sexta-feira, 13 de março de 2015

Fatos - Eduardo Almeida Reis

Eleita a mais bonita brasileira do século 20, Maria Fernanda Cândido sempre teve inquietação intelectual


Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 13/03/2015 



  
Ainda no terceiro mês do ano de 2015 já temos a segunda sexta-feira 13. Há mais uma em novembro. Tem gente que acha bobagem esta conversa de dias aziagos. Coincidência ou não, já andei enrolado em sextas-feiras 13, motivo pelo qual devo confessar que a data não me apraz. Verbo datado do século 13, transitivo indireto, intransitivo e pronominal, aprazer é chiquérrimo e significa sentir ou causar prazer, contentar (-se), deleitar (-se), agradar (-se).  

Sinonímia vasta: agradar, alegrar, aprazer, comprazer, contentar, deleitar, deliciar, desanuviar, desenfadar, desentediar, distrair, divertir, entreter, espairecer, jovializar, letificar, recrear, satisfazer. Letificar aprendi agora: latim laetifìco, as, ávi, átum, áre ‘alegrar, dar alegria’. Transitivo direto e pronominal: tornar(-se) alegre, ledo; causar ou sentir júbilo; alegrar(-se). Letícia, nome de mulher, vem do latim laetitia ‘alegria’. Realmente, o nascimento de uma Letícia deve alegrar seus pais, mas há Letícias complicadas quando transformadas em deusas do lar. 

Nietzsche

Eleita a mais bonita brasileira do século 20, Maria Fernanda Cândido sempre teve inquietação intelectual, leu Nietzsche, casou-se com um francês, tem dois filhos e é excelente atriz. Fiquei abismado com sua atuação naquela série Sessão de terapia e sua beleza é de uma obviedade ululante. 

Só estranhei a leitura de Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900), filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão, que caprichou: Du gehst zu Frauen? Vergiss die Peitsche nicht. Que teria pensado a belíssima brasileira dessa frase? Como reagiria a deputada Maria do Rosário ao cavalheiro que dissesse Du gehst zu Frauen? Vergiss die Peitsche nicht? Enquanto philosopho, fiquei chocado com a opinião de Friedrich, mas é a tal coisa: os brasileiros do século 21 estamos acostumado a ouvir o besteirol daquela feiura paulista que se apresenta como filósofa petista.  

Nietzsche começou sua carreira como filólogo clássico – estudioso da crítica textual grega e romana – antes de se voltar para a filosofia. Com 24 aninhos, assumiu a cadeira de filologia clássica na Universidade de Basileia, o mais jovem professor a alcançar essa posição. Escusado é dizer que em 1889, com 44 aninhos, surtou e perdeu completamente suas faculdades mentais. Diagnóstico que tem sido questionado: paresia geral atípica devida a uma sífilis terciária, mas o cavalheiro que escreveu Du gehst zu Frauen? Vergiss die Peitsche nicht nunca deve ter sido bom da bola. 

Viveu sob os cuidados da mãe de 1889 até a morte da senhora Franziska Nietzsche em 1897 e depois foi cuidado pela irmã Elisabeth Förster-Nietzsche até esticar suas canelas filosóficas em 1900. Sua irmã assumiu o papel de curadora e editora dos seus escritos. Como era casada com o proeminente nacionalista e antissemita alemão Bernhard Förster, retrabalhou os escritos inéditos do mano adequando-os à ideologia de seu marido e senhor, motivo pelo qual o nome de Friedrich acabou associado ao militarismo e ao nazismo germânicos. 

Presumo que o caro e preclaro leitor, não sendo fluente em alemão, esteja curioso do pensar nietzschiano Du gehst zu Frauen? Vergiss die Peitsche nicht. Eis a tradução: “Vais ver mulheres? Não esqueças o açoite”. Escreveu ainda entre milhares de outros pensamentos: “Para ler o Novo Testamento, é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária”. 

O mundo é uma bola

13 de março de 624: Batalha de Badr, primeira batalha entre os seguidores de Maomé e os coraixitas, que, sabemos todos, eram a tribo árabe que dominava a cidade de Meca ao surgir o islamismo. Maomé pertencia à linhagem coraixita, o que não impediu os coraixitas de liderarem a oposição inicial à sua mensagem. 

Presumo que o leitor esteja meio confuso com o parágrafo coraixítico, que acaba de ler no maior entusiasmo, o que se explica: seu nome árabe costuma ser transliterado em caracteres latinos de diversas maneiras, como coraish, quraysh, koraich e qurays, entre outros. 

Os qurays eram responsáveis e guardiães da Caaba e seus peregrinos se reuniam anualmente na região, vindos de várias partes do Oriente Médio, para realizar cultos e oferendas a vários deuses.  
Em 1138, o cardeal Gregório Conti é eleito antipapa Vitor IV, sucedendo a Anacleto II. 

Em 1639, o New College, em Cambridge, Massachusetts, muda o nome para Harvard College em homenagem ao pastor congregacional calvinista John Harvard. Ai do jornalista brasileiro que escreva Universidade de Harvard. Recebe dezenas de e-mails de “homens de Harvard” dizendo que o nome é Universidade Harvard, sem o “de”.

Em 1765, criação de uma fábrica de relógios em Portugal. A Polônia, ainda sob governo comunista, teve fábrica de relógios muito elogiados como os mais velozes do planeta. 

Em 1820, banimento dos jesuítas do Império Russo. Os jesuítas, do tanto que aprontavam, foram banidos de uma infinidade de países. Em 1900, na França, começou a bagunça: jornada de trabalho de mulheres e crianças limitada, por lei, a 11 horas diárias. Pode? 

Ruminanças


“Ainda que a traição agrade, ao traidor tem-se aversão” (Cervantes, 1547-1616).

quinta-feira, 12 de março de 2015

Angolanas - Eduardo Almeida Reis

Angolanas Será que um criminoso é suficientemente burro para guardar documentos e valores em casa, no escritório ou nos arquivos do computador?


Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 12/03/2015




Um beijo casto entre dois cavalheiros, pouco mais que um selinho tão comum no Brasil de hoje, enfureceu a população de Angola. Foi numa novela produzida naquele país africano superiormente presidido nos últimos 37 anos pelo engenheiro José Eduardo dos Santos, pai da linda Isabel dos Santos, mulher mais rica da África. Os produtores da novela se desculparam e modificaram o roteiro. Em nossa tevê, comentaristas criticaram os preconceituosos telespectadores angolanos, de mesmo passo em que elogiaram o telespectador tupiniquim – na mesma semana em que renomados escritores brasileiros, em diversos textos, encheram páginas de jornais examinando, à luz da economia, da política e dos destinos da nacionalidade nada menos que a bunda de Paolla Oliveira.

O além-paraibano Zuenir Ventura, da Academia Brasileira de Letras, 83 anos, abundou nos elogios à bunda da atriz. Mas ficou devendo aos seus leitores uma informação basilar: a bunda de Paolla é ou não é Friboi?

Nada sei do traseiro de Caroline Paola Oliveira da Silva, paulistana de 32 anos, 1,70m de altura, que teve como companheiro Joaquim Lopes de 2009 até 2015. Só agora, no Google, vejo o rosto da bonita moça e me lembro de uma cena que assisti, rapazola, numa tarde em que fui ao Centro da cidade do Rio, então Capital Federal.

Na Avenida Rio Branco as pessoas paravam, assobiavam, comentavam, seguiam de perto uma jovem senhora. Motivo: estava de calça comprida no Centro do Rio. Calça que nada tinha de escandalosa, blusa idem, mas foi um escândalo. Indumentária que já era permitida em Copacabana, Ipanema e Leblon, mas inadmissível no Centro da cidade, o que me permite supor que dentro de alguns anos, 20 ou 30, a tevê angolana possa transmitir sem escândalos não um selinho inocente, mas beijos gays gulosos e demorados como aqueles que Bruno Chateaubriand e André Ramos deram no réveillon de 2014 festejando seus primeiros 15 anos de casamento.

Mandados


Morro de rir dos mandados de busca e apreensão nas casas e nos escritórios de suspeitos dos mais diversos crimes. Será que um criminoso é suficientemente burro para guardar documentos e valores em casa, no escritório ou nos arquivos do computador? Realmente alguns guardam, na certeza de sua impunidade, mas a maioria maloca o que deve ser malocado. Nada mais fácil do que ter uma casa e um escritório limpos de malfeitos e malfeitorias. E um computador, se necessário, tecnicamente camuflado de tal forma que sua identificação seja impossível para investigações normais. Como? Não sei e se soubesse não diria.

O que sei e o leitor também sabe é que no Brasil tudo termina em águas de bacalhau. O novo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães, além de ser irmão do notório José Genoino Guimarães Neto, condenado no processo do mensalão, teve um assessor preso com 150 mil dólares na cueca. Em notas velhas de 100 dólares, um milhão pesa 13 quilos. Famoso construtor me disse que pesou o milhão antes de entregar ao subornado.

A julgar por essa informação, 150 mil dólares pesam mais que dois quilos e ocupam espaço, transformando o traseiro do assessor do deputado José numa bunda mais expressiva que a da senhora Valesca Popozuda, cantora, compositora, produtora musical e empresária nascida Valesca Reis Santos.

Concomitantemente, a Europa, a Otan, a ONU e os Estados Unidos se preocupavam com os 5 mil mortos em dois anos de guerra civil na Ucrânia. Grosso modo, a população daquele país, 45 milhões de pessoas, é a quarta parte da brasileira. Cinco mil mortos multiplicados por quatro dariam 20 mil em dois anos de guerra civil, blindados e soldados russos, separatistas ucranianos de língua russa, mísseis e o escambau.

No Brasil democrático, país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, em dois anos têm sido anotados 112 mil homicídios. É mole ou alguém quer mais?

O mundo é uma bola

12 de março de 1514: dá entrada em Roma uma embaixada de obediência ao papa Leão X enviada por dom Manuel I, o Venturoso, rei de Portugal, repleta de presentes originais: elefantes, onças, rinocerontes e outros bichos. Em 1535, a pernambucana Olinda é elevada à categoria de vila. Dois anos depois, fundação de Recife, pertinho de lá. Entra ano, sai ano, um grupo de mineiros aluga casa em Olinda para passar o carnaval. É gostar muito da folia olindense.

Em 1572, publicação de Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões. Em 1894, o refrigerante Coca-Cola é vendido em garrafas pela primeira vez. Foi na cidade de Vicksburg, Mississippi ou Mississipi. Hoje, pertinho de BH e Alphaville, às margens da BR-040, a Coca-Cola está construindo imensa fábrica.

Em 1912, início da construção de Camberra, futura capital da Austrália. Em 1918, Moscou volta a ser a capital russa depois de 215 anos em São Petersburgo. Em 1994, a Igreja Anglicana ordena sua primeira sacerdotisa. Hoje é o Dia do Bibliotecário, profissão dificílima.

Ruminanças

“A preguiça anda tão devagar, que a pobreza facilmente a alcança” (Confúcio, 551-479 a.C.).

quarta-feira, 11 de março de 2015

Levantando voo - Martha Medeiros

Zero Hora 11/03/2015

Ontem minha filha embarcou num avião para uma viagem ao Exterior sem data de retorno. Está realizando um sonho antigo, mas que se tornou premente nos últimos meses. Formada, inquieta, faminta por novas experiências de vida, acumulou salários, vendeu alguns pertences, passou madrugadas pesquisando as menores tarifas de passagem e hospedagem, arrumou a mala e se foi.
Muitos pais têm vivido essa ruptura: ver seus filhos partirem em busca de mais conhecimento e amadurecimento, jovens que precisam abandonar o ninho para um voo solo a fim de descobrirem uma nova direção e um ponto de vista que os surpreenda. Querem nascer de novo, agora sem cordão umbilical de nenhuma espécie.
O mundo deu uma encolhida. Pelo WhatsApp, ela poderá postar o que está almoçando, pelo Skype verei seu novo corte de cabelo, pelo Face irei acompanhar suas fotos e bateremos papos digitais, coisa, aliás, que absurdamente já fizemos estando ela no seu quarto e eu na sala. Então, o que significa, mesmo, distância?
Nos dias atuais, as distâncias tornaram-se bem menos dramáticas, não há mais invisibilidade e silêncio, estejamos a poucos metros ou a muitos quilômetros da pessoa amada. O toque continua restrito aos corpos presentes, mas já não perdemos ninguém de vista. E isso nos libera para sofrer menos e pensar com mais positivismo sobre as separações.
Desde que a colocaram nos meus braços, na maternidade, percebi em seus olhos que ela não se conformaria com os limites impostos pela segurança de uma vida regrada. Sempre considerou o mundo seu quintal. A palavra estrangeiro nunca encontrou lugar em seu vocabulário. Todos os seus objetivos foram tratados como realizáveis, independentemente de onde, de quando, de quem, de como.
Os filhos voltam, quase todos. Nem que seja para nos visitar. Se ela não vier, eu irei até ela, não é esta a questão. O que me sensibiliza é que a nossa vida está mudando – mais uma vez. Um ciclo se encerra para dar início a outro. A família até então estruturada se decompõe para que cada um de seus membros forme outros núcleos, novas rotinas. Ela voltará um dia, mas para morar em seu próprio apartamento. Ou voltará para morar em São Paulo. Ou voltará casada. Voltará – mas nunca mais a mesma. O que vivemos juntas nesses últimos 23 anos virou memória desde ontem. A partir de agora, estaremos iniciando uma viagem inédita ao futuro, estando aqui ou estando fora.
Não posso ficar triste, mesmo com o coração apertado. É da vida esse chamado, que é atendido por aqueles que têm coragem de partir e mais coragem ainda de chegar. De chegar neles mesmos, que é onde cada um, não importa a via escolhida, confirma a razão da própria existência.

Privacidade - Eduardo Almeida Reis

Em Tóquio, as pessoas que gostam de gatos podem tomar chá com os bichanos que circulam livremente entre as mesas do Nekorobi Cat Café


Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 11/03/2015


Asilado na embaixada do Equador em Londres, o doutor Julian Paul Assange, jornalista, escritor e ciberativista australiano, deu o ar de sua graça publicando um livro em que acusa o Google de acabar com a privacidade em boa parte do planeta. Daí a pergunta que faço ao leitor: você tem preocupação especial com a sua privacidade, acredita em privacidade num planeta em que há câmeras de segurança de 10 em 10 metros e os seus telefonemas podem ser gravados com ou sem autorização judicial?

No mundo em que festejado escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, 83 anos feitos, vive escrevendo sobre a bunda de Paolla Oliveira e chega a admitir “que Paolla não é apenas bunda”, privacidade soa como tiro de arcabuz, que faz barulho e tem alcance curto.

Em rigor, privacidade é preocupação de homem sério, casado, quando arranja namorada. Dura poucos dias, porque ele próprio é o primeiro a contar para fazer inveja aos amigos. Ainda que não conte, a cidade inteira fica sabendo sem Google, sem câmeras, sem tecnologia.

Julian Paul Assange, 43 anos, educado na Universidade de Melbourne, em vez de ficar falando mal do Google, melhor faria se deixasse o asilo na embaixada para ser julgado na Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

Zoofilia
Amizade aos animais, amor protetivo pelos animais, a zoofilia costuma apresentar exageros e esquisitices. Em Tóquio, as pessoas que gostam de gatos podem tomar chá com os bichanos que circulam livremente entre as mesas do Nekorobi Cat Café. É permitido alimentar e brincar com eles, mas o site do café avisa: “Se um gato te machucar, oferecemos os primeiros-socorros. Porém, não reembolsamos ou pagamos as suas despesas médicas”.

O Nekorobi, sozinho, justifica uma viagem à capital do Japão para brasileiros que gostam de gatos. São muitos. Cora Rónai e Fabia Azevedo, inteligentíssimas, escritoras brilhantes, adoram gatos. Milhões de pessoas no mundo inteiro não dispensam a companhia de animais, alguns domésticos, outros estranhos como cobras, lagartos, tartarugas.

Noite dessas a tevê nos mostrou bonita empresária cearense, casada, que trocou seu apartamento próximo do trabalho por uma casa com jardim. Motivo: dar mais conforto para o seu porquinho de estimação. Porquinho é maneira de dizer: o digno suíno já está de bom tamanho, pele clara, raça que não identifiquei, exigindo cremes e protetores solares que a empresária não se esquece de passar amorosamente sobre o lombo do amiguinho.

Pois é, hoje até porco de estimação não dispensa protetor solar. E a empresária, que precisa sair da bela casa para trabalhar, comprou uma cadelinha para fazer companhia ao porco, que sobe nos sofás, toma banho numa piscininha do jardim e tem cama, ração e água na sala de visitas.

Galochas

Com o advento do tênis, foram-se as galochas. Agora, a tecnologia ameaça a humanidade com o desaparecimento de mais cinco invenções. 1. Telefone fixo. Já são quase 7 bilhões de celulares no planeta, aumento proporcional ao sumiço dos telefones fixos, segundo a União Internacional de Telecomunicações. O futuro é dos aparelhos móveis. 2. CD, DVD e Blu-ray. Quando chegaram ao mercado, os discos ópticos aposentaram a fita cassete e o LP. Agora, com o conteúdo armazenado e distribuído pela internet, dizem que é chegada a hora de essas mídias sumirem do mapa. 3. Mouse. Os smartphones e tablets ensinaram as pessoas a usar os dedos para interagir com as telas e o Windows já está sendo modernizado para telas sensíveis ao toque. 4. Pen drive. Na década passada, o pen drive foi febre. Todo mundo (sic) tinha pen drives em casa com fotos, vídeos e música. Com o aumento das velocidades de conexão, o armazenamento em nuvem se tornou viável e o pen drive tende a desaparecer. 5. Homem sério. Os itens anteriores explicam o desaparecimento dos homens sérios.

O mundo é uma bola

11 de março de 1641, índios guaranis treinados pelos jesuítas espanhóis, no Território das Reduções, derrotam uma bandeira paulista de escravistas composta de três mil homens, na Batalha de M’Bororé. Foi a batalha mais relevante da história da América Colonial, di-lo a Wikipédia.

Em 1778, assinado o Tratado de El Pardo entre a rainha Maria I, de Portugal, e o rei Carlos III, de Espanha, pelo qual a rainha cedia territórios portugueses na África em troca de territórios espanhóis na América do Sul anexados ao que hoje é o Brasil.

Em 1851, estreia em Veneza a ópera Il Rigoletto, de Verdi: gosto muito.

Em 1892, realizada no ginásio Armory Hill, em Springfield, a primeira partida oficial de basquete aberta ao público. Esporte bom, mesmo, é um que inventaram recentemente e ainda não aprendi o nome, mas vi na tevê. Consiste em pular, fazer piruetas, equilibrar-se numa faixa de poucos centímetros de largura, de material que ainda não sei qual é.

Em 1942, Getúlio Vargas decreta o confisco dos bens de imigrantes alemães e italianos no Brasil.

Em 1985, Mikhail Gorbachev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e dá início às reformas internas do sistema: a Glasnost e a Perestroika, que culminariam no desmanche da URSS e na introdução da economia de mercado na Rússia, para desespero de muitos conhecidos nossos e alegria dos craques do Chelsea, time comprado por um russo endinheirado.

Ruminanças
 “Pereça a pátria, e seja salva a humanidade” (Proudhon, 1809-1865).