sábado, 24 de novembro de 2012

Um ícone e seus vestidos


UM ÍCONE E SEUS VESTIDOS
Omar Torres/AFP
A moda de Frida
A moda de Frida
DE SÃO PAULO - Foi inaugurada na quinta, na Cidade do México, a exposição "Las Apariencias Engañan: Los Vestidos de Frida Kahlo". As mais de 300 peças da pintora mexicana (1907-1954) -roupas, joias, sapatos e aparelhos ortopédicos- ficaram por 50 anos trancadas, a pedido de Diego Rivera, seu marido, na chamada Casa Azul, hoje Museu Frida Kahlo, espaço que abriga o evento patrocinado pela revista "Vogue". A mostra tem ainda modelos inspirados em Frida encomendados pela publicação a estilistas como a japonesa Rei Kawakubo.

    Mônica Bergamo


    MÔNICA BERGAMO
    A QUALQUER MOMENTO
    Rodrigo Marques
    A modelo Carol Francischini, 23, posou grávida de nove meses para ensaio do site "FFW". A filha de Carol deve se chamar Valentina e nasce "a qualquer momento".
    VIDA NOVA
    O ex-ministro Carlos Ayres Britto já tem 16 palestras agendadas para os próximos meses. Recém-aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal), ele passará a exercer a atividade também de forma remunerada.
    VIDA NOVA 2
    Britto, que só nos últimos dias deu palestras em Belém (PA) e em Vitória (ES), diz que cobrará apenas de empresas privadas ou de organizadores que venderem ingressos para os eventos de que participar. De universidades, sindicatos e organizações públicas, aceitará convites para falar de graça.
    CHANCE ZERO
    "É zero, zero, zero" a chance de Britto concorrer a algum cargo público, nas palavras dele. A hipótese foi aventada várias vezes nos últimos meses por causa da visibilidade do julgamento do mensalão e da popularidade que ele conquistou. "Zero", repete o ministro.
    TE VI NA TV
    A mãe de Joaquim Barbosa, dona Benedita, garantiu a audiência do mensalão. Ela diz que ficava ligada na TV Justiça e que "orava sempre para ele aguentar, ir em frente, não desistir. Às vezes, era muita humilhação".
    TE VI NA TV 2
    Dona Benedita chama o filho de "Dito" -ele se chama Joaquim Benedito, uma junção do nome do pai com o nome da mãe. "Não consigo chamar ele de Joaquim!", dizia ela.
    RODA
    Dona Benedita fazia também as contas de quantas pessoas da família foram a Brasília prestigiar a posse de Joaquim Barbosa. Só de familiares diretos, ela contava oito filhos e 30 netos, além de genros e noras, sobrinhos e primas. Além de amigos. Popular, dona Benedita contava que, em seu aniversário, neste ano, deu festa "para umas 650 pessoas".
    CHEGUEI!
    "Joaquim, eu sou sua fããããããã", berrava Claudia Faissol, mulher do cantor João Gilberto, quando conseguiu chegar perto do novo presidente do STF, numa festa depois da posse. "É claro que eu sou amiga dele. Quem não é amigo do Joaquim?"
    VEM CÁ
    Claudia gritava também com o ministro Luiz Fux. "Vem cá, Fux. Vem cáá. Vem tirar foto comigo pra mostrar que você me apoia!" Ela tem interesse em uma ação que tramita no STF que discute a publicação de biografias sem a autorização dos personagens -João Gilberto já tentou embargar um livro sobre ele na Justiça.
    DILMA DUAS VEZES
    O cabeleireiro Celso Kamura diz que ficou mais difícil maquiar a presidente Dilma Rousseff desde que ela voltou da Espanha. "Ela comprou um espelho de aumento, se olha quando está pronta e diz que ficou sempre exagerado. E eu respondo: 'Mas, presidente, é que a senhora está se vendo duas vezes maior!'."
    HADDAD CRESCE
    Kamura também está preocupado com o cabelo do prefeito eleito de SP, Fernando Haddad.
    -
    "Acho que ele vai é deixar crescer de novo. Quem gostava do cabelo da campanha, mais curto, éramos eu e o João Santana [marqueteiro do PT]. Ele e a [primeira-dama] Ana Estela são o casal do cabelo comprido."
    VIDA BOA
    A série de TV "A Vida de Rafinha Bastos", sobre o cotidiano do humorista homônimo, conseguiu autorização para captar R$ 1,9 milhão via Lei Rouanet.
    SHOW ELÉTRICO
    Zanone Fraissat/Folhapress
    Marisa Orth
    Marisa Orth
    O show de MPB "100 Anos de Luz & Som" comemorou os cem anos da CPFL. A atriz Marisa Orth, a cantora Roberta Miranda, o diretor Gringo Cardia e o ator Carlos Casagrande foram ao teatro Alfa assistir.
    RUMO AOS TRÊS DÍGITOS
    Gabo Morales/Folhapress
    Tomie Ohtake
    Tomie Ohtake
    Tomie Ohtake celebrou seus 99 anos ao lado de membros da família como o filho Ruy, arquiteto. O curador Luis Pérez-Oramas, o artista Enrique Moreno e o leiloeiro Aloisio Cravo foram ao instituto que leva o nome da aniversariante para a festa, que começou cedo: às 19h.
    CURTO-CIRCUITO
    Débora Duboc estreia a peça "O Homem, A Besta, A Virtude", às 19h, no Sesc Bom Retiro. 12 anos.
    Michael Schumacher participa de coquetel na Expand Wine Bar do shopping Cidade Jardim, às 19h.
    A cantora Nancy Alves se apresenta hoje, às 21h, no teatro Fecap. Livre.
    Nico Rezende faz show gratuito de seu álbum "Piano & Voz", amanhã, às 13h, na praça Dom José Gaspar. Classificação: livre.
    com ELIANE TRINDADE (colaboração), ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, CHICO FELITTI e LÍGIA MESQUITA

      Black Friday! Tudo de segunda! - José Simão



      'Black Friday' no Congresso: deputados vendem apoio por 50% das verbas. Fale com o líder da bancada!
      Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Piada Pronta: "Antes da posse, Joaquim Barbosa leva tombo e é socorrido por Lewandowski".
      O que é pior? O tombo ou o socorro? Rarará!
      E eu sei por que o Barbosa levou um tombo! Praga do Zé Dirceu! E a cara de tédio da Dilma? "MAAAANTEGA! ME TIRA DESSA CHATICE!" Outro disse que ela tava com cara de impávido colosso!
      Enfim, o Barbosa teve uma posse agitada: levou um tombo e foi socorrido pelo Lewantovski e enroscou a toga na cadeira da Dilma. Rarará! E a fofa do século: a mãe do Barbosa. Dá vontade de apertar aquelas bochechas!
      E adorei essa faixa numa igreja evangélica: "Grande Testemunho: Pastor Reinaldo. 7 tiros de fuzil e pistola. 3 dias morto". Não perco de jeito nenhum!
      E essa "Black Friday"? Uma amiga disse que "o bom do 'Black Friday' é que não deu para comprar por impulso. Até o site da loja funcionar, passou a vontade".
      Black Friday na Argentina: "Vendo todo! Me voy a la mierda!". Rarará! Black Friday no Flamengo: "Flamengo vende até a alma! Produto com defeito! Leve já! Frete grátis!". O Adriano faz a entrega! Rarará!
      E diz que no Palmeiras não teve "Black Friday" porque eles perderam todos os pontos de revenda. "Black Friday" no Congresso: deputados vendem apoio por 50% das verbas. Só hoje. Fale com o líder da bancada!
      E existe coisa mais caipira e colonizada que "Black Friday" no Brasil se chamar "Black Friday"?! Por isso um cara escreveu no Twitter: "Black Friday o c*, meu nome é Zé Pequeno!". Rarará!
      E na 25 de Março: "Bleque Fliday! Made in China!". "Black Friday"! Tudo de segunda! Rarará!
      É mole? É mole, mas sobe!
      E o goleiro Bruno na cadeia? "Carcereiro, qual é a quentinha hoje?". "MACARRÃO!". "De novo? Num guento mais comer macarrão!". E essa: "Júri decide o destino do Macarrão". A panela! Rarará! E o chargista Duke revela a ultima exigência do goleiro Bruno: "Quero o mesmo advogado que o Cachoeira!".
      E Interlagos? Os pilotos gringos procuram duas coisas em São Paulo: churrascaria e casa de entretenimento. Churrasco e quenga! Ou seja, vêm pra comer! Correr e comer!
      Aliás, eles deviam vir com colete à prova de bala! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza! Hoje só amanhã!
      Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
      simao@uol.com.br
      @jose_simao

        Álvaro Pereira Junior


        A bela da selva
        Guitarrista, fã de U2, a holandesa Tanja podia ter montado uma banda, mas optou pela guerrilha
        Sob o sol do Caribe, de cabelos soltos e xale bege sobre a camisa azul bem justa, ela passeia pelo Malecón de Havana, posando para fotos em frente a um conversível americano dos anos 1950 e a um pôster gigante de Che Guevara.
        Testa de Helen Hunt, olhos castanhos claros puxados, boca de Sabrina Sato, a mulher mostra intimidade com a câmera. Parece que nasceu para ser fotografada.
        Poderia ser qualquer turista europeia, talvez uma ex-modelo, em idílio com a ilha dos irmãos Castro. Mas é a guerrilheira holandesa Tanja Nijmeijer, 34, que entrou para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia há dez e vive na selva desde então.
        Representantes das Farc e do governo colombiano voaram a Cuba para negociar um acordo de paz. Tanja está lá, segundo a guerrilha, como porta-voz e tradutora. Foi mandada a Havana para brilhar.
        E como brilha. Além da beleza incrivelmente intocada pelos anos de ralação no mato, ela chama a atenção pelo desembaraço com as palavras. Fala espanhol sem o menor sotaque holandês, além de inglês e alemão.
        Tanja foi incluída de última hora na delegação. Dois mandados de prisão foram suspensos para que viajasse a Cuba (um deles relativo ao sequestro de três americanos, em 2003, os mesmos que seriam libertados pelas Forças Armadas, cinco anos depois, com Ingrid Betancourt).
        Em um vídeo publicado no YouTube em 5/11, Tanja anunciou que iria a Havana. É um clipe musical, atravessado e malfeito. Lembra aqueles vídeos das seguidoras de Inri Cristo, em que, por cima da melodia de uma música famosa, elas cantam letras de louvor ao guru fanfarrão.
        Com um guerrilheiro nos bongôs, Tanja no violão e mais um rapper e uma "backing vocalist", todos de uniformes das Farc, a canção diz: "Eu também vou a Havana/ Porque conquistei essa honra/ Combatendo nas montanhas/ Com o povo e contra o terror". Assista aqui: is.gd/h1N2su.
        Até esse vídeo, Tanja não era vista havia quase dois anos. Tinha sido mais um período nebuloso na trajetória dessa holandesa que resolveu, de maneira radical, pôr em prática seus ideais.
        Tanja Nijmeijer estudou línguas latinas, com especialização em espanhol, na Universidade de Groningen, Holanda. Militava na cena alternativa: "squatting" (ocupação de casas ou prédios abandonados), movimento anarcopunk, veganismo. Boa na guitarra, fã de U2, poderia ter montado uma banda. Optou pela guerrilha.
        No jornal da faculdade, viu um anúncio para professores de inglês em Pereira, Colômbia. Como, para se formar em espanhol, precisava de um semestre de prática, não vacilou. Em 2000, veio para a América do Sul aperfeiçoar o castelhano e ensinar inglês.
        Ao voltar à Holanda, envolveu-se em grupos de apoio a insurgentes. Retornou à Colômbia em uma certa "caravana pela paz". Mais uma breve temporada na Holanda e, na viagem seguinte a Bogotá, em 2002, entrou para a guerrilha.
        Ganhou notoriedade mundial em 2007, quando, depois de um ataque a uma base das Farc, foram encontrados seus diários. Acabaram divulgados pela revista "La Semana".
        Tanja reclamava da vida precária e dos privilégios dos comandantes e suas companheiras. Disse que, se um dia as Farc tomassem o poder, veríamos seus líderes em "Ferraris Testarossa, com as esposas de implantes nos peitos e comendo caviar".
        Quando essas críticas vieram a público, a execução de Tanja pelos próprios companheiros era dada como certa. Mas escapou. Os chefes das Farc perceberam seu potencial como peça de propaganda. Virou auxiliar direta do chefe guerrilheiro Mono Jojoy.
        O mundo externo, no entanto, não sabia de nada. Só houve certeza de que ela não tinha sido fuzilada em 2010, quando deu longas entrevistas em vídeo ao repórter Jorge Enrique Botero, que a localizou na selva.
        Parecia o fim de um mistério. Mas, meses depois, Mono Jojoy foi eliminado pelas Forças Armadas. Muitos outros guerrilheiros também morreram no ataque, entre eles, três mulheres. Era a forte a suspeita de que Tanja fosse uma delas. Mas Botero veio a público: suas fontes nas Farc garantiam que Tanja estava viva.
        A holandesa só ressurgiu agora, em Cuba, fulgurante, fachada atraente para uma guerrilha sem rumo, escrúpulos ou ideologia. Próximos passos, só ela sabe. Aquele nariz de traços fortes, porém delicados, tem uma única dona: Tanja Nijmeijer.