Mostrando postagens com marcador Eleições2012. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições2012. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Morador quer saúde melhor, não importa quem gerencie


ANÁLISE
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

Em julho, o Datafolha perguntou aos paulistanos qual deveria ser a prioridade do próximo prefeito. Saúde foi o item mais citado, com 38%.
Portanto, não surpreende que saúde tenha entrado no debate eleitoral. Surpreendente é o tema protagonizar a campanha só na última semana do segundo turno.
Saúde sempre esteve no topo da preocupação do paulistano. Em 2004, quando Marta Suplicy (PT) tentou a reeleição, e em 2008, quando Gilberto Kassab (PSD) foi reeleito, 16% dos moradores diziam que esse era o maior problema da cidade.
Desde então, mesmo com organizações sociais na gestão de postos de saúde e hospitais, a reclamação com o tema explodiu e saúde lidera com folga o ranking dos problemas, com 29%.
Os números mostram que o paulistano não está preocupado com quem toma conta do hospital. O que ele quer é que funcione bem. E para o morador, como se vê, a área vem mal há tempos.



A SAÚDE NO HORÁRIO ELEITORAL

Serra diz que PT eliminará parcerias; Haddad nega
O QUE DIZ O PSDB
Serra afirma que o PT vai acabar com as parcerias com as OSs (Organizações Sociais) que administram centros de saúde. Como consequência, diz, o atendimento vai piorar
14min35s foram gastos com saúde nos programas do PSDB desta semana
O QUE DIZ O PT
O candidato petista nega que vá tirar as OSs da administração dos centros de saúde e acusa o PSDB de tentar 'privatizar' 25% dos leitos do SUS
3min9s foram gastos com saúde nos programas do PT desta semana

Professores pregam voto em Haddad em ato na USP


ELEIÇÕES 2012
Marilena Chaui diz que êxito do petista é vitória da 'política contra a religião'

Organizadores dizem que evento não tinha conotação partidária; grupo protesta contra aliança com Maluf
Fabio Braga/Folhapress
Fernando Haddad (PT) deixa região da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, após ato da campanha para a prefeitura
Fernando Haddad (PT) deixa região da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, após ato da campanha para a prefeitura
DE SÃO PAULO

A filósofa e professora da USP Marilena Chaui disse ontem que a vitória de Fernando Haddad (PT) na eleição para prefeito de São Paulo representará a afirmação da "política contra a religião".
Ela participou de ato realizado por um coletivo de estudantes da universidade para "discutir a cidade".
Embora os organizadores afirmem que o evento não tivesse conotação partidária, 10 dos 11 professores que discursaram defenderam voto no petista. O título do ato, "São Paulo quer mudança", é um dos motes da campanha de Haddad.
Após uma introdução em que afirmou que uma das formas de se renegar a política é a crença de que o poder do governante emana de "escolha divina", Chaui defendeu Haddad e atacou o apoio do pastor Silas Malafaia ao candidato do PSDB, José Serra.
"A eleição de Fernando Haddad significa que eu afirmo a política contra a religião e, portanto, contra os Malafaias e outras figuras [...], disse a professora.
Malafaia, líder da Assembleia Vitória em Cristo, vem atacando Haddad pela elaboração de material anti-homofobia em sua gestão no Ministério da Educação. Anteontem, o petista recebeu apoio de pastores evangélicos.
Um grupo de 15 estudantes estendeu cartazes contra a aliança do PT com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) e pregou voto nulo.
Em seu discurso pró-Haddad, a professora Daisy Ventura disse que o sistema eleitoral "leva forçosamente à realização de amplas alianças, e temos que estar nelas para defender o que achamos que deva ser a esquerda".