sábado, 23 de agosto de 2014

ARNALDO VIANA » A educação do Senado‏

ARNALDO VIANA » A educação do Senado
Estado de Minas: 23/08/2014


Os adultos de oje, que naceram no Vale do Jeqitihonha, Norte de Minas ou do Sul da Baia a Salvador, aprenderam asim, de menino, a pronúnsia das letras do alfabeto: a, bê, cê, dê, é, fê, guê, agá, i, ji, k, lê, mê, nê, o, pê, quê, rê, si, t, u v, xis, z. A origem da pronúnsia, dizem, é o dialeto baiano, o primeiro dialeto brazileiro. Lembra-se do caminhão da Fábrica Nacional de Motores? O Brazil inteirinho o chamava de Fenemê por causa das três letras, FNM, estampadas no capô. Pois muito bem, esse alfabeto era ensinado até em escolas. Depois, ouve a uniformizasão do ensino no país e a pronúnsia que pasou a valer é a qe conhecemos hoje. Bonito o lingajar baiano e seus aspectos. Riqueza cultural qe deve ser prezervada. Saiba vosa eselênsia qe nenhum adulto de oje, menino de ontem nas áreas de jurisdisão do dialeto, que teve dificuldade para aprender a pronúnsia ofisial do alfabeto, tentou enfiar o fê, o nê e o mê goela abaixo da maioria do povo brazileiro qe nada tinha a ver com a forma como os baianos de Salvador e adjasênsias se comunicavam nas ruas e nos campos.

Os profesores de línga portugesa Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto fazem parte de um grupo técnico formado, via convite, pela Comisão de Educasão do Senado para trabalhar novo projeto qe altera a línga portugesa. Aliás, com se diz lá nos cafundós da periferia, a linga portugesa virou caza de mãe joana. Todo mundo quer meter a mão, o bedelho, o nariz, o focinho, a pata e sabe-se lá o quê mais. A proposta, bizarra no entendimento de especialistas mais atentos, e que deixaria este testo mais ou menos da forma como está sendo escrito, só pode ter nacido de alguém qe não consegiu ou não consege aprender a escrever o idioma com o qual convivemos hoje e qe foi desagradavelmente mexido recentemente. “Esas mudansas acarretariam economia com a educasão no país. Em vez das atuais 400 horas/aula de ortografia ministradas desde o início do fundamental até o fim do ensino médio, sejam utilizadas apenas (ou em torno de) 150", diz Ernani Pimentel.

Economizar no ensino do portugês. Que coisa! Considerando as dificuldades qe a línga impõe ao aprendiz, as horas/aulas hoje ministradas ainda não são suficientes. Essa linga, qe encanta pelas curvas e armadilhas, pela infinita possibilidade poética e musical, toma toda uma vida sem que seja totalmente dominada. Ninguém, lucidamente habilitado, pode bater no peito e dizer, mesmo depois de toda uma existência debruçado sobre livros, cartilhas e compêndios, “eu desvendo o portugês”. Tem mestre lingista por aí cuspindo marimbondo (como diria o saudoso Fernando Sasso) diante de tal aberração.

Goste ou não do que acabou de ler, a proposta conduzida pelo professor Ernani Pimentel acaba com o uso da letra h antes das palavras, do ç, do ss, sc e xc (que seriam substituídos pelo s simples), do hífen, do dígrafo ch (que seria substituído pelo x). Palavras também passariam a ser escritas como o fonema aponta, como o x e o s com som de z. Elimina a letra u após o g e o q e antes de e e do i. Essa é a grande obra do Senado na educasão num país sem ensino de qualidade, com crianças na áreas rurais caminhando horas a pé para chegar à escola, salas de aula em ruínas e uma merenda que nem sempre chega ao prato do aluno. Esse é o projeto de educação em um cenário carente de ensino profissionalizante, o que tiraria milhões de jovens periféricos do vazio e da mira do crime e do tráfico.

A observação do filólogo e professor Marcos Bagno, da Universidade de Brasília (UnB), sobre a mudança proposta: “São ridículas, patéticas e merecem todo o desprezo da comunidade de linguistas do Brasil”. Ele não vê no projeto facilidade para o aprendizado do português: "Aprender a escrever em chinês é muito mais complicado do que aprender a escrever em português e 94% dos chineses são alfabetizados. A questão é alfabetizar e letrar a população. A ortografia pode ser qualquer uma".

Se a proposta sair da Comissão de Educação, vai a plenário. Se aprovada pelos senadores, segue à Câmara. Bastará o sim dos deputados para ser enviada à sanção presidencial. O professor Pimentel aceita sugestões pelo site Simplificando a Ortografia. O Negão aí de baixo já mandou a dele: ?#$%&+=(*6”!!#*?#.

Reflexão do Negão: E o chuchu, que nunca foi uma unanimidade nacional, nem quanto ao sabor nem quanto à grafia, poderá, finalmente, se o projeto vingar, virar simplesmente xuxu, como a maioria gosta de escrever.

Eduardo Almeida Reis - Muzambinho‏

Muzambinho
Ilustre país este em que uma prefeitura proíbe os munícipes de ter galinhas em seus terreiros

Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 23/08/2014






Município sul-mineiro, altitude 1.100 metros, Muzambinho se orgulha do seu Código Municipal de Vigilância e Saúde, que emprega operosos fiscais sanitários e vem de proibir que os muzambinhenses tenham galinhas, patos, marrecos e demais penosas nos terreiros urbanos, argumentando que as aves contribuem para a proliferação das moscas. Ilustre país este em que uma prefeitura proíbe os munícipes de ter galinhas em seus terreiros. Um dos muzambinhenses entrevistados pela TV, risonho e barbado, coveiro profissional, não parecia irritado com a ordem para acabar com os seus patos criados em domicílio.

Quando vi a notícia numa antemanhã gélida, confundi Muzambinho com Curralinho e me lembrei do PhD em gnose biocinética que obtive na Universidade Federal de Curralinho, doutorado muito mais sério e pertinente do que os 27 honoris causa do analfaboquirroto. Como sabe o leitor, gnose biocinética é o conhecimento, a ciência, a sabedoria do movimento da vida, e o fato de a Universidade Federal de Curralinho não existir é irrelevante: o doutorado é obtido na escola da vida. Antenor Edmundo Horta, o Antenorzinho, que começou a trabalhar aos 7 anos numa farmácia diamantinense, quando calçou pela primeira vez um par de sapatos de terceira mão (ou pé?), passou dos 90, visitou o mundo inteiro, falava diversos idiomas, andava de Mercedes no tempo em que isso era importante, aprendeu a montar a cavalo aos 72 anos quando comprou fazenda em Esmeraldas (MG) e só frequentou a escola da vida. Honrou-me durante anos mandando seu motorista à cidade, todos os dias, para comprar o jornal em que escrevi. Claro que o chofer fazia outras compras nos supermercados, mas tinha ordem para viajar até outras cidades, quando não encontrava o jornal na banca da cidade próxima da fazenda.

Que diabo de estudo deve ter sido feito em Muzambinho para que o seu Código Municipal de Vigilância e Saúde descobrisse que as penosas contribuem para a proliferação das moscas urbanas? É possível que a titica das galinhas alimente as moscas, mas galinhas, patos, marrecos e aparentados devem comer bichinhos chatos, eventualmente perigosos, percevejos, barbeiros, escorpiões & Cia. Junte-se o fato de que as penosas produzem proteína animal da melhor qualidade e a iniciativa muzambinhense vai de encontro à tendência mundial de produzir alimentos em todos os espaços disponíveis.

George Gordon Byron (1788-1824) nasceu em Londres e bateu o pacau na Grécia. O sexto barão Byron, mais conhecido como lorde Byron, não poderia ter nascido em Muzambinho. Por quê? Ora, porque poetou: “O galo é o clarim das madrugadas” e o galo muzambinhense foi proibido de clarinar.

Tempos modernos

O locutor da GloboNews impostou a voz e avisou: “Ainda hoje, Fernando Gabeira visita o sul da Bahia para conhecer o legado deixado pelos alemães”. De admirar seria viajar para conhecer o legado levado pelos alemães. Fernando Gabeira é o mais rápido e um dos melhores textos de sua geração. Todos os que trabalharam com ele dizem do seu talento e da velocidade com que escreve. Contudo, vem acontecendo com os seus programas de TV um fenômeno que não sei explicar. As pautas são interessantes, mas os programas resultam confusos, têm uma porção de tomadas sem pé nem cabeça, talvez por culpa da edição ou da direção. O resultado embaralhado não faz jus ao talento do jornalista.

Mudando de assunto sem sair da TV, o negócio está ficando difícil. Ouvi perfeitamente na TV aberta a nova mocinha do tempo pronunciar reconcavo, sem o chapeuzinho no primeiro o. Falava do clima previsto para o dia seguinte na região geográfica localizada em torno da Baía de Todos os Santos e deve ter recorrido ao verbo concavar (datação 1817), tornar-se côncavo, do latim concàvo,as,ávi, átum,áre, de concàvus, de cavus. No caso, reconcavar.

O mundo é uma bola

23 de agosto de 1793: na Revolução Francesa, uma levée en masse foi decretada pela Convenção Nacional. Não faço a mais mínima ideia do que seja uma levée en masse, o que não é de espantar diante desta minha notória ignorância, mas boa coisa não deve ter sido. A Revolução Francesa guilhotinou uma porção de gente para tudo continuar na mesma ou piorar, como se vê no “governo” François Hollande, transcorridos 221 anos da tal levée. Que se pode esperar de um sujeito que abandona a mãe dos seus quatro filhos para mais tarde nomeá-la ministra? De um sujeito que pula na garupa de bela moto para namorar escondido num apê próximo do palácio em que reside? Homens sérios morrem agarrados à mãe dos filhinhos, mesmo que mantenham, como todos mantêm, namoradinhas espalhadas por aí.

Em 1893 é instalado o primeiro de uma séria de cabos submarinos ligando a Horta, nos Açores, a Carcavelos em Lisboa, notícia que não teria importância se o autor destas bem traçadas não tivesse excelente amigo nascido na Horta, hoje advogando no Sul de Minas.

Em 1969 começa o Jornal Nacional, primeiro programa de TV transmitido em cadeia nacional. Em 1754 nascia Luís XVI, rei da França, morto em 1973 pelos revolucionários da já citada levée. Hoje é o Dia do Artista, do Internauta e do Aviador Naval.

Ruminanças

“Quem me dera ter sido meu neto!” (Napoleão Bonaparte, 1769-1821).

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

História viva

Congonhas celebra Semana Aleijadinho com concertos, teatro e lançamento de livro. Público poderá acompanhar ao vivo o trabalho de Carlos Bracher a partir de obras do artista barroco


Walter Sebastião
Estado de Minas: 22/08/2014



Carlos Bracher vem se dedicando a pintar a contribuição de Aleijadinho para a cultura de Minas. Na segunda-feira, ele estará em Congonhas, onde terá como tema o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (Sérgio R. Reis/Divulgação
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Carlos Bracher vem se dedicando a pintar a contribuição de Aleijadinho para a cultura de Minas. Na segunda-feira, ele estará em Congonhas, onde terá como tema o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos


Com um concerto do coro Cidade dos Profetas, sob regência do maestro Herculano Amâncio, dedicado aos clássicos da música barroca, começa amanhã em Congonhas a Semana Aleijadinho. A programação vai até dia 29 e prevê apresentações de peças teatrais e lançamentos de livros. O grupo vocal apresenta na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos composições de Lobo de Mesquita, padre João de Deus Castro Lobo, Manoel Dias de Oliveira, Vivaldi, Bach e Verdi. O coral faz apresentação com orquestra de câmara formada por músicos convidados, dirigida pelo violinista Elias Barros.

“A músico do período colonial é o grande patrimônio imaterial de Minas Gerais”, afirma Herculano Amâncio, regente do Cidade dos Profetas. Ele informa que na Minas Gerais dos séculos 18 e 19 estiveram em atividade cerca de 5 mil compositores e 15 mil músicos vivendo profissionalmente do ofício. Movendo tal atividade, explica o maestro, está a importância concedida à música nas celebrações católicas. Peças escritas para cada ocasião, que muitas vezes não eram repetidas, já que as irmandades patrocinadoras queriam novidades anuais, o que resultou em número enorme de composições.

O maestro chama a atenção para Magnificat, de Manoel Dias(1734/5-1813). “É obra bonita, grandiosa, empolgante, que apresentada na basílica revela toda a pompa que tinham as celebrações religiosas na época”, explica. “Mas não dá para esquecer que o concerto tem também peças de João de Deus e Lobo de Mesquisa”, observa. De grande beleza, na avaliação do regente, é também a peça Tota pulchra es, Maria, de autor desconhecido. Amâncio conta que, diferentemente do Barroco europeu, na antiga Minas Gerais o importante era participar das celebrações, mais até do que ser conhecido como o autor da obra. E é esta convicção por parte dos compositores que explica o fato de haver muitas obras sem autor conhecido.

Espírito

No dia 25, o artista Carlos Bracher estará trabalhando em Congonhas, tendo como tema a Basílica de Bom Jesus do Matosinhos. “É provavelmente o primeiro grande e real santuário do Brasil”, afirma. “Se, no geral, as fotos de lugares assim são mais bonitas do que o real, em Congonhas a situação se inverte: o real, quando você vê com seus olhos, é maior, mais comovente do que foto do local”, acrescenta. O conjunto de Congonhas, para o pintor, até por ser a obra final de Aleijadinho, integra “os vetores anímicos” que movem o artista: arte e espiritualidade. “Ver as obras de Aleijadinho, feitas para Congonhas, in loco, traz misticismo tátil, uma transcendência misteriosa, que muda a percepção que temos do que ele fez”, observa.

Aleijadinho, para Bracher, é artista que nasce das mesmas forças com que ele trabalha. “Ele tem sentido do abismo que é o estético e o mistério religioso. É semelhante a Michelangelo, homem que tem este mesmo tônus”, argumenta. “São artistas que até as incoerências se tornam concernentes, são procedentes”, observa. “Aleijadinho é filosoficamente não um, mas o artista. Como Bach. Criadores em que há correspondência entre o homem e a vida, a arte e o absoluto.” Extraordinário, para o pintor, é a obra do escultor não ter momento de declínio, mas se configurar como processo de contínuo crescimento, de expansão, “o que é raro inclusive em grandes artistas”, completa Bracher.

A pintura que Carlos Bracher vai fazer em Congonhas integra série alusiva ao bicentenário de morte de Aleijadinho, elaborada a partir de acervos do escultor existentes em Congonhas, Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei, Tiradentes e outras localidades, que vai dar origem a exposição e livro.

O homem e o mito


“Meu livro é simples como foi Aleijadinho, não grandioso como é a obra dele”, observa Marcos Paulo de Souza Miranda, autor de O Aleijadinho revelado (Editora Fino Traço). O volume, produto de pesquisas no Brasil e em Lisboa, traz biografia de Antônio Francisco Lisboa. Desde as origens da família até as principais obras, detalhando formação artística e profissional. Traz ainda trabalhos de um tio de Aleijadinho, o padre Félix Antônio Lisboa, autor de esculturas que são confundidas com as da criador dos profetas de Congonhas.

“Aleijadinho foi perfeccionista, muito dedicado à arte e tinha consciência da qualidade do que fazia. Recusou trabalho porque não queriam pagar o que ele cobrou: uma oitava de ouro por dia”, conta Marcos Paulo. O artista tinha informações sobre a arte de seu tempo, não viveu às ocultas, sendo homem integrado socialmente, conta o pesquisador. Com relação ao retrato oficial, uma pintura de Euclásio Pena Ventura, do século 19, hoje no Museu Mineiro, Marcos Paulo explica que não é possível afirmar que seja mesmo a face do artista, ainda que existam indícios neste sentido.

“Dediquei-me à biografia porque considero que é importante entender o homem para compreender a obra”, explica Marcos Paulo. A família do artista barroco era de São José de Odivelas, um distrito de Lisboa, tinha ligações profundas e antigas com os ofícios de entalhe e carpintaria. O avô de Aleijadinho e três filhos, entre eles Manuel Francisco Lisboa, o pai do escultor, teriam chegado a Minas Gerais em data anterior a 1720, momento em que a região vivia o auge da efervescência artística. O que revela que Antônio Francisco Lisboa “nasceu e foi criado” em família ligada às artes, tendo sido formado neste ambiente, independentemente de mestres que possa ter tido posteriormente.

O pesquisador considera difícil afirmar que doença acometeu Antônio Francisco Lisboa. A curiosidade pelo tema, conta Marcos Paulo, levou a três autópsias no corpo do escultor (em 1930, 1970 e 1998), e uma quarta, clandestina, descoberta agora, feita pelo inglês John Bernard Bury. Durante as duas décadas de pesquisa, que estão na origem do volume, também não foi localizado nada que indique a participação de Antônio Francisco Lisboa na Inconfidência Mineira.

Apesar dos indícios, nada garante que a imagem oficial de Aleijadinho, do acervo do Museu Mineiro, corresponde ao personagem histórico
 (Museu Mineiro/Divulgação)
Apesar dos indícios, nada garante que a imagem oficial de Aleijadinho, do acervo do Museu Mineiro, corresponde ao personagem histórico


Semana  Aleijadinho
Programação


. Dia 24, às 19h45
A vida é inadiável, com o Grupo Palco Tablado. Cine Teatro Leon
. Dia 25, às 15h
Aleijadinho. Pintura ao vivo por Carlos Bracher. Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.
. Dia 26, às 19h45
Lançamento do livro Cirurgias espirituais de José Arigó, de Leida Lúcia de Oliveira. Romaria
. Dia 27, às 19h45
Ai, meu Zeus – Os deuses na indústria, com o Grupo Circo Sesi. Romaria
. Dia 28, às 19h45
Lançamento do livro O Aleijadinho revelado – Estudos históricos sobre Antônio Francisco Lisboa, de Marcos Paulo de Souza Miranda. Romaria
. Dia 29, às 19h45
Apresentação do projeto da visita virtual ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos. Romaria

Coral Cidade dos Profetas

Amanhã, às 11h, na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas. Regência do maestro Herculano Amâncio. Composições de Lobo de Mesquita, padre João de Deus Castro Lobo, Manoel Dias de Oliveira, Vivaldi, Bach e Verdi. Entrada franca.

TeVê

TV paga


Estado de Minas: 22/08/2014



 (Akson Studio/Divulgação)

Massacre na floresta


Em 1939, após a invasão da Polônia pelos nazistas, tropas russas ocuparam o leste do país. Milhares de oficiais poloneses foram presos e enviados a campos de concentração. Entre eles estava Andrzej, que se recusou a fugir com a mulher, Anna, para honrar seu compromisso com o Exército. Assim como inúmeras outras mulheres, Anna aguardou ansiosamente o retorno do marido, mesmo com evidências de que ele havia sido assassinado. Até que, em 1943, foram descobertas grandes covas coletivas em uma floresta na Rússia. Esse é o enredo de Katyn, que a Cultura exibe hoje, às 22h.

Muitas alternativas  no pacotão de filmes

O canal FX emenda hoje os filmes A múmia (20h45) e O retorno da múmia (22h30). Na faixa das 22h, o assinante tem mais quatro boas opções: Meu passado me condena, no Telecine Pipoca; Busca explosiva 3, no Telecine Action; Spacecamp – Aventura no espaço, no Telecine Cult; e A lista, no Max Prime. Outras atrações da programação: Nascido para matar, às 21h, no Cinemax; A bela da tarde, às 21h30, no Arte 1; Uma noite mais que louca, às 22h05, no Universal; e Incontrolável, às 22h35, no Megapix.

Pedro Urano valoriza a cultura da cachaça

Apresentado como um road movie espaço-temporal, o documentário Estrada Real da cachaça, dirigido por Pedro Urano, faz um estudo da presença da cachaça na cultura brasileira. O filme foi programado pelo canal Curta! para hoje, às 20h. Já às 21h45, a emissora exibe Tancredo Neves – A travessia, de Silvio Tendler.

Pegaram o monstro do  pântano da Louisiana

Chega ao fim hoje, às 22h, no canal History, a minissérie Monstro do pântano, sobre uma criatura que aterroriza uma cidadezinha da Louisiana (EUA). O bicho é finalmente capturado e identificado como Rougaru, um tipo de lobisomem que também já foi descrito como Pé Grande. No mesmo horário, o canal Bio exibe o especial A batalha final dos 300, sobre o lendário confronto em que 300 espartanos liderados pelo rei Leônidas enfrentaram o exército de Xerxes, rei da Pérsia.

Samba e pop rock na  programação do Bis


O canal Bis apresenta hoje, às 22h, os melhores momentos dos shows de Thiaguinho, Sorriso Maroto, Diogo Nogueira e Nosso Sentimento no Festival Samba Brasil, realizado sábado passado, em Fortaleza. À meia-noite, a emissora mostra as participações de Beck, Jarvis Cocker e Jamie Lidell no programa From the basement.

CARAS & BOCAS » Retorno ao trabalho
Simone Castro

Renata Vasconcellos recebe a atriz Cláudia Jimenez, que fala de amor e carreira no Fantástico (Thaís Martinelli/TV Globo)
Renata Vasconcellos recebe a atriz Cláudia Jimenez, que fala de amor e carreira no Fantástico

A atriz Cláudia Jimenez, que está afastada há nove meses do trabalho – saiu no meio da novela Além do horizonte, em 2013, por problemas de saúde –, bate papo com Renata Vasconcellos, domingo, no Fantástico (Globo). Ela revelou como foi difícil a recuperação por que passou e como está sendo sua volta ao trabalho. A atriz relembra sua infância e revela que já viveu o grande amor de sua vida. Depois de cinco pontes no coração, reconstrução da válvula aórtica e implante de marcapasso, a atriz vai voltar à TV em grande estilo, como protagonista de Sexo e as nêga, novo seriado de Miguel Falabella, que vai estrear em setembro. A atriz vai interpretar Jesuína, dona do bar que é o ponto de encontro onde as quatro negas do título trocam confidências. Narradora da história, Jesuína tem um programa na rádio comunitária onde comenta e levanta as questões que são abordadas na atração. O Fantástico acompanha uma gravação de Cláudia no Projac e seu reencontro com colegas de elenco.

CONFIRA TUDO SOBRE A
RODADA DO BRASILEIRÃO


Fique por dentro da rodada do Brasileirão no Alterosa esporte desta sexta-feira, às 11h50. Tudo sobre o confronto entre Cruzeiro e Grêmio, atual time de Felipão, que retornou ao Mineirão depois do vexame dos 7 a 1 da Alemanha na Copa do Mundo. Confira a marcação cerrada em Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, recém-convocados por Dunga. O programa vai mostrar também: Kalil, presidente do Atlético, renuncia à candidatura a deputado federal para cuidar mais do clube.

ANA PAULA ARÓSIO PODE
VOLTAR A FAZER CINEMA


Longe dos holofotes desde a polêmica em que abandonou o papel de Marina em Insensato coração (Globo), em 2011, no início das gravações, e acabou substituída por Paolla Oliveira, Ana Paula Arósio estaria prestes a gravar um filme, no Uruguai, a partir de setembro, segundo o site R7. Depois de viver em um sítio em Santa Rita do Passa Quatro, no interior de São Paulo, a atriz e o marido, o empresário Henrique Pinheiro, teriam se mudado para Londres. Em entrevista ao site Purepeople ontem, Claudete Arósio, mãe da atriz, afirmou que não vê a filha há bastante tempo, confirmando que Ana Paula está vivendo na Inglaterra. Ela reclamou que a atriz não tem acompanhado nem sequer o problema de saúde do pai, que tem mal de Parkinson e está internado em um hospital em São José dos Campos, em São Paulo. A última aparição de Ana Paula na TV foi na série Na forma da lei (Globo), em 2010.

JOÃO DONATO É DESTAQUE
NO SARAU EM DUAS EDIÇÕES


Os 80 anos do músico João Donato serão festejados no Sarau, que estreia nova temporada. Com duas edições, que vão ao ar hoje e na sexta-feira, 29, o programa promete uma volta ao tempo com muita música e boas histórias desse mestre da música brasileira. Além do próprio João Donato, a atração conta com a participação especial do cantor Luiz Melodia e Raul de Souza, gênio do trombone. “No Sarau em sua homenagem, pedimos que João Donato escolhesse dois artistas para convidar. Ele nos mandou uma lista com mais de 20 nomes! Donato é um dos maiores agregadores da música brasileira”, explica Chico Pinheiro. “Donato é um fenômeno, é melancolia positiva. Queria compor e tocar como ele”, elogia Luiz Melodia, fã declarado. O Sarau, vai ao ar hoje, às 23h30, na GloboNews.

CHAMADA ENGRAÇADA

A gravação do Marília Gabriela entrevista, esta semana, que vai ao ar no domingo, às 22h, no GNT (TV paga), foi interrompida de forma cômica. A jornalista batia papo com o humorista Paulo Gustavo quando o celular dele tocou. Constrangido por não ter desligado o aparelho, ele atendeu. Do outro lado da linha estava a atriz Mônica Martelli, que queria tirar uma dúvida com o amigo. Marília, com seu poder raro de driblar imprevistos, brincou ao dizer que queria saber do que se tratava. “Não foi gafe, foi esquecimento. Não rolou qualquer mal-estar. Foi divertido e amigável, simples assim”, afirmou ela ao site Caras online. Ela relembrou outros casos semelhantes em suas gravações. “Cafú, no início dos anos 2000, estava me dando uma entrevista quando o jogador Roberto Carlos ligou e eu fiz com que ele respondesse no ar. Divertido! E o Rodolfo, então vocalista dos Raimundos, no início dos 2000, me dava entrevista quando sua mulher ligou e eu fiz com que ele atendesse: ela queria saber o que ele queria jantar. Divertido de novo. Uma delícia para quem assiste, ou deveria ser, eu acho!”

VIVA
Bem estar (Globo), que traz boas edições com dicas preciosas sobre a saúde.

VAIA
Felipe Simas não tem atuação convincente como o Cobra em Malhação (Globo).