sábado, 23 de novembro de 2013

Tv Paga

TV PAGA » Ação e terror

Estado de Minas: 23/11/2013


 (PlayArte Filmes/Divulgação)


Nicolas Cage (foto) encabeça o elenco de O resgate, que estreia hoje, às 22h, no Telecine Premium. No centro da trama está um ladrão de bancos que quer mudar de vida ao sair da prisão. No entanto, seu ex-parceiro de crime não acredita que ele queimou o dinheiro do último assalto e sequestra sua filha, exigindo um resgate milionário para libertar a menina. A alternativa oferecida pala HBO é Chernobyl diaries, terror que narra a aventura de seis jovens turistas que resolvem fazer um passeio diferente na cidade ucraniana de Pripyat, que há 25 anos havida sido devastada pelo acidente nuclear.


Sábado é o dia preferencial dos programadores de filmes da TV por assinatura, mesmo com reprises, como o clássico sci-fi Barbarella, de Roger Vadim, com Jane Fonda e John Phillip Law, às 22h, no Telecine Cult. No mesmo horário o assinante tem uma dúzia de opções: Circular, no Canal Brasil; De passagem, no Sony Spin; O hobbit – Uma jornada inesperada, no Telecine Pipoca; MIB – Homens de preto 3, na HBO HD; Jogos vorazes, na HBO 2; Gangues de Nova York, na Warner; Perigo em Bangkok, no A&E; Balada do amor e do ódio, no Glitz; Company of heroes – O filme, no Max Prime; Os mercenários, no Megapix; Grandes e lindas, no Max HD; e Dois é bom, três é demais, na MGM. Outras atrações da programação: O clube dos corações partidos, às 19h, no Comedy Central; A sombra de um homem, às 21h, no Cinemax; Dias incríveis, às 21h30, no Universal Channel; Meu nome não é Johnny, às 22h30, no FX; e Amélia, às 23h15, na Cultura.

Laranjinha e Acerola  voltam no canal Viva


A cultuada série Cidade dos homens, exibida pela Globo em 2002, está de volta a partir de hoje no canal Viva, na faixa das 23h15. Na história, Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) têm 13 anos e vivem situações do cotidiano de milhares de outros jovens do Brasil. Com bom humor, garra e disposição, eles enfrentam as dificuldades e amadurecem a cada episódio.

+Globosat vai escalar as montanhas do Rio
No +Globosat, estreia hoje, às 21h, uma nova coprodução do canal com Cinemar e Ecobrand. Sobre rochas é uma série em estilo documental que trata de um assunto inédito na TV brasileira: as montanhas do Rio de Janeiro. Apresentado pelo geógrafo e professor da PUC-RJ Marcelo Motta, o programa terá 13 episódios de 26 minutos cada.

A quem interessava o assassinato de JFK?

Nos 50 anos da morte de John Kennedy – assassinado em 22 de novembro de 1963, quando circulava na limusine presidencial pela Plaza Dealey, em Dallas, no Texas –, o canal History apresenta dois especiais inéditos neste sábado. Às 20h, O assassinato de John Kennedy tenta responder a uma pergunta básica: quem realmente matou John F. Kennedy. Às 22h, é a vez de As últimas 48 horas de Lee Harvey Oswald, sobre o suspeito a quem foi atribuído o atentado contra o presidente norte-americano.

Porcas Borboletas dá canja na TV Cultura
Por fim, a música. E na Cultura, começando com o MC Bitrinho em Manos e minas, às 17h. Já às 18h, em Cultura livre, Roberta Martinelli recebe a banda mineira Porcas Borboletas, de Uberlândia. Às 21h30, na série Clássicos, a emissora exibe o documentário Paz e conflito, em homenagem ao centenário do compositor britânico Benjamin Britten (1913-1976).

ARNALDO VIANA » Não ficam a esperar‏

ARNALDO VIANA » Não ficam a esperar 
 
Estado e Minas: 23/11/2013






Primeiro ato


Antes de ir para a cama, o velho chamou o filho, menino de 10, 11 anos, não mais, e avisou: “Amanhã, vou roçar o terreno para plantar milho, e preciso de você comigo”. Saíram antes de o Sol brotar sobre o casebre. Pegaram as ferramentas, a botija de água fresca, farinha, arroz, sal, duas pequenas panelas de barro, colheres e pratos. Seguiram a trilha da roça. O homem, espingarda chumbeira nas costas, assobiava. O menino reconheceu a música, um sucesso nos bailes de fins de semana das fazendas. Começava assim: “Pisa na fulô, pisa na fulô, pisa na fulô, não maltrata o meu amor”. Na roça, como sempre, o homem manejou a foice com maestria. Parou de repente, passou a mão no suor da testa e mirou o céu. Hora de preparar o almoço. No mandiocal, arrancou duas boas raízes. Improvisou um fogão com duas pedras, acendeu um punhado de gravetos e pôs-se a cozinhar. Como em quase todos os dias, arroz e mandioca.

Enquanto o lavrador cuidava da comida, o garoto saiu para fazer reconhecimento do terreno. E parou em frente a uma lapa, não muito grande como definem os lexicólogos. Sob a pedra pontuda, abrigado na sombra, um gordo coelho cinza dormitava. O menino viu no animal o complemento da refeição. Correu e nem sentiu as pernas magras arranhadas pelas afiadas folhas de capim. “Pai, pai, venha correndo.” O homem levantou a cabeça, assustado. “O que é? Alguma cobra?” O filho, sem dar ao fôlego, respondeu: “Não, é um coelho, coelho grande”. O homem pegou a espingarda e seguiu o garoto até a lapa. O bicho, para felicidade geral da fauna desta terra, não estava mais lá. Voltaram e se resignaram diante do arroz, da farinha e da mandioca cozida sobre pratos esmaltados. O moleque aprendeu, naquele dia, que certas coisas não ficam a esperar.

Segundo ato

Deu nos jornais. Ainda não são 9h. O cidadão em dia com seus compromissos fiscais entra no banco para fazer um depósito no caixa eletrônico. São R$ 1,6 mil. Envelopa o dinheiro e mete o dedo no teclado para os procedimentos necessários. Digita os números da agência, da conta e o valor da operação. Mete o envelope na boca do caixa. O envelope não desce. Fica agarrado no “pescador” instalado por ladrões. Liga para o 190. A Polícia Militar, em vez de mandar averiguar, convida o homem a comparecer ao 1º Batalhão para se explicar. Tem vontade de intimar os bandidos a acompanhá-lo. Olha para um lado, para o outro, e não os vê. Vai sozinho. Espera pelo atendimento. Chega a vez e é chamado. Explica dali, explica de lá e dacolá. Os policiais, enfim, convencem-se e o acompanham. Quando chegam ao banco, o envelope, para felicidade geral da ladroagem, não estava mais lá. O cidadão, em dia com seus compromissos, não conseguiu convencer a PM da lição que aprendeu na infância: certas coisas não ficam a esperar.

Sem ofensa: antigamente, a polícia comparecia ao local do crime. Hoje, chama a vítima para dar conta do ocorrido. E se o cidadão for assassinado?

>> arnaldoviana.mg@diariosassociados.com.br

Eduardo Almeida Reis-Desconfiança‏

Desconfiança
 
É até possível que o Brasil se dê conta de que não pode continuar convivendo com essas manifestações pacíficas que terminam em quebra-quebra e pancadaria


Eduardo Almeida Reis


Estado de Minas: 23/11/2013


Desde a primeira hora em que circulou a notícia do sumiço do servente de pedreiro Amarildo, muita coisa não me soou bem. Logo apareceram faixas “Onde está Amarildo?” pintadas por profissionais, sinal de que a iniciativa não era comunitária e havia gente graúda por trás da campanha veiculada pelos jornais e tevês.

O sumiço da engenheira Patrícia Amieiro na mesma região – seu automóvel foi encontrado crivado de balas – não provocou a milionésima parte da comoção despertada pelo sumiço do servente de pedreiro. Pensei que as faixas fossem iniciativa do pessoal do tráfico, que continua atuando na Rocinha apesar da UPP, como também atua no Leblon, metro quadrado mais valorizado da Cidade Maravilhosa.

Comentei o fato com as pessoas próximas de mim e achei que era o único a desconfiar da história, até receber e-mail de leitora residente em Brasília transcrevendo texto do economista Rodrigo Constantino, presidente do Instituto Liberal, que esmiuça diversos aspectos do episódio.

Portanto, o economista Constantino também desconfiou: o auê pelo sumiço do servente é patrocinado pela esquerda caviar, que andou realizando banquetes e leilões para pagar os honorários dos advogados que se ocupam do caso. Errei quando atribuí o auê ao tráfico, mas acertei por tabela, considerando que o consumo das drogas traficadas pelos profissionais da Rocinha tem relação estreita com alguns muitos setores da esquerda caviar.

Mais dia, menos dia, o affaire Amarildo será totalmente esclarecido, como também o sumiço de Patrícia. É até possível que o Brasil se dê conta de que não pode continuar convivendo com essas manifestações pacíficas que terminam em quebra-quebra e pancadaria, com as interrupções das rodovias por qualquer motivo e até sem motivo algum, que nunca foram sinônimos de democracia, nem aqui nem na China, como também em Havana, Cuba.


Filosomias

Quando trabalhei numa pequena cidade do oeste de Minas, cujo destacamento policial era composto de um cabo PM e só ele, notei que o patrício ficava na estação esperando a passagem do trem das 18 horas. Quase sempre selecionava um ou dois passageiros descidos da composição e os metia na cadeia, lá mesmo na estação, para embarcá-los no trem da manhã seguinte.

Curioso, perguntei: “Como é que o senhor sabe que o sujeito é um bandido?”. E ele, que sempre me prestava continência pela função que ocupei na empresa dona da cidade, de 6 mil habitantes, explicou: “Vejo na filosomia dele, doutor”. Na hora, morri de rir da filosomia, que depois encontrei em Camões como sinônimo de fisionomia.

Você, caro e preclaro leitor, já notou que todo bandido tem cara de bandido? Pois fique sabendo que, há séculos, os criadores de cavalos árabes evitam usar garanhões de fronte estreita e alongada, como a da lebre, chamados chevaux à nez busqué. Isso porque acham que os tais cavalos transmitem suas taras à descendência.

É também sabido que um edito (decreto, ordem) da Idade Média, citado por Valesio e Loyseau, prescrevia: “No caso de dois indivíduos suspeitos, aplicar a tortura no mais feio”. A mesmíssima tortura que vem sendo usada desde tempos imemoriais até por instituições supostamente civilizadas como o pessoal da Inquisição, que o papa Francisco não nos ouça.


Homenagens

O rabino Henry Sobel voltou a morar nos Estados Unidos, depois de ter sido homenageado no Brasil por seu combate à “ditadura”. Parece-me – e o leitor dirá se tenho razão – que é um exagero homenagear um cavalheiro preso em Palm Beach, Flórida, em março de 2007, furtando cinco gravatas da grife Louis Vuitton, no valor de US$ 680. Depois de combater os “anos de chumbo”, o religioso passou a bispar gravatas Vuitton. Incidiu em crime religioso, considerando que é rabino e bispar significa “desempenhar a função de bispo”, com o regionalismo pernambucano “tomar para si o que é de outrem, furtar, afanar”.

Sobel nasceu em Lisboa, Portugal, dia 9 de janeiro de 1944, sua família mudou-se para Nova York onde foi ordenado rabino por volta de 1970 e veio para o Brasil combater a “ditadura”. O misto de combatente, religioso e larápio tem sido muito homenageado e vai morar em Miami, distante 105km de Palm Beach, onde foi preso.


O mundo é uma bola

23 de novembro de 1913: fundação da primeira universidade tecnológica e décima escola de engenharia do Brasil, a Universidade Federal de Itajubá. Em 1944, Leopoldina Ferreira Paulo doutora-se em ciências biológicas na Universidade do Porto. É o primeiro doutoramento de mulher em Portugal com a tese “Alguns caracteres morfológicos das mãos dos portugueses.

Em 1838 nasceu José Gonçalves da Silva, primeiro governador constitucional da Bahia na República, único deposto pelo povo. Em 1887 nasceu o ator britânico Boris Karloff, nome artístico de William Henry Pratt, que esticou as canelas em 1969.

Em 1933 veio ao mundo em São Luís, João Clemente Jorge Trinta, o carnavalesco Joãosinho Trinta. Em 1962 nasceu em Salvador, Antônio Carlos Santos de Freitas, que o leitor conhece como Carlinhos Brown.

Hoje é o Dia do Engenheiro Eletricista.

NUTRIÇÃO PARENTERAL » Bactéria causa mortes‏

NUTRIÇÃO PARENTERAL » Bactéria causa mortes Minas e Paraná investigam surto de infecção por bactéria em pacientes que usam gliconato de cálcio. Anvisa vetou lote 
 
Patricia Giudice

Estado de Minas: 23/11/2013


Starling diz que provavelmente empresas compraram produto infectado (TÚLIO SANTOS/EM/D.A PRESS - 23/5/2012)
Starling diz que provavelmente empresas compraram produto infectado


As secretarias de Saúde de Minas Gerais e do Paraná investigam um surto de infecção por bactéria em pacientes que usam nutrição parenteral. Oito pessoas morreram contaminadas, todas medicadas com o gliconato de cálcio 10%, de aplicação intravenosa que, associada a outras substâncias, substitui a alimentação de um adulto com  sistema digestivo comprometido ou bebês prematuros. Em BH, ocorreram duas mortes. Ao todo, 24 pessoas foram infectadas no estado (14 em BH, 1 em Betim, 7 em Uberlândia, 2 em Araguari) e aguardam resultados dos exames feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). A análise apontará a bactéria presente na substância.

Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu o lote 33336501 do produto, fabricado pela Isofarma, com sede no Ceará. A comercialização está suspensa em todo o país e três laboratórios foram interditados: Nutro Soluções Nutritivas (PR), Fampa-Nutrição Parenteral e Grupo Aporte - Produtos Nutricionais, ambos de Minas Gerais. A Citopharma Manipulação de Medicamentos Especiais, que fornece insumos para as indústrias, também passará por inspeção. Em Minas, os hospitais foram alertados.

No Paraná, a secretaria informou que 80 pacientes receberam a nutrição parenteral da Isofarma. Vinte tiveram quadro agravado e seis morreram. A nutrição, segundo a secretaria paranaense, foi distribuída para 13 hospitais do estado e serviços de saúde de São Paulo e Santa Catarina. Se confirmada a contaminação, a empresa responsável poderá sofrer sanções administrativas e criminais.

Segundo o infectologista e epidemiologista Carlos Starling, outros casos semelhantes já foram descritos na medicina e a bactéria teve origem nos insumos. “São bactérias de vida livre que acabam contaminando durante a produção dos nutrientes. Provavelmente, as empresas daqui adquiriram um produto já infectado”, explicou.

PRESCRIÇÃO O assessor da Comissão de Farmácia Hospitalar do Conselho Regional de Farmácia, Vander Campos, explicou que o gliconato de cálcio é apenas um dos componentes da alimentação do paciente. A solução é feita para cada pessoa e prescrita diariamente. Conforme a receita, são manipulados cálcio, sódio, potássio, magnésio, zinco, outras vitaminas que o paciente precisar, carboidratos, proteínas, gorduras, entre outras. “É uma alimentação prescrita para um público que já está mais sensível e muito comum para neonatos”, afirmou.

Vander é diretor técnico do Grupo Aporte e informou que as três empresas fechadas preventivamente cruzaram as informações e chegaram à conclusão de que a falha pode estar no lote interditado pela Anvisa. “Estamos fazendo um processo de investigação no laboratório e acreditamos que ainda pode ser outra substância contaminada”, explicou.

A Isofarma informou diversos insumos são usados na solução. “Até que a análise dos componentes e do ambiente seja finalizada, não há como afirmar que o causador da contaminação foi o lote descrito”, afirmou o gerente de Garantia da Qualidade, João Paulo Costa.

Gliconato de cálcio

Indicação e aplicação do medicamento

» Indicado a pacientes que não têm mais como digerir o alimento e precisa de nutrição venosa

» É injetado com outras soluções que vão levar ao paciente, além do cálcio, proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas

» As substâncias caem diretamente na corrente sanguínea

» Produto é muito usado em bebês prematuros ou que nasceram com alguma patologia e não conseguem se alimentar

» Paciente normalmente ingere uma bolsa por dia, que é manipulada para juntar todas as substâncias necessárias

» Medicamento é perecível e, após manipulado, deve ser ingerir em no máximo 48 horas