segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A vaidade e os políticos - Renato Janine Ribeiro

Democracia Política e novo Reformismo: Renato Janine Ribeiro - A vaidade e os políticos 

A vaidade foi um dos temas maiores do pensamento humano durante uns bons dois mil anos. Esse período vai dos primeiros filósofos gregos, meio milênio antes de Cristo, e o Eclesiastes bíblico, um tanto mais tardio, até o começo do século XIX. Depois disso, o assunto some do pensamento sofisticado. A psicologia moderna mal estuda a vaidade. Ela virou uma espécie de buraco negro. Para entender o indivíduo, damos importância ao sexo. Para compreender a política, priorizamos os interesses. Mas este é um erro. A vaidade é um dos combustíveis dos políticos.

Estamos num momento oportuno para falar dela. Eleições e trocas de governo são uma festa para a vaidade de quem ganha cargos, um desespero para quem os perde. É claro que a felicidade de uns e a tristeza de outros se deve - em parte - a outros motivos, como ideais genuínos, compromissos assumidos e interesses. Mas não esqueçamos a vaidade.

A legislação regula as formas de tratamento entre autoridades. Quando fui diretor da Capes, certa vez tive que assinar um ofício para um importante senador. Coloquei um "atenciosamente" no final. Fui avisado de que não podia. Há um manual de formas de tratamento no governo: a senadores, deve-se dar o "respeitosamente". Embora não sentisse respeito por ele, tive de obedecer à legislação. Ora, imagine-se o que é o poder público regular os níveis de vaidade a que cada um de seus integrantes tem direito.

A vaidade é a exaltação que sentimos diante do respeito ou admiração dos outros. Os clássicos distinguem glória e vanglória. As duas têm a ver com nossa imagem pública. Mas a glória corresponde a uma percepção verdadeira: temos uma noção de nosso valor, só que é justa, não estando exagerada nem diminuída. Já a vaidade ou vanglória, ou vã glória, é um orgulho sem base na realidade. Acreditamos valer mais do que de fato. E esta crendice se baseia em fatores superficiais, efêmeros ou externos.

Hoje, reservamos a vaidade para as celebridades do entretenimento e as revistas semanais que as celebram. Passa despercebida a vaidade dos ocupantes do poder - inclusive privado, inclusive nas empresas. Assim acabamos tendo um conhecimento superficial de como funcionam as organizações do Estado e as corporações privadas. Acreditamos que sejam mais racionais do que na verdade são.

Ora, a vaidade é um problema. Os pensadores a denunciaram por bons dois milênios porque ela induz o vaidoso em erro. Ele acredita que os elogios que recebe são verdadeiros e sinceros. Obviamente, a grande maioria não o é. Aduladores, uma praga denunciada desde a Antiguidade, pululam nos corredores. Daí, um final que se pode chamar "o meu mundo caiu". Quando se perde o poder, em especial após a derrota numa eleição ou uma demissão ordenada de cima, o entorno se esvazia. Muitos se deprimem. Filósofos como Pascal e La Bruyère alertaram para esse perigo e a fragilidade de quem acreditou demais na própria imagem.

Vejam a adulação. O papa Francisco, um grande papa, fez um comentário infeliz: disse que daria um soco em quem xingasse sua mãe. Uma frase infeliz, porque em tais casos Cristo manda oferecer a outra face. Mas, na hora em que o papa diz isso, vemos um colaborador seu rindo, em concordância. É o que faz quem serve aos poderosos. Tudo é motivo de aplauso, até as bobagens do chefe. Quem diz a verdade ao superior muitas vezes paga caro por isso. Daí, no par vaidade-bajulação, uma inconsistência profunda.

Talvez, na verdade, quem está no poder tenha a noção de que ele é efêmero; de que com o cargo se irão os aduladores, as vantagens materiais e psicológicas. Por isso muitos veem o poder como uma bicicleta. Muito ocupante de cargo não quer perdê-lo. Sabe que, se parar de pedalar, cai no chão e se machuca. Há pessoas que circulam anos a fio, de cargo em cargo, de ministério em ministério. Não é só dinheiro ou poder efetivo. É prestígio. Sabem que, se não tiverem uma posição, correm o risco de ser rapidamente esquecidos.

Daí, dois traços curiosos, que pude perceber. O primeiro é que a mesma mão que demite alguém de um cargo de confiança muitas vezes arranja um novo lugar para o demitido. Ele não era bom para determinada tarefa, mas quem sabe em outra... Parece haver um pacto tácito de que o perdedor não vai ficar desamparado. O segundo, numa Federação como a brasileira, consiste em usar uma instância de poder para abrigar quem perdeu em outra. Candidatos derrotados a governador se tornam ministros. Ex-ministros ganham jetons entrando para os conselhos de estatais paulistas.

Deveríamos estar mais atentos a esta dimensão da política que vai além das coisas objetivas e entra na psicologia. Durante dois mil anos, os melhores pensadores alertaram: fazer a felicidade depender do aplauso alheio é a porta mais segura para sua vida dar errado. Ou você vai acreditar nessa ilusão, e um dia descobrirá que nada disso era real, ou saberá o tempo todo que sua posição é frágil, depende dos outros e não de você, e viverá na ansiedade. Para ambos os casos, reduzir a vaidade é a melhor saída.

Se posso dar um conselho aos políticos que hoje estão em festa pelo cargo que ganharam, ou aos que neste momento se deprimem pela posição que perderam, é este: política é, sim, estar o tempo todo sendo julgado pelos outros. É depender o tempo todo da avaliação do eleitor ou do chefe. Mas é bom preservar, disso, a vida pessoal. É bom pensar na imagem pública como uma roda da fortuna. Nem seu êxito é prova de mérito, nem sua derrota significa demérito. A vida será melhor se for mais pessoal. A política será melhor se for menos fogueira de vaidades.
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Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo.

Atemporal - Martha Medeiros



Acima das Nuvens foi o primeiro filme a que assisti em 2015, com a sempre ótima Juliette Binoche e a enjoadinha da Kristen Stewart, que reverteu minha má vontade com ela: está muito bem como a secretária pessoal da diva interpretada por Binoche. A história aqui resumida: uma atriz na faixa dos 40/50 anos é convidada a atuar no remake de uma peça que ela havia feito 20 anos antes, só que agora ela ficará com o papel da mulher mais velha do elenco e terá que contracenar com uma jovem atriz em ascensão que fará o papel que foi dela no passado.

Este é o conflito da personagem de Juliette Binoche. Ela é uma atriz que voltará a atuar na peça que lhe consagrou e onde há uma forte tensão sexual entre duas mulheres: uma jovem audaciosa e irreverente que manipula uma mulher madura. Pois agora a atriz que deslumbrou o mundo 20 anos antes, interpretando a jovem, foi escalada para fazer a madura. Naturalmente, há uma relutância em se render a esse novo papel, pois lhe parece a confirmação de sua decadência. Mas não há decadência nenhuma, apenas medo de enfrentar as mudanças que a passagem do tempo provoca.

É um filme de pouca ação, porém de muitas nuances. O ritmo do filme é tranquilo, só ganha certa agitação com a entrada em cena da jovem atriz que dividirá o palco com a atriz consagrada, quando fica claro que já não se fazem mais divas como antigamente. As duas jantam num restaurante com o diretor da peça, e este só dá atenção para a garota que é perseguida por paparazzi, que está envolvida numa relação de amor clandestina, que vive cercada por seguranças. É a parte atraente do seu currículo: o alvoroço que provoca em volta. Enquanto isso, a atriz veterana descobre que se tornou invisível.

Será mesmo que estamos todos condenados a um final melancólico? É inegável que temos que abrir passagem aos que vêm atrás. Eles chegam com um frescor que já não temos, com um código de comunicação que não dominamos, com uma urgência que para nós não faz mais sentido. Tornamo-nos seletivos e serenos com o passar dos anos, mas ainda há estrada pela frente e temos que dividi-la com aqueles que têm menos bagagem e que correm mais ligeiro. Inevitavelmente, seremos ultrapassados por eles, mas não há razão para interrompermos nossa viagem e nos exilarmos em nossas memórias.

Há uma forma de resistir ileso às diversas etapas da vida: não nos restringindo a nenhuma delas. Não nos catalogando como jovem ou como velho. Sendo atemporal.

O atemporal não reproduz comportamentos padrão. Não coleciona slogans nem certezas. Não vira as costas para o novo nem para o antigo. Não é assombrado por datas e idades: ele plana pela vida sem referências limitadoras, portanto, nunca é inadequado.

Sempre haverá um papel para ele.
via jacob lam

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Eike e Márcio - Eduardo Almeida reis

Em rigor, nada tenho contra o Eike e acho que houve muita inveja do mineiro de Governador Valadares


Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 16/01/2015




Numa livraria estive com o livro sobre o Eike nas mãos. Parece que foi bem escrito pela jornalista de Veja, mas são 600 páginas em letrinhas miúdas: não comprei. Em rigor, nada tenho contra o Eike e acho que houve muita inveja do mineiro de Governador Valadares. Tentou ficar bilionário, sonho de muita gente, casou-se com moça bonita e pobre depois de deixar no altar outra igualmente bela e bilionária, teve filhos bonitos, divorciou-se, parece que se casou de novo e lá vai tocando sua vida sem ter conseguido alcançar o topo dos que têm mil biliões. Se andou praticando estripulias e malfeitos, o problema é da Justiça, não meu.

Passo ao advogado Márcio Thomaz Bastos. Recebi diversos e-mails descendo o pau no finado. Não repassei nenhum. Pouca gente gostou menos do ex-ministro da Justiça do que o autor destas bem traçadas. Disse do advogado e do ministro, por escrito, quase tudo que achava, enquanto ele andou por aí. Morreu, fim de papo. Leio os e-mails que recebo, concordo com o que está escrito e os deleto sem repassar. São águas passadas. Os moinhos atuais estão sendo movidos por águas de reuso e de esgotos sem tratamento. Cuidemos delas e deles, que estão acabando de acabar com este pobre país.

Audiência

Decorridos sete anos de sua invenção, a TV do Lula, hoje administrada pela senhora Rousseff, ainda não emplacou. A constatação é de Nelson Hoineff, jornalista, produtor e diretor de televisão. Investindo mais de R$ 400 milhões no primeiro ano, a TV Brasil andou aos trancos e barrancos sem conseguir veicular sua imagem em São Paulo, construir uma programação inovadora e fazer jornalismo isento. Hoje, a EBC tem 2.300 funcionários, 48 equipes em três praças e mais recursos do que muitas redes privadas.

Ninguém fala da TV Brasil ou recomenda seus programas, entre os quais há uma novela angolana produzida pelo filho do presidente José Eduardo dos Santos, que está no poleiro de Angola há 37 anos. Novela falada no português de Portugal, em que os putos são os filhos, cacete é pão francês e pica é injeção.

Raros programas ficam acima de 0,5 ponto de audiência. O presidente da TV Rousseff foi assessor de imprensa do ex-ministro José Dirceu e secretário de imprensa do ex-presidente Lula. No Conselho Curador, 16 dos 22 conselheiros não tiveram passagens pela televisão. Até agora, a empresa consumiu R$ 4,5 bilhões de dinheiro público.

Sete anos de pastor Jacó serviu Labão de olho em Raquel. Labão, chefe arameu, em lugar de Raquel lhe deu a Lia, sua outra filha. A TV do Lula, hoje TV Rousseff, serve ao PT há sete anos, custa uma fortuna, foi inventada por um carismático que não lia e não consegue um ponto de audiência, mas dá de mamar a 2.300 funcionários. O país é grande, bobo e corrupto.
Progresso

Se ainda não tem, BH logo terá nas ruas um negócio chamado em inglês traffic calming, que já consta de um Manual de Medidas Moderadoras de Tráfego divulgado pela BHTrans, Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte.

Trocado em miúdos é um quebra-molas mais largo e mais educado, feito de material diferente do calçamento da pista, que visa a diminuir a velocidade dos veículos. Moro numa cidade mineira que tem diversos trecos desse gênero nas avenidas centrais, feitos de tijolinhos especiais para distinguir do asfalto normal. E já tem há vários anos. Acabo de visitar o dicionário do doutor Bill Gates para ver o plural de traffic calming, que não encontrei. Mas lá está: slowing of traffic - the use of obstructions such as speed bumps to force drivers to slow down, especially in residential areas. A julgar pela definição de Bill, um quebra-molas é um traffic calming e vice-versa.

Dia desses, depois de três horas num consultório médico, desci para tomar um táxi do outro lado da avenida principal aqui da cidade. Não havia sinal, semáforo, lamparina, farol: só um largo traffic calming e motoristas brasileiros. Sim, porque na Alemanha, sem farol, lamparina, semáforo ou sinal, se o pedestre põe o pé na pista os motoristas param. No Brasil, sei não.

O belo suelto que você acaba de ler veio a propósito de uma faixa de pedestres em xis, azul e branca, ideia japonesa copiada pelo prefeito paulistano Haddad. No Japão funciona, mas é a tal história: as ruas japonesas são limpíssimas. Compete ao leitor tirar as suas conclusões.

O mundo é uma bola


Em 16 de janeiro de 27 a.C. o senado romano vota a atribuição do cognome Augustus a Octávio; a partir de então, ele ficará conhecido como César Augusto e a data convenciona o início do Império Romano. No ano de 929, o emir Abd ar-Rahman III reclama o título de califa de Córdoba. Em 1391, Yusuf II se torna o 11º rei nasrida de Granada. Em 1547, Ivan, o Terrível, se proclama czar da Rússia. Como se vê, o 16 de janeiro é dia de muitas reivindicações.

Ruminanças

“O economista é um sujeito que, quando vê uma coisa funcionando na prática, pergunta se vai funcionar na teoria” (Walter Heller, 1915-1987).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Serviço - Eduardo Almeida Reis

É o suprassumo da ignorância: se num suposto assalto 20 bandidos matam duas pessoas, no assalto verdadeiro não deixam um sindicalista vivo


Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 15/01/2015




Vivo repetindo que jornalismo é serviço, ainda que certos profissionais prestem serviços da pior qualidade, já porque estão na gaveta dos governantes, já porque ligados a certas empresas que se confundem com as quadrilhas. Ou, então, porque são mesmo limitados, como os muitos que insistem em chamar de suspeito um serial killer, autor confesso de vários crimes, ou informam que num suposto assalto foram mortos o presidente e a tesoureira de um sindicato paulista. É o suprassumo da ignorância: se num suposto assalto 20 bandidos matam duas pessoas, no assalto verdadeiro não deixam um sindicalista vivo.

A internet vem sendo criticada pelos malfeitos dos malfeitores que dela se valem. Rede de computadores dispersos por todo o planeta, que trocam dados e mensagens utilizando um protocolo comum, unindo usuários particulares, entidades de pesquisa, órgãos culturais, institutos militares, bibliotecas e empresas de toda envergadura – a internet nos presta serviços inestimáveis em termos de informação, inteligência, cultura, ciência, arte e o mais que o leitor possa imaginar, serviços de graça ao alcance de um clique dos nossos computadores domésticos. Destaco dois endereços eletrônicos de brasileiras que não conheço pessoalmente, mas tenho na conta de queridas amigas, uma paulista e uma carioca.

Sugiro que o leitor interessado no que há de muito bom na rede anote e visite os dois sites, que tento escrever abaixo, limitado pelos problemas da diagramação do jornal. Por isso, vão aos pedaços e o seu trabalho será somente o de juntar todos no mesmo endereço. O primeiro, da carioca, é: http://antesqueeumeesqueca.weebly.com/jornal- da-imprenccedila. html. Juntando tudo – de http. até html. –, garanto que você vai encontrar um site inteligentíssimo feito pela jornalista Marcia Lobo, karisi Moacir Japiassu. Claro que ninguém sabe o que é karisi em turco, mas em francês é épouse e em inglês é wife. O outro site enriquecedor da nossa existência é o da paulistana Fabia Vitiello Azevedo, sexóloga, tradutora, autora de livros excepcionais: http:// dropsdafal.com.

Errores


Penitencio-me das muitas vezes que usei, dourando a pílula, homoafetividade em lugar de homossexualidade. E me penitencio pelo seguinte: afetividade e sexualidade não são a mesma coisa. Pode haver afetividade sem sexo, como também existe, mesmo nos casamentos entre pessoas de sexos diferentes, sexualidade sem afetividade. Na prostituição, nem se fala. E o assunto veio à liça, lugar onde se discutem questões graves e de importância, numa hora em que me sentei diante do computador para falar de um assunto “original”, que tem servido de tema para o filosofar midiático botequineiro: palmas para o pôr do sol.

Há crepúsculos vespertinos muito bonitos, assim como há crepúsculos matutinos lindos. Por aí, deu para perceber que o substantivo crepúsculo não serve apenas para o pôr do sol: é a claridade no céu entre a noite e o nascer do sol ou entre seu ocaso e a noite, devido à dispersão da luz solar na atmosfera e em suas impurezas. Daí para bater palmas, aplaudir a cena, vai uma esquisitice difícil de explicar e engolir, que nos lembra conhecido governador de Minas, suposto de ser muito ignorante, quando discursou: “Ao povo que me aplaúde...”. Num ataúde sua excelência, há decadas, subiu aos céus.

Aplaudir, bater palmas em sinal de aprovação, aprovar (algo ou alguém) através de aplausos, é coisa que faço para Fernanda Montenegro, FHC, Joaquim Barbosa, o juiz federal Sérgio Moro e mais meia dúzia de pessoas e situações. Bater palmas para o pôr do sol ultrapassa o meu entendimento de philosopho, mesmo porque preciso aproveitar o espaço que me resta neste belo suelto para transcrever, ipsis litteris, notinha da Revista do O Globo, edição de 7 de dezembro passado: “Pecado original. Criada há um ano pelos DJs Filipe Raposo, Paulo Sattamini e João Brasil, a debochada festa Fodasse tomou proporções nababescas, com filas na porta. Saudoso do clima intimista, o trio faz uma edição no próximo dia 13, no Pura Vida Hostel, em Copacabana, onde tudo começou. Celebrando a origem, uma instalação com a imagem de uma vagina artificial flutuará sobre a pista”. Dizer o quê?

 O mundo é uma bola


15 de janeiro de 69: Galba é morto pela Guarda Pretoriana. No mesmo dia, o senado reconhece Otão como novo imperador romano. Otão, que se chamava Marcus Salvius Otho, foi imperador por três meses até se suicidar, mostrando que não era fácil a vida de imperador romano.

Em 1559, coroação da rainha Elizabeth I da Inglaterra. Reinou até morrer, em 1603, isto é, durante 44 anos. Seu reinado ficou conhecido como Período Elizabetano ou Era Dourada, marcando os primeiros passos daquele que seria o Império Britânico. Na dramaturgia, rendeu nomes como Marlowe e Shakespeare. Era filha de Henrique VIII e Ana Bolena, mandada executar pelo maridão.

Em 1759, abertura do Museu Britânico. Em 1833, criação do município de Nova Iguaçu, onde nasceu o professor Wanderley Luxemburgo, futuro senador pelo estado de Tocantins. Em 1943, inauguração do Pentágono, Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que ainda não teve a sorte de ser comandado pelo ministro Celso Amorim, que rivaliza em ferocidade com o general Belizário, aquele que mandou degolar 30 mil sujeitos na Revolta de Nika, em Constantinopla, no ano 532. Hoje é o Dia dos Adultos.

Ruminanças


“Ser adulto é estar só” (Jean Rostand, 1894-1977).