Mostrando postagens com marcador gilberto dimenstein. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gilberto dimenstein. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo

Homem simula dor do parto


Uma das melhores forma de intermediar conflitos e assim evitar a violência é ensinar as pessoas a se colocarem no lugar do outro. Ou seja, ensinar a conviver com a diversidade.
Daí que me chamou a atenção uma experiência que não tem a ver nada com violência. Mas tudo com o ensino da diversidade.
Um jornalista inventou um interessante jeito de os homens entenderem um pouco melhor o que significa ser mulher: usou aparelhos para simular as dores do parto.
Não aguentou. Suportou a dor apenas duas horas.
É apenas uma ilustração sobre o que imagino ser um aspecto da educação para a cidadania.
A humanidade vai alcançar um novo patamar civilizatório se nas escolas for ensinada intermediação de conflitos, fazendo com que as crianças e adolescentes saibam ver pelo ponto de vista do outro.
*
Por falar em violência, é simplesmente incrível uma obra de um artista que, numa série fotográfica, crucifixa crianças em corpos de vários tipos de adultos. Dê uma olhada
*
Falando em série fotográfica, há um projeto tocando: um projeto que registra a cumplicidade afetiva entre familiares e pacientes terminais. Aqui
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

sábado, 29 de junho de 2013

Como explicar as manifestações em 140 caracteres

folha de são paulo
Gilberto Dimenstein

Se eu tivesse de resumir em no máximo 140 caracteres tudo que o Brasil está experimentando por causa das manifestações, diria apenas o seguinte:
"O brasileiro está descobrindo que dá muito e recebe pouco. Foi um grito contra o vandalismo cotidiano do desperdício".
O resto é consequência.
É por isso e só por isso que a paixão do brasileiro, o futebol (com os gastos da Copa), pela primeira vez não foi apenas circo, mas educação democrática.
Daí se vê o medo das autoridades, a começar da presidente, em ir ao estádio assistir ao final da Copa das Confederações.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Aguardem: o pedágio urbano é inevitável - Gilberto Dimenstein

folha de são paulo

Aguardem: o pedágio urbano é inevitável

Uma das boas consequências dos protestos pela melhoria dos transportes públicos foi o aumento de pressão contra os automóveis particulares - o que facilitou o anúncio da prefeitura de colocar mais corredores nas principais vias da cidade.
Prepare-se. motorista: para quem tem carro a cidade já é um inverno, e só vai piorar.
A população( e com boas razões) não quer mais impostos, afinal a carga é alta e se tem a sensação (correta) de que o dinheiro público é desperdiçado.
Mas o fato é que para melhorar o transporte público é necessário ter menos carros nas ruas (quase todos concordam). E para investir nas melhorias o dinheiro tem de sair de algum lugar (e não pode ser do aumento indiscriminado dos impostos). Mais sensato cobrar de quem usa a rua.
Mais cedo ou mais tarde, alguém vai ter a coragem, apoiado por segmentos expressivos da população, de propor o pedágio urbano, destinando 100% do que for arrecadado para a melhoria da mobilidade urbana. De quebra, serve como combate à poluição.
É daquelas ideias que hoje provocam horror nos políticos.
Mas, como vimos agora, o levante das ruas é capaz de mudar as ideias e apressar soluções.
*
Aliás, o aumento do imposto para quem consome gasolina (a Cide) já é um tipo de pedágio urbano camuflado.
O preço exorbitante dos estacionamentos também é pedágio urbano, com a diferença que o dinheiro vai apenas para empresários.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Imagina se educação fosse igual a futebol

folha de são paulo
Gilberto Dimenstein
Aproveitando o calendário esportivo, o Movimento Todos pela Educação lançou pelos meios de comunicação uma interessante provocação. Uma provocação que poderia ser vista como alucinação.
Foi sugerido que imaginássemos um Brasil tão apaixonado pela escola como é pelo futebol. Já pensou se acompanhássemos o desempenho das escolas como se acompanham os campeonatos. E os pais se comportassem como uma torcida vaiando e aplaudindo.
Podemos estar muito longe desse sonho. Mas talvez não seja alucinação.
É o que concluo a partir das manifestações. A mais recente pesquisa Datafolha mostrou que, segundo os paulistanos, a educação deveria ser o segundo foco mais importante dos protestos (o primeiro, saúde).
Pela pesquisa, educação está muito na frente da transporte público de qualidade ou segurança.
Vemos também que nas manifestações a paixão pelo futebol se misturou a cobranças sobre os gastos com as arenas, vistas como desperdícios. E vieram pedidos de mais recursos para saúde e educação.
Isso forçou a presidente Dilma Rousseff a se comprometer mais uma vez a drenar 100% do dinheiro do pré-sal nas escolas.
O próprio fato de que cerca de 80% dos manifestantes que lançaram os protestos têm ensino superior já mostra como investir em educação consegue fazer um país mais transparente.
Vamos virar uma nação civilizada quando for consenso de que o melhor investimento para nos tornar desenvolvidos é a escola pública de qualidade - o resto é resto.
Aproveito o tema para mostrar uma seleção de como usar a internet para aprender sem gastar dinheiro - e com materiais de alta qualidade. Veja.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo

Jovens brasileiros criam a cidade do futuro


Tenho dito aqui que uma das mais interessantes tendências mundiais é o uso da tecnologia da informações para ajudar a fazer cidades mais inteligentes --é o que leva o nome de "smarter cities". Aí é que estão as cidades do futuro, onde as conexões digitais melhoram a vida presencial.
Jovens do Recife, onde existe o Porto Digital, acabam de ganhar reconhecimento mundial por inventar um jeito de as cidades serem mais inteligentes.
É uma rede social batizada de Colab para que se possa denunciar e propor soluções aos problemas nas cidades --do lixo ao carro estacionado nas ruas.
Disputando com vários países, inclusive os Estados Unidos, um concurso promovido pela New Cities Foundation, uma entidade que busca soluções para centros urbanos.
A ideia que começou em Recife, veio para a cidade de São Paulo, e seus idealizadores sonham em torná-lo mundial.
*
Uma lição: Recife investiu na criação de um polo de tecnologia para gerar empregos na cidade e reter seus talentos. Surgiu assim, numa área degradada, o Porto Digital, que tenho o imenso prazer de acompanhar desde os seus primórdios.
Juntaram-se universidade, governo e empresários. O resultado é que uma cidade vira não só um centro de problemas, mas de soluções, como mostrou os jovens do Colab.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O crack dos políticos - Gilberto Dimenstein

FOLHA DE SÃO PAULO

O crack dos políticos, como sabemos, é o vício dos votos.
Só assim consigo entender por que o governador Geraldo Alckmin colocou para comandar sua secretaria de Desenvolvimento Social alguém ( Rogério Haman) totalmente inexperiente em questões sociais. Ele terá de cuidar, entre outras funções, da questão do crack --em sua secretaria está o projeto Recomeço.
Sua especialidade: empreendedor de feiras e eventos. Se tarefas assim já são extremamente difíceis para especialistas, imagine para quem nunca se interessou pelo assunto. E só está ali por interesses eleitorais.
Motivo da escolha: Haman é aliado de Celso Russomano que, por sua vez, passa a apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin.
O drama disso é que, em meio a toda a violência que vivemos, a ação social é uma das armas que existem para termos mais segurança ( melhor, menos insegurança) , prevenindo a marginalidade.
*
Recomendo a todos que vejam um incrível cartaz contra o crack que foi colocado na Galeria do Rock em São Paulo. O anúncio é devorado por vermes. Veja aqui)
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo

A lição dos seios de Angelina Jolie


Há pessoas que nos ensinam a mudar o mundo -e a começar por nós mesmos.
Certamente esse é o caso de Angelina Jolie que, depois de fazer uma análise genética, mandou a vaidade para o espaço e preferiu a vida: tirou os dois seios. Isso antes que qualquer tumor tivesse aparecido.
Por ter dois genes falhos, seu risco de contrair um câncer no seio era de 87% - a mesma doença que matou sua mãe ainda jovem. A atriz não queria que seus filhos passassem pelo mesmo sofrimento da perda da mãe.
Jolie está adiantando uma era: a era em que, graças ao aprimoramento da genética, as pessoas vão tomar providências muito antes de qualquer sintoma aparecer.
Não por outro motivo cientistas dizem que crianças que estão nascendo hoje devem viver até os 120 anos com relativa saúde.
Ou seja, os seios de Angelina são uma aula de saúde pública.
E pensar que muitas mulheres não querem parar de fumar com medo de engordar.
*
Uma experiência de solidariedade: tatuadores ajudam mulheres a lidar com a mastectomia, criando arte em seu corpo (veja imagens aqui ).
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo

A "bolsa crack" é um desperdício?


Depois de uma série de insucessos (previsíveis, diga-se) no combate ao crack, o governo Alckmin lança um projeto de internação aos dependentes, oferecendo uma quantia às famílias no valor de R$ 1,3 mil mensais.
Já consigo ver os batalhões de tolos classificando a chamada bolsa crack de desperdício de dinheiro, fazendo comparações com o salário de um trabalhador.
A medida não é suficiente --mas está certa. E é caro mesmo. Veja quanto uma família de classe média para tratar, numa clínica particular, um dependente de drogas ou álcool.
O que se criticava (e com razão) é que o sistema público não oferecia leitos suficientes para os dependentes. Se vai oferecer agora, não sei. Mas o fato é que, com esse valor, pode-se credenciar uma rede de instituições privadas.
Ilusão imaginar que só com polícia e assistência social iríamos enfrentar o crack.
É um trabalho que envolve a família, a escola, a comunidade. E, para ter algum efeito, psiquiatras, medicando remédios. No meio disso, terapia e um esforço de socialização das vítimas das drogas.
Mesmo assim o que podemos fazer, na maioria dos casos, é reduzir os danos.
Como sempre digo aqui: problemas complexos exigem soluções complexas e cara.
O resto são saídas simplórias, como imaginar que a redução da maioridade penal vai nos deixar mais seguros.
*
Por falar em redução de danos, vale lembrar uma experiência da Universidade Federal de São Paulo. Fez com que os dependentes trocassem o crack pela maconha --e obteve bons resultados.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo

Receita para ser criativo


É sabido que as cidades mais criativas- Londres, Nova York, São Francisco, Berlim ou São Paulo, por exemplo - têm uma característica comum.
São marcadas pela diversidade. Não há chance de atrair por muito tempo grandes talentos para uma cidade que não abra espaço para gente fora do padrão. Natural que, em São Paulo a Vila Madalena fosse um polo de economia criativa.
Veja essa experiência que começa a prosperar nos Estados Unidos e Europa.
Chama-se Free Desk Here. Ou seja, Aqui Mesa Livre.
Empresas criativas, interessadas em aumentar a diversidade em seu ambiente de trabalho, anunciam em uma plataforma que oferecem gratuitamente uma estação de trabalho.
É especificado que tipo de pessoa gostaria de emprestar a mesa, focando alguém que, com sua presença, ajude a inspirar novas ideias.
Para quem ganha a mesa, a chance de ter uma estação de trabalho na faixa. Para quem cede, a possibilidade de ter mais criatividade em seu ambiente de trabalho, gerando mais criatividade.
Se quiser oferecer uma estação de trabalho, clique aqui.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Google descobre o empregado ideal? - Gilberto Dimenstein


Uma das mais importantes tendências mundiais é a chamada Big Data. Em poucas palavras: a manipulação dos rastros de informações deixadas pela internet.
Exemplo: se você compra uma vez pela internet um creme dental natural, sem produtos artificiais, vai ser bombardeado por anúncios que entendem seu perfil. Ou seja, talvez receba una lista de alimentos orgânicos perto da sua casa.
É possível usar Big Data para encontrar o trabalhador ideal?
Leio no "The New York Times" que um dos ícones da Big Data, o Google, resolveu aposentar algumas ideias para contratar funcionários criativos.
Vale menos a nota nas faculdades do que avaliar se o candidato tem um sentido de missão em seu trabalho e, ao mesmo tempo, sente que tem autonomia para tomar decisões.
Ou seja, as empresas não poderiam ter hierarquias muito rígidas para estimular a autonomia dos trabalhadores mais criativos.
Mais do que isso: o candidato tem de perceber, segundo o Google, que seu trabalho faz diferença na sociedade.
Talvez seja essa razão para que as empresas com mais compromissos comunitários e responsabilidade social ( a começar da forma como tratam seus funcionários) atraiam e tenham mais chance de atrair os melhores talentos
Certamente aí está a explicação para que cada vez jovens, em busca de autonomia, prefiram a ansiedade de serem empreendedores do que o conforto de estarem empregados.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O app da periferia e a revolução do celular

folha de são paulo

A partir de hoje já é possível saber pelo celular o que de mais relevante ocorre em cultura e educação na periferia da cidade de São Paulo, estendendo-se às regiões metropolitanas.
É batizado de Cultura de Ponta (baixe aqui). O app foi desenvolvido pela Fábrica de Aplicativos.
A ideia é mostrar que há uma produção cultural interessante nas pontas da cidade de São Paulo -e, na maioria das vezes, fica invisível até mesmo na periferia. Invisível até para quem mora na periferia.
É mais um exemplo de como a tecnologia consegue diminuir as barreiras.
A Fábrica de Aplicativos vem ensinando jovens de comunidades mais pobres a desenvolver, sem custo, seu próprio aplicativo.
O conteúdo é produzido com a participação de jovens da periferia, treinados em comunicação.
O que vai, de fato, democratizar a cultura e a educação não é o computador, que ainda não chegou às periferias, muito menos a banda larga, mas o celular - e a aí que está a nova onda da inovação da disseminação no conhecimento.
Cada pessoa, em qualquer parte do planeta, poderá aprender e influenciar a sociedade apenas com um celular na mão.
*
Se quiser acessar o conteúdo do Cultura de Ponta, um projeto do AfroReggae em São Paulo, clique aqui.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Táxi também é cultura - Gilberto Dimenstein

folha de são paulo

Adoro aqui falar e apoiar ideias simples que ajudam a convivência numa cidade - sem gastar nada ou quase nada.
Numa cidade como São Paulo é normal passar muito tempo num táxi. Por que não transformar o táxi num ponto de leitura de livros?
Dessa pergunta, quem sabe está nascendo uma gigantesca biblioteca móvel.
A experiência começou na Vila Madalena, criada pelo Instituto Mobilidade Verde, comandada por Lincoln Paiva. O bairro foi convidado a deixar livros no táxi.
Agora, porém, ganha dimensão graças às novas tecnologias da informação. É um dispositivo chamado Easytaxi, que, pelo celular ou computador, nos permite chamar o táxi mais próximo. E podemos acompanhar o trajeto do veículo pela tela. São milhares que táxis que já usam esse dispositivo em várias cidades brasileiras.
Ocorre que o Easytaxi está recolhendo livros e montando uma pequena biblioteca dentro do veículo.
O passageiro que quiser leva o livro para casa. E é convidado (mas não obrigado) a deixar em outro táxi, para formar uma corrente.
Se você quiser doar livros, basta mandar um email para contato@easytaxi.com.br
Se forem mais de duzentos livros, o projeto está disposto a fazer a coleta. De táxi, claro.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo


A universidade da maconha faz sucesso


A confusão com que os americanos tratam as drogas pode ser vista numa escola que ensina como cultivar a maconha - e até ganhou ares universitários. Sucesso imediato
Chama-se THC University - THC a principal substância psicoativa da cannabis. Logo ganhou um apelido menos científico: a Universidade da Maconha. Foi criada no Colorado ( mais detalhes aqui), onde a venda da maconha para recreação foi liberada.
Para efeitos externos, os Estados Unidos são uma espécie de xerife mundial contra as drogas, numa política cuja eficácia é questionada.
Mas, internamente, experiências como a Universidade da Maconha, no Colorado, ensinam, com direito a aulas presenciais e virtuais, como cultivar um pé de cannabis em casa para obter o melhor produto.
Graças aos recursos digitais, as aulas que vêm dos Estados Unidos são disseminadas em escala mundial.
O fato é que, goste-se ou não, essa pequena escola no Colorado indica que a liberação da maconha em todo o mundo é só uma questão de tempo.
Quanto mais cedo se fizeram campanhas de saúde pública entre os adolescentes, melhor.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Gilberto Dimenstein

folha de são paulo9

O genial reinventor da educação


Está chegando ao Brasil um jovem que está ajudando a reinventar a escola e, ainda por cima, ajudando a fazer com que as pessoas mais pobres, em qualquer lugar do planeta, tenham acesso à educação de mais qualidade: Salman Khan. Ele faz parte de um dos movimentos contemporâneos mais interessantes e generosos. É daquelas coisas que servem como marcos na humanidade (mais detalhes aqui ).
Ele tem encontro marcado com a presidente Dilma Rousseff e com ministro Aloizio Mercadante (Educação), quando vai falar não apenas de seus vídeos sobre as mais diferentes matérias, cada vez mais populares na internet, mas sobre um sistema de ensino em que o professor assume uma posição diferente em sala de aula. Tudo de graça.
Boa parte da transmissão do conteúdo fica com o computador, capaz de analisar o ritmo do aprendizado de cada aluno e até propõe exercícios de reforço. A partir daí, o professor consegue ajudar melhor o aluno.
O professor vira então uma espécie de tutor.
Imagine quanto tempo e dinheiro poderíamos economizar com esses recursos usados corretamente dentro e fora da sala de aula.
*
Muitas dessas aulas estão sendo traduzidas para o português pela Fundação Lemann
*
Aproveito para colocar uma seleção das melhores universidades (Harvard, Stanford, USP, MIT) que disponibilizam gratuitamente seu conteúdo na internet (veja aqui ).
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Gilberto Dimenstein


Pequena vitória contra a imbecilidade

FOLHA DE SÃO PAULO
Uma gigantesca obra "[pintada num prédio]": http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/12/artista-organiza-crowdfunding-para-manter-graffiti-na-luz/ na Luz, região central de São Paulo, perto da área mais conhecida como cracolândia, tem gerado uma bela história de solidariedade. Vemos aí um gesto de respeito com São Paulo, coisa rara em nossa cidade.
Tal painel está ameaçado de destruição por um simples motivo: o artista Daniel Melim, autor da obra, tem que pagar o aluguel da parede. A conta: R$ 26 mil por ano. Melim recebeu um prazo antes que tudo fosse pintado de branco. Mas ele não tinha dinheiro --e já estava conformado.
Em movimento inusitado de preservação da paisagem de uma cidade, foi criado nesta manhã um pedido de ajuda num site de vaquinhas chamado Catarse. A manutenção da obra ali, na parede, foi apresentada como um presente para São Paulo.
Quando o artista teve essa ideia, um tanto desesperada, para salvar seu painel, muita gente desconfiou, achou que, especialmente no fim de ano, ninguém prestaria atenção.
No começo da tarde desta quinta-feira, a vaquinha já tinha viralizado a tal ponto que boa parte do dinheiro já tinha sido arrecado.
São estes gestos que nos permite encontrar a beleza de São Paulo. Uma vitória contra a imbecilidade. Pequena. Mas uma vitória.
Divulgação/Daniel Melim
Obra do artista Daniel Melim, na Luz, em São Paulo
Obra do artista Daniel Melim, na Luz, em São Paulo

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Gilberto Dimenstein


Até onde Haddad resiste?



Como era previsto, alas do PT já pressionam Fernando Haddad para ocupar as subprefeituras e as áreas sociais (como assistência social, saúde e educação) com nomes políticos e não técnicos. Até onde o prefeito eleito vai resistir?
Afinal, sua candidatura deve-se a Lula, em primeiro lugar, e ao PT, em segundo. Haddad poderia ser sabotado na Câmara pelo seu próprio partido? Ele tem cacife para criar uma barreira?
Fato: se Haddad topar essa maluquice, começará o seu mandato muito mal.
Secretários políticos em pastas sociais significam possíveis candidatos para as próximas eleições, decisões que desconsideram a consistência técnica e, para completar, o engajamento nas eleições estaduais que já se aproximam. Ou seja, a cidade como trampolim.
Haddad foi eleito para trazer soluções inovadoras, especialmente na área social (como a saúde). E não há nada mais velho do que lotear cargos politicamente.