sexta-feira, 16 de maio de 2014

TeVê

TV PAGA » Invasão do humor



Estado de Minas: 16/05/2014


 (Warner/Divulgação)


Marcelo Adnet, Mariana Ximenes e Eduardo Sterblitch (foto) estrelam a comédia Os penetras, que estreia hoje, às 22h, no Telecine Premium. A trama: Marco Polo esperava ganhar uma grana ajudando Beto a reconquistar Laura. O que ele não poderia imaginar é que também se apaixonaria por ela, uma mulher tão sedutora e manipuladora quanto ele. Agora, Marco e Beto vão circular nas festas mais badaladas do Rio de Janeiro em busca de amor e dinheiro. A direção é de Andrucha Waddington.

Arte 1 exibe o clássico A
estrada da vida, de Fellini

O pacote de filmes está caprichado. No canal Arte 1, às 22h, será reprisado o clássico A estrada da vida, de Federico Fellini, ganhador do Oscar de filme estrangeiro e o Leão de Prata de direção no Festival de Veneza, em 1954. No mesmo horário, o assinante tem mais oito opções: O hobbit: uma jornada inesperada, no Telecine Action; A saga Crepúsculo – Amanhecer – Parte 2, no Telecine Pipoca; Oblivion, no Telecine Pipoca; Caça aos gângsteres, na HBO 2; Vidas que se cruzam, na MGM; Antes de partir, no TBS; O outro lado da rua, no AXN; e De passagem, no Canal Brasil. Outros destaques da programação: O Besouro Verde, às 21h30, no Universal Channel; Imortais, às 22h30, no Megapix; e Quarteto Fantástico, às 22h30, na Fox.

Canal Viva traz de volta
o seriado Carga pesada


A programação especial dos quatro anos do canal Viva continua hoje com mais a estreia do seriado Carga pesada, que foi sucesso na Globo entre os anos de 1979 a 1981 e, numa segunda fase, de 2003 a 2007. A produção narra as aventuras dos caminhoneiros Pedro (Antonio Fagundes) e Bino (Stênio Garcia) pelas estradas do Brasil. Toda sexta-feira, às 23h10.

SescTV resgata a poesia
de Ana Cristina Cesar

O canal Curta! apresenta hoje, às 19h40, o curta-metragem Vox populi, de Marcelo de Laffitte, que rendeu a Maitê Proença o prêmio de melhor atriz na Jornada Internacional de Cinema da Bahia, em 1997. Já às 23h30, a emissora exibe a segunda parte de Arquitetura da destruição, do sueco Peter Cohen. No SescTV, às 23h, o documentário Bruta aventura em versos resgata a trajetória da poeta e tradutora brasileira Ana Cristina Cesar, ícone da poesia marginal.

O som do vinil emplaca
mais uma temporada


Apresentada por Charles Gavin, a série O som do vinil chega à sua oitava temporada, que estreia às 21h30, no Canal Brasil. Serão mais 26 episódios, revelando detalhes da produção de álbuns de artistas nacionais, como Cazuza, que abre a nova fase com Ideologia, gravado em 1988, e que lançou os sucessos Brasil, Blues da piedade e Faz parte do meu show, além da faixa-título.



CARAS & BOCAS » Agora é nacional


Simone Castro


Apresentadoras Nandah e Ariella Bersan comandam programa que mistura fé, jornalismo e entretenimento     (Israel Castro/Divulgação)
Apresentadoras Nandah e Ariella Bersan comandam programa que mistura fé, jornalismo e entretenimento


Produzido há sete anos pela produtora de TV NS Rainha, da Paróquia Nossa Senhora Rainha, de Belo Horizonte, o programa Vai na fé terá a nova temporada, intitulada Vitrola da fé, em estreia nacional nesta sexta-feira, às 18h30, pela TV Canção Nova. A pauta mistura fé, entretenimento, jornalismo e uma dose de reality show, sempre com uma linguagem dinâmica, jovem, bem-humorada e uma proposta inédita na TV brasileira. A temporada, com 24 episódios, será semanal, e a cada dia uma banda ou cantor diferente terá o desafio de compor uma música, com um tema sorteado, em apenas algumas horas. Para tanto, o participante contará com o apoio de um padrinho surpresa, que será um grande nome da música católica. Tudo devidamente registrado para mostrar o entrosamento entre eles, mas também os conflitos que possam surgir. No primeiro programa, estará o cantor Luiz Felipe Barbedo, do Rio de Janeiro, que terá como madrinha a cantora e compositora Ziza Fernandes, do Paraná. A apresentação é por conta da jornalista mineira Ariella Bersan e da cantora católica Nandah, do Mato Grosso do Sul. Além da TV Canção Nova, o Vai na fé é exibido também na TV Horizonte, TV Evangelizar e TV Imaculada Conceição. A reprise na Canção Nova será aos domingos, às 19h30.


MENINA-FANTASMA NO
ELENCO DE CHIQUITITAS

Janu, uma garota arrogante e mimada, vizinha do Orfanato Raio de Luz, é a nova personagem da atriz mirim Anna Lyvia Oliveira Padilha, de 13 anos, que reforça o elenco da novela Chiquititas. Ela ficou conhecida em todo o Brasil depois de encarnar a Menina-Fantasma no elevador, em pegadinha do Programa Sílvio Santos no ano passado. A imagem dela assustando as pessoas repercutiu até em sites internacionais. Anna Lyvia foi convidada pelo próprio apresentador para participar da novela. Na trama, apesar de seu lado vilãzinha, a garota também mostrará a face sensível e se apaixonará por um dos meninos do orfanato.

SEGREDO DE GURU VAI
SER REVELADO EM BREVE

O capítulo de Geração Brasil (Globo) que vai ao ar dia 21 trará uma grande revelação: o segredo guardado a sete chaves de Brian Benson, guru vivido por Lázaro Ramos. O site oficial da trama dá conta de que Dorothy (Luís Miranda) irá pressionar o filho até descobrir tudo. Tudo começa quando Maria Vergara (Débora Nascimento), namorada de Brian, que já ameaçou contar ao mundo o que desconfia, vai atrás de Alex (Fiuk). O rapaz, que já foi desmascarado por Brian, logo se interessa pela história, a fim de dar o troco. E ouve o que a namorada conta sobre o tecnoguru. Quando Dorothy encontra o filho dopado e Alex em fuga, ela pressiona a nora, que explodirá e contará que “Brian jamás... jamás...”. A mãe perceberá logo do que se trata o problema: “Você quer dizer que o Brian nunca chegou em você e…? O Brian não...?”, questionará Dorothy, desesperada, temendo um escândalo e tanto.

TWO AND A HALF MEN
CAMINHA PARA SEU FIM

A próxima temporada da série Two and a half men, a 12ª, também será a última, anunciou a rede norte-americana CBS, de acordo com os sites The wrap e E! online. A comédia, protagonizada por Ashton Kutcher, que substituiu o então protagonista Charlie Sheen, demitido em 2011, depois de um desentendimento com os produtores, terá um final daqueles, já avisou Nina Tassler, diretora de entretenimento da emissora. “Um evento final do tamanho de uma temporada”, disse. A 11ª temporada da série foi vista por 9 milhões de pessoas nos Estados Unidos, onde acabou dia 8.

Reforço no CQC

O ator Lucas Salles, que recentemente interpretou Guto em Além do horizonte (Globo), vai se juntar à equipe de reportagem do CQC, da Bandeirantes. Ator e roteirista, Lucas, de 21 anos, também já atuou em filme e é conhecido por sua participação no Parafernália, canal de humor na internet. “Estou muito feliz por fazer parte de um projeto revolucionário. Digo revolucionário porque o CQC, além de nos divertir, toca o dedo na ferida de uma forma magnífica. É um trabalho que envolve cidadania, humor e política. É um passo muito importante para mim, espero que gostem”, diz o rapaz. O CQC vai ao ar, ao vivo, toda segunda-feira, às 22h.


viva

Júlia Lemmertz e Bruna Marquezine arrasaram na cena do confronto de Helena e Luiza, na trama de Em família.

vaia

Tramas de outros núcleos da novela, porém, não se desenvolvem. A história, de forma geral, é um marasmo só.


simone.castro@uai.com.br

PREMIAÇÃO » Uma noite para o samba

Estado de Minas: 16/05/2014 



Wilson das Neves conseguiu, afinal, o reconhecimento, aos 78 anos (Daryan Dornelles/Divulgação )

Wilson das Neves conseguiu, afinal, o reconhecimento, aos 78 anos

Em uma noite dedicada ao mais brasileiro dos ritmos – o samba –, a cerimônia de entrega do 25° Prêmio da Música Brasileira reuniu anteontem grandes nomes das artes no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Artistas renomados marcaram presença entre os agraciados: houve prêmios para figurinhas carimbadas como Ney Matogrosso, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Edu Lobo, Gal Costa e Sérgio Reis.

Um dos destaques principais, até em razão do número de indicações, foi Wilson das Neves, premiado pela melhor canção (Samba para João) e álbum de samba (Se me chamar, ô sorte). Aos 78 anos, ele se disse emocionado com o reconhecimento: “Não pensava em nada disso, ainda mais a esta altura da vida”, disse. “A gente faz o que deixam a gente fazer”, brincou.

Entre os instrumentistas, a noite foi do bandolinista Hamilton de Holanda, premiado como solista e pelo álbum Mundo de Pixinguinha. “Mais do que um prêmio, é uma noite para a gente assistir a artistas que a gente gosta”, disse Holanda, que subiu ao palco para tocar com Paulinho da Viola. Também passaram pelo palco Maria Bethânia, Beth Carvalho, Baby do Brasil, Arlindo Cruz, Almir Guineto e Zeca Pagodinho.

Os pontos altos foram o clássico Vai morar com o diabo, cantada por Riachão e Criolo; e a atração internacional da noite, a beninense Angelique Kidjo, que dividiu o palco com o cantor Péricles – coube a ela representar o continente africano e compartilhar os vocais em inspiradas versões bilíngues para O canto das três raças e Sinfonia da paz.

AMOR CEREBRAL » Neurônio ligado a agressões paternas

Isabela de Oliveira
Estado de Minas: 16/05/2014 



Imagine-se quando bebê. Mas esqueça os cuidados e o aconchego recebidos pela família. Muito pelo contrário, tente se enxergar em uma casa onde irmãos e primos mais velhos desejam que você desapareça. Pode parecer um roteiro de filme de terror, mas esse é um dos comportamentos mais normais da natureza. Em meio a ameaças tão próximas, a vida de recém-nascidos de uma infinidade de animais, entre eles os ratos, depende que desperte o quanto antes no pai o sentimento de cuidado com a ninhada. Esse comportamento, entretanto, tem como pano de fundo um complexo mecanismo neurológico, descrito por pesquisadores da Universidade de Harvard na edição de ontem da revista Nature.

A pesquisa liderada por Zheng Wu confirma uma suspeita antiga entre os cientistas: a de que o sentimento de paternidade dos ratos é modulado pelo nariz. O órgão chamado vemeronasal funciona como um sensor que identifica os feromônios exalados pelos filhotes. Quando um gene desse sistema é deletado, o TRPC2, a substância química se torna indetectável e o comportamento agressivo contra os bebês é anulado. Wu também percebeu que a atividade de um subconjunto de neurônios da área pré-ótica medial (MPOA), no hipotálamo, é maior entre fêmeas e machos que já tiveram alguma experiência parental. Entretanto, são menos ativos nos machos virgens que convivem com recém-nascidos, o que sugere que a estrutura está envolvida na agressividade contra ninhadas.

“Esse subconjunto de neurônios da MPOA expressa uma substância chamada galanina. Quando o deletamos de ratos virgens e também dos que já foram pais e mães, percebemos que eles não apresentaram mais o comportamento parental. Entretanto, se ativamos esses neurônios nos machos que agem violentamente contra os filhotes, observamos que, além de se tornarem menos agressivos, passam a cuidar dos bebês”, diz Catherine Dulac, coautora do estudo.

Não está claro se o infanticídio fornece benefícios para machos virgens. Além disso, a agressividade dos pais ressurge 50 dias após o acasalamento, tempo necessário para que os filhotes nasçam e desmamem. Parece, portanto, que as interações sociais ligam ou desligam circuitos neurais específicos que determinam o comportamento de machos e fêmeas. “Queremos entender como esses neurônios controlam isso: ser pai é, por exemplo, construir o ninho, cuidar e defender seus bebês. Mas como isso é organizado no cérebro e por que esses neurônios não são ativados nos animais virgens?”

Cientistas conseguem cessar estragos da exposição a substâncias tóxicas

Droga interrompe os efeitos da radiação
Em teste com ratos, cientistas conseguem cessar estragos causados no aparelho digestivo pela exposição a substâncias tóxicas 

Bruna Sensêve
Estado de Minas: 16/05/2014


Durante as inspeções à usina de Fukushima, a proteção era obrigatória: o contato com agentes radioativos pode levar à morte (Reuters)

Durante as inspeções à usina de Fukushima, a proteção era obrigatória: o contato com agentes radioativos pode levar à morte


Brasília – Após 40 anos de operação, a usina de Fukushima Daiichi, no Japão, sofreu o maior acidente nuclear desde Chernobil. Em abril de 1986, a nuvem tóxica lançada ao ar por um reator no norte da Ucrânia matou diretamente 64 pessoas. Já no desastre de março de 2011, no Japão, a quantidade de radiação liberada foi 10 vezes menor e não houve óbitos diretos. Porém, em ambos, é quase impossível calcular o número de pessoas incapacitadas pela exposição descontrolada ou mesmo quantas perderam a vida em decorrência de doenças e males desenvolvidos anos depois. Por esse motivo, a exposição a substâncias radioativas continua a ser um problema de saúde pública e uma ameaça militar.

Entre os prejuízos ao corpo, está a síndrome de radiação aguda, também conhecida como doença da radiação, na qual doses elevadas de elementos tóxicos podem causar danos a órgãos vitais, incluindo a medula óssea e a estrutura gastrointestinal. A toxicidade da medula óssea por radiação pode ser atenuada com um transplante, mas não há tratamento aprovado para a toxicidade gastrointestinal. Uma possível solução vem do trabalho de Amato Giaccia e Cullen Taniguchi com colaboradores. Os pesquisadores do Departamento de Radiologia Oncológica da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram que uma classe de drogas desenvolvida recentemente para tratar outros males pode também ajudar a salvar vidas em graves situações radioativas, como as de Fukushima e Chernobil.

Trata-se da pequena molécula chamada dimethyloxallyl glicina (DMOG), cujos efeitos radioprotetores foram descritos na edição de ontem da revista científica Science Translational Medicine. Ela funciona como um inibidor de hidroxilases de prolil (PHD), regulando uma série de genes que promovem a integridade do tecido no trato gastrointestinal. O tratamento com a DMOG reforçou o tecido epitelial e evitou a perda de fluido e infecções em cobaias expostas à radiação.

Os camundongos que receberam a medicação 24 horas depois do contato letal sobreviveram. Os não tratados morreram em 10 dias. De acordo com os cientistas, a droga foi capaz de proteger os ratinhos contra danos gastrointestinais, o que a torna uma candidata promissora para o tratamento das exposições às radiações não planejadas. Os estudiosos também acreditam que a terapia poderá ser usada para prevenir pacientes com câncer da toxicidade gastrointestinal quando eles são submetidos à quimioterapia.


Cicatrização  Atualmente, não há terapias aprovadas pela agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos (Food and Drug Administration – FDA) destinadas a tratar a síndrome gastrointestinal induzida por radiação. “Demonstramos, por meio de métodos genéticos e farmacológicos, que as proteínas PHD são reguladoras críticas da sensibilidade à radiação do trato intestinal”, resume Giaccia. Ele conta que os inibidores de PHD, como a DMOG, já eram conhecidos por promover a cicatrização do intestino após estresse químico. “Mas o nosso estudo mostra que essa molécula é capaz de proteção robusta e reprodutível contra doses supraletais de radiação ionizante para o abdômen ou mesmo o corpo inteiro”, garante.

O pesquisador reforça que os experimentos foram feitos somente em camundongos, portanto, a eficácia e a segurança da DMOG terá de ser confirmada em seres humanos antes de o medicamento ser usado na prática clínica. No entanto, mesmo sque seja considerado impróprio para uso humano, “a compreensão do seu mecanismo e o conhecimento de que a segmentação hidroxilases prolil pode atenuar a toxicidade radiativa serão de valor inestimável para o desenvolvimento de futuros tratamentos para proteger pacientes humanos da radiação”. Uma vez que os inibidores da PHD já estão sendo desenvolvidos para o tratamento de outras condições, como a anemia, ganha mais força a possibilidade dessa classe de droga ser usada como uma medida preventiva após a exposição à radiação de grande escala.

Saiba mais
Nível máximo de alerta
 
O acidente nuclear de Fukushima, em 2011, foi resultado de uma série de falhas de equipamentos da Central Nuclear de Fukushima I, no Japão. Receios de vazamentos de radiação levaram a uma evacuação de 200 quilômetros de raio ao redor da planta nuclear. Em 11 de abril, as autoridades japonesas designaram a magnitude do perigo em reatores 1, 2 e 3 no último nível da Escala Internacional de Acidentes Nucleares.  Medições realizadas pelo Ministério da Ciência e Educação japonês até 50 quilômetros do local do acidente apresentaram níveis de césio radioativo suficientes para causar preocupação. Alimentos produzidos na área foram proibidos de serem vendidos. Contaminação por plutônio foi detectada no solo em dois locais da central nuclear.

Estrago generalizado

Consiste em um conjunto de sintomas e sinais clínicos decorrentes da exposição do organismo à elevada quantidade de radiação. Tem sido detectado em trabalhadores do programa nuclear da União Soviética e também em indivíduos de áreas onde ocorreram acidentes nucleares. Clinicamente, essa síndrome divide-se em três apresentações: hematopoiéticas, gastrointestinais e neurológica/vascular. Os sintomas podem ou não ser precedidos por náuseas, vômitos, anorexia, diarreia, mal-estar generalizado e febre. A velocidade de início deles está relacionada ao tempo de contato com as substâncias tóxicas.