plateia com alegria. Mas ainda faltava o resultado.

A competição ficou empatada: dois votos para a cantora lírica Camila Titinger e dois para o mineiro. A decisão coube ao jornalista Irineu Franco Perpétuo, integrante do júri. “Meu coração disparou”, conta Isaac. A preparação para Prelúdio foi uma maratona. Ele chegou a ensaiar oito horas por dia. “Agora estou bastante tranquilo. Vou continuar meus planos de estudar fora e espero que o programa me traga convites para concertos e recitais. Quero que me chamem para tocar”, diz. Em Uberlândia, ele integra o Udi Cello Ensamble, octeto de violoncelos coordenado por Kayami Satomi.

Quedas em casa, ossos quebrados Eduardo Amaral

Quedas em casa, ossos quebrados 
 
Eduardo Amaral
Médico ortopedista e traumatologista


Estado de Minas: 31/12/2013


A prevenção das quedas de idosos em domicílio – que corresponde a mais de 70% – para evitar fraturas é fundamental, pois elas, muitas vezes, podem ser catastróficas. Comecemos pelo banheiro, visto que a maioria delas ocorre no trajeto quarto-banheiro. A iluminação, principalmente à noite, deve ser adequada e de fácil acesso. Deve-se deixar uma luz sempre acesa, mas, se não for possível, um sensor de presença seria suficiente. O box deve ter suporte tipo corrimão – há vários modelos no comércio, espessos, fortes e resistentes, para o idoso apoiar-se. Deve-se usar um ou mais tapetes de borracha antiderrapante com ventosas, para melhor aderência ao solo, principalmente na cerâmica molhada. Para idosos mais debilitados, uma cadeira de banho de metal facilita em muito o banho, bem como a instalação de ducha móvel e suporte para sabonete líquido.

No vaso sanitário – que deve ser mais elevado –, a maior dificuldade do idoso é sentar-se e levantar-se. Na parede de frente ou na lateral, um suporte tipo corrimão também é muito importante, aliás, seria melhor em todo o banheiro. No quarto, a iluminação deve ser adequada. Os pertences, bem como o acesso ao longo da cama para o banheiro, devem ser de fácil localização. A cama deve ter entre 55 cm e 65 cm de altura, para o idoso descer e subir mais facilmente. Os armários devem ter maçanetas grandes e portas leves, para facilitar a abertura. As roupas e os objetos no armário devem estar arrumados de modo a facilitar o acesso, evitando lugares muito elevados; o uso de qualquer tipo de bancada ou escadinha é contraindicado. Evitar tapetes, bordas soltas de carpete, brinquedos, caixas e objetos espalhados pelo chão ou qualquer tipo de fiação. Lâmpada, telefone e lanterna também devem estar à mão.

Quanto aos chinelos ou sapatos, podem ser de cadarço, mas firmemente amarrados; não usar sapatos de salto alto ou de plataforma. A altura ideal do salto deve ser entre 1 cm  e 2 cm. Elimine chinelos deformados, frouxos ou de sola lisa; devem ser confortáveis e firmemente aderidos aos pés. A sola deve ser da material antiderrapante. Não se deve nunca andar só de meias pela casa.

Na sala e no corredor, os móveis de quinas arredondadas devem estar em uma posição que não obstaculize o trânsito. Evitar mesa de centro, porta-revistas, plantas e objetos que possam bloquear o caminho, bem como extensões e fios de telefone. Cuidado com os animais domésticos, para que não trancem nas pernas dos idosos, derrubando-os. Interruptores de luz que brilham no escuro devem estar em lugares estratégicos, para evitar que o idoso ande no escuro até achar os interruptores.

As escadas devem ter corrimão em ambos os lados, à altura de 76 cm do solo. A borda do degrau, livre, deve ser bem visível e as bordas do carpete bem fixadas, se for o caso. A colocação de tiras adesivas antiderrapantes em cada borda seria interessante. São úteis os interruptores de luz ou detectores de movimento (sensores de presença) na parte superior e inferior da escada.

Na cozinha, retirar todos os tapetes que promovam escorregões; se qualquer líquido, comida ou gordura cair no chão, deve-se limpá-lo imediatamente. No piso, usar somente cera que não deixe o piso escorregadio. Os armários, estantes e outros móveis devem estar firmemente fixados, para permitir o apoio do idoso em caso de emergência. A comida, os utensílios domésticos e os demais apetrechos na cozinha devem estar à mão. Não usar escadinhas ou banquetas para pegar objetos no alto. A bancada da pia deve ficar entre 80 cm e 90 cm do solo, em uma posição mais confortável para o preparo dos alimentos.

Na área externa da casa, o trânsito em áreas com piso de cerâmica derrapante ou ardósia deve ser redobrado, principalmente quando encerados ou molhados. Essas são medidas fáceis de tomar de imediato, e não após o leite ter sido derramado.