quarta-feira, 10 de setembro de 2014

SAÚDE » Errantes noturnos

Sonambulismo gera situações constrangedoras mas há como evitar episódios. Ficar muito tempo sem dormir e abusar do álcool são alguns dos fatores que desencadeiam o problema


Augusto Pio
Estado de Minas: 10/09/2014



 Imagine o susto ao ver uma pessoa andando pela casa de madrugada e ainda por cima dormindo. Mas isto é mais comum do que se imagina. Assim é o sonambulismo, que, em linhas gerais, é sair da cama durante o sono, andar ou exercer alguma atividade sem que se tome consciência e se lembre do ocorrido. “O sonambulismo é muito frequente e, em geral, surge na infância com uma prevalência que pode chegar a 17%, dependendo da população estudada. Geralmente, aparece entre 11 e 12 anos. Na vida adulta, a tendência será a redução do número de episódios, mas ainda será relativamente comum”, explica Maurício Viotti Daker, médico do sono, professor de psiquiatria e psicogeriatria da Faculdade de Medicina da UFMG (FM-UFMG).

O sonambulismo é tradicionalmente considerada uma parassonia (distúrbio caracterizado por movimentos anormais durante o sono), ou seja, um transtorno do sono que não o afeta propriamente. A pessoa acorda bem e não apresenta sonolência diurna ou cansaço. “Outros exemplos de parassonia são o pesadelo e o terror noturno”, enumera o médico.

“No pesadelo, acordamos assustados com o sonho atormentador, tomamos consciência da situação e até sentimos alívio por aquilo não ser verdade, dormindo em seguida. No terror noturno, a pessoa geralmente senta ou se move na cama e se mostra confusa e com medo, podendo gemer ou gritar. Dorme em seguida, sem ter consciência do ocorrido. Também são consideradas parassonias aquelas sensações repentinas de estar caindo ou de movimentos abruptos, bem como falar durante o sono”, esclarece o especialista.

Ele ressalta que esses transtornos se distinguem das dissonias (termo geral para distúrbio do sono), ou seja, de transtornos que afetam os mecanismos fisiológicos geradores de sono e de estar desperto, de modo que a pessoa fica com aquela sensação de acordar mal e de que o sono não foi reparador. Por exemplo, nas insônias e na apneia do sono.

“Não há propriamente tipos de sonambulismo, mas pode ser subdividido conforme a gravidade e o período de tempo em que se apresenta. Diz-se que o sonambulismo é leve quando ocorre menos de uma vez por mês e não traz consequências para o indivíduo ou para outros. É moderado quando mais frequente que o leve, mas ainda sem consequências. Já o grave ocorre quase todas as noites e está associado a danos físicos do paciente ou de outros. Diz-se que o sonambulismo é crônico quando se manifesta por período superior a três meses.”

Não se conhecem as causas. “As parassonias em geral resultam de alterações fisiológicas normais do sono, mas podem gerar problemas, se acentuadas. Supõe-se que no sonambulismo haja alguma alteração no mecanismo fisiológico de acordar, como se o sonâmbulo o fizesse pela metade. O que se sabe é que o sonambulismo, assim como o terror noturno, ocorre durante as ondas lentas (estágios 3 e 4), que predominam na primeira metade da noite de sono. Já o pesadelo ocorre usualmente na segunda metade do sono, quando as ondas são mais rápidas – há, inclusive, mais períodos de ondas muito rápidas, em que ocorrem os sonhos.

Segundo o médico, sabe-se também que muitos fatores podem predispor ao sonambulismo: privação do sono (noites maldormidas por qualquer motivo), vários tipos de medicamentos, intoxicação alcoólica, febre, asma, interrupção das ondas lentas pela apneia do sono e estímulos internos (como bexiga cheia) ou externos (como barulho).

Zumbis A principal manifestação, como o nome diz, é andar dormindo. “Daí, há uma grande variabilidade de comportamentos, conforme a gravidade e o contexto. Tipicamente, o indivíduo caminha pelo quarto, vai ao banheiro, pode subir e descer escadas e até sair de casa, assim como pode se alimentar e falar alguma coisa. Às vezes, há comportamento inadequado, como o caso da criança que urina no armário. Geralmente, o episódio dura de minutos a meia hora. Há redução de resposta ao meio, ou seja, ausência de resposta à comunicação e olhar vazio, como se o indivíduo estivesse agindo automaticamente. Ele não se lembra do evento quando acordado, seja pela manhã ou durante o sonambulismo, neste caso, se mostrando confuso e desorientado por algum tempo”, relata Maurício.

O neurologista e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG Rogério Gomes Beato, explica que existem evidências de que o sono dos indivíduos com sonambulismo é instável, com tendência a apresentar vários despertares. “Ao mesmo tempo, os mecanismos que levam ao aprofundamento do sono não permitem que os despertares aconteçam normalmente e o indivíduo desperta apenas parcialmente”, destaca. Segundo Beato, num trabalho no qual se estudou a circulação cerebral no sonambulismo, foi observada redução do fluxo sanguíneo cerebral nas regiões frontais e parietais, o que pode explicar a não consciência durante o evento, e um aumento deste na região do giro do cíngulo. Isso pode traduzir a estimulação motora, emocional e vegetativa observada durante os episódios.”

Beato ressalta que, na maior parte dos casos, é o componente genético o mais importante para o aparecimento dos episódios de sonambulismo. “Um episódio simples de sonambulismo, por exemplo, no qual o indivíduo caminha pelo quarto e volta para a cama e dorme, não traz consequências. No entanto, nos casos em que o indivíduo sai de casa, ele pode se expor a perigos.”

O médico salienta que a prevenção inclui evitar todos os fatores desencadeantes. “Ao se acordar um indivíduo de um episódio de sonambulismo, este apresentará confusão mental, mas não existem maiores riscos para os pacientes. Existem relatos raros de pessoas que utilizaram o computador e enviaram mensagens pela internet durante um episódio de sonambulismo. Entretanto, provar que o indivíduo fez compras ou mesmo cometeu crimes ou atos violentos (casos muito raros) durante o sono e, portanto, não estava consciente, será difícil.”

O especialista ressalta que existe tratamento. “Este deverá ser individualizado. Na maior parte dos casos será necessário apenas fornecer orientações à família. Em outros casos, além das orientações, deverão ser adotadas medidas de proteção do ambiente (portas e janelas fechadas, dormir no térreo). Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de medicamentos para resolver os episódios. O uso desses fármacos deve ser realizado com supervisão médica. Existe uma tendência à redução progressiva do número de episódios após a adolescência e após os 35 anos.”

Briga de irmãos

O professor J.B.L.*, de 36 anos, lembra que tudo começou na adolescência e que era sempre acordado por alguém da casa onde morava com os pais e irmãos. “A primeira vez foi quando tinha uns 16 anos e minha irmã me acordou no banheiro lá de casa. Estava sentado em cima do vaso, que estava com a tampa fechada, e dormindo ali. Confesso que não me lembro como fui parar lá. Aquilo foi ficando frequente”, conta J.B.L. Ele recorda que, a partir dali, os irmãos trancavam a casa com medo de ele sair à noite e ser assaltado ou mesmo atropelado por algum veículo.

“Engraçado que eu circulava pela casa e raramente trombava em alguma coisa. Certa vez, durante um surto de sonambulismo, cheguei a fazer xixi no armário no qual meu irmão guardava as camisas dele. É claro que não me lembro, mas todos me contaram no outro dia e meu irmão ficou uma fera. Foi uma briga feia e meu pai acabou me levando ao médico, que me receitou um remédio, que era manipulado em farmácia”, lembra J.B.L.

Hoje casado e com dois filhos, J.B.L. diz não ter mais surtos de sonambulismo, mas já houve época de sua mulher buscá-lo na sala de casa. “Acredito que não sou mais sonâmbulo e hoje não tomo nenhum remédio. Mas, por via das dúvidas, trancamos as portas que dão saída para a rua. As janelas lá de casa têm grades e acho que não sofro nenhum perigo de queda. Meus filhos, ao que parece, não herdaram isso de mim, graças a Deus.”

*Foram citadas apenas as iniciais, a pedido do entrevistado 

COLUNA DO JAECI » Por um time brasileiro como base‏

COLUNA DO JAECI » Por um time brasileiro como base
"Torço para que o nosso calendário seja adequado ao europeu, pelo menos na questão de interromper as competições quando a Seleção jogar"
Jaeci Carvalho
Estado de Minas: 10/09/2014


Nova Jérsei – O futebol brasileiro anda mesmo precisando ser repensado. O corte de Maicon causa comoção nacional, como se o lateral fosse uma sumidade na posição. Uma coisa é querer saber a verdade. Para um jogador ser desligado de uma delegação, o motivo tem de ser mesmo grave. Outra é agradecer ao atleta pelos serviços prestados. Já disse o que penso sobre alguém que faz gol na Coreia do Norte e chora. Maicon jamais foi unanimidade e na última Copa conseguiu ser reserva do medíocre Daniel Alves, que o Barcelona pensa em ceder de graça à Juventus. Lamento que, tendo Marcos Rocha, lateral de qualidade e, acima de tudo, responsável, precisemos recorrer a um veterano de 33 anos. Há quem justifique com a força física. Eu prefiro o talento.

O que Maicon fez ou deixou de fazer é problema dele. Só sei que há males que vêm para bem. Nova chance na posição se abre. Só não entendi quem é empresário desse Fabinho, do Monaco. Tem cada nome por aí que deixa a gente embasbacado... Deem a camisa 2 a Marcos Rocha e teremos o lateral para 2018. Há muito a Seleção anda banalizada. Quando Willian, Oscar e outros vestiriam essa camisa no passado? Jogadores absolutamente normais, que não fazem diferença nem nos seus times. Dizem que ninguém joga com o nome, mas esses nem tanto nome têm assim. Por essas e outras, o futebol do Brasil está na lama, com média de público baixa, cerca de 13 mil pagantes, nível de quinta categoria e times caindo pela tabela.

Torço para que o nosso calendário seja adequado ao europeu, pelo menos na questão de interromper as competições quando a Seleção jogar. Seria a única maneira de vermos convocados jogadores que atuam no país. Já passou da hora de Dunga ter um time brasileiro ou dois como base para as convocações. O Cruzeiro, por exemplo, poderia ceder Fábio, Mayke, Dedé, Lucas Silva, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart. O Galo, Marcos Rocha e Diego Tardelli. O Corinthians, Gil e Elias. Mais algumas equipes poderiam ceder jogadores de nível. Garanto que teríamos mais brasileiros do que “estrangeiros” e a tendência seria de crescimento e entrosamento mais rápido da equipe.

O ano que vem não será fácil: Copa América no Chile e início das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. Antigamente, a vaga no Mundial era certa. Hoje, nem tanto. Argentina, Chile e Colômbia estão na nossa frente. E o Uruguai é sempre carne de pescoço. Sugiro a Dunga pegar dois times do país como base e montar uma Seleção forte. Não será com Oscar e Willian que chegaremos a algum lugar. São fracos, como David Luiz, marqueteiro de quem José Mourinho fez questão de se desfazer no Chelsea.

Cruzeiro
Com 43 pontos, a melhor campanha dos pontos corridos com 20 clubes, o time mineiro está a 10 vitórias do tetracampeonato brasileiro. Ninguém tem dúvidas de que ele vai ganhar 10 ou 14 jogos no returno. Portanto, a taça é apenas questão de tempo. E não duvidem da conquista da Copa do Brasil. Se Marcelo Oliveira aprendeu com os erros em mata-matas, o Cruzeiro também é o grande favorito para ganhar esse troféu pela quinta vez e fazer a segunda tríplice coroa. Competência de uma diretoria transparente e de um técnico inovador, que joga sempre para a frente, em busca do gol.

Atlético
Sonho com uma final mineira na Copa do Brasil, e o Galo também tem todas as chances de chegar lá. Seu caminho será mais árduo do que o do rival, mas tem condições de fazer a diferença. Seria fantástico para o futebol do estado, que há dois anos dita o ritmo no país. O Atlético é outro clube que saiu do ostracismo e virou essa potência, graças ao trabalho de uma diretoria séria. Pena que nem Alexandre Kalil nem Gilvan de Pinho Tavares dirijam meu Flamengo.

América
Com boa campanha do time na Série B, querem tirar pontos do América na marra. Confio muito no advogado Paulo Lassmar. No dia em que viajei para os Estados Unidos, ele me ligou garantindo que o Coelho não perderá pontos. Num país em que o Fluminense por duas vezes caiu e não disputou a Segundona, como vou acreditar nos tribunais?

terça-feira, 9 de setembro de 2014

TeVê

TELEMANIA


Estado de Minas: 09/09/2014

TV PAGA


 (NatGeo/Divulgação)


À prova de tudo
Estreia hoje, às 21h, no NatGeo, a série Sobrevivendo na tribo. No primeiro episódio, “Floresta tropical”, o explorador Hazen Audel (foto) descobre como sobreviver como os huaorani fazem na Amazônia equatoriana. Ele precisa dominar o básico da caça e da colheita e aprender habilidades de sobrevivência local que o manterão vivo na mata.


Maria Eugênia prova que não é mole não!

Outra novidade de hoje é Adotada, às 21h30, na MTV. A produção nacional é derivada de Papito in love, que contou com a participação da ruiva Maria Eugênia Suconic. A modelo, hostess, produtora de moda e DJ apimenta a rotina de famílias dos mais diferentes estilos de vida que se dispõem a acolhê-la por uma semana. Cada um dos 13 episódios mostra a convivência nem sempre pacífica entre Maria Eugênia e as famílias que a adotaram. Em tempo: no canal GNT, estreiam hoje as novas temporadas de Boas-vindas, às 21h; e Socorro! Meu filho come mal, às 21h30.

Tem documentário  para todos os gostos

A noite de terça-feira é dedicada às artes no canal Curta!. Para começar, um episódio da série Figuras da dança, às 21h, com a bailarina e coreógrafa Sônia Mota, atualmente diretora da Companhia de Dança do Palácio das Artes, de Belo Horizonte. Já às 22h30, vai ao ar o documentário O bem amado, sobre o ator Paulo Gracindo (1911–1995). No SescTV, mais duas dicas: a sessão Curtadoc, às 21h, com os filmes cubanos El sueño de Rodolfo, El mundo de Raul, Los blancos e Asepsia; e o especial Paradigmas: Teat(r)o Oficina Usyna Uzona, na série Teatro e circunstância, às 22h. No Arte 1, o destaque é A margem da linha, sobre os artistas visuais Regina Silveira, Sérgio Sister e José Spaniol, às 20h30.

Canal Bis transmite o Fashion rocks ao vivo

O grupo Harmonia do Samba e o cantor Belo são os convidados de Thiaguinho hoje no programa Música boa ao vivo, às 20h30, no Multishow. No canal Bis, às 22h, será transmitido também ao vivo, diretamente de Nova York, o show beneficente Fashion rocks, com a participação de Jennifer Lopez, Pitbull, Usher, Miranda Lambert e Nicki Minaj e dos grupos Duran Duran e Kiss.

Muitas alternativas  no pacote de filmes

No pacotão de filmes, o Canal Brasil anuncia a exibição do inédito Simone, de Juan Zapata, com Simone Telecchi, Roberto Birindelli e Natália Mikeliunas Já o Megapix fez uma seleção de filmes com um tema em comum: Rápida vingança (17h40), O conde de Monte Cristo (19h50), A última casa (21h50) e Doce vingança (à meia-noite). Na faixa das 22h, o assinante tem mais sete opções: A coleção invisível, na HBO; Eva, no Max HD; O reino, no Studio Universal; Dose dupla, no Telecine Premium; A bela que dorme, no Telecine Cult; Cabo do medo, no MGM; e Os intocáveis, no TCM. E ainda: Zohan – O agente bom de corte, às 20h05, no Universal Channel; O mistério de Natalee Holloway, às 21h30, no Lifetime; Divinos segredos, às 22h10, no Glitz; O último mestre do ar, às 22h30, na Fox; e Homem-Aranha 2, também às 22h30, no FX.


FILMES

14h55 na Globo

RESGATE DO AMOR
(I do – But I don’t) – Canadá, 2004. Direção de Kelly Makin, com Denise Richards, Dean Cain e Karen Cliché. Lauren vive de organizar festas de casamento, mas nunca teve sorte no amor. Quando se apaixona por Nick e acredita ter encontrado sua cara-metade, descobre que o rapaz é noivo e ela vai ajudar nos preparativos do casório.


Kevin Costner e Whitney Houston estão no elenco de O guarda-costas  (Warner/Divulgação )
Kevin Costner e Whitney Houston estão no elenco de O guarda-costas

 
23h no SBT
O GUARDA-COSTAS
(The bodyguard) – EUA, 1992. Direção de Mick Jackson, com Kevin Costner, Whitney Houston e Gary Kemp. Frank Farmer, ex-agente do serviço secreto, é contratado pela estrela do pop Rachel Marron quando ela sofre ameaças de um fã psicótico. Será que o profissionalismo do guarda-costas Frank resistirá à paixão por Rachel?

2h15 na Globo

SEXO SEM COMPROMISSO
(No strings attached) – EUA, 2010. Direção de Ivan Reitman, com Natalie Portman, Ashton Kutcher e Kevin Kline. Adam está de coração partido após sua namorada trocá-lo pelo próprio pai. Uma noite, o rapaz encontra a amiga médica Emma, que não quer um vínculo amoroso e lhe propõe uma relação estritamente sexual.

CARAS & BOCAS » Família vira seriado


Simone Castro - simone.castro@uai.com.br
Estado de Minas: 09/09/2014




Nenê (Marieta Severo) será interpretada por Glória Pires
 (Raphael Dias/TV Globo
)
Nenê (Marieta Severo) será interpretada por Glória Pires
Clã fictício: Lázaro Ramos, Deborah Secco e JP Rufino
 (Raphael Dias/TV Globo
)
Clã fictício: Lázaro Ramos, Deborah Secco e JP Rufino


Na quinta-feira, A grande família sai de cena. Depois de 14 temporadas, a saga dos Silva e companhia se despede do público como uma das atrações mais bem-sucedidas da TV. E justamente para brindar o telespectador, o fecho será em grande estilo. Na trama, a Globo se interessa em fazer um seriado inspirado na família. Primeiro, eles ficam surpresos, depois todos aceitam. O diretor é Daniel Filho, que escala os atores. E a emoção é completa, pois Tony Ramos e Glória Pires serão Lineu (Marco Nanini) e Nenê (Marieta Severo). “Fiquei emocionada, feliz e honrada por se lembrarem de mim para fazer a Nenê, mas também por várias outras coisas: por ser com o Tony, por estar fazendo um personagem que a Marieta fez durante 14 anos e também pela história que foi criada, porque ela não passa essa ideia de fim, mas de continuidade”, disse Glória ao site oficial do programa. Tony, atualmente em O rebu, também comentou sobre a participação no encerramento: “É uma série absolutamente inesquecível e que representa muito da nossa brasilidade. O mínimo que eu posso fazer em respeito a esse trabalho lindo deles é me sentir homenageado de poder participar da história deles, um pouquinho que seja.” No “programa”, Bebel (Guta Stresser), Agostinho (Pedro Cardoso) e Floriano (Vinícius Moreno) serão interpretados por Deborah Secco, Lázaro Ramos e JP Rufino. A atriz, que interpreta Inês em Boogie Oogie, afirmou: “Guardei o que vi dela ao longo dos anos e tentei fazer não tão copiado, mas sem me esquecer de algumas coisas marcantes, como o inesquecível: Aiiii Tinhoooooo”. Marcelo Adnet será Tuco, personagem de Lúcio Mauro Filho. Já Luana Piovani e Alexandre Borges formarão o casal Lurdinha (Maria Clara Gueiros) e Paulão (Evandro Mesquita). Anteontem, em entrevista ao Fantástico, Nanini falou sobre a despedida: “Luto sempre vai ter”, mostrando que a galera está sofrendo com o fim do programa, um remake do original que foi ao ar em 1972.


SEGUNDA EDIÇÃO ATUALIZA PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA
Confira no Jornal da Alterosa – 2ª edição de hoje o resumo com as principais notícias do dia, a análise dos fatos e também as matérias especiais. A apresentação é de Ana Cristina Pimenta.


REPROVADOS PODERÃO TER NOVA CHANCE EM REALITY
O The voice Brasil (Globo), cuja nova temporada estreia neste mês, terá uma novidade. Trata-se do quadro “Segunda chance”, em que alguns concorrentes de temporadas passadas tentarão convencer os técnicos Cláudia Leitte, Daniel, Carlinhos Brown e Lulu Santos. O programa retorna à cena dia 18, depois da novela Império.


FATOS RELEVANTES DA  HISTÓRIA EM NOVO CANAL
Canal H2 vai substituir o Biography Channel na TV paga a partir de outubro. Na nova programação, entre outras atrações, “10 coisas que você precisa saber” e “Humanidade decifrada”. Na estreia, você vai saber que Hitler fez parte de um coral católico e depois se transformou num sem-teto, além de ter sido mimado pela mãe e ter medo de fazer sexo. Alguns programas do antigo canal serão mantidos, como Hangar 1. O H2 é o segundo canal do History Channel.


VERÔNICA DIRá QUE o PAI de seus FILHOS É BARATA
Em Geração Brasil (Globo), mais uma vez separada de Jonas (Murilo Benício), Verônica (Taís Araújo) vai descobrir a gravidez. E de gêmeos! Como o dono da Marra acredita que não pode ter filhos, ele nega que seja o pai. E ela, humilhada, confirma que as crianças são de Barata (Leandro Hassum). A gravidez da personagem foi encomendada por conta da gravidez da atriz na vida real. Taís espera o segundo filho de Lázaro Ramos, o Brian Benson da novela.


MUNDO  MÁGICO

Bryan Cranston, de Breaking bad, vai produzir uma série de TV. De acordo com a Variety, o ator desenvolve o roteiro para o canal NBC de um sitcom baseada em O livro perigoso para garotos, dos irmãos Conn e Hal Iggulden, que já vendeu mais de 1 milhão de cópias. A trama acompanha três garotos que perdem o pai e herdam um guia cheio de pistas, que leva a um local mágico. A série ainda não tem título ou previsão de estreia. Bryan venceu o Emmy de melhor ator este ano em série dramática por Breaking bad.

VIVA

Cacau Protássio no humorístico Vai que cola, do Multishow (TV paga).

VAIA

Eterna cara de tédio de Davi (Humberto Carrão) em Geração Brasil.
 

LUTO NO SAMBA Com suas criativas divisões, o cantor Miltinho foi um mestre

Com suas criativas divisões, o cantor Miltinho foi um mestre. Mulher de 30, Palhaçada e Mulata assanhada estão entre os hits dele, que compôs Angélica com Chico Buarque


Estado de Minas: 09/09/2014




Miltinho se destacou na transição entre a bossa nova e a MPB (Douglas Alexandre/O Cruzeiro - 6/12/65)
Miltinho se destacou na transição entre a bossa nova e a MPB


O Brasil perdeu o Rei do Ritmo. Famoso pela maneira como interpretava o samba – com divisões e suingue peculiares –, o cantor Miltinho morreu aos 86 anos, devido a problemas pulmonares, na capital fluminense. O corpo foi cremado ontem no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro.

Entre os sucessos do carioca Milton Santos de Almeida estão Mulher de 30 (Luis Antônio) e a marchinha Nós, os carecas (Arlindo Marques Júnior/Roberto Roberti). Nos anos 1960 e 1970, o cantor participou de vários programas de TV e foi astro do carnaval. Modesto, avisava: “Não sou astro de coisa nenhuma. Sou apenas um mero cantor de samba”. Como intérprete, ele lançou os compositores João Nogueira e Luiz Ayrão.

Também compositor de marchinhas e sambas-canções, Miltinho era um dos nomes de destaque na transição entre a bossa nova e a MPB. Foi parceiro de Chico Buarque, João Bosco e Luiz Melodia. No ano passado, a gravadora Discobertas lançou uma coletânea em comemoração a seus 60 anos de carreira. A caixa contém 12 CDs, um para cada dos 12 LPs que Miltinho gravou de 1960 a 1965. Entre eles estão Um novo astro (1960), O diploma do astro (1960), Poema do adeus (1961), Miltinho é samba (1961) e Poema do olhar (1961).

Zuzu Angel Com Chico Buarque ele compôs Angélica (1977), em homenagem à estilista Zuzu Angel, que denunciou a tortura durante a ditadura civil-militar. Zuzu fez corajosa campanha para encontrar o corpo do filho, Stuart, militante do MR-8 assassinado pelas forças da repressão.

Há seis anos, o documentário No tempo de Miltinho, de André Weller, levou o troféu de melhor curta-metragem no festival É Tudo Verdade.

O cantor fez muito sucesso com a marchinha Mulata assanhada (Ataulfo Alves). Outros hits em sua voz foram Palhaçada (Luiz Reis/Haroldo Barbosa), O conde (Jair Amorim/Evaldo Gouveia), Laranja madura (Ataulfo Alves), Volta e Menina moça, ambas de Luís Antônio.

Em 1998, lançou o CD Miltinho convida com participações de João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia e Chico Buarque, entre outros. O Rei do Ritmo gravou também com Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta, Mariana Baltar, entre outros.

Sandra Vergara, filha do artista, contou que o pai deixou de fazer shows há quatro anos, desde que foi diagnosticado com mal de Alzheimer.