Estudo americano mostra que excesso de gordura nas artérias facilita o crescimento e a disseminação dos tumores na mama
Colesterol alto fortalece o câncer - Bruna Sensêve
Estado de Minas: 29/11/2013
Brasília – O
colesterol, a molécula de gordura que se acumula nas artérias e
contribui para infartos e derrames, tira mais uma carta da manga. Um
subproduto da sua síntese, chamado de 27-hidroxicolesterol ou
simplesmente 27HC, traça a conexão da já temida substância ao
crescimento e à propagação dos tipos mais comuns do câncer de mama. A
relação foi observada há alguns anos na clínica médica, mas ainda não
tinha uma explicação molecular clara. A descoberta dos caminhos dessa
ligação foi feita em camundongos e amostras de tecidos tumorais humanos e
ainda é preliminar. No entanto, pode apontar para novas medidas de
prevenção da doença.
Pesquisadores da Escola de Medicina da
Universidade de Duke, nos Estados Unidos, explicam que, ao ser
metabolizada pelo organismo, a 27HC se transforma em uma molécula muito
potente e parecida com o estrogênio. Ela foi capaz de acelerar o
crescimento dos tumores em camundongos e, possivelmente, em humanos. “O
que temos agora é uma molécula encontrada – não é, em si, o colesterol,
mas um metabólito abundante de colesterol, chamado 27HC, que imita o
hormônio estrogênio e pode conduzir, de forma independente, o
crescimento do câncer de mama”, detalha o autor sênior da pesquisa,
Donald McDonnell, também presidente do Departamento de Farmacologia e
Biologia do Câncer na Universidade Duke.
O trabalho foi publicado
hoje na revista científica Science e mostra que a descoberta-chave do
estudo vem de uma análise anterior dos mesmos autores, quando eles
determinaram que a 27HC se comporta de forma muito semelhante ao
hormônio feminino. Isso porque o estrogênio conhecidamente alimenta
cerca de 75% de todos os tumores de mama. O oncologista clínico do
Centro de Câncer A.C. Camargo Tadeu Ferreira de Paiva Júnior conta que
os receptores hormonais estão espalhados por vários locais do corpo,
incluindo o útero, o ovário e as mamas. Uma condição de alta
concentração do estrogênio levaria a uma aceleração da evolução do
câncer e do risco de vida do paciente.
“Tanto é um risco que,
quando a mulher tem a menarca – o início da menstruação – muito cedo e
uma menopausa tardia, ela fica muito tempo exposta ao hormônio e,
teoricamente, terá um risco maior do que aquela que passou pela menarca
mais tarde e a menopausa mais cedo”, diz Paiva Júnior. O oncologista
comentaque, quanto mais tempo a paciente estiver exposta ao hormônio,
também são maiores o risco e a evolução do câncer. O mesmo serviria para
mulheres que não tiveram filhos e ficaram todo o período reprodutivo
sob a ação do estrogênio. “O número de filhos aumentado protege contra o
câncer de mama porque a mulher passa aqueles nove meses sem menstruar,
sem o ciclo usual.”
A relação desse processo com o colesterol
ocorre porque, nas mulheres, ele é transformado em hormônio feminino no
tecido adiposo, principalmente depois da menopausa. Antes disso, grande
parte do hormônio é produzida pelos ovários. Quando esses órgãos param
de funcionar, o hormônio surge da formação de gordura. “Por isso, quanto
maior a quantidade de gordura corporal, maior a quantidade de hormônio
feminino, aumentando o risco de câncer de mama. E, claro, quanto maior a
gordura corporal, maior o nível de colesterol também.” Paiva Júnior
lembra que essa relação com a obesidade era conhecida por meio de
estudos maiores anteriores que relacionam o índice de massa corpórea
(IMC) elevado, ou seja, o sobrepeso, ao maior risco de tumores mamários.
Dieta
Em particular, nos tecidos humanos estudados, os cientistas puderam
provar que um nível mais alto da enzima 27HC se correlaciona com um
tumor mais agressivo. McDonnell acredita que essa é uma descoberta muito
significativa. “Em essência indica que os tumores desenvolveram um
mecanismo para utilizar uma fonte diferente de combustível.”
Ao
detalhar a ligação entre os elevados níveis de colesterol e os tumores
na mama, os cientistas sugerem que seria possível, se suas hipóteses
forem confirmadas, que mudanças na dieta ou terapias para reduzir o
colesterol interfiram no processo de transformação das células normais
em cancerígenas. Para o autor sênior do estudo, pode haver uma maneira
simples de reduzir o risco de câncer de mama mantendo o colesterol sob
controle, seja com medicamentos, seja com uma dieta saudável. Além
disso, para as mulheres que têm câncer de mama e colesterol alto, tomar
remédios específicos para diminuir a gordura nas artérias poderia
atrasar ou prevenir a resistência às terapias endócrinas.
Quem´é o vilão? Ainda
assim, o oncologista e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer
(Inca) José Bines alerta que a pesquisa é muito preliminar e feita
apenas em camundongos e amostras moleculares de tumores. Esses fatores
não são suficientes para dar validade dos resultados em humanos.
“É
um fator adverso e de risco e, realmente, as pacientes que são obesas,
quando o tumor aparece, têm um risco de reincidência maior que aquelas
com o peso normal. Mas ainda não está muito bem definido o que é
responsabilidade do colesterol ou da própria obesidade.”
Bines
reforça que o excesso de peso é uma condição de saúde ruim para diversos
fatores de saúde, e que sempre uma dieta balanceada e o peso normal
serão favoráveis para a prevenção contra o câncer e outra série de
doenças.
Proteção materna
Estudos
epidemiológicos indicam que mulheres sem filhos apresentam cerca de
quatro vezes mais risco de desenvolver câncer de mama na menopausa do
que aquelas que se tornaram mães ainda jovens. Um artigo publicado no
início deste ano, no International Journal of Cancer, explica que as
transformações que se dão nas células mamárias durante a gravidez as
tornam menos suscetíveis ao surgimento de tumores.
Riscos na puberdade
Uma dieta rica em
gorduras na puberdade pode acelerar o desenvolvimento do câncer de mama,
aumentando a possibilidade do surgimento de tipos mais agressivos. Os
resultados obtidos por cientistas do Programa de Pesquisa em Câncer de
Mama e Meio Ambiente da Universidade Estadual de Michigan (EUA) indicam
que esse tipo de dieta pode levar a alterações prévias na mama, como o
aumento do crescimento celular e modificações nas células do sistema
imunológico, antes que qualquer tumor seja formado. Essas transformações
persistiriam até a idade adulta, conduzindo ao rápido desenvolvimento
de lesões pré-cancerígenas e, por fim, ao câncer da mama.
A
pesquisa, publicada neste mês na revista Breast Cancer Research, mostra
também que a alimentação gordurosa produz uma assinatura genética nos
tumores correspondente ao tipo basal que tem o pior prognóstico da
doença. “Isso é muito importante porque, embora os cânceres surjam a
partir de mutações aleatórias, a assinatura genética indicando um câncer
de mama basal mostra a influência abrangente e poderosa que essa de
dieta tem no seio”, acredita a autora do estudo e professora do
Departamento de Fisiologia da Universidade de Michigan, Sandra Haslam.
Os cânceres desse tipo são mais agressivos por natureza e normalmente
ocorrem em mulheres mais jovens.
Sandra ressalta que o modelo de
experimento feito nas cobaias não envolveu o ganho de peso, mesmo com
uma dieta rica em gordura. Isso tornaria os achados relevantes para um
número muito maior de pessoas do que somente aquelas que estão acima do
peso. Segundo o médico Edison Mantovani, coordenador do Departamento de
Mastologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, pelas
observações laboratoriais, ainda não podem ser consideradas relações
com o ser humano.
A puberdade é a fase de maior proliferação das
células mamárias e de formação da glândula mamária. “Nessa fase, elas se
instalam mais frequentemente e têm um tempo de maturação que às vezes
demora 10 anos. Se a gente considerar que a fase de maior incidência da
doença é dos 35 aos 55, a menina, aos 15 anos, vai ter esses 10 a 20
anos de possibilidades de aparecimento.” Mantovani ressalta que é
preciso levar em consideração que outros muitos fatores influenciam no
aparecimento do câncer de mama, como o meio ambiente e a herança
genética. “Não podemos falar só da gordura como definitivo.” (BS)
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
MARTHA MEDEIROS - Um toque da Tailândia
Zero Hora - 27/11/2013
Passei os últimos 21 dias realizando um sonho antigo: conhecer a Tailândia e, de quebra, dar um pulinho no Camboja logo ali ao lado – ainda que seja um disparate falar em “logo ali” ao referir-se à Ásia.
Acompanhada do grupo seleto comandado pelas gurias do Viajando com Arte, vivi em três semanas o que nunca imaginei possível em menos de três vidas: fiz desde um safári de elefante até rafting de jangada, fui de mergulho em alto-mar a passeio de barco por aldeias flutuantes, de luau na beira da praia a cerimônia de bênção de um monge, sem falar na apimentada aventura gastronômica e no impacto de conhecer os templos de Angkor montada numa bicicleta. Cada dia parecia possuir 40 horas, exatamente o que se deseja quando se está num ritmo frenético de trabalho, com a vantagem de o trabalho ter sido deixado pronto antes.
Os detalhes ficarão para a segunda parte de Um Lugar na Janela, relatos de viagem que um dia voltarei a publicar. Por ora, sendo o espaço curto, saliento o reencontro com algo que se tornou raro entre nós: a delicadeza.
O Oriente não grita. O Oriente sussurra.
Além de usarem um tom de voz absolutamente relaxante para nossos ouvidos estressados, nunca vi tantos sorrisos em rostos estranhos. As pessoas sorriem o tempo todo umas para as outras. Por nada. Por tudo. Trabalham sob um calor massacrante e ainda assim não se emburram, não perdem a compostura, não passam a mão na testa, parece que nada que é externo os atinge. O ar-condicionado funciona por dentro. A alma é que é climatizada.
Sua cultura não estimula o contato físico que para nós é tão normal: nem abraços, muito menos esbarrões. Não se tocam com o corpo: o contato se dá com o olhar direto e com o semblante sereno de quem, em sua infinita calma (90% da população é budista), tem tempo para ouvir os outros e para repetir informações pacientemente até que fique claro que o importante não é tocar, e sim trocar.
Até mesmo no apressado e caótico trânsito de Bangcoc, a coisa se resolve sem buzina.
Pessoas viajam pelo mundo para conhecer monumentos, comer, comprar. A atenção geralmente é voltada para o que se pode fotografar com a câmera e administrar com o bolso. A Tailândia e o Camboja são realmente fotogênicos. Quanto às compras, o mundo virou um supermercado gigante e o que se comercializa lá é vendido aqui também, compra-se mais por impulso do que pela novidade. O que não se globalizou (ainda) é o espírito do lugar, e isso é que verdadeiramente encanta: a reverência que não é submissão, mas respeito. O silêncio que não é timidez, mas educação. E flores e cores em abundância, que traduzem a importância do mínimo essencial: a beleza que não é vaidade, mas manifestação de amor à vida.
Impossível não voltar tocada.
Passei os últimos 21 dias realizando um sonho antigo: conhecer a Tailândia e, de quebra, dar um pulinho no Camboja logo ali ao lado – ainda que seja um disparate falar em “logo ali” ao referir-se à Ásia.
Acompanhada do grupo seleto comandado pelas gurias do Viajando com Arte, vivi em três semanas o que nunca imaginei possível em menos de três vidas: fiz desde um safári de elefante até rafting de jangada, fui de mergulho em alto-mar a passeio de barco por aldeias flutuantes, de luau na beira da praia a cerimônia de bênção de um monge, sem falar na apimentada aventura gastronômica e no impacto de conhecer os templos de Angkor montada numa bicicleta. Cada dia parecia possuir 40 horas, exatamente o que se deseja quando se está num ritmo frenético de trabalho, com a vantagem de o trabalho ter sido deixado pronto antes.
Os detalhes ficarão para a segunda parte de Um Lugar na Janela, relatos de viagem que um dia voltarei a publicar. Por ora, sendo o espaço curto, saliento o reencontro com algo que se tornou raro entre nós: a delicadeza.
O Oriente não grita. O Oriente sussurra.
Além de usarem um tom de voz absolutamente relaxante para nossos ouvidos estressados, nunca vi tantos sorrisos em rostos estranhos. As pessoas sorriem o tempo todo umas para as outras. Por nada. Por tudo. Trabalham sob um calor massacrante e ainda assim não se emburram, não perdem a compostura, não passam a mão na testa, parece que nada que é externo os atinge. O ar-condicionado funciona por dentro. A alma é que é climatizada.
Sua cultura não estimula o contato físico que para nós é tão normal: nem abraços, muito menos esbarrões. Não se tocam com o corpo: o contato se dá com o olhar direto e com o semblante sereno de quem, em sua infinita calma (90% da população é budista), tem tempo para ouvir os outros e para repetir informações pacientemente até que fique claro que o importante não é tocar, e sim trocar.
Até mesmo no apressado e caótico trânsito de Bangcoc, a coisa se resolve sem buzina.
Pessoas viajam pelo mundo para conhecer monumentos, comer, comprar. A atenção geralmente é voltada para o que se pode fotografar com a câmera e administrar com o bolso. A Tailândia e o Camboja são realmente fotogênicos. Quanto às compras, o mundo virou um supermercado gigante e o que se comercializa lá é vendido aqui também, compra-se mais por impulso do que pela novidade. O que não se globalizou (ainda) é o espírito do lugar, e isso é que verdadeiramente encanta: a reverência que não é submissão, mas respeito. O silêncio que não é timidez, mas educação. E flores e cores em abundância, que traduzem a importância do mínimo essencial: a beleza que não é vaidade, mas manifestação de amor à vida.
Impossível não voltar tocada.
MARINA COLASANTI » O que dizem três notícias
Estado de Minas: 28/11/2013
Sempre, o jornal traz notícias que me surpreendem. Ou talvez seja a vida.
Li no início desta semana que a jovem atriz Larissa Manoela, estrela de Carrossel, vai comemorar o aniversário de 2 anos de sua cachorrinha Guilhermina com uma grande festa em São Paulo, no bufê Mega Magic. Larissa tem somente 12 anos e já ganha bem mais do que uma mesada de adolescente, basta isso para tornar o festejo aceitável, embora excessivo. Mas a notícia nos informa ainda que a aniversariante, da raça yorkshire, tem 10 fã-clubes. Sendo eu própria dona feliz de uma canina da mesma raça, me perguntei como faria para inscrevê-la em um desses clubes, e cheguei a ventilar a possibilidade de ela própria fundar um novo núcleo de admiradoras de Guilhermina. Antes, porém, de perguntar-lhe qual opção seria mais do seu agrado, abri espaço mental para perceber que quem tanto admira a cachorrinha não são seus semelhantes, mas humanos, talvez jovens. O fato de o objeto de tanta devoção desconhecê-la plenamente não parece desestimulá-los.
Li também que Betty Lagardère está se desfazendo de algumas “peças de sua coleção pessoal’’. Não de quadros ou obras de arte, como seu padrão de vida levaria a crer, e sim de itens do seu guarda-roupa, aquilo que mais modestamente chamamos de “dar uma limpa no armário”. Mas há armários e armários. Este vai ser aliviado ao bater do martelo pelos leiloeiros Soraia Cals e Evandro Carneiro. É justo, sendo Betty quem é, empresária ela mesma e viúva de Jean-Luc Lagardère, um dos maiores, senão o maior, empresários da França. O que surpreende é que, segundo a notícia, um dos itens mais cobiçados é a famosíssima bolsa Birkin, da Hermès, cujo preço quando nova pode passar, bastante, dos R$ 100 mil, e para a qual há fila de espera. Pois bem, o lance inicial para essa preciosidade será de R$ 5 mil. Como assim, só R$ 5 mil?! , pergunto-me incrédula. Imagino o digladiar-se de mulheres, a disputa feroz avançando lance a lance até alcançar cifras dignas de um Picasso. Pois se há fila para uma Birkin nova igual a todas as Birkins novas, muito mais haverá de valer aquela única, duplamente grifada por Hermès e pelo uso de Betty Lagardère.
Nunca mandei cartinha para Papai Noel. Quando tinha idade para isso vivia na Itália, em plena 2ª Guerra Mundial, e suspeito que Papai Noel estivesse lutando no front. Mas acho meiga essa credulidade ou falsa credulidade das crianças, e sempre, quando chega esta época do ano, me debruço sobre notícias e reportagens que transcrevem seus pedidos inocentes. O jornal me informa, porém, que a relação com Papai Noel está mudando. Meninos e meninas já não escrevem por acreditar que o bom velhinho atenderá seu pedido, mas porque sabem que uma campanha dos Correios estimula as pessoas a realizar o sonho dos pequenos. E já que os presentes não são mais fabricados no Polo Norte pelos ajudantes de Papai Noel, mais vale mirar alto no bom coração dos doadores. Nada de bonecas ou carrinhos. Nas cartas, as crianças não mais inocentes estão pedindo “tablets ou videogames modernos, além de TV compatível”.
Li três notícias diferentes, e foi como se tivesse lido uma reportagem sobre essa nossa sociedade de consumo que erige e se deleita com tantos bezerros de ouro.
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Sempre, o jornal traz notícias que me surpreendem. Ou talvez seja a vida.
Li no início desta semana que a jovem atriz Larissa Manoela, estrela de Carrossel, vai comemorar o aniversário de 2 anos de sua cachorrinha Guilhermina com uma grande festa em São Paulo, no bufê Mega Magic. Larissa tem somente 12 anos e já ganha bem mais do que uma mesada de adolescente, basta isso para tornar o festejo aceitável, embora excessivo. Mas a notícia nos informa ainda que a aniversariante, da raça yorkshire, tem 10 fã-clubes. Sendo eu própria dona feliz de uma canina da mesma raça, me perguntei como faria para inscrevê-la em um desses clubes, e cheguei a ventilar a possibilidade de ela própria fundar um novo núcleo de admiradoras de Guilhermina. Antes, porém, de perguntar-lhe qual opção seria mais do seu agrado, abri espaço mental para perceber que quem tanto admira a cachorrinha não são seus semelhantes, mas humanos, talvez jovens. O fato de o objeto de tanta devoção desconhecê-la plenamente não parece desestimulá-los.
Li também que Betty Lagardère está se desfazendo de algumas “peças de sua coleção pessoal’’. Não de quadros ou obras de arte, como seu padrão de vida levaria a crer, e sim de itens do seu guarda-roupa, aquilo que mais modestamente chamamos de “dar uma limpa no armário”. Mas há armários e armários. Este vai ser aliviado ao bater do martelo pelos leiloeiros Soraia Cals e Evandro Carneiro. É justo, sendo Betty quem é, empresária ela mesma e viúva de Jean-Luc Lagardère, um dos maiores, senão o maior, empresários da França. O que surpreende é que, segundo a notícia, um dos itens mais cobiçados é a famosíssima bolsa Birkin, da Hermès, cujo preço quando nova pode passar, bastante, dos R$ 100 mil, e para a qual há fila de espera. Pois bem, o lance inicial para essa preciosidade será de R$ 5 mil. Como assim, só R$ 5 mil?! , pergunto-me incrédula. Imagino o digladiar-se de mulheres, a disputa feroz avançando lance a lance até alcançar cifras dignas de um Picasso. Pois se há fila para uma Birkin nova igual a todas as Birkins novas, muito mais haverá de valer aquela única, duplamente grifada por Hermès e pelo uso de Betty Lagardère.
Nunca mandei cartinha para Papai Noel. Quando tinha idade para isso vivia na Itália, em plena 2ª Guerra Mundial, e suspeito que Papai Noel estivesse lutando no front. Mas acho meiga essa credulidade ou falsa credulidade das crianças, e sempre, quando chega esta época do ano, me debruço sobre notícias e reportagens que transcrevem seus pedidos inocentes. O jornal me informa, porém, que a relação com Papai Noel está mudando. Meninos e meninas já não escrevem por acreditar que o bom velhinho atenderá seu pedido, mas porque sabem que uma campanha dos Correios estimula as pessoas a realizar o sonho dos pequenos. E já que os presentes não são mais fabricados no Polo Norte pelos ajudantes de Papai Noel, mais vale mirar alto no bom coração dos doadores. Nada de bonecas ou carrinhos. Nas cartas, as crianças não mais inocentes estão pedindo “tablets ou videogames modernos, além de TV compatível”.
Li três notícias diferentes, e foi como se tivesse lido uma reportagem sobre essa nossa sociedade de consumo que erige e se deleita com tantos bezerros de ouro.
Tv Paga
Estado de Minas: 28/11/2013
(Fernanda Grigolin/Divulgação )
Canta e conta
A cantora Fabiana Cozza (foto) é a convidada de hoje de Fernando Faro no programa Ensaio, às 23h30, na Cultura. Além de cantar, ela fala sobre suas influências, seus compositores preferidos e a turnê pela Alemanha, onde se apresentou ao lado da HR Big Band. Mais cedo, às 21h30, no Canal Brasil, Lucas Silveira, da banda Fresno, é o convidado de Moska em mais uma edição do Zoombido.
Série do SescTV vai seguir a rota do café
O programa Coleções, que vai ao ar às 21h30, no SescTV, mostra hoje a rota percorrida pelo café em Vassouras, no Vale da Paraíba (RJ), durante o período colonial, revisita a história de barões do café e de escravos e reflete sobre a atual condição turística das fazendas.
Imagina só um hotel que foi feito de gelo!
Outro documentário em destaque hoje é Hotel de gelo, às 20h, no canal +Globosat. A produção acompanha a construção do famoso hotel de gelo na Suécia, no inverno de 2004, a 200 quilômetros do círculo polar ártico. O hotel foi erguido com mais de 4 mil toneladas de gelo e atrai turistas do mundo inteiro, que buscam uma experiência totalmente diferente, inesquecível e abaixo de zero pelas suas 25 suítes, 60 dormitórios, cinema e bar.
Brinquedinhos para os meninos grandes
Um veículo de três rodas é a principal atração do episódio de hoje de Boys toys, às 21h, no canal History. É o ELF, parte bicicleta e parte carro, movido à energia dos pedais. Já falando de carrões potentes, a série mostra “brinquedos” como o Porsche 918 Spyder e o holandês RapX-S. E ainda tem uma visita à fábrica da lendária Moto Guzzi, na Itália, para apresentar a mais recente versão do modelo California 1400. E por aí vai.
Bio narra o drama de dois reféns das Farc
Um voo de rotina sobre a selva colombiana se transformou em pesadelo quando o avião bateu na aterrissagem. Os dois tripulantes foram capturados por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e mantidos reféns durante cinco angustiantes anos. Sua história e como eles sobreviveram ao período de terror são detalhados no episódio desta noite de I survived, às 22h, no canal Bio.
Cultura traça o perfil de Abbas Kiarostami
A série Cultura mundo reservou para hoje, às 22h, o documentário Abbas Kiarostami: a arte de viver, montado a partir de duas entrevistas do mais importante diretor do cinema iraniano. Já no pacote de filmes, o assinante tem mais 10 opções na mesma faixa das 22h: Os desafinados, no Canal Brasil; Desenrola, no Telecine Fun; Protegendo o inimigo, no Telecine Premium; Todos dizem eu te amo, no Telecine Touch; A super agente, no Telecine Pipoca; Chernobyl – Sinta a radiação, na HBO; Hotel Transilvânia, na HBO 2; Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, no Sony Spin; O último portal, no TCM; e A pele que habito, no Max. Outras atrações da programação: Escola de rock, às 19h55 , no Universal; Invictus, às 22h15, no Space; X-Men: primeira classe, às 22h30, na Fox; e Mais estranho que a ficção, às 23h, no Comedy Central.
(Fernanda Grigolin/Divulgação )
Canta e conta
A cantora Fabiana Cozza (foto) é a convidada de hoje de Fernando Faro no programa Ensaio, às 23h30, na Cultura. Além de cantar, ela fala sobre suas influências, seus compositores preferidos e a turnê pela Alemanha, onde se apresentou ao lado da HR Big Band. Mais cedo, às 21h30, no Canal Brasil, Lucas Silveira, da banda Fresno, é o convidado de Moska em mais uma edição do Zoombido.
Série do SescTV vai seguir a rota do café
O programa Coleções, que vai ao ar às 21h30, no SescTV, mostra hoje a rota percorrida pelo café em Vassouras, no Vale da Paraíba (RJ), durante o período colonial, revisita a história de barões do café e de escravos e reflete sobre a atual condição turística das fazendas.
Imagina só um hotel que foi feito de gelo!
Outro documentário em destaque hoje é Hotel de gelo, às 20h, no canal +Globosat. A produção acompanha a construção do famoso hotel de gelo na Suécia, no inverno de 2004, a 200 quilômetros do círculo polar ártico. O hotel foi erguido com mais de 4 mil toneladas de gelo e atrai turistas do mundo inteiro, que buscam uma experiência totalmente diferente, inesquecível e abaixo de zero pelas suas 25 suítes, 60 dormitórios, cinema e bar.
Brinquedinhos para os meninos grandes
Um veículo de três rodas é a principal atração do episódio de hoje de Boys toys, às 21h, no canal History. É o ELF, parte bicicleta e parte carro, movido à energia dos pedais. Já falando de carrões potentes, a série mostra “brinquedos” como o Porsche 918 Spyder e o holandês RapX-S. E ainda tem uma visita à fábrica da lendária Moto Guzzi, na Itália, para apresentar a mais recente versão do modelo California 1400. E por aí vai.
Bio narra o drama de dois reféns das Farc
Um voo de rotina sobre a selva colombiana se transformou em pesadelo quando o avião bateu na aterrissagem. Os dois tripulantes foram capturados por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e mantidos reféns durante cinco angustiantes anos. Sua história e como eles sobreviveram ao período de terror são detalhados no episódio desta noite de I survived, às 22h, no canal Bio.
Cultura traça o perfil de Abbas Kiarostami
A série Cultura mundo reservou para hoje, às 22h, o documentário Abbas Kiarostami: a arte de viver, montado a partir de duas entrevistas do mais importante diretor do cinema iraniano. Já no pacote de filmes, o assinante tem mais 10 opções na mesma faixa das 22h: Os desafinados, no Canal Brasil; Desenrola, no Telecine Fun; Protegendo o inimigo, no Telecine Premium; Todos dizem eu te amo, no Telecine Touch; A super agente, no Telecine Pipoca; Chernobyl – Sinta a radiação, na HBO; Hotel Transilvânia, na HBO 2; Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, no Sony Spin; O último portal, no TCM; e A pele que habito, no Max. Outras atrações da programação: Escola de rock, às 19h55 , no Universal; Invictus, às 22h15, no Space; X-Men: primeira classe, às 22h30, na Fox; e Mais estranho que a ficção, às 23h, no Comedy Central.
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