quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Veneno do amor - Leonardo Augusto‏

Pesquisadores da UFMG apresentam amanhã estudos de medicamento à base do fluido da aranha armadeira, para melhorar desempenho sexual masculino 

Leonardo Augusto
Estado de Minas: 29/11/2012 

O Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) entrou em um compasso de espera que vale US$ 500 milhões, ou R$ 1,04 bilhão. O montante de recursos é o total estimado para colocar no mercado mundial o chamado “Viagra brasileiro”, medicamento contra a disfunção erétil desenvolvido pela escola a partir do veneno da aranha armadeira. O cálculo do dinheiro necessário para o início da produção do remédio é da professora Maria Elena de Lima, doutora em neurociência pela Universidade do Mediterrâneo, em Marselha, na França, e responsável pela pesquisa que levou à descoberta da substância. 


A pesquisa sobre o veneno da aranha armadeira teve início depois de relatos de médicos que atenderam pacientes picados pelo animal e que chegaram aos postos de saúde e hospitais com ereção. O medicamento depende agora de testes em grupos de humanos, uma das etapas mais caras do processo de colocação de uma droga no mercado.
O “Viagra brasileiro” será um dos projetos desenvolvidos pelo ICB/UFMG a serem apresentados no VI Encontro de Pesquisa em Bioquímica e Imunologia (Enapebi), que ocorre hoje e amanhã, no Centro de Atividades Didáticas (Cad) da universidade mineira. Será mostrado ainda o trabalho de pesquisa, também desenvolvido no instituto, e que levou à criação de um novo medicamento para hipertensão. A droga foi sintetizada a partir da toxina de um escorpião e, assim como a substância voltada para o melhor desempenho sexual masculino, depende de investimentos privados para ser colocado no mercado. “É um valor muito elevado, que instituições públicas não têm como fornecer”, diz a professora Maria Elena, que é também uma das organizadoras do VI Enapebi.


O novo remédio contra hipertensão já foi patenteado na Europa e nos Estados Unidos. “O medicamento pode atingir pessoas quem não respondem às drogas que existem no mercado”, diz um dos alunos da universidade integrantes do grupo de pesquisa do ICB, Lucas Secchim Ribeiro, que faz doutorado em imunologia na UFMG e também participa da comissão organizadora do VI Enapebi.


O ICB desenvolve ainda pesquisa sobre a relação entre a microbiota comensal, a chamada flora bacteriana, e processos inflamatórios. Nos experimentos feitos pelo instituto ficou comprovado que pacientes com a microbiota menor podem ter menos dor e inchaço em ferimentos na pele. A microbiota exerce funções importantes no organismo dos seres humanos, entres as quais a absorção da vitamina B12. A pós-graduação em bioquímica e imunologia do ICB é um dos cursos mais conceituados do país. A coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes), do Ministério da Educação, deu nota máxima à sua estrutura em todas as avaliações feitas até hoje. O curso foi fundado em 1968.

ESTRELA O tema do VI Enapebi será “Ciência sem Fronteiras”. A expectativa é de que 150 acadêmicos de todo o Brasil apresentem pesquisas no encontro. “Vamos mostrar que o que estava fazendo vai longe, com gente recebendo prêmios lá fora”, diz a professora Maria Elena. Como exemplo, a doutora lembra um trabalho na área de biologia desenvolvido por um aluno da UFMG que recebeu o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia.Um dos painéis do VI Enapebi terá a participação do neurocientista Miguel Ângelo Nicolelis, que lidera um grupo de pesquisadores da Universidade de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. É uma das escolas mais ricas do mundo. A maior parte da receita da universidade vem de doações de ex-alunos. A palestra de Nicolelis terá como tema “Muito além do nosso eu, o cérebro movendo o mundo”, no primeiro dia do encontro.

TV PAGA

Estado de Minas - 29/11/2012

Camila canta

Atriz completa tem que saber cantar também. Camila Pitanga sabe disso e hoje ela vai mostrar seus dotes vocais no último episódio da série Cantoras do Brasil (foto), interpretando dois clássicos do repertório de Maysa: Dindi e Só você (mais nada). No ar às 18h45, no Canal Brasil. Na mesma emissora, às 21h30, Seu Jorge é o convidado do programa Zoombido.

Rita Cadillac dá canja 
no Comedy Central


A eterna chacrete Rita Cadillac é a convidada especial de hoje do programa Comedy Central apresenta, que vai contar com a participação dos comediantes Diogo Portugal, Felipe Absalão e Afonso Padilha. Às 21h, no Comedy Central.

Amaury Jr. entrevista 
a atriz Thais Pacholek 


Thais Pacholek é a entrevistada de Amaury Jr. no E! VIP Brasil. A atriz vai interpretar Dona Beja no cinema. Na mesma edição desta noite, Caio Fischer conversa com a atriz e modelo Letícia Birkheuer. E Rebeca Grisi conseguiu falar com MC Buchecha minutos antes de ele entrar no palco para um show em São Paulo. Tudo isso às 22h, no canal E!.

Pudim de leite com 
uísque? Deve ser bom


A panela começa a esquentar às 20h45 no GNT, com Rita Lobo e sua Cozinha prática. Na sequência, às 21h, o chef Olivier Anquier chega a Macau, na viagem à Ásia para o Diário do Olivier. Já às 21h30, no Que marravilha!, Claude Troisgros recebe o casal Regina Casé e Estevão Ciavatta. Mudando de canal, o Bem Simples emenda dois episódios de Homens gourmet às 19h30, ensinando receitas de american pie, pizza ninja, 007 Martini, pudim de leite com uísque e jack on ice.

China enfrenta grave
problema educacional


No segmento dos documentários, dois destaques. Às 21h30, o Futura exibe Educação, educação, que mostra os problemas sociais gerados pela exclusão dos filhos de camponeses pobres do sistema de ensino na China. No Globosat HD, às 23h, Camp raiders revela como é o dia a dia dos animais do Kruger 
National Park.

Drama, ação e humor 
no pacotão de filmes


Na programação de cinema, a Cultura exibe, às 22h, no Clube do filme, o romance Interlúdio de amor, de Clint Eastwood, com William Holden, Kay Lenz e Alice Breezerman. No mesmo horário, o assinante tem mais 12 opções: Anjos do sol, no Canal Brasil; 2 coelhos, no Telecine Pipoca; Roubo nas alturas, no Telecine Premium; Cidade das sombras, no Telecine Fun; Barton Funk – Delírios de Hollywood, no Telecine Cult; Desconhecido, no Max Prime; Transformers, no FX; Lanterna Verde, na HBO2; Lenda urbana, no AXN; Terra dos mortos, na MGM; Poseidon, na TNT; e Antes só do que mal acompanhado, no TCM. Outras atrações da programação: Robin Hood, às 19h, no Universal; Expresso Transiberiano, às 20h, no Space; Jurassic Park III, às 22h15, na Fox; e Reação colateral, às 23h, no ID.

Temperaturas em 2012 devem bater recordes, afirma relatório


Números indicam que ano já é o nono mais quente da história
DE SÃO PAULOO ano de 2012 deve ser um dos mais quentes da história. Dados da Organização Meteorológica Mundial, da ONU, indicaram que o período entre janeiro e outubro deste ano foi o nono mais quente desde que as medições foram iniciadas, em 1850.
As temperaturas se elevaram mesmo com a ocorrência, no início do ano, do fenômeno meteorológico La Niña, que favorece o resfriamento.
Com a dissipação do La Niña, em abril, os termômetros deram um salto. A temperatura entre maio e outubro foi a quarta mais alta já registrada para esse período.
De acordo com o relatório, divulgado ontem durante a COP 18, conferência do clima da ONU que acontece agora em Doha (Qatar), 2012 está sendo marcado por eventos climáticos extremos.
CONSEQUÊNCIAS
O documento destaca as altas temperaturas na América do Norte, Europa e parte da África, além das secas que castigaram boa parte do globo, inclusive a região Nordeste do Brasil.
O degelo recorde no Ártico também recebeu destaque.
No dia 16 de setembro, a cobertura chegou à menor quantidade já registrada desde que a medição por satélite começou: 3,41 milhões de quilômetros quadrados.
O furacão Sandy, que atingiu o Caribe e a Costa Oeste dos EUA, bem como, mais uma vez, a existência de intensa temporada de tempestades tropicais, também foram destacados pelo grupo.
Os EUA, aliás, caminham para o que deve ser o ano mais quente já registrado. Seu vizinho, o Canadá, deve ter a terceira maior média histórica anual.
De uma maneira geral, a temperatura média no planeta ficou 0,45°C mais quente do que o que a de 1961 a 1990.
"As mudanças climáticas estão acontecendo diante dos nossos olhos e vão continuar a atuar como resultado da concentração dos gases-estufa na atmosfera, que tem aumentado constantemente e vai atingir, mais uma vez, novos recordes", comentou em nota Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial.

    Hospital faz detecção de câncer de pele à distância


    Equipes enviam por e-mail fotos de lesões ao Hospital de Câncer de Barretos
    Objetivo é realizar diagnóstico onde não haja especialistas; em SP, recurso similar é usado na oftalmologia
    DÉBORA MISMETTIEDITORA-ASSISTENTE DE “CIÊNCIA+SAÚDE”Um projeto em desenvolvimento no Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, usa fotos enviadas por e-mail para facilitar o diagnóstico de câncer de pele.
    O objetivo é antecipar a detecção da doença em moradores de cidades onde não há médicos especialistas que possam fechar o diagnóstico.
    O programa começou a ser testado há 18 meses, e 900 imagens já foram analisadas de forma experimental. Segundo o médico Carlos Eduardo Goulart Silveira, do departamento de prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, houve 85% de concordância entre os diagnósticos feitos ao vivo e os realizados por meio das fotos.
    A ideia, afirma Silveira, nasceu a partir das visitas feitas pela equipe do hospital com a unidade móvel, que percorre cidades de Estados do Norte e do Centro-Oeste, além de São Paulo e Minas Gerais, fazendo exames para detectar câncer de mama, do colo do útero, de próstata e pele. "Visitamos muitas cidades pequenas e nesse locais há um deficit de médicos e especialistas. Vemos também uma incidência muito alta de câncer de pele, e essas pessoas precisam esperar até um ano a nossa chegada."
    Para agilizar o atendimento, foi criado o projeto de teledermatologia. "Em países desenvolvidos, a telemedicina já está mais estabelecida. Nos países em desenvolvimento, onde há mais carência de acesso ao médico, ela ainda não é tão utilizada."
    Os médicos do hospital analisam fotos das lesões tiradas por enfermeiros ou técnicos que são treinados em Barretos. Usando uma câmera comum ou de celular, eles registram a imagem da lesão, permitindo a identificação de seu tamanho e relevo.
    A foto é enviada por e-mail aos especialistas do hospital. Se a suspeita for de lesão maligna, é marcada uma consulta no hospital para dar início ao tratamento.
    Segundo Silveira, o projeto ainda está funcionando de forma experimental em cidades próximas a Barretos. O telediagnóstico deve ser posto em prática de vez em 2013.
    "Isso evita viagens desnecessárias, economiza tempo."
    RECURSOS
    Ainda inicial no país, a telemedicina já conta com outro programa de diagnóstico à distância.
    Um grupo da Unifesp, liderado pelo médico Rubens Belfort Jr., faz a detecção de problemas na retina e de glaucoma, em especial em pacientes diabéticos, com a ajuda de fotos do fundo do olho feitas em centros de saúde em São Paulo e analisadas por especialistas em retina.
    Segundo Belfort, presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), esse recurso economiza cinco consultas médicas. Depois que a foto é analisada, o paciente recebe uma mensagem que o direciona ao local de tratamento.
    Desde o início do ano passado, 2.100 imagens foram analisadas no projeto. Há duas máquinas em funcionamento, uma no centro de diabetes da Escola Paulista de Medicina e outra no ambulatório Tito Lopes, na zona leste. Outras duas serão instaladas na região da Vila Maria.
    "É impossível o oftalmologista atender a todos os pacientes. A única forma de solucionar o problema da saúde no país é modernizar a política de recursos humanos."
    Para Belfort, o trabalho do médico deve ser concentrado na interpretação dos dados, realização do diagnóstico e prescrição do tratamento.
    "A única maneira de melhorar a assistência médica é usar a tecnologia para baratear custos e substituir as tarefas", diz o médico.