terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Keila Jimenez - Televisão - Outro canal

folha de são paulo

Discovery busca sociedade em canais abertos no Brasil
O grupo americano Discovery Comunications está de olho em novos negócios no Brasil. Segundo fontes do mercado de TV paga, o grupo pretende comprar mais canais de TV e está interessado em participações acionárias em canais abertos no país.
Entre os alvos estão SBT e RedeTV!. Já houve sondagens com relação ao interesse de Silvio Santos em vender 30% do canal. O grupo ainda não se aproximou da RedeTV!.
O interesse do Discovery em canais brasileiros segue o fluxo de aquisições do grupo em 2012.
No final do ano passado, a empresa comprou 12 canais de televisão europeus da alemã ProSiebenSat.1 por cerca de US$ 1,7 bilhão (R$ 3,35 bilhões). O acordo inclui 12 emissoras de TV na Noruega, na Suécia, na Dinamarca e na Finlândia, entre outros.
O canal também está comprando 20% das ações dos canais Eurosport, do grupo Francês TF1.
Procurado, o Discovery diz que de fato tem interesse em oportunidades de negócio no mercado internacional e que o Brasil, em função de sua importância no cenário mundial, é um desses mercados de interesse.
O grupo, contudo, afirma que não houve contato com o SBT.
Procurado, o SBT diz que não há negociação com o Discovery.
FASHION Na busca pela fama que guiará "Sangue Bom", próxima novela das 19h, da Globo, Sophie Charlotte viverá uma "it girl" (garota antenada na moda)
Família A participação de Tiago Abravanel no "Domingão do Faustão" (Globo), que durou 35 minutos, registrou média de 16 pontos de audiência. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande SP.
Família 2 O neto de Silvio Santos foi o responsável pelo pico de audiência de Faustão e venceu seu avô em ibope. No mesmo horário, o "Programa Silvio Santos" (SBT) registrou média de seis pontos.
O NÚMERO É...
O "Bozo" estreou no sábado no SBT com média de quatro pontos de audiência. Conquistou o segundo lugar, empatado com a Record.
Retorno Já a volta do "Pânico" (Band), inédito, alcançou média de seis pontos. As reprises vinham registrando quatro pontos.

Melhor do dia na TV

folha de são paulo

"American Horror Story: Asylum" chega ao fim nesta noite na Fox
Fox, 23h15, classificação não informada. O último episódio inédito de "American Horror Story: Asylum", segunda temporada de série criada por Ryan Murphy, de "Glee", será exibido hoje.
Neste ano, Jessica Lange -vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante em 2012 por sua atuação na série- interpreta a irmã Jude, freira que comanda com mão de ferro Briarcliff, uma instituição mental para criminosos.
No episódio, o 13º da temporada, a jornalista Lana Winters (Sarah Paulson) tenta fechar o hospício de uma vez por todas. O elenco da série tem ainda nomes como James Cromwell, Joseph Fiennes, Adam Levine, Chloë Sevigny, Clea DuVall e Jenna Dewan.

Chef do Carlota ensina a preparar bacalhau
Bem Simples, 22h30, classificação não informada. No programa "Brasil no Prato" de hoje, a chef Carla Pernambuco, do Carlota, ensina a fazer pratos como sopa de milho verde, bacalhau e banana assada.

Telecine abre sinal e exibe longa premiado
TC Touch, 22h, 16 anos. O canal exibe o filme "Cisne Negro", que deu o Oscar de melhor atriz a Natalie Portman. O sinal dos canais da rede Telecine está aberto para todos até o dia 24.

    CRÍTICA
    Canal dedicado a clássicos exibe longa que não marcou época
    INÁCIO ARAUJOCRÍTICO DA FOLHAAlgumas coisas não estão ainda acertadas quanto à legislação que força os canais pagos a exibir filmes brasileiros. Vejamos o caso de "Coisa de Mulher" (TCM, 17h40, 12 anos). O filme não chegou a marcar época, nem de bilheteria, nem de crítica, com suas histórias dedicadas ao universo feminino.
    Não está aí a questão. A pergunta é: o que faz um filme de 2005 num canal dedicado, em princípio, a clássicos? Não seria uma bela ocasião para a Turner mostrar-se aberta aos clássicos e semiclássicos brasileiros, que também existem?
    Para alívio da situação, antes de "Coisa de Mulher", a mesma emissora mostra"Agonia e Glória" (15h35, livre), o moderno clássico de Samuel Fuller.

      João Pereira Coutinho

      folha de são paulo

      Ester
      São incontáveis as crônicas em que plagiei a minha avó -os únicos premeditados e conscientes que cometi
      Disse um dia em entrevista televisiva que, sempre que tinha dúvidas sobre um assunto sobre o qual precisava escrever, telefonava imediatamente à minha avó. Ela resolvia qualquer bloqueio criativo.
      A entrevistadora entendeu a frase como "boutade" -a atitude típica de um "dândi", para citar uma crítica altamente elogiosa que um editorialista do "Valor Econômico" atirou sobre mim.
      Mas não era "boutade" (nem eu, "hélas!", sou o sr. Beau Brummel). Contaminado por matérias mil e deformado pelo chicote da universidade, que às vezes atrapalha mais do que ajuda, a minha avó tinha aquela "disposição conservadora" de que falava Michael Oakeshott. Uma disposição que era natural, sem carimbo acadêmico, feita de prudência, ceticismo, humor. E de um arrasador bom senso perante os dilemas da vida.
      Razão tinha um autor célebre quando afirmava que entregaria mais depressa os destinos de uma nação ao primeiro nome que encontrasse na lista telefônica do que ao departamento de humanidades da Universidade Harvard. A minha avó era o nome da minha lista telefônica. Metafórica e literalmente.
      Não, para ela os homens não tinham nascido livres nem se encontravam aprisionados em toda parte. Mas a minha avó também não subscrevia a fantasia contrária: os homens não eram matéria irremediavelmente corrompida.
      Da espécie Homo sapiens, devemos esperar grandes coisas e miseráveis coisas. Uma vez mais, prudência e ceticismo.
      São incontáveis as crônicas em que plagiei a minha avó -os únicos plágios premeditados e conscientes que cometi na vida, sempre com uma mistura de prazer e culpa que nunca me abandonava.
      A responsabilidade era inteiramente dela: aos sete anos, ofereceu-me a primeira máquina de escrever -uma monstruosidade metálica e cor de laranja, trazida de Andorra, e que ainda existe (e funciona) no escritório de casa.
      Recebi o presente próximo da apoplexia e, nos dias seguintes, ela desafiava-me a escrever-lhe cartas imaginárias, algures no ano 2020. Para lhe contar as minhas viagens pelo mundo.
      Isso, claro, até iniciar as viagens reais. Com ela ou por causa dela. Aos nove anos, sei lá como ou por que, comecei a alimentar uma paixão séria pelo Egito Antigo. Eram as pirâmides, os faraós, as múmias e, melhor ainda, o próprio processo de mumificação (aula breve para principiantes: os miolos são removidos pelas narinas).
      A paixão era de tal ordem que só se curou quando, no ano seguinte, ela me levou ao Egito real. Pela sua mão, acampei no museu do Cairo; e nas pirâmides de Gizé; e nas ruínas de Luxor e Alexandria.
      E, depois do Egito, por que não atravessar o deserto e chegar a Jerusalém?
      Dito e feito: a primeira vez que estive em Israel também foi com ela. Tudo com narração personalizada sobre as desventuras dos judeus antigos, que ela lera na Bíblia, sem esquecer os modernos, que ela acolhera em casa durante a Segunda Guerra. Como católica que era.
      E foi sempre com ela, nessa fase de encantamentos que costuma acompanhar o fim da infância e os primórdios de toda adolescência, que conheci as cidades restantes que me ficaram para a vida. Paris. Roma. Veneza. E, claro, Londres, sempre Londres, talvez a sua maior herança.
      Porque vivemos um tempo de heranças -não as materiais, que são parcas e finitas. Mas as outras. As intangíveis.
      E hoje, fazendo uma pausa nas loucuras do mundo, dedico esta crônica à minha irmã, que a partir de agora continuará o seu nome. Para que tu, querida Ester, possas ter as virtudes da tua homônima. Como eu sei que tens. Vejo-as quando te vejo: o mesmo porte elegante; a mesma coragem no momento das quedas e ascensões; e essa raríssima arte de saber equilibrar a inteligência com a simples bondade humana. Não te rias. Porque até teu riso tem direitos autorais.
      Para o respeitável leitor, prometo que as loucuras do mundo voltam na próxima semana. Mas não posso prometer mais que isso. Porque, daqui para a frente, quando tiver dúvidas sobre os assuntos do momento, a minha lista telefônica estará vazia.

        Mônica Bergamo

        folha de são paulo

        Sean Penn pode vir ao Brasil para ver filme "Colegas"


        Os produtores do filme "Colegas", estrelado por jovens com síndrome de Down, receberam a informação de que o astro americano Sean Penn pode, sim, vir ao Brasil ainda neste ano para ver o longa. Três empresas já se dispuseram a financiar a viagem dele ao país.
        ETIQUETA
        Um dos problemas a ser contornado é que Penn é avesso a qualquer tipo de negociação em que apareça em troca de cachê ou para fazer merchandising de empresas que financiem sua viagem.
        MULTIDÃO VIRTUAL
        Até ontem, o vídeo da campanha #vemseanpenn, postado no YouTube, já tinha 1,29 milhão de visualizações. Nele, várias celebridades pedem a presença do ator no Brasil para atender ao que seria o desejo de Ariel Goldenberg, ator principal do longa-metragem.
        MÃO NO BOLSO
        Numa reunião com o padre Júlio Lancellotti para discutir o acesso de moradores de rua à Câmara Municipal, o presidente do Legislativo, José Américo (PT-SP), disse que já está tomando providências. Uma delas, deslocar funcionários para anotarem ao menos o nome dos visitantes e saber a que gabinete se dirigem. "Se quiserem entrar de cueca samba-canção e o vereador Toninho Vespoli [do PSOL] autorizar, eles vão poder", anunciou.
        MÃO NO BOLSO 2
        Vespoli, que se opôs à restrição ao livre trânsito dos moradores, estava presente. "Levei na brincadeira. O Zé [José Américo] é meu amigo, militamos juntos no PT. Mas ele, como presidente, fica numa situação difícil porque tem que refletir a média da casa, que é conservadora", diz o vereador. Ele revela que José Américo prometeu também construir dois banheiros no térreo, feminino e masculino, para que os moradores tomem banho.
        PRECEDENTE
        A alusão à roupa íntima não foi gratuita. Há alguns dias um visitante tentou de fato entrar na Câmara só de cueca. Foi impedido.
        SUBINDO NA VIDA
        Asafe Ghalib/Divulgação
        Asafe Ghalib/Divulgação
        Letícia Colin, 23, vive sua primeira mocinha em "Como Subir na Vida sem Fazer Força", musical de Charles Möeller e Claudio Botelho que estreia no dia 9 no Rio e chega a SP no segundo semestre. "Sou novata na comédia e já começo com dois grandes humoristas, o Gregorio [Duviver] e o Luiz Fernando [Guimarães]."
        *
        Ela será a romântica Rosemary. "Sempre fiz personagens mais malucas", afirma a atriz, fotografada no banheiro por um colega de escola.
        AI, QUE LOUCURA
        "Mulheres Ricas" vai virar peça de teatro. Newton Cannito, presidente da Associação de Roteiristas e ex-secretário do Audiovisual, vai dirigir monólogo da atriz Christiane Tricerri. A ideia, diz ele, é "ir além do reality show, mostrando os piores fatos e raciocínios". Ele vai procurar a Band, que produz o programa homônimo com Narcisa Tamborindeguy e companhia. "Se tiver que mudar [o nome], eu mudo."
        DE CIRILO A MICHAEL
        Jean Paulo Gomes, o Cirilo da novela "Carrossel", será Michael Jackson criança no musical "Forever King Of Pop", que estreia em abril no Brasil. Ele passou por várias audições e será o único brasileiro no elenco da megaprodução.
        BALADA DO LOUCO
        O deputado Gabriel Chalita e a atriz Luciana Vendramini foram à pré-estreia de "Quase Normal", no sábado, no teatro Faap. Vanessa Gerbelli está no elenco da peça.

        Peça com Vanessa Gerbelli estreia temporada

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        Greg Salibian/Folhapress
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        A atriz Vanessa Gerbelli é protagonista da peça "Quase Normal", cuja pré-estreia ocorreu no sábado (16)
        RECORDISTA
        Suzano, no interior paulista, é a cidade campeã na produção de leis inconstitucionais no Estado de São Paulo. Em 2012, 40 de suas leis foram derrubadas pelo Tribunal de Justiça paulista. Em segundo lugar, empate: Guarulhos e Amparo, cada uma com nove textos desvalidados. Os dados estão no Anuário da Justiça São Paulo 2013, que será lançado na quarta.
        LEMBRANCINHA
        A atriz Megan Fox, que cobrou estimado R$ 1,7 milhão para ficar duas horas no camarote da Brahma no Carnaval, ganhou mimos da equipe do hotel Fasano, no Rio.
        *
        Levou para casa biquíni e lenço de estampa floral bordada de Amir Slama.
        CANTA COMIGO
        O músico Lobão e a modelo Michelli Provensi foram alguns dos convidados do show de Thiago Pethit no festival Grito Rock, no Auditório Ibirapuera.

        Thiago Petit recebe convidados em show

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        Greg Salibian/Folhapress
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        O músico Lobão foi ao show de Thiago Pethit no Auditório Ibirapuera, na sexta (8)
        CURTO-CIRCUITO
        A exposição "Arte com Arte", com trabalhos de Gustavo Rosa e Suzy Gheler, estreia nesta terça-feira (19) no shopping JK Iguatemi.
        A Daslu apresenta coleção às 18h, no Cidade Jardim.
        A C&A faz desfile nesta terça, às 21h30, no hotel Unique.
        Harrison Ford e Calista Flockhart estarão no jantar de lançamento do Centro de Sustentabilidade das Américas, quarta-feira (20).
        A Secretaria de Estado da Cultura promove nesta terça-feira o Encontro de Dirigentes Municipais de Cultura, no Teatro Sérgio Cardoso, às 8h.
        Mônica Bergamo
        Mônica Bergamo, jornalista, assina coluna diária publicada na página 2 da versão impressa de "Ilustrada". Traz informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999.