sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Tv Paga



Estado de Minas: 15/11/2013


Delírio visual 


 (Estúdios Walt Disney/Divulgação )


Para quem é fã de cinema, a simples exibição do trailer de Frankenweenie denuncia que o diretor deste longa-metragem de animação é Tim Burton. O estilo é inconfundível. E a trama é delirante: quando Sparky, o cachorro de Victor Frankenstein, é atropelado, o menino decide trazê-lo de volta à vida usando um de seus experimentos. Porém o “novo” Sparky começa a criar confusão na vizinhança. O desenho estreia hoje, às 22h, no Telecine Premium.

Muitas alternativas  no pacote de filmes
Na mesma faixa das 22h, o assinante tem mais oito opções: Um assalto de fé, no Canal Brasil; A hora da escuridão, no Telecine Action; Paixão de ocasião, no Telecine Touch; Queime depois de ler, no Telecine Fun; Apollo 18 – A missão proibida, na HBO; Amor, antes e depois, no Max; O bode expiatório, no Studio Universal; e Zohan – O agente bom de corte, no Sony Spin. Outras atrações da programação: O caso dos irmãos Naves, às 21h30, no Arte 1; A volta dos bravos, às 21h30, no Viva; Blitz, às 22h30, no Megapix; Velozes e furiosos – Desafio em Tóquio, às 22h30, no FX; e Dick, às 23h, no Comedy Central.

Contraplano realiza debate sobre poder
Ainda relacionado a cinema, o programa Contraplano, que vai ao ar às 22h, no SescTV, discute hoje o tema “Inimigos públicos no passado, heróis hoje”, com o cineasta Ugo Giorgetti e o filósofo Tales Ab’ Saber fazendo suas análises a partir de filmes como Olga, Diários de motocicleta, Marighella e Lula, o filho do Brasil.

Documentário pega o trem republicano

Na Cultura, às 22h, o documentário Trem republicano 1873 faz uma viagem pela história do Brasil do século 19, ressaltando a importância e o significado do projeto de restauração da ferrovia entre Itu e Salto, em São Paulo. Os principais fatos e acontecimentos que provocaram a queda da monarquia e a Proclamação da República no Brasil também estão presentes no documentário, dirigido por Barros Freire.

Aliens e paranormais  dominam o History


O canal History reserva as noites de sexta-feira para investigações sobre mistérios que tiram o sono de muita gente. Em Decifrando milagres, às 21h, um dos casos relatados se refere aos fenômenos do Vale do Amanhecer, lugar do Brasil onde costumam ocorrer contatos paranormais. Em seguida, às 22h, serão exibidos dois episódios de Alienígenas do passado. No Nat Geo, às 22h30,  na série Obsessões, estreia o episódio “Saúde ao extremo”, e logo depois é a vez de “Como eliminar gordura”, em Como mudar seu corpo.

Gavin reprisa edição  com Emílio Santiago

Cantora, compositora, percussionista e atriz, a baiana Karina Buhr é a artista da vez da série Cantoras do Brasil, às 18h45, no Canal Brasil. Às 21h30, a emissora reprisa o programa O som do vinil que Charles Gavin fez com Emílio Santiago, em uma de suas últimas entrevistas – o cantor morreu em 20 de março, aos 66 anos. Às 22h, o Multishow,transmite uma apresentação ao vivo da banda Roupa Nova, diretamente do Rio de Janeiro.

Mulheres conquistam espaço no universo brasileiro das HQs.‏

FIQ » Elas vão à luta
 
Mulheres conquistam espaço no universo brasileiro das HQs. A internet ajuda a divulgar trabalhos autorais e revela jovens talentos, como AnaLu, Cris Peter e Lu Cafaggi


Carolina Braga

Estado de Minas: 15/11/2013


Lu Cafaggi diz que a internet deu visibilidade aos quadrinhos criados por mulheres     (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Lu Cafaggi diz que a internet deu visibilidade aos quadrinhos criados por mulheres



Experimente dar uma volta rápida entre as mesas do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), na Serraria Souza Pinto. À primeira vista, você vai perceber: os rapazes ainda são maioria entre os autores, mas elas não passam despercebidas. “Não somos poucas, embora pouco conhecidas. Vamos conquistando espaço”, diz a potiguar AnaLu Medeiros.

“Quadrinhos sempre foram mídia masculina. Como eles dominavam, acabavam fazendo para eles. Nós também procuramos algo para nós, mas não encontramos. Dessa forma, muitas meninas foram para outras áreas, embora algumas insistam”, explica a colorista gaúcha Cris Peter. Ela vai lançar o livro Totalmente subjetivo, formado por quatro desenhos a partir de sentimentos despertados pelas cores.

De cabelo vermelho, assim como sua personagem, AnaLu veio de Natal (RN) trazendo a primeira edição de Ana e o sapo. Ela faz parte da geração que usa a internet como propulsora de seu trabalho autoral. A arquiteta, de 25 anos, mantém o desenho como atividade paralela desde os 17. Em maio, decidiu levar o hobby a sério e montou o site www.tiraninha.com.br.

Para AnaLu, tanto faz se o autor é homem ou mulher. “O mais importante é cada um ter seu traço específico. É bacana a pessoa reconhecer o desenhista só de ver o trabalho, sem conferir assinatura. Geralmente, as mulheres fazem algo mais delicado no desenho e no roteiro. Afinal, temos visões diferentes das coisas”, comenta.

Autora de Turma da Mônica – Laços em parceria com o irmão, Vitor, a mineira Lu Cafaggi acredita na força da rede como plataforma de distribuição, mas pondera: “A internet dá a impressão de que as quadrinistas surgiram de repente, mas não é assim. Elas já existiam. Apareceram autores se sentindo mais livres para escrever sobre coisas pessoais sem ter de agradar a determinada editora ou ao público”.

A mineira Ana Carolina Cunha vai lançar seu primeiro trabalho autoral: a revista História de amor, parceria com Ariano Gomes. “Quadrinho ainda é predominantemente masculino, mas há um monte de mulheres talentosas”, diz. Se algumas autoras se dedicam a traços e histórias mais delicados, outras apostam nos super-heróis. “Não gosto muito de separar o que tem mais cara feminina ou masculina. Cada um tem seu jeito único de contar histórias”, avisa Cris Peter.

PÉREZ

É grande a expectativa sobre a presença do norte-americano George Pérez no FIQ. Ele pode apresentar em BH nova série de personagens femininas criada para uma editora indie dos EUA. George é o tipo de artista gente-boa. “Lá fora, ele é um dos problemas dos eventos. Se der a hora de ir embora, ele não vai se houver pessoas na fila. Faz amizade com o povo, estoura horário, quer atender todo mundo e sair com a galera. Se for abordado da maneira certa, vai com a gente para o Maletta”, afirma o pesquisador Raphael Ernesto, da Casa da Revista.


 (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
ESTELAR DE PLANTÃO

A comunidade nerd de BH fica em polvorosa com a chegada do FIQ. Isso ocorre sobretudo entre os adeptos do cosplay, aquelas figuras que saem por aí fantasiadas. Na abertura do evento, o arquiteto Renato Sambi Colotto reinou absoluto como o único elfo. A estudante Natália Paixão (foto) se prepara para acabar com esse reinado. Amanhã, ela vai homenagear o convidado George Pérez, conhecido por seus trabalhos para a DC Comics. Das 13h às 22h, a moça ficará fantasiada de Estelar, personagem ícone dos anos 1980. Foram quatro meses para reproduzir o figurino, que inclui peruca maior que a fã. Ela ficará a postos nas imediações do estande da Casa da Revista – o único (e primeiro) sebo participante do FIQ.

CONFIRA

Hoje

10h – Demonstração de pintura. Com Daniel Lima, Lélis, Júlia Bax e Fábio Cobiaco
11h30 – Quadrinhos não são mais só para adultos!. Com Chantal, Fábio Yabu, João Marcos e José Aguiar
13h30 – Conversa em quadrinhos: Boulet e sua caneta misteriosa. Com Maria Clara Carneiro e Boulet
14h30 – 100 balas. Com Delfin, Eduardo Risso e Dave Johnson
16h – Graphic MSP. Com Sidney Gusman, Danilo Beyruth, Gustavo Duarte, Shiko, Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi e Cris Peter
18h – Mangá. Com Samuel Medina, Érica Awano, Marcelo Cassaro, Lobo Borges, Petra Leão e J. M. Trevisan
20h – O horror, o horror!. Com Rafael Rodrigues, Franco de Rosa, Salvador Sanz, Fábio Cobiaco e Rafael Albuquerque

>> Auditório Gutemberg Monteiro. Serraria Souza Pinto, Av. Assis Chateaubriand, 809, Floresta. Programação completa: www.fiqbh.com.br

 (ANALU/REPRODUÇÃO)


DE OLHO EM MINAS

A convite do Estado de Minas, quadrinistas participantes do FIQ criarão imagens relacionando o festival internacional à capital mineira e à experiência deles por aqui. Curiosamente, no livro Ana e o sapo, lançado na Serraria Souza Pinto, AnaLu Medeiros presta sua homenagem ao estado.

CARLOS HERCULANO LOPES » Por amor às frutas‏

CARLOS HERCULANO LOPES » Por amor às frutas 

 
Estado de Minas: 15/11/2013





Ao escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor de As veias abertas da América Latina, livro que o tornou famoso na década de 1970, tomo emprestados o título desta crônica e um texto seu, com o mesmo nome, publicado no primeiro volume da trilogia Memória do fogo, na qual, num misto de poesia e espanto, conta a história do nosso continente, da era pré-colombiana à década de 1980, com todos os horrores e belezas que desde sempre fizeram parte da nossa realidade.

Mas essa breve “apropriação”, também por amor às frutas, tem uma razão de ser: em terras brasileiras, neste mês de novembro, estamos em plena safra de três maravilhas, que estão entre as melhores iguarias da Terra – manga, jabuticaba e abacaxi. De sabor inigualável, pelo menos para mim, essa última é uma fruta que supera todas as outras.

 Também pensou igual, pelos idos de 1514, em Santa Maria do Darién, onde hoje está o Panamá, o historiador espanhol Gonzalo Fernández de Oviedo quando os nativos lhe apresentaram algumas frutas do Novo Mundo que ele nem imaginava existir. Galeano, com talento e poesia, narrou assim esse encontro e as conclusões de Oviedo: “... A goiaba lhe parece muito superior à maçã. A fruta-de-conde é formosa e oferece uma polpa branca, aguada, de muito temperado sabor, que por muito que se coma não causa dano nem empanturra. O mamey tem um sabor de lamber os lábios e cheira muito bem. ‘Não existe nada melhor’, opina. Mas morde uma nêspera e lhe invade a cabeça um aroma que nem o almíscar iguala. ‘A nêspera é a melhor fruta’, corrige, e não se acha coisa que se lhe possa comparar. Descasca, então, um abacaxi. O dourado abacaxi cheira como gostariam de cheirar os pêssegos e é capaz de abrir o apetite de quem nem lembrava a vontade de comer. Oviedo não conhece palavras que mereçam dizer suas virtudes. Se alegram seus olhos, seu nariz, seus dedos, sua língua. ‘Esta supera todas’, sentencia, ‘como as plumas do pavão real resplandecem sobre as de qualquer ave’”.

Ao gosto de apreciar essa fruta, que com a devida distância do tempo me uniu a Gonzalo Oviedo, não teve a mesma sorte a minha linda amiga Mariana Peixoto, com quem tenho a alegria de trabalhar aqui no Estado de Minas. Mas por uma razão das mais justas: ela conta que, quando criança, na escola onde estudava, quase todos os dias, na hora do lanche, faziam-lhe descer goela abaixo, assim como a dezenas de outras meninas, um suco de abacaxi azedo e quente. “Como se não bastasse, ainda tínhamos de comer junto com ele uma rosca seca, de sabor horrível”, lembra. Em compensação, a manga, que ela também detestava, hoje está entre as frutas que mais aprecia. Não há uma vez que vá ao supermercado e deixe de levar pelo menos três mangas para casa. Nem tudo está perdido neste mundo.

>> carloslopes.mg@diariosassociados.com.br

Eduardo Almeida Reis-Lombrigas do rei Ricardo III‏

Não raras vezes recebo e-mails falando da insignificância de cada um de nós e mesmo do planeta Terra, um pálido ponto azul no universo


Eduardo Almeida Reis


Estado de Minas: 15/11/2013

Por meio do EM, numa das edições de setembro, soubemos que Ricardo III, rei da Inglaterra, tinha lombrigas. Ele nasceu em 1452 e reinou de 1483 a 1485, quando foi morto na Batalha de Bosworth Field. Casado com Anne Neville, viúva de Edward of Westminster, teve os filhos Edward of Middleham, príncipe de Gales, John of Gloucester e Katherine Plantagenet. Foi o último rei da Dinastia Plantageneta, casa real que governou a Inglaterra entre 1154 e 1485. Plantageneta vem do inglês plantagenet, do latim planta + genista (giesta, leguminosa papilionoídea), emblema da família que teve os reis Henry II, Richard I, John, Henry III, Edward I, Edward II, Edward III, Richard II, Henry IV, Henry V, Henry VI, Edward IV, Edward V e o citado Ricardo III, monarca lombricário imortalizado numa peça de William Shakespeare.

Quando menino, tive no Rio de Janeiro uma empregada opilada como ela só. Medicada, deu à luz imensa tênia que vi no fundo de um penico. Dizem que a Taenia solium pode alcançar oito metros e a Taenia saginata chega aos 12m. Não medi o verme cestoide, mas vi que a moça desopilou em poucos dias. Não faz muito tempo, no Programa do Jô, bela cientista sustentava a tese de que o homem povoou a América também por meio da costa chilena. Baseou sua tese nos coprólitos (cocôs mumificados) de milhares de anos, identificando lombrigas da Oceania inexistentes nos humanos que chegaram à América pelo Estreito de Behring, onde o Alasca fica pertinho da Rússia.

Há mais de um ano, no dia 23 de setembro de 2012, contei-lhes que saudoso amigo tinha fazenda na Baixada Fluminense, ao pé da Serra de Teresópolis. Toda tarde, ao voltar do curral, o retireiro Antônio passava pela casa do patrão para entornar um golo de cachaça. Assustado com a opilação do empregado, meu amigo acrescentou à cachaça uma dose generosa de fenotiazina, vermífugo bovino então em voga. Manhã seguinte, ao dealbar da aurora, quando o empregado passou a caminho do curral, meu amigo quis saber do resultado da mistura de aguardente com o anti-helmíntico. Antônio foi admirável: “Ah, doutor, se eu não estou de foice ela me pega: lombriga de cabeça azul!”. Os pesquisadores da Universidade de Cambridge, que descobriram os vermes de Ricardo III, ficam devendo à história a cor da cabeça das lombrigas reais. É certo que o marido de Anne Neville não usava foices, mas combatia com espadas que também matam lombrigas de cabeça azul.


Philosophares
Não raras vezes recebo e-mails falando da insignificância de cada um de nós e mesmo do planeta Terra, um pálido ponto azul no universo. Realmente, o todo não tem expressão, mas precisamos admitir a significância de cada indivíduo pela sua óptica. Uma dor de ouvido, uma verruga plantar, uma prisão de ventre – é tudo muito significativo para quem se vê às voltas com o problema e com outros maiores, que são muitos. Passamos por aqui sem a menor importância, a não ser para cada um de nós. Newton, Shakespeare, Cervantes, Goethe, Einstein, Planck fizeram nome, que não os impediu de partir. Se tusso e o leitor espirra, pouco nos importam os seis gênios citados. E tem mais uma coisa: este pequeno suelto está muito philosophico para o meu gosto. Vou aproveitar o final do charuto para assistir a um joguinho de futebol europeu na tevê: ao vivo, que a morte é certa.


Entrevistas

Até se entende que um entrevistado não corresponda ao que dele esperam o entrevistador e os telespectadores, apesar da seleção feita pela imensa equipe de produção que há por trás do entrevistador. Só não dá para entender que o senhor José Eugênio Soares, de alcunha o Jô, selecione desastrada entrevista para a Semana do Jô, no canal GNT, como aquela que foi exibida no dia 13 de outubro, domingo. Refiro-me a um soteropolitano, mergulhador, que atende pelo apelido de Moqueca. O baianês do cavalheiro é ininteligível e o pouco que deu para entender foi de uma chulice incompatível com um programa que entra nas casas de família às nove da noite. Qual é a graça do senhor Moqueca? Honestamente, quantas pessoas entendem sua algaravia? Aquilo que dá para entender é indigno de ser veiculado num canal de tevê.


O mundo é uma bola
15 de novembro de 1889, Proclamação da República do Brasil: Rui Barbosa assina o primeiro decreto do governo provisório. Os resultados são vistos até hoje. Admitamos, então, que o 15 de novembro valeu pelo feriado, mesmo assim para os que não gostam de trabalhar. Em 1895, aí sim, tivemos dia importantíssimo: fundação do Clube de Regatas do Flamengo. Em 1905, inauguração da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, palco de manifestações que terminam em quebradeira e ladroeira, porque sujeito que rouba computadores e televisores não é vândalo: é ladrão. Em 1988, no exílio, Yasser Arafat proclama o Estado da Palestina, enquanto alguém polvilhava suas roupas com o elemento químico sintético, da família dos actinídeos, conhecido como polônio. Hoje é o Dia do Joalheiro, do Esporte Amador e da Língua Gestual Portuguesa.


Ruminanças
“Contra o calar não há castigo, nem resposta.” (Cervantes, 1547–1616).