sábado, 1 de junho de 2013

Tv Paga


Estado de Minas: 01/06/2013 04:00


Sessão pipoca


O cinema nacional entra firme na disputa pela preferência do assinante. Uma das estreias de hoje é a comédia Até que a sorte nos separe, com Leandro Hassum e Danielle Winits (foto), no Telecine Premium. A alternativa da HBO é Sequestro no espaço, com Guy Pearce à frente do elenco da trama sobre uma conspiração contra o governo norte-americano. Nenhuma maravilha, é verdade. Mas o assinante que decida. Os dois filmes serão exibidos às 22h.

Marilyn Monroe desfila
sua beleza no Telecine


Melhor mesmo é passar a noite com Marilyn Monroe, que completaria hoje 87 anos e, por isso, será lembrada pelo Telecine Cult com a exibição de Loucos de amor, às 20h15, e Almas desesperadas, às 22h. Na faixa das 22h, o assinante tem mais oito boas opções: A ilha da imaginação, no Telecine Fun; Projeto X, na HBO HD; Lanterna Verde, no Max HD; O pianista, no Glitz; Quatro irmãos, no FX; Perigo em Bangkok, no Space; A trilha, no Megapix; e Quero ser John Malkovich, na MGM. Outras atrações da programação: Os fugitivos, às 20h, no A&E; Anaconda 4, às 20h15, no Megapix; Intrigas de estado, às 21h, no Studio Universal; e Jackass: Cara-de-pau – O filme, às 23h35, no Universal.

Nat Geo vai relembrar
a tragédia do Titanic


O Nat Geo vai reprisar a série Titanic, com quatro episódios, neste sábado, a partir das 19h. Outra produção que merece destaque hoje é O lapa azul, que estreia também às 19h no canal History, reconstituindo as ações da expedição brasileira enviada para combater na 2ª Guerra Mundial, entre 1944 e 1945.

SescTV inspira reflexão
sobre sustentabilidade


O SescTV abre hoje o ciclo Inclusão e sustentabilidade com a exibição do curta Vidas no lixo, de Alexandre Stockler, às 22h, seguido do longa-metragem Boca de lixo, de Eduardo Coutinho. A socióloga Elisabeth Grimberg participa do programa comentando as implicações dos fatos mostrados nas duas produções. Mais cedo, às 21h, a série Arquiteturas vai explicar como foi a construção das superquadras de Brasília, projeto urbanístico desenvolvido pelo arquiteto Lúcio Costa.

Canal Bem Simples
promove festa junina


O quentão e a quadrilha entram na programação do Bem Simples com a maratona Festa junina, hoje, a partir das 20h15. Serão exibidos episódios temáticos de Tudo simples, Programa da Palmirinha, Homens gourmet e Cozinha caseira. Entre outras delícias, é a chance de aprender a fazer trança de abóbora com coco, cuscuz paulista, pudim de tapioca, canjica de paçoca, canjica salgada, bolo de
maçã e quentão.

Ricki lake quer casais
discutindo a relação


A Fox Life reservou para este mês dos namorados o especial Papo de mulher. Todos os sábados, às 22h, serão apresetados programas relacionados ao tema, começando hoje com The Ricki Lake show, trazendo histórias que serão discutidas entre convidados, especialistas e plateia. Entre os assuntos abordados, dicas para encontrar o par perfeito, os segredos dos amantes, relacionamentos abertos, amor psíquico, noivos controladores e homossexuais em casamentos heterossexuais.

Fernando Rodrigues

folha de são paulo
PSDB em transição
BRASÍLIA - O PSDB entra na disputa pelo Palácio do Planalto em 2014 de maneira inédita em sua história.
Pela primeira vez os tucanos terão um candidato que não é de São Paulo nem fez carreira nesse Estado. Sempre prevaleceram os políticos paulistas: Mário Covas (1989), FHC (1994 e 1998), José Serra (2002 e 2010) e Geraldo Alckmin (2006).
Covas disputou no sacrifício em 1989, com um partido criado no ano anterior. FHC (nascido no Rio, mas com carreira em São Paulo) surfou no Plano Real e na máquina federal. Daí para a frente, houve uma luta intensa entre as diversas seções regionais do PSDB. Os paulistas prevaleceram, embora sempre chegando depauperados para a disputa.
Em 2002, Serra entrou para valer no páreo só no ano da eleição. Tinha fortes adversários internos, como Paulo Renato e Tasso Jereissati. Aécio Neves também jogava contra. E o governo FHC estava atolado em baixa popularidade.
Em 2006, Alckmin só virou candidato de fato em abril. Não teve a ajuda dos tucanos quando no Nordeste corria solto o boato de que o PSDB iria acabar com o Bolsa Família. O partido estava completamente rachado.
Em 2009, Serra e Aécio disputaram palmo a palmo a vaga de candidato. Quando o cenário pendeu para Serra, já em 2010, o PSDB de novo estava fragmentado e sem coesão.
Desta vez, o mineiro Aécio Neves terá o que ninguém teve no passado dentro da legenda pós-FHC. Está com a máquina nacional do partido na mão. Usou quase sozinho o tempo de TV e de rádio do PSDB em maio. Fez como quis a propaganda, na qual foi a estrela maior.
Faltam ainda os acertos regionais, alianças locais e um discurso mais atraente. E o mais importante de tudo: os eleitores dispostos a mudar o comando do país. Não é fácil, embora Aécio esteja nesta largada melhor do que o PSDB esteve nas últimas três eleições.

    Ele pintou o que lhe deu na telha (Mestre Lorenzato) - Ailton Magioli‏

    Considerado por especialistas um dos mais importantes artistas mineiros do século passado, Amadeo Lorenzato desperta o interesse do mercado, mas não é reconhecido nacionalmente 


    Ailton Magioli

    Estado de Minas: 01/06/2013 



    Bairros simples e sua gente trabalhadora sempre inspiraram o pintor Lorenzato

    O pequeno anúncio, de texto claro e objetivo – LORENZATO, compro quadros do artista LORENZATO –, publicado há dois domingos no Estado de Minas, chamou a atenção da reportagem. Afinal, até que ponto iniciativas assim contribuem para inflacionar o preço da obra de arte? O trabalho de Amadeo Luciano Lorenzato (1900 –1995) estaria passando por um momento de valorização? O recurso é comumente usado entre marchands e colecionadores?

    Há cerca de um mês, dois quadros pequenos do artista (Favela e Soltador de pipa no Morro do Papagaio, de 20cm x 25cm cada) foram leiloados por R$ 1,9 mil, respectivamente, pela galeria Rugendas e pelo Vitor Braga Escritório de Arte, de Belo Horizonte, jogando por terra os planos do provável colecionador interessado na valorização da pintura de Lorenzato, que era também escultor.

    “Quando a procura for maior que a oferta, o preço tende a aumentar”, aposta o marchand Vitor Braga, com 38 anos de experiência. “Por enquanto, há oferta da obra de Lorenzato, mas o próprio mercado dá sinal de que ela vai faltar. Já tivemos essas obras com mais facilidade”, admite.

    No verso do óleo sobre tela As borboletas (33cm x 40cm), de 1948, pertencente ao acervo da Manoel Macedo Galeria de Arte, o artista se autodefine: “Amadeo Luciano Lorenzato – Pintor autodidata e franco-atirador. Não tem escola. Não segue tendências. Não pertence a igrejinhas. Pinta conforme lhe dá na telha. Amém”.

    O colorido refinado, com um quê de ingenuidade remetendo à arte naif, e a geometria fazendo lembrar Volpi contribuem para tornar a obra de Lorenzato atraente. “Ele continua sendo o artista que todos querem”, diz o marchand Vitor Braga, garantindo que se pudesse estender a obra de Lorenzato para além de Minas Gerais, ela teria reconhecimento e, consequentemente, maior valor de mercado. “A arte dele ficou meio regionalizada, acho que pelo próprio jeito humilde do pintor. Faltou e continua faltando um empurrão para ele descer a Serra da Mantiqueira.”

    Para Vitor, o triângulo da arte brasileira tem um cavalete no Rio de Janeiro, outro em São Paulo e o terceiro em Minas Gerais. “Em minha humilde opinião, o ideal seria tentar montar exposições de Lorenzato na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Nacional do Rio de Janeiro, para que ele pudesse se tornar mais conhecido”, diz. O pintor alcançou o preço máximo de R$ 11 mil na venda de Madona (70cm x 50cm), que Vitor classifica de “antiga e espetacular”, por meio da galeria Rugendas.

    “Hoje, não tenho mais nada de Lorenzato no acervo. Tudo que chega vende facilmente”, salienta. Segundo Vitor Braga, entre os grandes colecionadores já houve quem anunciasse em jornais do interior (São João del-Rei e Barbacena, no Campo das Vertentes), conseguindo comprar de uma só vez 18 quadros do artista. Entre os colecionadores mineiros se destacam Eduardo Simões, Manoel Macedo, Vitório Semionate e Pedro Olivotto.

    Especulação Com visão contrária à do colega, Manoel Macedo vê no movimento em torno da arte de Lorenzato muito mais especulação do que valorização em si. “As pessoas têm mania de comprar arte como investimento, quando deveriam fazê-lo por sentimento. No caso de Lorenzato, por sentimento puro”, sugere o marchand, lembrando ter ocorrido o mesmo com Marcos Coelho Benjamin, Zé Bento e Fernando Luchesi, entre outros.

    O recurso do anúncio, revela, é até mais comum do que se imagina. “Amilcar de Castro, por exemplo, é alvo disso. Ocorre com todo artista brasileiro. Acho até meio chato”, diz Macedo, assumindo-se como comprador, e não vendedor de Lorenzato. “Para valorização, atualmente, apostaria em Amilcar de Castro, Tunga, Zé Rezende e Ana Maria Maiorino”, lista.

    Lorenzato, acredita Macedo, é vantagem “por amor e sentimento”. “O pessoal está meio guloso em relação à obra dele. Como ainda é muito barata, imaginam que vai subir”, explica, dizendo ter cerca de 30 quadros “bem selecionados” do artista. “É um pintorzaço, que me diz verdades. Sou apaixonado pela pintura dele. Além disso, sempre será uma grande pessoa, um grande homem”, declara.

    Amigo pessoal de Lorenzato, Manoel produziu uma individual e algumas coletivas dele em sua galeria. “Como pintor, ele é do tamanho de todos os outros de renome. Não perde para Guignard, Di Cavalcanti, Volpi, Pancetti e Amilcar de Castro. Todos são do mesmo tamanho”, conclui.





    As obras de Lorenzato sempre estiveram no limite entre o que seria arte popular e arte erudita

    Palavra de especialista
    Maria Angelica Melendi
    Pesquisadora, autora do livro Lorenzato

    Popular e erudito
    O problema de Lorenzato é que ele está sempre no limite entre o que seria arte popular e arte erudita – na verdade, um conceito muito vago. Aqui no Brasil, não se usa muito o termo, mas costumo classificá-lo como autor da arte dos iletrados ou autodidata. É daqueles artistas que não passam por uma escola de arte e nem fazem trabalho de acordo com a tradição. Lorenzato não passou por escola, mas faz uma arte que tem a ver com a própria tradição dele: um italiano que vem para
    o Brasil, volta à Itália e acaba retornando ao Brasil. Trata-se de um exemplo de mestiçagem e hibridismo. Ele junta estas duas características: o Brasil e a tradição
    de visualidade italiana.

    Pintor de paredes e cidadão do mundo
    Ailton Magioli






    Lorenzato deixou recado atrás de um de seus quadros

    Filho de italianos que chegaram ao Brasil durante a onda imigratória ocorrida entre o século 19 e a década de 1930, Amadeo Luciano Lorenzato (foto) aprendeu as primeiras noções do ofício com o italiano Américo Grande, no trabalho em sua própria casa. Depois, tornou-se ajudante de Camilo Caminhas, na época o único empreiteiro de pintura de Belo Horizonte.

    A epidemia da gripe espanhola, que castigou a capital na década de 1920, foi responsável pela volta da família à Itália. Em 1925, o jovem Lorenzato frequentou a primeira escola especializada, a Real Academia de Arte, de Vicenza, onde se iniciou como pintor de cavalete.

    Em Roma, ele conheceu o caricaturista holandês Cornelius Keesman, com quem viajou pela Europa. Na Bélgica, Lorenzato trabalhou na construção civil. Na França, ele e o pintor italiano Gino Severini frequentavam famosos cafés, pontos de encontro de Pablo Picasso e Henri Matisse.

    A morte do pai, em 1930, levou Lorenzato de volta à Itália, onde se casou. A 2ª Guerra Mundial o fez voltar ao Brasil. Em 1948, foi trabalhar no Hotel Quitandinha, em Petrópolis. Com a chegada da mulher e do filho, estabeleceu-se em BH, onde viveu 13 anos. Precocemente aposentado depois de cair enquanto trabalhava num apartamento, passou a se dedicar à pintura artística, que exercitou até a morte, em 1995.

    O fulcro da questão - Helio Schwartsman

    folha de são paulo
    O fulcro da questão
    SÃO PAULO - Não gostei do projeto aprovado pela Câmara que altera a legislação de drogas, aumentando penas para traficantes e consolidando a internação involuntária de usuários, entre outras providências.
    Sempre que esse assunto vem à tona, as pessoas põem-se a debater se a maconha faz mais ou menos mal do que o álcool, se o consumidor de drogas alimenta ou não as organizações criminosas e problemas parecidos. São controvérsias importantes e não me furto a discuti-las. Penso, porém, que existe uma questão anterior que raramente é abordada e que define os termos de todas as demais. Trata-se do tipo de Estado em que desejamos viver: que poderes lhe concederemos e de quanta liberdade estamos dispostos a abrir mão.
    Não creio que caiba a nenhuma autoridade, mesmo que eleita democraticamente, imbuída de plena sabedoria e das melhores intenções, determinar o que eu posso ou não ingerir. Estamos aqui lidando com uma esfera da privacidade que, a meu ver, não deve estar sujeita a regulação estatal senão em aspectos muito limitados, a exemplo da norma que impede pessoas embriagadas de dirigir.
    Evidentemente, quando abraçamos essa opção, precisamos aceitar o que vem com ela. Se as drogas não devem ser proibidas, precisam ser legalizadas ou pelo menos toleradas. Isso significa que haverá mais gente exposta a elas, com um provável aumento do número de dependentes --embora o tamanho desse efeito permaneça uma incógnita.
    Ainda mais difícil é estimar o que ocorreria com a criminalidade numa legalização. Os cartéis ficariam privados de uma fonte de lucros fáceis e isso tende a enfraquecê-los, o que é bom. Mas eles poderiam tentar compensar a perda de receita com mais delitos violentos, o que é péssimo.
    Incertezas não faltam, mas penso que a própria ideia de democracia fica enfraquecida se tirarmos das pessoas a possibilidade de fazer escolhas, aí incluídas as erradas.