quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Frei Betto - Barafunda brasileira‏

Barafunda brasileira 
 
Como o governo de um partido de trabalhadores pode se dar tão bem com o patronato e manter relações tensas com movimentos sociais?
Frei Betto

Estado de Minas: 27/11/2013


Faustão é mestre em lembrar expressões populares que padeceram com o tempo. Arrastão já foi trabalho de pescadores e, hoje, é assalto coletivo em grandes concentrações urbanas. Quem ainda diz “mandar brasa”, “sujeito pau”, “aquele broto” ou “mocorongo”?

Deonísio da Silva, mestre em nosso idioma, escreveu o imprescindível De onde vêm as palavras (Mandarim), desnudando-as em suas etimologias, significados e empregos. Palavras, como tudo, se gastam com o tempo. Perdem o brilho, o significado e, portanto, o uso. É o caso de direita e esquerda. No tempo da bipolaridade mundial entre capitalismo e socialismo, elas demarcavam terrenos nítidos. Hoje, o que é ser de direita ou de esquerda?

No Brasil, a esquerda está no poder? Suponhamos que sim. Mas quem são os líderes de sua base aliada? Todos conhecemos sobejamente: Sarney, Collor, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, Maluf, Romero Jucá, Kátia Abreu. Como um governo de um partido de trabalhadores pode se dar tão bem com o patronato brasileiro e manter relações tensas com movimentos sociais, como indígenas e sem-terra?

Fora o PSDB e alguns pequenos partidos, todos os setores conservadores da sociedade brasileira apoiam o governo, incluindo empreiteiras, bancos e mineradoras, principais fontes de financiamento de campanhas eleitorais. Espero que a reforma política – quando houver – impeça candidatos de receberem grana de pessoas jurídicas, e as doações de pessoas físicas fiquem limitadas ao teto de um salário mínimo.

Agora estão presos companheiros meus na luta contra a ditadura, como Dirceu e Genoino. Todos foram condenados por juízes nomeados, em sua maioria, pelo governo petista. Considero ilegal, injusta e despropositada a maneira como foram detidos na data da Proclamação da República. Fazer espetáculo com a dor alheia é tripudiar sobre a dignidade humana.

Aliados do governo acusam a grande mídia de conivência com a espetacularização do julgamento. Por que então o Planalto não dá andamento aos projetos de regulamentação e democratização da mídia? Por que não impede a formação de oligopólios? Por que a publicidade financiada pelo governo federal privilegia exatamente veículos de oposição ao Planalto?

Em 10 anos de governo petista, o Brasil melhorou muito, graças ao aumento real do salário mínimo, à redução do desemprego, à política externa independente, à solidariedade aos governos progressistas da América Latina e aos programas sociais – embora eu lamente que o Fome Zero, emancipatório, tenha sido trocado pelo Bolsa-Família, compensatório.

Amigos “de esquerda” se queixam que os aeroportos estão demasiadamente cheios de famílias de baixa renda. No Nordeste, o jegue foi trocado pela moto. E as multinacionais automotivas continuam a entupir nossas ruas de carros, sem que haja investimento em transporte público.

É o efeito tostines: no Brasil, o produtos são caros porque dependem do sistema rodoviário? Ou os produtos são caros porque os caminhões são abastecidos com petróleo? Temos 8 mil quilômetros de litoral, rios caudalosos navegáveis, e quase nenhuma navegação comercial. E quando se fala em ferrovia se pensa no trem-bala, capaz de transportar a elite no circuito Campinas-São Paulo-Rio e não em trilhos que cortem o país de ponta a ponta, facilitando o escoamento barato de nossa produção.

Sim, o atual governo é muito diferente do governo FHC. E muito semelhante. Prometeu investigar as privatizações – “herança maldita” – do governo anterior e ficou o dito pelo não dito. E adotou o mesmo procedimento: privatização do Campo de Libra, que abriga petróleo, um produto estratégico; e de rodovias, portos e aeroportos, sem prestar atenção na queda do lucro da Vale após ser privatizada e do valor das ações da Petrobras depois que 60% delas passaram às mãos do capital privado e na falência da Vasp. E não houve nenhuma iniciativa de reestatização, como fez Evo Morales na Bolívia.

Segundo o Ipea, órgão federal, a desigualdade social entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil é de 175 vezes! Por que não são tomadas medidas estruturais para reduzi-la? Em 10 anos de governo petista, houve apenas uma reforma estrutural no Brasil, a da Previdência do funcionalismo público, que favorece o capital privado. Enquanto o orçamento da República destinar mais de 40% do nosso dinheiro para pagar juros, amortização e rolagem da dívida pública, e menos de 8% para a saúde e a educação, o Brasil continuará sonhando em ser o país do futuro.

Obsessão masculina‏

Obsessão masculina
 
Estudo mostra que a preocupação excessiva com o peso e o físico afeta cerca de 17% dos homens adolescentes e jovens nos Estados Unidos


Isabela de Oliveira

Estado de Minas: 27/11/2013

Quando foi lançado, em 2006, o filme 300, dirigido por Zack Snyder, chamou a atenção não apenas pela fotografia e pelo uso de computação gráfica, que trouxeram uma nova estética para a épica batalha das Termópilas. Muito se falou também da condição física dos soldados liderados pelo rei Leônidas (Gerard Butler). As figuras atléticas foram esculpidas com intensos treinos com pesos, dieta rica em proteínas e suplementos alimentares, além de muita maquiagem e retoques digitais. Mesmo sabendo da tecnologia envolvida, há jovens que adotam o físico mostrado nas telas como um objetivo a ser alcançado, o que pode levar a problemas físicos e psicológicos.

Estudo realizado pelo Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, mostra que a preocupação excessiva com a aparência deixou de ser um mal que atinge basicamente as mulheres e já afeta um número considerável de rapazes. Por meio de questionários, a pesquisa avaliou, de 1999 a 2010, 5.527 adolescentes norte-americanos que tinham entre 12 e 18 anos quando a investigação foi iniciada.
Os resultados indicaram que, em pelo menos um momento do estudo, 17,9% dos entrevistados se mostraram extremamente preocupados com o peso e o físico, 9,2% relataram muita preocupação com a musculatura e 31% disseram ter comportamentos bulímicos ou de compulsão alimentar, sem perda de controle. Em alguns casos, a situação se tornou perigosa: 2,4% disseram recorrer a hormônios do crescimento ou anabolizantes para ganhar um corpo mais musculoso, e 0,8% tiveram bulimia nervosa, incluindo o uso de laxantes.

Para Alison Field, principal autora do estudo, publicado na revista especializada Jama Pediatrics, os dados mostram que os médicos devem estar atentos a essa questão também nos homens. “Pouco se sabe sobre a prevalência de transtornos alimentares entre adolescentes e jovens adultos do sexo masculino. Muitas vezes, os sintomas não são percebidos pelos médicos apenas porque existe uma ideia de que eles não passam por isso”, diz. Outro alerta trazido pela pesquisa é que a preocupação excessiva com a magreza ou com a musculosidade aumenta as chances de os rapazes usarem drogas, sofrer com depressão ou beberem em binge (episódios esporádicos de abuso do álcool) –.

Sandra Barboza, especialista em neuropsicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), conta que a maioria dos pacientes que chegam à clínica com problemas ainda é mulher. Mas homens já representam 15% dos casos de bulimia e entre 20% e 40% dos de transtorno de compulsão alimentar. “Os estudos apontam que, na população masculina, esses transtornos estão mais associados a categorias específicas, como dançarinos, modelos e esportistas”, diz a médica.

Anabolizantes e purgantes  A frequência do uso de esteroides anabolizantes para aumentar a massa muscular e o tamanho do corpo é mais comum entre eles, enquanto o uso de purgantes e inibidores de apetite é mais usado por elas, sugerindo que as medidas para perseguir o corpo ideal podem ser similiares entre  os gêneros, com diferença apenas nas técnicas usadas e no tipo de físico a ser alcançado. Nos homens, é mais comum o diagnóstico de vigorexia (excesso de exercícios para aumento dos músculos). O transtorno é subdiagnosticado porque as internações já ocorrem em casos extremos de sobrecarga cardíaca e óbito, e os médicos dão a causa da morte pelo abuso de anabolizantes.

“Os sintomas, certamente, podem passar despercebidos pelos médicos, principalmente porque os profissionais de saúde são menos sensíveis a pesquisar os transtornos alimentares em homens. A população masculina está sendo excessivamente exposta a imagens de corpos de atores e atletas, cada vez mais musculosos, esbeltos e inatingíveis para a população em geral. São figuras produzidas à base de drogas e substâncias e, por isso, devem ser questionadas”, destaca Celso Alves dos Santos Filho, psiquiatra do Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares da Universidade Federal de São Paulo.
O endocrinologista Mauro Scharf explica que os meninos atingidos pelos transtornos alimentares sofrem com dismorfia, um distúrbio de autoimagem.. “Quando chegam ao limite corporal alcançado pela genética, recorrem aos suplementos alimentares para aumentarem a musculatura. Os produtos são vendidos sem controle. Há suplementos à base de proteína que têm hormônios androgênios em suas fórmulas, o que não é declarado na tabela nutricional. Por terem hormônios, deixam de ser suplementos e passam a ser medicamentos, mas são vendidos sem controle”, alerta o também pesquisador e chefe do Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba.

Ele lembra o caso de um paciente de 15 anos que, depois de tomar anabolizantes usados para crescimento muscular de cavalos, adquiriu um tumor no fígado. A substância era comprada no Paraguai pelo professor da academia onde o garoto malhava. “Ele não resistiu e acabou morrendo. Os meninos perdem a noção da realidade porque querem um corpo mais forte, assim como as meninas acabam ficando anoréxicas. Eles se colocam em situações de risco, e estudos assim servem de alerta para os jovens e os pais. Nenhum suplemento deve ser usado sem avaliação médica”, adverte Scharf.

Eduardo Almeida Reis - Palavras‏

Palavras 
 
As autoridades têm encontrado dificuldades para bloquear os sinais de celulares nos presídios


Eduardo Almeida Reis

Estado de Minas: 27/11/2013 

Como termo jurídico, egresso significa indivíduo que, tendo cumprido toda a pena, sai do estabelecimento prisional, readquirindo a liberdade. Em rigor, tanto o adjetivo como o substantivo têm outros significados: que se retirou, que se afastou, que não mais pertence a um grupo. E ainda o de indivíduo que deixou o convento, ex-frade, não me perguntem por quê. O fato é que o termo jurídico tomou conta da palavra, o que me faz lembrar episódio ocorrido no tempo de antigamente, quando um chefe de seção do Banco do Brasil traçou o perfil de um funcionário que deveria ser promovido. O bancário, chamado Presídio, trabalhara durante anos como caixa no Departamento de Tesouraria, e o seu novo chefe, no elogio, começou: “Egresso da Tesouraria...”. O chefão deles todos, que tinha graça, quando viu o texto chamou o autor: “O rapaz se chama Presídio e você diz que ele é egresso. Muda isso, que pega mal para ele”. Assim se fez e o Presídio foi promovido. Já que a palavra veio à baila, concordemos em que cadeia, calabouço, cana, cárcere, enxovia, ferros, grades, masmorra, penitenciária, presídio, xadrez e xilindró são sinônimos.

Vejo que as autoridades têm encontrado dificuldades para bloquear os sinais de celulares nos presídios. Ao bloquear, bloqueiam também o sinal nos bairros do entorno. As operadoras, por seu turno, se defendem dizendo que sua função é levar, não bloquear os sinais. Daí a pergunta que faço ao leitor: quem foi que disse que presídio deve ter luz elétrica? Montaigne, Cervantes, Shakespeare, Goethe viveram sem eletricidade. Será que o Nem, o Marcola, e o Beira-Mar precisam de tomadas para carregar as baterias dos seus celulares? Impedir a entrada dos telefoninhos é muito difícil. Meses atrás, no presídio de Paracambi (RJ), uma mulher amantíssima, ao visitar seu marido e senhor, transportava quatro celulares, algumas baterias e uma dose generosa de maconha num único orifício de sua anatomia. Fato de provocou imensa manchete de primeira página no jornal regional: Que vaginão!


Chefe de estábulo

Contratado pela Cooperativa Central dos Produtores de Leite (CCPL), o zootecnista argentino chegou disposto a produzir leite da melhor qualidade no estado do Rio de Janeiro. Uma de suas primeiras providências foi recomendar que os retireiros passassem a trabalhar de short, para evitar que limpassem as mãos nas calças, tornando a limpá-las quando as calças ficam imundas, misto de urina de vaca e leite azedo. Sempre que vejo a notícia de uma união como a do senhor Fábio Souza, barbudo, bigodudo e cabeludo, marido de papel passado e aliança no anular do senhor Alexandre Herchcovitch, me lembro do argentino dr. Degrandi. Correndo a notícia do short para tirar leite, o chefe de estábulo do fazendeiro Rodolpho Figueira de Melo pediu as contas. Funcionário exemplar, mungidor excepcional, assustou o patrão ao pedir as contas. Rodolphinho pensou que fosse questão de dinheiro e se prontificou a reajustar o salário do empregado, que foi admirável: “Gosto muito da fazenda e do senhor, doutor Rodolpho, mas não fico de perna de fora na frente de ninguém”.


Delícia...
Parte da medicina que estuda as doenças vasculares e o seu tratamento, a angiologia tem invenções formidáveis, a melhor das quais é um negócio chamado meia elástica. Philosophos caminhados em anos, que passam horas sentados diante de computadores, devem usar as tais meias para evitar uma série de problemas que não conheceriam se tivessem vivido menos primaveras. Meias de mor qualidade, que deixam os dedinhos de fora, custam R$ 150 o par. Exigem assistência domiciliar de calçadoras de peúgas, considerando que a tarefa é impossível para o utente. Ao descalçar, o referido utente também requer assistência, sob pena de recorrer a uma tesoura e perder os R$ 150, enquanto jura jamais comprar outro par de peúgas. Às voltas com esse dilema atroz, a vítima acaba concluindo que é melhor afrontar os mandamentos angiológicos, do que sofrer de cotio, a cote, cotidianamente. Vale notar que as duas senhoras que me ajudaram a calçar as meias confessaram que, nas respectivas gestações, foram aconselhadas a usar peúgas elásticas. Ambas compraram as meias, usaram uma vez e jogaram fora.


O mundo é uma bola
27 de novembro de 1807, diz a Wikipédia, “a família real portuguesa foge para o Brasil na sequência da invasão do país por tropas napoleônicas”. Pelo napoleônicas dá para perceber que o texto foi escrito em Portugal. Parece-me que “foge” é pouco simpático: prefiro “transmigra”, do verbo transmigrar: mudar(-se) de uma região, país etc. para outro. Em 1912, França e Espanha assinam um tratado segundo o qual todas as terras do que é atualmente Marrocos, ao sul do Rio Drá, passariam a estar sob domínio espanhol; esse território teve as designações de colônia de Cabo Juby e Zona Sul do protetorado espanhol de Marrocos, informação da maior utilidade para os atleticanos que vão assistir aos jogos do Mundial de Clubes. Hoje é o Dia do Técnico de Segurança no Trabalho.

Hora de lutar contra o HPV‏

Hora de lutar contra o HPV - Maria Inês de Miranda Lima 

Presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig)

Estado de Minas: 27/11/2013


O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Estima-se que, aproximadamente, 10% das mulheres estejam infectadas e que, pelo menos, 50% da população sexualmente ativa adquiram o vírus em algum momento da vida. Oitenta por cento das mulheres entram em contato com um dos mais de 100 tipos do vírus ao longo da vida sexual e 60% dos homens são infectados nos três primeiros anos de atividade. Embora não substitua os métodos contraceptivos, a vacinação de meninas, entre 11 e 13 anos, é recomendada pela Organização Mundial de Saúde para prevenir infecções e, consequentemente, reduzir os níveis de ocorrência de câncer de colo de útero. No Brasil, uma campanha pretende imunizar 64 mil meninas de escolas públicas e particulares do Distrito Federal, com autorização dos pais. O Ministério da Saúde anunciou que, a partir de março de 2014, jovens entre 11 e 13 anos passarão a receber as doses gratuitas da vacina. Em 2015, a faixa etária de 9 a 11 anos também será beneficiada.

Em geral, o sistema imunológico elimina rapidamente o vírus do HPV de forma natural. Contudo, conforme os últimos levantamentos mundiais, estima-se que, aproximadamente, 30 milhões de pessoas tenham verrugas ocasionadas por HPV e 10 milhões de mulheres tenham lesões intraepiteliais de alto grau no colo uterino, gerando 500 mil casos de câncer do colo uterino. Quem passa por consultas regulares tem qualquer alteração detectada com exame clínico e citológico, conhecido como Papanicolau.

Muitas mulheres não realizam os exames rotineiros por não desenvolverem sintomas, sendo surpreendidas por lesões de grau avançado ou por câncer invasivo. Apesar das campanhas de conscientização, somente 30% fazem o exame preventivo periódico. O resultado é registrado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca): 18 mil novos casos de câncer do colo uterino por ano e, aproximadamente, 4,8 mil mortes em decorrência da doença. O tempo entre a infecção pelo vírus de alto risco e o desenvolvimento do câncer pode chegar a 10 anos. Esse ciclo pode ser interrompido se a mulher fizer os exames preventivos. Atualmente, duas vacinas contra os tipos mais presentes de câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18) já são comercializadas. Uma delas é a quadrivalente, contra os vírus 16 e 18 – presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e os tipos 6 e 11 –, comuns em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

A idade indicada para a vacinação diverge da campanha do governo e engloba pessoas de 9 a 26 anos, sendo a quadrivalente indicada ainda para homens na mesma faixa etária. A vacinação deve ocorrer antes do contato sexual. Caso isso não aconteça, não existe contraindicações para a vacinação após o início da atividade sexual, ou mesmo se a pessoa já teve HPV. Nesse último caso, a imunização vai protegê-la contra tipos específicos, os oncogênicos. Não existem dúvidas sobre os benefícios da vacinação. O impacto na redução dos casos, no entanto, não anula a necessidade da realização do exame preventivo e da proteção com preservativos. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades da saúde estejam conscientes de suas importantes contribuições para reduzir as mortes por câncer de colo do útero por meio da disseminação de informação e a promoção de campanhas de conscientização.