terça-feira, 16 de julho de 2013

Tv Paga


Estado de MInas: 16/07/2013 


Conversa de compadres

O ator Tonico Pereira (foto), que  participou da estreia de Uma rua sem vergonha, ontem, no Multishow, no engraçadíssimo papel de tio Putinhas, é o entrevistado de hoje de José Wilker em episódio inédito da série Palco e plateia, às 21h30, no Canal Brasil. Veterano do teatro, cinema e televisão, Tonico conversa sobre a nova política teatral e de seus diversos espetáculos, entre eles O avarento, além de comentar o trabalho em A grande família, como Mendonça, o grande amigo de Lineu (Marco Nanini).

Patrícia Palumbo encara
o provocador Abujamra

Outro programa de entrevistas bacana é o Provocações, comandado por Antônio Abujamra, às 23h, na Cultura. E hoje ele recebe Patrícia Palumbo, jornalista especializada em música, rádio e meio ambiente, que vai falar sobre sua carreira de locutora – ela apresenta o Vozes do Brasil e é coordenadora de programação da Rádio Eldorado –, da paixão pela MPB e da ousadia ao imprimir uma nova linguagem na rádio FM.

Playboy faz aniversário
e presenteia o assinante

O canal adulto Playboy TV está completando 15 anos este mês e por isso já colocou no ar uma programação especial, com destaque para a Maratona de Aniversário das madrugadas, reapresentando algumas dos atrações que ajudaram a fazer a história da emissora. Para hoje, a dica é uma inédita série de entrevistas íntimas com as coelhinhas mais sensuais de 2012, às 23h.

Dr. Oz atende hoje no
consultório da Fox Life

Já para quem prefere uma linha mais séria e comportada, a Fox Life vem com Dr. Oz, em três consultas em sequência. Às 22h ele examina três casos surpreendentes de morte súbita de mulheres, inspeciona a lancheira que as mães preparam para seus filhos levarem à escola e ainda ajuda uma mãe viciada em metanfetaminas, além de indicar três soluções para infecção por fungos. Às 22h45, ele enumera os cinco sintomas do mal de Alzheimer e se dispõe a ajudar um casal com dificuldades para conceber um bebê. E às 23h30 explica como funciona o cérebro humano quando recebe mensagem de texto enquanto a pessoa dirige e por que isso pode ser fatal, falando ainda sobre a dieta para perder a barriga de cerveja, queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus e exercícios físicos baseados na dança flamenca.

Humor em dois tempos
esta noite no Canal Brasil

No pacotão de cinema, uma boa pedida é o Canal Brasil, com duas atrações interessantes. Às 22h, a exibição da comédia Irma Vap – O retorno, de Carla Camurati, com Marco Nanini, Ney Latorraca, Thiago Fragoso, Marcos Caruso, Leandro Hassum, Arlete Salles e Francisco Milani, em sua última atuação no cinema. Já à 0h15 tem sequência a Mostra Ugo Giorgetti, com mais uma comédia: Boleiros – Era uma vez o futebol.

Boas novidades no Max e
no Telecine Cult também

No canal Max, às 22h, estreia a produção israelense Nota de rodapé. No mesmo horário, o Telecine Cult exibe a animação Os contos da noite. Ainda na concorrida faixa das 22h, o assinante tem mais oito opções: As mil palavras, no Telecine Preimum; Um novo despertar, no Telecine Touch; Amor impossível, no Telecine Pipoca; A dama na água, no Space; O colecionador de ossos, no ID; Quarta-feira de cinzas, na MGM; Justiça cega, no TCM; e Pequenas histórias, no Sony. Outras atrações da programação: Dois perdidos numa noite suja, às 21h, no Curta!; Elektra, a vingadora, às 22h15, no FX; Amor por contrato, às 22h30, no Megapix; e Sobrevivendo ao Natal, também às 22h30, no Comedy Central.

Mirian Goldenberg

folha de são paulo
Campeão do sexo
A representação do brasileiro como campeão do sexo provoca uma sensação de inadequação
O brasileiro é o povo mais ativo sexualmente de todo o mundo.
O brasileiro faz sexo 145 vezes por ano: só perde para o grego, que faz 164 vezes por ano.
O brasileiro dedica mais tempo ao sexo do que quase todos os outros países. No Brasil, cada relação sexual dura, em média, 21 minutos. A média mundial é de 18 minutos. O Brasil só perde para a Nigéria, país onde o tempo médio da relação é de 24 minutos.
O Brasil, na América Latina, é o país em que homens e mulheres têm o maior número de parceiros sexuais ao longo da vida: uma média de 12, contra dez nos países da América Latina em geral.
O brasileiro é o povo mais infiel do mundo.
O brasileiro faz sexo, em média, três vezes por semana.
Frequentemente nos deparamos com pesquisas que mostram que o brasileiro é um verdadeiro campeão do sexo.
Esse quadro é bem diferente do que encontro nas minhas pesquisas.
Muitas mulheres que entrevistei reclamam de:
- dificuldade ou impossibilidade de atingir o orgasmo;
- necessidade de fingir o orgasmo para deixar o parceiro feliz;
- secura vaginal, dores com a penetração, perda da libido;
- incapacidade de seduzir e de agradar um homem;
- falta de desejo, falta de prazer, de intimidade, de experiência e de carinho;
- insegurança com o próprio corpo e com os próprios odores;
- vergonha das gorduras, das estrias, das celulites, dos peitos caídos e da bunda flácida;
- medo de falar sobre o que gosta na cama.
Apesar da fama de país tropical, onde supostamente viveriam mulheres e homens obcecados por sexo, o que tenho encontrado nas minhas pesquisas é uma enorme insatisfação sexual.
A representação do brasileiro como um povo campeão do sexo faz com que muitas pessoas se sintam distantes de uma performance idealizada em termos de qualidade e de quantidade.
A força dessa representação pode estar provocando uma grande frustração até mesmo em pessoas cuja vida sexual pode ser considerada bastante satisfatória.
O mito sobre o sexo campeão do mundo, quando comparado com a realidade da maior parte dos brasileiros, parece estar escondendo, ou até mesmo produzindo, a sensação de inadequação e também a de profunda miséria sexual.

Painel - Vera Magalhães

folha de são paulo
Tudo pelo PIBão
Com o crescimento do PIB ameaçado, ganhou força no governo a ideia de usar dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias que permite abater do superávit primário os investimentos do PAC e as desonerações fiscais. Isso evitaria um corte adicional no Orçamento para cumprir a meta fiscal. Membros da equipe de Dilma Rousseff avaliam que não é momento de retirar mais recursos da economia. Gleisi Hoffmann (Casa Civil) é uma das defensoras da mudança de cálculo.
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Na rota Renan Calheiros (PMDB-AL) decidiu aprovar o pedido de informações de Aloysio Nunes (PSDB-SP) sobre o uso de aviões da FAB por autoridades depois que o tucano convenceu o presidente do Senado de que as informações já divulgadas foram "seletivas" e atingiram apenas a cúpula do PMDB.
UTI móvel Preocupado com a repercussão negativa do Mais Médicos, o governo vai enviar Alexandre Padilha (Saúde) e Aloizio Mercadante (Educação) para um périplo pelos Estados para explicar o programa que quer fixar médicos no interior do país.
Check-up A ouvidoria do Ministério da Saúde vai fazer um pente-fino nas inscrições para o Mais Médicos. Quer evitar que aqueles que já trabalhem para o SUS ou façam residência médica, condições vedadas pelo programa, se inscrevam só para evitar a contratação de estrangeiros.
Lei da toga Com a mudança de parte da composição do Conselho Nacional de Justiça em agosto, conselheiros cobram que seja colocada em pauta proposta defendida por Joaquim Barbosa que proíbe parentes de juízes de advogar em tribunais em que seus familiares atuam.
Novos ventos Hoje conselheiros contrários à medida alegam que a proibição não deve ser feita por resolução do CNJ, mas sim por projeto de lei. A expectativa é que a nova composição do órgão altere a correlação de forças.
Carona Na véspera de visita de Dilma, hoje, a Ponta Grossa, a agência de notícias do Paraná divulgou que Beto Richa (PSDB) e a presidente entregarão 1.400 unidades do Minha Casa, Minha Vida. No texto, o tucano diz que a entrega é uma parceria entre o Estado e o governo federal.
Fora... A Prefeitura de São Paulo fez 121 mil telefonemas até a última quinta-feira para confirmar a realização de exames médicos que estavam marcados na rede pública, com o objetivo de reduzir a fila de atendimento.
...da área Só 40% dos pacientes mantiveram o agendamento, e 47% não foram encontrados. Quase mil exames foram desmarcados.
Na cabeça? Apesar de a tarifa de ônibus em São Paulo ter sido o estopim dos protestos de junho, a prefeitura só recebeu três sugestões sobre o assunto entre as 9.000 propostas enviadas para a formulação do Plano de Metas de Fernando Haddad.
E aí? Na tentativa de salvar sua PEC que concentra no procurador-geral de Justiça as investigações de improbidade em relação a políticos, Campos Machado (PTB) encomendou uma pesquisa para saber a opinião da população sobre a medida.
Fla-Flu O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) rebate ataque do vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), a Aécio Neves: "O deputado tem ciúme do Aécio. Deve ser porque ele derrotou o PT quatro vezes e se prepara para vencer outra".
Visita à Folha Marcus Vinicius Coêlho, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, visitou ontem a Folha. Estava com Bartolomeu Rodrigues, assessor de imprensa.
TIROTEIO
"As obras do metrô de São Paulo andam a passos de tartaruga, mas os escândalos de superfaturamento têm velocidade de Ferrari."
DO EX-PREFEITO DE OSASCO EMÍDIO DE SOUZA (PT), sobre denúncias de formação de cartel em licitações de linhas de trens e metrô em São Paulo.
CONTRAPONTO
Sem refresco
Em um seminário sobre os efeitos da alta de preços de passagens aéreas e de diárias de hotéis diante dos grandes eventos do país, na semana passada, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse que era preciso discutir também o legado da Copa do Mundo para colocar "pimenta" no debate. Presente ao evento, o presidente da Embratur, Flávio Dino (PC do B-MA), emendou:
--Não precisa de pimenta baiana! Com as manifestações, o povo já esquentou este debate com bastante pimenta, azeite de dendê e qualquer tipo de tempero que você puder imaginar!

    Mais médicos ou menos indecências - Miguel Srougi

    folha de são paulo
    Tendências/debates
    Os estágios no SUS terão início em 2021. Quantos corpos sucumbirão até lá, vítimas da ventura sempre prometida e nunca concretizada?
    Não vale mais a pena discutir a vinda de médicos estrangeiros. Proposta falaciosa, destinada ao fracasso. O governo percebeu a indecência e descartou os médicos cubanos. Deu-se conta de que eles aqui atuariam em regime de escravidão, como bem demonstrou Flávia Marrero, da Folha.
    Tampouco vale a pena discorrer sobre os médicos portugueses e espanhóis. Criados com padrão de vida inatingível para a maioria dos brasileiros, nunca se adaptariam aos rincões abandonados e carentes da nação. Teriam que praticar em condições desprovidas de dignidade e sem chance de propiciar vida honrada para si e seus familiares.
    Ademais, dificilmente receberíamos profissionais competentes, prósperos em seus países. Sem um exame de competência, para cá viriam muitos médicos desqualificados, desconfio que até alguns insanos ou foragidos.
    Modificando radicalmente o seu discurso, o governo fez novo anúncio: curso de medicina de oito anos, dois deles dedicados ao trabalho no SUS. Simpatizei inicialmente com a ideia, menos desvairada do que trazer médicos estrangeiros, mais justa com a sociedade, que custeia a formação dos médicos da nação.
    Ressabiado com os recentes disparates oficiais, debrucei-me em reflexões e terminei desconsolado. Esse estágio coercitivo é compatível com a prerrogativa de liberdade, direito inegociável da existência humana? Será que estagiários inexperientes conseguirão atuar num sistema público devastado pelo descaso e pelos malfeitos e assumir a responsabilidade de resgatar seres para a vida?
    Instrutores e professores qualificados aceitarão migrar com suas famílias para os grotões remotos do país, amparando os estagiários? É justo obrigar um médico a estudar 12 ou 13 anos (curso: oito anos, residência: quatro a cinco anos) para poder exercer sua profissão e dar suporte à sua vida e da sua família?
    O programa começará em 2015 e os estagiários iniciarão sua prática no SUS em 2021. Quantos corpos desassistidos sucumbirão até lá, vítimas da ventura sempre prometida e nunca concretizada?
    Além dessas imperfeições na nova proposta, incomodaram-me a completa falta de discussão com os seus protagonistas e o ardor incontido com que ela foi apresentada. Fez-se crer que toda a indecência na saúde deve-se à falta de médicos. Um embuste, já que a Organização Mundial de Saúde recomenda como padrão assistencial ideal 1 médico para cada 1.000 habitantes e no Brasil essa relação atual é de 1,76/1.000 habitantes.
    A realidade é que a saúde da nação está subjugada a um sistema governamental insensível, que vetou em 2011 lei que destinava 10% do Orçamento da União a essa área --a Argentina aplica mais de 20% ao ano em saúde.
    Esse é um dos motivos --não a falta de médicos-- pelos quais existem 1.200 pacientes aguardando internação para cirurgia no setor de Urologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de 200 deles com câncer e 140 crianças. O mesmo motivo impede outros hospitais públicos de cumprirem a sua missão. Quando um paciente é operado de apendicite, essas instituições gastam cerca de R$ 3.900 e são ressarcidas pelo SUS com R$ 414,62!
    Senhora presidente, mais um clamor, respeitoso. Assuma a determinação política de priorizar recursos para as áreas sociais. Atue na saúde com competência e sensatez, não com respostas transloucadas aos gritos indignados da nação. Para que os brasileiros possam vislumbrar o alvorecer com esperança.
    E combata com arrojo o grupo de ímprobos e incompetentes instalados no teu entorno. Sem esquecer o arcebispo Desmond Tutu: "Se ficarmos neutros numa situação de injustiça, teremos escolhido o lado do opressor".