sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Jorge Mautner prepara shows e álbum de inéditas, além de retomar a carreira literária‏

Criador atômico 
 
Caixa reúne três discos lançados por Jorge Mautner nos anos 1970. Aos 73 anos, artista prepara shows e álbum de inéditas, além de retomar a carreira literária 

Ailton Magioli
Estado de Minas: 21/02/2014


Jorge Mautner vai republicar sua Trilogia do Kaos e escrever livro sobre sua amizade com Gilberto Gil (Daryan Dorneles/Divulgação)
Jorge Mautner vai republicar sua Trilogia do Kaos e escrever livro sobre sua amizade com Gilberto Gil

Fundamentais. É como o próprio Jorge Mautner classifica os três primeiros discos de carreira, da década de 1970, reunidos agora no box Três tons, da Universal Music, sob a coordenação do jornalista Renato Vieira. Produto de um período em que, além da excitação criativa característica da idade, o artista vivia às voltas com o peso da ditadura militar, que acabou levando-o ao encontro de Caetano Veloso e Gilberto Gil, em pleno exílio londrino, Para iluminar a cidade (1972), Jorge Mautner (1974) e Mil e uma noites de Bagdá (1976) trazem a essência de uma obra. Mesmo sob o rótulo de maldito, o artista já havia mostrado a que vinha, com o lançamento de quatro livros, entre eles Deus da chuva e da morte, além do filme O demiurgo.

Aos 73 anos, avô de Júlia, de 6, a quem promete dedicar uma das canções do próximo disco de inéditas, Mautner diz viver a alegria de “um novo Brasil”, curtindo a passagem do tempo com todos os problemas que a idade implica. “A gente vai ficando mais fraco”, reconhece o cantor, compositor, instrumentista, escritor e cineasta, cuja entrevista foi concedida pouco depois de uma consulta médica. Os 40 anos da profícua parceria com Nelson Jacobina (1953-2012), que integrou a Banda Atômica do artista, ao lado de Vinícius Cantuária e Arnaldo Brandão, são lembrados com carinho. “A presença dele é maior ainda”, emociona-se Mautner.

O lançamento de Três tons de Jorge Mautner vai começar pelo Rio, onde o multiartista se apresentará em 20 de março, no Teatro Rival, em companhia da Banda Tono, do filho do amigo Gilberto Gil, Bem Gil. No mesmo período, o cantor promete voltar ao estúdio para gravar disco de inéditas, no qual, além de parcerias com Gil e Caetano Veloso, deverá incluir as que vem fazendo com o jovem Iuri Brito, da banca carioca Exército de Bebês. Entre as regravações prometidas estão Jesus de Nazaré e Bandeira do meu partido. Mautner anuncia ainda para este ano a reedição, em pequenos volumes, da trilogia Mitologia do Kaos, que está esgotada. Inédito, ele promete para o segundo semestre livro das memórias com o amigo e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil.

Recém-descobertas pelo pesquisador Marcelo Fróes, seis canções inéditas de Mautner também deverão integrar um álbum duplo, ao vivo, que o selo Discobertas deverá lançar em abril. “Eu nem sabia deste show, que fiz com Nelson Jacobina, antes do Pirata”, recorda, referindo-se ao show Para iluminar a cidade, gravado ao vivo, no Teatro Opinião, do Rio, em 1972. “Foi uma tentativa talvez para fazer minha música tocar no rádio”, acrescenta, a respeito da sugestão do executivo da gravadora, André Midani, que, ironicamente, viria a se tornar o primeiro “disco pirata” do Brasil. “Só no Recife vendeu 7 mil cópias”, lembra, salientando que o produto foi comercializado pela metade do preço então praticado no mercado.

Dos três discos reunidos na caixa, o próprio Jorge Mautner destaca o de 1974, batizado com seu nome, em que reuniu no repertório aqueles que hoje são considerados os seus maiores clássicos: Maracatu atômico, Cinco bombas atômicas e Guzzy muzzy. Além da direção artística de Gilberto Gil, que havia gravado antes o Maracatu atômico, Mautner promove a estreia, no disco, de um jovem instrumentista. Trata-se de Roberto de Carvalho (piano, piano elétrico, órgão, violão e guitarra), que iria se tornar marido e principal parceiro de Rita Lee.

A estreia propriamente dita da carreira fonográfica de Jorge Mautner ocorreu em 1966, quando ele lançou um compacto simples. Na composição em si ele já estava desde os anos 1950. Vale lembrar que Para iluminar a cidade já havia sido relançado em CD, em 2002, com três faixas bônus, enquanto Jorge Mautner e Mil e uma noites de Bagdá também chegaram ao formato, nos anos 1990, em reedições de selo independente carioca.


Palavra de especialista

Marcelo Fróes
Produtor e pesquisador


Artista múltiplo

Jorge Mautner é qualificado pelos preguiçosos como cantor e compositor. Ainda que os três álbuns dos anos 70 sejam efetivamente assinados por este cantor e compositor, Jorge Mautner, antes de ser Jorge Mautner, já era escritor, pensador e agitador da melhor espécie. A música pode ter lhe dado fama, já nos anos 70, quando voltou de Londres com Gil e Caetano e montou banda para fazer shows. Sua carreira fonográfica parece nunca ter sido prioridade, mas os três CDs do box contam uma história interessante. Eles guardam o mesmo caráter: são muito raros e mereciam uma remasterização bacana para o novo milênio. Conheço Mautner desde o século passado e sinto que 2014 é seu ano. Além do box e de outras coisas que ele está preparando, vou lançar em abril pela Discobertas um CD duplo ao vivo inédito, produzido a partir de gravações muito raras e que, para nossa surpresa, incluem nada menos que seis canções cujo título Mautner nem sequer lembrava. Devemos preparar mais coisas de Mautner na sequência, tanto em CD quanto em DVD. Ele é o máximo!


Três perguntas para...

RENATO VIEIRA
Coordenador de Três tons de Jorge Mautner

Por que reeditar Jorge Mautner?

Quando o Filho do Holocausto saiu, vi que os álbuns iniciais dele, há anos fora do mercado, faziam falta, porque os três são a base do Mautner como intérprete e compositor, como ele mesmo salienta. Tudo o que ele faria depois se sedimentou aí. É uma trilogia semelhante à de João Gilberto na Odeon, a gênese está ali. É um ponto de partida que é ao mesmo tempo o destino, aonde ele sempre quis chegar. Achava que era necessário que esses discos fossem ouvidos e reavaliados hoje, em um momento em que o Mautner se aproxima de um público da nova geração e também com músicos novos. Há algo de jovem e inconsequente ali, mas nunca caindo no banal.

Como você caracteriza a obra de Mautner?
O Mautner é atemporal, está sempre pensando no futuro. Ele fala em bomba atômica, astronautas, no uso da tecnologia. E essas coisas são pertinentes hoje e acho que, felizmente ou infelizmente, sempre serão. Além disso, ele é um cara alegre. Em uma entrevista a Nelson Motta, em 1975, ele reconheceu isso e citou Nietzsche, dizendo: “A alegria anseia a eternidade”. Concordo com essa visão. Além disso, suas músicas são sempre regravadas por pessoas que vão chegando. O volume de gravações é um exemplo de que a obra dele permanece pertinente.

Entre os três, qual disco você prefere?
É difícil falar em uma preferência, não só porque os discos são ótimos, mas por serem muito diferentes entre si. Porém, acho que o disco pelo qual o Jorge Mautner será lembrado é o de 1974, batizado com o nome dele. É um disco que traz os grandes clássicos do repertório dele – Cinco bombas atômicas, Maracatu atômico, Guzzy muzzy – e que foi gravado com uma banda fabulosa, sob a direção artística de Gilberto Gil, que soube deixar os músicos livres para criar.

O que fazer com idosos?‏

O que fazer com idosos? 
 
Doentes e esquecidos, velhos pobres precisam do amparo da sociedade
José Carlos Lassi Caldeira

Médico
Estado de Minas: 21/02/2014


Em Évora, na seiscentista Capela dos Ossos, construída com ossos dos frades franciscanos, há a célebre frase que remete à transitoriedade da vida: “ Nós, ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”. A maior idade ou “a melhor idade” são apenas retóricas para tentar minorar o sofrimento daqueles que após os 60 anos sabem que a hora de seu encantamento se aproxima. Essa é uma fase da vida em que, salvo exceções, os problemas de saúde se tornam mais presentes, há uma piora do vigor e tônus vitais e há, sobretudo, as questões de ordem cognitiva que afetam cada vez mais um maior número de pessoas, dado o envelhecimento da população brasileira. Essas questões apresentam desde transtornos biopsicossociais leves com a preservação da capacidade de cuidar de si próprio até perdas funcionais graves nas áreas de cognição (da habilidade de compreender e resolver os problemas cotidianos), de mobilidade (dificuldades de locomoção e da manutençáo do uso de mãos e membros), da comunicação (da compreensão e expressão das linguagens, do pensamento e expressão de ideias, sentimentos e afetos).

Muitas destas habilidades se perdem tanto por doenças cérebro-vasculares como AVCs (derrames) ou arteriosclerose, quanto por degenerações neurológicas como Alzheimer ou E.L.A. ou Parkinson. Muitas das perdas ocorrem quando o indivíduo se encontra mais vulnerável afetivamente (vivendo sozinho em casa, com dificuldades de audição e visão, sem o necessário suporte familiar, já que os filhos muitas vezes têm seus trabalhos, seus filhos e seus próprio problemas etc.), aumentando sua dependência. Na minha infância, em Patrocínio, os velhos com problemas cognitivos eram chamados caducos – uma expressão até carinhosa – e eram mantidos na casa de algum dos filhos ou parente. Hoje, com o imprescindível trabalho da mulher, restou pouco tempo à família para cuidar de seus idosos, em especial nos cuidados sociais e afetivos. As disfunções vão desde a incapacidade para banhar-se, usar sanitário e manter higiene pessoal, alimentar-se, vestir-se, entre outras tantas coisas comezinhas. A perda da memória é, dentre todos, o fator determinante da deterioração da qualidade de vida e a maior causa dos problemas citados.

Trabalhando no SUS-BH, nós, médicos, nos deparamos com frequência com situações dessa natureza. Porém, apesar das dificuldades, temos tido um substantivo apoio do Centro Mais Vida da UFMG – Departamento de Geriatria. Esse centro oferece, além de cadeiras estofadas para todos os pacientes do SUS, uma medicina de qualidade, que minora os sofrimentos dessa parcela da população: pobre, velha e desamparada. Os recursos financeiros ali alocados pelo empresário Aloysio Faria deveriam servir de exemplo à parcela rica de Belo Horizonte (“Nós, ossos que aqui estamos...”). A partir daí, resta a questão: acolher em casa ou institucionalizar (asilar)? Apenas você sabe a sua resposta. 

Carlos Herculano Lopes - As duas mulheres‏

As duas mulheres

Carlos Herculano Lopes


carloslopes.mg@diariosassociados.com.br

Estado de Minas: 21/02/2014


Não conheci as duas mulheres que há alguns dias foram atropeladas por um motoqueiro na Avenida Getúlio Vargas, em frente ao Grupo Barão do Rio Branco, assim como não sei (embora muitos amigos tenham sido mortos no trânsito) quem são as dezenas de pessoas que, pelo mesmo motivo, ficam sequeladas ou perdem a vida nas ruas e estradas deste país. Sair de viagem, seja qual distância for, é como ir para a guerra: não podemos prever se voltaremos vivos.

 Mesmo não imaginando quem são as duas mulheres atropeladas, talvez irmãs, pois se pareciam muito, condoí-me com aquela cena, testemunhada por várias pessoas. Por acaso, eu passava pelo local. Uma das vítimas, quem sabe a mais velha, estava encostada em uma árvore com o rosto ensanguentado, enquanto a outra, em estado mais grave, era atendida com muito cuidado pelo pessoal do Samu, que a imobilizava antes de colocá-la na maca. O motoqueiro, com cara de quem não havia entendido nada, conversava com um policial, que tomava nota na caderneta. A moto, que tinha se estragado bastante, estava caída no passeio com uma das rodas empenada.

Embora não tenha ideia de quem eram as três vítimas – as duas mulheres deviam ter mais de 60 anos, e o motoqueiro parecia bastante jovem –, doeu fundo ter presenciado aquela tragédia, uma a mais entre centenas a engrossar as terríveis estatísticas de acidentes de trânsito.

Uma das mulheres, a que estava encostada na árvore, com o rosto cheio de sangue, tinha o olhar perdido. Era como se não estivesse ali. Na hora, não sei por que, pensei: por onde andarão os pensamentos desta senhora? Impossível saber. Talvez estivessem voltados para os perdidos dias da infância em alguma cidade desse vasto interior mineiro; para algum filho, que tinha ficado em casa ou, quem sabe, não vivesse mais. Ou não desse à mãe a atenção merecida. Ou, então, pela brutalidade de tudo aquilo, talvez a mulher não estivesse pensando em nada.

E a outra? Estaria dando conta de alguma coisa enquanto era socorrida pelo Samu? É provável que não, pelo estado em que se encontrava. O motoqueiro, que certamente trabalhava para alguma firma com rigorosos horários a cumprir, obrigado a cobrir a cota diária de entregas senão o salário vinha ainda mais minguado no fim do mês, estaria pensando em algo? Também não dá para saber.

Mas a sentença contra ele, que tentava se explicar para o policial, já havia sido dada por um homem de terno: “Esses caras são uns loucos; era ele quem devia estar no lugar daquela pobre coitada”. E apontou para a mulher, já dentro da ambulância, que saiu em disparada com a sirene ligada na maior altura. A outra, que talvez fosse sua irmã, começava a ser socorrida. Ainda assustado com tudo aquilo, segui meu caminho. Estava atrasado para o trabalho.

Eduardo Almeida Reis - Nomes‏

Nomes
 
Em Namaqualand, região árida entre a Namíbia e a África do Sul, tem Quaqua à beça, mas Quaquá só tem em Maricá


Eduardo Almeida Reis
Estado de Minas: 21/02/2014

George Washington (1732-1799), Washington Luiz Pereira de Souza – Macaé (1869)- São Paulo (1957): nenhum Washington merece o apelido do presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ), batizado Washington Luiz Cardoso Siqueira. Vejo no mapa que Macaé não é vizinha de Maricá. Que diabo será Quaquá? Vejo no Google: The genus Quaqua falls within the tribe of plants known collectively as stapeliads. All stapeliads, including Quaqua, are old world stem-succulents. Em Namaqualand, região árida entre a Namíbia e a África do Sul, tem Quaqua à beça, mas Quaquá só tem em Maricá, onde Washington deve ser prefeito até 2016, se não for nomeado ministro em Brasília. A De Beers Diamond Mines tem áreas em Namaqualand. De repente, o Quaquá da Maricá é um diamante que está sendo lapidado pelo PT para assumir a Presidência de um país grande e bobo. Pior que o último e a atual não pode ser.


Se liga!
Recebi pela internet uma atualização do vocabulário dos anos 1970 e 1980 para 2014. Considerando que nem todos os leitores têm acesso à web, aqui vai um resumo. Excluí meia dúzia de vocábulos, porque sou cronista de uma pudicícia que espanta e comove, motivo pelo qual ainda me recuso a escrever certas palavras que já tomaram conta da mídia impressa. Vamos lá. Creme rinse – condicionador; obrigado –valeu; collant – body; rouge – blush; ancião e coroa – véio; bailinho e discoteca – balada; japona – jaqueta; nos bastidores – making off; programa de entrevistas – talk show; cafona – brega; reclame – propaganda; calça cocota – calça de cintura baixa; flertar, paquerar – dar mole; oi, olá, como vai? – e aê?; cópia, imitação – genérico; curtir, zoar – causar; mamãe, posso ir? – véiaaaa, fui!!!; legal, bacana – manero, irado; mulher de vida fácil – garota de programa; legal o negócio – xapado o bagúio; cansaço – estresse; desculpe – foi mal; oi, tudo bem? – e aê, belê?; ficou chateada – ficou bolada; médico de senhoras – ginéco; superlegal –irado; primário e ginásio – ensino fundamental; preste atenção! – se liga!; por favor – quebra essa; recreio – intervalo; radinho de pilhas – ipod; manequim – modelo, atriz; retrato – foto; jardineira – macacão; mentira – caô; saquei – tô ligado; entendeu? – copiou?; gafe – mico; fofoca – babado; fotocópia – xerox; brilho labial – gloss; bola ao cesto – basquete; folhinha – calendário; empregada doméstica – secretária; faxineira – diarista; vou verificar – vou estar verificando; madureza – supletivo; vidro fumê – insufilm; posso te ligar? – posso te add?; tingir uma roupa – customizar; dar no pé, ir embora – vazar; embrulho – pacote; lycra – stretch; tristeza – deprê; beque – zagueiro; radiopatrulha – viatura; atlético – sarado; peituda – siliconada; professor de ginástica – personal; quadro negro – board; caramba – caraca; namoro – pegação; laquê – spray; de montão – pracarai; derrame – AVC; chapa dos pulmões – raios X; sua bênção, papai – qualé, coroa; você tem certeza? – ah, fala sério; banha – gordura localizada; alisamento – chapinha; boteco no fim do expediente – happy hour; costureira – estilista; negro – afrodescendente; professora – tia, profê; senhor – tiozinho; bunduda – popozuda; amooor – benhêee; olha o barulho! – ó o auê aí ô. Aproveitando a embalagem, confesso que fui ao dicionário para ser como se escreve insufilm e descobri adjetivo que nunca vi, é puro latim e entrou em nosso idioma no ano de 1648: insueto. Significa “fora do comum, insólito, inusitado. Nunca usado ou novo. Que já não se usa; desusado”. Faz sentido: insueto é adjetivo desusado, salvo quando a gente precisa encher linguiça para faturar uns cobrinhos.


Noticiário
Você sabia que dia 30 de janeiro um homem foi atropelado por um ônibus no Centro de Porto Alegre (RS) e morreu? Confesso que também não sabia, mas fui informado pelo provedor Terra, que me provê das piores notícias o dia inteirinho, de Minas, de Porto Alegre e do Paquistão, onde uma jovem foi estuprada por ordem do conselho tribal. No Brasil, milhares de jovens e menos jovens são estupradas todos os meses sem ordens de conselhos tribais. No Paquistão, é costume, é hábito, é rito, é liturgia, é ordem. Graças ao noticiário voltei a ver futebol. Tomei horror ao esporte bretão quando fui obrigado a escrever sobre ele na coluna Tiro Certo. Não é fácil escrever sobre futebol em Minas, estado que se digladia entre atleticanos e cruzeirenses. Qualquer observação que se faça desgosta metade da mineiridade sem cativar a outra metade, que se desgostou na véspera. Agora, descobri o Bayern, o Manchester City, o Barcelona, o Real Madrid e passo horas observando como existem bons jogadores, em nada inferiores aos craques do Linense, do Friburguense, do ABC, do Atlético Paranaense.


O mundo é uma bola
21 de fevereiro de 1431: começa o julgamento de Joana d’Arc. É nome comum em diversas regiões mineiras. Tive Joanas (d’Arc) filhas de empregados na fazenda. Não creio que os pais soubessem a história da santa, que também não sei. Em 1468, o infante dom Fernando, duque de Viseu e donatário das Ilhas dos Açores, concede ao fidalgo flamengo Joss van Hurtere a capitania da Ilha do Faial. Em 1506, Mem de Sá chega à Baía da Guanabara para atacar o Forte Coligny. Em 1804, sai à rua a primeira locomotiva a vapor no País de Gales. Em 1848, lançamento do Manifesto Comunista, que até hoje encanta muita gente e inspirou o admirável progresso de Cuba, da Coreia do Norte... Em 1885, concluída a construção do Monumento da Washington, então a mais alta estátua construída pelo homem. Deve ter inspirado o prefeito de Maricá (RJ) e presidente do PT do estado do Rio de Janeiro, o ilustríssimo senhor Washington Quaquá. Em 1960, o comandante Fidel Castro nacionaliza todas as empresas em Cuba.


Ruminanças

“O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso” (Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o barão de Itararé, 1895-1971).