quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CARAS & BOCAS » Disputa acirrada Simone Castro


Estado de Minas: 12/09/2013 


Ninho (Juliano Cazarré) ficará rico e lutará para retomar a filha em Amor à vida  (Bob Paulino/TV Globo-21/5/13)
Ninho (Juliano Cazarré) ficará rico e lutará para retomar a filha em Amor à vida



Bruno (Malvino Salvador) e Paloma (Paolla Oliveira) se casam e esperam viver felizes para sempre ao lado de Paulinha (Klara Castanho). Mas nos próximos capítulos de Amor à vida (Globo) vão constatar que nada dura para sempre. É que Ninho (Juliano Cazarré) retorna à cena e decide lutar para ficar com a filha. Agora, ele é um homem rico, disposto a lutar de igual para igual. Até o visual do riponga é repaginado e surpreende o amigo Valentim (Marcelo Schmidt), que vai recebê-lo no aeroporto, quando o rapaz desembarca dos Estados Unidos. “Mas que transformação é essa? Essas roupas...”, pergunta o garçom. “Valentin, deu tudo certo. A diretora da galeria de Nova York me recebeu superbem. A gringa me deu a maior força. Fiz duas exposições, na primeira vendi tudo. Na segunda, tinha até fila para comprar os meus quadros”, explica Ninho. E ele vai logo avisando que voltou para brigar pela filha. “Quero ficar com a minha filha. Sou o pai da Paulinha. Nunca esqueci os dias que eu passei com aquela baixinha. Vim para tomar a minha filha. Tenho os meus direitos e quero a minha filha para mim.” Mais tarde, ele dá o mesmo recado a Félix (Mateus Solano), que pede para ele esquecer o assunto. Mas o artista é irredutível: “Criei muita afinidade com ela. Sou o pai. Quero a Paulinha para mim. E você vai me ajudar a tomar a Paulinha da sua irmã”.

SEM CENSURA RECEBE O
SAMBISTA ARLINDO CRUZ


O cantor e compositor Arlindo Cruz é um dos convidados de hoje do programa Sem censura, às 16h, na Rede Minas e na TV Brasil. Considerado uma das figuras mais importantes do samba na atualidade, ele vai falar sobre o DVD Batuques do meu lugar e a viagem que fez pelas sonoridades brasileiras. Em mais de 30 anos de carreira, Arlindo – que comemora 55 anos no sábado – construiu um vasto repertório com cerca de 550 composições. Na atração, ele mostrará alguns sucessos, como O bem e Meu lugar.

SE EU FOSSE VOCÊ VIRA
SERIADO NO CANAL FOX


A partir de 1º de outubro, começa a ser exibida na Fox (TV paga) a série Se eu fosse você, baseada em filme homônimo. Saem Glória Pires e Tony Ramos, protagonistas do longa-metragem dirigido por Daniel Filho, e entram Paloma Duarte e Heitor Martinez. O lançamento é uma das atrações que comemoram os 20 anos da Fox no Brasil. O canal também planeja transformar em série o filme Bruna Surfistinha, estrelado por Deborah Secco. A estreia pode ser no ano que vem e a atriz que ficará com o papel ainda não foi escolhida.

NA MORAL VAI DISCUTIR
OS LIMITES DO HUMOR


Cada um no seu estilo, comediantes tomam a palavra no Na moral, nesta noite, na Globo, para debater o que faz rir e os limites do humor. O trapalhão Renato Aragão, Hélio De La Peña, Bruno Mazzeo e Gregório Duvivier conversam sobre piadas, suas inspirações e o que faz a brincadeira perder a graça. Alguns esquetes de Os trapalhões, Casseta & Planeta, urgente!, Vida ao vivo show e Porta dos fundos serão exibidos e servem de base às discussões sobre os
temas que faziam rir há alguns anos e que hoje não passariam pelo crivo do politicamente correto.

BRUNO DE LUCA FECHA
CICLO E DEIXA A GLOBO


Depois de 20 anos na Globo, onde estreou em 1993 na novela Fera ferida, e há quatro anos integrava a equipe do Vídeo show, Bruno de Luca desligou-se da emissoa. “Ele já cumpriu o ciclo dele no Vídeo show, então entendeu que era hora de sair. Foi tudo feito em consenso”, disse Lúcia Colucci, empresária de Bruno, ao site Caras online. Segundo ela, a decisão foi tomada em agosto. Bruno continuará no Multishow (TV paga), que pertence à Globosat. “São contratos separados. Ele ainda está no grupo, continua no Vai pra onde? e vai apresentar o Rock in Rio para o Multishow”, explicou.

TERRA DE ONÇA


O Globo ecologia deste sábado vai mostrar lugares que recebem turistas do mundo inteiro e que são referência na preservação ambiental, como Bonito (MS), que se transformou no melhor destino de ecoturismo do país. Com cachoeiras para banhos relaxantes, grutas, lagos com águas cristalinas e atividades em cavernas submersas, o paraíso recebe até 80 mil pessoas durante o carnaval. O programa revela ainda detalhes do projeto Onçafari, que está sendo implantado próximo à cidade, com oobjetivo de selecionar e treinar as onças-pintadas para que se habituem à presença dos turistas passeando em
seus territórios.

VIVA

Saramandaia (Globo): remake, que não segue original à risca, não fica nada a dever à primeira versão. Ótimo resultado.

VAIA

Resgate de Paloma (Paolla Oliveira) em clínica psiquiátrica, em Amor à vida. Parece comédia bem ao estilo pastelão. 

CINE CEARÁ » Uma reflexão sobre a loucura‏


CINE CEARÁ » Uma reflexão sobre a loucura Documentário do mexicano Solar Luna mostra o drama de um paciente encarcerado por 23 anos em um hospital psiquiátrico 


Mariana Peixoto *

Estado de Minas: 12/09/2013 


O longa-metragem O paciente interno apresenta o relato de Carlos Castañeda de La Fuente: inocente ou culpado? (Cine Ceara/Divulgação)
O longa-metragem O paciente interno apresenta o relato de Carlos Castañeda de La Fuente: inocente ou culpado?

Fortaleza – Em 2 de outubro de 1968, centenas de estudantes foram mortos na Cidade do México. A 10 dias do início dos Jogos Olímpicos naquele país, a ação dos manifestantes, que ecoavam o que ocorria no mundo, foi reprimida com truculência pelos militares, no que veio a se chamar Massacre de Tlatelolco. O país era governado por Gustavo Díaz Ordaz Bolaños, que, sob pressão, fez um mea culpa um ano mais tarde. Pois em fevereiro de 1970, durante um ato público e já em fim de governo, Díaz Ordaz teria sofrido um atentado.

O autor seria Carlos Castañeda de La Fuente, que estaria vingando os estudantes mortos e desaparecidos – dezenas segundo números oficiais; centenas de acordo com grupos de direitos humanos. O presidente, que governou o México de 1964 a 1970, nada teria sofrido. A única certeza diante de tudo, já que não há nenhuma documentação sobre o ato em si, é que Castañeda ficou encarcerado 23 anos em um hospital psiquiátrico. Depois de um trabalho impecável de investigação, o mexicano Alejandro Solar Luna apresenta essa história em O paciente interno, documentário exibido anteontem na mostra competitiva do Cine Ceará.

Pesquisa A história de Castañeda era praticamente desconhecida. O realizador tomou contato com ela por meio de uma reportagem publicada em um jornal em 2004, sobre um homem que havia atentado contra a vida de Díaz Ordaz e que vagava pelas ruas da Cidade do México. “Guardadas as devidas proporções, ele é o nosso Pinochet”, disse o diretor sobre o antigo presidente. Mais do que mostrar a trajetória de Castañeda, o diretor realiza um trabalho de denúncia contra o antigo sistema psiquiátrico.

Livre do encarceramento desde 1993, Castañeda é um morador de rua que exibe as sequelas de uma vida à base de antipsicóticos e enclausuramento. Luna, que começou efetivamente a pesquisa do documentário em 2008, foi encontrá-lo um ano mais tarde, depois de contratar um investigador particular. Só tinha uma foto antiga de Castañeda e a ajuda de uma advogada que havia tentado tirá-lo do hospital. “Em cinco minutos de conversa, ele me disse que tinha tentado matar o presidente. Perguntei se ele queria contar sua história e ele aceitou”, conta Luna. A motivação seria um delírio de Castañeda. Muito religioso, ele teria achado que se o massacre havia matado jovens e o México era um país católico, então ele tinha que vingar os católicos matando o presidente.

Com 69 anos, às vezes lúcido, outras vezes desconexo, o personagem revelou seu passado. Castañeda ficou internado quatro anos no Pavilhão 6 do Hospital Psiquiátrico Samuel Ramírez Moreno – na verdade, uma solitária de onde os próprios enfermeiros não tinham a chave – e 19 no Pavilhão 5, destinado aos pacientes inimputáveis. Com uma câmera onipresente, mas nunca ostensiva, Luna vai acompanhando a vida de Castañeda. A vida em um albergue, o encontro com o irmão, a relação com outros internos. As imagens são intercaladas com depoimentos de advogados, psiquiatras, enfermeiros e até o tutor legal de Castañeda, que não aceitou ser filmado, e só aparece em gravação de áudio.

“Mais do que uma denúncia, esse filme é uma reflexão sobre a loucura”, afirmou Luna, que há mais de um ano perdeu Castañeda de vista. Tenta encontrá-lo passando nos lugares que sabe que ele costuma frequentar para lhe mostrar o filme. O paciente interno estreia no circuito comercial mexicano no próximo dia 27. O diretor espera polêmica, ainda mais porque o Partido Revolucionário Institucional, do presidente Díaz Ordaz, voltou ao poder em 2012 com a eleição de Enrique Peña Nieto.


* A repórter viajou a convite da organização do Cine Ceará

Jornalista edita crônicas - Carlos Herculano Lopes


Estado de Minas: 12/09/2013 


Leila Ferreira volta a BH depois de ter vivido três anos em Araxá (Gabriela Araujo/Divulgacao-4/7/13)
Leila Ferreira volta a BH depois de ter vivido três anos em Araxá

Depois do sucesso de Mulheres: por que será que elas...?, que ficou durante um bom tempo na lista dos mais vendidos, a jornalista e escritora Leila Ferreira lança mais uma coletânea de crônicas, Viver não dói (Editora Globo/Principium, 276 páginas), que ela autografa hoje, no Teatro Sesiminas. Se depender dos temas universais que ela explora, como amor, sexo, solidão, envelhecer, perdas e alegrias, com certeza o livro também será sucesso.

No livro não faltam ainda as viagens que Leila fez pelo mundo, as experiências adquiridas e os encontros com famosos, como nas vezes em que esteve com a escritora chilena Isabel Allende, uma em Ouro Preto e três outras em Nova York. Em algumas crônicas nota-se também uma pontinha de melancolia, tão própria do ser humano, mas nada que a autora não tire de letra.

Formada em letras e jornalismo, mas atualmente dedicando-se à literatura, Leila Ferreira conta que se inspirou num verso de Emílio Moura para escrever o novo livro: “Viver não dói, o que dói é a vida que não se vive, tanto mais bela sonhada quanto mais triste perdida”. Leila explica: “Eu me apaixonei de cara pelo texto, pedi autorização à família do poeta e coloquei Viver não dói como título do livro”.

Mas e para você, Leila, viver dói ou não dói? “Dói, sim, mas é só soprar que passa. É claro que viver dói, mas não viver, ou viver pela metade, é muito mais doloroso ainda”, afirma a escritora. Para ela, que desde a adolescência teve de botar o pé na estrada na busca do próprio caminho, chegando com a cara e a coragem a Belo Horizonte, a dor de estar vivo é bem menor do que a dor de se viver anestesiado ou de não viver.

Viver não dói
Lançamento do livro de Leila Ferreira. Hoje, às 19h30, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia), dentro do Projeto Sempre um papo. Entrada franca. Informações: (31) 3261-1501 e www.sempreumpapo.com.br.


Em família

No evento de hoje, Leila Ferreira estará acompanhada do irmão, o cartunista e frasista Dirceu. Ele também lança o livro As máximas do Dirceu (Editora Autêntica). “Exilado há anos em Araxá”, como costuma dizer, Dirceu foi revelado por Ziraldo, trabalhou no Estado de Minas e em outros jornais e inspirou o famoso personagem Ubaldo, o paranoico, do também cartunista Henfil. 

Sono reparador de neurônios‏

Estudo americano indica que dormir bem aumenta a produção de substância que protege o sistema nervoso central. Desgaste dessa estrutura pode desencadear doenças autoimunes, como a esclerose múltipla 


Thaís Cieglinski

Estado de Minas: 12/09/2013 

Uma boa noite de sono é capaz de renovar o ânimo, descansar o corpo e a mente. Um estudo publicado no The Journal of Neuroscience acrescenta mais um motivo à lista de benefícios: dormir intensifica a produção da bainha de mielina, substância que envolve os neurônios e protege o sistema nervoso central. “O uso que fazemos do cérebro enquanto estamos acordados exige um período de descanso. Muitas funções cognitivas ficam comprometidas se nos mantivermos despertos por muito tempo, da atenção à memória, passando ainda pelo humor. Elas só conseguem ser reparadas se, de fato, adormecermos”, explica a neurocientista Chiara Cirelli, pesquisadora da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e coordenadora do estudo.

As constatações foram feitas em experimentos com camundongos. Os dados levantados indicaram que a taxa de produção das células que dão origem à mielina, os oligodendrócitos, dobrou enquanto eles dormiam. Apesar de saber que muitos genes são ativados durante o sono – a exemplo dos hormônios do crescimento – , os cientistas ainda não conheciam o impacto do repouso sobre células responsáveis pela produção da substância branca “Agora, está claro que a maneira como operam outras células de apoio no sistema nervoso também muda significativamente se estivermos dormindo ou acordados”, detalha a especialista.

A capacidade de aprender e de ganhar novas habilidades é precisamente controlada pela mielina, que funciona como isolante de um circuito elétrico. Ela garante que os impulsos sejam transmitidos de forma rápida de uma célula para outra, podendo transmitir um sinal em velocidade superior a 100 metros por segundo, tão rápido quanto um carro de Fórmula 1. O desenvolvimento dos oligodendrócitos é iniciado durante o segundo trimestre de gestação, logo depois do surgimento da maioria dos neurônios; continua durante o nascimento e perdura pela vida adulta. Sem a bainha de mielina, no entanto, os neurônios são expostos e a transmissão dos impulsos nervosos fica comprometida. Podem ainda acontecer “curtos-circuitos” ou bloqueios da transmissão dos impulsos. 

É o que ocorre com portadores de doenças como a esclerose múltipla e a mielite transversa (leia Saiba mais). Em ambos os casos, a degradação da substância branca pode provocar um série de alterações físicas e cognitivas, como fraqueza muscular; formigamento ou dormência na face, nos braços e nas pernas; incoordenação motora, problemas na memória, desequilíbrio, incontinência urinária, entre outras. A desmielinização, no entanto, não se dá de forma homogênea, mas em focos localizados principalmente em áreas motoras e sensoriais.

Os ataques à mielina ocorrem em virtude de uma falha genética no sistema imunológico – responsável por proteger o corpo humano diante de um agente intruso, como um vírus ou uma bactéria –, que, por razões ainda desconhecidas, passa a atacar a substância branca. O sistema nervoso central tem a capacidade de reverter, até certo ponto, a degeneração da mielina, mas, com a progressão dos ataques, esse mecanismo perde força.

Novos tratamentos A descoberta dos pesquisadores norte-americanos pode, portanto, oferecer novos caminhos no tratamento dessas enfermidades. De acordo com o estudo, a maior produção de oligodendrócitos se deu durante a fase mais profunda do sono, o período REM (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos). Em contrapartida, quando os ratos foram forçados a permanecer acordados, houve queda nessa taxa. Além de sintetizar a mielina, essas estruturas são responsáveis por mantê-la. 

“Na fase inflamatória de doenças autoimunes que atingem o sistemas nervoso central e periférico ou no caso de desmielinização muito intensa e persistente, não há chances de recuperação com os medicamentos atualmente disponíveis”, explica o neurologista Carlos Tauil, médico do Hospital de Base de Brasília. 

O próximo passo dos pesquisadores será analisar as taxas de produção de oligodendrócitos em humanos, em especial nas pessoas afetadas pela esclerose múltipla. A suspeita é de que a privação de sono pode agravar alguns sintomas da doença. Além disso, a equipe de Chiara Cirelli pretende analisar se a falta de sono, especialmente na adolescência, pode gerar efeitos nocivos, de longo prazo, para o cérebro.

De acordo com o Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças, a privação de sono pode aumentar o risco de doenças crônicas – incluindo problemas cardiovasculares e diabetes –, de depressão, além de desencadear maior tendência à obesidade. Para quem sofre de doenças neurodegenerativas, o repouso é imprescindível. “O sono é um processo natural de renovação e equilíbrio de neurotransmissores e neurohormônios que agem em áreas do sistema nervoso que controlam a sensação de fadiga. Um ciclo circadiano e um sono eficiente são fundamentais, além de exercícios físicos e dieta adequada”, observa Carlos Tauil.

Mal raro e súbito

A mielite transversa é uma enfermidade neurológica rara que se inicia, habitualmente, com dor súbita nas costas, seguida de adormecimento e debilidade motora nas pernas. Os episódios podem avançar ao longo de vários dias e, se forem graves, gerar paralisia sensitivo-motora e perda do controle intestinal e da bexiga. Pode aparecer em qualquer idade, mas o maior número de casos é registrado entre 10 e 19 anos e depois dos 40. É comum os pacientes apresentarem febre pouco antes do início de sintomas neurológicos. Os primeiros casos foram descritos em 1882 e atribuídos a lesões vasculares e eventos inflamatórios agudos. Apesar de muitas pessoas se recuperarem com pouca ou nenhuma sequela, algumas sofrem prejuízos permanentes capazes de afetar a capacidade de executar tarefas simples, como andar. A maioria dos pacientes terá apenas um episódio da doença.