Zero Hora 25/06/2014
Esta crônica poderia se chamar “O dia em que senti saudades do Galvão
Bueno”, não fosse um título extenso e provocativo. Mas a verdade é que
senti mesmo saudades do Galvão na quarta passada, dentro do Beira-Rio,
onde assisti ao jogo entre Holanda e Austrália, em que cinco gols tão
bonitos quanto discretos aconteceram. Discretos, sim. Você logo
entenderá por quê.
Fazia tempo que eu não sentia a alta voltagem de um estádio lotado.
Poucas coisas me parecem tão vibrantes quanto juntar-se a uma massa que
tem o mesmo objetivo. Naquele dia, o objetivo era a celebração de uma
festa mundial. Uma tarde ensolarada, reunindo pessoas de nacionalidades
distintas, todas exalando uma energia pulsante durante os 90 minutos de
bola rolando. Foi graças às reações daquele mundaréu de torcedores
alegres e excitados que eu intuía o que acontecia em campo – já que não
havia um narrador.
Quando era assídua frequentadora do Beira-Rio, nos anos 70, sempre
tinha alguém por perto com um radinho de pilha em cima do ombro. Eram
tantos os radinhos, e tão ao lado, que era impossível não ouvir a
narração entusiasmada do repórter. Logo, havia total sincronia entre o
que eu enxergava e escutava. Benditos radinhos.
Dessa vez, nada de radinho. Como eu estava atrás de uma das
goleiras, não enxergava direito o que acontecia na pequena área do outro
lado do campo (eu sei, pra isso existe telão, mas, se é pra ver no
telão, fico em casa). Havia sido gol? Foi anulado? Onde está o juiz?
Minha reação vinha três segundos atrasada, como os delays da tevê. Qual o
nome daquele jogador careca? Ele colocou a mão na bola? E aquele caído
lá no meio do campo? Por que está sendo retirado de maca? Foi grave?
Alguém pelamordedeus pode me dizer o que está acontecendo na minha frente?
Detonar Galvão Bueno é o segundo esporte mais popular do país, mas,
dessa vez, em plena Copa, assistindo in loco a uma partida
disputadíssima, me fizeram falta seus comentários, não importa se
furados, xaropes, ufanistas. Ao menos, com a ajuda de um narrador – de
qualquer emissora, aliás –, consigo manter atenção plena, fico sabendo o
retrospecto dos atletas, entendo a razão de terem substituído fulano ou
de terem expulso sicrano, sou gentilmente informada sobre em que pé
estão as coisas – inclusive em que pé está a bola. Sem o narrador, minha
atenção dispersa, olho para os lados, admiro os rostos pintados, vejo o
pipoqueiro procurando troco, me distraio com as conversas paralelas e
com os chutes – nossos: olha lá, vai ser gol. Entrou ou não entrou? Deve
ter entrado, o estádio se levantou. Entrou nada, o juiz marcou pênalti.
Do que se conclui: quem não tem ingresso, conforme-se. Na televisão,
ao menos existe narrador. Gostando ou não do sujeito, um grito de gol
bem berrado em nosso ouvido compensa não estar lá.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
TeVê
TV paga
Estado de Minas: 26/06/2014
Saudades de Chucky?
Você achou que estava livre de Chucky? Pois o boneco assassino voltou com tudo. Ano passado mesmo ele reapareceu em A maldição de Chucky (foto), filme que o Telecine Pipoca exibe hoje, às 22h. Na trama, uma garotinha ganha de presente um simpático boneco, que logo começa a revelar suas reais intenções. Para quem curte, é um prato cheio!
Muitas alternativas
no pacote de filmes
Agora falando sério, um dos destaques de hoje no pacotão de cinema é o clássico Desejo atroz, de Douglas Sirk, com Barbara Stanwyck no papel principal, às 22h, na Cultura. No mesmo horário, o assinante tem mais oito boas opções: Jack – O caçador de gigantes, na HBO 2; De volta à realidade, no Max; Nos braços do crime, no Max Prime; Abraços partidos, no Telecine Cult; O homem da máfia, no Telecine Action; Turistas, no MGM; Casa comigo?, no Studio Universal; e Tudo acontece em Nova York, no Glitz. Outras atrações da programação: Macunaíma, às 21h30, no Arte 1; e Thor, às 22h30, no FX.
Descubra como a
malandragem atua
Dividida em seis episódios com uma hora de duração, a série Impostores estreia hoje, às 21h, no canal ID, relatando casos reais de vigaristas que se tornaram famosos por golpes que aplicaram. Depoimentos de investigadores, vítimas e conhecidos dão a dimensão da audácia desses criminosos, que viveram a ilusão da impunidade e se tornaram manchetes de jornais.
O futebol continua
em alta na telinha
No Futura, às 14h35, o Sala de notícias apresenta o documentário A véspera – A Copa no quintal, de Veerle Denissen, sobre os moradores do Bairro de Itaquera, onde foi construído o estádio do Corínthians. No mesmo canal, às 20h, “O poeta americano” é o episódio da série Cores do futebol. E no Canal Brasil, às 22h, vai ao ar o documentário Bahêa minha vida – O filme, de Márcio Cavalcante.
Não é aconselhável
brincar com as feras
O NatGeo reservou para hoje dois documentários que mostram encontros quase fatais de seres humanos com animais selvagens: Hipopótamos agressivos, às 20h45, e Nas garras do tigre-de-bengala, às 21h35.
Conheça a terra natal
do compositor Verdi
A região de Parma, a bela terra natal do compositor de óperas italiano Giuseppe Verdi, é explorada em Verdi: jardim secreto, que o Film&Arts exibe às 21h. Da pequena vila de Le Roncole, onde Verdi nasceu em outubro de 1813, à fazenda à qual o músico sempre retornava e onde passou a maior parte de sua vida., a produção ressalta o modo simples da região e faz o paralelo entre o Verdi como camponês e o artista, o maior compositor nacionalista da Itália e uma das maiores estrelas de ópera do mundo.
CARAS & BOCAS » Os reféns
Simone Castro
Estado de Minas: 26/06/2014
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Saudades de Chucky?
Você achou que estava livre de Chucky? Pois o boneco assassino voltou com tudo. Ano passado mesmo ele reapareceu em A maldição de Chucky (foto), filme que o Telecine Pipoca exibe hoje, às 22h. Na trama, uma garotinha ganha de presente um simpático boneco, que logo começa a revelar suas reais intenções. Para quem curte, é um prato cheio!
Muitas alternativas
no pacote de filmes
Agora falando sério, um dos destaques de hoje no pacotão de cinema é o clássico Desejo atroz, de Douglas Sirk, com Barbara Stanwyck no papel principal, às 22h, na Cultura. No mesmo horário, o assinante tem mais oito boas opções: Jack – O caçador de gigantes, na HBO 2; De volta à realidade, no Max; Nos braços do crime, no Max Prime; Abraços partidos, no Telecine Cult; O homem da máfia, no Telecine Action; Turistas, no MGM; Casa comigo?, no Studio Universal; e Tudo acontece em Nova York, no Glitz. Outras atrações da programação: Macunaíma, às 21h30, no Arte 1; e Thor, às 22h30, no FX.
Descubra como a
malandragem atua
Dividida em seis episódios com uma hora de duração, a série Impostores estreia hoje, às 21h, no canal ID, relatando casos reais de vigaristas que se tornaram famosos por golpes que aplicaram. Depoimentos de investigadores, vítimas e conhecidos dão a dimensão da audácia desses criminosos, que viveram a ilusão da impunidade e se tornaram manchetes de jornais.
O futebol continua
em alta na telinha
No Futura, às 14h35, o Sala de notícias apresenta o documentário A véspera – A Copa no quintal, de Veerle Denissen, sobre os moradores do Bairro de Itaquera, onde foi construído o estádio do Corínthians. No mesmo canal, às 20h, “O poeta americano” é o episódio da série Cores do futebol. E no Canal Brasil, às 22h, vai ao ar o documentário Bahêa minha vida – O filme, de Márcio Cavalcante.
Não é aconselhável
brincar com as feras
O NatGeo reservou para hoje dois documentários que mostram encontros quase fatais de seres humanos com animais selvagens: Hipopótamos agressivos, às 20h45, e Nas garras do tigre-de-bengala, às 21h35.
Conheça a terra natal
do compositor Verdi
A região de Parma, a bela terra natal do compositor de óperas italiano Giuseppe Verdi, é explorada em Verdi: jardim secreto, que o Film&Arts exibe às 21h. Da pequena vila de Le Roncole, onde Verdi nasceu em outubro de 1813, à fazenda à qual o músico sempre retornava e onde passou a maior parte de sua vida., a produção ressalta o modo simples da região e faz o paralelo entre o Verdi como camponês e o artista, o maior compositor nacionalista da Itália e uma das maiores estrelas de ópera do mundo.
CARAS & BOCAS » Os reféns
Simone Castro
| Thaís (Bárbara Paz), Douglas (Marcelo Serrado) e André (Cauã Reymond) ficam na mira de criminosos |
Nesta
sexta-feira, em episódio de O caçador (Globo), André (Cauã Reymond)
viverá situação inédita. O ex-policial, que caça vítimas e criminosos,
será feito refém, juntamente com outras pessoas que estarão em um
restaurante italiano. Entre elas, Thaís e Douglas, personagens dos
atores convidados Bárbara Paz e Marcelo Serrado. Na trama, um grupo de
homens armados invade e toma de assalto o local, dominando a situação em
segundos. Depois de roubar os clientes, eles pedem a todos que sigam
para um quarto nos fundos do restaurante, um cômodo apertado e sem
janelas. Todos se espremem em um cubículo, onde a sensação de
claustrofobia também jogará contra os reféns. O cativeiro inesperado
deixa todos nervosos, pois não entendem o motivo de estar ali. Um dos
prisioneiros questiona a ação dos bandidos. É quando um dos assaltantes
afirma que o “chefe” está interessado em apenas um deles. Enquanto estão
reféns, eles se apresentam, contam suas histórias e tentam descobrir
quem pode estar na mira. No final, acabam descobrindo que todos têm um
motivo para ser alvo de alguém. E aí, como será que André, o caçador,
sairá desta?
MANIFESTANTES NAS RUAS
CONTRA A COPA DE NOVO
O Jornal da Alterosa – 1ª edição vai mostrar hoje os preparativos para o dia de manifestações contra a Copa do Mundo. De um lado os movimentos populares; de outro, a Polícia Militar. A expectativa é de que tudo transcorra sem incidentes, sem atos de violência e vandalismo. Até porque, a Justiça está acompanhando der perto dodos os lances. A Seleção Brasileira joga sábado, no Mineirão, contra o Chile, pelas oitavas de final do Mundial. Confira às 12h40, logo depois do Alterosa esporte.
MEU PEDACINHO DE CHÃO
GANHA APELIDO DEBOCHADO
A novela Meu pedacinho de chão (Globo), remake de Benedito Ruy Barbosa e direção de Luiz Fernando Carvalho, registra a pior audiência de uma novela das 18h, segundo o site Notícias da TV. No dia 19 de junho, por exemplo, marcou 17,7 pontos, quando foi ao ar o capítulo 60. Duas tramas anteriores, Joia rara e Flor do Caribe, a título de comparação, registraram, respectivamente, 18,4 e 21,2 pontos. A de maior audiência até os 60 capítulos é Cordel encantado, com 25,9 pontos. Por conta da baixa audiência, a história, ainda de acordo com o site, já teria se tornado a nova piada da emissora e ganhado apelidos debochados, como “Meu ibopinho no chão”. A novela vai terminar em agosto.
VILÃOZINHO CONSEGUE
ASSUSTAR GENTE GRANDE
Jorge (Léo Belmonte), vilão de Patrulha salvadora, tentará recapturar Adriano (Konstantino Atanassopulos), que fugiu do galpão. No episódio que vai ao ar sábado, às 20h30, no SBT/Alterosa, ele também fará prisioneiros novamente a delegada Olívia (Noemi Gerbelli), a investigadora Matilde (Ilana Kaplan) e o carcereiro Jurandir (Carlinhos Aguiar) do Extratogésimo Sexto Distrito Policial. O vilãozinho se sentirá mais livre para tentar atacar a Patrulha, que agora é a única esperança de salvação da cidade de Kauzópolis. Como se não bastasse, Jorge se junta a “Orgulho” e se torna o destruidor “Jorgulho”.
ASSÉDIO BOMBA!
O bronco e machão Jairo, personagem de Em família (Globo), pode até irritar a mulherada em cena, mas fora da ficção, seu intérprete, Marcello Melo Jr, está batendo um bolão! O próprio ator confirma à edição da revista Contigo! desta semana que o assédio aumentou. “A mulherada, mesmo aqui do Vidigal, cai mais em cima quando vê a gente na TV. Carol já conhece bastante esse universo, a gente conversa, ela comenta, critica as cenas que faço”, conta o ator referindo-se à namorada, Caroline Alves. Junto há dois anos, o casal divide o mesmo apartamento. “A gente está começando a criar essa relação de casal, de morar junto, inclusive. Ela já entendeu mesmo como funciona a minha vida”, garantiu. Esta semana, na participação no programa Encontro com Fátima Bernardes (Globo), Marcello revelou o perfil das mulheres que o abordam nas ruas: “As senhoras de idade. Teve uma senhora de 80 anos que disse ‘se o Jairo me agarra como você agarra a Juliana (Vanessa Gerbelli) eu me casava com ele’”.
VIVA
Marília Pêra sempre maravilhosa. Foi uma rápida aparição no final do episódio de Pé na cova (Globo) anteontem, mas o retorno de Darlene, com copo e tudo na mão, já mostrou que ela voltou com tudo!
VAIA
Nada a ver Jorge (Fábio Assunção) e Flavinha (Fernanda Freitas) em Tapas & beijos (Globo). O casal não tem química e a trama da mulher do Djalma (Otávio Müller) na boate já deu o que tinha que dar.
MANIFESTANTES NAS RUAS
CONTRA A COPA DE NOVO
O Jornal da Alterosa – 1ª edição vai mostrar hoje os preparativos para o dia de manifestações contra a Copa do Mundo. De um lado os movimentos populares; de outro, a Polícia Militar. A expectativa é de que tudo transcorra sem incidentes, sem atos de violência e vandalismo. Até porque, a Justiça está acompanhando der perto dodos os lances. A Seleção Brasileira joga sábado, no Mineirão, contra o Chile, pelas oitavas de final do Mundial. Confira às 12h40, logo depois do Alterosa esporte.
MEU PEDACINHO DE CHÃO
GANHA APELIDO DEBOCHADO
A novela Meu pedacinho de chão (Globo), remake de Benedito Ruy Barbosa e direção de Luiz Fernando Carvalho, registra a pior audiência de uma novela das 18h, segundo o site Notícias da TV. No dia 19 de junho, por exemplo, marcou 17,7 pontos, quando foi ao ar o capítulo 60. Duas tramas anteriores, Joia rara e Flor do Caribe, a título de comparação, registraram, respectivamente, 18,4 e 21,2 pontos. A de maior audiência até os 60 capítulos é Cordel encantado, com 25,9 pontos. Por conta da baixa audiência, a história, ainda de acordo com o site, já teria se tornado a nova piada da emissora e ganhado apelidos debochados, como “Meu ibopinho no chão”. A novela vai terminar em agosto.
VILÃOZINHO CONSEGUE
ASSUSTAR GENTE GRANDE
Jorge (Léo Belmonte), vilão de Patrulha salvadora, tentará recapturar Adriano (Konstantino Atanassopulos), que fugiu do galpão. No episódio que vai ao ar sábado, às 20h30, no SBT/Alterosa, ele também fará prisioneiros novamente a delegada Olívia (Noemi Gerbelli), a investigadora Matilde (Ilana Kaplan) e o carcereiro Jurandir (Carlinhos Aguiar) do Extratogésimo Sexto Distrito Policial. O vilãozinho se sentirá mais livre para tentar atacar a Patrulha, que agora é a única esperança de salvação da cidade de Kauzópolis. Como se não bastasse, Jorge se junta a “Orgulho” e se torna o destruidor “Jorgulho”.
ASSÉDIO BOMBA!
O bronco e machão Jairo, personagem de Em família (Globo), pode até irritar a mulherada em cena, mas fora da ficção, seu intérprete, Marcello Melo Jr, está batendo um bolão! O próprio ator confirma à edição da revista Contigo! desta semana que o assédio aumentou. “A mulherada, mesmo aqui do Vidigal, cai mais em cima quando vê a gente na TV. Carol já conhece bastante esse universo, a gente conversa, ela comenta, critica as cenas que faço”, conta o ator referindo-se à namorada, Caroline Alves. Junto há dois anos, o casal divide o mesmo apartamento. “A gente está começando a criar essa relação de casal, de morar junto, inclusive. Ela já entendeu mesmo como funciona a minha vida”, garantiu. Esta semana, na participação no programa Encontro com Fátima Bernardes (Globo), Marcello revelou o perfil das mulheres que o abordam nas ruas: “As senhoras de idade. Teve uma senhora de 80 anos que disse ‘se o Jairo me agarra como você agarra a Juliana (Vanessa Gerbelli) eu me casava com ele’”.
VIVA
Marília Pêra sempre maravilhosa. Foi uma rápida aparição no final do episódio de Pé na cova (Globo) anteontem, mas o retorno de Darlene, com copo e tudo na mão, já mostrou que ela voltou com tudo!
VAIA
Nada a ver Jorge (Fábio Assunção) e Flavinha (Fernanda Freitas) em Tapas & beijos (Globo). O casal não tem química e a trama da mulher do Djalma (Otávio Müller) na boate já deu o que tinha que dar.
Amazônia, coprodução entre Brasil e França, estreia hoje em 200 salas
História animal
Amazônia, coprodução entre Brasil e França, estreia hoje em 200 salas. Já vendido para 65 países, filme narra a história de um macaco-prego em meio a cenas documentais
Mariana Peixoto
Estado de Minas: 26/06/2014
Animal domesticado criado no Rio de Janeiro vai parar na floresta amazônica e, sozinho depois de um acidente aéreo, tenta sobreviver. Não fosse o fato de ele estar sem companhia, tal sinopse cairia à perfeição com a de Rio 2, sequência da animação sobre a ararinha-azul Blu. Nesse ponto, Amazônia, que estreia hoje em 200 salas no país, é muito semelhante ao filme de Carlos Saldanha. Mas somente aí, pois em todo o restante, o longa-metragem dirigido pelo francês Thierry Ragobert (do documentário O planeta branco, panorama sobre as mudanças no Ártico) é singular. Maior coprodução já realizada no país – o filme franco-brasileiro custou R$ 26 milhões –, foi filmada em 3D durante três anos na Amazônia. Noventa e nove por cento das cenas foram realizadas com animais da floresta. Seu protagonista é um macaco-prego, que na versão nacional ganhou o nome de Castanha.
Já vendido para 65 países, Amazônia participou dos festivais de Veneza (onde levou o prêmio WWF de ambiente) e Toronto. Estreou na França no fim de 2013. Agora, além do Brasil, está chegando à Itália e à Alemanha. Cada um, por sinal, traz a sua própria visão da trajetória do macaquinho. Na brasileira, a narração coube ao ator Lúcio Mauro Filho, que encarna a persona de Castanha de uma maneira própria para atingir o público infantil. Por outro lado, na França não houve narração, fazendo com que a produção tivesse um viés mais contemplativo.
“Fizemos um acordo muito legal com os franceses, de que trabalharíamos a quatro mãos também criativamente. O diretor é francês, mas o roteirista é o Luiz Bolognesi (que dirigiu a recente animação Uma história de amor e fúria), que trouxe toda a ficção do filme. O que diferencia Amazônia de um documentário é que, além de acompanhar a trajetória do macaco, nos emocionamos e divertimos com ele”, afirma Fabiano Gullane, da Gullane, produtora brasileira que se uniu à francesa Biloba Films para o projeto.
Desde pequeno vivendo com uma garotinha do Rio, Castanha é vendido para um circo de Manaus. Mas na chegada à floresta o avião em que estava cai. Único sobrevivente do acidente aéreo, ele tem que se virar num ambiente, à primeira vista, hostil. Além de ter que encontrar um lugar para viver e se alimentar, ele ainda procura companheiros, principalmente uma fêmea, já que está na época da reprodução. Com esse mote – e imagens que saltam aos olhos, sejam as aéreas da floresta e do rio, ou os closes de animais de pequeno e grande portes –, a narrativa de ficção com imagens reais consegue segurar a atenção pela dramaturgia, ainda que com um tom bastante infantil. Araquém Alcântara, especialista em fotografia de natureza e um dos nomes que mais registrou a Amazônia, atuou como consultor da produção.
Bolognesi escreveu o roteiro, as falas de Castanha foram criadas por José Roberto Torero. “Tinha que fazer um roteiro que fosse tanto crível quanto filmável. Pesquisei muito sobre o comportamento dos animais, tanto que a dramaturgia respeita o comportamento deles. Por exemplo, todo bando de macacos tem um macho alfa, que expulsa os mais jovens quando eles entram na maturidade sexual”, comenta Bolognesi. Em Amazônia, Castanha cai de amores pela macaquinha Gaia, que ganhou a voz da atriz Isabelle Drummond. Logicamente, ele sofre para poder ficar com a parceira, já que no bando dela um macaco veterano, chamado por ele de Cabeça Preta, impede qualquer aproximação.
Para além do lado mais científico da vida animal, Bolognesi também foi atrás de relatos folclóricos. “Conversei com muitos caboclos e, na visão deles, o macaco é um bicho muito importante. Mesmo não sendo o mais forte, ele tem prestígio, porque engana todo mundo.” Há uma cena, em que Castanha passa a perna numa onça, que foi inspirada em depoimentos de moradores da floresta.
Na árvore
Filmar na Amazônia já é complicado. Fazer um filme em 3D e somente com animais, mais ainda. O longa-metragem demandou sete longos meses de produção. Somente para as filmagens, foram três. “(No filme) o macaco passa um ano inteiro na Amazônia. Então, precisávamos ter um momento de seca, outro de cheia”, explica Fabiano Gullane. Dessa maneira, em 2011 foram filmadas as imagens de seca, mais dentro da floresta. Para o segundo ano foram reservadas as cenas fluviais. Para tal, houve equipes filmando ao longo do eixo Manaus/São Gabriel da Cachoeira (no extremo Noroeste do Brasil) em três barcos que percorreram o Rio Negro. Já no ano passado, foram realizadas as imagens aéreas.
Para as filmagens, equipes diferentes trabalhavam. Uma mais dedicada aos planos longos, que utilizou equipamentos pesados, e uma segunda, com equipamento mais simplificado, que tinha um olhar mais documental. “Eram aqueles que dormiam em cima de árvore durante cinco dias. A gente os deixava num ponto da floresta e os buscava em outro”, relembra Gullane. A maior parte dos animais que enche a tela vive na floresta e foi filmada em observação. A exceção foram os macacos. Castanha foi “interpretado” por quatro espécimes de macaco-prego, todos vindos de universidades de Belém e Manaus. É fácil reconhecer o personagem em cena, já que, como vem de cativeiro, carrega uma coleira vermelha. “O roteiro final é muito parecido com o filme, mas foram raros os dias em que a programação de filmagem ocorreu como imaginamos”, completa Gullane.
Números de Amazônia
3
anos de filmagem
45
toneladas de equipamentos
R$ 26
milhões de custo
200
pessoas na equipe
150
macacos foram testados
100
espécies de animais estão no filme
Amazônia, coprodução entre Brasil e França, estreia hoje em 200 salas. Já vendido para 65 países, filme narra a história de um macaco-prego em meio a cenas documentais
Mariana Peixoto
Estado de Minas: 26/06/2014
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| O filme "Amazônia" narra a aventura de Castanha, um macaco prego domesticado criado no Rio e vai parar na floresta amazônica e, sozinho depois de um acidente aéreo, tenta sobreviver |
| Franco-brasileiro, o filme custou R$ 26 milhões %u2013, foi filmada em 3D durante três anos na Amazônia |
| O fotógrafo Araquém Alcântara, um dos produtores do filme, e ajudou a registrar o visual da região, habitada por macacos, onças e botos |
Animal domesticado criado no Rio de Janeiro vai parar na floresta amazônica e, sozinho depois de um acidente aéreo, tenta sobreviver. Não fosse o fato de ele estar sem companhia, tal sinopse cairia à perfeição com a de Rio 2, sequência da animação sobre a ararinha-azul Blu. Nesse ponto, Amazônia, que estreia hoje em 200 salas no país, é muito semelhante ao filme de Carlos Saldanha. Mas somente aí, pois em todo o restante, o longa-metragem dirigido pelo francês Thierry Ragobert (do documentário O planeta branco, panorama sobre as mudanças no Ártico) é singular. Maior coprodução já realizada no país – o filme franco-brasileiro custou R$ 26 milhões –, foi filmada em 3D durante três anos na Amazônia. Noventa e nove por cento das cenas foram realizadas com animais da floresta. Seu protagonista é um macaco-prego, que na versão nacional ganhou o nome de Castanha.
Já vendido para 65 países, Amazônia participou dos festivais de Veneza (onde levou o prêmio WWF de ambiente) e Toronto. Estreou na França no fim de 2013. Agora, além do Brasil, está chegando à Itália e à Alemanha. Cada um, por sinal, traz a sua própria visão da trajetória do macaquinho. Na brasileira, a narração coube ao ator Lúcio Mauro Filho, que encarna a persona de Castanha de uma maneira própria para atingir o público infantil. Por outro lado, na França não houve narração, fazendo com que a produção tivesse um viés mais contemplativo.
“Fizemos um acordo muito legal com os franceses, de que trabalharíamos a quatro mãos também criativamente. O diretor é francês, mas o roteirista é o Luiz Bolognesi (que dirigiu a recente animação Uma história de amor e fúria), que trouxe toda a ficção do filme. O que diferencia Amazônia de um documentário é que, além de acompanhar a trajetória do macaco, nos emocionamos e divertimos com ele”, afirma Fabiano Gullane, da Gullane, produtora brasileira que se uniu à francesa Biloba Films para o projeto.
Desde pequeno vivendo com uma garotinha do Rio, Castanha é vendido para um circo de Manaus. Mas na chegada à floresta o avião em que estava cai. Único sobrevivente do acidente aéreo, ele tem que se virar num ambiente, à primeira vista, hostil. Além de ter que encontrar um lugar para viver e se alimentar, ele ainda procura companheiros, principalmente uma fêmea, já que está na época da reprodução. Com esse mote – e imagens que saltam aos olhos, sejam as aéreas da floresta e do rio, ou os closes de animais de pequeno e grande portes –, a narrativa de ficção com imagens reais consegue segurar a atenção pela dramaturgia, ainda que com um tom bastante infantil. Araquém Alcântara, especialista em fotografia de natureza e um dos nomes que mais registrou a Amazônia, atuou como consultor da produção.
Bolognesi escreveu o roteiro, as falas de Castanha foram criadas por José Roberto Torero. “Tinha que fazer um roteiro que fosse tanto crível quanto filmável. Pesquisei muito sobre o comportamento dos animais, tanto que a dramaturgia respeita o comportamento deles. Por exemplo, todo bando de macacos tem um macho alfa, que expulsa os mais jovens quando eles entram na maturidade sexual”, comenta Bolognesi. Em Amazônia, Castanha cai de amores pela macaquinha Gaia, que ganhou a voz da atriz Isabelle Drummond. Logicamente, ele sofre para poder ficar com a parceira, já que no bando dela um macaco veterano, chamado por ele de Cabeça Preta, impede qualquer aproximação.
Para além do lado mais científico da vida animal, Bolognesi também foi atrás de relatos folclóricos. “Conversei com muitos caboclos e, na visão deles, o macaco é um bicho muito importante. Mesmo não sendo o mais forte, ele tem prestígio, porque engana todo mundo.” Há uma cena, em que Castanha passa a perna numa onça, que foi inspirada em depoimentos de moradores da floresta.
Na árvore
Filmar na Amazônia já é complicado. Fazer um filme em 3D e somente com animais, mais ainda. O longa-metragem demandou sete longos meses de produção. Somente para as filmagens, foram três. “(No filme) o macaco passa um ano inteiro na Amazônia. Então, precisávamos ter um momento de seca, outro de cheia”, explica Fabiano Gullane. Dessa maneira, em 2011 foram filmadas as imagens de seca, mais dentro da floresta. Para o segundo ano foram reservadas as cenas fluviais. Para tal, houve equipes filmando ao longo do eixo Manaus/São Gabriel da Cachoeira (no extremo Noroeste do Brasil) em três barcos que percorreram o Rio Negro. Já no ano passado, foram realizadas as imagens aéreas.
Para as filmagens, equipes diferentes trabalhavam. Uma mais dedicada aos planos longos, que utilizou equipamentos pesados, e uma segunda, com equipamento mais simplificado, que tinha um olhar mais documental. “Eram aqueles que dormiam em cima de árvore durante cinco dias. A gente os deixava num ponto da floresta e os buscava em outro”, relembra Gullane. A maior parte dos animais que enche a tela vive na floresta e foi filmada em observação. A exceção foram os macacos. Castanha foi “interpretado” por quatro espécimes de macaco-prego, todos vindos de universidades de Belém e Manaus. É fácil reconhecer o personagem em cena, já que, como vem de cativeiro, carrega uma coleira vermelha. “O roteiro final é muito parecido com o filme, mas foram raros os dias em que a programação de filmagem ocorreu como imaginamos”, completa Gullane.
Números de Amazônia
3
anos de filmagem
45
toneladas de equipamentos
R$ 26
milhões de custo
200
pessoas na equipe
150
macacos foram testados
100
espécies de animais estão no filme
O feio morreu - Cinema perde Eli Wallach
Cinema perde Eli Wallach, de 98 anos,
ator norte-americano que fez mais de 150 papéis, atuou até os 90 e se
tornou conhecido pelo western spaghetti Três homens em conflito, de
Sergio Leone
Estado de Minas: 26/06/2014
Hollywood
perdeu uma de suas maiores estrelas. Eli Walach morreu aos 98 anos,
como informou sua filha Katherine Wallach ao jornal The New York Times.
As causas da morte ainda não são conhecidas. Norte-americano de origem
judaica, o veterano Eli Walach ficou famoso pela atuação no western
spaghetti italiano Três homens em conflito (The good, the bad and the
ugly, 1966), último filme da trilogia dos dólares de Sergio Leone e
apontado pela crítica e pelos fãs como um dos melhores westerns de toda a
história do cinema.
No filme, considerado o primeiro do gênero, Wallach interpretou o bandido mexicano Tuco, que acompanhava Clint Eastwood e Lee van Cleef. Os três pistoleiros competem para descobrir uma fortuna em ouro confederado enterrada. Tudo em meio ao violento caos de tiroteios, enforcamentos, batalhas da Guerra Civil americana e campos de prisioneiros.
Um dos mais produtivos atores de todos os tempos, Eli Wallach atuou em mais de 150 papéis, tanto no cinema como em séries televisivas, e trabalhou ao lado de estrelas como Francis Ford Coppola, Michael Douglas, John Ford, Clark Gable, John Huston, Sergio Leone, Marilyn Monroe, Al Pacino, Gregory Peck e Kate Winslet, além do já citado Clint.
O ator nunca foi indicado ao Oscar, mas, em 2010, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas concedeu a ele um prêmio honorário. E o definiu como "um verdadeiro camaleão, que podia encarnar um espectro de personagens sem qualquer tipo de esforço, sem esquecer de deixar sua inimitável marca em cada um deles". As últimas aparições do ator foram em 2010, nos filmes Wall Street: o dinheiro nunca dorme e O amor não tira férias.
A carreira Nascido no Brooklyn em 1915, Wallach também teve uma sólida carreira no teatro e na televisão. Casado e com três filhos, estreou como ator de teatro antes de entrar, em 1948, para o respeitado Actors Studio. Em 1950, ganhou um Tony, o Oscar do teatro, por seu papel em A rosa tatuada, de Tennessee Williams, no qual interpretou um motorista de caminhão que conquista uma viúva italiana. A atriz que contracenou com ele, Maureen Stapleton, também ganhou um Tony por seu papel.
Com mais de 40 anos, Eli Wallach estreou no cinema, em 1956, com Boneca de carne, sob direção de Elia Kazan. Atuou no clássico Sete homens e um destino, de John Sturges (1960), junto a grandes figuras como Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson, James Cobourn e Robert Vaughn. Também participou de Os desajustados, de John Huston (1961), junto com Clark Gable e Marilyn Monroe; Lord Jim, de Richard Brooks (1965), ao lado de Peter O’Toole; e em Como roubar um milhão de dólares, de William Wyller (1966), com Audrey Hepburn e novamente Peter O’Toole.
Mas foi seu papel de Tuco, um bandido com a cabeça a prêmio, cúmplice de Blondie (Clint Eastwood) e Angel Eyes (Lee van Cleef) em Três homens em conflito que ele conquistou a fama mundial. A trama ocorre durante a Guerra de Secessão dos Estados Unidos, e os protagonistas (Blondie é o bom, Angel Eyes é o mau, e Tuco o feio, do título original) são, respectivamente, um caçador de recompensas, um assassino disfarçado de sargento do Norte e um ladrão que busca um tesouro em moedas de ouro que nenhum deles pode encontrar sem a ajuda do outro, por isso, ao menos aparentemente, colaboraram entre si.
Lançado em 1966, Três homens em conflito é a terceira parte da trilogia do dólar, do diretor italiano Sergio Leone, que já havia reunido Eastwood con Lee van Cleef em Por um punhado de dólares a mais (1965) e com Gian Maria Volonte em Por um punhado de dólares (1964). Os três filmes com a trilha sonora magistral de Enio Morricone. Do filme de 1966, atualmente estão vivos Eastwood e Morricone. De Sete homens e um destino, o único sobrevivente é Robert Vaughn, de 81 anos.
Wallach também atuou em O poderoso chefão 3, de Francis Ford Coppola (1990), onde encarnou Joe Altobello. Ele atuou também em um dos grandes sucessos do cinema francês, O cérebro (1969), de Gérard Oury, com Jean-Paul Belmondo, Bourvil e David Niven.
Estado de Minas: 26/06/2014
| Wallach ganhou fama interpretando o bandido mexicano Tuco |
No filme, considerado o primeiro do gênero, Wallach interpretou o bandido mexicano Tuco, que acompanhava Clint Eastwood e Lee van Cleef. Os três pistoleiros competem para descobrir uma fortuna em ouro confederado enterrada. Tudo em meio ao violento caos de tiroteios, enforcamentos, batalhas da Guerra Civil americana e campos de prisioneiros.
Um dos mais produtivos atores de todos os tempos, Eli Wallach atuou em mais de 150 papéis, tanto no cinema como em séries televisivas, e trabalhou ao lado de estrelas como Francis Ford Coppola, Michael Douglas, John Ford, Clark Gable, John Huston, Sergio Leone, Marilyn Monroe, Al Pacino, Gregory Peck e Kate Winslet, além do já citado Clint.
O ator nunca foi indicado ao Oscar, mas, em 2010, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas concedeu a ele um prêmio honorário. E o definiu como "um verdadeiro camaleão, que podia encarnar um espectro de personagens sem qualquer tipo de esforço, sem esquecer de deixar sua inimitável marca em cada um deles". As últimas aparições do ator foram em 2010, nos filmes Wall Street: o dinheiro nunca dorme e O amor não tira férias.
A carreira Nascido no Brooklyn em 1915, Wallach também teve uma sólida carreira no teatro e na televisão. Casado e com três filhos, estreou como ator de teatro antes de entrar, em 1948, para o respeitado Actors Studio. Em 1950, ganhou um Tony, o Oscar do teatro, por seu papel em A rosa tatuada, de Tennessee Williams, no qual interpretou um motorista de caminhão que conquista uma viúva italiana. A atriz que contracenou com ele, Maureen Stapleton, também ganhou um Tony por seu papel.
Com mais de 40 anos, Eli Wallach estreou no cinema, em 1956, com Boneca de carne, sob direção de Elia Kazan. Atuou no clássico Sete homens e um destino, de John Sturges (1960), junto a grandes figuras como Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson, James Cobourn e Robert Vaughn. Também participou de Os desajustados, de John Huston (1961), junto com Clark Gable e Marilyn Monroe; Lord Jim, de Richard Brooks (1965), ao lado de Peter O’Toole; e em Como roubar um milhão de dólares, de William Wyller (1966), com Audrey Hepburn e novamente Peter O’Toole.
Mas foi seu papel de Tuco, um bandido com a cabeça a prêmio, cúmplice de Blondie (Clint Eastwood) e Angel Eyes (Lee van Cleef) em Três homens em conflito que ele conquistou a fama mundial. A trama ocorre durante a Guerra de Secessão dos Estados Unidos, e os protagonistas (Blondie é o bom, Angel Eyes é o mau, e Tuco o feio, do título original) são, respectivamente, um caçador de recompensas, um assassino disfarçado de sargento do Norte e um ladrão que busca um tesouro em moedas de ouro que nenhum deles pode encontrar sem a ajuda do outro, por isso, ao menos aparentemente, colaboraram entre si.
Lançado em 1966, Três homens em conflito é a terceira parte da trilogia do dólar, do diretor italiano Sergio Leone, que já havia reunido Eastwood con Lee van Cleef em Por um punhado de dólares a mais (1965) e com Gian Maria Volonte em Por um punhado de dólares (1964). Os três filmes com a trilha sonora magistral de Enio Morricone. Do filme de 1966, atualmente estão vivos Eastwood e Morricone. De Sete homens e um destino, o único sobrevivente é Robert Vaughn, de 81 anos.
Wallach também atuou em O poderoso chefão 3, de Francis Ford Coppola (1990), onde encarnou Joe Altobello. Ele atuou também em um dos grandes sucessos do cinema francês, O cérebro (1969), de Gérard Oury, com Jean-Paul Belmondo, Bourvil e David Niven.
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