domingo, 16 de dezembro de 2012

Mônica Bergamo


Folha SP
Marcos Michael/Folhapress
Felipe Camargo na semana passada, no Planetário do Rio
Felipe Camargo na semana passada, no Planetário do Rio
MINHA FAMA DE MAU
Felipe Camargo, de volta à TV na minissérie 'Xingu' e na próxima novela das sete, diz que sua vida 'não é um mar de rosas, mas é muito melhor do que era antes'
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Felipe Camargo, 52, sai do cinema arrastando as Havaianas marrons pelo chão, puxado por Maria Flor, 29. Os dois escapam de fininho antes da exibição para a imprensa do primeiro capítulo de "Xingu", transformado em minissérie pela Globo após passar no cinema. "A gente começa hoje o workshop dado por um cara sinistrão", diz a colega de set, de curso e de sotaque carioca "bolado".
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Mais tarde, o ator está ladeado por Maria Flor e Nathalia Dill, 26. O trio começou na semana passada a ter aulas com o argentino Juan Carlos Corazza, preparador de elenco do casal Javier Bardem e Penélope Cruz. Dica do ator Cauã Reymond, 32.
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"O Cauã mandou e-mail pra mim sobre esse curso", diz o ex-galã dos anos 80, que estourou como par de Malu Mader em "Anos Dourados". Ele toma um café expresso (quatro gotas de adoçante) com a repórter Anna Virginia Balloussier, na saída da primeira aula, num teatro no Planetário do Rio de Janeiro.
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Duas horas, quatro cigarros e duas barras de cereal sabor banana depois, Felipe fala sobre a "vontade de se reciclar" após um passado conturbado por álcool e drogas, que iam de cocaína a tranquilizantes. Suas confusões eram self-service de notícias para a mídia. Sobretudo as brigas com a ex-mulher Vera Fischer, 61, com quem disputou e ganhou a guarda do filho Gabriel, hoje com 20 anos e estudando cinema na PUC.
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Era chamado de James Dean na adolescência "meio da pá virada". Foi criado entre Copacabana e Ipanema, com quatro irmãos e pais divorciados. Antes dos 20, virou assalariado da estatal Furnas e cursou economia numa faculdade particular. Jogou tudo para o alto quando percebeu que sua onda era atuar.
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Destacou-se como o personagem Gato numa montagem de "Capitães da Areia". E, de repente, "pá, pá, pá, tava bombando na Globo". "Entrei de forma abrupta", afirma gesticulando -quase derruba sua xícara de café vazia.
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"Ninguém entrou na TV como eu entrei fazendo trabalhos de peso, no horário nobre", diz. "Antes era duro pra cacete, fazia só teatro. Aí comecei a ganhar dinheiro, e isso é ótimo. Tinha carro, aluguei um puta apê, e muita gente grudando porque você está na crista da onda."
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Saiu da Globo durante a novela "Pátria Minha" (1994), em que atuou com Vera. Depois de barracos públicos envolvendo os atores, seus personagens foram mortos num incêndio no meio da trama.
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Felipe diz estar "limpo" há 16 anos, longe de bebidas e drogas. Ainda frequenta reuniões de Narcóticos e Alcoólicos Anônimos. "Na época, bebia tudo, tudo, tudo. Uísque, vodca... Gostava mesmo de uma cerveja, mas gostava com outras milongas a mais."
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"Tem diferença em quem vai num bar e toma dois, três chopes -e quem toma 20. E eu, depois de começar, não parava mais. Era assim quase todo dia. Adorava ficar bêbado. Ficar doidão não é uma delícia? É uma delícia, tô falando. Se soubesse ficar doidão e falar 'chega', tava bom."
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Felipe era criança quando tomou o primeiro gole. "Provei Alexander [drinque à base de licor de cacau] num almoço de Natal. Meu avô fazia e me deu na maior inocência. Se soubesse...", diz, rindo.
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"Tem uma doença que faz algumas pessoas perderem o controle. E elas são determinadas como 'muito loooooucas', sabe? Estigmas que a própria sociedade cria".
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Discorre enquanto fuma -o cigarro é um vício que persiste. Por uns tempos, tentou adotar a cigarrilha de baunilha. Neste ano, voltou a consumir quase um maço de Marlboro todo dia. Decidiu que geração saúde, para ele, tem limite. "A pior coisa para o ser humano é o estresse. Virei uma pessoa insuportável [sem cigarro]." Falei, 'pô, vou acabar ficando doente, vou adoecer minha família.'"
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Felipe crê que o discurso sobre ele também precisa se reciclar. "O que me incomoda é fazer uma entrevista enorme e o foco ser só esse. Parece que foi ontem. Não! Muita água rolou." Calcula que "só 20% do que saiu [na imprensa] tinha fundo de verdade". Como quando, após um aniversário do ator Guilherme Leme, Vera foi atropelada por um táxi. "Deram que foi porque a gente brigou." Ela também desmente.
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Hoje, a relação dos dois é "tranquila". "Não é minha amiga, mas também não é inimiga. Foi minha mulher, mulher que eu amei pra caramba. Respeito, torço por ela."
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Nem sempre foi assim. Em 1994, ela teria cortado o ex-marido com vidro após ele quebrar seu braço numa briga. "Quantos relacionamentos não tiveram momentos de violência entre as partes? Porque parecia que eu era um carrasco, né? Na boa, isso eu sei que foi a imprensa que criou. E eu também não saía por aí falando [faz voz de choro] 'ahhh, a Vera me bateu."
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Num jantar de amigos, conheceu sua nova mulher, a fisioterapeuta Malu, uma loira esbelta e mãe do segundo filho, Antônio, de quase dois anos. Moram todos, mais o filho Gabriel, na Barra da Tijuca, vizinhos de Cássia Kiss.
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Malu descobriu a gravidez pouco antes de ele viajar para filmar "Xingu". O colega Caio Blat tinha acabado de virar pai -do set no Norte, ficavam os dois falando com as mulheres por Skype. Isso os aproximou. "O Felipe é um sobrevivente. O rosto dele é todo marcado por sua história. Para um ator, é a melhor coisa. Ele está num grande momento", afirma Caio.
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Foi Fernando Meirelles quem o levou de volta à Globo, para a minissérie "Som e Fúria", em 2009. Não vivia um protagonista no canal há 17 anos. No ostracismo, tinha passagem comprada para tentar a sorte em Los Angeles. Até receber um telefonema do diretor. De cara, achou que era trote. "Até perguntei quantos [atores testou] antes de mim. Você se acostuma: 'Sou o rejeitado, a sobra.'"
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Era a primeira escolha do diretor, que o tinha visto no filme "Jogo Subterrâneo" (2005) e na série da HBO "Filhos do Carnaval" (2006).
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"Falando sinceramente, teve uma época em que eu voltei à TV e ficava, 'meu Deus, tenho que fazer um protagonista'. Mas isso é muito relativo." Estará no elenco da próxima novela das sete, "Sangue Bom". Vai viver "um pintor que falsifica obras e é dominado pela mulher".
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Católico de formação e simpatizante do kardecismo, não acha sua vida "um mar de rosas, mas é muito melhor do que era antes". "De vez em quando, caramba, queria chutar o balde. Claro que passa pela minha cabeça. Mas pra mim pode ser sem volta. Agora lido com as minhas dores de uma forma muito mais real", diz no fim de tarde, com o café do teatro fechando.
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O papo vai chegando ao fim com Felipe Camargo em pé, na calçada. Ele olha para a rua: "Adoro um meio-fio".
"Hoje vejo muito mais respeito, admiração [comigo]. Claro que tem pessoas ignorantes que falam 'ah, olha o marido da Vera! Ih, aquele cara doidão!' A pessoa tá com um 'delay' de 16 anos"
FELIPE CAMARGO

    Maurício Stycer


    Show de calouros, ontem e hoje
    Boninho teve o cuidado, no "The Voice Brasil", de dar um tempero brasileiro à coisa
    NO INTERVALO de quatro dias, o público terá conhecido duas novas "promessas" da música brasileira: os vencedores dos programas "Ídolos" e "The Voice Brasil". A final do show de calouros da Record ocorreu na quinta-feira (13) e a da Globo está programada para hoje.
    A julgar pelo que ocorreu nos últimos anos, essas "promessas" terão muitas dificuldades em vingar no mercado musical. Seja por limitações próprias ou por culpa do encolhimento da indústria fonográfica, o prêmio principal em shows de talentos não tem servido de passaporte para voos muito altos.
    Ainda assim, esse tipo de programa faz grande sucesso e se multiplica como vírus por TVs de todo o mundo. Criativa em algumas áreas, a televisão brasileira parece acomodada nesse terreno, preferindo comprar e adaptar formatos estrangeiros.
    Foi o caso do "Ídolos", apresentado no país desde 2006 -nos primeiros dois anos no SBT e depois na Record. Ao aposentá-lo, agora, a emissora já anuncia que o substituirá, no ano que vem, por um programa semelhante, chamado "Got Talent", famoso por ter revelado Susan Boyle em sua versão britânica.
    O "The Voice Brasil", como diz claramente seu título, também é uma versão. Sua principal novidade é que, na primeira fase, os jurados escolhem os candidatos sem vê-los, apenas pela voz.
    Ainda que visto pelo jornalista Ricardo Feltrin como um "diretor microondas", por ter se especializado em "aquecer" programas adaptados de formatos prontos, como "BBB" e "No Limite", Boninho teve o cuidado, no "The Voice Brasil", de dar um tempero brasileiro à coisa.
    A escolha dos quatro jurados, por exemplo, expressou de forma generosa a diversidade de gêneros da música brasileira. Lulu Santos, Carlinhos Brown, Claudia Leitte e Daniel, cada um a sua maneira, defenderam interesses e idiossincrasias bem variados, incluindo o gosto por macaqueações estrangeiras, ajudando o programa a exibir um painel bem variado.
    Boninho também teve o mérito de, atento aos humores do público, alterar no meio da atração uma regra considerada injusta, que prejudicou alguns candidatos.
    Eis, a propósito, a maior novidade nesta nova onda de shows de calouros. Antes decididos apenas por jurados célebres, que destilavam saber ou excentricidade, os programas do gênero agora se curvam à participação do público.
    O comentário do espectador diante da TV pode, se ele quiser, transformar-se em voto. Cabe a ele decidir (ou achar que decide) o destino de candidatos a músicos.
    Durante a exibição de "Ídolos" e "The Voice Brasil", bem como, na TV paga, de programas como "The X Factor", "American Idol" e "The Voice", parte do público recorre às redes sociais para debater a performance dos candidatos.
    O Twitter, por exemplo, costuma virar uma grande sala de estar, com "especialistas" dando palpites variados sobre voz, figurino e escolha do repertório de candidatos. Entendendo ou não de música, qualquer interessado está habilitado a palpitar e, até, influir no destino dos que querem ser cantores.
    Importado do rádio, o show de calouros é um formato de programa que atravessa a história do entretenimento. Goste-se ou não, o seu sucesso atual mostra que já encontrou um lugar nas mídias que, em futuro próximo, sucederão a televisão.

    TV - Melhor do dia


    CINEMA
    Space faz hoje maratona de filmes de ação
    DE SÃO PAULO - O canal Space promove hoje, a partir das 11h50, uma maratona de filmes que têm em comum a presença de guerreiros. A programação começa com "Pequenos Guerreiros", produção de 1998.
    Às 13h45, é a vez de "A Última Legião", estrelado por Colin Firth. Em seguida, às 15h45, vai ao ar "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel", primeiro filme da trilogia de Peter Jackson.
    Na sequência vem "300", produção de 2007 que tem o brasileiro Rodrigo Santoro no elenco. Fecha a programação o filme "1911", protagonizado por Jackie Chan.

      CRÍTICA
      Cheio de bordões, Zé Trindade protagoniza 'Mulheres à Vista'
      INÁCIO ARAUJOCRÍTICO DA FOLHAOk, no fim dos anos 1950 a chanchada já começava a raspar o tacho. Em todo caso, ainda havia o que ver, em especial na seara da Herbert Richers. Lá pontificava, entre outros, Zé Trindade: feio, cafajeste, cheio de bordões tão marcantes quanto seus trejeitos faciais.
      Ele é quem está à frente de "Mulheres à Vista" (Cultura, 11h45), acompanhado, entre outros, de Grande Otelo. Sem falar nas mulheres a que o título se refere, Consuelo Leandro e Virgínia Lane, entre outras.
      No roteiro de Chico Anysio e Victor Lima, ele tenta seduzir uma viúva rica para não deixar ao desamparo os artistas que um empresário deixou na mão.
      Objetivo final: montar um show, claro. Zé Trindade era, afinal, o sem-vergonha mais simpático da era da chanchada. [folha de são paulo]

        Ferreira Gullar


        Folha de SP 
        A beleza é leve
        Oscar Niemeyer foi o assunto principal do país, que se voltou inteiramente para essa perda inaceitável
        AMANHECE O dia 6 de dezembro de 2012, mas o meu amigo Oscar Niemeyer já não está aqui para vivê-lo. Saio à rua a caminhar e sinto que o mundo não é mais o mesmo. É verdade que fazia algum tempo que não nos víamos nem nos falávamos, coisas da vida. Mas a minha admiração e meu afeto por ele se mantinham os mesmos que ao longo desses mais de 50 anos.
        Desde o momento em que ele morreu, no Hospital Samaritano, aqui no Rio, todos os meios de comunicação se mobilizaram, e não apenas para noticiar o fato, mas também para colher o pronunciamento de pessoas que privaram com ele ou que estudaram sua obra.
        E durante aquela noite e os dias seguintes, a morte de Oscar Niemeyer foi o assunto principal do país, que se voltou inteiramente para essa perda inaceitável.
        De minha parte, não apenas me solicitaram a falar sobre ele, como me mantive diante da televisão a acompanhar esse acontecimento que foi transmitido, minuto a minuto, durante todo aquele primeiro dia, a noite e os dois dias seguintes.
        Vi quando o caixão mortuário foi retirado do hospital, posto no carro funerário e transportado, ladeado de batedores, para o aeroporto Santos Dumont. Não pude evitar de pensar que ele, quando vivo, não queria saber de avião, mas agora, morto, voaria para Brasília. Os mortos se defendem mal. E foi. Chegado a Brasília, um carro do Corpo de Bombeiros o levou até o Palácio do Planalto, onde seria velado. E eu me dizia: ele jamais supôs que isso fosse acontecer após sua morte. E o imaginava dentro daquele caixão mortuário, sendo conduzido sob os olhos da nação inteira para o velório no palácio que ele mesmo concebera.
        Tenho certeza de que, se lhe perguntassem se estava de acordo com tal procedimento ritual, diria que não, já que sempre foi pouco afeito a pompas e solenidades. Isso não tem nada a ver com ele, mas não importa; o que significou para todos nós excede sua modéstia e sua simplicidade.
        E me lembrei de nossos encontros em diferentes momentos, desde quando o conheci, em 1955, ao entrevistá-lo para a revista "Manchete", ou de nosso convívio em Brasília, em 1961, quando dirigi a Fundação Cultural. Nessa ocasião, propus-lhe que projetasse um pequeno museu onde reuniríamos um acervo de arte popular brasileira. Ele o projetou, o museu foi construído: as paredes eram de tijolos de vidro e o teto de palha, uma mistura inusitada e bela. Ficava perto do antigo aeroporto, que foi abandonado. E o museu também.
        Mas a vida prosseguiria, e o golpe militar de 1964 mudou nossas vidas. Ele foi para Paris e eu para Moscou. Mais tarde, eu já em Buenos Aires, ele me enviou um exemplar do livro sobre sua arquitetura que acabara de ser editado na França. Era fascinante ver cada uma de suas obras ali. E desse fascínio nasceu o poema "Lições da Arquitetura", que escrevi e lhe mandei pelo correio.
        Permito-me citar alguns versos: "No ombro do planeta / (em Caracas) / Oscar depositou / para sempre / uma ave uma flor / (ele não faz de pedra / nossas casas: / faz de asa)".
        É verdade, pois seus prédios, de tão leves, parecem flutuar. Essa é uma das inovações que ele introduziu na arquitetura moderna, que se caracterizava pela construção ortogonal e a linha reta, tendo a funcionalidade como princípio básico: a forma segue a função.
        Le Corbusier era o mestre por excelência dessa nova arquitetura e foi nele que Oscar se inspirou, mas sempre dissentindo, como no caso do prédio do MEC, no Rio, hoje Palácio Gustavo Capanema. Mas a ruptura se dá mesmo é quando ele concebe o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte, e introduz a linha curva na linguagem dessa nova arquitetura. Muda-lhe o rumo e a história: agora é antes e depois de Oscar Niemeyer.
        Brasília foi um passo a mais nessa reinvenção da arquitetura, pois, em seus palácios, a forma arquitetônica nasce da estrutura construtiva: as colunas do Palácio da Alvorada, por exemplo, são ao mesmo tempo sustentação e beleza. Oscar realizava a milagre de ser ao mesmo inovador e popular.