COLUNA DO JAECI »
Favoritismo confirmado
Além do coletivo, que predomina, hoje os bávaros têm talento e qualidade, com jogadores de alto nível
Jaeci Carvalho
Estado de Minas: 17/06/2014
Há tempos aponto a
Alemanha como finalista deste Mundial e provável campeã do mundo. Em sua
estreia ontem, humilhou Portugal com goleada maravilhosa: 4 a 0. E foi
pouco, porque o time comandado por Joachim Löw se poupou, tamanha a
facilidade que encontrou, principalmente depois da expulsão do
irresponsável e limitado zagueiro Pepe. Pena que o melhor jogador do
mundo, Cristiano Ronaldo, nada pôde fazer. A Alemanha sobra e Tomas
Muller já é o artilheiro do Mundial, com os três gols marcados ontem. Dá
gosto ver o futebol alemão. Além do coletivo, que predomina, hoje os
bávaros têm talento e qualidade, com jogadores de alto nível. Antes
pragmático, deu uma guinada, evoluiu e começou a formar jogadores
técnicos, sem perder, entretanto, o espírito coletivo que sempre o
marcou. A gente sabe que Copa do Mundo é atípica, principalmente na
primeira fase. A Alemanha chegou como favorita e, junto com a Holanda,
está sobrando. Claro que lá na frente, nos jogos eliminatórios, um erro
poderá ser fatal. Mas não acredito. Essa Alemanha chega forte e para
levantar o caneco.
Argentina
Fiquei ansioso
por ver a estreia dos hermanos, que aponto como finalistas junto com a
Alemanha. Tirando o golaço de Messi, não vi muitos pontos positivos. Um
time confuso, com muitos erros de passes e posicionamento. A defesa, que
era instável, melhorou, mas o técnico Sabella escalou mal. Deveria ter
começado com Gago no meio e Higuaín na frente. Somente no segundo tempo
fez essas alterações e o time cresceu. Messi ainda foi tímido.
Esperava-se mais dele. Porém, a Argentina é isso. Tem time muito forte
do meio para a frente, mas precisará mostrar mais criatividade. De
qualquer forma, a Argentina, que teoricamente tem um lado mais fácil
para chegar à final, mostrou força ao largar na frente no grupo.
Mineirão
Estive
no Mineirão ontem acompanhando a coletiva do técnico da Bélgica e parte
do treino. Dizem maravilhas dessa equipe, mas não levo muita fé. É
jovem e a maioria dos jogadores jamais disputou Copa do Mundo. Foi muito
bem nas Eliminatórias, daí a aposta de que será a zebra. Não acredito. A
Bélgica tinha ótimo time em 2002, quando nos deu trabalho e perdeu por 2
a 0 depois que o árbitro deu uma mãozinha, ao anular gol legítimo dos
belgas. Como não foi à Alemanha nem à África do Sul, tem um time apenas
jovem, com o talentoso Hazard como grande estrela.
Todos os jogos
Até
agora não perdi nenhum jogo deste Mundial. Como nas cinco edições de
Copas que cobri, estava sempre grudado no time brasileiro, praticamente
não via o que acontecia com as outras seleções nos mundiais. Como optei
por não acompanhar o Brasil nesta primeira fase, privilegiando o nosso
Alterosa no ataque, com grande audiência, estou me dando ao luxo de
seguir todos os jogos. E estou feliz com o que estou vendo. Média
altíssima de gols e um bom futebol praticado pela maioria das equipes.
Brasil
Hoje
irei ao Mineirão ver Bélgica x Argélia. Depois, assistirei a Brasil x
México, para apresentar, logo depois, o Alterosa no ataque. Espero que o
Brasil faça apresentação digna e que não precise do auxílio do árbitro.
Que nosso time se solte e jogue bola de verdade. É preciso mais
qualidade e criatividade. E a bola precisa chegar ao Fred. Desse jeito,
nem Ronaldo Fenômeno seria artilheiro. A bola não chega
terça-feira, 17 de junho de 2014
BRASUCAS
BRASUCAS
Estado de Minas: 17/06/2014
Ajuda tecnológica
Depois do primeiro lance em que a presença de um chip na bola foi determinante para a marcação de um gol – o segundo dos franceses contra Honduras, em Porto Alegre, domingo – a Fifa quer evitar que o uso do novo recurso dê origem a polêmicas. No Beira-Rio, a primeira imagem mostrada nos telões foi a do toque da bola na trave, antes que ela cruzasse a linha, tocada pelo goleiro Valladares, no lance seguinte (foto). “O sistema funcionou perfeitamente e queremos apenas que ele se torne cada vez mais claro para o torcedor, evitando mostrar jogadas irrelevantes”, destacou um porta-voz da entidade.
Conselhos de Zizou
O ex-jogador francês Zinedine Zidane não entrou em campo na vitória dos Bleus sobre Honduras, mas ajudou de alguma forma o atacante Benzema, destaque do jogo, com dois gols. Segundo o atacante do Real Madrid, o ídolo e amigo Zidane trocou mensagens e deu conselhos antes e depois da partida. “Antes do jogo, conversei com ele. Ele desejou sorte, disse para eu jogar bem, da forma como eu sei jogar. Depois do jogo, mandou outra mensagem, dizendo que estava muito feliz com nosso time”, contou Benzema.
Sem surpresas
A vitória da Costa Rica sobre o Uruguai surpreendeu muitos torcedores e comentaristas que acompanham o Mundial. Mas não surpreendeu o técnico da Itália, Cesare Prandelli. “Todo mundo estava esquecendo da Costa Rica. Nós os conhecemos, sabemos que são um verdadeiro time e têm jogadores de qualidade”, avaliou o italiano. Assim como a Costa Rica, a Azzurra venceu na estreia, batendo a Inglaterra por 2 a 1, na Arena Amazônia, em Manaus.
Estado de Minas: 17/06/2014
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Ajuda tecnológica
Depois do primeiro lance em que a presença de um chip na bola foi determinante para a marcação de um gol – o segundo dos franceses contra Honduras, em Porto Alegre, domingo – a Fifa quer evitar que o uso do novo recurso dê origem a polêmicas. No Beira-Rio, a primeira imagem mostrada nos telões foi a do toque da bola na trave, antes que ela cruzasse a linha, tocada pelo goleiro Valladares, no lance seguinte (foto). “O sistema funcionou perfeitamente e queremos apenas que ele se torne cada vez mais claro para o torcedor, evitando mostrar jogadas irrelevantes”, destacou um porta-voz da entidade.
Conselhos de Zizou
O ex-jogador francês Zinedine Zidane não entrou em campo na vitória dos Bleus sobre Honduras, mas ajudou de alguma forma o atacante Benzema, destaque do jogo, com dois gols. Segundo o atacante do Real Madrid, o ídolo e amigo Zidane trocou mensagens e deu conselhos antes e depois da partida. “Antes do jogo, conversei com ele. Ele desejou sorte, disse para eu jogar bem, da forma como eu sei jogar. Depois do jogo, mandou outra mensagem, dizendo que estava muito feliz com nosso time”, contou Benzema.
Sem surpresas
A vitória da Costa Rica sobre o Uruguai surpreendeu muitos torcedores e comentaristas que acompanham o Mundial. Mas não surpreendeu o técnico da Itália, Cesare Prandelli. “Todo mundo estava esquecendo da Costa Rica. Nós os conhecemos, sabemos que são um verdadeiro time e têm jogadores de qualidade”, avaliou o italiano. Assim como a Costa Rica, a Azzurra venceu na estreia, batendo a Inglaterra por 2 a 1, na Arena Amazônia, em Manaus.
ENTREVISTA ZICO » Galinho corneteiro
ENTREVISTA ZICO »
Galinho corneteiro
Ex-jogador aponta falhas táticas na Seleção Brasileira e não poupa outras equipes do Mundial
Marcos Paulo Lima/Enviado especial
Estado de Minas: 17/06/2014
Rio de Janeiro – Arthur Antunes Coimbra pendurou as chuteiras, mas não a prancheta. Zico não faz parte do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, mas não perde um lance da Copa do Mundo. Convidado pela Fifa para falar do aniversário de 64 anos do Maracanã, comemorado ontem, o Galinho brincou ao ser abordado pelos Diários Associados e outros jornalistas que acompanhavam o evento. “Rápido que eu tenho que ir para casa assistir a Portugal x Alemanha”, riu, torcendo por um show do melhor do mundo. “Neymar, Messi, Robben, van Persie, Benzema, esses caras todos fizeram gol, só falta o Cristiano Ronaldo”, disse. CR7 ficou devendo na derrota por 4 x 0. Zico não. Na entrevista a seguir, o craque da Seleção nas Copas de 1978, 1982 e 1986, e coordenador técnico em 1998, não fica no muro. Critica a falta de cobertura a Daniel Alves na Seleção, a autossuficiência da Espanha, a retranca da Argentina e agradece a Messi pelo presente antecipado ao Maracanã. Surpreendentemente ele revela até qual é a final dos sonhos, em 13 de julho.
O que achou da estreia da Seleção contra a Croácia?
O Brasil estreou bem, fez um bom primeiro tempo. Mas os jogadores estavam muito nervosos e emocionados depois do Hino Nacional, daquela atmosfera no Itaquerão. Talvez isso tenha feito a Croácia crescer. Mas, depois, os jogadores encontraram tranquilidade para empatar. No segundo tempo, a Croácia estava melhor até o pênalti.
O que precisa ser corrigido diante do México?
O time está equilibrado, mas não gostei de ver o Hulk na esquerda. Prefiro o Neymar por ali, com o Oscar no meio e o Hulk na direita. Oscar fez uma partida linda e o Neymar também. Ainda temos alguma dificuldade de cobertura sobre o Daniel Alves, talvez porque o Thiago Silva não esteja acostumado com isso no Paris Saint-Germain. O Brasil deixou a Croácia cruzar bolas demais.
Até que ponto o Brasil pode sentir um eventual desfalque do Hulk?
Gosto muito dele, mas o Brasil tem a sorte de não depender desse ou daquele jogador.
Você estava no Maracanã domingo. O que achou da Argentina?
Talvez a Argentina do primeiro tempo contra a Bósnia tenha sido diferente da que vi nos dois últimos amistosos. Quando (Alejandro Sabella) mudou, no segundo tempo, se soltou mais e voltou a ser a Argentina a que estamos acostumados. No primeiro tempo, acho que eles respeitaram demais a Bósnia. Mas, com Gago e Higuaín, o time agrediu mais, o Messi entrou no jogo e a Argentina foi mais Argentina. Claro que o time foi beneficiado pelo gol contra, mas gosto de ver a Argentina ousada, criativa e com qualidade. Pode chegar à final assim.
E o gol do Messi?
O Maracanã merecia um gol do Messi daquele jeito.
Qual é a final dos seus sonhos no Maracanã?
A Argentina teve Di Stéfano, Maradona e agora Messi. O Brasil teve Pelé, Garrincha, Ronaldo. Para coroar tudo o que esses dois países fizeram, queria ver Brasil x Argentina.
Amanhã o Maracanã receberá Espanha x Chile. Acredita na reação dos atuais campeões?
Acho que a Espanha não está morta. Tem que deixar a autossuficiência de lado. O gol que o David Silva não fez por querer fazer um gol bonito não pode acontecer em uma Copa. Contra um time como o da Holanda, era para ir ao intervalo vencendo por 2 x 0. Faria toda a diferença.
Por que a Copa está com uma média de gols tão elevada?
Os treinadores adotaram uma filosofia de fazer o gol logo para não correr atrás. Vejo ações ofensivas desde o início. Exceto a Argentina. Ela jogou mais preocupada com a defesa do que com o ataque. Quando soltou mais, as jogadas apareceram. Está todo mundo procurando jogar ofensivamente e isso está fazendo a diferença.
A França é a primeira seleção beneficiada pela tecnologia na linha do gol. Aprovado?
Você não pode ser eliminado por causa de um gol com a mão ou devido a uma bola que não entrou. Eu, que já fui técnico de seleção, não posso trabalhar três anos para ser eliminado com um gol ilegal. A confusão de domingo foi porque a imagem apareceu duas vezes. Na primeira, a bola entrando. Na segunda, a bola sem entrar. Deu a impressão de que a bola não entrou, mas a tecnologia na linha do gol é altamente importante.
Você teme manifestações na final?
Todo mundo tem a liberdade de se manifestar. Sou sempre a favor do futebol. Temos o ano inteiro para resolver nossos problemas.
Está satisfeito com o novo Maracanã?
Para mim, o Maracanã é sempre o mesmo. Não tem Maracanã novo ou velho. Quem acompanha o futebol sabe que essa coisa de estádio para 100 mil, 90 mil pessoas é dos anos 1980. Os times não têm mais os craques capazes de atrair tanta gente assim. Essa é a realidade. Não sou saudosista.
Qual é a maior lembrança do estádio, que completou, ontem, 64 anos?
Tenho 61, nasci quase junto com ele (risos). Minha primeira memória do Maracanã é de 1963, quando vi um Fla x Flu com 177 mil pessoas. O Flamengo foi campeão. Não fazia ideia, então, de que viria a ser o maior artilheiro da história do estádio (333 gols em 435 jogos). Estou feliz em poder ver, hoje, os grandes nomes da Copa, como Neymar, Messi, Robben, van Persie brilhando. Os espetáculos estão ótimos.
O CRAQUE EM CAMPO
333
Número de gols de Zico no Maracanã, em 435 exibições
Em Copas
Como jogador
3 participações (1978, 1982 e 1986)
14 jogos
5 gols
Melhor colocação: 3º (1978)
Como treinador
1 participação (2006)
3 jogos
1 empate
2 derrotas
Colocação: 28º
Como coordenador-técnico
Vice-campeão em 1998 ao lado de Zagallo
Marcos Paulo Lima/Enviado especial
Estado de Minas: 17/06/2014
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Rio de Janeiro – Arthur Antunes Coimbra pendurou as chuteiras, mas não a prancheta. Zico não faz parte do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, mas não perde um lance da Copa do Mundo. Convidado pela Fifa para falar do aniversário de 64 anos do Maracanã, comemorado ontem, o Galinho brincou ao ser abordado pelos Diários Associados e outros jornalistas que acompanhavam o evento. “Rápido que eu tenho que ir para casa assistir a Portugal x Alemanha”, riu, torcendo por um show do melhor do mundo. “Neymar, Messi, Robben, van Persie, Benzema, esses caras todos fizeram gol, só falta o Cristiano Ronaldo”, disse. CR7 ficou devendo na derrota por 4 x 0. Zico não. Na entrevista a seguir, o craque da Seleção nas Copas de 1978, 1982 e 1986, e coordenador técnico em 1998, não fica no muro. Critica a falta de cobertura a Daniel Alves na Seleção, a autossuficiência da Espanha, a retranca da Argentina e agradece a Messi pelo presente antecipado ao Maracanã. Surpreendentemente ele revela até qual é a final dos sonhos, em 13 de julho.
O que achou da estreia da Seleção contra a Croácia?
O Brasil estreou bem, fez um bom primeiro tempo. Mas os jogadores estavam muito nervosos e emocionados depois do Hino Nacional, daquela atmosfera no Itaquerão. Talvez isso tenha feito a Croácia crescer. Mas, depois, os jogadores encontraram tranquilidade para empatar. No segundo tempo, a Croácia estava melhor até o pênalti.
O que precisa ser corrigido diante do México?
O time está equilibrado, mas não gostei de ver o Hulk na esquerda. Prefiro o Neymar por ali, com o Oscar no meio e o Hulk na direita. Oscar fez uma partida linda e o Neymar também. Ainda temos alguma dificuldade de cobertura sobre o Daniel Alves, talvez porque o Thiago Silva não esteja acostumado com isso no Paris Saint-Germain. O Brasil deixou a Croácia cruzar bolas demais.
Até que ponto o Brasil pode sentir um eventual desfalque do Hulk?
Gosto muito dele, mas o Brasil tem a sorte de não depender desse ou daquele jogador.
Você estava no Maracanã domingo. O que achou da Argentina?
Talvez a Argentina do primeiro tempo contra a Bósnia tenha sido diferente da que vi nos dois últimos amistosos. Quando (Alejandro Sabella) mudou, no segundo tempo, se soltou mais e voltou a ser a Argentina a que estamos acostumados. No primeiro tempo, acho que eles respeitaram demais a Bósnia. Mas, com Gago e Higuaín, o time agrediu mais, o Messi entrou no jogo e a Argentina foi mais Argentina. Claro que o time foi beneficiado pelo gol contra, mas gosto de ver a Argentina ousada, criativa e com qualidade. Pode chegar à final assim.
E o gol do Messi?
O Maracanã merecia um gol do Messi daquele jeito.
Qual é a final dos seus sonhos no Maracanã?
A Argentina teve Di Stéfano, Maradona e agora Messi. O Brasil teve Pelé, Garrincha, Ronaldo. Para coroar tudo o que esses dois países fizeram, queria ver Brasil x Argentina.
Amanhã o Maracanã receberá Espanha x Chile. Acredita na reação dos atuais campeões?
Acho que a Espanha não está morta. Tem que deixar a autossuficiência de lado. O gol que o David Silva não fez por querer fazer um gol bonito não pode acontecer em uma Copa. Contra um time como o da Holanda, era para ir ao intervalo vencendo por 2 x 0. Faria toda a diferença.
Por que a Copa está com uma média de gols tão elevada?
Os treinadores adotaram uma filosofia de fazer o gol logo para não correr atrás. Vejo ações ofensivas desde o início. Exceto a Argentina. Ela jogou mais preocupada com a defesa do que com o ataque. Quando soltou mais, as jogadas apareceram. Está todo mundo procurando jogar ofensivamente e isso está fazendo a diferença.
A França é a primeira seleção beneficiada pela tecnologia na linha do gol. Aprovado?
Você não pode ser eliminado por causa de um gol com a mão ou devido a uma bola que não entrou. Eu, que já fui técnico de seleção, não posso trabalhar três anos para ser eliminado com um gol ilegal. A confusão de domingo foi porque a imagem apareceu duas vezes. Na primeira, a bola entrando. Na segunda, a bola sem entrar. Deu a impressão de que a bola não entrou, mas a tecnologia na linha do gol é altamente importante.
Você teme manifestações na final?
Todo mundo tem a liberdade de se manifestar. Sou sempre a favor do futebol. Temos o ano inteiro para resolver nossos problemas.
Está satisfeito com o novo Maracanã?
Para mim, o Maracanã é sempre o mesmo. Não tem Maracanã novo ou velho. Quem acompanha o futebol sabe que essa coisa de estádio para 100 mil, 90 mil pessoas é dos anos 1980. Os times não têm mais os craques capazes de atrair tanta gente assim. Essa é a realidade. Não sou saudosista.
Qual é a maior lembrança do estádio, que completou, ontem, 64 anos?
Tenho 61, nasci quase junto com ele (risos). Minha primeira memória do Maracanã é de 1963, quando vi um Fla x Flu com 177 mil pessoas. O Flamengo foi campeão. Não fazia ideia, então, de que viria a ser o maior artilheiro da história do estádio (333 gols em 435 jogos). Estou feliz em poder ver, hoje, os grandes nomes da Copa, como Neymar, Messi, Robben, van Persie brilhando. Os espetáculos estão ótimos.
O CRAQUE EM CAMPO
333
Número de gols de Zico no Maracanã, em 435 exibições
Em Copas
Como jogador
3 participações (1978, 1982 e 1986)
14 jogos
5 gols
Melhor colocação: 3º (1978)
Como treinador
1 participação (2006)
3 jogos
1 empate
2 derrotas
Colocação: 28º
Como coordenador-técnico
Vice-campeão em 1998 ao lado de Zagallo
Zona MIsta
ZONA MISTA
Estado de Minas: 17/06/2014
Peças de museu
A histórica partida entre Colômbia e Grécia, a primeira no Mineirão pela Copa do Mundo, ficará eternizada no estádio: as duas seleções doaram camisas (foto), que ficarão expostas no Museu Brasileiro do Futebol (MBF). O uniforme colombiano, autografado pelos jogadores que entraram em campo, foi usado por Quintero; já o da Seleção Grega era de Maniatis. Nas duas camisas estão registradas a data e a cidade-sede do confronto. O Mineirão receberá mais cinco jogos do Mundial: Bélgica x Argélia, hoje; Argentina x Irã, no sábado; Inglaterra x Costa Rica, em 24 de junho; além de uma partida das oitavas de final e outra da semifinal da competição.
De férias
Cotados para estar em campo durante a Copa do Mundo, muitos jogadores resolveram aproveitar o tempo longe da bola para descansar. Às vésperas do início do Mundial, o armador Kaká registrou, nas redes sociais, fotos das férias no Arquipélago de Fernando de Noronha. Ontem, foi a vez de o armador Lucas revelar o que está fazendo no período de ócio: ele passa os dias no Rio, mas bem longe da Granja Comary, onde esperava estar com a Seleção Brasileira. Carlitos Tévez, cuja ausência na Seleção Argentina foi motivo até de protesto nas ruas de Buenos Aires, está na terra natal e se divide entre partidas de golfe e de futebol e churrascos com amigos em Fuerte Apache, favela onde cresceu na cidade portenha.
Sinergia entre vizinhos
Os consulados de Argentina, Chile e Uruguai estão trabalhando numa espécie de “sinergia informal” para atender os torcedores dos países em Belo Horizonte. As três seleções sul-americanas escolheram a capital mineira como casa durante o Mundial e, segundo o vice-cônsul da Argentina em BH, Mariano Guida, por causa da facilidade do idioma, os consulados atuam em conjunto para prestar auxílio aos turistas.
Gols verdes
A vitória da Alemanha sobre Portugal por 4 a 0, na Arena Fonte Nova, ontem, deixará a Bahia mais verde. Isso porque o governo do estado tem um projeto no qual para cada gol marcado no estádio serão plantadas 1.111 mudas de Mata Atlântica – correspondente a um campo de futebol. E as equipes têm colaborado bem com a natureza, já que a Holanda goleou a Espanha por 5 a 1 também em Salvador. Com isso, já está garantido o reflorestamento de área equivalente a 10 campos.
Italianos queridinhos
Os repórteres brasileiros que fazem a cobertura das seleções baseadas no Rio elegeram a Itália como a melhor para trabalhar. A Azzurra ganhou a simpatia da imprensa pelo estômago, pois costuma oferecer, no resort em que está hospedada, em Mangaratiba, deliciosas massas a repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, produtores e auxiliares. Em segundo lugar ficou a Inglaterra, cujo QG foi montado na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, e que fornece água com e sem gás, refrigerantes, suco, água de coco e petiscos, como muffins e minssanduíches. Na lanterna está a Holanda, que treina na Gávea, talvez pela situação financeira delicada do anfitrião Flamengo: quem quiser mais que água tem de comprar na lanchonete.
Inshallah!
Bem-humorados e encantados com o Brasil. Assim estão os argelinos que resolveram atravessar o Atlântico para acompanhar a Copa. Segundo Djalil Bouras, de 20 anos, que viaja com os pais e uma tia, cerca de 4.500 compatriotas deixaram a terra natal para seguir a seleção em solo brasileiro. Para ele, o ponto positivo da viagem tem sido a simpatia do povo e os preços. A comida, no entanto, não o agradou muito: “Não gostamos da carne daqui. O sabor é estranho”. Para o casal Amel Maalem e Selim Maalem (foto), se a equipe conseguir passar para as oitavas de final já estará no lucro. “Os jogos contra a Bélgica e a Rússia serão complicados”, acredita Selim. Farida Bouras, por sua vez, demonstrou mais otimismo, apostando numa final entre Brasil e Argélia, antes de soltar um entusiasmado inshallah!
Estado de Minas: 17/06/2014
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Peças de museu
A histórica partida entre Colômbia e Grécia, a primeira no Mineirão pela Copa do Mundo, ficará eternizada no estádio: as duas seleções doaram camisas (foto), que ficarão expostas no Museu Brasileiro do Futebol (MBF). O uniforme colombiano, autografado pelos jogadores que entraram em campo, foi usado por Quintero; já o da Seleção Grega era de Maniatis. Nas duas camisas estão registradas a data e a cidade-sede do confronto. O Mineirão receberá mais cinco jogos do Mundial: Bélgica x Argélia, hoje; Argentina x Irã, no sábado; Inglaterra x Costa Rica, em 24 de junho; além de uma partida das oitavas de final e outra da semifinal da competição.
De férias
Cotados para estar em campo durante a Copa do Mundo, muitos jogadores resolveram aproveitar o tempo longe da bola para descansar. Às vésperas do início do Mundial, o armador Kaká registrou, nas redes sociais, fotos das férias no Arquipélago de Fernando de Noronha. Ontem, foi a vez de o armador Lucas revelar o que está fazendo no período de ócio: ele passa os dias no Rio, mas bem longe da Granja Comary, onde esperava estar com a Seleção Brasileira. Carlitos Tévez, cuja ausência na Seleção Argentina foi motivo até de protesto nas ruas de Buenos Aires, está na terra natal e se divide entre partidas de golfe e de futebol e churrascos com amigos em Fuerte Apache, favela onde cresceu na cidade portenha.
Sinergia entre vizinhos
Os consulados de Argentina, Chile e Uruguai estão trabalhando numa espécie de “sinergia informal” para atender os torcedores dos países em Belo Horizonte. As três seleções sul-americanas escolheram a capital mineira como casa durante o Mundial e, segundo o vice-cônsul da Argentina em BH, Mariano Guida, por causa da facilidade do idioma, os consulados atuam em conjunto para prestar auxílio aos turistas.
Gols verdes
A vitória da Alemanha sobre Portugal por 4 a 0, na Arena Fonte Nova, ontem, deixará a Bahia mais verde. Isso porque o governo do estado tem um projeto no qual para cada gol marcado no estádio serão plantadas 1.111 mudas de Mata Atlântica – correspondente a um campo de futebol. E as equipes têm colaborado bem com a natureza, já que a Holanda goleou a Espanha por 5 a 1 também em Salvador. Com isso, já está garantido o reflorestamento de área equivalente a 10 campos.
Italianos queridinhos
Os repórteres brasileiros que fazem a cobertura das seleções baseadas no Rio elegeram a Itália como a melhor para trabalhar. A Azzurra ganhou a simpatia da imprensa pelo estômago, pois costuma oferecer, no resort em que está hospedada, em Mangaratiba, deliciosas massas a repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, produtores e auxiliares. Em segundo lugar ficou a Inglaterra, cujo QG foi montado na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, e que fornece água com e sem gás, refrigerantes, suco, água de coco e petiscos, como muffins e minssanduíches. Na lanterna está a Holanda, que treina na Gávea, talvez pela situação financeira delicada do anfitrião Flamengo: quem quiser mais que água tem de comprar na lanchonete.
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Inshallah!
Bem-humorados e encantados com o Brasil. Assim estão os argelinos que resolveram atravessar o Atlântico para acompanhar a Copa. Segundo Djalil Bouras, de 20 anos, que viaja com os pais e uma tia, cerca de 4.500 compatriotas deixaram a terra natal para seguir a seleção em solo brasileiro. Para ele, o ponto positivo da viagem tem sido a simpatia do povo e os preços. A comida, no entanto, não o agradou muito: “Não gostamos da carne daqui. O sabor é estranho”. Para o casal Amel Maalem e Selim Maalem (foto), se a equipe conseguir passar para as oitavas de final já estará no lucro. “Os jogos contra a Bélgica e a Rússia serão complicados”, acredita Selim. Farida Bouras, por sua vez, demonstrou mais otimismo, apostando numa final entre Brasil e Argélia, antes de soltar um entusiasmado inshallah!
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