domingo, 8 de dezembro de 2013

Cinemas de calçada - Martha Medeiros



Zero Hora 08/12/2013

Os cinemas em shoppings possuem um conforto e uma qualidade técnica que só confirma a evolução do setor, mas atire a primeira pipoca quem não sente saudades dos cinemas de bairro.

Como passei dos 11 aos 25 anos morando na D. Pedro II, o Astor era o mais perto de casa. Situado na esquina da Benjamim com a Cristóvão, tinha uma fachada imponente e era vizinho do cineteatro Presidente (onde nunca vi filmes, só shows). Foi no Astor que assisti Laranja Mecânica e E.T.

E havia o cine Colombo ali perto, acho que um dos primeiros a fechar, pois só recordo de ter ido lá quando criança, em turma, fazendo uma bagunça na primeira fila que atordoava os adultos sentados atrás de nós. Mas o que adultos faziam assistindo aos filmes do J.B.Tanko, como Som, Amor e Curtição?

Teve a fase do Coral, em frente ao Parcão, com sua imensa escadaria que nos reconduzia à realidade ao deixarmos a sala escura. Foi lá que assisti, aos 14 anos, meu primeiro filme proibido para menores de 18. Minha mãe me emprestou seus óculos escuros e cruzei o saguão feito uma Jackie Onassis mirim para assistirmos juntas a Nosso Amor de Ontem, com Barbra Streisand. E na véspera de um aniversário, quando bateu meia-noite e passei dos 16 para os 17 anos, estava dentro do Coral também, assistindo ao The Last Waltz, antológico show de despedida da The Band, filmado por Martin Scorsese. Bem melhor do que ouvir Parabéns a Você.

Difícil imaginar que houve um tempo em que eu ficava facilmente acordada à meia-noite, ainda mais dentro de um cinema. Como esquecer as sessões da madrugada no ABC, na Venâncio? Woodstock e Blade Runner foram vistos lá. Assisti Blade Runner apenas uma vez, sou um caso a ser estudado pela ciência. Na época, quem assistia menos, assistia quatro ou cinco vezes.

Perto do ABC tinha o Avenida, na João Pessoa, onde fui introduzida pela primeira vez à obra de Pedro Almodóvar com seu hilário Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos.

O Vogue, na Independência, era meu reduto depois das aulas da faculdade. Foi lá que assisti obras políticas como Sacco & Vanzzetti, A Batalha de Argel e todos os do Costa Gavras, e foi lá também que assisti ao primeiro filme com o primeiro namorado (Jonas, que Terá 25 Anos no Ano 2000 – nome do filme, não do namorado).

No Centro, tinha o Imperial e o Cacique, lado a lado. Difícil lembrar em qual deles assisti, recém liberado pela censura, a O Último Tango em Paris ao lado do meu irmão, na única vez em que fomos ao cinema juntos depois de virarmos gente grande (eu com 18, ele com 16). E foi no Cine Victória, na Borges, que me encantei com A Marvada Carne, que segue na lista dos meus filmes nacionais preferidos.

Nunca fui ao Capitólio.

Por fim, a dobradinha Baltimore e Bristol, na Oswaldo Aranha. O Bristol era cult, com sua pequeníssima sala no segundo andar, alcançável por uma escada estreita onde nos espremíamos em filas para assistir aos ciclos do Godard. Já o Baltimore tinha uma programação mais comercial. Foi onde assisti a Uma Linda Mulher, já que filme cabeça todo dia não dá.

Qual o mais inesquecível dos cinemas? Na verdade, ficava a 200km de Porto Alegre: era o da SAPT de Torres, onde assisti desde os filmes do Roberto Carlos até 2001, Uma Odisseia no Espaço, sempre batendo com os pés no chão antes do início, fazendo barulho no assoalho de madeira para marcar aqueles anos que não voltariam mais.

Tempo de cantar [Ney Matogrosso lança Atento aos sinais]

Tempo de cantar 

Ney Matogrosso lança Atento aos sinais, disco que nasceu de seu mais recente show. Cantor aposta em novos compositores e resgata canções de Itamar Assumpção 
 
Ailton Magioli

Estado de Minas: 08/12/2013


Com 90% do repertório inédito, Atento aos sinais ao vivo começa a pegar o público já na abertura impactante do show (Marcelo Faustini/Divulgação)
Com 90% do repertório inédito, Atento aos sinais ao vivo começa a pegar o público já na abertura impactante do show

Pela terceira vez Ney Matogrosso grava em estúdio disco de repertório inédito, amplamente explorado no palco. Verdade que o impacto de Atento aos sinais ao vivo é muito maior do que na frieza da sala de gravação, mas, à medida que a audição do repertório avança, o disco vai-se igualando ao show. Isso se deve, principalmente, à força das inéditas, cuja gravação, reduzida a 14 faixas (no show eram 19), deixou de fora o que já não funcionava em cena ou foi guardado pelo cantor para o DVD, que será gravado, este sim ao vivo, no ano que vem.

“Fica tudo muito melhor, sob controle, depois de ter o repertório amadurecido no palco”, justifica Ney, que antes fez experiências do gênero em Inclassificáveis, de 2007, e Beijo bandido, de 2009, que só chegaram ao disco depois de amplamente experimentados no palco, sem necessidade de ficar lendo letras no estúdio, além de ter os arranjos das canções mais precisos. Risco na iniciativa? Ney Matogrosso não vê nenhum, mesmo porque milhares de pessoas que não tiveram oportunidade de ver o show agora terão a chance de ouvir o trabalho.

“É outra abordagem”, pondera o cantor, que optou por tirar do repertório do disco canções como Astronauta lírico, de Vitor Ramil, sob o argumento de que, mesmo gostando muito, ela não funciona no estúdio. “Guardei para o DVD, quando as pessoas vão reconhecer isto”, acrescenta, sobre um dos momentos mais emblemáticos do repertório pop-rock, belamente ilustrado com coloridos balões de gás soltos em pleno palco, ao fim da apresentação.

Com 90% do repertório inédito, Atento aos sinais ao vivo começa a pegar o público já na abertura impactante do show em que, ao som explosivo de canções politizadas como Rua da passagem, de Arnaldo Antunes e Lenine, e Incêndio, de Pedro Luiz, Ney surge esguio no centro do palco, sentado sobre trono formado por dois módulos espelhados, protagonizando uma verdadeira explosão de sons, luzes e cores, no espetáculo mais tecnológico que o cantor já fez.

“É tudo tão impactante que desarma as pessoas diante do ineditismo do repertório”, reconhece o cantor. “As pessoas me dizem que não conhecem nada das músicas, mas que gostaram”, diverte-se Ney, que nunca teve problemas com inéditas. Para se ter ideia de como o intérprete lida com o assunto vale lembrar que em Atento aos sinais há canções que ele queria cantar desde 2007, como a já citada Rua da passagem e Tupi fusão, de Vitor Pirralho. “Basta buscar que vai encontrar canções inéditas”, ensina o experiente intérprete, que está comemorando 40 anos de carreira desde a estreia no grupo Secos & Molhados.

“Para mim é muito fácil, tranquilo”, diz a respeito do processo por meio do qual o repertório inédito chega até ele. “Se não me enviam, vou atrás na internet”, afirma Ney, cujo novo repertório é calcado na chamada cena indie, em que se destacam as bandas Zabomba (SP) e Tono (RJ), além de Criolo (Freguês da meia-noite), Dan Akagawa (Todo mundo o tempo todo), Jerry e Alzira Espíndola (Beijos de imã) e o já citado Vitor Pirralho. Considerado por muitos um compositor (ainda) maldito, Itamar Assumpção (1949-2003) comparece com o rock Noite torta e Isso não vai ficar assim, que o cantor classifica de uma obra-prima.

“Gravo Itamar desde 1983. Tudo dele é interessante, uma sacada de letra, uma ideia. Os arranjos é que são muito datados, mas, se não se prender a isto, descobrem-se pérolas maravilhosas”, elogia Ney Matogrosso, que resgata também o samba Roendo as unhas, de Paulinho da Viola. Os arranjos são os mesmos do show, mas em estúdio, sob a direção musical do mesmo Sacha Amback, ele trabalhou com muita liberdade, com direito inclusive ao uso de elementos eletrônicos que agora está levando para o palco.

Vitor Ramil (A ilusão da casa), Dani Black (Oração, da qual saiu o título do trabalho), Beto Boing e Paulo Passos (Pronomes) e Rafael Rocha (Não consigo e Samba do blackberry, esta da parceria com Alberto) fecham o repertório do disco, que vai render ainda dois shows este mês. Em janeiro, Ney retoma a turnê no Rio, na expectativa de voltar a se apresentar em todas as capitais pelas quais já passou, incluindo Belo Horizonte.

Um trio de dois

Adepto da publicação de biografias, que tanta polêmica gerou nos últimos tempos, depois de Ney Matogrosso: ousar ser, de Bené Fonteles (textos) e Luiz Fernando Fonseca (fotos), o cantor volta a ser personagem de fotobiografia, desta vez assinada pelo ex-companheiro de Secos & Molhados Gerson Conrad. Trata-se de Meteórico fenômeno – Memórias de um ex-Secos & Molhados, na qual o autor transformou o trio em duo, diante da negativa de João Ricardo, o terceiro integrante da banda e detentor da marca, em participar do livro, sequer em fotografias.

“Não entendi, já que o livro não tem nenhuma ofensa ao João. Tudo isto é muito chato, gasta energia à toa”, diz Ney, que não pretende publicar algo do gênero. “Tenho vontade de fazer um levantamento das entrevistas que fiz, organizá-las cronologicamente e reunir tudo em um livro, para ver se o pensamento é coerente”, diz o cantor.

 “Totalmente a favor da liberdade de expressão”, Gerson Conrad diz que sua postura frente à polêmica é de que sempre existirá um caminho ético. “Sempre tive plena convicção de que, sem a formação mágica, os Secos & Molhados não significam absolutamente nada”, garante. Para Gerson, o que João Ricardo vem fazendo nos últimos anos é matar o mito. “Basta ver as tentativas dele em trazer o grupo de volta com cantores que imitam a voz de Ney Matogrosso. É patético”, critica.

Gerson Conrad gravou recentemente uma versão de autor para Rosa de Hiroshima, do poema de Vinicius de Moraes, que ele musicou, além da inédita Direto recado. Esta canção tem tudo a ver com a negativa de João Ricardo em autorizar a edição de fotos suas no livro Meteórico fenômeno. A publicação está sendo vendida (R$ 56) no site www.livrariadaana.com.br.


Rádio
Atento aos sinais é um disco tão radiofônico que Ney Matogrosso diz ter pedido à produção que o encaminhasse a todas as emissoras do país. “Ele tem muitas chances de tocar”, aposta o cantor, destacando o potencial de faixas como Rua da passagem, de Lenine e Arnaldo Antunes, e Roendo as unhas, de Paulinho da Viola. Freguês da meia-noite, de Criolo, já é um sucesso entre seu público, assim como Não consigo, de Rafael Rocha, da banda Tono. “Tem para todo gosto”, garante o cantor.

Cazuza
Amigo pessoal de Cazuza (1958-1990), com quem manteve um romance, Ney Matogrosso levantou por algum tempo a hipótese de dedicar um disco ao repertório inédito do artista. “Acabei ficando só com três das quais gostava, gravando-as com os autores”, revela o intérprete. Com George Israel ele registrou a inédita Quatro letras. Já Seda, ele bem que tentou, mas acabou desistindo de incluir no repertório de Inclassificáveis, por causa do arranjo, que não o satisfez.

Cinema

Presença cada vez mais marcante nas telas, o cantor, que protagonizou o filme Luz nas trevas, de Helena Ignez e Ícarro Martins, também fez participação em Primeiro dia de um ano qualquer, de Domingos de Oliveira, além do média-metragem Poder dos afetos, também de Helena Ignez. Joel Pizzini dirigiu o curta-documentário Olho nu sobre o cantor. O que fãs não conseguem entender é a ausência de Ney (como personagem) na cinebiografia Cazuza – O tempo não pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho.

Tereza Cruvinel-Mandela e a política‏

Mandela tinha muitas virtudes, mas foi, sobretudo, um político excepcional. Sua partida proporciona uma reflexão sobre a importância da política, hoje tão demonizada


Tereza Cruvinel

Estado de Minas: 08/12/2013



Até o dia 15, o mundo e os sul-africanos estarão se despedindo de Nelson Mandela, num rito prolongado como expressão de sua grandeza e raridade. Depois, ele habitará a História e seu povo enfrentará, na orfandade, as dificuldades da política interna que a mídia internacional vem apontando. Será tempo de reiterar seu ideário de uma sociedade tolerante, democrática e pluralista.

A saga extraordinária de sua vida, suas virtudes, seu exemplo, seu legado inspirador de tantos povos e líderes, tudo vem sendo contado e cantado à exaustão mundo afora. As circunstâncias tecnológicas ajudaram a fazer de Mandela o primeiro herói ou mito global. Quando ele deixou a prisão, em 1990, a internet começava a se popularizar, as comunicações e a economia, de mãos dadas, se globalizavam. Mas, mesmo antes deste tempo global, da prisão na Ilha de Robben ele já inspirava manifestações em diversas partes do mundo por sua libertação e contra o regime racista do apartheid. Ainda no início dos 27 anos de prisão, que suportou estoicamente, o ex-guerrilheiro Mandela fez sua autocrítica e passou a pregar a transição pacífica para uma sociedade que incluísse, em seu pluralismo, a própria minoria branca opressora.

Para os setores mais radicais de seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA), marcados por anos de humilhação e violência impostos pela minoria branca, isso equivalia a oferecer a outra face ao opressor. Não foi fácil unificar o partido e a maioria negra, mas a estratégia de Mandela foi vitoriosa. Ele era este homem especial que o mundo chora. Mas era, sobretudo, um articulador habilidoso, um orador cativante, um estrategista clarividente. Ou seja, um político excepcional, que por entrega generosa à causa de seu povo tornou-se um dos grandes estadistas do século, senão o maior.

Sua partida propicia ao mundo reflexões sobre a tolerância, a coragem, a generosidade, o compromisso com o sonho coletivo. E, especialmente, uma reflexão sobre a política. Suas virtudes pessoais não teriam produzido os mesmos resultados se ele não as tivesse empregado essencialmente na ação política. Neste momento em que a atividade é tão demonizada no Brasil e em outros países, a morte de Mandela ajuda a lembrar que, na política, vicejam os seres menores que se servem dela no interesse próprio, os corruptos, os espertos e os medíocres . Mas a política produz também grandes e talentosos atores, que proporcionam a seus povos transformações extraordinárias, como as que foram possíveis na África do Sul, sob a liderança de Mandela. Claro que as figuras superiores são raras mas, fora da política, elas seriam pessoas especiais, mas não líderes ou estadistas.

Muitas interrogações pairam sobre a África do Sul sem Madiba, dizem os analistas internacionais. O país, parceiro do Brasil no Brics, é um emergente rico e promissor, mas ainda tem muito a fazer no combate à pobreza. O partido, no poder desde a eleição de Mandela em 1994, já com o terceiro presidente, ganhou ares de partido único, agigantado, reunindo interesses variados. O atual governo teria viés autoritário, e a tolerância andaria em baixa. A evocação de Mandela e sua saga podem ajudá-los a enfrentar essas questões.


Brasil: Madiba e seus irmãos
O mundo chora Mandela, mas alguns países, por razões específicas, sentiram mais o impacto de sua morte. Nos EUA, de passado racista, o presidente Obama admitiu a influência de Mandela na criação das condições que o levaram à presidência. No Brasil, pelo peso da África em nossa formação étnica, cultural e econômica, que fizeram de Mandela uma forte referência para os afrodescendentes em sua luta por mais igualdade racial. A Constituinte de 1988 já criminalizara o racismo, mas as políticas públicas afirmativas, de compensação pela iniquidade com que foram tratados, mesmo depois da abolição, só começaram a acontecer a partir de 1995, no governo Fernando Henrique. Foram aprofundadas na era Lula e prosseguem no governo Dilma, que acaba de criar cotas para negros, índios e deficientes também nos concursos públicos. Mas, à medida que tais políticas produzem resultados, elevam-se contra elas algumas vozes, minoritárias mas estridentes, classificando-as como racialistas, vale dizer, incentivadoras do racismo com sinal contrário. Exatamente o que Mandela rejeitou, a pregação da “África para os africanos”, em favor da conciliação entre brancos e negros. As conquistas dos afrodescendentes brasileiros conectam-se com a luta e a vitória de Mandela sobre o apartheid. Agora que ele virou mito, podem ganhar mais relevância e tolerância.


Pelos estados: Bahia
É tempo de acompanhar mais de perto a política dos estados onde os jogos estão sendo armados para a disputa de 2014. A coluna tentará resumir o quadro de um estado em cada edição, começando hoje pela Bahia. As definições avançaram: o governador Jacques Wagner lançou a candidatura do secretário Rui Costa, acolhida pelo PT. Em discurso no Senado, o preterido Walter Pinheiro aceitou disciplinadamente a decisão. Colheu apartes solidários até da oposição. Jogo jogado. Costa é um nome local, mas será içado pelo governador, que ficará no cargo até o fim do mandato. Se perder a aposta, pagará o preço.

Sem acordo com o PT, o PMDB terá Geddel Vieira Lima como candidato. O PSDB deve lançar o ex-prefeito João Gualberto, para garantir o palanque de Aécio Neves. No dia 19, a ex-corregedora do CNJ Eliana Calmon filia-se ao PSB de Eduardo Campos e deve ser a vice da senadora Lídice da Mata na disputa do governo. Resta o DEM, que pode lançar a candidatura do ex-deputado José Carlos Aleluia ou a do ex-governador Paulo Souto, deixando de retribuir o apoio de Geddel ao prefeito ACM Neto no pleito de 2012. Mas esse é um jogo ainda em curso. 

Tv Paga

Estado de Minas: 08/12/2013 



 (THC/Divulgação )

Fim de papo O canal History exibe hoje, às 23h, o final da sétima temporada de Estradas mortais, narrando a aventura de um grupo de caminhoneiros pelas rodovias geladas do Canadá. Uma coisa é certa: os assinantes do sexo masculino estão todos torcendo para o tesouro do Alasca, a bela Lisa Kelly (foto).

Estreias Estreia hoje, às 21h15, no Nat Geo, a produção Mulheres bíblicas, e logo com cinco episódios em sequência: “Eva”, “Dalila”, “Bate-Seba”, “Jezabel” e “Ester”. No Discovery Home & Health, às 19h30, estreia a segunda temporada de Louca compulsão, que mostra pessoas que levam suas obsessões ao extremo.

Calouros A TV Cultura exibe hoje, às 12h,a final do Prelúdio, o concurso de jovens talentos da música erudita. Entre os finalistas está o violoncelista mineiro Isaac Andrade, de 22 anos. Os outros concorrentes são três paulistas: as sopranos Camila Titinger e Lilian Giovanini e o violinista Wellington Rebouças.

Enlatados  Mariana Peixoto - mariana.peixoto@uai.com.br
Tudo de uma vez

A Netflix anunciou a data que os fãs de House of cards tanto esperavam. Os 13 episódios da segunda temporada da série sobre os bastidores da política norte-americana serão lançados em 14 de fevereiro. Com três Emmys (Elenco, Direção e Fotografia), a produção estrelada por Kevin Spacey
e Robin Wright vai trazer o casal central novamente chantageando todos para chegar ao poder. Carl Franklin (Homeland), James Foley (Glengarry Glen Ross), John David Coles (Justified), Jodie Foster e Robin Wright dirigiram os episódios.

Gelada –Na sexta-feira, chega ao Netflix a segunda temporada da série Lilyhammer, outra produção original do site de streaming. Estrelada por Steven Van Zandt (ator e guitarrista da E Street Band, o grupo de Bruce Springsteen), ela acompanha a trajetória do ex-mafioso Frank Tagliano, que entra no serviço de proteção a testemunhas e troca os Estados Unidos por uma cidadezinha gelada na Noruega.

Reality –A cantora de r&b Ashanti participa do episódio de terça-feira de Law & order: SVU, às 23h, no Universal. Também marcam presença três ex-integrantes de reality shows: Carly Rose Sonendar, que foi segundo colocada no The X factor de 2012; Taylor Hicks, vencedor do American idol de 2006; e Clay Aiken, participante do AI, de 2003. O episódio envolve um caso de abuso de um garoto de quatro anos.

Maratona –O canal +Globosat exibe a partir de amanhã, à meia-noite, a quarta e quinta temporadas de Mistérios do detetive Murdoch. O personagem-título desvenda crimes na Toronto do fim do século 19. Os episódios serão exibidos em sequência até 4 de janeiro.

Repercussão –The blacklist, que o Sony está exibindo desde outubro, teve sua segunda temporada confirmada. E olhe que somente oito dos 22 episódios do primeiro ano foram exibidos nos EUA – no Brasil, a série está uma semana atrasada. A produção estrelada por James Space totalizou 16,9 milhões de espectadores no exterior. É a primeira das novas séries a ser reconfirmada.