terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Editoriais FolhaSP

FOLHA DE SÃO PAULO

Lixo sem destino
Os municípios do litoral norte do Estado de São Paulo têm sido onerados com encargos cada vez maiores para encontrar um destino adequado ao lixo produzido por seus moradores e turistas.
Sem um plano eficaz de gestão dos resíduos sólidos, as prefeituras de Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela são obrigadas a exportar os refugos para um aterro em Tremembé (SP), no alto da serra. O custo dessa operação é alto. Em média, essas cidades despendem 10% de seus recursos com lixo, item que consome apenas 2% do orçamento paulistano.
A situação se agravou desde o fechamento de todos os aterros do litoral norte, entre 2004 e 2008, por falta de condições ambientais. E pode piorar quando o aterro de Tremembé ficar saturado.
Apesar das dificuldades e das exigências legais, as prefeituras têm feito muito pouco. Mesmo antes da aprovação, em 2010, da Política Nacional de Resíduos Sólidos -que prevê o fim dos lixões até 2014-, a Lei de Saneamento Básico de 2007 já exigia que o manejo do lixo fosse feito de forma adequada à proteção do meio ambiente.
Cinco anos e duas eleições municipais depois, pouco mudou -e não só no litoral norte. Levantamento realizado no ano passado pela Confederação Nacional dos Municípios estimava que só 9% das administrações locais haviam concluído os planos de gestão de resíduos sólidos no prazo. Entre as demais prefeituras, apenas 42% tinham estudos em andamento.
É certo que muitas cidades não dispõem de pessoal qualificado para elaborar essas diretrizes, mas também não têm procurado auxílio externo para atender as exigências legais. Na realidade, diversos políticos não consideram o lixo uma prioridade e só reagem quando ele começa a pesar nas contas.
A implantação ou o aperfeiçoamento dos programas de coleta seletiva teriam, por si só, um impacto notável sobre essas despesas: no caso do litoral norte, apenas 2% do lixo é reciclado, de acordo com a estimativa do Instituto Pólis.
Só isso, contudo, não será suficiente. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, 51% dos resíduos sólidos urbanos produzidos no país -62 milhões de toneladas em 2011- são compostos por matérias orgânicas.
Já existem projetos para instalar usinas capazes de incinerar esse lixo. Mas o tempo para adotar as providências está se esgotando.

    Menos atrativo
    Interferência excessiva do governo e falta de política econômica consistente pesam contra o Brasil nas escolhas de fundos de investimentos
    Por causa dos impostos elevados e da maior interferência do governo na economia, grandes fundos estrangeiros passaram a trocar o Brasil por outros emergentes na hora de fazer seus investimentos.
    Dados da consultoria norte-americana EPFR, especializada em fluxo de capitais, mostram que, entre os fundos voltados para mercados emergentes, a parcela investida no Brasil caiu de 16,7%, em 2009, para 11,6%, em novembro passado. É o nível mais baixo desde 2005.
    Tal padrão se repete em outras categorias de investimentos. No caso de fundos globais de ações, a fatia brasileira é hoje de 1,2%, o menor patamar desde 2008.
    Num claro sinal de que a capacidade de atração do país diminui, o Brasil perde espaço até mesmo se considerada apenas a América Latina, com um recuo de quase dez pontos percentuais em relação à média de 2010 e 2011.
    O resultado final pode ser medido nos dados do Banco Central relativos ao investimento estrangeiro em carteira (que inclui renda fixa e ações). Nos 12 meses encerrados em novembro último, houve queda de 25% na comparação com o mesmo período de 2011.
    Para um país que necessita de investimento externo a fim de financiar não só suas empresas como também o próprio governo, o cenário não é animador.
    A redução, é verdade, se explica em parte pela cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capitais, que visa conter aplicações de curto prazo. No caso da renda fixa, o governo aumentou o tributo de 2% para 6% em 2010, o que praticamente zerou as entradas.
    Além da tributação específica, porém, há dois fatores mais preocupantes que ajudam a entender a perda de espaço do Brasil.
    Um deles é a dificuldade que o país enfrenta para retomar seu crescimento. A média de 1,8% nos últimos dois anos prejudicou a rentabilidade das empresas.
    Outro fator negativo é a interferência governamental em vários setores da economia, fomentando um ambiente de incerteza para os investidores. Petróleo, mineração, bancos, siderurgia e energia -que juntos compõem mais de 50% do índice Bovespa- foram alvo de intervenções.
    Para além das medidas pontuais, trata-se, mais uma vez, da incapacidade do governo de formular uma política econômica à altura dos desafios do país. Não por acaso, mais e mais investidores apontam para os riscos da leniência com a inflação e a piora das contas públicas nos últimos anos.
    Em contrapartida, de certa forma até paradoxalmente, a entrada de investimento estrangeiro direto permanece alta. Se empresas brasileiras continuam sendo compradas por estrangeiros, então quem pensa no longo prazo ainda tem fé no país. Por quanto tempo?

      Charge - Angeli

      FOLHA DE SÃO PAULO
      Charge

      José Simão

      FOLHA DE SÃO PAULO

      Ueba! Brasileiros rapam Miami!
      Vazam fotos da Carolina Dieckmann com drogas! Aí você abre a foto e é ela com o Vágner Love e mais dois
      Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Pensamento do dia: Venezuela governada por respiração artificial! Rarará!
      E novidades do futebol! Para evitar lesões, o uniforme do Pato será de plástico bolha! E na camiseta vem escrito: "Cuidado! Frágil!". E quando o Pato começar a jogar, a gente começa a sacanear o marreco!
      E atenção! Vazam fotos da Carolina Dieckmann com drogas! Aí você abre a foto e é a Carolina Dieckmann com o Vágner Love e mais dois! O Vágner Love voltou pra Rússia! E muda de nome pra Vágner Engov! Vai encher a cara de vodka com o Depardieu!
      E a musiquinha do site Futirinhas! "Ex-my Love, ex-my Love, o Flamengo não tem dinheiro nem pra pagar o Vágner Looove!" "Vágner Love, Vágner Love/ Se te puser na vitrine/ Você não vale nem R$ 1,99."
      E o Big Bagaça Brasil? Baixa no "BBB"! Baixa nos Rinocerontes de Sunga! Bambam desiste. E eu já marquei hora na minha analista pra superar esse trauma! E arrumaram outro rinoceronte de sunga!
      Prova da comida, Yuri tem que escrever "cóccix", "exceção" e "varíola". E ele: "COQUIZ, ESCEÇÃO e VARIULA!". Trocaram um intelectual por outro! Rarará! E aí me perguntaram: "Mas você assiste ao 'BBB'?!". "Assisto, gosto de uma acefalia televisiva."
      E atenção! Agora vai: 2.000 pessoas protestam em Caracas contra o Chávez e 20 pessoas protestam na avenida Paulista contra o Lula! A força das multidões! Rarará!
      E o Amaury Jr. tuitou que "a Flórida vai ser o mais novo Estado da federação brasileira, o 28º. Os brasileiros desbragadamente nas compras". É O PIBINHO! Rarará!
      Se você encontrar um monte de areia com uma sacola em cima, pode cavucar que é um brasileiro! Rarará! Brasileiro compra até lata de ervilha em Miami!
      Quando eu falei que brasileiro tava fazendo até supermercado em Miami, recebi 200 e-mails: "Eu!". "Eu!" "Eu também!" Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
      O Brasil é Lúdico! Placa num boteco da praia de Jatobá, Sergipe: "Aviso! Não aceitamos cheque, som de mala e bebidas de fora. NÃO EXISTA!". Rarará! Adorei, trocaram o "não insista" por "não exista".
      Vou adotar essa. Quando alguém vier me encher o saco, eu grito: "Não exista!". Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã!
      Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

        Televisão - Outro canal

        FOLHA DE SÃO PAULO

        ALBERTO PEREIRA JR. (interino) alberto.pereira@grupofolha.com.br
        Sem famosos, 'Fazenda' ocupa 3º lugar em ibope
        Arma da Record para levantar sua audiência entre outubro e janeiro, a "Fazenda de Verão" não tem cumprido seu objetivo.
        Versão sem famosos do reality show "A Fazenda", que já teve cinco edições no canal do bispo Edir Macedo, o programa ocupa o terceiro lugar no Ibope, atrás da Globo, que é líder, e do SBT.
        Desde a estreia, em 31 de outubro, até o dia 10 de janeiro, "Fazenda de Verão" registrou média de 6,6 pontos. No confronto, a Globo marcou 18,4, e o SBT, 8.
        Cada ponto representa cerca de 60 mil domicílios na Grande São Paulo.
        No período, mais de dois meses, o reality rural com anônimos ficou à frente do canal de Silvio Santos em apenas nove ocasiões.
        Atualmente, o programa comandado por Rodrigo Faro tem evitado o confronto com o "Big Brother Brasil", da Globo, cuja 13ª temporada estreou no último dia 8.
        A final de "Fazenda de Verão" deve ocorrer ainda neste mês. A atração mudou de horário desde a estreia: passou de 21h45 para depois das 23h.
        A Record deve estrear no fim do primeiro semestre a sexta edição de "A Fazenda", apresentada por Britto Jr.
        A produção de uma nova versão de "Fazenda de Verão" ainda está sendo avaliada pela cúpula da emissora.
        Divulgação/SBT
        SAMBA Péricles, ex-vocalista do Exaltasamba, participa do quadro "Crianças Curiosas", no "Programa Raul Gil", do SBT; vai ao ar no sábado
        Fé 1 O "Domingo Espetacular", da Record, exibiu uma reportagem de um pastor reclamando sobre a minissérie "O Canto da Sereia", que, segundo ele, seria propaganda das religiões afrobrasileiras.
        Fé 2 Na mesma reportagem, outros religiosos também reclamaram do espaço que a emissora concede a manifestações católicas em sua programação e pediram mais representatividade aos movimentos evangélicos.
        Fé 3 No segmento, a Record exibiu sem autorização imagens de "O Canto da Sereia" e da novela "Salve Jorge". A Globo está avaliando que medidas vai tomar.
        Data "Paixões Perigosas", com Adriane Galisteu, tem estreia prevista para 17 de maio, no Investigação Discovery.
        Cabeleira Larissa Maciel, que raspou o cabelo para interpretar uma egípcia na minissérie "José do Egito", da Record, usa oito perucas diferentes na produção -era costume, na época, remover os pelos do corpo para evitar piolho. O total de perucas encomendas pela produção é de 400.
        Palco 1 Em 2012, o Multishow contabilizou 120 shows e mais de 150 horas dedicadas à música. Neste ano, exibirá o Planeta Atlântida, entre os dias 1º e 2 de fevereiro, e festivais como Lollapalooza e Rock in Rio.
        Palco 2 A programação musical começará amanhã, com o Festival de Verão de Salvador. Sophia Reis, Luisa Micheletti, Guilherme Guedes, Luíza Sarmento e Débora Teicher comandarão as transmissões do canal.