sexta-feira, 12 de julho de 2013

TRêS PERGUNTAS PARA... » Adélia Prado , escritora


Estado de Minas: 12/07/2013 

Poesia deve ser lida em voz alta ou em silêncio?
As duas coisas. Adoro ler poesia para um grupo que está realmente atento. Outro dia, me pediram para ler em praça pública. De jeito nenhum, porque tem pipoqueiro passando, carro buzinando... Fiz essa experiência uma vez e detestei. Praça é lugar de show de pop star. Ler poesia tem que ser em pequenas capelas, auditórios. Você tem que ouvir de fato, porque é na audição que a emoção chega para o outro. Agora, é uma delícia pegar um livro no silêncio.

Como a senhora faz para lidar com a passagem do tempo?

Do ponto de vista biológico, não tem conversa. Você percebe seus limites naturais e também as doenças que querem aparecer. Vê um retrato seu e pensa: ‘Nossa Senhora! Não pode ir para a carteira de identidade.’ Aí, passam 10 anos e você vê que estava ótima e não tinha percebido. Tirar foto é um exercício de humildade pois ficar velho é difícil, e a juventude é um valor vital. Jovem, a gente quer tudo. Velho, você tem que elaborar uma realidade nova, pois velho dando birra é o espetáculo mais triste que tem. Mas dá para ser feliz velho, flácido, enrugado, com um ‘diabetizinho’. É um aprendizado e você tem que aceitar a mudança. E ser velha não me impediu de ir nas passeatas. Estava em São Paulo, peguei minha filha, netos, e fomos. Pode me chamar para a rua porque vou de porta-bandeira.

A senhora é frequentadora de museus?
Não, sou frequentadora de livros e de pintura. Não temos museu de pintura, o nosso é o que registra a memória da cidade, já estive lá, sei do que se trata. Sobre os museus de arte, visitei alguns quando saí a primeira vez do Brasil. Em São Paulo, fui a outros. Aqui, visito volumes de pintores. Van Gogh acaba comigo.

Tv Paga


Estado de Minas: 12/07/2013 


Eu e meu gato


A perigosa mistura de obsessão, solidão e paixão leva algumas pessoas a terem animais exóticos capazes de feri-los gravemente ou até mesmo matá-los. É o que mostra a série Atrações fatais, que estreia nova temporada às 22h, no Animal Planet. A produção relata histórias reais de pessoas que escolhem viver com um "bicho de estimação” letal e que garantem assumir esse risco por amor. Como é o caso de Karl Mitchell, que amamenta seu tigre (foto).

Professor investiga
o sistema de ensino


No episódio de hoje de Undercover boss, às 22h, na Fox Life Tim White, o reitor da UC Riverside, uma das maiores universidades da Califórnia, se disfarça de participante de um documentário sobre o sistema de ensino para conhecer de perto sua realidade. Tim é responsável pelos assuntos estudantis no câmpus da faculdade.

Um mal que atinge
milhares de pessoas


Como perceber os primeiros sinais do vitiligo? A doença surge com o aparecimento de manchas brancas na pele, causadas pela total ausência de pigmento. O Conexão mostra as formas de diagnóstico, as origens do transtorno, os possíveis tratamentos e os especialistas indicados para cuidar dos pacientes. A atração vai ao ar no Futura, às 14h30.

Como sobreviver
ao fim do mundo


Armagedon é a atração do Nat Geo às 23h45. A equipe do canal viaja a Nova York para ajudar um casal a planejar sua fuga da cidade usando o Rio Hudson. Antes de testar o caminho, Mark e Jimmy ajudam o casal a entrar no "modo guerreiro", ensinando-lhes algumas técnicas básicas de defesa pessoal.

Muitas opções para
quem curte cinema


No pacotão de filmes, os maiores destaques estão na faixa das 22h: Armadilha, no Telecine Premium; Barton Fink – Delírios de Hollywood, no Glitz; Os bons companheiros, no TCM; Alice no país das maravilhas, na HBO; MIB – Homens de preto 3, na HBO2; A herança de Mr. Deeds, no Sony Spin; e Ó paí ó, no Canal Brasil. Outras atrações da programação: O menino do pijama listrado, às 21h, no AXN; Ponto de vista, também às 21h, no Sony; As grandes manobras, às 21h30, no Arte 1; e Avatar, às 22h30, na Fox.

Mudança da arrecadação de direitos autorais provoca "racha" entre compositores brasileiros-Eduardo Tristão Girão‏

Guerra na MPB 

Mudança da arrecadação de direitos autorais provoca "racha" entre compositores brasileiros
 



Eduardo Tristão Girão

Estado de Minas: 12/07/2013 

Na ressaca das manifestações registradas no Brasil, em que a ineficiência da gestão pública foi duramente atacada, veio um tsunami na MPB. Artistas se dividem em relação ao projeto aprovado pelo Congresso que recorre à ação do Estado para regulamentar a remuneração de direitos autorais no país.

A matéria aguarda sanção da presidente Dilma Rousseff. Se não for vetada, mudará a relação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) com cantores, compositores e emissoras de rádio e TV. Ano passado, a entidade arrecadou R$ 625 milhões.

“Não sou contra o Ecad, ele é uma conquista nossa. Queremos transparência e fiscalização ferrenha. Não vamos voltar atrás”, resume a cantora e compositora Roberta Miranda. Autora do hit A majestade, o sabiá e de mais cerca de 200 canções, ela conta que recebe pouco mais de R$ 5 mil por mês em direitos autorais. “Um absurdo. Isso é baseado no quê? Nenhum de nós entende. Se A majestade... tivesse estourado fora do Brasil, estaria lindo, mas aqui não consigo sobreviver”, desabafa.

Ciente das críticas de colegas à ação de um órgão fiscalizador ligado ao governo federal para atuar junto ao Ecad – sociedade civil de natureza privada –, Roberta defende esse modelo. Ao lado dela estão medalhões como Caetano Veloso, Erasmo Carlos e Lenine. Do outro lado do front esbravejam, entre outros, compositores que não vivem de cachê, como Paulo César Pinheiro, autor do hit Canto das três raças.

“Quem faz show por R$ 150 mil não precisa de direito autoral. As sociedades musicais que compõem o Ecad são casas de cada um de nós. Se há problema, que seja discutido internamente e levado para a assembleia geral. Estão brigando no lugar errado. Não quero ser fiscalizado pelo Estado, quero distância dele. Há muitos inadimplentes, como rádios e TVs. O Ecad, muitas vezes, só consegue receber depois de anos na Justiça. Quando recebe, é por acordo e nunca o que é devido”, diz Pinheiro.

Michael Sullivan, que compôs Me dê motivo e Um dia de domingo, está a favor das mudanças e da fiscalização do Ecad, mas com ressalvas: “Esta lei não vai assegurar a vida e a herança dos autores. Essa briga não é a favor do compositor, mas de certos compositores e políticos. Não posso me sentir seguro com um projeto que deixa alguém dizer quando tocar minha música e quanto pagar por ela, enquanto sou apenas a parte que aceita. Gostaria de saber: qual foi o quórum representativo da classe de 200 mil autores que foi a Brasília a favor desse projeto?”.

Presidente da União Brasileira de Compositores (UBC), que integra o Ecad, o compositor Fernando Brant vê insconstitucionalidade na matéria aprovada. “O governo não tem cumprido sua função na educação, na saúde, no transporte, e o povo foi para as ruas. Como ele vai interferir no direito privado? Estão mexendo em cláusula pétrea. Vamos ao Supremo Tribunal Federal”, avisa.

Para o cantor e compositor Jorge Vercillo, o Ecad e as principais associações ligadas a ele ainda estão fechados para o debate. “Estamos completamente abertos ao diálogo construtivo para formar, juntos, uma nova lei de direito autoral. O Brasil é um dos quatro países que mantêm um sistema arcaico de arrecadação. O Ecad tem uma das taxas mais caras de administração do planeta, de 25%, enquanto a média mundial é de 15% a 16%. A nova proposta é para o bem de todos os autores, inclusive daqueles que há muito não recebem dinheiro algum por ter suas canções executadas fora dos horários desse sistema obsoleto de arrecadação por amostragem”, critica.

O compositor Sergio Santos aprova a substituição do sistema de amostragem pela relação completa de músicas utilizadas, mas desconfia da participação do governo. “Cabe a nós resolver os problemas do Ecad. Temos de entender a quem interessam as mudanças. Acho muito estranho não se mencionar os inadimplentes. Essa é uma briga entre quem deve e quem tem de receber. Está tudo muito nebuloso”, conclui.

AS BATALHAS

2010
» Encaminhado projeto à Casa Civil prevendo a fiscalização do Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad), formado por associações que reúnem intépretes e compositores. Rádios, TVs, organizadores de eventos e comerciantes que usam o trabalho dos artistas devem pagar ao Ecad.

2011
» A imprensa denuncia que cerca de R$ 127 mil foram pagos pelo Ecad a falsos autores. Empresas questionam na Justiça valores cobrados pelo Ecad – entre elas estão grupos de exibidores de cinema e a Rede Globo. Em junho, começa a funcionar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado para investigar o Ecad.

2012
» CPI do Ecad pede indiciamento de 15 pessoas por crimes de apropriação indébita de valores, formação de cartel e enriquecimento ilícito. A comissão dá origem ao Projeto de lei do Senado
129/2012, modificando o funcionamento do escritório.

» Ecad questiona o relatório da CPI, argumentando que parlamentares desconsideraram depoimentos técnicos apresentados pela entidade.

2013
» Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) multa o Ecad e outras associações em R$ 37,1 milhões pela prática de cartel e questiona os 25% cobrados pelo escritório para administrar direitos dos músicos. Ação partiu de associação que reúne TVs por assinatura, que contestou o valor cobrado pelo uso de músicas (2,55% da receita bruta). O Ecad recorre e alega que autores têm direito de cobrar o que consideram justo por seu trabalho. Também tramita no Superior Tribunal de Justiça ação da Rede Globo contra o Ecad.

» Em 17 de junho, artistas se reuniram para discutir o projeto 129/2012, em tramitação no Congresso. O mineiro Fernando Brant defende a fiscalização do Ecad por parte dos associados, mas questiona a interferência do Estado no funcionamento de entidades privadas como o Ecad. Os argumentos não foram considerados. Alegou-se que o escritório é uma caixa-preta.

» Em 3 de julho, Caetano Veloso, Lenine, Roberto Carlos e Fafá de Belém, entre outros, reuniram-se com a presidente Dilma Rousseff (foto) e parlamentares. Com estrelas da MPB em plenário, o projeto do Ecad foi aprovado pelo Senado. Ao chegar à Câmara, a matéria passaria por debate nas comissões. A pedido dos líderes, deputados aprovam a tramitação em regime de urgência.

» A proposta divide artistas. O compositor Lobão reconhece a falta de transparência do Ecad, mas critica a precipitação do encontro dos colegas com o governo. Lembra que abaixo-assinado com 14 mil nomes – entre eles Aldir Blanc, Beth Carvalho, Monarco e Nei Lopes – questiona as novas regras. Autores chamam a atenção para o fato de vários parlamentares serem donos de emissoras de rádio e TV e contrários ao pagamento de diretos autorais.

» Em 10 de julho, o projeto é aprovado e enviado à sanção da presidente Dilma Rousseff. Quando virar lei, o Ecad continuará a ser formado por associações de compositores e intérpretes, mas as entidades serão obrigadas a se credenciar junto ao Ministério da Cultura e provar sua aptidão para administrar direitos autorais. A definição do preço pela execução das obras será exclusiva dessas associações.

» Emissoras de rádio e TV terão que tornar pública a relação completa das obras utilizadas. Litígios entre emissoras e o escritório de arrecadação poderão ser decididos pelo Ministério da Cultura

» A parcela destinada a titulares de direitos não poderá ser inferior a 75% dos valores arrecadados pelo escritório, descontadas as despesas de administração. A taxa de administração cobrada pelo Ecad não poderá ultrapassar 15%. O escritório terá quatro anos para se adaptar a essa modificação.

» O Ecad questiona critério “novo e subjetivo” de cobrança que será definido pelo Ministério da Cultura em regulamento próprio. A promulgação da lei e a instituição dessa norma, argumenta o órgão, causarão instabilidade no sistema de cobrança, afetando rendimentos dos autores.


Briga vai parar na Justiça

Eduardo Tristão Girão


Caso o Projeto do Ecad seja sancionado sem vetos pela presidente Dilma Roussef, o cenário não será dos melhores para os autores brasileiros. A opinião é da advogada e diretora-executiva da União Brasileira de Compositores (UBC), Marisa Gandelman, vice-presidente do conselho consultivo da Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores.

A advogada se diz surpresa com o fato de o projeto ter passado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no Senado. Na opinião dela, o Poder Judiciário será o “último recurso” que resta aos compositores brasileiros. “O projeto fere a Constituição. Há um direito exclusivo do autor e agora aparece essa lei estabelecendo limitações conforme vontades de um órgão de fiscalização federal. Se a Justiça vai ouvir ou não, não sei. Estou descrente de tudo”, diz.

A redução da arrecadação de direitos autorais e a dificuldade de fiscalização serão alguns dos reflexos da nova legislação, prevê Marisa Gandelman. “Os políticos que escreveram essa lei pediram sugestões a artistas e à Rede Globo, mas não conhecem a atividade de gestão coletiva, complexa e onerosa. Vamos precisar trazer dinheiro indo para a rua atrás do pequeno usuário, cadastrando, fazendo cobrança. Seria uma distribuição muito fragmentada. No Brasil, a relação com radiodifusores não é boa, pois muitos desses veículos pertencem a parlamentares, péssimos pagadores de direitos autorais, além daquela empresa poderosa que não gosta de pagar”, adverte ela.

Marisa diz que não foi suficientemente discutido o imbróglio em torno de valores que emissoras de TV e rádio devem ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). “Nunca moveram uma palha para dizer que a renovação de concessões só poderia ser feita mediante pagamento dos direitos autorais devidos”, observa.

Responsabilidades
De acordo com a advogada, as formas de fiscalização à luz da nova lei podem reduzir a arrecadação do Ecad. Para ela, compositores “que não estão na mídia” receberão ainda menos dinheiro do que ganham hoje. “Artistas podem falar, mas não sei por que todos os autores não podem falar. Os políticos são irresponsáveis e não pararam para pensar no impacto que isso terá na vida de milhares de compositores. É uma vergonha”, dispara.

O aumento de arrecadação do Ecad na última década, exemplifica a advogada, deve-se mais a shows do que à radiodifusão. “Aliás, isso vem caindo graças aos altos custos do país”, observa. “Que haja fiscalização, mas que fiscalização? Nos Estados Unidos, por exemplo, vive-se 80% de radiodifusão. Ninguém vai para a rua cobrar nada. Não tenho nada contra a fiscalização, só acho que os próprios compositores podem resolver isso entre eles”, conclui.

Painel - Vera Magalhães

folha de são paulo

Na negociação sobre Ato Médico, Conselho Federal de Medicina sugere 'vetar tudo'

Contraindicação Para definir os vetos de Dilma Rousseff ao "Ato Médico", Alexandre Padilha (Saúde) passou a noite em uma tensa negociação por telefone com o Conselho Federal de Medicina. Segundo interlocutores do Planalto, o presidente do CFM, Roberto D'Ávila, teria chegado a sugerir: "Veta tudo!". O ministro levou o recado a Dilma. A sugestão foi vista como uma "provocação'' e "armadilha'' para criar polêmicas com outras categorias, como os enfermeiros, beneficiados pelos vetos.
Tarja preta Piada que corre no Planalto após o segundo revés entre o governo e profissionais da saúde em uma semana: "As receitas dos médicos a partir de agora serão: aspirina, repouso e não vote em Dilma em 2014".
A grande... Além de Michel Temer, a família Sarney também foi tema da conversa entre Dilma e Lula na terça-feira. O petista disse à sucessora que Roseana Sarney é quem mais se queixa de ser maltratada pelo governo.
... família Além disso, a herdeira do clã Sarney acha que o PT do Maranhão se aliará a Flávio Dino (PC do B), seu adversário político, em 2014.
Veja só Temer ligou ontem para Ideli Salvatti para dizer que apoia sua permanência no ministério. O vice-presidente tomou a iniciativa após saber que o Planalto estuda confiar a ele a indicação do substituto da petista na articulação política do governo.
Fora d'água Causou espécie no palácio o pedido de férias de Marcelo Crivella em meio à sucessão de crises enfrentadas pelo governo. O titular da Pesca pediu 15 dias, mas ainda não foi autorizado.
Dois gumes Marina Silva foi questionada sobre o significado do colar com uma flecha que tem usado nas últimas aparições. Disse que uma das extremidades aponta para o alvo, que é a criação da Rede, e a outra para ela mesma, para lembrá-la da responsabilidade que tem.
Non grata 1 O presidente do PT, Rui Falcão, desistiu de participar da mobilização das centrais sindicais ontem em São Paulo após receber recomendação da CUT.
Non grata 2 A entidade aconselhou o partido a ter participação discreta no movimento, pois as críticas ao governo Dilma seriam mais duras do que o esperado. O mal-estar azedou ainda mais o clima entre os petistas e a Força Sindical, presidida pelo deputado Paulinho (PDT).
Do mercado Marco Antonio de Biasi assume hoje interinamente a Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo. Número dois de José Floriano, indicado pelo do PP de Paulo Maluf, Biasi dirigiu empresas do ex-governador Orestes Quércia (PMDB) no setor imobiliário.
Gerentão 1 Geraldo Alckmin (PSDB) alterou o estatuto de duas comissões do governo paulista para ampliar os poderes de seu assessor especial e conselheiro João Carlos Meirelles.
Gerentão 2 Meirelles, que coordenou a campanha presidencial de Alckmin em 2006, passa a integrar o Comitê de Qualidade da Gestão Pública e a presidir a Comissão de Política Salarial.
Enxuga O plano de Alckmin de anunciar nova redução no número de secretarias está em banho-maria, mas o governador trabalha com a hipótese de fundir as pastas de Saneamento e Energia.
Voz da rua O PSDB vai aproveitar as queixas à qualidade dos serviços públicos para realizar ciclo de seminários sobre saúde, educação e mobilidade. Os eventos, organizados pelo Instituto Teotônio Vilela, acontecerão a partir de agosto, em Brasília e em vários Estados.
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TIROTEIO
Que o presidente do COI fique frio: pressa temos nós de garantir ao brasileiro, antes de 2016, atendimento adequado no Galeão.
DO MINISTRO DA AVIAÇÃO CIVIL, MOREIRA FRANCO, rebatendo a cobrança feita por Jacques Rogge por reformas no aeroporto internacional do Rio.
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CONTRAPONTO
Não é pelos 95 centavos
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) escolheu a cantina da Câmara como alvo de seus protestos. Na semana passada, pediu no plenário uma auditoria para apurar o aumento dos preços da lanchonete do Anexo 3.
-A xícara de café com leite subiu de R$ 0,75 para R$ 1,70. Mais de 100% de aumento - reclamou.
Bolsonaro relata que o aumento prejudicou funcionários da Casa, que ganham salários modestos.
-Não queremos fazer uma rebelião, queimar pneus, fechar o corredor das comissões e fazer um movimento para diminuir aqueles preços! - disse, provocando risos.
Com ANDRÉIA SADI e BRUNO BOGHOSSIAN
painel
Vera Magalhães é editora do Painel. Na Folha desde 1997, já foi repórter do Painel em Brasília, editora do caderno 'Poder' e repórter especial.