terça-feira, 3 de dezembro de 2013

16 dias de ativismo feminino - OLGAMIR AMANCIA

Correio Braziliense - 03/12/2013

A violência contra a mulher não é distúrbio patológico. É herança cultural da nossa milenar civilização ocidental e machista. Não é problema privado, como diz o ditado popular “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. É questão pública, de Estado, de governo, da sociedade. Não é coisa de pobre nem de rico. Perpassa todas as classes sociais, todas as estratificações humanas. Não elege cor nem raça, nem escolhe lugar. Ocorre em todo o mundo. No Brasil. Em Bangladesh. Na Etiópia. No Canadá.

No momento, cerca de 160 países se mobilizam contra essa epidemia global. É a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Criada em 1991, por 23 mulheres de diferentes nações, reunidas pelo Center for Women´s Global Leadership (Centro de Liderança Global de Mulheres), a iniciativa tem o objetivo de debater e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no planeta.

As pioneiras da mobilização escolheram um período de significativas datas históricas, marcos de luta das mulheres. A campanha começou no dia 25 passado, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, e termina em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Vincula, desse modo, o respeito à dignidade das mulheres à defesa dos direitos humanos.

Nos 16 dias de ativismo, que incluem ainda o 1º de dezembro, Dia Mundial da Luta contra a Aids (boa parte dos infectados são mulheres), e 6 de dezembro, Dia do Laço Branco (em que os homens se solidarizam com as mulheres), a sociedade conclama os governos a tomar atitude mais firme diante da violação dos direitos humanos das mulheres.

No Brasil, a campanha foi adotada pelo movimento feminista em 2003. Logo, ganhou a adesão de outros setores da sociedade — governos, empresas, entidades civis. No Distrito Federal, tem o apoio do GDF, por meio da Secretaria da Mulher. Nos 16 dias, há debates, palestras e eventos culturais, em parceria com a Eletronorte e a ONU Mulheres, para estimular a reflexão acerca do problema. Dados da Secretaria de Segurança mostram que, de janeiro a agosto deste ano, foram registradas no DF 10.095 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha: média de 1.260 casos por mês, 42 por dia e quase dois por hora. É inaceitável.

A violência contra a mulher é problema grave e complexo. O combate exige articulação em rede do Estado e da sociedade. Assim, a Secretaria da Mulher atua em sintonia com os demais órgãos do governo local e federal, empresas privadas e entidades civis. Adota abordagem multidisciplinar que, além da segurança, envolve ações de educação, saúde, assistência social, cultura, esporte e, principalmente, trabalho, emprego e renda, já que a independência econômico-financeira é fator decisivo para a eliminação da violência doméstica.

Nessa linha, programas como o Rede Mulher Artesã, o Prospera Mulher e o Mulheres na Construção proporcionam qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho para o público feminino. O Rede Mulher Artesã atende moradoras de várias cidades do DF que trabalham com artesanato. Por meio dos encontros de economia solidária e feminista, incentiva as artesãs a se unirem em grupos, para facilitar a obtenção de crédito e outros apoios, e concede o selo Rede Mulher, certificação que viabiliza a comercialização dos produtos.

O Prospera Mulher é programa de microcrédito em parceria com o BRB. Em apenas um ano de existência, já emprestou mais de R$ 6 milhões a pequenos empreendimentos urbanos e rurais, formados majoritariamente por mulheres. O Mulheres na Construção, realizado em conjunto com o Instituto Federal de Brasília (IFB), a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), oferece cursos de pintura e azulejista. Lançado em maio do ano passado, já formou 322 mulheres, boa parte delas dividindo hoje canteiros de obras com os homens num dos mercados de trabalho mais machistas do país.

É com esse modelo de gestão em rede e multidisciplinar que a Secretaria da Mulher mais uma vez se associa à campanha dos 16 Dias de Ativismo. Temos a clareza de que o enfrentamento da barbárie das relações desiguais de gênero exige ações criativas, eficazes e ousadas que derrubem preconceitos e garantam às mulheres o direito à emancipação, à autonomia e, principalmente, a uma vida sem violência.

Tv Paga

Estado de Minas: 03/12/2013 



 (Guto Costa/Divulgação )

Boa música


O Canal Brasil anuncia para hoje, às 19h, o programa Estamos aí, dirigido por Rodolfo Novaes, que faz um mergulho no universo do gaitista Maurício Einhorn (foto). Músico autodidata e de temperamento forte que jamais se rendeu à imposição do mercado, Einhorn é carioca e tem 81 anos. Dono de uma memória prodigiosa e criatividade à flor da pele, ele é considerado um patrimônio da cultura nacional. O filme conta com imagens de arquivo de shows e depoimentos de músicos como Toots Thielemans, Paulo Moura, Cláudio Roditi, Idriss Boudrioua e Gabriel Grossi.

Poetas vão encarar  Antônio Abujamra


Ainda no Canal Brasil, às 21h30, José Wilker bate papo com o colega ator Guilherme Weber em mais um programa Palco e plateia. Curitibano, Weber foi o fundador da Sutil Companhia de Teatro ao lado de Felipe Hirsch e aqui vai falar de seus trabalhos na TV e no cinema e de espetáculos como Temporada de gripe e Thom Pain. Na Cultura, às 23h30, no Provocações, Antôno Abujamra recebe dois jovens representantes da poesia contemporânea: os paulistas Cláudio Machado e Caco Pontes, um dos representantes da Poesia Maloqueirista.

Canal Brasil exibe  Filme de Giorgetti


E mais uma do Canal Brasil: a emissora exibe o longa Cara ou coroa, de Ugo Giorgetti, às 22h. Na mesma faixa das 22h, o assinante tem mais oito opções: Sombras da noite, na HBO; Desejos, no ID; Anjos da noite – Underworld, na MGM; O dobro ou nada, no Max Prime; John Carter – Entre dois mundos, no Telecine Premium; O idiota do meu irmão, no Telecine Pipoca; O exótico Hotel Marigold, no Telecine Touch; e Fausto, no Telecine Cult. Outros destaques da programação: Zona Verde, às 20h , no Universal Channel; Caçador de recompensas, às 20h20, no Megapix; A pele que habito, às 20h50, no Max; Uma equipe muito especial, às 21h, no Comedy Central; O som ao redor, às 21h50, na HBO Family; Grease – Nos tempos da brilhantina, às 22h05, no TCM; Morte por encomenda, às 22h15, no Space; O pianista, também às 22h15, no Studio Universal; e Desejo atroz, à meia-noite, na Cultura.

+Globosat vai passear  pelo Museu Porsche


O 33º episódio de Mundo museu vai deixar com água na boca os fãs de carros bonitos e potentes. A produção visita hoje o Museu da Porsche, na Alemanha. Um automóvel que escreveu boa parte do que o mundo entende hoje como bom gosto, a Porsche foi fundada por um engenheiro austríaco e tem quase um século de atividade. Ela se tornou um dos melhores exemplos de sucesso em design, com a beleza encontrando a funcionalidade e marcando época. O museu em Stuttgart é também um marco da arquitetura contemporânea, abrigando uma coleção que faz vibrar os apaixonados por carros e design. Confira às 21h, no +Globosat.

Programação do Bio  é de causar arrepios

Na edição inédita de Minha história de fantasma, que o canal Bio apresenta às 22h, investigadores conseguem evidências em vídeo de que uma casa é habitada pelo espírito de um pastor evangélico que se enforcou após matar seu filho. Um casal também usa uma câmera noturna para gravar imagens assustadoras de atividade paranormal em sua residência. Já em um antigo hotel da Flórida, os corredores ficam subitamente gelados e vozes de espíritos brincalhões podem ser ouvidas. E por fim, imagens do fantasma de uma menina que perambula por um hospital da Guerra da Secessão.

Paralisados pelos transtornos mentais‏

Estudo mostra que desordens psiquiátricas são o problema que mais incapacita pessoas no mundo. Piores impactos vêm da depressão, da ansiedade e dos distúrbios causados pelo uso de drogas



Bruna Sensêve

Estado de Minas: 03/12/2013



Historicamente, transtornos mentais e por uso de substâncias lícitas e ilícitas não são uma prioridade de saúde global, especialmente quando comparados a doenças como câncer e problemas cardiovasculares. No entanto, eles são a primeira causa, nas 187 principais nações do planeta, a levar indivíduos a viverem com incapacidade. Apenas em 2010, foram mais de 175 milhões de anos de vida perdidos pela população mundial em situação de impotência causados prioritariamente por depressão, uso de drogas ilegais e esquizofrenia (em ordem decrescente de impacto). O cálculo foi feito pelo grupo internacional de pesquisadores que compõem o Estudo Global da Carga de Doenças (GBD), divulgado recentemente na revista científica The Lancet.

Eles alertam para o perigo da negligência nos serviços de saúde referentes ao tratamento dessas desordens, que, em muitos países, estão até mesmo separados dos cuidados majoritários, com mobilização de recursos incompatível com o seu impacto global. Em 20 anos, a carga desses distúrbios na saúde global aumentou em quase 40%. Os pesquisadores acreditam que a maioria deles foi impulsionada pelo crescimento da população e pelo envelhecimento. O primeiro trabalho, realizado em 1990, mostrou que os transtornos neuropsiquiátricos – que, na época, englobavam distúrbios neurológicos, demência, uso de substâncias e distúrbios mentais – foram responsáveis por mais de um quarto de toda a carga não fatal.

Carga global Cinco das 10 principais causas de incapacidade no mundo já estavam incluídas na categoria de desordem neuropsiquiátrica. “Hoje, essas desordens são responsáveis por uma carga global na saúde maior que a tuberculose, o HIV/Aids, o diabetes ou as lesões por transporte”, reforça a autora do estudo, Louisa Degenhardt, do Centro de Pesquisa Nacional em Drogas e Álcool da Faculdade de Medicina da Universidade de South Wales, na Austrália. No total, em 2010, doenças mentais e por uso de substância foram responsáveis por 183,9 milhões de anos de vida perdidos tanto por morte prematura quanto por serem vividos com incapacidade, medida conhecida na epidemiologia por Daly (sigla em inglês). O número corresponde a 7,4% de todos os Dalys no mundo.

Desse universo, os transtornos depressivos são os grandes representantes (40,5%), seguidos por distúrbios de ansiedade (14,6%), pelos transtornos causados pelo uso de drogas ilícitas (10,9%), pelo uso de álcool (9,6%) e por desordens altamente debilitantes, como a esquizofrenia (7,4%) e o distúrbio bipolar (7%). Diferentemente de outros males que comprometem drasticamente a saúde e levam ao óbito precoce, essas desordens têm um impacto maior na qualidade de vida do indivíduo. Dos quase 200 milhões de Dalys atribuídos a elas, somente 8,6 milhões estão associados aos anos perdidos por morte prematura, o equivalente a 232 mil fatalidades. A grande maioria deles (81,1%) está ligada a transtornos pelo uso de substâncias.

Efeitos regionais A quantidade de Dalys teve uma grande variação por sexo. Curiosamente, os meninos menores de 10 anos tiveram uma proporção maior de carga do que as meninas em idade equivalente. Essa diferença foi especialmente evidente no caso de distúrbios de comportamento na infância, nos quais a carga dos meninos foi mais que o dobro do impacto registrado para o outro sexo.

Louisa chama a atenção para a variação regional dos transtornos. Os distúrbios alimentares tiveram a maior diversidade, sendo mais de 40 vezes maior na região da Australásia que no Oeste da África Subsaariana. O uso do álcool também variou em mais de 10 vezes entre as regiões.

Ela conta que o efeito dos conflitos regionais pode ser claramente observado em países como o Afeganistão, o que é consistente com as análises do modelo de desordens de ansiedade e depressão nos quais o estado de conflito tem um efeito significativo para a prevalência dessas doenças. Apenas a China, a Coreia do Norte, o Japão e a Nigéria produziram Dalys totais estatisticamente menores que a média global.

Terapias negligenciadas
Para Sérgio Tamai, doutor em psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP) e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, a disponibilidade, o acesso e a busca por tratamento dos transtornos mentais são menores que em outras doenças. “Sabemos que, no mundo inteiro, os sistemas de saúde, sejam privados ou públicos, não têm capacidade de lidar com o número de pessoas que têm transtorno mental. Isso é uma realidade.”

O texto da equipe de Louisa Degenhardt mostra que, apesar dos custos pessoais e econômicos, as taxas de tratamento para as pessoas com transtornos mentais e por uso de substâncias são baixas, com lacunas de tratamento de mais de 90% nos países em desenvolvimento. Três principais razões para isso são a escassez de recursos humanos e financeiros disponíveis, as desigualdades na distribuição desses recursos e a ineficiência ao usá-los.

Mesmo em países desenvolvidos, o tratamento seria fornecido muitos anos após o início da desordem. Já uma característica comum a todos os países é o estigma sobre os transtornos mentais e o uso de substâncias. Isso seria responsável por uma restrição do uso dos recursos disponíveis. “A combinação de estigma e grandes lacunas de tratamento contribui para a exclusão social e as violações dos direitos humanos básicos dos indivíduos com transtornos mentais”, afirma Degenhardt.

Tamai acredita que o investimento nessa área também ainda é muito tímido. “Embora seja um quadro grande de pacientes e uma causa importante de incapacitação das pessoas para trabalhar e para viver, o investimento é muito pouco”, lamenta.

Estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial estimou que o efeito dos transtornos mentais acumulado em termos de produção econômica perdida pode chegar a US$ 16 trilhões nos próximos 20 anos. O valor seria equivalente a 25% do PIB global em 2010. Os problemas associados com a carga dos transtornos mentais e uso de substâncias são especialmente graves nos países em desenvolvimento, que gastam menos de 2% de seus orçamentos de saúde na saúde mental.

Palavra de especialista
Análise ampliada
Laura Helena Guerra Andrade,
psquiatra do Instituto de Psiquiatria
do Hospital das Clínicas da USP
“Os distúrbios mentais já são conhecidos como uma das principais causas de incapacidade desde os anos de 1990, quando o primeiro estudo foi feito. O que eles fizeram, agora, foi ampliar a avaliação e incluir algumas desordens e características, como o uso danoso do álcool e de outras substâncias que também são uma grande causa de incapacitação. O uso prejudicial do álcool pode ter vários desfechos: a doença, a intoxicação, os acidentes, e isso também pode ser associado às drogas.”

Nicolas Behr recomenda autocrítica a candidatos a escritor.‏

Em BH para ministrar oficina, o poeta Nicolas Behr recomenda autocrítica a candidatos a escritor. Pioneiro da literatura marginal, ele vai autografar Meio seio no Sesc Palladium


Carlos Herculano Lopes

Estado de Minas: 03/12/2013



O cuiabano Nicolas Behr diz que a crítica sincera   é essencial na formação de um escritor (Bruno Peres/CB/D.A Press)
O cuiabano Nicolas Behr diz que a crítica sincera é essencial na formação de um escritor

No já distante 1977, em plena ditadura militar, um jovem poeta chamado Nicolas Behr surgia no cenário da literatura brasileira com um livreto mimeografado que trazia um título bem estranho: Iogurte com farinha. Vendido de mão em mão em bares e universidades, o pequeno volume logo se tornou best-seller. Estava ali um dos precursores do movimento que ficaria conhecido como literatura marginal, cujos autores produziam e distribuíam por conta própria os exemplares – muitos deles de contestação política.

Nascido em Cuiabá, em 1958, Behr morava em Brasília naqueles anos 1970. Trinta e seis anos depois de Iogurte com farinha, o Brasil mudou, a poesia de Nicolas também, mas a capital federal continua sendo a obsessão do autor. “Ela é uma cidade nova, uma folha em branco, lugar instigante. Ainda há muito o que escrever sobre Brasília, porque não tem o peso da tradição”, diz. Hoje e amanhã, Nicolas estará em BH para ministrar oficina de poesia, no Sesc Palladium, lançar o livro Meio seio e participar de bate-papo sobre literatura com o poeta Bruno Brum.

Tão direto como seus versos – “Os três poderes são um só: o deles”, diz um deles –, Nicolas Behr avisa: nas oficinas que vem realizando pelo Brasil, não costuma passar a mão na cabeça de ninguém. No seu entender, “a porrada é bem mais importante que o elogio”: sincera, ela ajuda a nortear os rumos do candidato a escritor.

SINCERIDADE
As oficinas fazem com que o poeta se questione sobre os próprios limites e desafios. “Não sou rude e muito menos grosseiro, mas sincero e franco. Acredito que o aluno valoriza muito mais a crítica sincera sobre seu trabalho que um elogio fácil. O questionamento benfeito faz o poeta crescer e ampliar seus horizontes”, acredita.

Autor dos livros Brasilíada e Laranja seleta, que foi um dos finalistas do Prêmio Portugal Telecom em 2008, Nicolas Behr também se dedica a um antigo hobby: o cultivo de árvores nativas do cerrado. “Já espalhei milhares de mudas por aí”, revela.

Questionado se ainda existe espaço para a literatura marginal, Behr não pensa duas vezes: diz que ela nunca acabou, porque nunca teve um manifesto ou um líder. Além de ser antidogmática por natureza, apesar de ter originado muitas teses. “Todo poeta tem sua fase heroica, que é quando faz seus próprios livros em edições limitadas. Assim foi com Drummond, Bandeira, João Cabral, comigo e muitos outros”, conclui.


VOZES DO CERRADO


brasília!!! brasília!!!
onde estás
que não me respondes?
em que bloco
em que superquadra
tu te escondes?

>>Poema de Nicolas Behr

PROJETO
CARO LEITOR

>> Hoje e amanhã, das 19h às 22h. Oficina de poesia com Nicolas Behr. Mezanino do Sesc Palladium
(Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Inscrições gratuitas: acervopalladium@sescmg.com.br
>> Quinta-feira, às 20h. Bate-papo com Nicolas Behr e Bruno Brum. Lançamento do livro Meio seio.
Teatro de Bolso Júlio Mackenzie
(Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Entrada franca, com retirada
de senha uma hora antes.
Informações: (31) 3270-8100.