segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tuitando por Obama


Folha de São Paulo
Laura Olin, coordenadora da campanha à reeleição do presidente dos EUA nas redes sociais, conta como escolheu a foto mais curtida e mais retuitada da história
ALEXANDRE ARAGÃODE SÃO PAULO
"Mais quatro anos." Foi assim que o perfil do presidente americano Barack Obama no Twitter anunciou a vitória nas eleições deste ano. Acompanhando a mensagem, uma foto do democrata abraçando a mulher dele, Michelle. Foi a imagem mais retuitada e a mais curtida no Facebook desde o início dessas redes.
As mãos que digitaram os poucos caracteres e os olhos que escolheram a fotografia são da finlandesa naturalizada americana Laura Olin, 31, coordenadora da campanha de Obama nas redes sociais.
Acordada há 19 horas no momento em que selecionou a foto -e "exausta", segundo ela-, Laura diz não ter refletido muito sobre a escolha da imagem, clicada no Estado de Iowa, em agosto, pela fotógrafa Scout Tufankjian, que trabalhou na campanha.
"Muito do uso de redes sociais se resume a exercer bom senso, particularmente em uma campanha presidencial", diz Laura, em entrevista à Folha por e-mail. "Depois que publiquei a foto, fui para a festa da vitória e não acessei o Twitter até a manhã do dia seguinte."
Quando acordou, Laura viu que a mensagem ultrapassava 300 mil retuítes -superando o então líder, o cantor canadense Justin Bieber, cuja mensagem havia sido compartilhada 223 mil vezes.
Até agora, 817 mil pessoas repostaram o tuíte de Obama. Ao mesmo tempo, no Facebook, a imagem foi curtida 4,4 milhões de vezes.
PSICOLOGIA E POLÍTICA
Formada em psicologia e em política pela Universidade de Virgínia em 2003, Laura passou a se interessar pelo uso de redes sociais em campanhas políticas no mesmo ano, quando o então governador do Estado de Vermont, o democrata Howard Dean, lançou sua pré-candidatura à Presidência.
"Ele estabeleceu os princípios básicos que usamos até hoje", afirma Laura. Por meio de blogs, Dean foi o primeiro a fazer arrecadação on-line de fundos para a campanha.
Com os interesses profissionais definidos, Laura foi estudar comunicação e política em Londres. Quando voltou aos EUA, foi trabalhar na Blue State Digital, agência de mídias sociais especializada em política e causas sociais -da qual veio quase toda a equipe on-line de Obama.
A principal diferença entre uma campanha comum e a de Obama é a escala, diz Laura. "Tanto em termos de seguidores como em termos de atenção recebida", afirma.
"Particularmente nos últimos meses, nosso trabalho era bem mais fácil que o de outras campanhas de mídias sociais, porque já tínhamos a atenção das pessoas, em vez de termos que brigar por ela."
Ao fim da eleição, Laura ficou desempregada. "Ainda não estou certa dos planos que vou seguir." Com um ex-chefe muito satisfeito com o seu trabalho, Laura deverá ter uma carta de recomendação -que, diz, ainda não foi escrita- muito boa. "Certamente vou tuitar assim que decidir o que fazer." O perfil dela é @lauraolin.

    TV PAGA

    Estado de Minas - 10/12/2012

    Vai dar praia
    O canal Off comemora seu primeiro aniversário com uma série de programas que começam a ser exibidos hoje. Às 21h, edição especial de Sol e sal vai acompanhar a surfista profissional Claudinha Gonçalves  e três amigas no Guarujá. Às 23h, a emissora exibe o documentário inédito Everest: The promise, que narra a saga de alpinista que vai ao topo do mundo com o compromisso de voltar vivo, como havia prometido à filha.

    Funk Como Le Gusta na noite do SescTV
    Outra boa pedida de hoje é o Funk Como Le Gusta, no Instrumental Sesc Brasil, às 22h, no SescTV. O coletivo toca clássicos do funk, soul, samba e da música latina, além de composições próprias sempre marcadas pelo balanço. Entre um número e outro, os músicos contam como surgiu a banda e falam da importância do encontro com o multi-instrumentista João Donato. 

    GNT fashion mostra nova coleção de Herchcovitch
    OGNT fashion já está em clima de fim de ano e Lilian Pacce traz um desfile florido de Alexandre Herchcovitch para o inverno 2013. Em Paris, o programa apresenta a coleção de Elie Saab, estilista libanês que faz sucesso entre as celebridades, investindo nas transparências, bordados e rendas. E ainda destaca a joalheria Van Cleef & Arpels, que abre sua primeira loja no Brasil. Às 22h, no canal GNT.

    A&E fecha temporada de Mergulhados no pântano
    No canal A&E, às 22h, vai ao ar o último episódio da terceira temporada de Mergulhados no pântano, programa que leva o assinante à Luisiana para aprender como se caça jacaré nos EUA. O povo de lá, os cajuns, mantém a tradição há 300 anos e pega o bicho quase à unha.

    Canal Bio traça o perfil do terrorista Anders Breivik 
    “O cruzado da morte”, episódio inédito da série A maldade de perto, será exibido às 23h, no canal Bio. O documentário tenta explicar o que levou Anders Behring Breivik a cometer uma barbaridade sem tamanho em julho do ano passado, na Noruega. O extremista de direita, de 33 anos, assassinou a tiros 69 jovens sociais-democratas em um parque na Ilha de Utoyea. Antes disso, havia explodido um carro-bomba no Centro de Oslo, matando oito pessoas. Foi condenado a 21 anos, mas só sairá da prisão quando não for mais considerado perigoso.

    James Bond cumpre mais  duas missões hoje no TCM
    No pacote de cinema, o TCM retoma o festival James Bond, exibindo esta noite 007 contra o foguete da morte (22h) e 007 – Somente para seus olhos (0h25). No FX, sessão dupla com Milla Jovovich em Resident evil 2 – Apocalipse (20h) e Resident evil 3 – A extinção (21h30). Na faixa das 22h, mais oito opções: A origem da vida, no Telecine Premium; Roubo nas alturas, no Telecine Pipoca; Blackout – Prisioneiros do medo, no Telecine Action; Colombiana: em busca de vingança, na HBO2; Eu os declaro marido e… Larry!, no Megapix; Zoolander, no Studio Universal; O despertar de uma paixão, na MGM; e Poseidon, no Space. Outras atrações: O sequestro do metrô 123, às 20h, no Universal; Nada em comum, às 21h, no Comedy Central; Promessa de amor, às 21h30, no Viva; e Jogo mortal, às 23h, no AXN.

    "Prezado Marion" - Marion Strecker


    Folha de São Paulo
    Em mais um pedido virtual, o cara, que não me conhecia, achou que eu era homem e queria que o indicasse por aí
    Não passo um dia sem receber pedidos pela internet. Muitos vêm de desconhecidos, disfarçados na forma de "convites". Vão desde solicitações simpáticas, com promessas de alegrias ou recompensas, até propagandas disfarçadas ou pedidos de presente para casamentos aos quais não fui convidada. Muitos são mensagens grosseiras, ainda que feitas sem intenção de ofender.
    Convites para jogar ou usar aplicativos no Facebook recebo aos montes. Só que não tenho tempo para jogar e estou traumatizada com apps que copiam informações pessoais e saem disparando mensagem a todos os nossos amigos, às vezes sem o nosso conhecimento. Cansei.
    Convites para usar novas redes sociais? Esse é outro tema que entope o meu e-mail. Já uso três redes. Cansei de testar outras e não gostar. Só vou mudar para uma nova se alguém muito especial me convencer de que vale a pena.
    Recomendações profissionais são outro trauma para mim. Antigamente, se alguém que tivesse trabalhado diretamente comigo precisasse de uma carta de recomendação para pleitear um emprego específico, a pessoa me procurava numa conversa bem franca. Os pedidos eram raros e vinham de quem eu conhecia muito bem profissionalmente. Por isso eu atendia com prazer.
    Hoje recebo esse tipo de pedido aos montes por mensagens automáticas na internet. Todas as redes sociais profissionais fornecem a "facilidade" ao público, para que, num só clique, você possa disparar pedidos impessoais de recomendação para Deus e o mundo, mesmo que não esteja pleiteando um emprego específico naquele momento. Parecem pedidos de recomendação preventivos, para ficar ali expostos como propaganda pessoal.
    São pedidos de recomendação profissional de pessoas com quem nunca trabalhei e nem sequer conheço. Não é uma loucura?
    Um exemplo, omitindo sobrenomes por cortesia. Em 20 de agosto, recebi pela rede LinkedIn a seguinte mensagem particular, intitulada "Você poderia me recomendar?"
    "Prezado (sic) Marion,
    Venho através desta solicitar uma breve recomendação sobre meu trabalho para que eu possa adicioná-la ao meu perfil do LinkedIn. Se tiver dúvidas, entre em contato.
    Agradeço desde já pela ajuda.
    Paulo Victor"
    Fiquei intrigada. Será que esse Paulo trabalhou comigo, e eu não me lembro dele? Será que escreveu "prezado" em vez de "prezada" por erro de digitação? Deixei a mensagem repousar numa imensa pilha, que nunca terei tempo de zerar. Em 13 de setembro me deparei de novo com ela. Resolvi tirar a dúvida. Então escrevi secamente o seguinte.
    "Paulo Victor,
    Você me conhece? Eu te conheço? Refresque-me a memória, por favor.
    Marion"
    Em 25 de novembro recebi a resposta, que reproduzo exatamente como chegou.
    "Desculpe, não nos conhecemos pessoalmente.
    Sou Paulo, Estudante de Jornalismo
    Quero ser Jornalista Internacional
    Prazer"
    Resumo: o cara achou que eu era um homem, não se deu ao trabalho nem de "googlar" meu nome e queria que eu o recomendasse por aí para ser um jornalista internacional, na supostamente melhor rede profissional da atualidade.

      Rainha alemã


      Folha de São Paulo
      Há 100 anos, Egito e Alemanha disputam posse do busto de Nefertiti, exposta hoje em Berlim
      Pool/Reuters/Berlin
      WILLIAM MURDE SÃO PAULOFRANCISCO ZAIDENCOLABORAÇÃO PARA A FOLHAUma exposição inaugurada no fim da semana passada no Neues Museum, de Berlim, marca o centenário da descoberta de uma das belezas mais enigmáticas da Antiguidade: o busto da rainha egípcia Nefertiti, que viveu há cerca de 3.300 anos. A peça está em mãos alemãs desde 6 de dezembro de 1912, quando o arqueólogo Ludwig Borchardt a desenterrou na margem oriental do rio Nilo. Levada para a Alemanha com o consentimento do governo egípcio, o país árabe passou, logo depois, a tentar reaver o artefato -até hoje, sem sucesso.