quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Drogas e religião - Frei Betto‏

Os usuários só deveriam ser afastados do convívio social quando forem uma ameaça à sociedade e, nesse caso, deveriam receber tratamento 

Frei Betto
Estado de Minas: 09/01/2013 
Participei em São Paulo, em dezembro, do simpósio sobre crack promovido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid). Historicamente, o uso de alucinógenos e outros aditivos químicos teve início em rituais religiosos, como ainda hoje ocorre com a ayahuasca, utilizada pelos adeptos do Santo Daime. 
Na descrição que o evangelista Mateus faz do nascimento de Jesus consta que os reis magos (astrólogos?) levaram de presente ao Messias ouro, símbolo da realeza; incenso, símbolo da espiritualidade; e mirra, símbolo do profetismo. 

O incenso, utilizado inicialmente no antigo Egito e extraído do tronco de árvores aromáticas, é uma “droga” que reduz a ansiedade e o apetite. Ao contrário do que muitos pensam, não é originário da Índia, e sim das montanhas do sul da Arábia Saudita e da Somália e Etiópia.
A mirra, originária da África tropical, é uma resina obtida dos arbustos do gênero Commiphora. Seus efeitos analgésicos se comparam aos da morfina. No Evangelho de Marcos, aparece, mesclada ao vinho, oferecida a Jesus torturado antes de o crucificarem; ele rejeitou a bebida.

Hoje, as substâncias químicas obtidas de plantas superaram o âmbito religioso e terapêutico e se tornaram iscas à dependência química com suas nefastas consequências, como é o caso da coca, cuja folha é mascada pelos indígenas andinos para facilitar a respiração em regiões de oxigenação rarefeita. Há ainda a produção de drogas sintéticas e o “doctor shopping”, o médico que produz poderosos analgésicos capazes de provocar a morte de seus pacientes, como foram os casos de Michael Jackson e Whitney Houston.

A repressão ao narcotráfico não mostra resultados satisfatórios. As famílias dos dependentes, desesperadas, buscam internações e terapias “miraculosas”. Ora, médicos, remédios e terapias podem, sim, ajudar na recuperação de dependentes. O fundamental, porém, é o amor da família e dos amigos – o que não é nada fácil nesta sociedade consumista, individualista, na qual o “drogado” representa uma ameaça e um estorvo.

A religião, adotada em algumas comunidades terapêuticas, pode favorecer a recuperação, desde que infunda no dependente um novo sentido para a sua vida. Eis, aliás, o que evitou que a minha geração, aquela que tinha 20 anos na década de 1960, entrasse de cabeça nas drogas: éramos viciados em utopia. Nossa “viagem” era derrubar a ditadura e mudar o mundo.

Na questão das drogas há que distinguir segurança pública de saúde pública. Sou favorável à descriminalização dos usuários e penalização dos traficantes. Os usuários só deveriam ser afastados do convívio social quando forem uma ameaça à sociedade. Nesse caso, precisariam ser encaminhados a tratamento, e não a encarceramento.

A religião nos mergulha no universo onírico, pois nos faz emergir da realidade objetiva e nos introduz na esfera do transcendente, imprimindo sacralidade à nossa existência. Mais do que um catálogo de crenças, ela nos permite experimentar Deus, daí sua etimologia, nos re-liga com Aquele que nos criou e nos ama, e no qual haveremos de desembocar ao atingir o limite desta vida.

Ocorre que, graças ao neoliberalismo e seu nefasto “fim da história” – uma grave ofensa à esperança –, e às novas tecnologias eletrônicas, às quais transferimos o universo onírico, já quase não temos utopias libertárias nem o idealismo altruísta de um mundo melhor. Queremos melhorar a nossa vida, a de nossa família, não a do país e da humanidade.

Esse buraco no peito abre, nos jovens, o apetite às drogas. Todo “drogado” é um místico em potencial, alguém que descobriu o que deveria ser óbvio a todos: a felicidade está dentro e não fora da gente. O equívoco é buscá-la pela porta do absurdo e não a do absoluto.
Um pouco mais de espiritualidade cultivada nas famílias, sobretudo em crianças e jovens, e não teríamos tanta vulnerabilidade à sedução das drogas. Enfim, incenso faz bem à alma.

Transparência pública

FOLHA DE SÃO PAULO

Transparência pública
Cidade paranaense ganha conservatório com fachada inteira de vidro; da calçada, é possível enxergar até os vasos sanitários do espaço
Fabio Matavelli/Folhapress
Banheiro do novo prédio de conservatório em Ponta Grossa (PR)
Banheiro do novo prédio de conservatório em Ponta Grossa (PR)
WILHAN SANTINCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
EM LONDRINA
Recém-inaugurado, o novo prédio de um conservatório de Ponta Grossa (PR), que custou R$ 3 milhões à prefeitura, tem uma fachada transparente que permite enxergar tudo o que ocorre dentro dele. Tudo mesmo, inclusive o que acontece no banheiro.
Toda a fachada é de vidro. Quem passa pela calçada consegue ver, por exemplo, um vaso sanitário no térreo.
O prédio foi inaugurado em dezembro pelo então prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB). Os 997 alunos do Conservatório Maestro Paulino terão aulas a partir do próximo mês.
Imagens dos "banheiros transparentes" circulam nas redes sociais. "Isso sim é obra pública feita com transparência", afirma um comentário. O Ministério Público Estadual já afirmou, inclusive, que vai investigar a construção.
O diretor do conservatório, Jairo Ferreira, diz que se chateou com a repercussão. "Em 42 anos, quando enfim ganhamos um bom espaço para trabalhar, acontece isso."
Outro ponto chama a atenção na construção de 2.000 metros quadrados e dois andares: há portas de emergência nos andares altos que não levam a lugar nenhum. Não foram instaladas escadas.
A atual administração aponta ainda infiltrações e o receio de que o espaço concentre um calor excessivo.
"O prédio foi feito para ser sustentável. É de vidro para não precisar de muita iluminação artificial. Mas no verão pode se tornar uma verdadeira estufa", diz o secretário municipal de Planejamento, João Ney Marçal Júnior.
A prefeitura planeja instalar uma película nas paredes dos banheiros para dar privacidade aos usuários, mas ainda não estima os custos.
O secretário afirma ainda que a empreiteira responsável pela construção vai reparar as infiltrações. Outras questões serão avaliadas.
O ex-prefeito de Ponta Grossa, que é engenheiro civil, diz que considera o prédio totalmente concluído, com apenas "alguns detalhes" precisando de ajustes.
"Todo o prédio é de vidro. O banheiro também. Mas já inventaram cortinas, persianas e películas. Trata-se de um detalhe de decoração."
Para ele, a falta de escadas nas portas de saídas de emergências e as infiltrações também são "detalhes".

    CIÊNCIA » Na companhia da dúvida - Marcela Ulhoa‏

    Pesquisa aponta regiões cerebrais ligadas à certeza sobre determinadas escolhas. Estudo pode ajudar a compreender por que muita gente se sente insegura quanto ao que realmente deseja 

    Marcela Ulhoa
    Estado de Minas: 09/01/2013 

    Brasília – Nem sempre as decisões tomadas no dia a dia vêm acompanhadas da sensação de que a escolha foi acertada. O que comer na lanchonete? Mesmo sendo fã de pão de queijo, o eleito do dia pode ser um sanduíche. Assim que chega o quitute mineiro do amigo, entretanto, a dúvida volta: será que a outra opção seria melhor? Por outro lado, existem aqueles que, na maior parte do tempo, conseguem alcançar a sintonia em suas escolhas e permanecem certos de que sim, sua decisão foi a mais adequada.

    Em um artigo publicado na revista Nature Neuroscience, pesquisadores do Wellcome Trust, no Reino Unido, revelaram como o cérebro acessa a confiança na tomada de decisão. Segundo o cientista Benedetto De Martino, autor principal do estudo, a explicação de por que algumas pessoas têm uma melhor visão sobre as escolhas está na interação entre duas áreas do cérebro: o córtex pré-frontal ventromedial e o córtex pré-frontal rostrolateral. “A grande mensagem do estudo é que algumas pessoas são capazes de reportar sua confiança com precisão, ou seja, elas têm uma metacognição que aparece quando essas regiões se relacionam”, diz De Martino.

    Metacognição significa além da cognição. Seria algo como avaliar de forma consciente as próprias ações. “Existem dois níves de escolhas. Você pode saber o que quer, mas não por que deseja essa coisa. Ou pode ter a habilidade de entender a escolha e, se necessário, revisá-la. Isso evita, por exemplo, que um erro seja repetido no futuro”, pondera o pesquisador. De Martino reforça, entretanto, que não existem pessoas totalmente seguras ou inseguras, mas que todos podem ser mais ou menos confiantes dependendo da situação. 

    Outros estudos focaram os mecanismos por trás da tomada de decisão, mas não mostraram como a confiança subjetiva e a avaliação das escolhas interagem no cérebro. “O maior acréscimo do estudo é mostrar que regiões semelhantes estão relacionadas tanto com a escolha quanto com a certeza dela”, avalia André Cravo, neurocientista da Universidade Federal do ABC, que não participou da pesquisa.

    Interação Para chegar aos resultados, os pesquisadores realizaram um experimento no qual voluntários tinham de escolher o que comeriam depois dos testes. Durante todas as fases de escolha, seus cérebros foram escaneados por ressonância magnética funcional (veja abaixo). “Colocar pessoas com fome para escolher o que comer é uma forma de tornar a relação de tomada de decisão mais relevante e real. A necessidade de alimentação é algo primário”, explica o pesquisador.
    No momento em que os voluntários tinham de escolher entre dois lanches, a parte do cérebro mais ativada por eles foi o córtex pré-frontal ventromedial, relacionado ao medo e à tomada de decisão. Depois de cada escolha, os voluntários disseram o quão confiantes estavam sobre sua decisão. Nessa fase, a mesma região era ativada nos que relataram confiança. Já os voluntários que titubearam mostraram pouca atividade na área e uma ausência da conexão entre ela e o córtex pré-frontal rostrolateral. Dessa forma, os autores concluíram  que a capacidade de reflexão sobre as decisões depende dessa interação.

    De acordo com Baruch Fischhoff, professor de sociologia da decisão da Universidade Carnegie Mellon, nas pesquisas sobre confiança geralmente os participantes são perguntados sobre algo que conhecem. O novo estudo, entretanto, pergunta sobre a confiança em valores. “A incerteza sobre os valores é uma importante, e frequentemente negligenciada, questão. Muitas vezes, as pessoas se esforçam para aprender sobre o mundo quando o real problema está em saber o que elas realmente querem”, conclui.

    Fischhoff compara o método usado no experimento britânico com o adotado por sua equipe e lança uma crítica. “A metodologia é popular entre os pesquisadores que interpretam as respostas como medidas absolutas, mas é menos popular entre aqueles que querem saber se os entrevistados realmente entendem a tarefa.” De acordo com ele, a ideia de que as pessoas sabem o que querem em cada escolha é muito mais comum para a teoria econômica. Fischhoff complementa, contudo, que as descobertas de evidências neurais para suportar tais constatações são um avanço.

    União de esforços - Elian Guimarães‏

    Fundação Ezequiel Dias e UFMG buscam juntas uma solução para descobrir biomarcadores do câncer de ovário, doença que mata 90% das pacientes antes do quinto ano de tratamento 

    Elian Guimarães
    Estado de Minas: 09/01/2013 

    Um estudo que está sendo desenvolvido por cientistas da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tenta descobrir indicadores para melhorar o diagnóstico e o rastreamento do câncer de ovário. Apesar de ser o terceiro tipo de câncer que atinge as mulheres, esse tumor é o mais letal. A pesquisa visa buscar biomarcadores do câncer de ovário. São estudadas moléculas candidatas a desenvolver a doença, que uma vez identificadas podem contribuir tanto no diagnóstico quanto no tratamento. Foram pesquisadas pacientes com diagnóstico de câncer de ovário, atendidas no Hospital das Clínicas da UFMG (HC/UFMG), em Belo Horizonte. A proposta do estudo passou por uma comissão de ética e as pacientes doaram amostras de fragmentos do tumor para estudos laboratoriais de avaliação genética para identificar algumas falhas nessas moléculas-alvo.

    Segundo o professor titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Agnaldo Lopes da Silva Filho, 90% das mulheres acometidas pelo câncer de ovário morrem antes de completar cinco anos de tratamento. Por essa razão, o grupo se interessou por investigar esse biomarcador, alvo de estudos em vários outros centros de pesquisa de todo o mundo. De acordo com as pesquisadoras Letícia da Conceição Braga e Luciana Maria Silva, da Funed, observou-se que os tumores ovarianos comportam-se de maneira bem diferente dependendo do tipo de cada um. Elas estudaram amostras de 45 pacientes do HC/UFMG, divididas em tumor benigno e maligno (câncer eptelial de ovário), e entre aquelas com tumor maligno foram também coletadas amostras do tumor e dos locais metastáticos (onde houve aparecimento da doença no organismo).

    Essas amostras foram processadas – sendo extraídos o DNA e o RNA – e passaram por uma série de exames, que identificaram moléculas que estavam mais ou menos expressas nas pacientes com câncer de ovário. É como uma impressão digital genética levando a possibilidade de marcadores sobre o comportamento da doença, identificando a fase (se inicial, mais avançada) e se se trata de tumor mais agressivo. As pesquisadoras estudaram proteínas que atuam protegendo a célula doente e tornam ineficaz o tratamento, não respondendo às drogas chamadas de recombinantes e anticorpos monoclonais que têm a função de matar a célula doente.

    O resultado da pesquisa identificou que essas drogas usadas para tratar as pacientes com câncer de ovário não trazem benefício algum nos casos de tumores metastáticos e serve de alerta para uso generalizado desse tipo de combate. “O uso das drogas à base de proteína trail recombinante e anticorpos monoclonais antitrail pode não ter eficácia no combate à doença em determinados tipos de tumores. Com a pesquisa, identificamos um grupo cujo tratamento poderia ser eficaz, conta Letícia da Conceição Braga, autora da pesquisa que se transformou em tese de doutorado da pesquisadora.

    Esses novos tratamentos baseados na proteína trail perdem sua eficácia em mulheres já em fase de metástase. “Esse tratamento deve ser aplicado em pacientes que expressam menos o gene. Nesse caso, os tumores primários, passíveis de cura e recuperação. Pacientes com metástase se tornam refratárias a essa terapêutica”, afirma a pesquisadora.

    De acordo com ela, o que ocorre atualmente é que o tratamento quimioterápico é aplicado de maneira indiscriminada, sem determinar se as pacientes respondem a uma determinada droga. “Daí a relevância do nosso trabalho: evitar que uma promissora estratégica terapêutica se torne ineficaz por puro desconhecimento da biologia do tumor”, explica a doutora.

    O professor Agnaldo Lopes comenta que há lacunas em relação à abordagem do câncer de ovário e há muito espaço para pesquisa, no que diz respeito ao desenvolvimento de testes e diagnósticos, tornando-o cada vez mais precoce o que permitiria um tratamento mais eficaz: “O ovário é um órgão pequeno, mas tem como caraterística diversos tecidos, desde a parte mais interna, onde estão os tecidos germinativos, que podem até virar células tronco, até a parte mais externa, a epitelial. Cada tipo de célula pode originar tanto tumores benignos quanto malignos. Os mais frequentes surgem na camada externa, que é o chamado câncer epitelial de ovário. Ele atinge tipicamente mulheres acima de 40 anos de idade, na fase pré ou pós-menopausa e faixa etária mais acometida pela doença. Os outros tumores, como os germinativos, atingem pacientes mais jovens, até mesmo meninas na segunda faixa de vida”, explica Lopes.

    RASTREAMENTO 
    O grande problema, segundo o ginecologista, é que efetivamente não há hoje método de diagnóstico para rastrear o câncer de ovário, diferentemente do câncer de colo do útero, como o exame de papanicolau, ou o de mama, que pode ser detectado pela mamografia e o utrassom. Não há ainda nenhum teste que possa ser aplicado com o objetivo de um diagnóstico precoce. A paciente assintomática com exame clínico normal tem muito pouco a oferecer nessa identificação. Daí a importância de pesquisa de biomarcadores, tanto para o diagnóstico quanto para o rastreamento, de resposta ao tratamento e segmento pós tratamento. Isso requer grande investimento financeiro, pois são pesquisas sofisticadas e de longa duração.
    Esse tumor costuma ser assintomático, por isso é recomendado que os médicos valorizem as queixas dos pacientes. “São sintomas genéricos que vão desde a distensão ao desconforto abdominais, que podem ter várias causas. Mas esses sintomas, especialmente com duração inferior a seis meses, chamam a atenção e merecem investigação, seja por meio de exames, como o de sangue, e testes diagnósticos, como o de ultrassom transvaginal, que é um instrumento de diagnóstico mas não serve para rastreamento”, acrescenta Agnaldo.

    Os resultados até agora apontam uma perspectiva positiva, segundo o professor da UFMG, indicando algumas moléculas candidatas ao tratamento. Ele espera que nos próximos cinco anos seja possível oferecer um tratamento clínico como alternativa: “Hoje não há método eficaz para diagnóstico. A paciente que tem sintomas como sangramento uterino anormal, distensão abdominal sem definição clara, ou fez alguns exames que mostrem a possibilidade de algum cisto deve ser avaliada pelo ginecologista e em casos mais críticos, por um profissional experiente em oncologia ginecológica”, diz. Outra coisa que chama a atenção, segundo o médico, é a genética familiar: 5% dos cânceres de ovário apontam evidências familiares, e uma grande relação com o câncer de mama.

    Estágio avançado Para a médica ginecologista e obstetra dos hospitais Mater Dei e Instituto Mineiro de Câncer Mário Pena Sálua Oliveira Calil de Paula, ainda não se conseguiu chegar a marcadores específicos para o câncer de ovário. No Brasil, além da parceira entre Funed e UFMG, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem desenvolvendo pesquisas nesse sentido. Segundo Sálua, entre 60% e 70% dos casos desse tipo de tumor somente são descobertos quando se encontram no estágio 3 (eles vão de 1 a 4), o que já é uma situação gravíssima,  quando as mulheres começam a apresentar sintomas. Segundo estudos publicados nos Estados Unidos, uma entre cada 68 a 70 mulheres terão câncer no ovário e 20% serão submetidas a algum tipo de intervenção cirúrgica na massa pélvica (quando há suspeita de alguma lesão no ovário).