terça-feira, 23 de julho de 2013

JOsé Simão

folha de são paulo
Ueba! O papa e o bicho-papão!
E a foto dos peregrinos no Rio? Indo pregar na praia com um monte de gente pelada! Vão cair na gandaia
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta: "Aqui não tem ninguém picareta, não, diz presidente da Câmara". Rarará! Sem comentários!
E o papa? Começou o Papa Week! Chegou o papa pobre! O papa já fez seu primeiro milagre: o mundo gostar de um argentino!
E eu acho que o papa deveria ter descido no Brasil com aquela máscara do Anonymous! Aí o Cabral ia ter um chilique!
E o chargista Bruno diz que a visita do papa vai ser uma mistura de água benta com spray de pimenta!
Aí o povo grita: "Papa Francisco, nós te amamos". Água benta! "A fé move montanhas". Água benta!
Aí o povo grita: "Saúde, educação e chega de corrupção". SPRAY DE PIMENTA! Rarará!
E o tuiteiro Henrique Gomes: "Esse papa tem fé: vai desfilar em carro aberto no centro, onde nenhum carioca anda de vidro aberto".
E um outro disse que o papa não vai ser assaltado porque ele é o papa pobre! O papa pobre do Vaticano rico!
E a foto dos peregrinos no Rio? Indo pregar na praia com um monte de gente pelada! Vão cair na gandaia. Não vão resistir à tentação!
O Rio é a serpente! Funk, caipirosca e fio dental: o Rio é a serpente! Rarará!
A não ser que eles sigam a dieta do papa: ninguém come ninguém! Isso mesmo! Peregrinos no Rio, atenção! Dieta do papa: ninguém come ninguém. Sair invicto do Rio é um milagre! Rarará!
E adivinha quem vai cantar pro papa? A Fafá de Belém! A Bafafá de Belém. Já cantou pra três papas! Mamas and Papas! Vai ser o revival daquela banda americana, The Mamas and The Papas! E o papa se encontrou com a Dilma: o papa e o bicho-papão! Rarará!
E esse papa não sai do Twitter. Se eu der um block no papa, eu sou excomungado? Não! Porque eu sou católico apostólico baiano. Acredito em tudo! Até no Renan! Rarará.
É mole? É mole, mas sobe!
O Brasil é lúdico! Um amigo estava na marginal Tietê quando viu uma carroça de catar papel com o cartaz: "Vendo essa carroça! Ano 2008". Rarará. Tá até novinha. Melhor que um Chevette 94!
E cartaz num restaurante de Saquarema: "Hoje! Caldo de Quenga". Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

    Mônica Bergamo

    folha de são paulo

    Banco Opportunity deve ajudar a financiar vinda do papa ao Brasil


    O banco Opportunity deve ajudar a financiar a vinda do papa Francisco ao Brasil. A instituição negocia com a Mitra Arquiepiscopal do Rio, órgão responsável pelo patrimônio da igreja, o arrendamento de um imóvel no centro da cidade. Deve ocupá-lo por duas décadas. Em troca, desembolsará cerca de R$ 20 milhões agora, que ajudarão a cobrir as despesas da viagem do santo padre ao país.
    O BANCO
    Questionado pela coluna sobre os detalhes da negociação, o Opportunity, em um primeiro momento, confirmou reunião na última sexta com a cúria. Depois, por meio de nota, disse que não comentaria o assunto.
    CAIXINHA
    A Jornada Mundial da Juventude, que vai de hoje a domingo, tem custo estimado de até R$ 320 milhões. Segundo os organizadores, cerca de 70% virão de contribuições dos peregrinos, da venda de produtos e parcerias. Entre os patrocinadores, estão bancos (Bradesco, Itaú e Santander) e empresas (Ferrero, Nestlé e McDonald's).
    BABEL
    Advogados que falam inglês, espanhol e francês estão de plantão para atender estrangeiros com problemas na Jornada Mundial da Juventude, como assaltos e perda de documentos. O auxílio jurídico da OAB-RJ vale ainda para confusão em protestos.
    INTERVALO
    O ex-governador José Serra deve se internar nesta semana no hospital Sírio-Libanês para se submeter a uma cirurgia pouco invasiva, a ressecção endoscópica da próstata. Ele está sob os cuidados dos médicos Roberto Kalil Filho e Miguel Srougi.
    INTERVALO 2
    E no mesmo hospital está internado o ex-prefeito Gilberto Kassab. Ele foi submetido a uma cirurgia para a correção de uma hérnia da parede abdominal, conduzida pelo médico Raul Cutait.
    ESVAZIANDO O CLOSET
    André Nicolau/Divulgação
    Giovanna Antonelli está tirando blusas, sapatos e bolsas do guarda-roupa. Vai levá-las para o bazar que promove em São Paulo de 7 a 10 de agosto. "Tô baixando o armário", diz a atriz.
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    Ela também vai doar roupas no estilo das usadas por Helô, sua personagem na novela "Salve Jorge". A maior parte da renda da feira, no hotel Tivoli, em Cerqueira César, irá para a ONG Agente Cidadão. Os artigos custarão a partir de R$ 20.
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    Já em um leilão que ocorre no dia 8, poderão ser dados lances para uma camiseta do ex-jogador Ronaldo, uma sandália da apresentadora e atriz Sabrina Sato, um vestido da cantora Claudia Leitte e peças da apresentadora Hebe Camargo.
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    Giovanna vai trabalhar nos três dias de evento. Quer até ajudar a vender. "Vou acompanhar tudo o tempo todo. Quero ver acontecer, botar a mão na massa", afirma ela, que mora no Rio, mas diz amar São Paulo.
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    "Ainda bem que eu não moro aqui, porque a gastronomia paulistana ia acabar comigo", brinca a atriz, que voltará à TV no ano que vem, na próxima novela de Manoel Carlos na Globo.
    CRIME E CASTIGO
    A juíza Sueli Zeraik Armani, da 1ª Vara de Execução Criminal de Taubaté, determinou a realização de exame criminológico para a instrução do pedido de progressão do regime fechado para o semiaberto feito por Pimenta Neves. Desde maio, o jornalista, condenado a 15 anos de prisão pela morte da ex-namorada Sandra Gomide, teria direito ao benefício.
    CRIME E CASTIGO 2
    O STF, no ano passado, deu ao juiz a opção de pedir laudo psicológico. Exames criminológicos têm sido usados para justificar a negativa do pedido de abrandamento de regime, mesmo após cumprido um sexto da pena, como é o caso de Pimenta.
    TUDO AZUL AOS 60
    Eva Wilma comemorou os 60 anos de carreira em cima do palco. A atriz recebeu, na estreia de "Azul Resplendor", no sábado, os cumprimentos do diretor Antunes Filho, do crítico Rubens Ewald Filho, das atrizes Vera Zimmermann e Maria Helena Chira e do colega Pedro Paulo Rangel, com quem contracena na peça.

    Eva Wilma comemora 60 anos de carreira no palco

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    Greg Salibian/Folhapress
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    A atriz Eva Wilma protagoniza a peça "Azul Resplendor", que estreou sábado (20), no teatro Renaissance
    LOUCO POR VOCÊ
    Miguel Falabella está trabalhando na versão em português do texto e das letras das músicas do espetáculo "Crazy for You". Será o primeiro musical de sapateado da Broadway a ser trazido para o Brasil. Estrelada por Claudia Raia e seu namorado Jarbas Homem de Mello, a montagem tem estreia prevista para fim de outubro. As audições para o elenco começam nesta semana.
    NA ESTRADA
    Sarah Sheeva se desligou da Igreja Celular Internacional, em Copacabana, que mudou de direção e deixou de bancar seu "ministério missionário pelo Brasil". Ela retoma o "culto das princesas" hoje em Suzano (SP). Trocou Rio por Goiânia, onde vai montar uma confecção. "A barra pesou. O custo de vida no Rio estava caro."
    BEM NA FOTO
    O Instituto Moreira Salles recebeu 850 inscrições para a primeira edição da bolsa de fotografia ZUM/IMS. Os nomes dos dois vencedores, que receberão R$ 65 mil para desenvolvimento dos projetos, serão anunciados no site da "ZUM" em 13 de agosto.
    REBELIÃO DOS SIGNOS
    O artista plástico Camilo Meneghetti abriu a exposição "Visual Rebellion", na Urban Arts Moema, na quinta. O galerista Thiago Eva foi um dos anfitriões da noite e, ao lado de Camilo, recebeu a modelo Ives Kolling, a artista plástica Soraya Matos e a estilista Raquel Costa.

    Galeria abre exposição em Moema

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    Zanone Fraissat/Folhapress
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    O artista plástico Camilo Meneghetti expõe na Urban Arts Moema
    CURTO-CIRCUITO
    A Casa do Saber inicia hoje curso sobre os franciscanos e jesuítas, com o professor Roberto Barreiro Filho. Até 1º de agosto.
    A galeria Vermelho abre hoje exposições de Lia Chaia e de Rafael Assef.
    A banda Dois Reis faz show às 23h, no Na Mata Café, no Itaim Bibi. 18 anos.
    Um concerto regido pelo maestro Renato Misiuk encerra hoje a Campanha do Agasalho 2013, às 20h30, na Sala São Paulo.
    Mônica Bergamo
    Mônica Bergamo, jornalista, assina coluna diária publicada na página 2 da versão impressa de "Ilustrada". Traz informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999.

    João Pereira Coutinho

    folha de são paulo

    Terrorismo chique


    Assisti a "The Newsroom", série da HBO sobre uma TV americana de notícias. Gostei. Estranhei.
    A série tinha tudo para rebentar com a minha úlcera conservadora: o endeusamento de Obama; os ataques indiscriminados ao Tea Party (uma salada variada onde há tudo e o seu contrário); e aquele tom moralista que os "liberais" (no sentido americano da palavra) gostam de exibir com vaidade.
    Mas depois, episódio atrás de episódio, fui mergulhando na vaidade de Aaron Sorkin, o criador e roteirista da série. A estética sempre foi o calcanhar de Aquiles da minha ética.
    Sorkin escreve bem. Os seus diálogos, disparados à queima-roupa, são exemplos perfeitos de "timing" e humor, como nas melhores penas do cinema clássico de Hollywood.
    A juntar ao texto, há atores que estão à altura dele: Jeff Daniels, que já não via desde "A Lula e a Baleia" (grande papel, espantoso filme de Noah Baumbach), é o âncora Will McAvoy --e nunca a palavra "âncora" foi usada com tanta ironia, sobretudo para descrever alguém que está literalmente à deriva. E à deriva por quê?
    Pergunta absurda: quando um homem está sem rumo, "cherchez la femme". E a "femme" é MacKenzie McHale (divina Emily Mortimer), a ex-namorada e a atual produtora do bicho, que o atraiçoou no passado e que tenciona agora resgatá-lo no presente para um jornalismo digno desse nome.
    Posso discordar, ideologicamente falando, da "agenda" de Aaron Sorkin. Mas reconheço essa "agenda" porque Sorkin é um dinossauro. Ou um apaixonado por dinossauros: ele presta homenagem ao melhor do jornalismo progressista americano.
    O jornalismo que, nas emissões de Edward Murrow, destroçou o anticomunismo persecutório do senador McCarthy na década de 1950. O jornalismo que, nas matérias de Bob Woodward e Carl Bernstein, levou à queda de Richard Nixon na década de 1970. Um jornalismo que procurava ainda alguma verdade --e um certo sentido de decência.
    Infelizmente, alguém devia comunicar a Aaron Sorkin que os dinossauros estão extintos. Basta olhar para a última capa da revista "Rolling Stone": vemos uma figura masculina, jovem, cabelo comprido, pose de estrela do rock. Quem será esse Jim Morrison?
    Resposta: não é Jim Morrison. O nome é Dzhokhar Tsarnaev. Ou, para os íntimos, um dos carniceiros de Boston que matou e estropiou centenas de inocentes na maratona da cidade em abril passado.
    A intenção da revista era fazer um perfil do criminoso. Na prática, a revista concedeu-lhe um tratamento visual icônico que é um insulto para as vítimas --e, sobretudo, um insulto para o jornalismo.
    Aliás, não seria de espantar que Dzhokhar Tsarnaev, depois de ser capa da "Rolling Stone", se convertesse no novo Che Guevara das camisetas dos adolescentes retardados. E por que não? Psicopata por psicopata, pelo menos Dzhokhar Tsarnaev matou bem menos que o argentino.
    Suspiros. E algumas memórias. A última vez que me confrontei com uma aberração visual e ética desse tipo foi em Israel, ao visitar o museu do terrorismo. Ali encontrei, em poster ou figurinhas, incontáveis bombistas suicidas em poses idênticas.
    Parece que é uma indústria em Gaza e na Cisjordânia: antes do crime, o candidato a mártir tem direito a sessão fotográfica completa para imortalizar o nome e a imagem. Depois, quando a explosão acontece, as ruas e as escolas palestinas são inundadas pelo merchandising do herói.
    Não vou discutir quem tem razão no conflito israelense-palestino. Ambos têm. Ninguém tem. Que interessa? Essa não é a questão.
    A questão é que glorificar visualmente o terrorismo pertence a um outro planeta. Que, erradamente, eu julgava apenas encontrar no Oriente Médio.
    Comecei por escrever contra o tom "moralista" dos progressistas americanos. Mas, pensando bem, não é o moralismo dos velhos progressistas que me incomoda. É a ausência de qualquer moralismo nos novos. É o relativismo imbecil de quem confunde um terrorista com uma estrela musical; e um atentado terrorista com um concerto de rock.
    Talvez eu também seja um dinossauro. Mas, antes da extinção, confesso que prefiro o idealismo antiquado de Aaron Sorkin ao niilismo moderninho do pessoal da "Rolling Stone".
    João Pereira Coutinho
    João Pereira Coutinho, escritor português, é doutor em Ciência Política. É colunista do "Correio da Manhã", o maior diário português. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro "Avenida Paulista" (Record). Escreve às terças na versão impressa de "Ilustrada" e a cada duas semanas, às segundas, no site.

    Textos inéditos de Brecht no país são encenados em clima sombrio

    folha de são paulo
    'Quanto Custa?' une duas peças do alemão e retrata cenicamente atmosfera de medo de 1939
    Personagens fazem alusão a Adolf Hitler, mencionam países nórdicos e relações comerciais da época
    MARCIO AQUILESDE SÃO PAULODuas peças curtas do dramaturgo Bertolt Brecht (1898-1956), inéditas nos palcos brasileiros, motivaram o diretor Pedro Granato a reconstituir a soturna atmosfera alemã de 1939, data em que ambos os textos foram escritos.
    "Quanto Custa?", montagem que estreia amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil, combina "Dansen" e "Quanto Custa o Ferro?", peças que podem ser consideradas complementares, uma vez que os protagonistas de ambas são perseguidos por um gângster --metáfora para Adolf Hitler.
    De acordo com o diretor, os textos fazem menção direta a países nórdicos, aos contratos comerciais estabelecidos então, e, sobretudo, às relações pessoais.
    Alguns personagens são paródias às nações escandinavas, como sugerem seus nomes: o vendedor de ferro Svenson --assemelha-se com Suécia-- e a jornaleira Norsen --com Noruega.
    A encenação prima por uma direção de arte cuidadosa. A cenografia, os objetos de cena e os figurinos desenvolvidos para a montagem transmitem o clima de incerteza e insegurança da época.
    "São textos que funcionavam como crônica do momento presente, redigidos quando o nazismo estava no poder", afirma Pedro Felício, que interpreta três personagens, ao lado de Luís Mármora --que incorpora dois-- e Ernani Sanchez, que encarna Svenson.
    A caracterização cenográfica influencia bastante o desenvolvimento dramático.
    São três áreas perfiladas lado a lado: a primeira para o açougue, a segunda para a banca de jornal, e a terceira para a ferraria. Este último espaço, por exemplo, é cercado por grades, o que delimita os movimentos dos atores.
    "Isso cria uma situação de claustrofobia, e também representa a luta pela segurança no período", diz Granato.
    CONCEITOS DE BRECHT
    Apesar de o enredo aparentar ser um drama naturalista, já que trata do cotidiano de comerciantes vizinhos, uma categoria brechtiana fundamental está presente.
    A peça é uma fábula de natureza política, aspecto chave na compreensão da dialética marxista sobre a qual o autor alemão se debruçava em seus estudos teatrais.
    Outro elemento trabalhado pelo grupo foi o chamado efeito de estranhamento, procedimento que visava impedir que o espectador absorvesse as histórias encenadas como algo natural, familiar.
    O intuito seria fazer com que o público olhasse as coisas sob uma nova ótica, possibilitando uma tomada de consciência. "Em nossa versão, usamos a música para obter o efeito de estranhamento", conta Granato.
    A iluminação e a trilha sonora não deixam o espectador se esquecer do contexto de horror da Segunda Guerra Mundial, referência estética importante da peça.
      Grandes contradições capitalistas estimulam onipresença do autor
      DE SÃO PAULO
      Dentre os principais nomes do cânone teatral do século 20, pode-se notar que Brecht foi quem deixou a mais indelével marca no teatro brasileiro contemporâneo, levando em conta o alto número de montagens todos os anos.
      Hermann Wündrich, dramaturgista do Berliner Ensemble, companhia fundada por Brecht e sua mulher em 1949, afirma perceber, em suas excursões com o grupo pelo mundo, que a importância do autor em vários países parece ser maior do que em sua própria terra natal.
      "Isso acontece sobretudo onde as contradições e as barbaridades do capitalismo são mais evidentes do que na Alemanha. Brecht é um dos poucos autores que fazem crítica direta ao capitalismo em suas peças", afirma Wündrich.
      Para ele, as teorias estéticas de Brecht tornaram-se comuns na prática, dissipando-se pelos mais diversos meios de nosso cotidiano, mas as grandes transformações sociais ocorridas exigem com que elas sejam renovadas.
      "As suas teorias transformaram-se em referências que estão por toda parte, em publicidade, videoclipes, cinema, teatro e literatura. O que fazemos no Berliner Ensemble é desenvolver um entendimento atual de Brecht, pois a mudança é a nossa principal tradição", diz.