segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Igor Gielow

folha de são paulo


Lilliput
BRASÍLIA - No começo deste ano, o ministro do STF Marco Aurélio Mello irritou alguns próceres do Legislativo ao apontar a "inapetência" do Congresso, que viveria constantemente um "faz de conta". Suspeito que ele tenha sido generoso.
Há muita esperteza nos subterrâneos do belo prédio de Niemeyer. Veja Henrique Eduardo Alves (RN), líder quase eterno do PMDB na Câmara e favoritíssimo a ser o próximo presidente da Casa, a partir de fevereiro.
Como a Folha mostrou ontem, ele direcionou verbas por meio de emendas que foram cair na conta da empresa de um assessor. Tudo, naturalmente, dentro da lei e respeitando princípios de impessoalidade, como correram a explicar.
"Henriquinho", deputado há mais tempo na Casa, classificado como político pragmático e "do ramo", é reincidente. Em 2007, por exemplo, este jornal descobriu que ele usava verbas do gabinete para comprar textos laudatórios a si mesmo em um periódico de sua propriedade. E achava o máximo, sem vergonha alguma do conflito ético (se não legal) evidente.
São casos pequenos perto, digamos, de um mensalão, mas que demonstram a qualidade igualmente nanica de nossos congressistas. O personalismo vazio, marca de qualquer República de segunda, impera.
O atual presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), gastou quase dez minutos de horário nobre no fim do ano com uma exaltação à sua gestão, marcada tão somente por mediocridade institucional e pela homologação da agenda do Executivo.
Símbolo maior do "homo politicus" brasileiro, José Sarney (PMDB-AP) acaba de ter suas quatro passagens pela chefia do Senado exaltadas em uma exposição como marcos da modernidade. Claro, com tudo pago pela Casa, que viu "custo zero" por ter usado recursos próprios.
São esses os tais "profissionais" adulados nas rodas de Brasília -ou, para ficar no registro de Marco Aurélio, essa Lilliput do cerrado.

    Engenharia poética(mostra itinerante da 30ª Bienal de São Paulo)-Walter Sebastião‏

    BH é a primeira cidade a receber mostra itinerante da 30ª Bienal de São Paulo. Conjunto inédito de 150 trabalhos de Arthur Bispo do Rosário se destaca entre obras de 36 artistas
     

    Walter Sebastião
    Estado de Minas: 14/01/2013 
    Depois de atrair 520 mil pessoas ao longo de 93 dias na capital paulista, a 30ª Bienal de São Paulo chegará a Belo Horizonte na quinta-feira. Com o tema “A iminência das poéticas”, a exposição destaca a engenharia que o indivíduo organiza para se expressar artisticamente. Serão evidenciados o fazer, o raciocínio, a pesquisa e plataformas culturais e subjetivas do autor, além do sistema de recursos usados – considerando, sobretudo, que a arte sempre revela algo inédito em seu contato com o público.

    “Cada vez que ouvimos uma canção, mesmo que a conheçamos, é como se fosse a primeira”, compara o historiador, crítico e poeta venezuelano Luis Pérez-Oramas, curador da Bienal. Às vezes, a pessoa se acompanha cantando a música, em outros momentos a atenção se concentra na melodia ou descobre um detalhe não percebido da letra. É justamente esse aspecto da experiência artística que Oramas procura tornar visível na Bienal.

    Trinta e seis artistas vão expor 270 trabalhos. Até 17 de março, a mostra itinerante ficará em cartaz no Palácio das Artes e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. BH é a primeira cidade a receber a exposição, que será levada também a Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e ao interior de São Paulo – São José dos Campos, Ribeirão Preto, Bauru, Campinas, Araraquara e São José do Rio Preto. De setembro a dezembro do ano passado, com três mil obras de 111 artistas, a bienal ocupou o Pavilhão Cicillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, e vários espaços paulistanos. 

    ESTIGMA Arthur Bispo do Rosário (1911-1989) ganhou destaque na 30ª edição da bienal. O curador Luis Pérez-Oramas evita a palavra homenageado, temendo que ela soe como caridade e insinue a estigmatização de um grande criador.

    “Meu interesse é colocar Arthur Bispo no contexto ao qual pertence: o da arte contemporânea. Ele é um dos maiores do final do século 20 e da arte brasileira de todos os tempos”, avisa. Por meio século Bispo viveu recluso em instituições psiquiátricas cariocas. Na década de 1980, ele deslumbrou o mundo das artes visuais com bordados, mantos, estandartes e assemblages que criava no manicômio.

    O curador se impressiona com o diálogo das obras do brasileiro e do francês Michel Foucault (1926-1984), “um dos grandes filósofos contemporâneos”. Ambos situam a realidade no espaço entre as palavras e as coisas. “A humanidade existe nesse abismo. Bispo do Rosário costura linguagem na matéria e na pele do mundo”, elogia Oramas.

    Outro aspecto da obra do ex-marinheiro sergipano é a investigação sobre o tempo humano. Oramas lembra que, geralmente, esse motivo é associado apenas à sucessão de hojes, ontens e amanhãs. “Tempo é condensação. O presente condensa passado e futuro. Máquinas antigas não funcionam hoje, mas uma obra de arte antiga continua funcionando no presente. E vai funcionar de forma diferente no futuro. Arte produz condensação que está além das temporalidades. Isso talvez nos ajude a entender a multiplicidade de temporalidades vividas no mundo contemporâneo”, conclui.

    30ª BIENAL DE SÃO PAULO – A IMINÊNCIA DAS POÉTICAS
    Obras selecionadas. Em cartaz de quinta-feira a 17 de março no Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro) e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia (Avenida Afonso Pena, 737). Horário de funcionamento: de terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h, e domingo, das 16h às 21h. Entrada franca. Informações: (31) 3236-7400 e www.fcs.mg.gov.br.



    DUAS PERGUNTAR PARA
    . Luis pérez-oramas
    . curador
    Por que a Bienal de São Paulo adotou a itinerância?
    É algo que está começando, tem de ser fortalecido e representa um desafio para a bienal. Não estou falando pela instituição, mas como cidadão, historiador e crítico. A exposição sempre vai ser realizada no Parque Ibirapuera, mas precisa se tornar um acontecimento brasileiro, nacional – e não algo que faz de São Paulo a capital das artes do Brasil. Itinerância, para mim, não é apenas um gesto para afagar o interior do país, mas necessidade de interação e colaboração da bienal com outras instituições brasileiras.
     
    O que a mostra representa para o Brasil e para o circuito internacional de artes? 
    Ela continua sendo o centro transformador entre as cenas artísticas nacional e a internacional. Já funcionou de diferentes modos. Houve época em que foi filtro revelador do Brasil no mundo e vice-versa. A sociedade precisava trazer a modernidade para o país. Hoje, considero-a um filtro que coloca a cena artística brasileira e latino-americana no mundo, provocando mudanças no âmbito internacional. É a necessidade de apresentar uma modernidade artística diferente para que o mundo a entenda.


    PRATA DA CASA
    Cadu, Nino Cais, Odires Mlászho, Paulo Vivacqua, Rodrigo Braga, Runo Lagomarsino, Sofia Borges, Arthur Bispo do Rosário e Nydia Negromonte. Esses participantes da 30ª Bienal de São Paulo vivem ou viveram no Brasil. Nydia, que mora em BH, apresenta imensa mesa com hortaliças, frutas e legumes recobertos com camada de argila. Com o passar do tempo, os vegetais apresentam diferentes reações: desidratam ou brotam, por exemplo. “Percebo que estou trabalhando com o tempo, com o continuar vivendo ou com o morrer, o que também é muito do ser humano”, observa ela. 

    De acordo com Nydia, o espectador verá trabalhos intimistas e variados em diálogo, mas às vezes em conexões não tão diretas. “Isso provoca o despertar de outro entendimento”, elogia, dizendo que se trata de mostra densa, que privilegiou mais a pesquisa do que uma obra específica.

    Exemplo disso, lembra Nydia, foi o fato de curadores e equipe pesquisarem tudo sobre a obra dela e explicarem o eixo da exposição. Entretanto, deixaram para a artista a decisão sobre o que mostrar. 



    BISPO DO ROSÁRIO
    O público de BH verá um trabalho inédito de Arthur Bispo do Rosário: 150 pequenos objetos revestidos com fios. “São objetos tão puros que fazem sonhar”, resume Wilson Lázaro, curador do Museu Arthur Bispo do Rosário – Arte Contemporânea. “Hoje, celebra-se o criador que questiona a psiquiatria e a arte”, comemora ele. Felizmente, ficaram para trás as discussões sobre se Bispo era artista ou louco, afirma Lázaro. “A partir dos trabalhos dele, criou-se uma escola para moda, design, artes plásticas e teatro”, ressalta. Arthur Bispo do Rosário foi marinheiro e empregado da Light. Em 1938, começou a ter delírios místicos e foi enviado para instituições psiquiátricas, onde viveu por cinco décadas. Dizendo-se encarregado de missão divina, construiu objetos com sucata e materiais encontrados no lixo. Em 1982, seus trabalhos chegaram a público na exposição  margem da vida, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Sete anos depois, mostra individual, dessa vez na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, fez dele criador respeitado pela delicadeza e beleza de seu trabalho.

    Aécio Neves

    folha de são paulo

    A face cruel da inflação
    O debate sobre os artifícios contábeis usados pelo Executivo federal no fechamento das suas contas de 2012 e os desdobramentos para a credibilidade do governo junto a investidores e a setores da sociedade diminuíram a atenção sobre a inflação registrada no país, divulgada na semana passada.
    Os números medidos pelo IBGE confirmam mais um dado negativo da política econômica do governo ao mostrar que, pelo terceiro ano consecutivo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou o centro da meta de 4,5%, chegando a 5,8%.
    Cotejado com o desempenho medíocre ao longo do ano, que gerou um pibinho de 1%, esse resultado explicita uma situação preocupante de inflação em alta e de economia quase estagnada.
    Os resultados de dezembro confirmaram o cenário de inflação elevada ao fechar o mês em 0,79% -o maior índice para o período desde 2004.
    Para 2013, à exceção dos prognósticos das autoridades econômicas, as previsões são de que o índice seguirá acima do centro da meta.
    É ruim para todos -para o país e para os brasileiros, sobretudo para os segmentos de renda mais baixa. A inflação é o mais perverso dos "impostos", uma vez que penaliza, sobretudo, os trabalhadores de menor poder aquisitivo, corroendo o seu poder de compra.
    O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) -que mede os gastos das famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos- fechou 2012 acima do IPCA, chegando a 6,2%.O Indicador de Preços ao Consumidor - Classe 1 medido pela FGV, que leva em conta a inflação das famílias de até 2,5 salários mínimos, chegou a 6,9%.
    São exatamente os segmentos da população que não têm como se defender da inflação e sentem mais intensamente o peso do aumento de serviços essenciais, como planos de saúde e alimentação, inclusive de produtos da cesta básica.
    Segundo o INPC, os alimentos consumidos no domicílio ficaram 10,6% mais caros no ano passado. Em Belém (PA), o aumento chegou a 14,2%. Das regiões metropolitanas pesquisadas, a concentração dos índices acima da média nacional no Norte e no Nordeste é perversa.
    Ao corroer o poder aquisitivo das famílias mais vulneráveis, a inflação restringe o acesso a produtos de primeira necessidade e subtrai também recursos que seriam usados na quitação dos empréstimos contraídos nos últimos anos de expansão do crédito, acelerando os riscos de inadimplência.
    É alto o preço que o país está pagando pelas decisões que vêm sendo tomadas pelo governo e pelas que têm sido negligenciadas, como as reformas que deveriam ter sido implementadas. Bons governos administram, no presente, as bases do futuro.

      Alimentos biofortificados-Paula Takahashi‏

      Vencedora do Prêmio Capes 2012, pesquisa da Federal de Lavras busca enriquecer plantios com fertilizantes bons para o solo e para melhorar produtos de consumo humano e animal 

      Paula Takahashi
      Estado de Minas: 14/01/2013 
      Em nome da produtividade no campo, os níveis de nutrientes nos alimentos foram deixados de lado, prejudicando milhões de pessoas vítimas de desnutrição em todo o mundo. Na tentativa de reverter esse quadro, pesquisadores apostam alto na chamada biofortificação de alimentos, que pretende aumentar o teor dessas substâncias fundamentais para a alimentação humana e animal, por meio do manejo da adubação de culturas agrícolas. Em Minas Gerais, pesquisa inovadora na área, realizada por equipe de estudiosos da Universidade Federal de Lavras (Ufla) foi reconhecida pela comunidade acadêmica ao vencer o Prêmio Capes de Teses 2012.
      De autoria do engenheiro-agrônomo e doutor em ciência do solo Sílvio Junio Ramos, a tese “Biofortificação, variação genotípica e metabolismo envolvendo selênio em alface e brócolis” revela a importância de investir na elaboração de fertilizantes enriquecidos que, além de garantir o aumento da produção agrícola, ofereçam maior teor de nutrientes para os alimentos. “Isso está sendo implementado nos Estados Unidos, Canadá, China, Inglaterra, Turquia, Finlândia, Austrália e Índia. O desafio agora é produzir fertilizantes para a adubação das lavouras que sejam capazes de aumentar a produção agrícola e proporcionar teores suficientes de minerais essenciais nos alimentos produzidos no Brasil”, afirma o especialista.
      Conhecida como biofortificação agronômica, realizada por meio de adubação, a técnica deve ser complementada com a versão genética, que envolve o melhoramento vegetal. “Há parceria entre a Embrapa e a Ufla para a seleção de cultivares que tenham maior potencial de absorção dos nutrientes fornecidos por meio desses fertilizantes. Por isso as duas linhas de pesquisa devem caminhar juntas”, acrescenta Sílvio. Com variedades mais propensas a extrair os nutrientes oferecidos por adubos enriquecidos, melhores serão os efeitos na alimentação humana.
      O pesquisador explica que seus estudos para o doutoramento foram direcionados à alface e ao brócolis, modelos da pesquisa, mas outros alimentos certamente poderiam ser usados com o mesmo intuito. “Esse foco tem que ser expandido para culturas agrícolas que têm maior impacto na alimentação, como arroz, feijão, trigo, soja e as forrageiras, essas duas últimas principalmente para a alimentação animal”, observa. O avanço para o enriquecimento dos alimentos da cesta básica já é feito pelo pesquisador em parceria com Luiz Roberto Guimarães Guilherme e Valdemar Faquin, ambos professores da Federal de Lavras.
      ESSENCIAL PARA A SAÚDE A escolha do selênio – micronutriente mineral com poderosa ação antioxidante –  pode ser justificada. Estima-se que as deficiências nutricionais envolvendo esse nutriente atinjam 15% da população mundial. A principal causa estaria na baixa disponibilidade do elemento na maioria dos solos cultiváveis, que não são fertilizados adequadamente. Solos do cerrado brasileiro, onde hoje se concentra a maior parte da produção agrícola do país, em especial de grãos, já se mostraram pobres em selênio. “A cultura colhida ali também será deficiente”, garante Sílvio.
      A carência do mineral está relacionada à incidência de certos tipos de câncer, anomalias morfológicas, doenças cardiovasculares, entre outras. O pesquisador lembra que a biofortificação agronômica com selênio já é realidade na Finlândia desde 1980. No texto da tese, ele explica que, para elevar o teor desse elemento na carne, leite, produtos lácteos e agrícolas, o mineral foi incorporado aos fertilizantes do país numa proporção de 10mg por quilo. O resultado é uma clara redução nas taxa de doenças cardiovasculares e de certos tipos de câncer na população desse país.

      Rede nacional potencializa ideia 
      Publicação: 14/01/2013 04:00
      A Universidade Federal de Lavras (Ufla) mantém uma rede de pesquisas interdisciplinar de âmbito nacional, chamada Rede Agrometais, que conta com parcerias de outras universidades e recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Segundo o professor Luiz Roberto Guimarães, uma das linhas de pesquisa da Agrometais está relacionada à qualidade e segurança dos alimentos produzidos no campo, que inclui a avaliação de elementos-traço essenciais como zinco, ferro e selênio em insumos agropecuários, áreas cultivadas e produtos agrícolas.
      Nessa linha de pesquisa, vem sendo realizado um trabalho em parceria com a Embrapa que busca o enriquecimento de mandioca com zinco, ferro, selênio e pró-vitamina A. “Estamos começando a fazer a seleção das espécies. Já identificamos algumas que têm capacidade de armazenar mais os elementos”, antecipa Luiz Roberto. O próximo passo é realizar o plantio das variedades mais propensas à absorção dos nutrientes para verificação do desempenho no campo. Em 2009, a Embrapa já havia anunciado a mandioca Jari, com maior teor de pró-vitamina A, conhecida como betacaroteno. O resultado foi proveniente de uma série de cruzamentos entre a variedade aipim.
      Os avanços não param por aí. O projeto BioFORT, coordenado pela Embrapa e com objetivo de trabalhar pela biofortificação de alimentos no Brasil, já tem resultados em outras variedades além de uma mandioca com 40 vezes mais vitamina A que a comum. A meta da Embrapa é produzir variedades de abóbora e milho com altos teores de carotenoides e outros precursores de vitamina A; arroz, feijão-caupi, trigo e feijão com grande concentração de ferro e zinco – o último também com grande resistência à seca –; e mandioca e batata-doce mais ricas em betacaroteno. Até o momento, já foram desenvolvidas 10 cultivares, dos quais três de mandioca e uma de batata-doce com maiores teores de betacaroteno, três de feijão-caupi e três de feijão comum mais ricos em ferro e zinco.
      Para levar as mudas para o campo, está em andamento o projeto Alimentos Biofortificados, que começa a se expandir nos estados do Nordeste e Sudeste. Segundo informações do BioFORT, as unidades de multiplicação de mudas de batata-doce estão sendo instaladas em escolas agrícolas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Maranhão e Ceará com objetivo de formar técnicos agrícolas que serão os multiplicadores das tecnologias da Embrapa nas localidades onde moram, atendendo as demandas dos produtores da região pelas variedades biofortificadas. (PT)