sexta-feira, 8 de março de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo


A universidade da maconha faz sucesso


A confusão com que os americanos tratam as drogas pode ser vista numa escola que ensina como cultivar a maconha - e até ganhou ares universitários. Sucesso imediato
Chama-se THC University - THC a principal substância psicoativa da cannabis. Logo ganhou um apelido menos científico: a Universidade da Maconha. Foi criada no Colorado ( mais detalhes aqui), onde a venda da maconha para recreação foi liberada.
Para efeitos externos, os Estados Unidos são uma espécie de xerife mundial contra as drogas, numa política cuja eficácia é questionada.
Mas, internamente, experiências como a Universidade da Maconha, no Colorado, ensinam, com direito a aulas presenciais e virtuais, como cultivar um pé de cannabis em casa para obter o melhor produto.
Graças aos recursos digitais, as aulas que vêm dos Estados Unidos são disseminadas em escala mundial.
O fato é que, goste-se ou não, essa pequena escola no Colorado indica que a liberação da maconha em todo o mundo é só uma questão de tempo.
Quanto mais cedo se fizeram campanhas de saúde pública entre os adolescentes, melhor.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

Eliane Cantanhêde

folha de são paulo

Contra as raposas, uni-vos!


BRASÍLIA - O Congresso ultrapassou todos os limites com a indicação e eleição do deputado federal e pastor Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (atenção ao "minorias") da Câmara. A gente acha que já viu tudo, mas...
Essa história tem um enredo. O PT controla tradicionalmente a comissão, até porque o tema tem muito a ver com a história do partido, mas optou dessa vez por três comissões mais retumbantes. Junto com o PMDB, jogou a de Direitos Humanos no colo de aliados. E justamente no do Partido Social Cristão (PSC).
Boa coisa não ia dar, mas, como tudo que é ruim sempre pode piorar (diferentemente da máxima do também deputado Tiririca), a bancada do PSC indicou e a comissão elegeu o pastor Feliciano, que está no primeiro mandato, que se diz formado em teologia, com mestrado em teologia e doutorado em divindade, e que deixou um rastro racista e homofóbico nas redes sociais.
Pelo Twitter, tascou que "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé" e que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição". Por mais que explique, não justifica.
Pensar e acreditar em coisas assim já é um absurdo inacreditável, além de inaceitável, mas escrever e divulgar isso é um verdadeiro escândalo. Mais absurdo, mais inacreditável, mais inaceitável e mais escandaloso ainda é o sujeito pensar, escrever e acabar presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
Câmara e Senado, aliás, estão virando um zoológico de raposas tomando conta de galinheiros. Processados têm assento nos Conselhos de Ética, produtores rurais presidem as Comissões de Meio Ambiente e condenados pelo Supremo integram as de Constituição e Justiça.
Mas, enfim, depois que um senador renuncia à presidência do Senado, volta e é eleito novamente para o cargo, o que mais se poderia esperar?
Eliane Cantanhêde
Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal "Globonews em Pauta" e da Rádio Metrópole da Bahia.

Diversidade tem que ser inclusiva - Ângela Antonioli Pêgas

Valor Econômico - 08/03/2013

Ângela Antonioli Pêgas


Mais mulheres passam a ocupar posições executivas e as empresas estão mais preparadas para ajustes que por isso sejam necessários



A necessidade de se promover um ambiente corporativo ou, de uma forma geral, de trabalho, em que a diversidade está presente é amplamente defendida pelos líderes de negócios. A controvérsia em torno do tema não é mais o porquê da diversidade, mas como torná-la uma realidade com benefícios quantificáveis para as organizações e, individualmente, para as pessoas que delas fazem parte. O aspecto gênero também deixou de ser o maior desafio quando se fala em diversidade. A participação das mulheres em posições executivas tem aumentado gradativamente e as companhias estão mais preparadas para os ajustes que porventura decorram desse crescimento. Em contrapartida, outras dimensões de diversidade são igualmente importantes e de mais complexa implementação. O que fica extremamente claro é que diversidade de nada adianta se não houver inclusão.

Em pesquisa realizada no ano passado pela Egon Zehnder, foram entrevistados 511 líderes de empresas de vários países e diferentes setores sobre como eles abordam diversidade e inclusão e se esses temas têm impacto positivo nas suas companhias e em suas vidas. Quase por unanimidade, 96% dos executivos ouvidos responderam que trabalhar em um ambiente com diversidade tem importância do ponto de vista pessoal. Acreditam que a diversidade amplia seus horizontes, fomenta discussões mais estimulantes e, finalmente, melhora a qualidade de suas decisões, gerando novas ideias e soluções.
Um expressivo número, 80% desses executivos, reportou que os ambientes em que hoje operam promovem aspectos de diversidade. Um minoria acredita que a implementação da diversidade, embora de forma geral positiva, pode ocasionar alguns efeitos colaterais não desejáveis, como discriminação positiva, tomada de decisão mais lenta ou custos adicionais.

Mas o que é inclusão? Inclusão no ambiente de trabalho significa integrar colegas com características diversas nos processos formais das organizações em que estão inseridos, mas igualmente nos processos informais e nas relações sociais oriundas daquele círculo. Significa aceitar as diferenças e tirar o melhor proveito delas. As diferenças, aqui, não são apenas os aspectos demográficos, mas qualquer elemento que o grupo não compartilhava anteriormente. A falta de inclusão pode afetar o ânimo da organização, levando a um maior "turnover" e mais baixa performance.

Na pesquisa, fica claro que as organizações têm focado seus esforços de diversidade principalmente na inclusão de mulheres em seus quadros. Aproximadamente 53% dos executivos entrevistados dizem acreditar que houve bom progresso quanto à inclusão do sexo feminino. Porém, progressos bem mais tímidos são percebidos em relação à inclusão de outros ângulos de diversidade. Os aspectos mais desafiadores continuam sendo demográficos: menos de um terço dos entrevistados enxergam evolução consistente em diversidade étnica, de idade, orientação sexual ou de pessoas com deficiências. Entretanto, igualmente preocupante é a dificuldade de fomentar a inclusão da pluralidade de perspectivas e formas de pensar, de nacionalidades, de formação acadêmica, e de profissionais experimentados em um segmento de indústria distinto daquela contratante. A inclusão de uma forma diferente de pensar dentro do grupo é, sem sombra de dúvida, uma das armas mais poderosas para estimular inovação e impedir que as companhias permaneçam impotentes ante as novas demandas da sociedade. Um exemplo é a rápida transformação do mercado consumidor, com crescente exigência para atenção ao detalhe e possibilidade de customização mesmo em produtos massificados (áreas em que as mulheres navegam muito bem), além, obviamente, de uma importância cada vez maior dos países ditos emergentes, com uma onda gigante de novos consumidores, e do público feminino na decisão de compra. Esse cenário demanda que os executivos entendam em profundidade as circunstâncias locais e esses consumidores. Nada melhor para isso do que ter em seus quadros, em posições de liderança, representantes desses grupos, totalmente integrados e com poder de decisão.

Em recente artigo publicado na revista "The Focus", Michel Deschapelles, Laurence Monnery, Edwin Smelt e Catherine Zhu chamam atenção para práticas efetivas para a inclusão. Primeiramente, é essencial o comprometimento total das principais lideranças da organização. Essas pessoas devem incorporar comportamentos que fomentem diversidade e devem se tornar verdadeiros modelos no ambiente de trabalho. Além disso, avaliações periódicas dos executivos devem considerar sua habilidade de aceitar o novo e o diferente. Essa competência é tão mensurável quanto orientação para resultado ou liderança de equipes. Executivos com avaliações insatisfatórias em inclusão aceitam outras culturas ou pontos de vista, mas não têm atitudes proativas em relação ao tema. Já executivos com essa competência bem desenvolvida entendem o poder da diversidade internamente e junto aos seus clientes. Também agem como facilitadores e educadores dentro da companhia, sendo capazes de minimizar conflitos e guiar as opiniões diferentes em torno de um objetivo comum. Também na definição de promoções as companhias devem considerar se o executivo em questão possui essa competência. Finalmente, é essencial que a companhia proporcione a todos os executivos, nos seus primeiros 90 dias na organização - período crítico de adaptação - uma integração bem planejada, apresentando um sólido mapeamento de sua cultura, introduzindo-o aos principais interlocutores e oferecendo um ambiente aberto a perguntas. Isso se torna ainda mais importante se essa pessoa tiver um perfil distinto do predominante naquele ambiente. A perda desse profissional pela falta de inclusão resulta não apenas em custos adicionais para a companhia, mas, eventualmente, também pode gerar uma reputação negativa.

A diversidade deve ser abraçada em sua totalidade, muito além da questão do gênero. A diversidade feminina no ambiente de trabalho é só o primeiro passo num processo mais amplo de inclusão. Os frutos serão diretamente proporcionais às expectativas que tivermos em relação ao tema. Se, como resultado da diversidade, esperarmos somente responder às exigencias legais e de "compliance" no mundo corporativo, muito pequena será a evolução em termos de inclusão e, consequentemente, limitados serão os avanços para um melhor ambiente de trabalho que levam a alta performance.

Ângela Antonioli Pêgas é sócia da Egon Zehnder, líder da prática de desenvolvimento de liderança

Tv Paga

Estado de Minas - 08/03/2013

Poderosas e absolutas

No Dia Internacional da Mulher nada mais correto que ressaltar o poder feminino. O canal Space faz a sua parte com a estreia de Continuum, série de ficção científica estrelada pela bela e talentosa Rachel Nichols (foto). Ela faz o papel de Kiera Cameron, policial com a missão de impedir que um grupo terrorista altere o futuro. Confira às 21h.

Policial britânico não
curte paraíso no Caribe


Outra novidade de hoje é Death in paradise, às 22h, no BBC HD, narrando as aventuras de um típico inspetor de polícia da Inglaterra transferido para uma ilha do Caribe, onde se sente como um peixe fora d’água, pois odeia praia e a forma como a polícia local trabalha. Na Warner, às 22h45, estreia a oitava temporada de Supernatural, a série dos irmãos Winchester, caçadores de demônios, vampiros e afins.

A mulherada vai encarar
os desafios do canal Off


O canal Off também faz sua homenagem às mulheres com cinco documentários em que elas são as protagonistas, praticando basejumping, stand up paddle, escalada e surfe. O especial será dividido em dois blocos, das 14h às 16h e das 22h à 1h. As atrações são The fanatic search 2 (14h), 20 seconds of joy (15h), Jessica Watson: true spirit (22h), Laos (23h40) e Women and the waves (0h10). Já o NatGeo emenda três episódios da série Obsessões a partir das 22h15: “Insetos”, “Mortes” e “Animais”.

Um presente para os fãs
de Leona Lewis e Britne
y

Outra mulher em evidência hoje é Leona Lewis, conhecida por sua participação na terceira temporada do programa The X factor. Além de ter faturado a competição, a cantora e compositora de pop e r&b ganhou muitos fãs mundo afora, e por isso ela mereceu um especial do canal Boomerang na série Boombox in concert, hoje, às 15h. No Cinemax, às 21h, vai ao ar o especial Britney Spears’ Femme fatale tour.

Elas mandam muito bem
como atrizes e diretoras


Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o Studio Universal vai exibir quatro filmes com personagens femininas em destaque: Mágica além das palavras (16h15), Vida e arte de Georgia O’Keeffe (18h), Nunca mais (19h45) e Elizabeth (22h). No Telecine Premium, às 22h, vai brilhar a estrela de Charlize Theron na comédia inédita Jovens adultos. Já o Telecine Cult abre espaço para quatro cineastas: Mia Hansen-Love (Adeus, primeiro amor, às 18h), Agnès Varda (As praias de Agnès, às 20h), Nadine Labaki (Caramelo, às 22h) e Claudia Llosa (A teta assustada, às 23h45).

Programação de cinema
tem para todos os gostos


A Cultura reprisa hoje o filme Caos calmo, agora em versão dublada, às 22h. No mesmo horário, o assinante tem mais oito opções: Histórias cruzadas, no Telecine Pipoca; Uma patricinha de outro mundo, no Telecine Fun; Tudo pela fama, no Glitz; Lara Croft: Tomb raider – A origem da vida, no TCM; O turista, no Max Prime; Zona verde, na TNT; Alien vs. Predador, no FX; e Tron – O legado, no Disney XD. Outras atrações da programação: O casamento do meu melhor amigo, às 21h, no Comedy Central; A fantástica fábrica de chocolate, também às 21h, no Boomerang; Questão de vida, às 21h30, no Viva; e Vincere, às 23h50, no Max.