quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

TV PAGA


Estado de Minas :03/01/2012

NOVIDADES NA HBO

A HBO Latin America anunciou sua programação para o novo ano, que inclui grandes sucessos do cinema, premiadas séries originais de TV e outras aclamadas produções. Filmes campeões de bilheteria, como Batman: O cavaleiro das trevas ressurge, Jogos vorazes, Histórias cruzadas e O vingador do futuro, além da estreia de novas temporadas de produções originais da HBO, como Girls, The newsroom e Veep, serão destaques da programação para o próximo ano. Também estarão de volta séries de sucesso, como Game of thrones, True blood, Boardwalk empire – O império do contrabando, além da estreia da nova produção original filmada no Brasil – O negócio (foto).O seriado terá 13 episódios e vai acompanhar a vida de Luna (Juliana Schalch), Karen (Rafaela Mandelli) e Magali (Michelle Batista), três jovens entre 25 e 30 e poucos anos que vivem em São Paulo e decidem adotar uma nova profissão: garota de programa 
de luxo. 

PREMIAÇÃO DE GAMES
HOJE NA TELA DO TNT


O TNT abre espaço para aquele que é o maior tributo atual ao universo dos jogos eletrônicos. O canal exibe hoje à noite, às 23h45, o 10º Video Game Awards, evento que premia os melhores games em diversas categorias e ainda antecipa os lançamentos mais aguardados no mercado. Para essa edição, que novamente será apresentada pelo astro do cinema e teatro Samuel L. Jackson, são esperadas performances musicais ao vivo, a participação de uma série de celebridades convidadas e um aguardado pronunciamento do designer de games Hideo Kojima sobre seu grande sucesso Metal gear solid: Rising. Para completar a festa, o estúdio BioWare promete anunciar seu mais novo projeto, enquanto o herói do Xbox Alan Wake fala sobre as suas novas aventuras.

GERENTE DE CALL CENTER
TEM QUE IR PARA A ÍNDIA 


O que você faria se o seu setor de trabalho fosse transferido para a Índia e você tivesse que escolher entre se mudar para lá ou perder o emprego? Todd Dempsey trabalha em uma empresa norte-americana e está prestes a se tornar o gerente do call center. Mas, ao voltar de um seminário de capacitação, ele descobre que a empresa decidiu instalar o call center na Índia, para diminuir os custos, e que demitiu todos os funcionários, menos ele. Esse é o enredo da divertida série Alô, alô, Índia, exibida todas as quintas, a partir das 19h, no TBS.

ELLEN DEGENERES RECEBE
O ASTRO TEEN JUSTIN BIEBER


No The Ellen Degeneres show, que vai ao ar no GNT, às 14h, a sensação pop Justin Bieber está de volta para falar sobre o seu novo livro, Just getting started. Depois, o ator Hugh Jackman fala de seu filme, a mais nova versão cinematográfica do musical Os miseráveis.

SHOW DE ANDREA BOCELLI É 
a GRANDE ATRAÇÃO DO A&E


Domingo, o tenor italiano Andrea Boccelli será o destaque do especial do A&E. Estará em apresentação com o músico canadense David Foster, repleta de participações especiais: Katherine Jenkins, intepretando I believe. Já Mary J. Blige fará forte interpretação de What child is this e Natalie Cole emocionará em The Christmas song. O tenor também faz dupla com o mórmon Tabernacle Choir em The Lord’s prayer. O show foi gravado no Kodak Theatre, em Los Angeles (EUA). Célebre por seus duetos com artistas como Zucchero, Sarah Brightman e Céline Dion, Bocelli encantou o Brasil ao cantar Vivo por Ella, com a então garotinha Sandy, em 1998. Desde então, eles repetiram a parceria em outras apresentações
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Janio de Freitas

folha de são paulo

Saídas falsas
O que se passou entre o PT, Marcos Valério e o Rural poderia ocorrer em paralelo ao financiamento público
Uma ideia para a frente, outra para trás. Ambas irrealistas e a serem combatidas para evitar maior deterioração do sistema político, já sobrecarregado de defeitos e de figuras deploráveis.
O PT fará uma grande investida neste ano para a reforma política e o financiamento público das campanhas eleitorais. É o que afirma seu presidente, Rui Falcão. O que parece pouco para significar que haja mesmo tal campanha. Mas bastante como confirmação da crescente adesão petista ao financiamento público dos candidatos.
O argumento que viceja na cúpula do partido, exposto por Rui Falcão como seu também, é de que "o PT não teria aderido a práticas de outros partidos" se o financiamento público já existisse.
Tudo o que se passou entre o PT, Marcos Valério e o Banco Rural poderia acontecer em paralelo ao financiamento público ou a qualquer outro patrocínio das finanças eleitorais. Era uma operação sigilosa, bem imaginada e à margem da lei como sua precursora, em 1998, para o PSDB, e como outras operações, diferentes mas não menos ilegais, realizadas por vários partidos e candidatos em todas as eleições brasileiras.
O financiamento público não impediria operações sigilosas e bem imaginadas. Nem a riqueza privada deixaria de abastecê-las, com os olhos postos nas retribuições futuras. Essas coisinhas como grandes obras, orçamentos e reajustes aladroados, artimanhas para entregar uma Vale do Rio Doce ou lei para concentrar a telefonia na Oi da Odebrecht. As compensações justificam tudo e não implicam riscos, porque os candidatos as registram em valores falsos ou nem registram.
Os eleitos são uma parcela mínima dos milhares de candidatos. Logo, o dinheiro público, no financiamento eleitoral, seria gasto majoritariamente com derrotados. Com gente que receberia dinheiro do Tesouro Nacional para tentar a sorte, ou só para faturar algum legal ou ilegalmente, e depois iria cuidar da vida em outra freguesia. Sem justificação do recebido sequer como farsa de trabalho, à maneira de tantos parlamentares e ocupantes dos Executivos.
O financiamento público das campanhas eleitorais seria outro rombo (pois é, a palavra se parece tanto com roubo) nos cofres públicos, saque inútil de bilhões sempre esperados por destinos como saúde, educação, moradias, reforma agrária, saneamento ou simplesmente tudo. Bilhões doados para financiar derrotas aos milhares.
Ao olhar para o que aconteceu, Rui Falcão exprime a ideia difundida no PT de que os fatos chamados mensalão decorreram do sistema eleitoral vigente. Não. A responsabilidade é só das pessoas que agiram de tal ou qual maneira, vendo-se diante da oportunidade proporcionada pelo já experimentado Marcos Valério e aceita pelo Banco Rural. A maneira de impedir fatos assim no PT não é mudar o sistema de financiamento de campanhas, que está fora do partido, mas o que, estando dentro, seja capaz de reproduzi-los.
O sistema político deteriorou-se, mas não é por distração que está mantido, com tanta resistência à reforma, pela maioria dos que nele fazem suas vidas.

    Tendências/Debates

    FOLHA DE SÃO PAULO

    ANTONIO LASSANCE
    Os defensores da energia cara
    A real discussão por trás da MP é o poder de regulação pública sobre o setor privado. No Brasil, muitos chamam a regulação fraca de "segurança jurídica"
    No debate feito em torno da MP 579, que pretende baixar o preço da energia elétrica, tem se sobressaído a tendência de se associar a medida a um padrão de governança da atual Presidência. Explicitamente, o padrão de confiar ao setor estatal um protagonismo asfixiante sobre a iniciativa privada. A proposta tem sido relacionada a um tipo autoritário de governança, assemelhado ao dos governos de Getúlio Vargas e Ernesto Geisel.
    Ocorre que ainda está para aparecer no Brasil um governo que não oriente suas decisões atendendo a alguma parcela do setor privado.
    Para ser posto no lugar, o debate deveria se debruçar sobre quem ganha e quem perde, entre os agentes econômicos privados, com a MP 579.
    Os principais entusiastas da mudança propugnada pela MP são a indústria, o comércio e os consumidores individuais. O setor público perde. Suas empresas vão ter que diminuir seus lucros e reorientar seus gastos e planos para atender ao objetivo de baixar a conta de energia.
    O problema está localizado -e não pode ser minimizado- em algumas importantes empresas de produção de energia, principalmente as de alguns dos grandes Estados produtores. Seus representantes têm agora a difícil tarefa de defender a energia cara e de fazer acreditar que isso se traduz em mais investimentos no setor. Com décadas de energia cara, a conclusão dessas premissas seria a de que o setor vai muito bem e que não se mexe em time que está ganhando.
    Como tal linha de argumentação é muito pouco convincente, o debate tem deixado de lado a economia na ponta do lápis para adquirir feições de embate ideológico dos mais empedernidos. Para tanto, invocaram as almas ditatoriais de Getúlio Vargas e de Ernesto Geisel para assombrar os vivos.
    O uso da história do Brasil pelo método confuso, gênero que tem ganhado adeptos, foi usado para dizer que a concepção por trás da MP 579 é a mesma do Código de Águas de 1934. Um arcaísmo, portanto.
    O código de 1934 já foi exorcizado como o grande vilão do baixo investimento privado durante todo o período Vargas, como se a crise de 1929, que atravessou toda a década de 1930, e a Segunda Guerra fossem só dois "detalhes" do problema.
    O código de 1934 trazia, das pátrias do liberalismo (Estados Unidos e Reino Unido), uma inovação que se afirmaria desde o século passado em todo e qualquer país decente: estabelecer marcos legais e agentes reguladores sobre cada setor produtivo.
    O fato é que mesmo com crise e com guerra, a capacidade instalada de produção de energia elétrica do Brasil cresceu, de 1930 para 1940, em 60%. Entre 1940 e 1950, cresceu 34%.
    A batalha que se enfrenta hoje tem mais a ver com a travada por Juscelino Kubitschek. Foi JK o grande responsável por desarmar o lobby que se formou fortemente nos Estados que controlavam a maior parte da produção de energia do país. Vargas encerrou sua presidência tragicamente, em 1954, sem ver aprovada sua proposta de criação da Eletrobras. Foi Juscelino quem a fez tramitar até sua aprovação, depois sancionada por Jânio Quadros, em 1961, e implementada por João Goulart.
    A real discussão por trás da MP e de seus fantasmas dos anos 1930 a 1970 é a do poder de regulação pública sobre o setor privado.
    Em países democráticos, após o vendaval da última crise, o papel das agências reguladoras tem se fortalecido na função de "watchdogs" (cães de guarda). Aliás, é assim que muitas delas popularmente se apresentam. Sua função é, quando se percebe algo de errado, latir; morder, se preciso for.
    No Brasil, o setor privado trata como se fossem espantalhos as agências reguladoras que ameaçam cumprir o seu papel. Preferem cães de guarda que miem. Chamam a isso "segurança jurídica". E preferem energia cara. Chamam a isso "investimento".
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    Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

      CRISTIANO COSTA
      O gargalo mais apertado
      Vai ser certamente mais difícil destravar a educação do que a infraestrutura. Há uma série de medidas que o Brasil tem de tomar na área o quanto antes
      O Brasil possui dois grandes gargalos que travam seu crescimento potencial: infraestrutura e educação.
      O mais grave e de solução mais difícil certamente é o segundo.
      A última avaliação da ONU, o Pisa, classificou o Brasil em 53º entre 65 países avaliados. Enquanto os russos fizeram 459 pontos em leitura, a nota do Brasil foi 412. Mas, a Rússia ficou somente em 43ª na classificação. Os líderes são os chineses de Xangai. Eles fizeram 556 pontos no exame da ONU.
      Infelizmente, essa distância não pode ser reduzida no curto prazo. Os resultados de políticas adotadas hoje levarão pelo menos uma década para serem percebidos. O maior desafio é o aprendizado.
      Melhorar a educação requer investimentos. O primeiro deles é valorizar os professores de modo que a carreira se torne atrativa, tanto do ponto de vista financeiro quanto do reconhecimento da sociedade.
      O salário anual de um professor do ensino fundamental nos Estados Unidos é próximo dos US$ 55 mil. Esse valor é 20% superior à renda per capita americana e corresponde a 64% do salário de um engenheiro. No Brasil, a lei atual prevê que um professor receba no mínimo R$ 1.451 ao mês, algo em torno de US$ 9 mil ao ano. Esse valor é 20% inferior à renda per capita brasileira e corresponde a apenas 35% do salário médio de um engenheiro no Brasil. Mas isso não é tudo. Muitos Estados e municípios não pagam nem mesmo o piso fixado em lei!
      Além de corrigir distorções salariais, mudar o quadro educacional do país requer medidas que deram certo em outros países.
      A primeira é avaliar os alunos de forma contínua nas principais áreas: língua portuguesa e matemática. Mais do que avaliar, é necessário detectar os problemas específicos de cada série, item por item.
      Se os alunos foram mal ao calcular proporções de triângulos, então que seja repensado o modo de ensino dessa matéria. Isso significa usar a avaliação não só para classificar escolas, mas também para melhorar o ensino.
      A segunda forma de melhorar o ensino é por meio da remuneração por desempenho. Ou seja, premiar professores e principalmente gestores de escolas que apresentem melhores resultados ao longo do tempo. Isso cria incentivos e valoriza os profissionais, desde que seja feito de forma cuidadosa, levando-se em conta as diferenças econômicas e sociais do entorno de cada escola.
      Outros dois passos são fundamentais para mudar nossa educação.
      O primeiro é o aumento do número de horas de ensino. Enquanto os chineses estudam mais de oito horas por dia, a carga horária brasileira, quando cumprida, é de cinco. Não há dúvidas de que mais horas de ensino resultam em melhor desempenho. Além disto, existe evidência de que a redução do número de alunos em sala de aula melhora o aprendizado. Uma sala com 25 alunos é muito mais fácil de ser administrada do que uma sala com 40 alunos.
      A mudança da pirâmide demográfica brasileira pode facilitar o trabalho dos governantes nos próximos anos com relação a estes dois últimos passos. Com mais verba para a educação, o Brasil terá uma oportunidade imensa até o final desta década para garantir um bom desempenho na próxima.
      Todas as medidas listadas acima tomam tempo. Não podemos esperar mais. Este é o gargalo mais apertado do crescimento do país e sabemos como alargá-lo. Agora cabe à sociedade se organizar e cobrar agilidade dos governantes quanto à apresentação de resultados e propostas.
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      Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

        Kenneth Maxwell

        FOLHA DE SÃO PAULO

        Perigos à frente
        Em 14 de junho de 2013, o Irã realizará nova eleição presidencial. Os dois mandatos consecutivos de Mahmoud Ahmadinejad estão se encerrando. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, continuará no poder. Khamenei, conservador, linha dura e antiocidental, tentará influenciar a escolha do próximo presidente.
        A última eleição presidencial iraniana resultou em grave tumulto civil. Os EUA não desejam novo confronto no mundo muçulmano. Esforços diplomáticos e sanções ocidentais continuam. Se o Irã deixar de produzir urânio enriquecido a 20% em troca de um relaxamento das sanções, um acordo será possível.
        Mas Israel acredita que até junho o Irã terá produzido urânio em quantidade suficiente para uma bomba atômica.
        Impedir que isso aconteça, dizem os israelenses, é uma "linha vermelha".
        No próximo dia 22 haverá eleição legislativa em Israel. É provável que Binyamin Netanyahu seja reeleito para um segundo mandato como premiê. Seu partido, o Likud, contará com o apoio do Yisrael Beiteinu, do ministro do Exterior Avigdor Lieberman, e também dos partidos religiosos e ultraortodoxos de menor porte.
        Desde 2010, Netanyahu está pronto para atacar instalações nucleares do Irã. Os comandantes das Forças Armadas e dos serviços de inteligência israelenses se opunham. Mas os dois foram substituídos. A disposição de Netanyahu de ordenar um ataque às instalações nucleares do Irã não deve ser subestimada. Ele vê as ambições nucleares do Irã como ameaça "à existência" de Israel.
        A guerra civil na Síria continua. O Irã é o principal sustentáculo do regime de Bashar Assad. Os governos muçulmanos sunitas apoiam os rebeldes. A derrota de Assad solaparia a influência do Irã sobre o Hizbollah, no Líbano, e o Hamas, na faixa de Gaza. No Egito, o fim da ditadura de Hosni Mubarak foi muito mais fácil do que construir um novo regime político representativo. O presidente Mohamed Mursi, a Irmandade Muçulmana e o Egito passam por forte polarização política e religiosa que não será facilmente resolvida.
        A Jordânia está desestabilizada pelo influxo de refugiados sírios, e Bahrein e a Arábia Saudita reagem ao tumulto na região com contramedidas cada vez mais autoritárias. No Iraque, o premiê xiita Nuri al Maliki está alienando as populações curda e sunita, inclinadas ao separatismo. No Afeganistão, do qual as tropas ocidentais se preparam para sair em 2014, o Taleban e os líderes de grupos guerreiros regionais estão se posicionando para aproveitar o vazio de poder.
        O quadro não é bonito. A região está à beira de uma conflagração. Ações militares mal calculadas podem acarretar consequências imprevistas. E não apenas para o Oriente Médio.
        KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.
        Tradução de Paulo Migliacci