terça-feira, 2 de julho de 2013

Ministra defende ação da Câmara para antecipar rejeição do projeto 'cura gay'

folha de são paulo
'CURA GAY'
DE BRASÍLIA - A ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) defendeu os esforços da Câmara dos Deputados para enterrar o projeto da "cura gay", que deverá ir amanhã ao plenário.
"O Brasil segue as orientações da Organização Mundial da Saúde, que exclui a interpretação sobre orientação sexual com o viés de doença." O governo mobiliza aliados para que a proposta seja rejeitada e para pôr em discussão o texto que criminaliza a homofobia.
O presidente e líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), prometeu apresentar hoje um requerimento para colocar o projeto em regime de urgência, com a intenção de fazê-lo seguir diretamente ao plenário. O texto, que prevê a liberação de tratamentos psicológicos sobre a orientação sexual, deverá ser rejeitado por ampla maioria na votação.
Aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a proposta revoga algumas resoluções do Conselho Federal de Psicologia que proíbem tratamentos para tentar mudar a orientação sexual.

Dilma no Contraponto do Painel Vera Magalhães

folha de são paulo
Reforma paralela
Resistente à realização de plebiscito, a base de Dilma Rousseff na Câmara se articula para driblar o calendário do Planalto para a reforma política. O presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN), vai propor hoje como plano B a criação de grupo de trabalho para, em 90 dias, apresentar uma reforma que seria submetida a referendo --formato que a presidente rechaça. "Dilma está mal informada sobre a disposição do Congresso para o plebiscito", diz um defensor da alternativa.
-
Longo prazo O mais cotado para coordenar a comissão é Cândido Vaccarezza (PT-SP). Na Câmara, a aposta principal entre os governistas é que a consulta popular só será feita em 2014.
Na mesa Ontem, após a reunião ministerial, Alves iria à Granja do Torto para conversar com Dilma. Pretendia expor a alternativa para que a reforma não caia "no vazio'' caso o plebiscito não vingue.
Baqueou Aloizio Mercadante (Educação) não foi à reunião de ontem com Dilma. O ministro, que estava com faringite, foi representado por José Henrique Paim, secretário-executivo da pasta.
Muita calma... Ministros e a cúpula do PT receberam texto de João Santana sobre como reagir à queda de 27 pontos na avaliação da presidente pelo Datafolha. O texto diz que era impossível, após o "terremoto neopolítico'', que não houvesse abalo momentâneo para todos os políticos.
...nessa hora Para explicar o declínio maior de Dilma, o marqueteiro escreve que quem ocupa o poder central vira o maior alvo de insatisfações pois, além de ser a "grande autoridade", recebe o "lixo" dos problemas localizados de cada Estado.
Ansiolítico O roteiro afirma ainda que não há nenhum líder de oposição ou partido capaz de catalisar a insatisfação popular, o que facilitaria a recuperação.
Conectado Silvio Meira, um dos maiores especialistas em tecnologia da informação do Brasil, é o novo assessor especial de Eduardo Campos (PSB). Meira elaborou uma pesquisa sobre o papel das redes sociais nas manifestações de junho. Campos mostrou o estudo a Dilma em reunião da semana passada.
Buraco Auxiliares de Geraldo Alckmin (PSDB) ficaram "frustrados" ao constatarem que não entregarão nenhuma nova estação de metrô em 2013. A estação Adolfo Pinheiro, da linha 5-lilás, seria aberta em dezembro, mas sua inauguração só será possível em 25 de janeiro.
Dominó A queda da avaliação de Fernando Haddad (PT) se deu exatamente na mesma proporção da perda de popularidade de Dilma na capital paulista. Na cidade de São Paulo, o percentual de eleitores que aprovam o governo da presidente caiu quase pela metade. O mesmo aconteceu com o prefeito.
Opositor? Na corrida pelo governo do Rio, Lindbergh Farias (PT) tem seu melhor desempenho entre eleitores que aprovam o governo Sérgio Cabral (PMDB). Ele chega a 22% nessa faixa, mas atinge só 13% entre os críticos de Cabral --grupo que prefere Anthony Garotinho (PR).
Terceira... Uma dissidência pode embaralhar a formação da CPI dos ônibus na Câmara paulistana. Os governistas contavam com a escolha de Dalton Silvano (PV) para a relatoria da comissão, mas vereadores já identificaram uma movimentação do vereador Milton Leite (DEM) para ficar com o posto.
...via O PSDB quer a relatoria para investigar os contratos, mas o PT tenta convencer o tucano Eduardo Tuma a apoiar Silvano.
com ANDRÉIA SADI e BRUNO BOGHOSSIAN
-
TIROTEIO
"As PECs 35 e 53 representam tentativa de enfraquecer o MP e o Judiciário, ao minar pilares do Estado Democrático de Direito."
DE ALEXANDRE CAMANHO, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, sobre projetos de rever vitaliciedade de procuradores e juízes.
-
CONTRAPONTO
Presidente e porta-voz
Dilma Rousseff surpreendeu os jornalistas que aguardavam o fim da reunião ministerial ontem, na Granja do Torto, ao se submeter a uma entrevista coletiva em que anunciou o que fora discutido até aquele momento.
Procurando mostrar intimidade com os jornalistas, Dilma, que raramente concede entrevistas, disse:
--Façam três perguntas. Mas não aquelas três que se desdobram em cinco, porque esse método eu já conheço.
A petista disse que pretende ser mais acessível''.
--Vou fazer muito quebra-queixo. Não vou dar briefing sempre --disse, recorrendo ao jargão jornalístico.

    Alberto Goldman e Luiz Guilherme Piva no Tendências/Debates

    folha de são paulo
    ALBERTO GOLDMAN
    TENDÊNCIAS/DEBATES
    O povo não se deixará enrolar
    Até agora, só a parcela da população com mais acesso à informação mostrou sua indignação. A reação dos mais simples virá ainda mais forte
    Por que os sentimentos de revolta e de indignação --que se constata que estavam em estado latente nas profundezas da alma brasileira-- só agora vieram à tona nas manifestações populares?
    A bandeira da gratuidade do transporte coletivo, compreendido por todos como algo inexequível, não foi, isoladamente, a razão das manifestações de milhares de pessoas em todo o país.
    Também não se pode creditar o sucesso dessas manifestações à recente oposição da população aos gastos com os estádios, que só era verbalizada por poucos.
    Nem foram as deficiências do poder público nas áreas de segurança, saúde e educação, que vêm de muito tempo e exigem ações de longo prazo, as razões das manifestações.
    Nem mesmo se originaram da repulsa à corrupção, que marcou o período petista e teve o seu ápice no episódio do mensalão com suas consequências por anos afora abatendo dezenas de altas autoridades da República. Nem da lerdeza do nosso sistema judiciário, que, até agora, não colocou ninguém na cadeia.
    Mesmo a reforma política --sobre a qual cada um tem uma preferência e agora tão lembrada como indispensável diante da falta de representatividade dos atuais partidos-- não foi razão suficiente.
    Nenhum desses motivos isoladamente explica as manifestações. Todos eles e outros mais, somados, sim!
    Enfim, por que essa indignação não explodiu antes? A meu ver, porque Lula e Dilma foram protegidos por bons resultados econômicos: inflação contida, diminuição do desemprego, crédito abundante e barato como incentivo ao consumo e aumentos salariais satisfatórios.
    Poucos estavam dispostos a ouvir que a falta de sustentabilidade dos resultados obtidos no curto prazo iria se transformar em graves problemas no médio e no longo prazos.
    Aconteceu. Mais cedo do que se esperava, o quadro mudou. A inflação, em especial o custo dos alimentos, deu um salto astronômico. O emprego parou de crescer, o crédito diminuiu, os juros aumentaram e os aumentos de salários apenas recuperam a inflação, quando muito.
    A couraça que protegeu Lula e Dilma está se rompendo. A era Lula vai chegando ao fim, e Dilma vai se esvaindo. Passaram a ser atingidos pela revolta que estava encruada na alma dos brasileiros. Pensaram que o povo estava morto.
    Até agora, apenas uma parcela da população mostrou a sua indignação. Começou pelos que têm mais acesso à informação. O restante do povo começa aos poucos a se manifestar, o que se percebe nas pesquisas realizadas pelo Datafolha.
    Todos tiveram ganhos econômicos nas últimas décadas, mas suas expectativas também são de que a inflação não acabe com as suas conquistas. Que a economia produza mais e melhores empregos e que os serviços públicos respondam às suas demandas. Percebem que a estagnação do país pode frustrar-lhes.
    As reações das pessoas mais simples levam mais tempo para se tornarem visíveis, mas não deixam de acontecer. Ainda virão mais fortes, à medida que vão se dando conta dos males que este governo tem feito ao país. A presidente, tendo perdido a credibilidade, não tem mais tempo para reformular o modelo político e econômico que o Lula implementou e que se exauriu.
    Dilma ainda tem em suas mãos os meios materiais e a maioria no Congresso. Não será com demagogia ou com a enrolação dos pactos e plebiscitos ninguém sabe sobre o quê, na fase final de governo, que poderá vencer os desafios colocados.
    Resta-lhe arrastar-se até os últimos dias do mandato para entregar aos eleitos no próximo ano um país que esteja em condições de superar a herança maldita que vai deixar. Não salvará um novo mandato, mas, pelo menos, salvará a sua honra.

      LUIZ GUILHERME PIVA
      TENDÊNCIAS/DEBATES
      Economia da celebridade
      A novidade é que nenhum mercado tão vasto se estruturara com base em tecnologia tão eficiente e com resultados tão generosos
      Celebridade não é somente a pessoa famosa. É também a informação acerca de quem é ou se torna famoso, por razões nobres e/ou supérfluas, de forma duradoura e/ou fugaz e em circuitos amplos e/ou restritos, públicos e/ou privados.
      Hoje, a celebridade é um bem econômico de grande relevância, tornado abundante pela revolução tecnológica das comunicações e das redes sociais. Trata-se de um mercado com crescente otimização de oferta e demanda.
      Visto de hoje, até recentemente ele não apenas estava longe de seu ponto ótimo, porque havia enorme demanda não atendida, como também aquilo que era insuficientemente ofertado gerava mais e mais demanda, como se o seu consumo açulasse a disposição crescente ao consumo.
      Eis a primeira especificidade desse bem. Sua chamada utilidade marginal é crescente. Traduzindo: o consumo de uma informação sobre celebridades em nada diminui (antes, aguça) a demanda por outras informações. O seu consumo, em vez de satisfazer, aumenta a avidez do consumidor, gerando uma espécie de demanda infinita, sem risco de haver crise por excesso de oferta.
      Outra especificidade é que, para as mídias e redes, o custo de ofertar informações é baixo (porque é a celebridade quem investe em si mesma e na geração de notícia) e praticamente constante, não se alterando em função do volume de informações fornecidas.
      Simplificando, o custo unitário de fornecer informações adicionais é decrescente --sem falar da incessante renovação do produto e do seu giro imediato, sem estoque, sem logística, sem perdas e sem depreciações. Uma situação propícia a enorme lucratividade.
      Essa atividade profícua não era explorada em função da rusticidade dos mecanismos de oferta e de consumo. A revolução das redes de compartilhamento praticamente infinito e em tempo real é que tem produzido a inaudita configuração acima.
      A rigor, não é algo inusitado. É sabido que fenômenos econômicos sempre respondem a condições sociais (necessidades e desejos). E que o engenho humano opera para otimizar tal resposta. A novidade é que, salvo engano, nenhum mercado tão vasto se estruturara com base em tecnologia tão eficiente e com especificidades e resultados tão generosos para os ofertantes.
      Há outra especificidade interessante nesse mercado. Do lado dos consumidores, ele se comporta como o dos chamados bens de Giffen. E, do lado das celebridades, como o dos chamados bens de Veblen.
      Explico, respectivamente, essas nomenclaturas teóricas.
      Os consumidores se dispõem a adquirir sempre mais do produto, ainda que tenham que gastar mais, porque atribuem a ele utilidade prioritária. E as celebridades, por considerarem que tal condição as posiciona melhor em status e reconhecimento, se dispõem a investir cada vez mais para obtê-la e mantê-la (eventos, aparência, assessoria), mesmo que a custos crescentes, porque é essa diferenciação o produto a que elas atribuem maior valor.
      O curioso é que os bens de Giffen são considerados inferiores, muito baratos. E os de Veblen são os bens reconhecidamente ostentatórios, muito caros. O que, convenhamos, é uma interseção heterodoxa.

        Tv Paga


        Estado de Minas: 02/07/2013 

         
        Aventura nas alturas

        O Universal exibe, às 19h25, o filme Homem-Aranha 3. A produção, com direção de Sam Raimi, traz, no elenco, Tobey Maguire, Kirsten Dunst e Topher Grace. O filme conta a história de uma estranha entidade alienígena que se conecta a Peter Parker e faz com que seu lado obscuro se revele. Enquanto o herói luta para manter o controle de suas ações, um novo vilão surge: o Homem-Areia.


        Aos fãs da comida
        dos sete mares

        Os chefs brasileiros Carlos Bertolazzi, Dalton Rangel, Guga Rocha e João Paulo Alcântara mostrarão as receitas deliciosas de lula defumada, chapa de fraldinha com queijo fundido e buraco quente. A atração que promete dar água na boca nos fãs de gastronomia vai ao ar às 22h15, no Homens gourmet, no canal Bem Simples.

        Segredos de beleza
        de Irene Ravache

        Luana Piovani recebe, às 11h30, no Superbonita, do GNT, a atriz Irene Ravache. Entre as suas mentirinhas de beleza, a atriz revela que já realizou algumas intervenções cirúrgicas nas orelhas, no pescoço e nos seios. Além disso, Irene conta que já faz parte da sua rotina usar cílios postiços e, sempre que necessário, uma boa maquiagem para disfarçar
        as sardas. A atração vai ao
        ar às 11h30. 

        Uma inversão geral
        para matar você de rir

        O 220 volts está ao contrário. Os personagens agem de modo oposto ao seu natural: dona Hermínia está despreocupada com os filhos, a Senhora dos Absurdos quer fazer doações, Piriquita termina o namoro, Playboy sofre por amor etc. A atração comandada pelo humorista Paulo Gustavo vai ao ar às 22h, no Multishow.

        Graciliano Ramos pela
        ótica de Sylvio Back

        Cineasta Sylvio Back fala sobre Graciliano Ramos, às 23h, na TV Brasil. O diretor está lançando documentário sobre o escritor, que também é tema da Festa Literária de Paraty (Flip). O cineasta aborda a relação entre cinema e literatura, além de comentar sua nova produção. “Gosto do cinema falado, de dar tempo para escutar o outro. Meu filme é uma conversa sobre Graciliano”, resume.

        Aventuras de pescador
        em águas agitadas

        Na nona semana da Okie invitational, as temperaturas atingem os 40 graus e os peixes estão em busca de águas mais frias. Marion Kincaid e seu parceiro Mark seguem para local notoriamente perigoso, onde um amigo e companheiro pescador perdeu a vida. Os penhascos em erosão podem ser a ruína de Marion também. Esse é o tema do “Pescadores
        de bagres,” às 20h30,
        no Nat Geo.