quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Primeira dama Laura Cardoso‏

Primeira dama 

Simone Castro

Eswtado de Minas: 16/10/2013


Atriz Laura Cardoso é homenageada em série especial do canal Viva (Estevam Avellar/TV Globo-22/6/11)
Atriz Laura Cardoso é homenageada em série especial do canal Viva



São 70 anos de carreira e 86 de vida. E Laura Cardoso continua a ser exemplo de humildade e amor à arte de representar. E, por que não, de emocionar? Ela vai às lágrimas no Damas da TV, hoje, às 21h, no Viva (TV paga), ao defender uma de suas grandes personagens, Isaura, do remake de Mulheres de areia (Globo), no ar em 1993, acusada pelo público de proteger apenas a filha vilã, Raquel, gêmea de Ruth, vividas por Glória Pires. “Ela tinha paixão pelas duas. Só que a Raquel precisava mais dela! Fico emocionada até hoje. Quando ela sabe que a filha morreu, quando o marido e a Ruth dizem que a Raquel morreu...” Laura, que perdeu um filho recém-nascido, interrompe o depoimento deixa a emoção fluir e chora. Mas continua o desabafo: “Eu já tinha estudado a cena, a personagem queria que a filha voltasse para dentro dela. O diretor, Wolf Maya, me deu liberdade de fazer como achasse melhor. Ele me disse: ‘Se dirija!’. E fiz como tinha pensado”, lembra a atriz, secando o rosto com as mãos. O especial vai longe e a atriz fala sobre seu processo de composição, sua relação com a extinta TV Tupi e a vida em família. Sempre com muita emoção.

MAZZI FATUROU PRÊMIO DE
HUMOR NO SHOW DE ELIANA


Ator, comediante e radialista, Rafael Mazzi foi o vencedor do prêmio Disputa do Riso, domingo, no programa Eliana, do SBT/Alterosa. Ele foi apadrinhado por Geraldo Magela, o Ceguinho, que o indicou ao programa. Mazzi faz participações, desde 2011, na televisão, onde trabalhou ao lado de Tom Cavalcante, Tiririca, Mendigo do Pânico e Vinícius Vieira, o Glu Glu. Depois de ter sido finalista no “Festival de piadas” do programa Show do Tom, Rafael Mazzi acabou integrado a outros quadros da atração, como “Batalha dos humoristas”, “Revoltados”, além de atuar nas sátiras da novela Rebeldes, interpretando um bolsista, e em O infeliz, no papel de Ana Cana. Neste ano, foi convidado a participar do programa Astros, do SBT/Alterosa, chegando na final com a personagem Jaquisom David. Atualmente, Rafael Mazzi está em cartaz, em Belo Horizonte, com o espetáculo Arrasô, em que satiriza o universo televisivo, no Teatro Nossa Senhora das Dores.

GINA NÃO USA CORPO COMO
OBJETO, DIZ CAROLINA KASTING


Carolina Kasting fala sobre a personagem Gina, que interpreta em Amor à vida (Globo), em entrevista à revista Contigo! desta semana. Para ela, a moça tímida não se transformou em uma periguete, só está cuidando um pouco mais da aparência. “Gina é o exemplo de uma mulher que não usa o corpo como objeto. Parece que a brasileira sempre usa demais o corpo, quer mostrar demais isso. A Gina é pobre e bonita, mas nem assim tem a perversidade de transformar o corpo num instrumento”, diz a atriz à revista. Carolina afirma que está muito contente com sua personagem e que ela é uma quebra de paradigma: “Não é feia, recalcada. É linda e capaz. Só não tinha coragem de sair para o mundo”.

LIVROS PODEM TRANSFORMAR
A VIDA DE MUITAS PESSOAS


O Brasil das Gerais desta quarta-feira, às 19h30, na Rede Minas, mostra que o livro é um santo remédio e o telespectador vai descobrir o poder que ele tem de transformar a vida das pessoas. Escritores e especialistas no assunto dão dicas de obras que são verdadeiras receitas para se combaterem os maus psicológicos. Entre os convidados, a psicóloga Juliana García, a fonoaudióloga Regina Bentes e as escritoras Soraya Guisol e Maria de Jesus da Silva.

EM CIMA DO LANCE

Sempre atual, a série Os Simpsons não perde a oportunidade de explorar o melhor de outras atrações. O episódio de estreia da 25ª temporada do programa fez uma paródia com a série Homeland, com o título de Homerland, no qual participou a atriz Kristen Wiig como uma agente do FBI que pede que Lisa investigue o próprio pai, Homer. Como no seriado, em que Claire Daines vive Carrie Mathison, uma agente da CIA que sofre de distúrbio bipolar e começa a desconfiar que o sargento Nicholas Brody (Damian Lewis) seja na verdade um espião, a agente em Os Simpsons suspeita que Homer seja um espião terrorista.

VIVA
Miguel Rômulo como o janotinha nazista Décio em Joia rara (Globo). Personagem pode ser divisor de águas para o ator.

VAIA
Só para variar, Félix (Mateus Solano), em Amor à vida, deveria usar outro tema que não a Bíblia para os seus inúmeros bordões. 

Ele é só alegria - Ailton Magioli

Ele é só alegria 

Depois de articular com sucesso a aprovação da PEC da Música, o cantor e compositor Fagner prepara disco para comemorar seus 40 anos de carreira 

Ailton Magioli

Estado de Minas: 16/10/2013


Fagner, cantor e compositor (TV Brasil/Divulgação)
Fagner, cantor e compositor

O lançamento do esperado disco de inéditas, com as inevitáveis regravações, teve de ser adiado para o início de 2014 por causa da recém-aprovada Proposta de Emenda à Constituição 123/2011, pela qual Fagner lutou incessantemente – e foi vitorioso. A chamada PEC da Música isenta de impostos CDs e DVDs de autores brasileiros. Mas a carreira, que completa 40 anos, também está à toda, conforme mostra a agenda do cearense: da ponte aérea Fortaleza–Rio de Janeiro a viagens por todo o país. São três a quatro shows por mês.

“Abraçado pelo grande público”, como gosta de dizer, Fagner mantém boa vendagem de discos, independentemente da crise do mercado fonográfico. O próximo CD trará inéditas de Fausto Nilo, Zeca Baleiro, Clôdo (autor de Revelação, ao lado dos irmãos Climério e Clésio) e de Michael Sullivan (parceiro de Paulo Massadas, com quem assina o sucesso Deslizes). O disco, ainda sem título, terá também a releitura de uma canção do mineiro Vander Lee.

“Já musiquei uma letra que Vander Lee me mandou, mas, a princípio, vou gravar Onde Deus possa me ouvir, que tenho cantado em shows e o público aprovou. Gosto muito de Esperando aviões”, revela o cearense. “Vander Lee foi uma grata surpresa para mim. Trata-se de um cara sensível e antenado”, elogia. Eles se aproximaram graças a um amigo em comum: Zeca Baleiro.

Crítica
“Brega, eu?”, reage o cantor cearense, salientando ter adorado a fase em que a crítica o acusou de apostar na breguice para vender. Segundo ele, esse foi o preço de ter se aproximado do público por meio de canções como Borbulhas de amor, bolero do dominicano José Luiz Guerra, cuja letra ganhou versão em português de ninguém menos que o poeta Ferreira Gullar. Naqueles anos 1980, Fagner musicou e gravou também o poema Fanatismo, da portuguesa Florbela Espanca. “Hoje, brega é moda”, constata, divertido, lamentando o fato de seu repertório oitentista não ter soado bem aos ouvidos da crítica.

Indiferente à crise da indústria fonográfica, ele diz que o público pede disco e repertório novos. “O mercado é sempre assim”, constata Fagner, observando que a pirataria e a internet prejudicaram os artistas. “A PEC da Música vem ajudar a aquecer o mercado. Agora, vamos ter um novo modelo com o fim da cobrança de impostos”. Para ele, a isenção trará reflexos positivos para artistas e showbusiness. Além de artista, Fagner é empresário, dono de emissoras de rádio no Nordeste. “Seja em que formato for, a questão, de agora em diante, é apostar na criatividade”, avisa.

A temporada mineira do compositor está prevista apenas para o ano que vem, provavelmente já com o novo CD. “O disco está romântico, mas tem pegada pop, para cima, com baladas e instrumental atualizado”, anuncia Fagner. Parte do novo trabalho foi gravado em Fortaleza e a finalização é feita no estúdio carioca de Michael Sullivan.

Hipocrisia
Aos que o acusaram de irascível – sobretudo no início de carreira –, Fagner responde: não é hipócrita. “Sempre fui um cara contundente, que não gosta de botar panos quentes nas coisas”, afirma, dizendo que, recentemente, surgiram articulações de “oportunistas como o grupo Procure Saber” (liderado pela empresária Paula Lavigne, ex-mulher de Caetano Veloso), querendo assumir a paternidade da PEC da Música. Há anos Fagner faz lobby junto aos congressistas a favor da isenção de impostos para discos de autores nacionais.
Fagner, de 64 anos, deixou o Ceará no início da década de 1970 (Arquivo CB/D.A Press)
Fagner, de 64 anos, deixou o Ceará no início da década de 1970


Sem preconceito
Artista nordestino que conquistou o Sul Maravilha – assim como Ednardo, Belchior, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Alceu Valença, entre outros –, Fagner, de 64 anos, deixou o Ceará no início da década de 1970. Apresentou-se em palcos de todo o país, como no Festival de Música Jovem do Ceub, em Brasília, em 1971 (foto).O cantor e compositor cearense garante ter obtido mais apoio do que sofrido rejeição no Sudeste. “Sinceramente, não me lembro de preconceito. As pessoas sempre gostaram do que eu cantava e me apoiavam, além de gravar minhas músicas”, lembra ele. Em 1972, Mucuripe foi sucesso de Elis Regina antes mesmo do lançamento de Manera fru fru, manera, o disco de estreia do compositor, que chegou às lojas em 1973.

Patrimônio ferroviário pede socorro‏

Luiz Eduardo Pereira de Oliveira

Doutorando em tratamento da informação espacial 

Estado de Minas: 16/10/2013 



No processo de agonia e morte da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), acelerado nos anos 70 pelo acúmulo de déficits operacionais gigantescos, uma primeira consequência foi a ameaça de arruinamento de seu patrimônio imobiliário. Com a desativação de muitos trechos e linhas, as estações e seus complexos (armazéns, casas de agentes, gares, rotundas, oficinas etc) ficaram à própria sorte, envolvendo parte das quase 1,2 mil unidades, só em Minas Gerais.

Esse estado de coisas pode ser percebido bem perto de Belo Horizonte, em Rio Acima, onde opera a maria-fumaça denominada Trem das Cachoeiras. Enquanto a Estação de Rio Acima está muito bem conservada, inclusive com o trenzinho turístico operando a todo vapor, a Estação Honório Bicalho, próxima do fim de linha do passeio, só tem a plataforma de embarque, tendo sido demolida pela concessionária daquele trecho em 2003, levando consigo mais um ícone da arquitetura ferroviária mineira.

A demolição pura e simples, sem ouvir nenhum órgão ligado ao patrimônio histórico (Iphan, Iepha), foi no mínimo um desrespeito à memória e à identidade do povo mineiro. Vale enfatizar que nossa história se confunde com a história ferroviária, e, de tão arraigada nesta terra mágica, qualquer coisa pode se transformar em trem. Dois fatores mesclam o desenvolvimento do estado e o ferroviarismo: o ciclo áureo do café, desde o final do século 20 até o fim da República Velha, em 1930; e a imigração estrangeira, tanto na fundação dos núcleos agrícolas coloniais quanto na mão de obra para a implantação e operacionalização das vias.

A partir do primeiro governo de Vargas, no entanto, o trem foi perdendo sua primazia para o transporte rodoviário, em conformidade com o que acontecia no resto do mundo, principalmente nos países centrais. No Brasil, o impacto foi maior, uma vez que, em geral, os serviços prestados pelas empresas ferroviárias eram de baixa qualidade, não tendo como concorrer com o rodoviarismo que se instalava.

Na era JK, o transporte ferroviário foi definitivamente relegado ao segundo plano, frente à opção clara de seu governo pelas rodovias, junto com os incentivos à nascente indústria automobilística. Então, a modernidade era encarnada pelos automóveis, ônibus e caminhões; as ferrovias, ao contrário, passaram a simbolizar o passado, em um país que só tinha olhos para o futuro. A criação da Rede Ferroviária Federal S.A., em 1957, foi uma tentativa em vão de reorganizar, dar maior racionalidade e viabilizar o sistema.

No governo militar, a partir de 1964, a desferroviarização continuou a passos largos, tendo várias estradas de ferro sido simplesmente erradicadas. É o caso da Bahia e Minas, que ligava Caravelas (BA) a Araçuaí (MG), extinta em 1966, mas não nos corações e mentes do povo do Mucuri – foi, aliás, cantada nostalgicamente em Ponta de areia, de Milton Nascimento e Fernando Brant: restam poucos vestígios daquela que um dia foi a esperança de redenção daquela região. A RFFSA foi, finalmente, extinta pela Lei 11.483, de 31 de março de 2007. Nesse ínterim, a maior parte das ferrovias foi concedida a empresas de logística, interessadas principalmente no transporte de carga.

Diante do perigo que atinge o patrimônio ferroviário mineiro, é preciso que as populações locais se manifestem, diante de qualquer ameaça à integridade desses imóveis, e denunciem à Secretaria do Patrimônio da União, ao Iphan, ao Dnit, e ao próprio Ministério Público, buscando, por meio de parcerias e do ativismo das redes sociais, uma destinação sustentável para esses símbolos de nossa historiografia.

Combate ao câncer de mama‏

Combate ao câncer de mama 

Toda mulher deve ficar atenta a qualquer alteração em seu corpo
Kerstin Kapp Rangel


Mastologista do Instituto Mário Penna


Estado de Minas: 16/10/2013


Outubro é o mês do combate ao câncer de mama, que representa a principal causa de morte por câncer entre as mulheres em todo o mundo. A campanha “Outubro rosa” pretende propagar a informação e conscientização da população por meio de ações emblemáticas. O objetivo é alcançar o diagnóstico inicial, que permita um tratamento efetivo, proporcionando a cura em 95% dos casos. É importante lembrar que, até pouco tempo atrás, o único tratamento cirúrgico adequado era a mastectomia radical (retirada completa da mama e de todos os gânglios da axila). Uma mutilação! E é justamente pelo temor de perda da mama, da feminilidade, que o assunto ainda assombra as mulheres quando se fala em câncer de mama. Felizmente, hoje podemos oferecer muitas alternativas.

O diagnóstico precoce permite cirurgias cada vez menos mutilantes. Mesmo quando há indicação de retirada completa da mama, é possível realizar procedimentos para a sua reconstrução (utilizando tecidos musculares do dorso e abdômen da própria paciente ou implantes de silicone). A paciente participa ativamente da programação estratégica da cirurgia.

Complementando o tratamento cirúrgico, pode ser necessária a aplicação de radioterapia. E, para diminuir o risco da doença se desenvolver em outras partes do corpo (metástase), pode ser indicado o tratamento sistêmico com a quimioterapia ou a hormonioterapia. É importante destacar que todo o tratamento pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não havendo distinção quanto às técnicas oferecidas. O Instituto Mário Penna (hospitais Luxemburgo e Mário Penna), em Belo Horizonte, é credenciado para tratamento oncológico e atende pacientes da capital e do interior. Aproximadamente 930 pessoas com câncer de mama passam por sessões de quimioterapia todos os meses nesses hospitais.

Não existe uma forma efetiva de prevenir o aparecimento do câncer de mama. O risco pode ser avaliado analisando a história familiar (parentes de primeiro grau ou muitos casos na família), mas a maioria dos casos (95%) é esporádica, ou seja, não ocorrem por mutações genéticas hereditárias. A vida reprodutiva da mulher tem um papel fundamental: menstruar cedo, entrar na menopausa tarde, não ter filhos, não amamentar, fazer reposição hormonal são aspectos que podem aumentar o risco.

Outras medidas gerais promovem a saúde, como não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, manter o peso com uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos.

Enquanto não podemos evitar o aparecimento da doença, precisamos investir no diagnóstico – quanto mais cedo melhor! Toda mulher deve ficar atenta a qualquer alteração em seu corpo (nodulações, abaulamentos, vermelhidão, retração do mamilo). E procurar um médico em caso de dúvidas. Fazer mamografia anual após os 40 anos e ter as suas mamas examinadas por um especialista é imprescindível.